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Archive for January, 2011

Rombo do Panamericano pode ser de R$ 4 bi e BTG Pactual é possível comprador

January 31st, 2011 No comments

Indefinição na fixação do preço de venda do Banco Panamericano fez com que fosse suspendida a divulgação do balanço do 3º trimestre de 2010 que seria feita nesta segunda-feira.

SÃO PAULO – O Banco Panamericano anunciou no início do final  de semana que o rombo em suas contas pode chegar a R$ 4 bilhões, o que representa R$ 1,5 bilhão acima do que o Banco Central (BC) havia calculado anteriormente.

BTG Pactual poderá adquirir parte do Panamericano

Algumas informações dão conta de que o BTG Pactual está em adiantadas negociações com Sílvio Santos para a compra dos 49% de participação do Panamericano que são de propriedade do apresentador. O valor da negociação inicialmente divulgado seria de de R$ 4 bilhões, mas atualmente a negociação está esbarrando justamente na definição deste valor.

  • O Banco BTG Pactual nasceu da união do Banco Pactual e da BTG, instituição fundada por André Esteves (ex-diretor de Renda Fixa, Câmbio e Commodities do UBS AG, ex-presidente e CEO do UBS na América Latina e ex-CEO do Banco Pactual), Persio Arida (ex-presidente do Banco Central do Brasil), um grupo de sócios veteranos do Banco Pactual e executivos do UBS.
  • O BTG Pactual é o 11º maior banco brasileiro e em set/10 administrava ativos de R$ 46 bilhões.

O Banco Panamericano é o 20º maior banco do país. Ele administra no total R$ 12,6 bilhões, dos quais R$ 4 bilhões (32%) podem ter virado pó. O patrimônio líquido do Banco é de apenas R$ 1,6 bilhão.

Em se concretizando a venda do Panamericano o valor será utilizado para a  nova capitalização do Banco Panamericano e para amortizar a dívida junto ao Fundo Garantidor.

Leia todas as notícias sobre o Banco Panamericano no link http://cooperativismodecredito.com.br/news/tag/banco-panamericano/

 

A tabela abaixo demonstra  as maiores instituições financeiras do Brasil por ordem de Ativos Administrados.

Instituições Financeiras por Volume de Ativos - Setembro de 2010

 Fonte: Estadão, Reuters e Portal do Cooperativismo de Crédito

Crédito já sente efeitos de medidas do Banco Central

January 28th, 2011 No comments

BRASÍLIA – O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, afirmou hoje que os números do crédito em dezembro já são reflexo das medidas macroprudenciais adotadas pela autoridade monetária. Segundo ele, a expectativa é de que esse impacto continue a ser sentido no crédito. Os números parciais de janeiro confirmam essa previsão.

Em dezembro, tivemos certo arrefecimento na taxa de crescimento do crédito. Sem dúvida, isso tem impacto das medidas macroprudenciais”, disse Altamir. “Espero uma acomodação maior nas concessões de crédito”, acrescentou, destacando que o impacto deve ser mais forte nos financiamentos ao consumo, especialmente nas concessões para compra de veículos e no crédito pessoal.

Altamir informou que em janeiro, até o dia 12, a média diária das concessões de crédito livre caiu 8%. A média das pessoas físicas teve recuo de 3,5% e a das pessoas jurídicas, baixa de 11,3%. Altamir ponderou que, no caso das empresas, o número reflete basicamente um efeito sazonal do segmento.

O economista informou que a taxa de juros média do crédito em janeiro, também até o dia 12, subiu 3 pontos porcentuais em relação a dezembro, atingindo 38% ao ano. O movimento mais significativo ocorreu no crédito para pessoa física, cuja taxa de juros teve alta de 4,5 pontos porcentuais, para 45,1% ao ano. Para as empresas, a alta de janeiro, segundo a parcial, é de 1,5 ponto porcentual, atingindo 29,4% ao ano.

O movimento para cima das taxas de juros reflete, essencialmente, a alta dos spreads bancários. Em janeiro, o spread médio subiu 2,8 pontos porcentuais, para 26,4 pontos porcentuais ao ano. O spread para empresas subiu 1,4 ponto porcentual, para 18,4 pontos porcentuais ao ano, enquanto o spread para pessoas físicas avançou para 32,9 pontos porcentuais, com alta de 4,4 pontos porcentuais. O spread representa a diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetivamente cobrada dos clientes.

Altamir reconheceu que o custo de captação dos bancos subiu, mas de uma maneira relativamente pequena. Os dados parciais divulgados se referem ao crédito livre. Segundo o economista, o volume total desse crédito cresceu 0,3%, com as operações de pessoas físicas subindo 1%, enquanto no caso das empresas houve queda de 0,3%.

Prazos

O chefe do Departamento Econômico do BC destacou também que as medidas macroprudenciais já impactam o prazo médio das concessões de crédito. Ele explicou que, no passado, o aumento dos juros era, normalmente, compensado pelo alongamento do prazo para que o crédito coubesse no orçamento das famílias. Mas agora, como as medidas elevam o custo dos bancos em caso de aumento de prazo, a tendência é de redução desse indicador.

Fonte: Estadão

Conselho Monetário Nacional aprova parceria do Banco Sicredi com o Rabobank

January 28th, 2011 No comments

No dia 27/01/11, o Conselho Monetário Nacional aprovou a participação estrangeira de até 49% no capital do Banco Cooperativo Sicredi S.A. E esclarece que a participação do Rabo Financial Institutions Development B.V. (RFID), da Holanda, firmada em acordo, será de 30% no Banco Cooperativo Sicredi S.A. A proposta requer aprovação da Presidenta da República, Dilma Rousseff, conforme previsto no artigo 52 do Ato das Disposições Constitucionais transitórias.

Trata-se de uma relação estratégica de longo prazo entre instituições que têm afinidades de propósitos e estão focadas no desenvolvimento do cooperativismo de crédito como um modelo de organização econômica da sociedade.

A parceria se dará mediante participação minoritária do Rabo Financial Institutions Development, braço de desenvolvimento do grupo holandês, no capital votante do Banco Cooperativo Sicredi S.A..

Organograma do Sistema Sicredi

No que se constitui a parceria SICREDI e RABOBANK?
O Banco Cooperativo Rabobank, com sede na Holanda, investiu recursos para a participação de 30% das ações do Banco Cooperativo SICREDI S/A, que até então (15/06/2010) possuía um patrimônio líquido de R$ 219 milhões.

Qual é a diferença entre o Banco Cooperativo SICREDI S/A e o Sistema SICREDI?
O Sistema SICREDI sempre destacou que “tem um banco”, mas “não é um banco”, fazendo referência ao fato de que suas 125 cooperativas de crédito juntas são acionistas da holding SICREDI Participações, que possui R$ 2,3 bilhões de patrimônio líquido e R$21 bilhões de ativos totais, e que até então detinha 100% das ações do Banco Cooperativo SICREDI S/A.

Quais são as vantagens desta parceria?
Com esta parceria as cooperativas do Sistema SICREDI, utilizando-se da experiência do Rabobank, poderão oferecer novos produtos e serviços como leasing, crédito imobiliário e operações específicas para o agronegócio, inclusive com prazos prolongados, taxas diferenciadas e maiores volumes de recursos. A associação de nossa marca ao Rabobank potencializa ainda mais a credibilidade e solidez do Sistema SICREDI.

Qual é a importância dessa parceria para as cooperativas SICREDI e seus associados?
O Sistema SICREDI se beneficiará através da associação a uma instituição de atuação global, pontuada como menor risco (AAA) na classificação de risco pelas principais Agências de Rating. A experiência internacional do grupo holandês contribuirá para o desenvolvimento dos negócios, atendendo às necessidades de nossos associados, especialmente na participação mais efetiva das cooperativas de crédito do SICREDI no setor agroindustrial. Por meio de um contrato de consultoria com o Rabobank, será possível também trocar conhecimentos, processos e procedimentos gerando maior eficiência operacional.

O que muda para o associado?
Nada muda no dia-a-dia dos associados. A única diferença é que em breve os associados poderão utilizar-se dos benefícios oferecidos pela parceria através da utilização dos novos produtos e serviços das cooperativas. Cada cooperativa continua com a gestão, diretorias e conselhos próprios, com a mesma autonomia e independência que sempre tiveram. Reiteramos que a parceria é com o Banco Cooperativo SICREDI S/A, prestador de serviços para as 128 cooperativas de crédito do Sistema SICREDI.

Quem é o Rabobank?
O Rabobank é um banco cooperativo formado por 153 cooperativas de crédito, sendo a maior instituição financeira da Holanda com 41% de participação de mercado. O total de ativos administrados é de mais de R$ 1,6 trilhão, estando entre os 30 maiores bancos do mundo. O tamanho do Rabobank demonstra a grande participação do sistema cooperativista de crédito na Europa e que temos muito a crescer no Brasil, onde temos apenas 2% de participação no mercado. (leia mais no link)

Fonte: Sicredi

Sicredi Pioneira RS divulga resultados de 2010

January 26th, 2011 No comments

A Sicredi Pioneira RS, a 5ª maior Cooperativa de Crédito do Brasil dentre as 1.400 existentes, divulgou as primeiras informações relativas ao seu desempenho no ano de 2010.

A Cooperativa de Crédito contava ao final de 2010 com 440 colaboradores e 62.626 associados, contando com 31 Unidades de Atendimento na região abrangida pela Serra Gaúcha, Vale dos Sinos e Vale do Caí.

Total de Recursos Administrados: R$ 710 milhões (crescimento de 45% em 2010)
Total do Patrimônio Líquido: R$ 115 milhões (+ 33%)
Sobras Acumuladas em 2010: R$ 15,1 milhões (+ 20%)
Total da Carteira de Crédito: R$ 395 milhões (+ 54% em 2010)

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Do total das sobras de 2010 (R$ 15,1 milhões), um total de R$ 6,3 milhões já foram pagos aos associados em dez/2010 a título de Juros ao Capital Social, tendo o mesmo sido remunerado em 9%. Das sobras remanescentes 45% foram direcionadas ao Fundo de Reserva, 5% para o FATES e os 50% restantes, R$ 4,423 milhões, serão levados à Assembléia Geral com a proposta de destinação aos associados na proporção da rentabilidade gerada por cada um deles.

Abaixo temos o gráfico das Sobras Anuais da Sicredi Pioneira RS dos últimos 10 anos, onde visualiza-se um resultado acumulado na última década de R$ 76,8 milhões.

Sobras Acumuladas na Sicredi Pioneira RS nos últimos 10 anos (de 2000 a 2010)

Fonte: Sicredi Pioneira RS

Sistema Cecred realiza AGO com suas Cooperativas Singulares

January 26th, 2011 No comments

Nesta última sexta-feira (21/01/2011), a Central Cecred realizou a Assembléia Geral Ordinária (AGO) com a presença de todas suas cooperativas singulares em sua sede, na cidade de Blumenau/SC. Na AGO foram apresentados os balanços e números da Central e eleito o novo Conselho Fiscal. Foram apresentadas também informações a respeito das principais realizações de 2010 do Sistema Cecred. Dentre elas, destacam-se:

  1. Primeira Central de Cooperativas do Brasil a receber a autorização do Banco Central para realizar a compensação própria, com acesso direto a Compe/SPB, identificando suas operações com o número de instituição financeira 085;
  2. 72 mil participações em eventos do Progrid – Programa de Integração e Desenvolvimento de Cooperados;
  3. Integração de todos os Terminais de Autoatendimento das 13 cooperativas;
  4. 3.149 participações nos 142 eventos (cursos e treinamentos) promovidos pela Cecred para seus colaboradores e dirigentes;
  5. Reformulação dos sites das 13 cooperativas.

Além das informações da Central, o Conselho de Administração apresentou os números consolidados do Sistema Cecred, dando destaque para o total de ativos, que ultrapassou R$ 1 bilhão (41% de crescimento comparado ao ano anterior), e ao número de cooperados, que atingiu a soma de 186 mil – um aumento de 31%, se comparado a dezembro de 2009. Foi realizado também um estudo comparativo entre as taxas de juros e tarifas cobradas pelas cooperativas do Sistema Cecred e a média dos bancos brasileiros. Através desse estudo e somando as sobras líquidas, os cooperados economizaram mais de R$ 222 milhões. Esse é o valor que deixa de ir aos bancos e permanece na comunidade, movimentando o mercado local.

Dados consolidados do Sistema Cecred – Dezembro/2010:

  • 13 Cooperativas filiadas;
  • 186 mil cooperados;
  • Ativos Totais: R$ 1,04 bilhão (41% de crescimento em 2010);
  • Operações de Crédito: R$ 604 milhões (+ 39%);
  • Depósitos Totais: R$ 731 milhões (+ 41%);
  • Patrimônio Líquido: R$ 234 milhões (+ 24%);
  • Sobras no ano: R$ 35 milhões.
  • 95 postos de atendimento e 891 colaboradores.

A Assembléia  foi conduzida pelo Sr. Moacir Krambeck, Presidente do Conselho de Administração Cecred e pelo Diretor Executivo Ivo José Bracht.

Saiba mais sobre o Sistema Cecred no link http://www.cooperativismodecredito.com.br/CECRED.php

Fonte: Cecred

A história do Cooperativismo no Brasil

January 26th, 2011 No comments
Reduções Jesuíticas no Rio Grande do Sul

Historiadores defendem que o cooperativismo no Brasil chegou pelas mãos dos jesuítas e citam suas missões no sul do país como exemplo de sociedade solidária, fundamentada no trabalho coletivo, com o objetivo de promover o bem-estar comum. Este movimento teria ocorrido por volta do ano 1610 nos municípios de Guaira e Vila Rica.

Mas, foi só em 1847 que começou, de fato, o movimento cooperativista brasileiro, com a fundação da Colônia Tereza Cristina, no Paraná, pelo francês Jean Maurice Faivre.

Em Palmital/SC, localidade do atual município de Garuva, houve uma tentativa de implantação de uma colônia de produção e consumo, tendo à frente o imigrante francês Jules de Mure.

Na segunda metade do século, começaram a aparecer, em todo o país, iniciativas semelhantes. Aos poucos, o cooperativismo foi se dividindo, e passou a abranger quase todos os setores da sociedade.

Porém, somente em 1887 surgiu a primeira cooperativa no Brasil denominada Cooperativa de Consumo dos Empregados da Companhia Paulista, em Campinas/SP.

A esta seguiram-se:

  • 1889 – Sociedade Econômica Cooperativa dos Funcionários Públicos de Minas Gerais, criada em Ouro Preto;
  • 1891 – Associação Cooperativa Telefônica de Limeira/SP;
  • 1894 – Cooperativa Militar de Consumo do Distrito Federal, criada no Rio de Janeiro;
  • 1895 – Cooperativa de Consumo de Camaragibe/PE;
  • 1902 – Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Associados Pioneira da Serra Gaúcha, atual Sicredi Pioneira RS, em Nova Petrópolis/RS, por orientação do Padre Jesuíta Theodor Amstad;

Leia mais sobre o Cooperativismo no Brasil no link http://www.cooperativismodecredito.com.br/HistoriaCooperativasdeCreditonoBrasil.php

Fonte: Jornal Cooperativista – Sicoob Amazônia

Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul destaca o cooperativismo gaúcho

January 24th, 2011 No comments

Deputado Giovani Cherini

No dia 26 de Janeiro, a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul será palco de um grande evento em homenagem ao sistema cooperativista gaúcho. “Cooperativismo: o sucesso da cooperação“, foi proposto pelo atual presidente da Assembléia Legislativa, deputado Giovani Cherini, e destacará 42 cooperativas, em diferentes categorias. Em comum, todas elas tem o mérito de trabalhar a favor do desenvolvimento do Rio Grande do Sul.

O evento ocorrerá no Teatro Dante Barone da Assembléia Legislativa e iniciará às 10 horas. No dia anterior, 25/01/11, o deputado Cherini e o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, concederão entrevista coletiva a veículos de comunicação. Cherini fará um balanço sobre sua gestão na presidência da Assembléia Legislativa, cujo tema foi “Cooperação – O Rio Grande Acima das Diferenças”, enquanto Perius apresentará as potencialidades do cooperativismo gaúcho.

Presidente da OCERGS, Vergílio Perius

A homenagem é justa, pois reconhece a importância fundamental do processo cooperativista pela geração de renda, trabalho e riqueza em nosso Estado“, opina Perius. “As cooperativas gaúchas nao acampam em nosso pampa. Elas se solidificam e se estruturam para a melhor prestação de serviços aos gaúchos e gaúchas”.

Os nomes de todas as cooperativas homenageadas serão divulgados por ocasião do evento, mas já são conhecidos os seguintes homenageados:

  • Sicredi Pioneira RS, recebendo o Certificado de Destaque do Cooperativismo Gaúcho em reconhecimento por ser a mais antiga cooperativa do Brasil;
  • a Casa Cooperativa de Nova Petrópolis, com o reconhecimento por ser a Capital Nacional do Cooperativismo;
  • Unicred Central RS, com o reconhecimento “Financiando a Saúde“. 

Fonte: OCERGS, Unicred Central e Sicredi Pioneira RS

Ocesp entrega carta de reivindicações ao governador de SP

January 24th, 2011 1 comment

Em reunião realizada nesta segunda-feira, 17, no Palácio dos Bandeirantes, o presidente da Ocesp (Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo), Edivaldo Del Grande, entregou ao governador Geraldo Alckmin uma carta de reivindicações do cooperativismo paulista. São necessidades gerais ou específicas por ramo de cooperativas, de questões tributárias, representação em conselhos setoriais, adequação de procedimentos administrativos, até ensino do cooperativismo em escolas públicas.

Acompanhado por vários diretores de ramos, Del Grande iniciou a explanação pelo Decreto 55.938/2010, que impede a participação de cooperativas de trabalho e de transporte em licitações do Estado. “Já perdemos cerca de 11 mil postos de trabalho por conta desse decreto. A Ocesp pode ajudar o governo a separar o joio do trigo. Temos uma certificação, que pode ser exigida. Não pactuamos com cooperativas desvirtuadas, que mancham a imagem de todo o cooperativismo. Mas também não é justo que se puna todas as cooperativas, como vem ocorrendo”, frisou o presidente da Ocesp.

Alckmin disse que vai encaminhar o caso do decreto para a Procuradoria Geral do Estado encontrar uma solução. “Quando estava na Secretaria de Desenvolvimento, contratamos uma cooperativa de motoristas, que nos atendeu muito bem. Vamos estudar uma forma de acolher as boas cooperativas de serviços”, salientou o governador, que depois de ouvir a reivindicação das cooperativas de crédito, sobre autorização para recolher taxas e tributos estaduais, leu rapidamente todos os demais itens da carta e delegou o trabalho de análise ao secretário da Casa Civil, Sidney Beraldo, presente à reunião ao lado do secretário do Trabalho, Davi Zaia. “Quero que converse com os demais secretários, veja o que é possível e o que não é possível nesta importante agenda do cooperativismo, e nos traga um retorno o mais breve”, encomendou Alckmin a Beraldo.

Mostrando-se sempre receptivo aos temas cooperativistas, o governador fez questão de ressaltar a proposta de ensino do cooperativismo em escolas públicas. “Gostei desta proposta. Nas aulas de empreendedorismo, podemos ensinar e divulgar cooperativismo e associativismo”.

Cooperado da área de saúde e, no passado, como produtor de leite, Geraldo Alckmin resumiu numa frase o conjunto de reivindicações das cooperativas: “no fundo, é falta de entendimento do que é cooperativismo”. E continuou: “Artigo da Constituição Federal incentiva o cooperativismo, conquista aliás da qual participei quando deputado federal membro da Frencoop, na época em que Roberto Rodrigues era presidente da OCB, a Organização das Cooperativas Brasileiras”. Alckmin arrematou a reunião afirmando o compromisso do Estado com as cooperativas. “São Paulo tem compromisso com o cooperativismo, instrumento ecônomico que proporciona maior justiça social. As cooperativas geram oportunidades para que os pequenos possam participar do concorrido mercado”.

A reunião com o governador contou também com a presença, pela Ocesp, dos diretores Osvaldo Caproni (ramo Crédito), Marcos Henrique dos Santos (Educacional), Danilo Pasin (Infraestrutura), Francisco Degasperi (Produção), Nanci Ramos (Trabalho) e Rubens da Silva (Transporte), e do gerente de Relações Institucionais, Julio Gushiken. Além dos dois secretários de Estado, participaram, pelo Governo, o assessor especial do governador, Orlando Baptista, e o secretário-adjunto da Casa Civil, José do Carmo Mendes Jr.

Fonte: OCESP

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Associados do Sicredi começam a receber moradias do Minha Casa, Minha Vida

January 22nd, 2011 No comments

Dois associados do Sicredi iniciaram o ano de 2011 com suas casas próprias. Localizadas em Taquaruçu do Sul/RS, as moradias foram construídas por meio do programa federal Minha Casa, Minha Vida com repasses de recursos pelo Sicredi. A entrega das casas será no dia 20 de janeiro, às 9h, no Clube Botafogo. O Sicredi é agente financiador para a construção de 1.591 unidades habitacionais, distribuídas em 51 municípios dos estados do Rio Grande do Sul e Paraná. Até agora foram encaminhados mais de 1.519 contratos e, em 12 municípios, as casas estão em construção. A previsão é que em um ano todas as moradias sejam entregues.

O Minha Casa, Minha Vida, resultado de uma parceria entre as prefeituras municipais e o Ministério das Cidades, é dirigido a famílias com renda de até três salários mínimos e municípios de até 50 mil habitantes. A previsão é de que sejam construídas 1 milhão de moradias em todo o País. Para o Sicredi, o Minha Casa, Minha Vida é um novo momento para este segmento de associados e para sua atuação nos municípios onde está inserido. “O nosso objetivo com o programa do governo federal é possibilitar ao nosso associado mais do que a aquisição de uma casa própria, mas uma parceria de crescimento para seu futuro”, declara o vice-presidente da Central Sicredi Sul, Gerson Seefeld.

O Sicredi desenvolveu uma cartilha que será entregue a todos os seus associados beneficiados do Minha Casa, Minha Vida. Na cartilha terá orientações desde como manter um jardim e uma horta até como economizar energia elétrica e evitar o desperdício de água. “A entrega da moradia do Minha Casa, Minha Vida é apenas o início de uma nova etapa na vida do nosso associado. Por isso, estamos desenvolvendo ações que permitam a melhoria efetiva na qualidade de vida e no desenvolvimento social e econômico do associado”, afirma Seefeld.

Fonte: Sicredi

A importância do líder para o bom relacionamento entre empresa e equipe

January 20th, 2011 1 comment

Mais do que uma posição na hierarquia da empresa, o exercício da liderança é uma questão de postura

Algumas características são essenciais para quem assume a árdua tarefa de ser líder. Relacionamento interpessoal, saber ouvir e administrar conflitos, praticar elogios, resolver problemas, tomar decisões, mostrar confiança e credibilidade são algumas delas.

Nas relações de trabalho, mais do que um guia para os colaboradores, quem assume esta postura gera o comprometimento de todos para alcançar as metas da empresa. “O mercado precisa de líderes que garantam uma flexibilidade necessária diante das mudanças, que sejam inovadores, engajem sua equipe e tenham credibilidade com visão de futuro“, explica Crismeri Delfino Corrêa, vice-presidente de Gestão e Inovação da ABRH-RS.

Esta habilidade pode ser treinada, mas depende da vontade de cada profissional. Sabe-se que o líder pode ser construído, treinado, capacitado, e para isto, precisa colocar todos os seus esforços nas competências de liderança que possui.

O verdadeiro líder se desenvolve quando aprende a ensinar e delegar tarefas de forma eficaz, mas isso não deve ser confundido com rigidez. “Antigamente entendia-se que os líderes eram aqueles que tinham mais força física. Entretanto, hoje em dia, ninguém consegue ser rígido com um público que sabe o que quer e não admite mais submissão”, completa Crismeri.

Fonte: Administradores.com.br

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Banco Central divulga nova taxa Selic, de 11,25%aa, com aumento de 0,5%

January 19th, 2011 1 comment

Alexandre Tombini é o Presidente do Banco Central do Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, colegiado formado pela diretoria e presidente da autoridade monetária, subiu a taxa básica de juros de 10,75% para 11,25% ao ano na primeira reunião do governo Dilma Rousseff, que aconteceu nesta terça e quarta-feiras (18 e 19).

A taxa de juros estava em 10,75% ao ano desde julho de 2010. Ao subir os juros para 11,25% ao ano, o Copom fixou a taxa básica da economia brasileira no mesmo patamar vigente em março de 2009, o maior em cerca de dois anos.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 1 e 2 de março. A estimativa do mercado financeiro é de que os juros subam para 11,75% ao ano neste encontro e que avancem para 12,25% ao ano em abril – patamar no qual deverão fechar 2011.

Ao fim do encontro do Copom, o BC divulgou a seguinte frase: “O Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 11,25% ao ano, sem viés, dando início a um processo de ajuste da taxa básica de juros, cujos efeitos, somados aos de ações macroprudenciais, contribuirão para que a inflação convirja para a trajetória de metas”.

JUROS REAIS
Com a subida da taxa básica da economia para 11,25% ao ano, o Brasil disparou na liderança isolada no ranking mundial de juros reais – que são calculados após o abatimento da inflação prevista para os próximos doze meses. Juros altos tendem a atrair capital para a economia brasileira e a pressionar para baixo o dólar.

Evolução da Taxa Selic de 2006 a 2011

Fonte: G1

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Murilo Portugal sucede Fabio Barbosa na presidência da Febraban

January 19th, 2011 No comments

Esta é a primeira vez que a federação será comandada por um executivo não ligado a um dos grandes bancos

SÃO PAULO – A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou nesta quarta-feira, 19, o economista Murilo Portugal como seu novo presidente. A posse do executivo deverá ocorrer na terceira semana de março, após assembleia geral que aprovará as mudanças no estatuto social da entidade.

O executivo vai suceder Fabio Barbosa, presidente do Santander Brasil, que está no comando da Febraban desde 2007. Seu mandato se encerra em março. Barbosa também está deixando o comando do banco. A partir de fevereiro, será presidente do conselho de administração do Santander. Já o comando do banco ficará, a partir de 4 de fevereiro, com o diretor geral Marcial Portela.

É a primeira vez na história que a Febraban é comandada por um executivo não ligado a um dos grandes bancos que fazem parte da federação. No início de 2010, a Febraban anunciou que iria profissionalizar sua gestão e contratou uma consultoria para buscar um novo presidente no mercado. O processo levou quase um ano para se concretizar.

“A escolha de Murilo Portugal representa mais um passo importante na profissionalização da gestão da Febraban”, diz comunicado enviado há pouco pela entidade. Segundo a nota, a missão do novo presidente será “dar continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido no sentido de buscar que o setor bancário tenha as condições e os instrumentos para desempenhar o papel que a sociedade dele espera.”

Desde sua fundação, em 1967, a Febraban tem sido comandada por profissionais indicados pelos grandes bancos. Era um sistema de rodízio que, nos últimos anos, com a concentração do setor bancário, se restringiu a Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Real. Antes de Fabio Barbosa, a Febraban era comandada por Márcio Cypriano, que também era presidente do Bradesco.

Portugal é carioca, formado em direito pela Universidade Federal Fluminense e tem pós-graduação em economia pela Universidade de Manchester. Desde 2006 é funcionário do Fundo Monetário Internacional (FMI), no qual ocupa o cargo de subdiretor-geral.

Portugal trabalhou tanto na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva como na de Fernando Henrique Cardoso. Foi por dois anos (2005 e 2006) secretário executivo do Ministério da Fazenda, na época comandado por Antonio Palocci. Quando Palocci caiu em meio a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, Portugal foi cogitado para sucedê-lo. O presidente Lula preferiu indicar Guido Mantega para o cargo e o economista optou por deixar o governo, pois foi trabalhar lá a convite de Palocci. No governo de FHC, foi secretário do Tesouro.

Fonte: Estadão

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Concorrência derruba as taxas de cartões para lojistas em até 40%

January 19th, 2011 No comments

Ritmo de queda das taxas após novas regras para o setor vem surpreendendo analistas, que esperavam um movimento de redução mais gradual; previsão é que efeitos já se reflitam nos resultados da Cielo e da Redecard, as duas maiores do setor

Com o aumento da concorrência no setor de cartões, os lojistas estão conseguindo renegociar com as empresas e as taxas cobradas por transação realizada pelos consumidores com este meio de pagamento estão caindo. A queda está surpreendendo analistas, que já preveem redução das receitas e dos lucros da Cielo e da Redecard, as duas maiores credenciadoras de estabelecimentos comerciais.

A Agência Estado apurou que algumas grandes redes conseguiram redução de até 40% nas taxas, como é o caso da Pague Menos, uma das maiores redes de drogarias do Brasil. Para a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), as taxas devem continuar recuando, conforme a competição aumente e novas empresas passem a operar no mercado.

O presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Júnior, destaca que, desde a abertura do mercado de credenciamento, em julho de 2010, alguns lojistas estão conseguindo isenção na locação das máquinas e redução de até 35% na taxa por transação. Segundo ele, essa taxa média, que variava de 3% a 5% antes do fim da exclusividade da Cielo e Redecard, está, atualmente, entre 2,5% e 4,5%. Essa variação ocorre de acordo com a característica dos estabelecimentos comerciais. A expectativa de Pellizzaro Júnior é de que a taxa média recue para o intervalo de 1,5% a 2,5%.

As renegociações das taxas se intensificaram no quarto trimestre de 2010, puxadas pelas grandes redes varejistas. Os resultados efetivos só devem ser conhecidos a partir de fevereiro, quando a Redecard e a Cielo divulgam seus resultados financeiros. Em uma reunião com analistas de mercado em dezembro, o presidente da Cielo, Rômulo de Mello Dias, já antecipou que os resultados da empresa viriam piores no quatro trimestre por conta das renegociações dos contratos com grandes varejistas. Procuradas, Cielo e Redecard não se pronunciaram sobre o assunto, por estarem em período de silêncio.

Os analistas do Goldman Sachs Carlos Macedo, Jason Mollin e Wesley Okada esperavam que as taxas cobradas dos lojistas fossem caindo lentamente. Mas a redução veio acima do esperado, por conta da renegociação com grandes varejistas.

A redução das taxas é “uma briga histórica” dos supermercados com as credenciadoras, afirma o vice-presidente e diretor de comunicação da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Orlando Morando.

Segundo ele, os porcentuais cobrados chegaram a equivaler a 4,5% dos valores transacionados, sobretudo nos pequenos comércios. “Isso era maior que o resultado líquido das nossas operações, que fica na faixa dos 3%”, diz Morando, acrescentando que as taxas, atualmente, situam-se na média dos 3%, considerando a média entre os associados da Apas. No entanto, entre os pequenos comércios podem variar ainda entre 3,5% a 4%

Fonte: Estadão

Sicredi União PR: perspectivas para 2011

January 18th, 2011 No comments

Nos 13 primeiros dias de 2011, o saldo dos recursos captados pela cooperativa de crédito Sicredi União PR registrou aumento de 3,3% em relação ao saldo médio de dezembro de 2010. Um bom começo para o que promete ser o melhor ano da cooperativa no norte e noroeste do Paraná.

“Há mais dinheiro circulando na região e o crescimento d

o volume de depósitos será ainda mais expressivo com a liquidação da safra de verão, em março”, estima o superintendente regional de desenvolvimento, Henrique Baggio.

A consolidação das principais metas da cooperativa, entre 2009 e 2010, embasa as projeções para este ano. Em 12 meses, os recursos totais saltaram 34% e fecharam o ano passado em R$ 552 milhões. No mesmo período, o patrimônio líquido aumentou 30%, chegando a R$ 76,7 milhões.

Henrique Baggio, Superintendente da Sicredi União PR

Até o fim de 2011, classificado como “o ano da colheita”, os recursos totais devem bater os R$ 700 milhões e o patrimônio líquido, a soma de R$ 87 milhões – aumento mínimo de 26,8% e 13,4%, respectivamente.

Nesse ritmo de crescimento, a Sicredi União – que hoje compreende 4% do volume total de depósitos das 125 cooperativas do Sistema – vai levar menos de três anos para superar o patamar de R$ 1 bilhão em recursos totais.

“A previsão é chegar a essa marca no segundo semestre de 2013″, comenta Baggio. “Sendo otimista, dá para chegar a R$ 1,5 bilhão nesse prazo”, acrescenta.

Divisor de águas

A história do Sicredi em Maringá se confunde com o início do cooperativismo de crédito no município, há 25 anos. Contudo, o crescimento mais significativo veio a partir da fusão de três cooperativas regionais – Maringá, Vale do Bandeirante (com sede em Astorga) e Norte do Paraná (Cornélio Procópio) – em primeiro de julho de 2009.

“Foi preciso [na fusão] investir pesado na reorganização da estrutura, em treinamento pessoal e na abertura de unidades de atendimento”, conta Wellington Ferreira, presidente da Sicredi União PR.

As três cooperativas, juntas, passaram a abranger 75 municípios e, no intervalo de um ano e meio, ampliaram de 50 para 61 o número de pontos de atendimento. O número de associados saltou de 44 mil para 47 mil desde a assembleia geral extraordinária que criou a Sicredi União.

“Houve um ganho gigantesco de sinergia com a fusão das cooperativas. Conseguimos tudo isso sem precisar aumentar o quadro de colaboradores”, revela Baggio.

Expansão

Para Baggio, a consolidação das seis unidades na segunda maior cidade do Estado, que já dão lucro, representa o sucesso do plano de expansão. “Diferentemente de um ano e meio atrás, hoje todas as unidades de Londrina operam no azul”. E vem mais por aí.

No curtíssimo prazo, além de colocar em operação uma nova filial em Londrina – a maior de todas -, em março do próximo ano, a Sicredi União finaliza detalhes para, em breve, abrir uma unidade em São João do Caiuá, na região de Paranavaí, e apoiar os produtores associados da Cocamar nos municípios de Bela Vista do Paraíso e Primeiro de Maio, instalando postos avançados nas próprias instalações da cooperativa.

Novidades também estão previstas para Maringá. A cidade, que hoje tem sete pontos de atendimento, ganhará mais duas até o fim deste ano. Expansão que, segundo Ferreira, está amparada no crescimento da economia, no aumento do poder aquisitivo da população e no momento vivido pela agricultura da região, que espera, este anos, colher boas safras e vender a produção por preços satisfatórios.

Balanço de 2010

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Metas para os próximos anos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Diario

BACEN põe fim ao monopólio do crédito consignado

January 17th, 2011 No comments

Bancos estão proibidos de criar qualquer tipo de contrato que restrinja o acesso de clientes a operações de crédito ofertadas por concorrentes

O Banco Central proibiu ontem que instituições financeiras criem qualquer tipo de contrato que restrinja ou impeça o acesso de clientes a operações de crédito ofertadas por concorrentes. A medida vale para todos os tipos de crédito, mas o caso mais evidente é o do crédito consignado – aquele que conta com taxas mais baixas para o consumidor porque tem garantia quase total de que será honrado.

Além de estimular a eficiência do setor, o BC espera a redução do spread – a diferença entre a taxa captada pelos bancos e a cobrada aos clientes.

A exclusividade no consignado é mais fácil de ser detectada. Muitos convênios assinados para repassar a folha de pagamento de servidores entre bancos e prefeituras, por exemplo, eram condicionados a esse monopólio. “A exclusividade pode acarretar desvantagens ao cliente, pois ele não tem a possibilidade de escolher a taxa mais barata”, explicou o procurador do BC, Isaac Ferreira.

A vedação põe fim a uma novela que atinge há anos milhares de clientes, principalmente de servidores públicos. Antes da decisão, o BC e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) viviam um impasse sobre suas atribuições no âmbito da concorrência do setor financeiro. Essa indefinição deixava em suspenso a avaliação de denúncias contra alguns bancos.

É o caso da acusação feita em junho do ano passado pela Federação dos Servidores Públicos Municipais e de 11 Estados, a Fesempre. A entidade revelou que o Banco do Brasil detinha o monopólio na concessão de consignado aos órgãos em que é responsável pela folha de pagamento.

Punições. Até agora, o episódio da Fesempre não foi avaliado porque Cade e BC não se entendiam sobre a quem competia a função. Depois de parar na Justiça, o BC assumiu a responsabilidade. A decisão, no entanto, vale apenas a partir de agora e os contratos existentes não serão considerados ilegais. Quem descumprir as novas normas, porém, pode ser punido, desde advertência e multa até o cancelamento da inscrição do banco no BC.

O advogado que representa a Fesempre, Vicente Bagnoli, afirmou que continuará com seu processo no Cade, mas o procurador do BC deixou claro que caberá à autoridade monetária o acompanhamento de casos desse tipo. “O BC tem hoje a segurança jurídica de que é a entidade competente para regular e dispor sobre condições de concorrência entre os bancos”, disse Ferreira.

Em agosto de 2010, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou um caso sobre a competência do BC e do Cade. A interpretação da sentença do STJ, porém, foi diferente para as instituições. O BC utilizou o processo para começar a atuar de fato na área. O Cade vê com restrições o ganho de causa concedido ao BC. O acórdão ainda não foi publicado e poderá ser decisivo.

?Fonte: Estadão

Saiba como ajudar as vítimas das chuvas no Sudeste

January 17th, 2011 No comments

Você também pode ajudar as vítimas das enchentes no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Eles precisam de roupas, calçados, alimentos não perecíveis, fraldas, remédios, material de limpeza e higiene pessoal e água mineral.

No Rio de Janeiro, as doações também podem ser entregues em qualquer Batalhão da Polícia Militar, na Rodoviária Novo Rio e em diversos pontos espalhados pela cidade. O HemoRio também precisa de doadores de sangue. Ele fica na Rua Frei Caneca, 8, no Centro. Agende a sua doação pelo 0800-282-0708.

Nos outros estados, procure a Cruz Vermelha mais perto da sua casa e leve donativos. No Rio de Janeiro, a sede da entidade fica na Praça da Cruz Vermelha, número 10, no Centro. Em São Paulo, o endereço é Avenida Moreira Guimarães, 699, em Indianápolis. E em Minas Gerais, é na Alameda Ezequiel Dias, 427, também no Centro.

Clique aqui e veja os pontos de doação em todo Brasil, estado por estado.

O Sicoob também abriu uma conta para doações em dinheiro. Todo valor arrecadado será transferido posteriormente para a Defesa Civil:

Sicoob Solidário
Banco: Bancoob
Agência: 0001
Conta poupança: 60431953-3
CNPJ: 08.393.823.0001-36 

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Mercado prevê longo ciclo de juro alto com perspectiva de 12,5% em dezembro de 2011

January 17th, 2011 No comments

SÃO PAULO – O novo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, enfrenta logo no início do mandato o duro desafio de trazer a inflação oficial do País de volta para a meta de 4,5% ao ano. Em 2010, o IPCA subiu 5,91%. O primeiro passo nessa direção deverá ser dado nesta semana, quando ele comandará sua primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

No encontro, que começa terça e termina quarta-feira, Tombini e seis diretores do BC vão definir o novo nível da taxa básica de juros (Selic). Há um consenso no mercado de que a taxa será reajustada. A aposta é de elevação de 0,50 ponto porcentual, para 11,25% ao ano.

O próprio BC, em seu mais recente Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro, não poderia ter sido mais explícito. “No regime de metas para a inflação, desvios em relação à meta, na magnitude dos implícitos nessas projeções (do mercado e do próprio BC), sugerem necessidade de implementação, no curto prazo, de ajuste na taxa básica de juros“, diz parte do texto que abre o documento.

A provável alta fará o Brasil ficar ainda mais atrativo para os investidores internacionais, porque aumentará a já enorme diferença entre os juros aqui dentro e no exterior. A Selic é a mais alta taxa básica do mundo, tanto em termos reais (cálculo que desconta a inflação) quanto nominais. Nos países desenvolvidos, os juros estão próximos de zero.

Os analistas não têm certeza apenas sobre a elevação da Selic agora. Cravam que o BC vai continuar puxando o juro durante boa parte de 2011. A maioria avalia que a taxa irá até 12,25% ao ano e ficará nesse nível até dezembro.

Mas há apostas para todo os gostos. Os analistas do banco Credit Suisse, por exemplo, acreditam em um ciclo total mais longo e maior, que culminaria com a Selic em 13,50% no fim do ano. Na outra ponta, o Banco Fator vê espaço para uma queda da taxa já no segundo semestre, encerrando 2011 em 11,25% (apenas 0,50 ponto acima do nível atual).

Pressões

A inflação no Brasil está pressionada e deve continuar assim, na melhor das hipóteses, até o fim do primeiro trimestre. Há uma série de fatores que embasa essa avaliação: a alta das commodities e dos produtos in natura (verduras, legumes e frutas), a persistente inflação no segmento de serviços e o provável fim da valorização do real.

Para alguns analistas, a situação é tão preocupante que eles não descartam a hipótese de o IPCA de 2011 estourar o teto da meta (6,5%). “A inflação alta na partida do ano (os 5,91% acumulados em 2010) faz com que um eventual choque na economia a leve para cima da banda superior da meta”, diz o economista-chefe da JGP Gestão de Recursos, Fernando Rocha.

A má notícia para o País é que os riscos desses choques crescem a cada dia neste começo de 2011. As chuvas no Sudeste têm levado a fortes altas dos preços dos produtos in natura. Na semana passada, a medição semanal do IPC-Fipe mostrou que a alface subiu 25% em um mês.

No exterior, as commodities alimentícias (como soja e milho) mantêm-se pressionadas, a exemplo do que ocorreu em grande parte de 2010. O Índice CRB Food, que sintetiza em um único indicador a evolução dos preços agrícolas, avançou quase 15% nos últimos 45 dias.

Além disso, a economia brasileira ainda é muito indexada. Como em 2010 indicadores que corrigem vários preços avançaram fortemente (caso do IGP-M, que subiu 11,32% e serve de base para o reajuste do aluguel), é de esperar que tenham impacto sobre o IPCA de 2011.

Esses fatores conjunturais juntam-se a pelo menos outros dois estruturais. Como lembra o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, o câmbio deixará de ter no governo Dilma a contribuição positiva para a inflação que beneficiou Lula em seus dois mandatos. Vale lembrar que o dólar saiu da faixa de R$ 3,50 no início de 2003 para a casa de R$ 1,70 em dezembro de 2010. “Hoje, praticamente não há espaço para nova valorização expressiva do real”, comenta Gonçalves. Sexta-feira, a moeda fechou a R$ 1,686.

O outro fator estrutural é a inflação dos serviços. Esse é um segmento da economia que retrata o comportamento da demanda. Afinal, não é possível importar cabeleireiro, manicure, tintureiro, marceneiro etc. A competição entre esses profissionais é somente interna.

Fonte: Estadão

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Sicoob Credicitrus distribui R$ 20 milhões a título de antecipação de sobras

January 17th, 2011 No comments

A Cooperativa de Crédito Credicitrus, com sede em Bebedouro, SP, distribuiu no final de dezembro aproximadamente R$ 20 milhões como antecipação das sobras do exercício de 2010, correspondendo aos juros sobre o capital dos cooperados.

  • Desse valor, 60% foram integralizados ao capital do cooperado e 40% distribuídos em espécie, com o devido recolhimento de Imposto de Renda na Fonte, conforme determina a legislação tributária.

Siguetoci Matusita, diretor de Planejamento e Controle da Sicoob Credicitrus, comenta: “Essa antecipação traduz os excelentes resultados alcançados pela cooperativa no último exercício e é muito oportuna, pois proporciona ao cooperado recursos adicionais para que faça frente ao tradicional aumento de despesas deste período do ano”. E completa: “É mais uma prova de que, no cooperativismo, a participação do cooperado gera a colheita de bons frutos”.

Fonte: Sicoob Credicitrus

Sicredi estreia campanha de seguros

January 16th, 2011 No comments

Conceito é baseado na importância dos laços familiares

Reforçando as modalidades de seguros disponíveis aos associados nas cooperativas, o Sicredi coloca no ar, durante o verão, sua nova campanha de seguros, que apresenta o conceito: “É o amor que faz a sua família mais segura. A gente só dá uma força”.

Um dos destaques da campanha é o comercial desenvolvido pela agência Competence e produzido pela Zeppelin Filmes, que retrata uma família que fortalece o sentimento de confiança no filho menor, por meio dos laços de amor e cooperação em uma competição de futebol. Além do comercial, a campanha publicitária inclui spot para rádio de 30”, anúncios impressos, outdoor, frontlight, placas de estrada, material de ponto de venda e ações nas redes sociais, além de patrocínios de eventos regionais nos Estados onde o Sicredi atua. Serão trabalhadas todas as modalidades de seguros disponíveis nas cooperativas, entre elas Residencial, Auto, Mais em Vida, Vida Mulher e Rural.

Segundo Daniel Fuchs Ferretti, da Superintendência de Comunicação e Marketing do Sicredi, a campanha está alinhada ao posicionamento do Sicredi – Seja dono desta força para criar identificação com o público. “O amor da família traz segurança e o seguro protege o que há de mais importante para as pessoas”, complementa Ferretti.
O portfólio de produtos presentes no Sicredi, por meio da sua corretora de seguros, é estruturado de forma a atender a segmentação do mercado, conforme o perfil e as necessidades do associado, tanto para produtos individuais como corporativos. Em seguros, durante o ano de 2010, o incremento na produção foi 17% superior a 2009. Também houve uma evolução no número de seguros vigentes, fechando o período com mais de 2,1 milhões de operações.

Fonte: Sicredi

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Cooperativa de crédito prevê salto de 20%

January 16th, 2011 No comments

SÃO PAULO – Animadas com o crescimento que oscila entre 20% a 25% por ano, as cooperativas de crédito mostram potencial e se firmam como uma opção a mais na concessão de crédito no Brasil.

Consideradas instituições sem fins lucrativos, as cooperativas atuam em todos os setores e diferentemente dos bancos, conseguem ser mais atrativas aos que procuram por recursos financeiros por suas taxas mais baixas.

Segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) no final de 2010, as cooperativas acumulavam uma carteira de crédito de R$ 29,485 bilhões até novembro. No total, existem hoje no País, em atuação, 1.380 cooperativas de crédito que representam 2% do PIB Financeiro e que totalizam R$ 80 bilhões em ativos, com participação cada vez mais importante no total de operações de crédito no Brasil.

Para o especialista Márcio Port, do Portal Cooperativismo de Crédito (www.cooperativismodecredito.com.br), as pessoas ainda confundem cooperativas com financeiras, mas na verdade, essas empresas servem para ajudar o desenvolvimento nacional e atingir a população localizada em pequenos municípios. “Um dos diferenciais dessas cooperativas é atuar onde os bancos não estão tão presentes, e elas se diferenciam por ter taxas mais atrativas das disponíveis no setor bancário”, explica Port.

O especialista mencionou que atualmente, no Brasil, 4,5 milhões de pessoas utilizam o sistema de cooperativa, o que enfatiza seu potencial de crescimento. “Estimo que este ano o setor cresça em torno de 20%, ritmo agressivo e bem competitivo com os bancos”, diz, e completa: “Estamos bem em termos de regulação, temos uma das melhores legislações em nível mundial. Existem países que se inspiram em nossas normas para regular o setor”.

Com atuação em diversos estados brasileiros e com 125 cooperativas de crédito está o Sicredi. Uma das pioneiras no País, a empresa conta com 1 milhão e 750 mil associados e administra R$ 22 bilhões em créditos no mercado.

Para o presidente Executivo do Sicredi, Ademar Schardong, o diferencial desse setor está em seu sistema societário. “O grande diferencial das cooperativas de crédito está no tipo societário, não nos produtos oferecidos. Não temos potencial de competir com os grandes bancos, trabalhamos para atender as necessidades de determinadas regiões, à pessoas físicas e a empresas de pequeno e médio porte“, explica o executivo.

Ainda segundo Schardong, a entidade projeta em 5 anos crescer ao menos 50% no setor de cooperativismo de crédito em número de associados e em ativos. “Esperamos em 2015 ter 3.500 associados e movimentar R$ 58 bilhões em ativos, e por consequência atingir 10 milhões de pessoas nos dez estados em que atuamos”, explica.

Quando questionado sobre as restrições de crédito impostas pelo Banco Central no final do ano passado, que retiraram da economia um montante significativo, o executivo diz que há impacto, sim, pois as cooperativas do Sicredi tem um banco também, o Banco Sicredi S.A., mas mesmo assim as expectativas são boas para o setor. “Teremos impactos, mas serão menores. O crescimento das cooperativas é de interesse da política monetária do Banco Central, e da sociedade, por sua capacidade de trazer equilíbrio ao sistema financeiro nacional.”

Para Márcio Port, não existirá muito impacto, pois as obrigações das cooperativas são diferentes das dos bancos. “Não temos de recolher compulsório, então as medidas não têm impacto sobre as operações”, completa.

Por Flávia Milhassi – DCI

39,5% não têm conta bancária, diz Ipea

January 12th, 2011 No comments

Estudo aponta maior bancarização na Região Sul e menor na Região Nordeste e revela perfil dos que desejam se tornar correntistas

Uma expressiva parcela da população brasileira ainda permanece excluída do sistema bancário. Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado ontem, indica que 39,5% dos brasileiros não têm conta em banco. A porcentagem é ainda maior na Região Nordeste: 52,6%. Já a Região Sul aponta a menor porcentagem, com 30% da população sem acesso a bancos.

Segundo o estudo, as mulheres constituem a maior parte da população fora da rede das instituições financeiras. Atualmente, 55,5% das mulheres do País possuem conta, ante 66% dos homens. Já a população jovem está tendo acesso mais cedo aos serviços bancários, enquanto os maiores de 45 anos tiveram avanço menor. Dos entrevistados entre 18 e 24 anos, 51,9% declararam ter conta, mas apenas 11,8% têm a conta há mais de cinco anos.

Dos brasileiros excluídos do sistema bancário, 40,6% desejam ter uma conta corrente e 26,6% acreditam ter condições financeiras necessárias e atrativas para as instituições. O porcentual daqueles que almejam uma conta é maior nas seguintes faixas da população: mulheres jovens (com menos de 24 anos), pessoas com ensino fundamental completo, pessoas com renda de até dois salários mínimos mensais e residentes nas Regiões Norte e Nordeste.

ESCOLHA: A motivação para a escolha da instituição financeira tem características regionais bem definidas, segundo o estudo. A influência da empresa onde o cidadão trabalha é a única exceção, já que é fator decisivo em todas as partes do País, com destaque para o Sudeste.

A tradição no relacionamento com o banco, pessoal ou familiar, tem grande relevância na Região Sul, sendo seu valor quase o dobro do índice nacional.

Já a confiança na instituição tem maior importância nas regiões menos desenvolvidas economicamente, como Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A localização do banco, por sua vez, tem peso destacado na Região Sudeste e a falta de alternativas, no Norte.

A compreensão sobre a principal função de um banco, outro aspecto abordado na pesquisa, também apresenta diferenças regionais. No Sudeste e Sul, há uma menor percepção da relevância da concessão de crédito em comparação com o resultado nacional. Já nas regiões menos desenvolvidas economicamente, como Nordeste e Norte, os entrevistados atribuem maior importância a essa atividade.

Na divisão por sexo, o estudo mostra que os homens dão maior importância ao crédito do que as mulheres (5,4% e 3,6%, respectivamente). O público feminino, por outro lado, se mostra mais interessado nos produtos e serviços oferecidos pelos bancos, com 31,4% ante 24,4% dos homens.

Para a elaboração do indicador, o Ipea ouviu 2.770 brasileiros em todos os Estados. A margem máxima de erro por região é de 5%.

Fonte: Estadão

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Endividado tenta se equilibrar entre especial e rotativo

January 12th, 2011 No comments

Brasileiro usa saldo do salário na conta corrente para entrar no limite do cheque especial e depois pula para o cartão de crédito

BRASÍLIA – Começo do mês é tempo de receber salário. A alegria, porém, dura pouco: contas chegam, o dinheiro sai e, em muitos casos, a conta fica no vermelho muito rapidamente. Dados do Banco Central mostram que, mesmo com o pagamento do salário, o início do mês é o período em que os brasileiros mais usam o limite da conta corrente e o crédito rotativo do cartão de crédito.

A entrada no cheque especial se concentra entre os dias 1.º e 10, quando a média é 26,1% maior que no restante do mês. No cartão de crédito , o uso do rotativo é 59,8% maior entre os dias 5 e 15.

Levantamento do Jornal Estadão que comparou a tomada de crédito em todos os dias úteis de 2009 revela que essas linhas de crédito estão sendo maciçamente usadas logo após o depósito do salário.

A situação é considerada preocupante por economistas porque indica que muitos consumidores contam com o limite da conta e o pagamento mínimo do cartão para fechar o mês e assim, pendurados no crédito, esperar até o próximo salário.

Bola de neve. “O comportamento é preocupante porque revela um estilo de vida em que as pessoas precisam se endividar para sempre. São consumidores que têm confiança de que receberão o salário no próximo mês e, por isso, tomam esses empréstimos sistematicamente logo após receber o salário“, diz o professor de finanças do Insper, Ricardo José de Almeida.

Na teoria, consumidores concentram o vencimento das contas em datas próximas ao salário para que haja “casamento” entre receitas e despesas. Mas, na prática, é bem diferente. Juntas, as despesas correntes somam valor maior que a renda e, por isso, é preciso recorrer sempre ao cheque especial mesmo com o salário recém depositado.

Logo depois, o problema cresce porque chega o extrato do cartão com todas as compras do mês anterior. E, como a conta já está no vermelho, o jeito é pagar o mínimo e usar o rotativo. Ou seja, as datas podem até coincidir, mas isso não resolve a situação porque são os valores que estão sempre descasados.

“Muitos clientes encararam com normalidade usar o cheque especial e pagar o mínimo do cartão todo mês. Isso não é adequado porque se houver qualquer imprevisto ou ele for demitido vira uma bola de neve”, diz o superintendente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo.

Fonte: Estadão

Sicredi inaugura 17 pontos de atendimento em cidades gaúchas e catarinenses em 2010

January 10th, 2011 No comments

Em 2010 o Sicredi deu continuidade ao seu processo de expansão no Rio Grande do Sul e Santa Catarina e inaugurou 17 pontos de atendimento. No total, hoje, o Sicredi está em 499 municípios gaúchos e catarinenses.

No Rio Grande do Sul, o sistema de cooperativas de crédito tem a maior rede de atendimento e cobre 88% do Estado – em 88 municípios o Sicredi é a única instituição financeira presente. “Nosso objetivo é chegar a 100% das cidades gaúchas. Em Santa Catarina, a atuação do Sicredi vem se consolidando ano a ano”, revela Gerson Seefeld, vice-presidente da Central Sicredi Sul.

Para Seefeld o crescimento que o cooperativismo de crédito vem alcançando no Brasil reflete um novo momento no cenário econômico do País. “Características como o foco na sustentabilidade da comunidade onde está inserido e a gestão transparente e democrática com a participação direta de associados tem demonstrado como o cooperativismo de crédito é um instrumento para o desenvolvimento econômico e social da população tanto de áreas rurais como de centros urbanos.”

Em 2011, a previsão é de que 29 novos pontos de atendimento entrem em funcionamento. “A presença do Sicredi nos municípios atende uma demanda da comunidade. É resultado da união e da parceria entre associados e cooperativa”, explica o vice-presidente. O município gaúcho de Três Cachoeiras iniciou a fase de inaugurações de 2011. “Estamos animados com as perspectivas para este ano. Ter uma nova unidade de atendimento já no primeiro dia útil de 2011 dá sinais de como serão os próximos 12 meses”, adianta Seefeld.

Fonte: Sicredi

A união faz a força: cooperativas do Sicoob adotam a nova marca

January 10th, 2011 No comments

Juntos sob uma mesma bandeira. É com essa máxima que o Sicoob vê a adaptação integral das unidades de atendimento do Sistema à nova marca.

Lançada no primeiro semestre de 2010, a identidade visual estará, até 2014, estampada em todas as cooperativas de crédito do Sistema, gerando mais visibilidade e reconhecimento por parte do público com relação aos serviços e produtos oferecidos.

A nova identidade visual tem estimulado as cooperativas a adotarem a marca pura: Sicoob. A aplicação de uma marca única em nível nacional desmistificará a idéia de que os pontos de atendimento são separados, que não fazem parte de um sistema único.

O conceito da nova marca do Sicoob reflete o desenvolvimento, a evolução, o crescimento, a união e a solidez do maior sistema de cooperativas de crédito do país.

A nova marca é formada pela sobreposição de triângulos, demonstrando que o sistema é formado por entidades entre si complementares (Cooperativas Singulares, Cooperativas Centrais, Confederação/Bancoob e demais empresas que compõe o sistema.

Para divulgar a nova identidade visual e integrar as Centrais no processo de implantação da nova marca, foi elaborado o Manual da Identidade Sicoob (MIS). O MIS apresenta informações sobre conceitos e forma de utilização, entre outros aspectos relacionados à marca.

Segundo Débora Márcia Bruno, supervisora de Comunicação e Marketing do Sicoob Confederação, concluída a fase de sinalização dos pontos de atendimento, inicia-se o processo de posicionamento da marca e dos valores do Sicoob. “A campanha de divulgação nacional objetiva explicar em mídia massiva o que é o Sicoob e destacar a abrangência do Sistema”.

Fonte: Revista Sicoob

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De forma sistêmica, o Banco Central do Brasil supervisiona as cooperativas de crédito

January 10th, 2011 No comments
José Ângelo Mazilo

A supervisão do cooperativismo de crédito brasileiro é confiada ao Departamento de Supervisão de Cooperativas e Instituições não Bancárias (DESUC), criado pelo Bacen, em 2005, para aperfeiçoar a fiscalização destas entidades. As ações vão desde a regularização das cooperativas perante o Bacen até o monitoramento e o acompanhamento da rotina das cooperativas.

Com a Lei Complementar 130/2009, o foco da supervisão passa a ser a melhoria dos padrões de governança e gestão do sistema cooperativista, bem como a racionalização de sua estrutura.

Para aqueles que ainda são resistentes e alimentam uma visão equivocada da supervisão, José Ângelo Mazilo, Chefe do Desuc, afirma que “a supervisão é absolutamente vital para a saúde do sistema financeiro nacional e a conseqüente confiança do público“. As instituições, entre elas, as cooperativas de crédito, precisam ser bem supervisionadas e ter alto padrão de governança para dar a tranqüilidade necessária aos cooperados.

Fonte: Revista Sicoob

Renato Nobile assume a Superintendência da OCB

January 6th, 2011 No comments

Renato Nobile e Luís Tadeu Prudente Santos

A partir deste mês, assume a Superintendência da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) Renato Nobile, até então secretário Executivo da instituição.

Luís Tadeu Prudente Santos, que estava à frente das superintendências da OCB e da unidade nacional do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), passa, desta forma, a se dedicar integralmente ao Sescoop.

A decisão resulta dos planejamentos estratégicos das duas Casas e do XIII Congresso Brasileiro do Cooperativismo, e ocorreu em dezembro de 2010, durante reunião do Conselho Diretor da OCB.

Fonte: OCB

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O organograma de uma Cooperativa de Crédito – Governança Cooperativa

January 4th, 2011 6 comments

O IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) utiliza em seus materiais didáticos um organograma que reflete perfeitamente os princípios inerentes à uma Cooperativa.

O objetivo deste tópico de notícia é provocar a discussão entre os leitores acerca de ser este, ou não, um modelo de organograma que pode ser utilizado pelas Cooperativas de Crédito brasileiras.

A partir desta definição podemos em tópicos seguintes passar a discutir a “Politica de Governança Cooperativa” que obrigatoriamente deverá ser apresentada em Assembléia Geral, conforme prevê o artigo 17 da Resolução 3.859.

  . 

Leitura do Organograma abaixo apresentado:

 

Traduzindo o modelo do IBGC para os cargos estatutários previstos na Lei Complementar 130/2009 e na Resolução CMN 3.859/2010 teremos a figura abaixo, onde:

  • A primeira parte do organograma (de cima para baixo), apresenta a Assembléia Geral Ordinária, representada por todos os associados da Cooperativa;
  • Estes associados elegem o Conselho de Administração da Cooperativa, órgão este coordenado por um Presidente e um Vice-Presidente;
  • A Assembléia Geral é subsidiada pelas informações fornecidas pelas Auditorias Interna e Externa, responsáveis pela análise das demonstrações financeiras e pela verificação da adoção das políticas e normativos existentes;
  • A Assembléia Geral elege também o Conselho Fiscal, formado por associados que serão responsáveis por acompanhar de perto a adoção das boas práticas de governança e de gestão da cooperativa;
  • Para conduzir as análises e estudos inerentes ao Conselho de Administração a cooperativa pode valer-se de  Comitês Não Operacionais responsáveis pela análise de questões estratégicas e pelo acompanhamento da gestão da cooperativa. Os comitês, formados pelos conselheiros de administração titulares e/ou suplentes,  estudam os assuntos de sua competência e preparam as propostas para o Conselho de Administração. O material necessário ao exame do Conselho deve ser disponibilizado junto com a recomendação de voto. Só o conselho pode tomar as decisões;
  • Todos os órgão acima são os responsáveis por garantir a GOVERNANÇA COOPERATIVA, e a Direção Estratégica, e são identificados pela pirâmide invertida, uma vez que o órgão máximo é representado pela totalidade dos associados (Assembléia Geral);
  • Abaixo, na pirâmide da GESTÃO EXECUTIVA estão inicialmente os integrantes da Diretoria Executiva, órgão este instituído na Resolução 3.859/2010 e eleitos pelo Conselho de Administração;
  • Na seqüência estão os demais cargos da cooperativa, estes contratados pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e constituídos por Gerentes, Assessores, Atendentes, Caixas, Assistentes, Estagiários e outros.

Participe, deixe sua opinião sobre esta interpretação do organograma

Organograma de uma Cooperativa de Credito

Equipe do Banco Central realiza projeto piloto no Sicoob Central SC

January 4th, 2011 No comments

Uma equipe do Departamento de Supervisão de Cooperativas e de Instituições Não Bancárias (Desuc), do Banco Central do Brasil, realizou de 29/11/2010 a 10/12/2010, um projeto piloto no Sicoob Central SC, em Florianópolis. O objetivo foi testar o novo Método de Avaliação de Cooperativas Centrais (MACC). Segundo o presidente da Central, Rui Schneider da Silva, “o Sicoob SC foi escolhido pelo bom relacionamento que possui com o Banco Central e também pela qualidade do trabalho que desenvolve nessa área”.

O projeto serviu para estabelecer a padronização de métodos de avaliação, que serão aplicados a todas as Centrais de cooperativas de crédito do Brasil. A cada dois anos o Banco Central auditora um dos sistemas cooperativos do país. No Sicoob Central SC, a última avaliação foi em 2008 e uma nova deve ocorrer em 2011.

Segundo a gerente de Supervisão do Sicoob SC, Elisete Cavalieri, a Central também é auditada pelo Sicoob Confederação uma vez ao ano, bimestralmente pelas demonstrações contábeis (balanço) e uma vez ao ano pelos controles internos.

Já as cooperativas do sistema são auditadas a cada seis meses, por duas empresas terceirizadas e contratadas pelo Sicoob Central SC. Também a Gerência de Supervisão da Central procede à verificação dos controles internos através do Sistema de Controles Internos e Riscos (Scir), das demonstrações financeiras das cooperativas, além das auditorias indiretas, prestando assessoria e sugerindo modificações de procedimentos, sempre que necessário.

A equipe de Supervisão da Central SC é composta por uma gerência, cinco inspetores e sete auxiliares de auditoria.

Fonte: Sicoob Central SC – Assessoria de Imprensa

Qual a tua obra ?

January 2nd, 2011 No comments
Mário Sérgio CortellaPara iniciarmos bem o ano de 2011 trago para reflexão o teor do livro “Qual é a tua obra? Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética“, do autor Mário Sérgio Cortella.
 
EM BUSCA DO SENTIDO: Cortella inicia o livro mencionando que cada vez mais as empresas buscam ser espiritualizadas e ter líderes espiritualizados. Espiritualidade “é a sua capacidade de olhar que as coisas não são um fim em si mesmas, que existem razões mais importantes do que o imediato”. “Temos carência profunda e necessidade urgente de a vida se muito mais a realização de uma obra do que de um fardo que se carrega no dia-a-dia”.

O LADO BOM DE NÃO SABER: “Reconhecer o desconhecimento sobre certas coisas é sinal de inteligência e um passo decisivo para a mudança”. Para Cortella, devemos ser humildes para dizer que não sabemos ou não conhecemos algo. “Essa é a regra básica para a vida: quando você está no fundo do poço, a primeira coisa que precisa para sair de lá é parar de cavar. E a pá que continua cavando é, ao não saber, fingir que sei”. “Gente que não tem dúvida não é capaz de inovar, de reinventar, não é capaz de fazer de outro modo. Gente que não tem dúvida só é capaz de repetir. Cuidado com gente cheia de certeza, elas ficam muito satisfeitas consigo mesmo e só ficam fazendo mais do mesmo o tempo todo”. “Uma pessoa humilde sabe que o dela não é o único modo de ser, com um único modo de pensar. Aliás, a pessoa que tem humildade usa o outro como fonte de renovação.”

qual-e-a-tua-obra“Num mundo competitivo, para caminhar para a excelência é preciso fazer o melhor, no lugar de, vez ou outra, contentar-se com o possível. E isso exige humildade e exige que coloquemos em dúvida as práticas que já tínhamos. Porque se as práticas que tínhamos e temos no dia a dia fossem suficientes, estaríamos melhores.” “Para ser capaz de uma mudança cada vez mais significativa e positiva é necessário ter humildade.” O grande pensador alemão Immanuel Kant, no século XVIII, dizia: “avalia-se a inteligência de um indivíduo pela quantidade de incerteza que ele é capaz de suportar”.

ESTOQUE DE CONHECIMENTO: quando fala em educação no ambiente empresarial, Cortella diz que “educação continuada pressupõe a capacidade de dar vitalidade às competências, às habilidades, ao perfil das pessoas”. “Investir em cursos, em formação, não significa que a empresa estará mais bem preparada porque não é automático. O contrário é automático: não investir na formação implica uma perda significativa da competência e da qualidade”. “A questão da educação corporativa tem um papel importante na retenção de bons profissionais. Sim. Eu fico no local onde percebo que estão investindo em mim. Isto é uma forma de reconhecimento”.

LEALDADE RELATIVA: reconhecimento é fator decisivo para a permanência de um profissional na empresa. “Ninguém fica num local apenas por conta do salário, mas sua permanência é também condicionada pela capacidade de enxergar a finalidade positiva do que faz, do reconhecimento que obtem, do bem-estar que sente quando seu trabalho é valorizado e se percebe ali a possibilidade de futuro conjunto.”

FUNDAMENTAL É CHEGAR AO ESSENCIAL: “Há uma mudança em curso no mundo do trabalho. As pessoas estão começando a fazer uma distinção necessária entre o que é essencial e o que é o fundamental. Essencial é tudo que você não pode deixar de ter: felicidade, amorosidade, lealdade, amizade, sexualidade, religiosidade. Fundamental é tudo aquilo que o ajuda a chegar ao essencial. Fundamental é o que lhe permite conquistar algo. No mundo da empresa, salário não é essencial, é fundamental. O que eu quero no meu trabalho é ter minha obra reconhecida, me sentir importante no conjunto daquela obra.”

AQUILO EM QUE ME RECONHEÇO: uma das principais tarefas do líder é esclarecer a obra coletiva. “O líder é aquele que obtem satisfação procurando satisfazer a obra e os outros. O líder é aquele que inspira as pessoas, que anima as pessoas a se sentirem bem com o que fazem”. Existem duas características precípuas da liderança: o líder não nasce pronto, ele se forma. E liderança não tem a ver com idade, tem a ver com experiência. “Isso significa também que quando você lidera pessoas é adequado, sim, colocá-las não na fogueira, mas numa experiência intensa. Porque, ao intensificar a experiência, ela cresce e se fortalece.”

COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS NA ARTE DE LIDERAR: “Líderes são homens e mulheres que ajudam indivíduos e equipes a fazerem a travessia rumo ao futuro. Atualmente, a necessidade não é estar partindo o tempo todo, mas sim estar preparado para partir.” “O líder deve ficar atento àquilo que muda e estar sempre disposto a aprender”.

Ao final do livro Cortella menciona um ditado chinês: “Quando dois homens vem andando na estrada, cada um carregando um pão, e trocam os pães quando se encontram, cada um vai embora com um pão. Mas, quando dois homens vem andando na estrada, cada um com uma idéia, e ao se cruzarem trocarem idéias, cada um vai embora com duas idéias”.

Um ótimo 2011 para os leitores deste site

January 2nd, 2011 2 comments
Márcio Port - Autor do Site

Márcio Port - Autor do Site

Mais um ano se inicia e tradicionalmente planejamos iniciar o ano e conduzir nossas atividades pessoais e profissionais de forma diferente do que foi no ano anterior.

Desejo à todos os leitores deste site um ótimo 2011, com grande desenvolvimento para o cooperativismo de crédito brasileiro e também com grandes realizações pessoais para os associados, dirigentes e colaboradores de cooperativas de crédito.

Faço um agradecimento especial à todos os que em 2010 contribuíram com o envio de releases e matérias trazendo maior dinamicidade ao trabalho aqui desenvolvido. Conto com vocês também em 2011.

Um grande abraço e um ótimo início de ano para todos.

Márcio Port

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IGP-M de 11,32% em 2010 é o mais alto desde 2004

January 2nd, 2011 No comments

Puxada pela alta de preços das matérias primas agrícolas, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M)da Fundação Getúlio Vargas (FGV) atingiu 11,32% em 2010. O resultado é o maior desde 2004 e ocorre após a primeira deflação da história do indicador, de -1,72%, registrada em 2009.

Os efeitos da inflação anual na casa de dois dígitos não devem se esgotar neste ano. É que o IGP-M é o indicador usado como referência total ou parcialmente para reajuste de vários contratos do setor privado, como aluguéis, contratos para compra de imóveis em construção (INCC) e mensalidades escolares, por exemplo. Por isso, o resultado robusto de um ano contamina a inflação do ano seguinte.

A inflação vai dar um certo trabalho em 2011“, prevê o coordenador de análises econômicas da FGV, Salomão Quadros. Mas ele não acredita que o IGP-M do ano que vem supere o resultado do indicador deste ano. Em cinco de 12 meses de 2010, o IGP-M mensal passou de 1%.

Quadros observa que boa parte da disparada do IGP-M registrada neste ano se explica pela recuperação das perdas registradas em 2009. No ano passado, o IGP-M fechou com deflação em razão dos efeitos da crise financeira internacional que eclodiu no fim de 2008. “Não é provável que haja recuperação ao longo de 2011″, diz. Nas suas contas, considerando a deflação de 2009 e o resultado deste ano, a inflação média do IGP-M em dois anos (2009 e 2010) seria, em média, de 4,6% a cada ano.

De toda forma, os resultados anuais de 2010 dos três índices que compõem o IGP-M não deixam dúvidas de que a inflação voltou com força neste ano, puxada não só pelas commodities, mas também pela demanda interna aquecida. O Índice de Preços por Atacado (IPA), que responde por 60% do IGP-M, aumentou 13,9% este ano, ante deflação de -4,42% em 2009.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que é 30% do indicador global, subiu 6,09% em 2010, com variação 50% maior que a do ano anterior (3,97%). A maior influência no IPC, que considera o peso do item e a variação, foi exercida pelas tarifas de ônibus urbanos, que subiram 11,47%, pelos aluguéis residenciais (4,15%) e planos de seguro e saúde (5,77%)

Impulsionado pelo bom momento da construção, com crédito imobiliário farto e as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Índice Nacional da Construção Civil subiu 7,58% este ano, mais de duas vezes a alta acumulada em 2009.

Fonte: Estadão

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