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Boas práticas que desafiam o cooperativismo de crédito brasileiro

September 10th, 2011 4 comments

O lugar que ocupamos é menos importante do que aquele para o qual nos dirigimos (Leon Tosltói)

Enio Meinen
Enio Meinen

Texto de Ênio Meinen*

Ninguém entre os atores do cooperativismo de crédito brasileiro tem dúvida de que o setor avançou consideravelmente nos anos mais recentes, aproveitando-se, como fator externo, das prerrogativas legais e regulamentares, e, internamente, do aperfeiçoamento da gestão.

Mas, considerando o propósito maior de figurarmos entre as instituições que “fazem diferença” ou “exercem real influência” no meio financeiro, há muito trabalho pela frente. O bom, no entanto, é que, além de conhecermos os nossos “gargalos” – que, no conjunto, ainda nos distanciam consideravelmente da base ideal de associados e do volume mínimo de negócios esperado -, sabemos que as soluções para um futuro melhor se situam exclusivamente em nossa “área de influência”. 

Neste artigo convido-os a refletirem sobre oito temas que se encontram no rol de nossos maiores desafios no macrocampo da gestão. Para facilitar o entendimento, ordenarei a abordagem de modo a evidenciar, em primeiro plano, o estado (ou o comportamento) ideal;  logo a seguir, as lacunas ainda existentes em relação a cada aspecto, e, por fim, apresentarei – sem a pretensão de esgotamento da lista de iniciativas – quatro possíveis medidas para aproximar (no sentido positivo) as duas perspectivas.

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1. Postura sistêmica

1.1 – O IDEAL: valer-se adequadamente dos benefícios do ganho de escala, da economia de escopo e da sinergia entre as diferentes entidades.

1.2 – O REAL: embora já possamos notar apreciável evolução nesse particular, com exemplos louváveis dentro de nosso movimento, ainda carecemos, no geral, de:

a) maior uniformização de políticas, produtos/serviços e processos, bem como de uma sintonia mais visível entre os líderes das diferentes entidades federadas (estamos, ainda, distantes da almejada “coalização sistêmica”);

b) uma efetiva redução do paralelismo e da sobreposição de estruturas e de ações em diversas áreas (singulares, centrais, confederações e bancos cooperativos);

c) um melhor aproveitamento das possibilidades de alocação corporativa de componentes organizacionais cujas atividades tenham repercussão sistêmica;

d) maior compromisso com soluções e projetos corporativos (negócios e retaguarda).

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2. Aglutinação entre cooperativas

2.1 – O IDEAL: aproveitar os benefícios do ganho de escala (limites operacionais, volumes x política de precificação, expansão da rede e do número de associados etc) e da racionalidade administrativa.

2.2 – O REAL: nos últimos três anos, tivemos cerca de 90 processos de união entre cooperativas dos diferentes sistemas, iniciativas juridicamente classificadas como incorporações. Mesmo reconhecendo que estamos mais atentos a essa oportunidade, podemos:

a) ser mais diligentes com o tema, iniciando (mediante coordenação das respectivas centrais) por um planejamento que, a partir do redesenho da área de atuação coberta pela central, preveja ações de curto, médio e longo prazos;

b) dar ênfase às cooperativas cujos quadros sociais tenham afinidade imediata, sejam complementares entre si (ex.: cooperativas com associados de perfil mais poupador unindo-se a cooperativas com cooperados mais demandadores de recursos) e\ou cujas áreas de atuação sejam coincidentes ou contínuas, induzindo o processo com vistas a um melhor aproveitamento das oportunidades de mercado;

c) ser mais arrojados na abordagem e na implementação de ações, de modo a impedir que cooperativas que estejam em situação confortável hoje se tornem inviáveis amanhã (as incorporações devem também ter caráter preventivo, não se prestando apenas como medidas reativas para salvar cooperativas com problemas).

  • Aqui vale uma ilustração, que bem denota a importância que se deve atribuir a essa iniciativa: há poucos dias estivemos visitando, em Giessen (cidade de 70.000 habitantes), na região central da Alemanha (Hessen), o banco cooperativo (volksbank) Mittelhessem, cujo dado mais representativo – e inédito – em sua história é o fato de ter passado por 200 (isso mesmo!) incorporações. Hoje é o terceiro maior banco cooperativo alemão – excluindo os dois bancos centrais -, e tem entre os seus beneficiários um em cada dois habitantes de sua área de atuação;

d) por iniciativa das respectivas confederações, inserir as cooperativas centrais na pauta de discussões, pois as aglutinações nesse âmbito, além de convenientes e próprias para “servir de exemplo”, já se  constituem necessárias em muitos casos.

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3. Estrutura patrimonial

3.1 – O IDEAL: manter, em todos os níveis da estrutura sistêmica, patrimônio adequado para os investimentos, as operações (limites) e o suporte aos riscos de crédito, mercado\liquidez, operacionais e outros (Basileia).

3.2 – O REAL: a situação chega a ser de relativo conforto em um número razoável de cooperativas singulares que adotam soluções criativas para angariar capital e ampliar reservas, ou que definem regras para capitalização contínua. Entretanto, na grande maioria das cooperativas, especialmente ao se considerar o volume de negócios que podem (ou devem) ainda alcançar, a estrutura de capital mostra-se acanhada. Também em grande parte das centrais, confederações e nos bancos cooperativos, tendo em vista a alavancagem mais aguda e o elevado nível de investimentos de sua responsabilidade, não há sobra de patrimônio. O quadro, no geral, indica que devemos:

a) adotar política corporativa de gestão de capital, aproveitando  a indução do ambiente normativo representado pela Resolução CMN 3.988, de 30-6-11, e também por conta de Basileia III, como medida preventiva, estruturada e permanente para fortalecer o patrimônio operacional em todos os níveis sistêmicos;

b) aproveitar os recursos externos oferecidos para financiar a subscrição e integralização de novas quotas-partes de capital nas cooperativas singulares (ex.: Procapcred e recursos próprios geridos pelos bancos cooperativos);

c) buscar parcerias com entidades/organismos externos para atrair capital novo para os bancos cooperativos, a ser empregado no desenvolvimento de projetos de interesse comum;

d) insistir nas ações mais elementares, traduzidas por campanhas de capitalização e por retenções mais expressivas de sobras (densificação dos fundos de reservas e de contingências), além de  ampliar o intercâmbio (entre as entidades de todos os níveis), inclusive intersistêmico, para observar boas práticas de atração de capital.

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4. Ampliação da base de associados

4.1 – O IDEAL: aproveitar satisfatoriamente o potencial associativo (redução do “gap” entre associados possíveis x associados efetivos), paralelamente à “recuperação” de associados inativos ou semiativos.  

4.2 – O REAL: é ainda vastíssimo o universo de associados a serem conquistados pelas cooperativas, sejam elas segmentadas, “semiabertas” ou de livre admissão, independente do território por elas ocupado. Em muitos casos, aliás, esse distanciamento nem é percebido, pois inexiste até mesmo a noção sobre o universo possível de novos entrantes. Além (e antes) disso, nota-se desatenção com o universo de associados inativos ou pouco participativos na vida da cooperativa. Para melhorar o posicionamento neste particular, as cooperativas (com o apoio de suas respectivas centrais), podem:

a) como primeira providência, paralelamente a uma abordagem dedicada ao contingente de associados já existente (sejam eles “parcialmente” ativos ou inativos, visando a expandir o relacionamento negocial),  promover um levantamento do mercado potencial de novos cooperados, ampliando a rede de atendimento sempre que necessário (sabe-se que há um número representativo de comunidades não assistidas, embora as localidades figurem das áreas de atuação estatutárias. Isso implica uma “reserva de mercado” improdutiva e nociva aos interesses sistêmicos);

b) definir estratégias de abordagem dos possíveis/potenciais entrantes, com atenção especial ao público mais jovem e à população (pessoas físicas e jurídicas) dos  médios e grandes centros urbanos, onde o grau de penetração é irrisório (aqui entra o diálogo com lideranças do grupo potencial; divulgação da cooperativa na mídia local/regional; participação mais ativa em eventos da comunidade ou dos grupos de interesse etc).

  • Ainda sobre os aglomerados urbanos, um dado interessante, que bem demonstra o nosso descompasso em relação ao mercado: enquanto os empréstimos dos bancos nessas áreas representam 75% do total da carteira, os das cooperativas atingem meros 25% (já nas comunidades interioranas, onde somos mais efetivos, a relação se inverte);

c) estabelecer metas (diárias, semanais, quinzenais, mensais…) de “recuperação” e de conquista de (novos) associados, por ponto de atendimento;

d) aglutinar-se (sob a coordenação das respectivas centrais), pois o aumento dos limites operacionais (patrimônio de referência mais substantivo), a ampliação da rede de atendimento, a diluição do custo administrativo etc, constituem estímulos importantes para a atração de associados.

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5. Oferta de produtos e serviços ecléticos e competitivos

5.1 – O IDEAL: dispor de (e explorar) amplo portfólio de soluções negociais no interesse do associado (com custo atraente, qualidade e comodidade de acesso), restringindo os apelos à infidelidade.

5.2 – O REAL: embora já seja razoável a quantidade de produtos e serviços à disposição das cooperativas (especialmente quanto às soluções bancárias clássicas), há considerável espaço para aperfeiçoamentos, tanto na adequada exploração do portfólio, quanto no seu incremento. Para tanto, podemos/devemos:

a) dar o exemplo, no âmbito dos conselheiros, dirigentes, executivos e colaboradores quanto ao uso efetivo dos produtos e serviços oferecidos pela própria cooperativa, descontinuando o relacionamento com outras instituições financeiras (o cartão de crédito é sempre um bom exemplo!);

b) intensificar a oferta aos associados e, conforme o caso, a terceiros, dos produtos e serviços já disponíveis;

c) dar ênfase a produtos e serviços como cartões, seguros, cobrança, arrecadações, consórcios, previdência privada, intermediação de quotas de fundos de investimento, captação de poupança rural e originação de crédito consignado;

d) promover diligências (cobrando e participando) para que as soluções corporativas/sistêmicas sejam mais efetivas, tanto na rapidez da entrega, quanto na adequabilidade e na competitividade (qualidade, custo e comodidade).

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6. Governança

6.1 – O IDEAL: dispor de uma gestão legitimada, participativa e profissional, combinando soluções que considerem a defesa dos interesses dos associados e respeitem os padrões técnicos de mercado.

6.2 – O REAL: aqui também é correto afirmar que, mais recentemente, especialmente por movimentos de indução do Banco Central do Brasil e como resultado da evolução conceitual e técnica dos dirigentes, boa parte das cooperativas vêm apresentando bons exemplos de governabilidade. Contudo, mesmo nessas entidades mais avançadas, e muito mais nas outras, há oportunidades para aprimoramentos, destacando-se:

a) a necessidade de revisitação da política e das práticas de representatividade do quadro social (todos os grupos homogêneos\afins devem sentir-se parte da cooperativa);

b) o empenho para o aperfeiçoamento estratégico e técnico dos dirigentes (a participação em eventos de capacitação, especialmente os promovidos pelas entidades de segundo e terceiro níveis do sistema associado), e  também para uma dedicação mais substantiva (tempo de expediente) aos interesses da cooperativa\do quadro social;

c) a criação de meios/canais apropriados para atrair o interesse e a participação dos associados (processos de nucleação; reuniões locais, pré-assembleias etc);

d) a busca por uma maior fidelidade aos modelos de governança definidos sistemicamente e apoiados pelo Banco Central.

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7. Gestão de pessoas

 7.1 – O IDEAL: instituir políticas de gestão de pessoas que permitam atrair e reter bons profissionais.

 7.2 – O REAL: talvez aqui residam as nossas maiores deficiências, considerando o conjunto do cooperativismo de crédito (reconhecidas, com louvor, as exceções pontuais). As razões possivelmente concentram-se na forma como alguns dirigentes ainda veem as cooperativas, não as reconhecendo como verdadeiras empresas, que atuam em um mercado complexo e altamente competitivo. Por isso, é recomendável que estejamos atentos às práticas virtuosas (e vitoriosas), que passam essencialmente:

a) pela aplicação das soluções sistêmicas, pois concebidas por profissionais preparados e conhecedores do segmento, amplamente debatidas com os representantes das cooperativas (via centrais);

b) pelo nivelamento das remunerações com o mercado (incluindo premiação por produtividade e benefícios), respeitando a proporcionalidade (tamanho) e a condição  econômico-financeira de cada entidade;

c) pela concessão de incentivos de longo prazo (ex.: previdência privada patrocinada), e pelo reconhecimento, nas movimentações, do mérito individual, como estímulos à fidelidade\à permanência nas nossas entidades\empresas;

d) pela contratação (e retenção) apenas de pessoas de “bem com a vida”!

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.8. Preparação da força de trabalho

8.1 – O IDEAL: preparar intensivamente os quadros técnicos no viés comercial, sem descuidar da perspectiva dos controles.

 8.2 – O REAL: o nosso “faro” e a nossa “pegada” para os negócios estão muito aquém do desejado. Somos, no geral, mal preparados e pouco arrojados nesse particular (não gostamos de nos colocar do “balcão” para fora). De outro lado, é perceptível uma maior preocupação e um maior envolvimento com os controles (justificável diante de problemas já vividos pelo setor), o que não deixa de ser uma postura correta. Só que precisamos equilibrar forças, pois sem negócios a atuação na retaguarda perde em significado. Daí que devemos avançar – e aceleradamente -, iniciando, por exemplo:

a) pela definição de prioridades de capacitação (do > para o < impacto em negócios e riscos), após diagnóstico sobre o estágio atual (planejamento do processo de capacitação);

b) pela aplicação dos conteúdos e das metodologias de capacitação sistêmicos (muitas vezes nem mesmo conhecemos os nossos produtos e serviços, pois não nos dispomos a ler os manuais e regulamentos pertinentes);

c) pelo envolvimento efetivo/intensivo das equipes alocadas nas entidades de segundo nível e nas empresas corporativas na preparação da força de vendas (campo dos negócios);

d) pela associação da capacitação (visando ao domínio sobre os produtos e serviços – incluindo a sua repercussão no resultado, bem sobre as técnicas de vendas a serem empregadas em sua oferta aos associados e terceiros) a um plano arrojado de metas (por  produto e serviço disponíveis na cooperativa, subdividido por ponto de atendimento).

As ações e os comportamentos aqui recomendados certamente não esgotam as soluções a nos conduzirem para o mundo ideal. Contudo, se aplicados em sua essência, certamente farão diminuir a amplitude de nossas dificuldades atuais, contribuindo, assim, para que encurtemos o caminho que nos separa dos almejados dois dígitos de participação no mercado. E diante do DEVER, SABER e do PODER (as soluções são de nosso domínio e de nossa responsabilidade), precisamos, fundamentalmente, de ATITUDES, sem muita demora!

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* Ênio Meinen é advogado, diretor operacional do Bancoob e autor de várias obras sobre cooperativismo de crédito.

SICOOB Credip entre as 150 melhores empresas para se trabalhar em 2011

September 8th, 2011 1 comment

No ano em que a SICOOB Credip completa 15 anos de história, mais um marco agrega-se a sua trajetória. Além da marca de 10.000 cooperados, alcançada em junho, e da 20ª localidade com atendimento ao cooperado, conquistamos um lugar entre as 150 melhores empresas para se trabalhar.

A CREDIP foi a primeira Cooperativa de Crédito fundada no Estado de Rondonia. A fundação ocorreu no dia 21/12/1996 por incentivo do então Governo do Estado.

Eleita, a SICOOB Credip está no Guia Você S/A Exame: As melhores empresas para você trabalhar 2011. O guia é uma vitrine para as empresas ampliarem sua visibilidade nacional frente ao setor em que atuam, aos parceiros em potencial e aos profissionais qualificados com maior facilidade. Mais do que isso, esta conquista vem para afirmar o quanto o ambiente da nossa cooperativa é agradável aos seus colaboradores, uma vez que são estes que a elegeram entre as melhores.

Além disso, em outubro, as empresas presentes no anuário receberão o Sumário Executivo. Este é produto de análises realizadas, pela equipe da Fundação Instituto de Administração (FIA), do ambiente interno da empresa em relação ao setor em que atua e ao porte da organização e poderá ser adotado como instrumento de planejamento e gestão. Assim, nossos colaboradores se sentirão cada vez mais satisfeitos no ambiente organizacional, refletindo na eficiência dos resultados da cooperativa e, principalmente, na qualidade de atendimento ao cooperado (que é peça fundamental na cooperativa).

Que a 15ª edição seja a primeira de inúmeras outras que a SICOOB Credip marque presença. O prêmio significa muito mais que um destaque a nível nacional, ele representa a solidez da cooperativa, enquanto modelo organizacional, e a união de esforços dos colaboradores que se mostram, a cada dia, mais empenhados e orgulhosos de sua empresa.

Fonte: Sicoob Credip

Sicredi é uma das 150 melhores empresas para você trabalhar

September 8th, 2011 No comments

O Sicredi está, novamente, no ranking das “150 Melhores Empresas para Você Trabalhar“, elaborado pelas revistas Exame e Você S/A. O evento de premiação ocorreu na terça-feira, 6 de agosto, em São Paulo, e reuniu os principais executivos das companhias listadas.

A presença no guia, repetindo o reconhecimento obtido nas edições 2006 e 2008, é resultado de um processo de avaliação longo e criterioso, que envolveu a participação de colaboradores escolhidos pela equipe do anuário e responsáveis pelo RH das empresas. Ao passar por esta etapa, as empresas recebem a visita dos profissionais da Você S/A, que checam as instalações da companhia, entrevistam profissionais de RH e fazem reuniões com representantes dos níveis operacional e gerencial. Das variantes obtidas pelos questionários e visitas é que saem as 150 empresas que serão foco da edição.

Além do ranking geral das 150 instituições, o anuário traz empresas que se destacam nas categorias de cidadania empresarial, estratégia e gestão, carreira, desenvolvimento, liderança e saúde.

De acordo com a gerente de Gestão de Pessoas do Banco Cooperativo Sicredi, Viviane Furquim, além da chancela ao modelo de gestão de pessoas do Sistema, a presença no guia é também um reconhecimento à força dos mais de 13 mil colaboradores que, por serem também associados das cooperativas de crédito exercem um papel de donos do empreendimento e promovem o crescimento dos mais de 1,8 milhão de associados nos dez estados onde o Sicredi está presente. “O reflexo do modelo de organização econômica que o Sicredi difundiu e consolidou no Brasil, o cooperativismo, também está presente no Jeito Sicredi de Ser, programa corporativo que incentiva atitudes como cooperação, gentileza, confiança e proatividade no relacionamento com os nossos públicos”, acrescenta Viviane.

A importância dada ao clima organizacional em todo o Sistema está presente também nas próprias ações internas de mensuração de satisfação. Em 2010, o instituto de pesquisa Hay Group, contratado pelo Sicredi, constatou que 94% dos colaboradores entrevistados sentem orgulho em trabalhar na instituição financeira e 90% recomendariam o Sicredi como um bom lugar para trabalhar. No mesmo ano, o investimento total do Sicredi em benefícios para seus colaboradores ultrapassou os R$ 100 milhões.

Campanha

Para comemorar seu lugar entre as melhores empresas para se trabalhar no Brasil, o Sicredi preparou uma campanha que evidencia o principal valor que norteia executivos, colaboradores e associados: a cooperação. Com o conceito “Cooperação em tudo“, a ideia é mostrar que a prática cooperativista é permeada pelo “coomprometimento”, “coonfiança”, “coonhecimento”, na “coonquista” e também na “coomemoração”. Desenvolvida pela agência Competence, o mote será difundido em anúncios nos principais veículos de comunicação impressos, spots para rádio, mídia externa, material de divulgação nas unidades de atendimento e para redes sociais.

O Sicredi – O Sicredi é um conjunto de 119 cooperativas de crédito, integradas horizontal e verticalmente. A integração horizontal representa a rede de unidades de atendimento (mais de 1.100 unidades de atendimento), distribuídas em 10 Estados* – 881 municípios. No processo de integração vertical, as cooperativas estão organizadas em quatro Cooperativas Centrais, uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo, que controla as empresas específicas que atuam na distribuição de seguros, administração de cartões e de consórcios. Mais informações no site sicredi.com.br.

Fonte: Sicredi

O Cooperativismo de Crédito na Alemanha

September 5th, 2011 5 comments

Por Marco Aurélio Almada, diretor-presidente do Bancoob, e Ênio Meinen, diretor operacional do Bancoob.

No período de 22 a 26 de agosto último, tivemos a oportunidade de (re)visitar o sistema cooperativo financeiro alemão com o intuito de aprofundar conhecimentos sobre as práticas cooperativas adotadas naquele país. A ação de intercooperação internacional, desta vez, deu-se a convite da Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV) e envolveu, também, o presidente do Sicoob Confederação, José Salvino de Menezes e o diretor operacional do Sicoob Central Bahia e conselheiro fiscal do Bancoob, Cérgio Tecchio.

Em razão do tempo mais generoso que nos foi destinado, combinado com uma riquíssima agenda proposta pelos anfitriões, a experiência pôde ser muito enriquecedora, permitindo que conhecêssemos melhor o funcionamento do cooperativismo de crédito na Alemanha. A seguir, compartilhamos informações e dados relevantes acerca do sistema e das entidades individualmente contatadas:

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Macroestrutura

Como entidade de cúpula, a DGRV cuida da coordenação entre as várias entidades do sistema alemão (a exemplo da Confederação do Sicoob), sendo responsável pela representação institucional nos âmbitos nacional e internacional, pela assessoria contábil-jurídico-tributária, pela macrocoordenação das ações de desenvolvimento de recursos humanos (executadas via academias de capacitação) e, ainda, com respaldo legal, via federações regionais, pela fiscalização das cooperativas de todos os ramos e dos bancos cooperativos alemães.

Na área financeira, com funções negociais e operacionais, existem dois bancos cooperativos centralizadores, com os quais os bancos cooperativos locais se relacionam: o DZ Bank (com sede em Frankfurt e abrangência nacional) e o WGZ Bank (de caráter mais regional, estabelecido em Düsserdorf). Ambos exercem papel semelhante ao Bancoob em relação às cooperativas do Sicoob, disponibilizando produtos e serviços e gerindo a liquidez dos bancos singulares.

logo_BVRTambém com abrangência nacional, atua a Federação Cooperativa Alemã (BVR). Com  75 anos de vida, a entidade tem como incumbências fundamentais a gestão e o aporte de recursos do fundo de proteção e a administração da marca única dos bancos cooperativos alemães, marca essa resultante da fusão das logos dos bancos populares ou urbanos, conhecidos como “Volksbanks”,  e dos bancos rurais Raiffeisen.

O fundo de proteção assemelha-se, em parte, ao Fundo Garantidor do Sicoob (FGS), mas possui uma característica distintiva importante: na Alemanha – onde os bancos cooperativos também não integram o fundo de garantia dos bancos em geral – os recursos são utilizados basicamente para ações preventivas, objetivando a recuperação econômico-financeira dos bancos cooperativos em dificuldade, ou para a sua reorganização com vistas a processos de incorporação.

Para essas ações de saneamento, a BVR conta com os trabalhos de auditoria das federações regionais. Trata-se, portanto, de um fundo de caráter mais institucional do que de depósitos, atuando fundamentalmente para evitar que os bancos quebrem. A entidade tem o poder de requerer auditorias especiais e de determinar a substituição de dirigentes e executivos dos bancos socorridos.

Há, ainda, outras entidades corporativas, como é o caso da R+V (seguros), a VR leasing (leasing), o Team Bank (especializada em crédito a consumo para assalariados, cujo modelo é conhecido como e@syCredit), a  Union Investiment (gestão de recursos), dois bancos hipotecários, além de duas empresas de informática, todas elas voltadas para a prestação de serviços ao conjunto dos bancos cooperativos.

Merecem, também, destaque as federações regionais (filiadas à DGRV), que têm a incumbência legal de realizar a auditoria externa do conjunto dos bancos cooperativos, inclusive do DZ Bank e do WGZ Bank. O seu papel é semelhante ao exercido pela Confederação Nacional de Auditoria Cooperativa (CNAC), uma vez que as nossas centrais cuidam apenas da auditoria interna das cooperativas.  Na Alemanha, a auditoria interna é atribuída aos próprios bancos cooperativos, que possuem componentes organizacionais próprios para essa tarefa. 

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Preparação / Formação Profissional

No campo da preparação/formação de profissional, os bancos cooperativos possuem 7 academias regionais/locais (contando com a de Giessen), e 1 academia nacional (ADG), todas elas entidades associativas sem fins lucrativos. As academias regionais são encarregadas da formação do quadro técnico dos bancos, cuja certificação é obrigatória na Alemanha. Já a Academia Nacional das Cooperativas tem a incumbência de preparar, na área de gestão e finanças, os diretores e executivos imediatos e especialistas dos bancos cooperativos. A entidade é a responsável legal pela capacitação dos dirigentes dos bancos cooperativas para fins de habilitação junto ao Banco Central da Alemanha. Os candidatos, cumprindo pré-requisito para homologação de seus nomes pela Supervisão Bancária, passam por um ano de treinamento, reunindo-se em seminários/encontros distribuídos em 16 semanas.

Com entidades locais ou regionais, em razão de sua área de atuação, o sistema é composto por 1.138 bancos cooperativos “singulares”, que se relacionam com os 2 bancos centrais cooperativos e com as demais entidades cooperativas e corporativas de prestação de serviços, voltando-se essencialmente ao contato negocial com associados e clientes. Na Alemanha as entidades cooperativas podem operar com associados e com não-associados, os quais têm acesso a todos os produtos e serviços dos bancos em geral, sem, no entanto, fazer jus a qualquer prerrogativa tributária. A “expertise” negocial dos bancos contempla o universo das pessoas físicas e das micro e pequenas empresas.

Em resumo, as entidades alinham-se em dois blocos, tendo na base os bancos cooperativos “singulares” e no topo (coordenação geral) a DGRV. De um lado, há o grupo de entidades ligadas aos negócios, representadas pelos bancos centrais cooperativos e as empresas corporativas de produtos e serviços, a quem estão submetidas também as duas empresas de informática e as academias (regionais e nacionais) de formação e capacitação. De outro, formando o grupo de controles, estão as federações regionais, também designadas federações de auditoria (são 7, ao todo, reunindo cerca de 1,5 mil auditores), e a BVR (fundo de proteção).

Digno de nota nesse modelo organizacional, diante da circunstância de o vínculo entre os bancos “singulares” e os “centrais” ser livre, é o índice de fidelidade no relacionamento negocial (utilização de produtos e serviços dos bancos “centrais”), que alcança a expressivo marca de 99%. Tal número refere-se, naturalmente, à abrangência e à qualidade das soluções, aliadas ao modelo de interrelação instituído entre as partes, que pressupõe forte participação dos bancos “singulares” na definição dos rumos e do portfólio de negócios.

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Alguns números

Os atuais 1.138 bancos cooperativos “singulares” (que já foram 11 mil bancos em 1950 e 7,1 mil em 1970), detêm uma rede de 13,5 mil pontos de atendimento, aproximadamente 17 milhões de associados e mais 30 milhões de clientes.

Somando-se os dois bancos centrais (excluídos os dados dos respectivos conglomerados), o conjunto dos bancos cooperativos alemães administra ativos da ordem de 1,2 trilhão de euros (ou 1,7 trilhão de dólares), o que equivale a cerca de 20% do sistema financeiro local e 80% do PIB (conjunto da riqueza) brasileiro. Em depósitos, detêm 507 bilhões de euros (cerca de 25% do total dos depósitos bancários do país). Os empréstimos, por sua vez, alcançam 406 bilhões de Euros.

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Curiosidades

VOLKSBANK MITTELHESSEN - Uma das instituições visitadas foi o Volksbank Mittelhessen, sediado na cidade de Giessen (estado de Hessen), de 70 mil habitantes. O banco cooperativo singular, fundado em 1858, já passou por 200 incorporações (isso mesmo!) e hoje detêm ativos de cerca de 5,8 bilhões de Euros, sendo o 3º maior banco cooperativo singular da Alemanha. Com 179,3 mil associados e 350 mil clientes, leva os benefícios do cooperativismo a um entre cada dois habitantes de sua área de atuação. Outro dado interessante refere-se ao fato de que, em razão do grande número de associados e comunidades atendidas, todos os anos o banco realiza 43 pré-assembleias, fóruns nos quais são discutidos os temas relacionados à prestação de contas do exercício e a definição de ações para o ano em curso. Além disso, há alguns anos a instituição vem sendo eleita como uma das melhores empresas para trabalhar em toda a Alemanha.

TEAM BANK - Outra entidade que nos recebeu foi o Team Bank, localizado em Nuremberg, cuja referência é o seu modelo de crédito ao consumidor assalariado. Conhecido como e@syCredit, é o processo de crédito fácil mais conhecido e apreciado do sistema bancário alemão. Verdadeira “fábrica” automatizada de crédito a serviço dos bancos cooperativos alemães, também é utilizado por bancos cooperativos que atuam na Áustria. O mecanismo consiste, basicamente, na seguinte rotina: o beneficiário do crédito (que pode valer-se, também, da internet) apresenta-se no ponto de atendimento (do próprio Team Bank ou de banco cooperativo singular) e entrega ao atendente o contracheque dos últimos dois meses e a sua carteira de identidade, além de assinar uma autorização para a consulta às centrais de dados restritivos e positivos (são 4 na Alemanha e 2 na Áustria).

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    • Enquanto o atendente preenche o cadastro (são 7 telas, ao todo), a central de atendimento já providencia a consulta aos dados restritivos (e positivos) do candidato, calcula o limite de crédito do pretendente e apura o número sugestivo de parcelas, o prazo do crédito e a taxa de juros (que tem a ver também com o “risco”). Concluído o cadastro, e tendo em mãos a posição de crédito do assalariado, o atendente, em caso positivo, colhe a assinatura no contrato ou nos contratos (se for entregue cartão de crédito, o tomador tem de assinar outro contrato), e providencia a remessa digitalizada da primeira e da última via dos contratos, dos contracheques e da carteira de identidade para a central de atendimento. Esta confere apenas aspectos formais e dá o retorno em um tempo médio de 4,5 minutos. Feito isso, o crédito é liberado instantaneamente e os recursos são disponibilizados no dia seguinte, em conta corrente indicada pelo mutuário. Em razão da agilidade do processo, em dias de pico o número de liberações chega a 1,7 mil operações de crédito, sendo que a inadimplência tem sido mantida abaixo de 2,5%.  

WGZ BANK Merece destaque, ainda, um aspecto peculiar relacionado ao WGZ Bank (banco central regional). Embora seja uma sociedade anônima (AG), o sistema deliberatório obedece à lógica cooperativa. Ou seja, cada banco cooperativo acionista, independente do seu capital, tem apenas um voto na sociedade. Isso só é possível em razão de uma “engenharia” jurídico-societária que permitiu a criação de uma holding não submetida à lei das sociedades anônimas, sede na qual são tomadas as decisões.

BANK IM BISTUM ESSEN - O Bank im Bistum Essen (em português, Banco Cooperativo na Eparquia de Essen) é uma entidade ligada à circunscrição eclesiástica, cujo público-alvo (associados e clientes) são instituições religiosas de fé católica, cooperativas e respectivos empregados. As instituições desse tipo estimulam o chamado “crédito ético”. Na Alemanha, existes 7 entidades que trabalham nesse modelo, sendo 4 vinculadas à igreja católica e 3 às instituições protestantes.

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Governança

Uma particularidade da governança nos bancos cooperativos (e cooperativas em geral) refere-se ao fato de que os órgãos sociais são representados pela assembleia geral dos associados, pelo conselho fiscal (os membros têm de ser associados ou empregados dos bancos) e por uma diretoria eleita e destituível pelo conselho fiscal. Ou seja, não há conselho de administração.

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Entidades visitadas

No total, pudemos manter contato com 9 entidades: DGRV e BVR, situadas em Bonn, antiga capital alemã;   WGZ Bank AG e Bank im Bistum Esse, localizados em Düsseldorf; ADG e Volksbank Mittelhessen, situados, respectivamente, em Montabaur e Giessen; DZ Bank, localizado em Frankfurt; Winzergenossenschaft DIVINO Nordheim eG (cooperativa de produtores de vinho), situada em Nordheim e Team Bank AG, localizado em Nüremberg.

Autores: Marco Aurélio Almada, diretor-presidente do Bancoob, e Ênio Meinen, diretor operacional do Bancoob.

Sobras do Sicoob ES aumenta 124,42% no 1º semestre e carteira de crédito chega a quase R$ 1 bi

September 5th, 2011 1 comment

As sobras do Sicoob ES (Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil) no primeiro semestre de 2011 foi 124,42% superior ao mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 42,3 milhões.

O crédito continua sendo o carro-chefe da instituição, totalizando uma carteira de R$ 994 milhões de reais. O crescimento no semestre foi de 25% em relação ao ano anterior – um incremento de R$ 210 milhões.

“Nos primeiros seis meses de 2010, ainda tivemos reflexos de operações realizadas no final de 2008 e início de 2009 – período de crise financeira internacional – e as provisões de crédito foram 42,8% menores neste ano do que em 2010”, avalia o presidente do Sicoob ES, Bento Venturim.

Outro fato importante foi o crescimento das receitas de serviços do Sicoob ES, que representaram 34,2% do resultado. O destaque do semestre no setor foram os seguros e a previdência privada, que, juntas, foram responsáveis por 15% do total das receitas de serviços e por 5,41% do resultado geral do Sicoob ES. As receitas com arrecadação e convênios cresceram 50,23%, enquanto os cartões (crédito e débito) geraram receita 44,2% maior que no primeiro semestre do ano passado.

“Deixamos de ser apenas uma fonte de crédito e financiamento e entramos de vez na prestação de serviços. Temos um portfólio completo de serviços para as empresas e as pessoas físicas em geral e estamos mantendo o mesmo diferencial dos produtos de crédito: custos mais baixos e boa qualidade”, afirma o diretor-executivo do Sicoob ES, Francisco Reposse Junior.

Das receitas de intermediação financeira, somente 16% são oriundas de operações em tesouraria. Os 84% restantes são provenientes do crédito, o que mostra a vocação do Sicoob ES e sua determinação em apoiar o desenvolvimento das atividades produtivas do Estado.

Juros permaneceram baixos, mesmo com a oscilação da Selic

Prova disso é que o Sicoob ES manteve praticamente inalteradas as suas taxas de juros no período, mesmo com as altas constantes da Selic (taxa básica de juros). Os juros médios dos empréstimos foram de 13,42% em 2011 e 13,21% em 2010 – um acréscimo de 1,21% no período, enquanto que a Selic foi de 8,78% em 2010 e 11,30% em 2011, um incremento de 28,7%. “Como o sistema de cooperativas de crédito não visa lucro, não tivemos necessidade de repassar o aumento da taxa da Selic para os associados. Mantivemos as taxas dos empréstimos, mesmo tendo um custo de captação mais alto. Se a Selic não sofrer mais pressão, pretendemos manter as taxas no mesmo patamar, isto é, baixas”, afirma Reposse.

Expansão da rede de atendimento aos associados

Outra mostra do crescimento vigoroso do Sicoob ES é que três novas agências já foram inauguradas este ano: em Vitória (Reta da Penha), Vila Velha (Glória) e Serra (Laranjeiras). Uma nova agência será inaugurada no dia 12 de agosto, em Mimoso do Sul e, até o final do ano, está programada a abertura de mais uma agência do Sicoob ES em Vila Velha, desta vez em Santa Mônica.

Fonte: Sicoob ES

Estudantes argentinos visitam cooperativas do Paraná

September 4th, 2011 1 comment

Uma comitiva formada por professores e alunos do Instituto ICES (Instituto Cooperativo de Enseñanza Superior), de Sunchales, estado de Santa Fé – Argentina, esteve visitando cooperativas do Paraná na última semana, dia 23 de agosto.

O Instituto ICES é um braço educacional mantido pela Sancor Cooperativa de Seguros Ltda, que prepara os adolescentes para trabalharem com o cooperativismo após a graduação. A Sancor é a maior seguradora da Argentina, que atua no Uruguai, Equador, Bolívia, Paraguai. A cooperativa está se instalando no Brasil, tendo um escritório de consultoria em São Paulo desde 2009.

O objetivo do intercâmbio foi conhecer a estrutura e forma de atuação do sistema cooperativista no Paraná, principalmente nos ramos de crédito e agropecuário.

O representante do Grupo Sancor Seguros, Ulises Mendonza, esteve acompanhando o grupo e destacou que o cooperativismo de crédito foi uma das maiores curiosidades que os alunos conheceram neste intercâmbio, visto que na Argentina a lei não permite que hajam cooperativas de crédito com a estrutura das existentes no Brasil. “Essa integração e troca de experiências irá fortalecer os sistemas cooperativistas argentinos e brasileiros”, considera.

O presidente do SICOOB Metropolitano, Luiz Ajita, esteve em Foz do Iguaçu para falar sobre o Sistema de Cooperativas de Crédito SICOOB Paraná. “Conhecendo o cooperativismo de outros países, percebemos que mudam costumes e formas de atuação, mas os pilares são os mesmos em todos os lugares. Essa troca de conhecimentos fortalece o espírito de cooperação. Apresentamos nossas conquistas e aproveitamos as experiências deles para nos qualificarmos”, destaca.

O grupo também foi recebido pela presidente do Instituto SICOOB Paraná e presidente do SICOOB Três Fronteiras, Manuele Fritzen. “No Paraná o cooperativismo ainda é recente. Sabemos que na Argentina esse é um sistema forte e estruturado. As pessoas procuram pelas cooperativas de forma espontânea, enquanto aqui estamos ainda difundindo o que é o cooperativismo e suas vantagens para associados e comunidade”, explica Manuele.

PROGRAMA DE INTERCÂMBIOS

O SICOOB Paraná, Sancor Seguros e Instituto ICES estão articulando uma parceria para início de um programa de intercâmbios. “Estaremos recebendo jovens argentinos e mandando nossos colaboradores e cooperados para conhecerem as práticas cooperativas daquele país. A ideia é que esse trabalho comece em outubro”, explica Luiz Ajita.

O diretor do ICES, Carlos Blanche, vê com muito entusiasmo esse projeto. “Os sistemas brasileiros e argentinos são similares e podemos trabalhar juntos. Essa foi uma visita muito rica em conhecimento e tenho certeza que o programa de intercâmbio será muito válido e enriquecedor para ambos as cooperativas, Sancor e SICOOB”, finaliza.

Foto: Assessoria SICOOB Três Fronteiras

XIII Seminário das Cooperativas de Crédito, promovido pelo Sicoob Central Cecremge

September 4th, 2011 No comments

As inscrições para o XIII Seminário das Cooperativas de Economia e Crédito, evento promovido pelo Sicoob Central Cecremge, já começaram. A programação do evento, que será realizado nos dias 25, 26 e 27 /10/2011 no Hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte (MG), inclui palestras de renomados conferencistas do Brasil, como Paulo Storani, Carlos Alberto Júlio, Ricardo Coelho, Stephen Kanitz, José Roberto Martins, Tom Coelho e Bianko.

A palestra tema do evento “Conexão” será proferida pelo presidente do Bancoob, Marco Aurélio Almada. Também serão ministradas palestras sobre Gestão de Equipes, Negócios, Mudanças de Cenários, Liderança, Integração Sistêmica, Perspectivas Econômicas, Força da Marca e outros assuntos de interesse do segmento. A programação inclui show com o cantor Sérgio Reis, noite de autógrafos e lançamento do livro de causos “Aconteceu sim… Me contaram e eu escrevi!”, de autoria do diretor-presidente do Sicoob Central Cecremge, Luiz Gonzaga Viana Lage. O baile de encerramento contará com a animação da banda Gang Lex.

As inscrições para o Seminário podem ser feitas pelo Portal do Sicoob Central Cecremge.

Fonte: Sicoob Central Cecremge

Cooperados da Viacredi aprovam revisão do Estatuto Social

September 4th, 2011 No comments

No dia 23 de agosto a Viacredi promoveu sua Assembleia Geral Extraordinária. O objetivo do evento foi deliberar a reforma do Estatuto Social da Viacredi, que recebeu adaptações para se adequar à Lei Complementar nº 130/2009, à Resolução nº 3.859/2010 do Conselho Monetário Nacional e ao padrão do Sistema CECRED.

Na ocasião foram ratificados também o Regimento Interno e a Política de Governança da Viacredi, aprovadas anteriormente pelo Conselho de Administração. Aproximadamente 600 cooperados, entre eles os membros dos Comitês Educativos, participaram do evento.

Fonte: Viacredi

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Cooperativas têm dúvidas na aplicação das normas internacionais

September 4th, 2011 No comments

O sistema cooperativo brasileiro vem discutindo a aplicação das regras e observa divergências de interpretação, principalmente no que tange aos conceitos básicos da contabilidade.

Se depender das cooperativas brasileiras, a implementação das Normas Internacionais de Contabilidade não acontecerá tão cedo, com exceção daquelas que seguem as regras das suas agências reguladoras, em especial as cooperativas de crédito e as Operadoras de Planos de Saúde. No entanto, no caso das cooperativas em que a contabilidade é completamente diferenciada, tanto em nomenclaturas quanto em interpretação de contas e sistema tributário, padronizar como requer a lei, parece uma tarefa um tanto quanto complicada.

Mas, para facilitar o entendimento e o trabalho dos contadores, em especial em relação às cooperativas do segmento agropecuário, o Sistema Ocergs Sescoop/RS está lançando um Manual de Contabilidade. Com aproximadamente 300 páginas, o documento vai contemplar os aspectos básicos da contabilidade e as legislações específicas aplicáveis a eles. Além disso, haverá um capítulo reservado para uma abordagem completa sobre a aplicação prática das normas trazendo um modelo de plano de contas e de demonstrações contábeis. A organização e autoria são do contador e coordenador da Comissão Contábil-Tributária do Sistema Ocergs/Sescoop/RS, Dorly Dickel, que acredita finalizar a obra até final de agosto, para ser distribuída em janeiro de 2012.

A normativa que está revolucionando o universo contábil foi instituída em 2007 no Brasil após a publicação da Lei 11.638, a International Financial Reporting Standards (IFRS), interpretada e organizada pela International Accounting Standards Board (IASB), presente em 112 países. De acordo com Dickel, que é especialista em cooperativismo, enquanto não houver resolução de alguns pontos polêmicos, não haverá implementação. Segundo ele, o conflito está nas próprias normas.

O Rio Grande do Sul reúne 601 cooperativas cadastradas na Ocergs (Sindicato e Organização das Cooperativas do Rio Grande do Sul). São cerca de 2 milhões de associados, que geram 50 mil empregos diretos com um faturamento anual de R$ 18 bilhões. As cooperativas gaúchas são responsáveis por 10,11% do PIB do Rio Grande do Sul.

Comitê de Pronunciamentos Contábeis – ICPC 14

A demanda contábil do setor é grande e há alguns pontos polêmicos para a aplicação das novas regras internacionais que envolvem questões conceituais. A instrução emitida pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), o ICPC 14, modifica o lançamento da cota-parte dos cooperados para o Passivo Não Circulante. A cota-parte corresponde ao capital social que visa a assegurar a estabilidade patrimonial da sociedade. Essa determinação é uma tradução da IFRIC 02, publicada em novembro de 2004 pelo IASB.

Dickel explica que, no entendimento do Comitê, o capital da cooperativa é um instrumento financeiro, mas, conforme ele, ela é um instrumento patrimonial e deve manter-se no patrimônio líquido, pois, do contrário, alteraria o próprio resultado do balanço, sendo classificada em dívida. “Entendo que é um enorme equívoco a reclassificação, pois acima de tudo contraria o próprio pronunciamento conceitual básico emitido pelo CPC”, indigna-se o contador que vê nesta alteração a perda da essência da contabilidade.

Além disso, na explicação de Dickel, a Lei nº 5.764/71, diz que o capital somente pode ser devolvido aos cooperados quando houver demissão, eliminação ou exclusão da sociedade. Ocorrendo um desses eventos, ele deve ser reclassificado para o passivo, pois passa a ser uma exigibilidade.  “Enquanto não acontecer nenhum desses eventos, o capital não satisfaz os requisitos para ser classificado desta forma”, argumenta.

O Comitê de Pronunciamentos Contábeis foi criado pela Resolução nº 1.055/05 do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e tem o objetivo de estudar e emitir procedimentos contábeis, levando em conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais. Mas o assunto tem merecido a atenção do CFC e de um grupo de contadores com integrantes de diversos estados que se reúnem para discutir esse e outros pronunciamentos do Comitê. Dickel, que é representante das cooperativas gaúchas nesses debates, diz que os colegas também entendem que as cotas de capital devem permanecer no patrimônio líquido das cooperativas. Segundo ele, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) está liderando as negociações acerca do assunto e cogita a realização de um workshop internacional para tratar do tema. “Na Europa que já está com o processo de convergência praticamente concluído, o capital das cooperativas permanece classificado no patrimônio líquido”, comenta.

Apesar das divergências, Dickel considera positiva a adoção das normas internacionais e diz que elas deverão ser adotadas pelas grandes, médias e pequenas cooperativas. “É evidente que o objetivo é aumentar a confiabilidade das informações divulgadas e isso, em última análise, visa a construir um cooperativismo mais seguro, confiável e transparente, tanto para os associados quanto para os bancos e fornecedores em geral”, finaliza.

Fonte: Jornal do Comércio do Rio Grande do Sul

Copom surpreende e reduz taxa Selic para 12%aa ao ano

August 31st, 2011 1 comment

Selic 12% - agosto 2011 (Foto: Editoria de Arte/G1)

BRASÍLIA E SÃO PAULO – O Comitê de Política Monetária (Copom) surpreendeu e decidiu hoje reduzir a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto porcentual para 12% ao ano. Com isso, o colegiado do Banco Central interrompe o processo de aperto monetário iniciado em janeiro deste ano.

Levantamento feito pela Agência Estado com 72 instituições do mercado financeiro mostrou que era unânime a aposta na estabilidade da taxa Selic em 12,50% nesta reunião do comitê do BC. De janeiro a julho, a taxa Selic foi elevada em 1,75 ponto porcentual.

O comitê tem mais dois encontros previstos para 2011. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 18 e 19 de outubro e a última reunião, para 29 e 30 de novembro. A ata da reunião de hoje será divulgada pelo BC na quinta-feira da próxima semana, dia 8 de setembro.

Fonte: Estadão e G1

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IBGC: Comissão de Governança Cooperativa prevê manual para 2012

August 31st, 2011 No comments

Grupo que discute guia de boas práticas de governança para cooperativas se reuniu em São Paulo para definir o conteúdo do futuro manual

A Comissão de Governança Cooperativa do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) esteve reunida no mês de julho para dar continuidade às discussões sobre o guia de boas práticas de governança para o setor, a exemplo do trabalho que o IBGC já realiza para outros tipos de sociedades comerciais. Composta por representantes de cooperativas, do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e do IBGC, a comissão tem como meta a consolidação do manual no ano de 2012.

Na reunião ocorrida na quinta-feira (28/7), o grupo decidiu pela realização de reuniões temáticas, daqui até o fim do ano, onde será discutido, mês a mês, o conteúdo do guia. Segundo Iradélia Silva, consultora em Cooperativismo do Sescoop/SP, a proposta é que o manual aborde assuntos como princípios da governança cooperativa, representatividade e participação, gestão executiva, auditoria e conflito de interesses, entre outros. “Esses são os temas propostos até agora. Durante as reuniões, teremos condições de avaliar a necessidade de inclusão de possíveis subtemas”, relata a consultora.

Cada membro da comissão está responsável pelo desenvolvimento de um capítulo do guia. Serão sete no total, mais a introdução, que será elaborada pelo representante do IBGC e coordenador do grupo, Marcelo Berthoud. “Nosso objetivo é fazer com que o manual de boas práticas atenda perfeitamente às necessidades de todas as cooperativas que temos, tanto as grandes quanto as menores”, ressalta Iradélia. E complementa: “até o fim deste ano, nossa meta é discutir todos os temas dos capítulos que vão constituir o manual para, em 2012, darmos início à produção do material”.

A gerente de Monitoramento e Desenvolvimento de Cooperativas do Sescoop, Susan Vilela, também compõe a comissão e destaca que “a principal missão do grupo é trabalhar para que o guia esteja plenamente alinhado com as diretrizes do Sistema Cooperativista”.

Fonte: OCB

OCB e BC discutem governança no cooperativismo de crédito

August 31st, 2011 No comments

O emprego das boas práticas de governança corporativa está entre os princípios estratégicos da moderna administração organizacional do cooperativismo de crédito. O processo faz parte de um investimento do sistema na profissionalização e na capacitação de seus quadros. Traduzida de uma forma simples, a governança proposta pela Resolução 3.859/10, do Conselho Monetário Nacional, sugere um ambiente favorável para o tratamento dos interesses dos dirigentes e cooperados. O assunto foi pauta de uma reunião do Conselho Consultivo de Crédito da Organização das Cooperativas Brasileiras (Ceco/OCB) com representantes do Banco Central do Brasil (BC), nesta terça-feira (23/8), em Brasília (DF).

Um dos papéis da governança é fortalecer a atuação do Conselho de Administração como órgão estratégico da cooperativa, com a missão principal de traçar, a partir das expectativas dos associados, as orientações aos diretores executivos. Para o gerente de Relacionamento e Desenvolvimento do Cooperativismo de Crédito da OCB, Silvio Giusti, a governança valoriza a transparência e favorece o processo de prestação de contas para as cooperativas. “Faz parte da evolução e do aperfeiçoamento administrativo necessário para atuar num mercado cada vez mais competitivo”, acrescentou.

A necessidade de profissionalização do setor tem como aliado o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), segundo Giusti. “Os dirigentes e todos os envolvidos com a cooperativa precisam estar bem preparados para colaborar nas decisões da instituição e assumir uma nova governança corporativa”, afirmou.

Nesse cenário de profissionalização e crescimento, o representante do Ceco, Manfred Dasenbrock, acredita que muitas cooperativas, inclusive as que ainda não foram alcançadas pela nova norma, podem “pegar carona” no processo. “A adesão das cooperativas à aplicação dos princípios contidos na Resolução 3.859 é, sem dúvida, uma oportunidade de melhorar a governança e de beneficiar cooperados de todo o país”, disse.

Durante a reunião, também foi discutida a proposta de criação de um único Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para as cooperativas. “Apesar de muitas já contarem com um fundo, a proposta de unificação levaria ao fortalecimento do setor e contribuiria para a mitigação de risco sistêmico. Atualmente, o FGC não oferece cobertura aos depósitos de associados de cooperativas de crédito. Cada sistema cooperativo possui um fundo próprio para atender às necessidades dos cooperados”, explicou Dasenbrock.

Fonte: OCB

Cooperativas de Crédito poderão negociar títulos públicos federais

August 31st, 2011 No comments

Corretoras, financeiras, cooperativas de crédito e distribuidoras poderão vender e recomprar títulos públicos federais no mesmo dia para cumprir as necessidades de liquidez (disponibilidade de dinheiro no curto prazo). O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou essas instituições a fazer este tipo de operação, antes exclusiva dos bancos.

Segundo o Banco Central, a medida visa a aumentar a competição no setor financeiro. Com a ampliação do acesso a essas operações, as instituições financeiras não bancárias não precisarão recorrer aos bancos para cobrir as obrigações de curto prazo.

Chamada de adiantamento intradia, a operação não tem custo financeiro e ocorre com frequência nos bancos. A instituição vende títulos públicos de sua propriedade com o compromisso de recompra no mesmo dia. Com o dinheiro que fica disponível por algumas horas, ela cumpre as exigências do Banco Central, como capital mínimo. No fim do dia, a instituição obtém recursos por meio de suas operações e adquire os títulos de volta.

Apesar de a medida ampliar a capacidade de liquidez de instituições não bancárias, o Banco Central negou que alguma delas esteja em dificuldade. Segundo representantes da autoridade monetária, o objetivo é apenas dar mais fluidez ao sistema de pagamentos.

Fonte: Easycoop

A história da fundação da primeira Cooperativa de Crédito das Américas, a Caisse Populaire de Lévis, em Quebec no Canadá

August 25th, 2011 No comments

Estivemos no dia de hoje no distrito de Lévis, na cidade de Quebec, que fica no estado de mesmo nome (Quebec), no Canadá. Tivemos a oportunidade de escutar do Sr. Pierre Poulin, Historiador da Sociedade Histórica Alphonse Desjardins, a história da fundação da 1ª cooperativa de crédito das Américas, a Caixa Populaire de Lévis.

O ano de 1900

No ano de 1900 a população do Quebec era de 1,6 milhões de habitantes e 2/3 da população residia em áreas rurais. As condições de vida eram muito difíceis, havendo desemprego na cidade e atraso na mecanização agrícola no meio rural. Neste cenário, com a ausência de bancos para financiar o desenvolvimento as pessoas emigravam para os Estados Unidos.

Alphonse Desjardins

Alphonse Desjardins

Neste cenário, Alphonse Desjardins, em 1893 já tinha várias anotações buscando uma solução para estas dificuldades. Ele era uma pessoa muito preocupada com as questões sociais. Foi também conselheiro de administração da Câmara de Comércio de Lévis. Desjardins foi jornalista (1872 a 1879), relator de debates na Assembléia Legislativa de Quebec (1879 a 1890) e após foi proprietário de seu próprio jornal (1891) em Lévis. Em 1892 ele se torna estenógrafo francês da Câmara dos Deputados em Ottawa (1892 a 1927). Apesar disto, ele continuou a morar em Lévis, 600Km distante de Ottawa, residindo em Ottawa por 6 meses por ano. Por este motivo a esposa de Desjardins foi fundamental, anos mais tarde, para manter o trabalho de Desjardins nas Caisses Populaires (Cooperativas de Crédito).

No período em que esteve em Ottawa aconteceu um debate na Câmara de Comuns onde houve a condenação de um tomador de crédito que teve de pagar $ 5 mil de juros para um empréstimo de $ 150. Este foi um fato marcante para Desjardins que buscou alternativas para tais situações. Pouco depois Desjardins toma contato com o livro “People´s Bank” que falava do movimento das cooperativas de crédito na Europa. A partir daí ele buscou o contato por correspondência com pessoas da Europa que eram referência no cooperativismo.

A Caisse Populaire de Lévis

Em 06/12/1900, Alphonse Desjardins fundou a Caisse Populaire de Lévis com a ajuda de outras pessoas que já atuavam em uma sociedade mutual existente no Quebec. O modelo criado por Desjardins reunia características do modelo de Raiffaisen, de Luzzati e de Schulze-Delitsche.

A cota capital inicial em 1900 era de $ 5 (5 dólares), valor este praticado por todas as Cooperativas de Desjardins até hoje. À época este valor equivalia a 1 semana de salário. Para viabilizar a integralização foi viabilizado o parcelamento deste valor de 12 meses, com parcelas semanais de $ 0,10. As Caisses eram abertas a todos, atuando em territórios limitados e com a valorização do Fundo de Reserva, visto ser a única forma de financiar o crescimento das Caisses.

Nos anos seguintes a 1900 apenas outras 3 Caisses foram fundadas. A preocupação neste período era o reconhecimento jurídico das Caisses em nível federal. Como isto não aconteceu ele contentou-se com uma lei estadual, em 1906, regulamentando o funcionamento das Caisses. A 2ª cooperativa foi fundada em 1902 em Ottawa, justamente por Alphonse Desjardins estar seguidamente nesta cidade.

Casa de Alphonse Desjardins em Lévis, Quebec

Desjardins contou com o apoio do clero católico, que era muito importante na época. Antes de fundar uma nova Caisse, Desjardins queria ter a certeza de que haveria o apoio do padre da paróquia. Durante os primeiros 6 anos de funcionamento da Caisse as atividades da mesma eram realizadas na casa de Alphonse Desjardins.

Em 1903, a esposa de Desjardins (Dorimène Desjardins), vendo que o esposo preocupava-se por não encontrar alguém que o substituísse quando ele ficava 6 meses em Ottawa, ofereceu-se para substituir o marido nestes períodos. Ela tinha 10 filhos, sendo que o mais novo havia nascido no ano anterior. Ela foi gerente da Caisse de 1903 a 1906, quando foi contratado um novo gerente. Foi a esposa de Desjardins que apoiou a criação da Caisse Regional de Lévis.

O escritório de Alphonse Desjardins ficava logo na entrada da casa. Foi neste espaço que a Caisse funcionou por 6 anos.

A conquista de uma Legislação própria

Em 1906, com a legislação estadual, Alphonse Desjardins, articulou a criação de outras 136 Caisses Populaires, no período de 1907 a 1915, sempre com o apoio dos padres e dos nacionalistas. Foram fundadas 19 Caisses em Ontário e 9 nos Estados Unidos, em regiões em que os imigrantes canadenses haviam ido. Está em Manchester uma cooperativa que completou 100 anos em 2008.

Cada Caisse Populaire era autônoma, e Alphonse Desjardins era apenas uma autoridade moral, mantendo um contato por cartas (normalmente longas) com os gerentes das Caisses, apontando erros na contabilidade e orientando as mesmas. Ele orientou as Caisses a fundar uma organização regional, mas seu estado de saúde não lhe permitiu mais ver a fundação desta entidade, tendo falecido em 1920. Haviam na época 140 Caisses ativas com 30 mil associados e ativos de $ 6 milhões. As caísses ainda eram frágeis, ficando localizadas no presbitério, na casa de agricultores, …

O período de 1920 a 1932

Entre 1920 e 1932 foram constituídas 4 uniões regionais e em 1932 foi constituída uma federação regional. O papel destas entidades era fazer a fiscalização das caísses de igual forma em todo o estado, fundar caísses e gerir a liquidez. Em contra-partida o governo fomentava com $ 20 mil/ano a fiscalização das caísses.

O período de 1936 a 1960

Sede da Caisse Lévis por ocasião da comemoração de seus 50 anos, em 1950

No período de 1936 a 1960, motivados primeiro pela grande depressão econômica, que provou um movimento de organização econômica se precedentes para contornar a pobreza, e posteriormente pelo grande crescimento do Canadá no período pós guerra, foram constituídas 1.059 novas Caisses. O objetivo antes da guerra era o de financiar os produtos rurais e no pós guerra as cooperativas tornaram-se muito mais numerosas nas cidades financiando o crédito hipotecário. No final deste período as caísses administravam ativos superiores a $ 600 milhões.

Em 1949 criou-se o Fundo Garantidor para apoiar cooperativas com dificuldades.

A diversificação e a evolução da legislação

O período de 1944 a 1971 foi marcado pelo surgimento de um grupo econômico diversificado com a criação  de duas companhias de seguros para bens e pessoas, uma sociedade de fidúcia, de fundos de investimento e uma sociedade de investimento. Este período foi favorecido pela flexibilidade da legislação estadual. Por fim, a ausência de uma legislação federal favoreceu o crescimento das Caisses de Desjardins, pois a legislação estadual sempre foi mais ágil nas regulamentações e adaptações necessárias.

Sede da Federação das Caisses de Desjardins

Em 1971 a legislação ampliou os poderes da Federação Estadual.  

Desde 1982, as Caisses fazem parte do Sistema de Pagamentos do Canadá, tendo os mesmos direitos e deveres que os Bancos Canadenses, podendo inclusive operar com o governo estadual e federal, havendo hoje uma forte relação negocial.

A Caisse de Lévis, é atualmente uma das 5 maiores Caisses de Desjardins, sendo que nas Assembléias a participação é de 10% dos associados.

Por Márcio Port, direto de Lévis, no Quebec

Desjardins e o Circo de Soleil

August 25th, 2011 No comments

Circo de Soleil

Chegamos à Quebec, cidade de 600 mil habitantes leste do Canadá e que fica no estado também chamado de Quebec. Aqui conheceremos a Federação das Cooperativas de Desjardins e também a história da fundação da primeira cooperativa no ano de 1900. No dia de hoje fizemos 2 visitas ainda em Montreal e em breve um breve relato estará disponível.

Ao chegarmos em Quebec ficamos sabendo que estava acontecendo um espetáculo do Circo de Soleil, ao qual alguns dos integrantes do grupo foram assistir.

Para quem desconhece o vínculo do Circo de Soleil com o cooperativismo de crédito  leia o texto abaixo retirado de uma matéria já publicada neste mesmo site anos atrás:

"no estado de Quebec, o cooperativismo detêm mais de 50% do mercado financeiro. Veja o caso do Circo de Soleil, que é da região de Quebec. Eu estive lá e conheço bem esta história. Quando foi montar o Cirque du Soleil, o seu idealizador, que era um daqueles comedores de fogo, foi procurar o sistema bancário para dizer "Olha, financia este projeto". O que ele ouviu foi alguma coisa como "Acha que sou maluco, rapaz? Vou botar o meu dinheiro aí no fogo, pra vocês comerem? Que história é essa?". Resumindo, o banco não financiou. Ele foi buscar apoio no sistema cooperativista da região, que começou a apoiá-lo com pequenos recursos. E foi o modo como ele conseguiu montar o circo. Veio o sucesso - porque de fato há empreendedores que só precisam, mesmo, de recursos... O circo cresceu e o sistema cooperativista da região já não tinha mais capacidade operacional para suprir todas as necessidades de financiamento do Circo de Soleil. Então, o que o Soleil passou a fazer ? Passou a fazer uma espécie de leilão com os bancos. "Olhem, estamos precisando de US$ 1 milhão. Vocês nos oferecem a quanto?". O poder de barganha mudou de lado... Exatamente. O circo passou a ter o poder de dizer assim: "Eu quero um milhão", porque o negócio virou um sucesso e os bancos viam o empreendimento com outros olhos. Mas mesmo na nova fase o Circo de Soleil só recorria ao sistema bancário quando o sistema cooperativista declarava algo como "Olha, nesse nível nós não temos os recursos suficientes para bancar o seu projeto.". A preferência deles sempre foi pelo sistema cooperativista. É uma história lá de fora, mas se nós olharmos determinadas regiões do Brasil veremos que também ocorre essa concorrência das cooperativas, esta capacidade de impor uma puxada de juros para baixo.... Há pessoas que operam exclusivamente com o sistema cooperativista. Assim como há pessoas que não conhecem bem o sistema cooperativista e entram porque acham que se trata de crédito fácil... Tem de tudo aí."

Por Márcio Port, direto de Quebec, no Canadá

O Centro de Estudos Desjardins na HEC Montreal, no Canadá

August 23rd, 2011 1 comment

A HEC Montreal (Hautes Etudes Commerciales), ou Centro Superior de Estudos  Comerciais, tem 12 mil estudantes e foi fundada em 1907, sendo que 32% dos alunos não são canadenses.

Instalações físicas da HEC Montreal

Em 1975 surgiu o Centro de Gestão de Cooperativas com atuação em todos os ramos cooperativos. Em 2001 os estudos focaram-se apenas no cooperativas de crédito assumindo o nome de Centro de Estudos Desjardins (Centre d´études Desjardins ne gestión). A partir daí houve a internacionalização dos trabalhos, sendo que atualmente trabalham fortemente com a Europa, principalmente com o Credit Agricole e Rabobank, mas também com o Credicoop e Cooperativas Chinesas.

O Observatório Internacional das Cooperativas de Crédito

O Centro de Estudos de Desjardins está elaborando um banco de dados com informações de todas as cooperativas do mundo para poder melhor dimensionar o real tamanho do Cooperativismo de Crédito Mundial. O endereço que abriga os estudos já existentes é o http://observatoire.coopfinance.hec.ca

Observatório Desjardins

Ao iniciar o trabalho com as cooperativas de crédito percebeu-se a falta de dados financeiros do ramo. Foi criada uma base de dados onde estão sendo consolidados os dados do cooperativismo mundial. Foi criada também uma biblioteca virtual com todos os dados disponíveis. Para poder divulgar as informações já catalogadas é necessária a autorização de cada cooperativa ou sistema. Até o momento 29 instituições assinaram o acordo de licença, a Europa e a América Latina foram prioritárias. Outras 32 licenças estão em discussão.

O objetivo é de conseguir tornar este observatório disponível para acesso, com dados 100% atualizados, no ano de 2012, o Ano Internacional das Cooperativas.

Por Márcio Port, direto de Montreal no Canadá

A evolução do mercado financeiro canadense nos últimos 10 anos

August 23rd, 2011 No comments
Bandeira do Canadá

Nos últimos anos aconteceu no Canadá uma evolução das transações financeiras caminhando de um modelo de maior contato físico para a evolução acelerada de transações via internet e ferramentas automatizadas (crédito pré-aprovado). Esta evolução levou o número de transações eletrônicas do Movimento de Desjardins de 12% em 1990 para 65% em 2000 e 92,7% em 2010. Este aumento vai permitir a redução da quantidade de postos de serviço visando a redução de custos.

As Cooperativas de Desjardins como reguladoras dos preços de mercado

Movimento de Desjardins

Também neste período o mercado acelerou sua competitividade e as taxas de juros ficaram cada vez mais parecidas entre os bancos e as cooperativas. A grande questão é que, como Desjardins domina praticamente 40% do mercado do estado de Quebec, os grandes bancos não tiveram opção a não ser baixarem suas taxas de juros para se aproximar do que praticava Desjardins tentando assim manterem ou aumentar sua fatia de mercado. Com isto hoje as taxas de juros já não são mais tão diferentes, pois as cooperativas de crédito já cumpriram seu papel de regular os preços do mercado.

Atualmente as maiores Cooperativas de Desjardins não estão nas grandes cidades e sim nas pequenas capitais regionais, isto devido à maior participação local que as cooperativas tem nas pequenas comunidades.

Atualmente Desjardins tem 1.400 pontos de serviços no Quebec e Ontário, tendo 55% de todas as agências bancárias no Quebec, 50% dos caixas automáticos.

Em função da novo estudo incluído na Basiléia III, o Movimento Desjardins passou a reforçar sua destinação ao fundo de reserva, sendo que nos últimos 2 anos cerca de 80% das sobras foram conduzidas para reservas e nos anos anteriores as destinações eram de cerca de 50%. Neste mesmo período os resultados foram majorados em relação aos anos anteriores, justamente para reforçar as reservas.

Por Márcio Port, direto de Montreal no Canadá

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A Estrutura de Governança de Desjardins, no Canadá

August 23rd, 2011 No comments
Movimento de Desjardins

O Movimento de Desjardins, formado por 451 cooperativas de crédito singulares e que conta com 6 milhões de associados, estruturou-se para atender às boas práticas de governança corporativa criando uma sistemática de representação das cooperativas de crédito junto à Federação das Cooperativas de Desjardins.

No Movimento de Desjardins, existe 1 federação, 17 conselhos regionais (sendo 16 em Quebec), 4 diretores regionais e 1 Presidente de todo o Movimento Desjardins. Os Presidentes dos Conselhos Regionais são Presidentes de Cooperativas de Crédito e não tem remuneração como enquanto conselheiros regionais.

O voto proporcional

A representação das cooperativas junto ao Movimento de Desjardins tem relação direta com a quantidade de associados de cada cooperativa, sendo que cada cooperativa tem de 1 até 5 votos, proporcionalmente ao seu número de associados. A cada 5 mil associados a cooperativa tem 1 voto a mais.

Existe um conselho dos representantes formado por 10 presidentes das cooperativas e 5 Diretores Gerais, sendo estes diretores os Diretores Executivos das maiores cooperativas de Desjardins. Estes representantes automaticamente fazem parte do Conselho de Administração da Federação. Na Assembléia Geral da Federação é eleito o presidente de todo o Movimento e 4 diretores gerais, sendo que cada um pode permanecer no cargo por 2 mandatos, sendo cada mandato de 4 anos.

Organograma do Movimento de Desjardins

Como ler o organograma acima?

  • Os 5,8 milhões de associados estão ligados a uma das 450 cooperativas de crédito,
  • em cada cooperativa de crédito são eleitos os dirigentes (presidente e conselhos), totalizando 5.900 pessoas eleitas. Nas cooperativas o órgão máximo é a assembléia geral, seguida do conselho de administração e do conselho fiscal.
  • As cooperativas de crédito estão reunidas em regionais, sendo que atualmente existem 17 regionais,
  • Para representar cada uma destas regionais são eleitos 10 dirigentes e 5 Diretores Gerais, totalizando 15 pessoas em cada região X 17 regiões = 255 pessoas,
  • Estas 255 pessoas formam a Assembléia dos Representantes, somados à eles o Presidente do Movimento de Desjardins,
  • Na Assembléia Geral da Federação participam os delegados de cada uma das 451 cooperativas, respeitando-se a proporcionalidade do voto de cada cooperativa, que pode variar de 1 a 5 votos conforme a quantidade de associados de cada uma,
  • A Assembléia Geral da Federação elege o Conselho de Ética e o Conselho de Administração da Federação,
  • O Conselho de Administração da Federação de Desjardins é formado por 22 membros, sendo os 17 presidentes das regiões, 4 Diretores Gerais e mais o Presidente do Movimento de Desjardins,

Em 1977 foi criada uma Associação dos Diretores Gerais e recentemente uma Associação dos Presidentes. Estas entidades são fazem parte da governança de Desjardins. Na Associação dos Diretores Gerais são compartilhadas as melhores práticas e discutidos assuntos comuns deles. Apesar de não influenciarem na governança de Desjardins e nem aparecerem no organograma abaixo, os dois fóruns de discussão são normalmente consultados sobre as mudanças e inovações que estão por ocorrer.

Desde 2005 foram trabalhados um conjunto de 13 formações para os administradores eleitos, buscando a formação profissional e nivelamento deles. Este trabalho foi necessário buscando haver um maior equilíbrio no relacionamento entre o Presidente e o Diretor Geral de uma cooperativa.

Tivemos contato também neste dia de estudos em Montreal com um Presidente e um Diretor Geral de uma Cooperativa de Crédito de Desjardins. Na conversa nos foram passadas diversas informações sobre o dia-a-dia da governança cooperativa e ficaram registrados como aspectos marcantes:

  • A participação nas assembléias é de 1 a 2% dos associados, mas ao final de cada ano todos os associados recebem uma correspondência falando do exercício findo. Existe uma grande dificuldade de atrair o público jovem para as assembléias;
  • Não existe nenhum trabalho de formação com os associados, apenas a participação em eventos da comunidade;
  • O Presidente do Conselho não tem expediente na cooperativa. Em conjunto com o Diretor Geral ele prepara a reunião do Conselho. O Presidente e o Diretor Geral não têm contato freqüente. Existem também 2 vices-presidentes e 1 secretário.

Por Márcio Port, direto de Montreal no Canadá

Operações com Pessoas Jurídicas no Movimento Desjardins, no Canadá

August 23rd, 2011 No comments
Movimento de Desjardins

No Movimento de Desjardins, das 451 cooperativas (chamadas caisses) haviam e ainda existem, muitas pequenas cooperativas de crédito que não tinham tamanho suficiente para atender grandes empresas. A saída foi deixar as cooperativas no atendimento das pessoas físicas e criar os CFE´s (Centros Financeiros) para atender as empresas, com expertise oriunda do conjunto de Diretores Gerais das cooperativas. O funding para as operações de crédito para pessoas jurídicas pode ser formado com recursos de uma única cooperativa ou pelo funding de um conjunto de cooperativas, dependendo do montante envolvido.

Atualmente praticamente todas as Cooperativas participam de um dos 48 Centros Financeiros existentes. Esta caracteriza tem como vantagem a diversificação do risco entre várias cooperativas. Atualmente discute-se a criação de um novo centro, coordenado pela Federação das Cooperativas, para atender as grandes empresas que não são atendidas pelos Centros Financeiros.

Atualmente as cooperativas estão criando Centros Administrativos com o objetivo de centralizar o back-office, papel este que não é trabalhado pela Federação das Cooperativas. A quantidade de cooperativas que integram um mesmo centro administrativo varia de um lugar para outro. Os serviços prestados por eles também variam, cabendo às próprias cooperativas definir o que será centralizado.

Também estuda-se a criação de 3 centros para a administração de grandes fortunas, de pessoas que possuem grande volume de recursos e que hoje não são atendidas pelas cooperativas.

Por Márcio Port, direto de Montreal no Canadá

A nova concepção do Capital Social no Movimento Desjardins

August 22nd, 2011 No comments
Movimento de Desjardins

A desregulamentação das taxas de juros que ocorreu no Canadá em 1967 tornou o Capital Social ainda mais importante para as cooperativas de crédito, visto ser ele que permite a assunção de riscos.

Com a Lei 46 de 1978 houve uma redução considerável no montante do Capital Social das cooperativas, de $ 700 milhões para $ 330 milhões. Isto porque antes ele esta considerado uma poupança. As pessoas não tinham a concepção de que ele tinha risco. A lei de 1978 definiu-o como capital de risco. Com a lei ficou claro que as poupanças estavam garantidas pelo fundo garantidor e o capital social não. Foi necessário informar os associados desta mudança e muitos transformaram seu capital social em poupança de longo prazo.

Para contornar esta situação houve um aumento nas destinações para o fundo de reserva. Foi necessário recompor rapidamente o patrimônio líquido e o Movimento Desjardins se viu obrigado a gerar mais sobras para poder destinar mais para o fundo de reserva. Com isto reduziu-se as taxas pagas para os aplicadores e aumentou-se as taxas cobradas dos tomadores de crédito. Isto gerou uma perda de mercado em um primeiro momento.

Dirigentes e executivos do Sicredi participando da formação da HEC Montreal

Além disto foram lançadas ações das maiores cooperativas filiadas. Estas ações foram recompradas anos mais tarde, por ocasião da definição do novo modelo de governança, visando reduzir os conflitos de interesses entre os acionistas e o Movimento Desjardins. Além disto passou-se a operar no mercado de dívida subordinada.

A partir de 1989 criou-se um capital social permanente, com prazo de 7 anos e que paga taxas de juros maiores a média de mercado, visto tratar-se capital de risco.

O faturamento total das cooperativas de Desjardins em 2010 foi de $ 11,684 bilhões, gerando sobras de $ 1,437 bilhão, dos quais $ 299 milhões foram distribuídos na conta corrente dos associados (21%) e o restante (79%) foi destinado às reservas. O Capital Social total é atualmente de $ 13,063 bilhões.  Em 2009 28,9% das sobras retornaram aos associados, sendo o restante para o fundo de reserva.

Por Márcio Port, de Montreal no Canadá

O Fundo Garantidor do Movimento Desjardins, no Canadá

August 22nd, 2011 No comments

Movimento de Desjardins

O Fundo Garantidor do Movimento Desjardins foi criado em 1978, sendo que ele não apenas auxilia a cooperativa com capital e liquidez, ele exige também uma reforma na gestão. O Fundo tem poder de intervenção em caso de má gestão de alguma cooperativa. O Fundo Garantidor tem um grande poder para gerir o risco de reputação caso haja a falência de alguma cooperativa.

O Fundo Garantidor cobriu algumas grandes crises do Movimento Desjardins. A primeira crise foi em 1981, coincidindo com uma grande crise econômica, que impactou principalmente em Montreal. Neste ano o fundo aportou $ 32,2 milhões em 187 cooperativas. Na época existia uma outra Federação de Cooperativas que trabalhava essencialmente com pequenas e médias empresas e que trabalhava com empréstimos de grande risco. Esta Federação passou por grandes dificuldades e chegou a quebrar nesta época, sendo que as perdas dos associados foram absorvidas pelo governo. Com isto Desjardins fortaleceu seu Fundo como forma de impedir a intervenção da autoridade financeira ou governamental. Em 1994 houve outra grande crise com o aporte de $ 30,2 milhões em 30 cooperativas.

Atualmente as regras de contribuição estão muito evoluídas, levando em conta o risco assumido por cada cooperativa.

O fundo garantidor de Desjardins tem $ 500 milhões de capital e é utilizado para qualquer caixa que esteja em dificuldade. É através deste fundo garantidor que as cooperativas são solidárias entre si.

Por Márcio Port, direto de Montreal no Canadá

A evolução da estrutura do Movimento de Desjardins, no Canadá

August 22nd, 2011 No comments
Movimento de Desjardins

Ainda na HEC Montreal, o Sr. Benoit Tremblay, Diretor do Centro de Estudos Desjardins, falou do Movimento de Desjardins e de sua evolução ao longo dos seus mais de 110 anos de história.

A 1ª cooperativa surgiu em 6 de dezembro de 1900 em Levis, no Quebec. O desenvolvimento inicial de Desjardins foi muito lento. Apenas em 1906 foi feita a primeira lei do estado de Quebec.

Desjardins criou as cooperativas apenas com a capitalização dos sócios, não podendo assumir muitos riscos. Ele contou muito com a igreja católica, que apoiava muito mais a poupança do que os empréstimos. Primeiro a pessoa deveria poupar para apenas depois tomar crédito.

Caixa Central das Cooperativas de Desjardins, em Montreal

A primeira Central das Caixas surgiu em 1920, sendo divididas de acordo com a distribuição das dioceses católicas. O poder regional sempre estava ligado aos padres, das dioceses regionais. As uniões regionais trabalhavam cada uma por si, sendo que em 1932 surgiu a federação, após a falência de várias cooperativas depois da crise de 1929. A Federação surgiu da vontade do governo de proteger os poupadores.

Até 1980 o número de cooperativas de Desjardins apenas cresceu, atingindo 1.372 nesta década, com 4,5 milhões de associados. No ano de 2000 este número era de 972 e atualmente é de 451 com 6 milhões de associados.

O volume de ativos de Desjardins era muito pequeno até 1975, crescendo muito depois disto, refletindo o aumento do poder aquisitivo da população do Canadá.

Até 1950 os associados de Desjardins e os clientes dos bancos não eram comuns entre si, não havendo sobreposição de atuação. A partir de 1950, com o crescimento econômico do Canadá, os bancos começam a se interessar pela classe média. Entre 1950 e 1970 Desjardins se tornou um sucesso coletivo. Nesta época Desjardins adquiriu o controle de cerca de 15% de um pequeno banco de Quebec.  Também nesta época instituições não bancárias foram autorizadas a ingressar no sistema de pagamentos, inclusive as sociedades seguradoras que podem inclusive oferecer fundos de investimento.

Entre 1970 e 1990, com a estabilidade do mercado, a clientela das cooperativas começa a interessar cada vez mais os grandes bancos, trazendo Desjardins para um mercado muito competitivo. Atualmente o mercado é praticamente único, havendo diferença apenas em um número de aproximadamente 500 pequenas cidades em que Desjardins é a única instituição financeira. Aliado a isto Desjardins tem muitos estudantes como associados e também públicos de baixa renda, tendo pouca expressão com pessoas de maior renda e com grandes empresas.

Benoit Tremblay, Diretor do Centro de Estudos Desjardins

Em 1967 houve a desregulamentação das taxas de juros do Canadá, permitindo os bancos a definir suas práticas de mercado. Isto promoveu um grande e rápido crescimento das operações de crédito. Para competir no mercado as cooperativas passaram a atuar de forma mais integrada, diminuindo a autonomia das cooperativas em busca de uma padronização tecnológica, de produtos, de políticas e de treinamentos. Isto aconteceu através da Federação Desjardins.

Na década de 70 a IBM ingressou no mercado financeiro sendo que Desjardins foi o primeiro grupo financeiro que a IBM passou a atender, promovendo a integração de todas as cooperativas. Já na década de 70 os associados podiam fazer transações financeiras e utilizar o seu cartão de débito em qualquer parte do país. Com isto, já na década de 80 Desjardins tinha como associados 67% da população adulta de Quebec. O Movimento Desjardins foi agente-chave no desenvolvimento de Quebec, sendo que o governo quebequense adequou a legislação às necessidades de mercado, mas também às necessidades de Desjardins.

Na década de 80, com o aumento das operações de crédito as cooperativas compensaram o aumento do risco com a capitalização. Surge aí o fundo garantidor de Desjardins e a transformação da capitalização de Desjardins.

O acirramento da concorrência fez também com que no período de 1987 a 1994 houvesse a aquisição de 26 bancos de investimentos por 7 instituições bancárias de varejo, todas canadenses. Este fato fez com que a crise financeira de 2008 não fosse percebida no Canadá pois a crise afetou fortemente os bancos de investimento, bancos estes que já não existiam no Canadá. Nesta época Desjardins já tinha 1.339 cooperativas e por já estar presente em todo o mercado de Quebec não lhe interessou fazer a aquisição de nenhum banco de investimento.

A partir de 1990, com a evolução do crédito no país e com a evolução do mercado financeiro, Desjardins também precisou evoluir:

  • na informatização,
  • na prestação de consultoria para os associados
  • e buscar que 75% dos funcionários atuassem em tarefas com maior valor agregado (na época o índice era 5%). O desafio foi transformar os funcionários de perfil administrativo em vendedores.

Para isto houve um forte investimento na formação educacional e profissional dos funcionários. Tornou-se necessária também a maior integração entre as cooperativas integrantes do movimento. Na época a participação de mercado era de 42% nos depósitos e 38% nos empréstimos hipotecários.

Como nem todos os objetivos foram possíveis de se atingir e haviam muitos investimentos de informática a serem feitos, houveram fusões de muitas cooperativas buscando a redução de custos. Neste período a quantidade de cooperativas reduziu-se em mais de 50%. Foram realocados pontos de serviços e instalados caixas automáticos no lugar de antigos pontos de serviços.

Atualmente 92,7% de todas as transações do Movimento Desjardins são eletrônicas.

Por Márcio Port, direto de Montreal no Canadá

O Setor de Crédito Cooperativo Canadense

August 22nd, 2011 No comments
Bandeira do Canadá

Ainda abordado por Jean Roy do Departamento de Finanças da HEC Montreal tivemos um panorama do Cooperativismo de Crédito do Canadá.

Existem atualmente 846 cooperativas de crédito no Canadá, normalmente divididas ou criadas por questões lingüísticas, considerando-se a grande diversidade cultural do Canadá onde 50% da população é estrangeira. No Quebec as cooperativas são chamadas de “caixas populares”. No anos de 2000 haviam no Canadá 1.692 cooperativas.

Nos 10 estados do Canadá, 32% da população é associada a uma cooperativa de crédito, totalizando 11,1 milhões de associados. No estado do Quebec 67% da população é associada. Existem outras 3 estados com percentuais na faixa de 45%, 2 com 35% de associação, 2 com 17% e 2 na média de 11% (inclusive Ontário).

A participação de mercado das cooperativas no Canadá é de 7,63% dos ativos, 7,43% dos empréstimos de consumo, 19,52% dos créditos hipotecários e 14,99% dos depósitos. Os créditos hipotecários representam 49% dos ativos.

A Credit Union Central of Canadá

A Credit Union Central of Canadá representa o movimento cooperativo em nível federal, no entanto o Movimento Desjardins não participa desta central pois ele se reporta diretamente ao Governo de Quebec. O Movimento Desjardins atua também em outros estados do Canadá, mas para fins de regulamentação ele se reporta apenas do Estado do Quebec.

A Credit Union Central of Canadá reúne $ 127 bilhões em ativos, com $ 49 bilhões concentrados:

  1. no extremo oeste na Columbia Britânica (1,7 milhão de associados),
  2. $ 20 bilhões em Ontário (1,2 milhões de associados).
  3. Na seqüência de importância estão Alberta (640 mil associados),
  4. Manitoba (569 mil associados) e
  5. Saskatchewan (520 mil associados).
Mapa do Canadá e seus estados

A Credit Union Central of Canadá tem 5.080.392 associados.

Dentre todas as cooperativas do Canadá a maior cooperativa é a Vancity, com sede em Vancuver, com ativos de $ 13,8 bilhões, seguida da Servus Credit Union, com $ 10,5 bilhões e a Coast Capital Savings Credit Union também $ 10,5 bilhões. Estas 3 cooperativas detêm 12% dos ativos de cooperativas de crédito do país.

O Movimento Desjardins – A Federação de Caixas Desjardins de Quebec

Movimento de Desjardins

Desjardins possui atualmente 451 cooperativas, com 6 milhões de associados, dos quais 5,4 milhões são de Quebec e Ontário, 42.500 funcionários e 5.900 administradores eleitos. Desjardins é o maior empregador privado em Quebec. Existem ainda 924 pontos de atendimento e 48 centros financeiros para empresas. Para fazer transações financeiras os associados contam com as 451 cooperativas + 924 pontos de atendimento = 1.375, mas para operacionalizar empréstimos é necessário ir na sede de uma das 451 cooperativas. Os 48 centros financeiros são integrados a todas as cooperativas Desjardins, reunindo funding de todas as cooperativas e atuando em nome de todas.

O faturamento total das cooperativas de Desjardins em 2010 foi de $ 11,684 bilhões, gerando sobras de $ 1,437 bilhão, dos quais $ 299 milhões foram distribuídos na conta corrente dos associados (21%) e o restante foi destinado às reservas. O Capital Social total é de $ 13,063 bilhões.  Em 2009 28,9% das sobras retornaram aos associados.

Uma das questões não claras no Movimento Desjardins é o quanto os produtos/serviços prestados são diferenciados do mercado visto estar inserido no mercado financeiro em que os produtos e serviços são commodities. A diferenciação principal está nas localidades em que não existem outras instituições financeiras presentes. Isto faz com que o índice de eficiência seja de 72%, visto não haver um ganho de escala tão grande nestas localidades, elevando o custo total para atender os associados.

Em termos de participação de mercado no Quebec, as cooperativas de Desjardins detêm 45% dos empréstimos agrícolas, 40% do crédito imobiliário e 25% dos créditos para consumo.

Desjardins tem como pontos fortes e oportunidades:

  1. uma posição destacada nos vários segmentos de suas atividades;
  2. créditos hipotecários e seguros;
  3. créditos para empresas e gestão do patrimônio.

Como desafios:

  1. o envelhecimento da população (hoje são 12% de idosos e no futuro 25%), ainda mais que os associados são mais idosos que a média de Quebec;
  2. regiões que decrescem (tendência de migração do interior para as grandes cidades), gerando a necessidade de crescimentos nos grandes centros urbanos;
  3. forte imigração em Quebec, visto a forte identidade atual de Desjardins com a população de origem local. O grande desafio é portanto atrair para a associação os jovens imigrantes.

Historicamente Desjardins criou caixas rurais em todas as comunidades de origem francesa, tanto no Canadá como nos EUA. As diferenças culturais e lingüísticas dos estados do Canadá são uma grande barreira à expansão de cooperativas para outras regiões que possuem estas diferenças.

Por Márcio Port, direto de Montreal no Canadá

O Mercado Financeiro do Canadá

August 22nd, 2011 1 comment

Cooperativistas do Sistema Sicredi do RS na HEC Montreal

No primeiro dia da formação na HEC Montreal (Universidade) tivemos pela manhã a apresentação de Jean Roy, do Departamento de Finanças da HEC Montreal. O conteúdo apresentado foi relacionado ao Mercado Financeiro do Canadá.

Durante a crise financeira nenhuma Instituição Financeira Canadense precisou ajuda. Este desempenho foi reconhecido pelo FMI e hoje diferentes países procuram o Canadá para descobrir o motivo deste fato.

A cultura bancária do Canadá é conservadora e além disto a regulamentação é rigorosa. O mercado financeiro canadense é concentrado, fazendo com que não haja uma concorrência feroz como em outros países. Isto gera uma boa rentabilidade sem muitos riscos.

No Canadá os bancos são regulamentados pelo governo federal e as cooperativas de crédito são regulamentadas pelo governo estadual. O Banco do Canadá (equivalente ao BACEN) não faz a fiscalização dos bancos. Por isto existe uma instituição que realiza este papel. O Banco do Canadá fiscaliza apenas o sistema de pagamentos.

A lei canadense que regula os bancos é revisada a cada 5 anos, gerando uma dinamicidade às mudanças e ao mercado. Outra característica é que nenhum acionista pode deter mais de 20% das ações. Esta regra vale para os grandes bancos, com capital superior a $ 7,5 bilhões (equivalente a US$ 7,5 bilhões). Para bancos menores os percentuais são maiores, podendo chegar a 100% das ações para os pequenos bancos. O objetivo desta diferenciação é fomentar a criação de pequenos bancos, que ao crescerem devem diversificar sua composição acionária. Com isto cerca de 50% da população canadense é proprietária direta ou indiretamente de algum banco. Isto faz com que os preços mais altos praticados pelos bancos sejam revertidos em dividendos maiores para os acionistas.

No Canadá os bancos não podem vender produtos de seguradoras nas suas agências, mesmo que a seguradora seja do mesmo grupo bancário. Este fato atende aos interesses das seguradoras e os bancos acabaram aceitando. As cooperativas de Desjardins, por terem regulamentação estadual podem negociar seguros em suas cooperativas.

O Fundo Garantidor canadense cobre até $100.000. A contribuição dos bancos para este fundo leva em conta o nível de risco de cada banco. Esta medida tem o objetivo de desincentivar os bancos a assumir muitos riscos. Para Desjardins a regulação é diferente e apesar do seguro ser o mesmo dos bancos, a contribuição é de 0,04 a 0,06% sobre os depósitos.

A taxa básica (equivalente à Selic) do Canadá é de 1%aa. Para os depositantes, atualmente, a taxa de juros é 1,5 a 3%aa. Para empréstimos a longo prazo a taxa é de cerca de 2%aa. Para empréstimos pessoais as taxas são de 8 a 10%aa. As hipotecas são de 4 a 6%aa.

A supervisão de Desjardins é feita por uma instituição de atuação estadual, a Autoridade dos Mercados Financeiros (AMF), diferentemente da supervisão que em nível nacional a que estão sujeitos os bancos.

Atualmente existem 846 cooperativas com ativos de $ 301 bilhões, com 8,9% do mercado financeiro. A participação de mercado varia muito de um estado para outro.

O Movimento de Desjardins (ativos $ 175,5 bilhões) é a 6ª maior instituição financeira do Canadá, desconsiderando neste ranking as instituições não bancárias (Sociedades Seguradoras).

Jean Roy do Departamento de Finanças da HEC Montreal

Apesar do Canadá ter 78 bancos são poucos bancos que dominam o mercado, sendo maiores do que o Movimento Desjardins:

  • o Banque Royale ($ 721 bilhões),
  • o Groupe Financier TD ($ 616 bilhões),
  • o Banque Scotia ($ 527 bilhões),
  • o Banque de Montréal ($ 413 bilhões)
  • e o Banque CIBC (US$ 363 bilhões).

As 6 maiores instituições, contando Desjardins administram ativos de $ 2,8 bilhões, dos quais Desjardins detêm 6,3% deste total. Estas instituições somadas detêm 83% do mercado bancário canadense que é de $ 3,384 bilhões.

Por Márcio Port, direto de Montreal no Canadá

Balanço Social Cooperativo, uma ferramenta de gestão

August 18th, 2011 No comments

Em seu informativo eletrônico de Maio/2011 da ACI Américas consta uma interessante matéria sobre “Balanço Social Cooperativo: uma ferramenta eficaz para as cooperativas do século XXI“.

Segundo a publicação, o Balanço Social Cooperativo (BSCoop) permite que as cooperativas façam a gestão de seus objetivos sociais com igual grau de profissionalismo que o fazem com suas metas econômicas.

O Balanço Social é uma ferramenta de gestão sócio-econômica que facilita às cooperativas medir-se e prestar contas aos associados e outros grupos de interesse, sobre a aplicação dos valores e princípios cooperativos.

É no Balanço Social que se demonstra o que se denomina de “diferença cooperativa”, o que nos distingue de qualquer outro tipo de entidade e nos identifica como cooperativas.

O Balanço Social é mais completo do que um Balanço Contábil. Existem uma infinidade de atividades de uma cooperativa que não estão ponderadas na contabilidade tradicional e que aparecem no Balanço Social Cooperativo, especialmente no conceito do “valor agregado cooperativo”.

O valor agregado cooperativo pode ser visto de 2 formas: a) o valor agregado visível, cujos números podem ser vistos na contabilidade tradicional, e b) o valor agregado invisível, que não surge da contabilidade tradicional e sim de uma análise mais profunda, pormenorizada dos benefícios que recebem os associados através da economia sentida em seu bolso através de atividades com menor custo do que no mercado.

A comparação com um Iceberg

A matéria traz a reflexão de que o Balanço Social Cooperativo poderia ser a forma de melhorarmos a visibilidade do cooperativismo em nível mundial. Nos treinamentos realizados pela ACI Américas as cooperativas são comparadas com um iceberg, uma montanha de gelo, e tal como se observa nos icebergs no mar, a única parte que pode ser vista é a ponta desta montanha, mas que está sustentada por uma grande massa de gelo. No caso das cooperativas ocorre o mesmo, as vezes só se vê a ponta do iceberg, mas existem uma infinidade de ações, de pessoas, que estão fazendo uma gestão cooperativa em benefício do associado.

O Balanço Social Cooperativo nos permite visualizar como é feita a gestão das entidades cooperativas, como elas cumprem os princípios cooperativos, visualizar o invisível da gestão.

Fonte: ACI Américas – Integração Cooperativa – Número 3 – Maio/2011

Comitiva do Sistema Sicredi conhecerá o Sistema Desjardins no Canadá na próxima semana

August 16th, 2011 No comments

Uma comitiva de 29 dirigentes e executivos do Sicredi do RS estará viajando ao Canadá nos próximos dias para conhecer o Sistema Cooperativo Desjardins no Canadá.

A programação inicia-se na próxima segunda-feira na HEC-Montreal que é uma escola de gestão que iniciou suas atividades em 1907. Desde 2001 a HEC juntou forças com o Movimento Desjardins criando o Centro de Estudos em Gestão de Cooperativas de Serviços Financeiros. A programação na HEC se estenderá na terça e quarta-feira.

Na quinta-feira o grupo estará em Lévis, no Quebec, onde visitará o complexo Mouvements Desjardins. Na sexta-feira a programação final será no Desjardins Business Center em Quebec.

Esta será a segunda comitiva do Sicredi RS a visitar o Movimento de Desjardins no ano de 2011.

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Poupança Sicoob atinge R$ 1 bilhão em captações

August 16th, 2011 No comments

A Poupança Sicoob acaba de registrar novo recorde de captações. Na primeira semana de agosto, a modalidade de investimento ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão, o que corresponde a um crescimento de 42% sobre o mesmo período do ano passado, quando as captações somavam R$ 705,6 milhões. Além das vantagens que a tornaram o produto de investimento mais popular do país, como isenção da incidência de impostos e tarifas sobre os rendimentos, a poupança no Sicoob é um instrumento de desenvolvimento local. Isso por que os recursos reunidos são destinados para operações de crédito na própria região onde foram captados, o que não ocorre nas demais instituições financeiras.

Para o gerente de captações do Bancoob, Ricardo de Amorim Hermes, a Poupança Sicoob permite a realização dos sonhos do poupador e também dos sonhos de outros cooperados. “Na cooperativa, a acumulação de recursos de poupança gera autonomia para operações de crédito, viabilizando o desenvolvimento mútuo. O alcance dessa marca histórica representa o sucesso das cooperativas no atendimento aos poupadores e nossa expectativa é que as captações atinja R$ 1,2 bilhão até o final do ano“, disse Ricardo.

Assegurados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), os investimentos na Poupança Sicoob podem ser feitos por cooperados e não cooperados. Além dos benefícios diretos proporcionados pela aplicação local dos recursos subsidiados, a Poupança Sicoob ainda oferece vantagens às cooperativas por meio de comissões sobre o volume de captações. Somente nos primeiros sete meses deste ano, as receitas das cooperativas foram incrementadas em um total de R$ 2,5 milhões em comissionamentos.

Fonte: Bancoob

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Dados do Cooperativismo Mundial estão disponíveis – base dez/2010

August 14th, 2011 No comments

Estão disponíveis no link os dados atualizados de todos os países que possuem expressão no cooperativismo de crédito mundial.

Confira também os dados individuais de cada país no final do menu do lado esquerdo na página que irá abrir.

Confira.

Em um cenário de incertezas as cooperativas de crédito deixam evidente seu diferencial no desenvolvimento local

August 14th, 2011 No comments

Após o rebaixamento da dívida dos EUA pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s, voltam à tona as incertezas que cercaram a economia na primeira etapa da crise financeira em meados de 2008. Na época a economia brasileira foi afetada duramente pela retração na concessão de crédito por parte dos grandes bancos brasileiros que na dúvida restringiram a concessão de novos créditos, mesmo para clientes tradicionais.

O crédito, como sabe-se, é o combustível da economia, sendo que quanto maior o volume de crédito disponível, maiores as condições de manter-se a economia em crescimento gerando portanto a manutenção dos empregos, a continuidade dos investimentos e consequentemente a geração de riqueza de um país. A ausência do crédito, por sua vez, faz com que a existência de um cenário econômico negativo em nível mundial tenha impactos diretos em todas as regiões do Brasil, não pela situação mundial, mas pela inexistência de crédito para continuar a financiar as atividades mais simples do dia-a-dia das empresas.

O que fazem os bancos diante da incerteza? 

A oferta de crédito em tempos de crise

A tabela ao lado demonstra o crescimento da carteira de crédito das maiores instituições financeiras do país, comparativamente às cooperativas de crédito durante o auge da crise financeira (jun/08 a dez/09).

Percebe-se que depois da Caixa Econômica Federal que despontou nas liberações de crédito, orquestrada pelo Governo justamente para não deixar a economia parar,  as cooperativas de crédito do Sistema Sciredi apareceram em 2º lugar, com um crescimento de 54%. Já o somatório das 1.370 cooperativas de crédito do Brasil cresceram 39% neste mesmo período.

A tabela demonstra ainda o papel que os principais bancos privados adotam em um cenário de crise: pé no freio, tendendo a agravar ainda mais o cenário que já não se mostra favorável. Isto pode ser observado pelo baixo crescimento dos bancos privados em um período de 18 meses, sendo que algumas instituições cresceram menos do que a Taxa Selic acumulada no período.

O que fizeram as cooperativas de crédito?

Símbolo do CooperativismoPara o Presidente da Sicredi Pioneira RS, Márcio Port, as cooperativas de crédito tem um papel fundamental nas comunidades em que atuam: “por estarmos próximos de nossos associados e por conhecermos bem a realidade regional em que estamos inseridos é possível que as cooperativas de crédito mantenham a expansão da carteira de crédito mesmo quando todo o mercado está retraído“. Segundo Port este é um dos diferenciais de uma instituição financeira cooperativa: o foco no atendimento das necessidades de seus associados. “Nos momentos de dificuldade são as cooperativas de crédito que ficam ao lado do associado”, complementa.

Sua cooperativa também apresentou índices de crescimento acima do mercado no período da crise? Se sim, não deixe de divulgar esta informação na mídia local. Devemos aproveitar as oportunidades de demonstrarmos o trabalho diferenciado que as cooperativas de crédito fazem junto à seus associados.

Fonte: Sicredi Pioneira RS

Conheça a relação dos 50 maiores bancos do mundo – base dez/2010

August 14th, 2011 No comments

Na relação abaixo, em que constam os 50 maiores bancos do mundo em volume de ativos estão identificados os 8 bancos cooperativos que compõe esta seleta lista.  


Ranking Banco País  Ativos (bilhões US$) 
1 BNP Paribas France 2.675
2 Deutsche Bank Germany 2.525
3 HSBC Holdings UK 2.454
4 Barclays PLC UK 2.304
5 Bank of America USA 2.264
6 Royal Bank of Scotland Group UK 2.237
7 Mitsubishi UFJ Financial Group Japan 2.158
8 JPMorgan Chase USA 2.117
9 Credit Agricole SA France 2.111
10 Industrial & Commercial Bank of China China 2.034
11 Citigroup USA 1.913
12 Mizuho Financial Group Japan 1.708
13 ING Group Netherlands 1.647
14 China Construction Bank China 1.634
15 Banco Santander Spain 1.613
16 Bank of China China 1.581
17 Agricultural Bank of China China 1.567
18 Lloyds Banking Group UK 1.535
19 Societe Generale France 1.515
20 Groupe BPCE France 1.403
21 UBS Switzerland 1400
22 Sumitomo Mitsui Financial Group Japan 1.326
23 Wells Fargo USA 1.258
24 UniCredit S.p.A. Italy 1.231
25 Credit Suisse Group Switzerland 1.096
26 Commerzbank Germany 1.007
27 Goldman Sachs USA 911
28 Rabobank Group Netherlands 873
29 Intesa Sanpaolo Italy 872
30 Morgan Stanley USA 807
31 China Development Bank China 775
32 Nordea Bank Sweden 769
33 Dexia Belgium 751
34 Norinchukin Bank Japan 734
35 BBVA (Banco Bilbao Vizcaya Argentaria) Spain 732
36 Royal Bank of Canada Canada 712
37 National Australia Bank Australia 665
38 Toronto-Dominion Bank Canada 607
39 Natixis France 606
40 Westpac Australia 599
41 Bank of Communications China 597
42 KfW Bankengruppe Germany 591
43 CM5-CIC Group (Credit Mutuel) France 581
44 Danske Bank Denmark 571
45 Commonwealth Bank of Australia Australia 553
46 Standard Chartered UK 517
47 Bank of Nova Scotia Canada 516
48 ANZ Banking Group Australia 515
49 DZ Bank Group Germany 513
50 Banque Federative du Credit Mutuel (BFCM) France 502

Ancosol supera metas de atendimento a agricultores

August 7th, 2011 No comments

AncosolCrescimento superior a 200% no total de empréstimos concedidos e aumento de 55% no número de empreendedores da agricultura familiar atendidos. Esses são alguns dos resultados apresentados pelo projeto que a Associação Nacional do Cooperativismo de Crédito de Economia Solidária (Ancosol) desenvolve junto a 455 cooperativas de crédito com apoio do Sebrae. A expansão superou as metas inicialmente propostas, já que se previa, por exemplo, 299 cooperativas em funcionamento até 2012.

A entidade fechou 2010 com quase R$ 451,6 milhões de empréstimos e mais de 254 mil associados, frente a uma previsão de R$ 179,7 milhões em liberações e de 240 mil filiados para 2012. Conforme o presidente da Ancosol, Valdemar Oliveira, os empréstimos para custeio e investimento por meio do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf) atingiram mais de R$ 1 bilhão em 2010, quando a estimativa inicial era alcançar R$ 399,9 mil em 2012.

Segundo o presidente da Ancosol, os desafios são muitos, pois os jovens já não querem permanecer no campo e os indicadores demográficos apontam que, em 13 anos, 55% do público rural estarão aposentados. A tendência, ponderou, é atuar também no meio urbano, um desafio a mais, já que implica desenvolver novos produtos e serviços aos clientes.

A experiência ensina que não se trata de crescer em número de cooperativas, mas em desempenho”, disse Valdemar. Além da alternativa de buscar novos associados nas cidades, seria interessante discutir com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) “como melhorar as linhas disponíveis e não somente aquelas destinadas ao meio rural”.

Renovada por mais um ano, a parceria com o Sebrae visa à implantação e ao fomento de um programa de microfinanças solidárias no meio rural brasileiro e tem como agentes operadores as cooperativas de crédito vinculadas à Ancosol, que iniciou suas atividades em 2006. Além de ampliar a oferta de recursos financeiros para agricultores familiares, tem essa estratégia como instrumento de inclusão social.

Visa também consolidar e aperfeiçoar o apoio técnico às novas cooperativas de crédito, bem como formar e qualificar técnicos e dirigentes para atuar nessas cooperativas. Até o final do ano passado, a Ancosol registrou 1.182 pessoas capacitadas, ou 66,5% acima da meta fixada para dezembro de 2012.

Os resultados do projeto, que superou as metas inicialmente fixadas para 2012, foram apresentados por Valdemar durante reunião com o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, com os gerentes de Mercado e Serviços Financeiros, Paulo Alvim, e de Agronegócios, Ênio Queijada. Da reunião, participaram também o presidente da Confesol, Adriano Michelon, o presidente da Cresol Baser, Vanderley Ziger, e os colaboradores Robson de Matos, do Sebrae, Ciro Correia e Margot Valmorbida, da Ancosol.

Leia mais sobre a Ancosol no link.

Fonte: agoraMS

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Capital Social – Qual seria a política adequada para divulgação?

August 7th, 2011 3 comments
Ricardo Coelho é Consultor para Cooperativas de Crédito

O Consultor Ricardo Coelho compartilhou os leitores deste site uma reflexão sobre o Capital Social nas Cooperativas de Crédito.

“Imaginemos que somos executivos e gerentes seniores da Singular, temos a missão de perpetuar nossa instituição com competência e competitividade comercial e estamos reunidos para responder às seguintes questões: qual seria a política mais adequada para a divulgação do capital social a nossa base de associados e por que não seria “saudável” divulgar o capital social de forma diária e automática para toda a base de sócios? Para tanto, antes de nossas conclusões, iremos discutir premissas que causam impacto à gestão deste delicado tema e conseqüentemente à gestão da Singular.

Premissa 01: O capital social é da Singular e não do sócio

O capital social, depois de aplicado pelo sócio na Singular, não é mais dele, e sim da empresa em que ele optou por investir. Concordamos, então, que como dirigentes desta empresa, devemos sempre enfatizar aos sócios, de forma macro, que a instituição necessita de um constante crescimento do seu capital social, o qual será determinante para sua perenidade e competitividade. E só assim, com o passar dos anos, ela poderá dar bons frutos a seus “donos”.

Reflitamos: Por que explicitar com tanta clareza e constância o saldo do cliente em capital social, se o recurso está alocado na Singular e ela definirá seu melhor uso, e muitas vezes em projetos de vulto e de longo prazo?

Premissa 02: O capital social é Previdência e não Poupança

Diante desta exposição de fatos, seria prudente que nós, enquanto executivos, definíssemos ações e processos que divulguem a relevância do capital social para a pujança da Singular, com foco no conceito do ótimo para o empreendimento e do bom para o sócio. Portanto, para que tenhamos eficácia nesta ação, devemos alinhar nossas atitudes focando a educação de nossos sócios para que percebam em seu capital social sua grande chance de formar uma bela previdência. A qual será construída durante décadas com ajuda de sua Cooperativa de Crédito. Como conseqüência direta, esta “reserva” só terá esta nobre finalidade se acumular um valor expressivo e for algo em que não se pode mexer por anos a fio.

Diante desta constatação, não será R$ 2.000,00 ou R$ 5.000,00(ex) em cota capital que permitirão que nossos associados se sintam confortáveis quanto à sua previdência. Fica como nossa lição de casa ajudar nossos sócios a integralizarem valores expressivos como previdência, utilizando para tanto as formas mais assertivas e criativas que pudermos. E sabemos que, quando decidimos, o que não nos falta é criatividade.

Premissa 03: É míope a percepção dos tomadores de crédito sobre capital social

Muito provavelmente mais de 80% de sua base de associados é composta por tomadores de crédito e, portanto, é necessário refletir sobre o efeito na mente destes clientes da divulgação diuturna de seus saldos em conta capital. Este público sabidamente não dispõe de excedentes de caixa e muito menos tem como prioridade integralizar capital social para fortalecer sua Singular. Eles devem ser “convencidos” a integralizar capital social, como já fazem inúmeras de nossas Singulares. Este cenário, marcado por uma percepção de pouca “utilidade” do capital social, se agrava quando vemos políticas de crédito quanto a limite e taxas balizadas pelo saldo em cota capital, algo já abordado em artigos específicos, postado em nosso site. Contudo, no próximo tópico abordaremos brevemente este tema focando os seus aspectos de divulgação.

Premissa 04: Informar o Capital Social como balizador de taxa e limite

A prática de informar o saldo da conta capital extratos corriqueiros para que os clientes reconheçam seu limite e taxa de crédito, reacende desnecessariamente a percepção de “poupança” na mente do cliente tomador e não de “previdência”. Além do que cria a péssima cultura de fomentar o capital social de forma “interesseira” e “casada”. Algo incoerente com nossos pilares!

Portanto esta prática “comercial” somente deve ser adotada moderadamente logo na fundação da Singular. Já sua exclusão deve ser feita tão logo a Singular obtenha mediana eficácia nos balizadores de compra e venda de dinheiro. Contudo, pode-se adotá-la em caráter emergencial, caso haja um período de forte escassez de funding, mas cuidando para que seja uma política de exceção e de curto prazo. Por fim, não nos esqueçamos que há outras formas muito mais criativas, usuais e seguras de se “conquistar” aportes na cota capital dos tomadores de crédito.

Premissa 05: A tentação de sacar o capital social

Por mais coerente e transparente que pareça, gostaríamos de aconselhá-lo a rever a prática de sua Singular de lembrar diariamente o tomador de crédito de quanto já integralizou, pois em breve conviverão com atritos e risco desnecessários de gestão. Vejamos a seguinte situação. Ao receber de forma constante o saldo em cota capital, este sócio “tomador” em breve verá neste valor algo suficiente ou próximo de uma eventual necessidade de crédito. Eventualmente isto o faria pedir para sair da Singular, unicamente para poder acessar esta sua “poupança”, sem se endividar. Mesmo que você acredite que não vive esta realidade, é bom saber que isto já está causando sérios transtornos em muitas Singulares.

Premissa 06: Travando o saque de cotas capitais realizadas como “poupança”:

Para evitar casos de saques da cota diante de uma eventual necessidade de crédito por parte do sócio tomador, basta uma forte trava na saída de cotas capitais, com resgates longos e parcelados. Algo defensável na AGO´s, ainda mais se a Singular apresenta crescentes sobras e constância na liderança. Lembremos que tomadores de crédito massificado não vão às AGO´s reivindicar direitos já que são imediatistas e necessitam de discrição para poder manter sua vida social “equilibrada”. O que já não ocorre com os investidores, que são a grande maioria em sua AGO´s e são, também, focos dos “agrados” dos executivos, pois se sabe de sua importância e que se não forem atendidos irão causar fortes desconfortos a Singular.

Premissa 07: Os investidores querem mais que a Selic para ficar no capital social:

Não podemos nos esquecer dos investidores os quais podem ter sido aculturados com os altos retornos para seu capital social e que faziam questão de “aplicar” bons volumes neste “produto”. Com o advento da Lei Complementar 130, estes grandes investidores só podem receber até 100% da Selic (isto se a Singular adotar um plano de remuneração do capital social, seguindo os preceitos das boas práticas de governança). Neste cenário, muito provavelmente o investidor em breve encontrará uma forma mais lucrativa para este recurso, e pedirá seu desligamento para poder acessar esta sua “poupança”. Este seria um bom tema para um intrigante seminário.

Premissa 08: Quanto é muito – quanto é pouco capital social?

É oportuno observarmos que muitos executivos se equivocam ao estabelecer que um valor de capital social de R$ 5.000,00 é alto. Cuidado. Quem define se este valor é alto ou não é o dono desta cota capital e não nossos executivos. Exemplificamos: Pode ser que R$ 5.000,00 seja pouco para um sócio fundador, grande empresário ou médico, mas R$ 1.000,00 seja elevado para um sócio que ganhe 3 salários mínimos no mês. Tudo isto sem analisar o tempo de associação.

Lembremos sempre: Já que aceitamos um associado em nossa Singular, seus balizadores pessoais é que devem nortear nossos entendimentos do que seja muito ou pouco capital social. Ou seja, Quanto é muito ou pouco de capital social não pode depender de uma métrica fria adotada por alguns gestores, mesmo que estas métricas sejam contabilmente defensáveis ou estatutárias. O que se deve buscar é a coerência no relacionamento comercial e esta só existirá se respeitarmos a individualidade de cada sócio. Portanto, ao divulgar o saldo de um cliente em cota capital, podemos estar sim sinalizando uma fonte própria de recursos (poupança), que pode vir a ser “reivindicada” através da saída da sociedade.

Premissa 09: Transparência:

Transparência sim, mas circunscrita ao “bom senso” comercial e ao projeto maior que é a solidez e perpetuação da Singular. Por ser legal, aconselhamos manter a informação anual de saldo em capital social para o imposto de renda, para aqueles poucos sócios que se lembram de lançá-la como patrimônio em sua declaração e vão a agência buscar o comprovante. Mas mantendo facilmente o saldo a disposição dos demais sócios que o solicitarem.

Reflexões finais:

Acreditamos que para que tenhamos mais fluidez na gestão do capital social de nossa Singular é relevante a sua não divulgação diuturna e desnecessária em meios usuais, bem como a sua não vinculação aos limites de crédito e taxas do sócio. Em contrapartida, este zelo permitirá muito mais fluidez para um oxigenado e longo crescimento do capital social do cliente e da Singular, culminando em pujança do nosso projeto e com posteriores ganhos aos sócios.

Acreditamos que você se sinta instigado a refletir sobre este conteúdo, já que tentamos lhe dar ainda mais subsídios para que em suas novas ponderações possa eventualmente considerar medianamente os pontos de vistas de nossa Consultoria aqui expostos. Assim, com base nestas exposições de motivos, defina junto a seus pares a melhor forma de divulgar o capital social para sua base, ponderando sempre as especificidades do nosso modelo e a perpetuação da Singular.”

Ricardo Coelho Consult – Consultoria e Treinamento Comercial para Cooperativas de Crédito

O modelo da Building Societies Association, no Reino Unido

August 4th, 2011 No comments

A comitiva do Sistema Sicredi que participou do Congresso do Woccu em Glasgow, na Escócia, conheceu na última 4ª feira a forma de trabalho da Building Societies Association, a Associação que representa todas as sociedades de crédito mútuo imobiliário no Reino Unido.

A apresentação foi feita pelo executivo Andrew Gall e algumas características chamaram a atenção dos participantes:

  • As sociedades são de mutualidade, ou seja, seus membros são poupadores e tomadores;
  • Não pagam dividendos, tem a política de trabalhar com os menores juros nos financiamentos e maior taxa nas aplicações;
  • Objetivo de servir ao interesse dos membros
  • Um sócio, um voto;
  • Conselho eleito pelos membros.

As sociedades têm aplicado 90% dos recursos captados no crédito imobiliário, mesmo o governo exigindo 75%. Outra exigência é que 50% dos depósitos devem ser dos próprios membros. O valor excedente, as sociedades compram papéis do governo de fácil liquidez.

Alguns números: 

  • 25 milhões de membros poupadores (o Reino Unido tem 66 milhões de habitantes);
  • 2,9 milhões de tomadores
  • 20% do mercado imobiliário do Reino Unido.

Responsabilidade Social: As Building Socities exercem um papel importante de Responsabilidade Social em todo o Reino Unido realizado por membros e colaboradores. A responsabilidade social são na linha do “voluntariado”, ou seja, aquilo que cada um possa fazer pela comunidade, em seu horário vago e trazer resultados para as sociedades.

Um exemplo é a Cambridge Building Society, onde os colaboradores para terem acesso ao bônus anual tem que comprovar horas de trabalho voluntário na comunidade (a Lei é flexível). Em 2010 foram comprovadas 3 mil horas de trabalho voluntário por membros e colaboradores.

Fonte: de Londres – Inglaterra, Andre Assis e Eduardo Goni

Ministério e Secretaria da Agricultura lançam Plano Safra 2011/2012 e Sicoob assina termo de cooperação

August 4th, 2011 No comments

Com a presença do governador Raimundo Colombo, a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, o Banco do Brasil e o Ministério do Desenvolvimento Agrário lançaram no dia 28 de julho, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o Plano Safra 2011/2012. Na oportunidade, foram assinados termos de cooperação entre o Estado, o Banco do Brasil e o Sicoob SC, com o objetivo de financiar a próxima safra agrícola.

No caso da agricultura familiar, o Ministério do Desenvolvimento Agrário anunciou a disponibilidade de R$ 1,7 bilhão para investimentos e custeio das propriedades rurais. Ainda serão disponibilizados R$ 5 milhões para a assistência técnica e extensão rural, inclusive na área de gestão de agronegócios.

O vice-presidente do Sicoob SC, Francisco Greselle, que juntamente com o secretário Hermes Barbieri representou o sistema na assinatura dos termos de cooperação, disse que “a parceria com o governo e o Banco do Brasil dará condições às cooperativas do Sicoob SC de financiarem os agricultores familiares do quadro associativo”. Com isto – acrescentou – “haverá também um aumento significativo na economia do Estado, que conta com um grande número de agricultores aptos a trabalhar com o Pronaf”.

Mas Francisco Greselle destacou que proporcionar incremento à produção não depende apenas dos agentes financeiros, mas de “um conjunto de ações que envolve governos, agricultores, assistência técnica e instituições financeiras”. Acrescentou que é preciso ter garantia de preços mínimos, manutenção correta de cada propriedade, incentivo e agregação de outras culturas, educação rural, planejamento familiar e assistência técnica e extensão rural, entre outros fatores.

Segundo o gerente Comercial do Sicoob Central SC, Luiz Carlos Pizzolo da Silva, “com o convênio temos um estímulo a mais para os agricultores familiares investirem em projetos que ampliam a renda e que estão em harmonia com os planos de desenvolvimento regionais do governo do Estado, já que os projetos devem fazer parte dos programas da Secretaria de Agricultura ou das Secretarias de Desenvolvimento Regionais”.

O Sicoob SC é a segunda instituição financeira do Estado que mais financia a agricultura catarinense. No ano passado foram R$ 377 milhões e o crescimento anual tem sido de 25%, em média.

O secretário da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, anunciou o lançamento do programa Juro Zero, através do qual os agricultores terão acesso até R$ 50 mil, com 100% dos juros subsidiados, para as operações de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Também foi lançado o programa SC Rural (Microbacias III), que terá US$ 189 milhões, além da previsão de implantação de telefonia fixa e internet banda larga nas pequenas propriedades.

O Juro Zero é uma reformulação do Programa Revitalizar e irá disponibilizar R$ 100 milhões em investimentos aos produtores rurais para incentivar a agricultura catarinense. Por meio dele, os agricultores terão acesso a até R$ 50 mil com subsídio de 100% dos juros previstos para operações de crédito dos produtores rurais que se enquadrarem no Pronaf.

Pelo Sicoob SC, além do vice-presidente Francisco Greselle e do secretário Hermes Barbieri, estiveram presentes o presidente do Sicoob Alto Vale, Henrique Backmeier, o presidente do Sicoob Crediaraucária, Elmo Meurer, o gerente Comercial Luiz Carlos Pizzolo da Silva e o supervisor de Análise de Projetos Marcelo Tasca – ambos do Sicoob Central SC.

Fonte: Sicoob Central SC – Assessoria de Imprensa (com informações da Assembleia Legislativa de SC).

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Assembleia aprova incorporação da Crediban pela Credisc

August 4th, 2011 No comments

Santa Catarina – Em assembleia realizada no dia 29 de julho, pela manhã, foi aprovada por unanimidade pelos associados a incorporação do Sicoob Crediban pelo Sicoob Credisc. Juntas, as cooperativas passam a ter 4.574 sócios, R$ 45,9 milhões em ativos, depósitos de R$ 36,5 milhões e patrimônio líquido de R$ 4,4 milhões. A assembleia, realizada no auditório do Sicoob Central SC, em Florianópolis, também aprovou a mudança de Estatuto que inclui dois novos membros no Conselho de Administração – preferencialmente da incorporada –, passando de nove para 11 integrantes.

Segundo o presidente do Sicoob Credisc, Sergio Ferreira de Oliveira, “esta se mostrou uma decisão acertada para enfrentar os desafios do mercado financeiro, pois as exigências legais são cada vez mais onerosas e a união de forças é o caminho natural para o fortalecimento do cooperativismo de crédito”.

Para o presidente do Sicoob Crediban, Romero de Carvalho Lima, “duas cooperativas bem estruturadas e sólidas, resolveram unir-se para formar uma cooperativa mais forte, mais ágil, mais segura e de maior qualidade, para oferecer mais benefícios a seus associados”.

A Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores Públicos do Estado de Santa Catarina – Sicoob Credisc –, de Florianópolis, foi fundada em 1999.

Fonte: Sicoob Central SC – Assessoria de Imprensa.

Presidente da Confebras participa de Conferência Mundial de Cooperativas de Crédito

August 4th, 2011 No comments
À esquerda, Rui Schneider da Silva, com o secretário da Confebras, Celso Régis

O presidente da Confebras, Rui Schneider da Silva, que também é presidente do Sicoob Central SC, participou em Glasgow, na Escócia, de 24 a 27 de julho, da Conferência Mundial de Cooperativas de Crédito, que reuniu 1.700 participantes – 43 deles brasileiros – de 60 países. Este ano o encontro comemorou 40 edições. O principal palestrante foi o ex-primeiro ministro do Reino Unido e membro do parlamento britânico Gordon Brown.

Rui Schneider da Silva, que representou a Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito na Conferência, disse que o encontro é muito importante para a “troca de ideias, experiências e até mesmo para fazer negócios intercooperativos”. A Conferência é promovida anualmente, desde 1971, pelo Conselho Mundial de Cooperativas de Desenvolvimento e Crédito (Woccu), que congrega 97 países. O próximo encontro será realizado em Gdansk, na Polônia, de 15 a 19 de julho de 2012.

A ONU declarou 2012 como o “Ano Internacional das Cooperativas”, com o slogan oficial “As Cooperativas Constroem um Mundo Melhor”.

Fonte: Sicoob Central SC – Assessoria de Imprensa

Cooperativistas conhecem a realidade do cooperativismo europeu

August 4th, 2011 No comments
Cooperativistas conhecem a realidade do cooperativismo europeu
Cooperativistas conhecem a realidade do cooperativismo europeu

Com o objetivo de trocar conhecimentos e experiências, uma missão cooperativista mineira, liderada pelo presidente do Sistema Ocemg/Sescoop-MG, Ronaldo Scucato, participou de um intercâmbio na Europa, de 17 a 29 de julho.

O vice-presidente do Sistema, Luiz Gonzaga Viana Lage, também integrou o grupo que contemplou representantes das Cooperativas de Economia e Crédito Mútuo dos Metalúrgicos de Cláudio (Copermec), de Crédito de Patrocínio e Região (Sicoob Coopacredi), de Crédito da Região de Araxá (Sicoob Crediara) e de Crédito de Capelinha e Região (Sicoob Credicap). As entidades foram sorteadas para a viagem na IV edição do Seminário de Responsabilidade Social das Cooperativas Mineiras, realizada em dezembro do ano passado, como premiação pela participação no Dia C 2010.

O intercâmbio teve como objetivo promover o diálogo com cooperativas de todas as partes do mundo, em prol do desenvolvimento do segmento. A comitiva mineira participou de visitas técnicas na França, Portugal e Inglaterra. Para o presidente do Sistema, Ronaldo Scucato, foi um momento de grande valia. “O cooperativismo está presente nos quatro cantos do mundo e nós, que fazemos parte desta grande rede, temos que conhecer a realidade dos nossos colegas, para aperfeiçoarmos o nosso trabalho no Brasil”, afirmou.

Visitas

Uma das visitas técnicas do grupo aconteceu no The Co-operative College. A instituição, fundada em 1919, se dedica a promoção do cooperativismo, de suas ideias e valores ao redor do mundo. Nesse aspecto, trabalha cinco áreas de desenvolvimento, entre elas, o desenvolvimento de seus cooperados e gestores. Também estabelece interface com os jovens e potencializa a realização de pesquisas no segmento.

Segundo Isabela Perez, do departamento Jurídico do Sistema, a riqueza de conhecimento dessa cooperativa está principalmente nos projetos de mútua ajuda que desenvolve junto a comunidades da África por exemplo. Além de investirem em pesquisa, promoção de palestras in loco, se preocupam com a sustentabilidade local.

Em Paris, o grupo participou de um encontro no Credit Agricole (Federação Nacional de Crédito Agrícola), que congrega mais de seis milhões de cooperados. A entidade está presente em 74 países.

Já na Cooperativa Adega de Palmela, em Portugal, o grupo pode ver de perto todas as fases que envolve a produção vinícola, desde o trabalho voltado para o benefício da comunidade até o processo de exportação.

Fonte: Ocemg em 03/08/2011

Sicoob Central NE realiza I Encontro Estratégico da Marca Sicoob

August 2nd, 2011 No comments

O Sicoob Central NE realizou, no dia 28/7, em João Pessoa (PB), o I Encontro Estratégico da Marca Sicoob. O encontro faz parte da “Campanha de Estímulo à Troca das fachadas das Cooperativas” e tem como objetivo principal incentivar a troca das placas de fachadas dos pontos de atendimento das cooperativas do Sistema, tendo em vista o lançamento da 1ª campanha publicitária nacional do Sicoob, prevista para outubro. Os próximos encontros acontecerão no Sicoob Central DF (22/8), Sicoob Central Cecremge (25/8), Sicoob Central Crediminas (26/8) e Sicoob Central MT/MS (31/8).

Durante o encontro, a gerente de Comunicação e Marketing do Sicoob Confederação, Andrea Hollerbach Athayde, ministrou a palestra “A Importância das Marcas no Mercado Financeiro” e em seguida a analista de Comunicação e Marketing, também da Confederação, Mariane Reis, apresentou o Manual de Instruções Gerais (MIG) – Identidade Sicoob e Práticas para Gestão de marcas, por meio de jogos e atividades. Foram abordados temas como: A importância da marca para uma empresa; Histórico da marca Sicoob relacionado ao crescimento sistêmico; Conceito criativo da marca Sicoob; e Normativos vigentes relacionados ao assunto.

Fonte: Sicoob Notícias

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Encontro de Jovens Líderes Cooperativistas Gaúchos

August 2nd, 2011 No comments

O Sistema OCERGS/Sescoop RS irá realizar no dia 08/08/2011 um encontro com jovens líderes cooperativistas. O encontro tem o objetivo de desenvolver a consciência dos jovens cooperativistas, motivando e preparando para que se tornem associados e dirigentes de cooperativas, transformando desafios em oportunidades.

Local: Centro de Formação Profissional Cooperativista (Av. Berlim, 409 – Bairro São Geraldo, Porto Alegre)
Horário: das 9h30 às 18h50

Programação

  • 9h30 – Abertura oficial
  • 9h45 – Apresentação da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo – Escoop, com o coordenador técnico Derli Schmidt
  • 10h – Palestra “Atualidades do Cooperativismo”, com o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius
  • 10h30 – Apresentação da Cooperativa Coopeeb, com o presidente Valdir Feller
  • 10h50 – Apresentação da Cooperativa Coeducars, com o presidente Ricardo Lermen
  • 11h10 – Apresentação da Cooperativa Cooebompa, com o professor Everaldo Marini e o presidente Nicolas Bratz
  • 11h40 – Apresentação da Cooperativa Certaja – Sementes do Cooperativismo, com a pedagoga Simone França
  • 12h – Almoço
  • 12h45 – Momento lúdico
  • 13h30 – Apresentação da peça teatral vencedora do concurso promovido pela Cooperativa Certaja no projeto Sementes do Cooperativismo
  • 14h10 – Elaboração do documento do Encontro de Jovens Líderes Cooperativistas Gaúchos, com sugestões para 2012.
  • 14h30 – Entrega de certificados e avaliação do evento
  • 15h – Passeio por Porto Alegre
  • 18h – Retorno aos Municípios de origem (Nova Petrópolis, Taquari e São José do Hortêncio

Mais informações:
Ubiracy Barbosa Ávila, assessora de formação cooperativista do Sescoop/RS
(51) 3323 – 0051 ou ubiracy-avila@sescooprs.coop.br

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Cooperativas de crédito inauguram mais de 160 novos pontos de atendimento em 2011

August 2nd, 2011 No comments

Resultado registrado no primeiro semestre deste ano é maior que a média dos últimos dois anos

Uma média de 27 novos pontos de atendimento de cooperativas de crédito é inaugurada todos os meses. É o que indica um levantamento feito pela Gerência de Relacionamento e Desenvolvimento do Cooperativismo de Crédito da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), divulgado nesta segunda-feira (1º/8), em Brasília (DF). Os números são relativos ao primeiro semestre de 2011 e mostram que, de janeiro a junho deste ano, foram criados mais de 160 novos pontos.

“Com isso, elevamos a média mensal registrada nos últimos dois anos, de 20 pontos para 27. Entre dezembro de 2009 e 2010, por exemplo, inauguramos um total de 249 espaços, ou seja, um novo ponto a cada dia útil”, explica Sílvio Giusti, gestor da área na OCB. Para ele, os indicadores mostram uma expansão significativa do cooperativismo de crédito, que amplia gradativamente sua participação no Sistema Financeiro Nacional. “Assim, levamos os produtos e serviços a número maior de pessoas. Sem falar na ampliação de acesso ao crédito e à poupança”, diz Giusti.

Para o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, os resultados também confirmam o papel social desempenhado pelo setor. “Estamos em 45% dos municípios brasileiros, com praticamente 4,7 mil pontos de atendimento, em locais onde outras instituições financeiras dizem não ter interesse em atuar. Todos esses dados mostram que o cooperativismo de crédito tem sim uma participação importante no desenvolvimento socioeconômico do país, estimulando o empreendedorismo local e auxiliando diretamente na criação de oportunidades de negócio e distribuição de renda com inclusão financeira”, ressalta.

Freitas destaca ainda a contribuição do segmento para potencializar ainda mais o setor produtivo. “Colaboramos também para uma tomada de um crédito produtivo orientado, com a canalização, inclusive, de recursos das linhas de crédito oficiais. Além disso, oferecemos um atendimento mais personalizado, mais dos nossos associados”, comenta.

Cooperativismo de crédito – Hoje, as 1.370 cooperativas de crédito do país atendem a 5,1 milhões de associados e geram 56.178 empregos diretos.

Fonte: OCB

Sicredi sorteará 200 motos no mês de agosto

August 1st, 2011 No comments

Promoção Força Premiada Sicredi sorteará 200 motocicletas no mês de Agosto/2011. Saiba mais sobre a campanha e de como participar clicando aqui.

 

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Cooperativismo de crédito é tema de treinamento em Ji-Paraná-RO

July 31st, 2011 No comments

A OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), em parceria com a DGRV (Confederação alemã de cooperativas de crédito) e o Banco Central do Brasil (BCB) realizou em ji-Paraná-RO, nos dias 29 e 30 de julho, treinamento sobre organização do quadro social e governança em cooperativas de crédito.

O evento foi realizado no auditório do hotel Ágata e contou com a presença de mais de 50 participantes, representantes de cooperativas de crédito e centrais de cooperativas de todo o estado de Rondônia.

O presidente da OCB/Sescoop-RO, Salatiel Rodrigues, falou sobre a importância da presença da DGRV e do Banco Central em Rondônia, para orientar e apoiar o crescimento das cooperativas de crédito da região e a importância da participação do público. “O estado de Rondônia é o único da região norte a receber o programa DGRV, principalmente graças à grande participação de nossos cooperativistas. Isso é muito importante e só traz vantagens para nosso estado”, comenta.

O palestrante Lúcio César de Faria, assessor Sênior do DEORF – Banco Central do Brasil, que tratou do tema governança cooperativa, falou sobre a importância de se aprender com os erros e acertos dos outros para pular etapas e alcançar resultados positivos. “Muita coisa já está pronta e pode ser aproveitada pelo cooperativismo de crédito de Rondônia. Vocês não precisam passar por tudo que as cooperativas centenárias da região sul do país passaram até chegar onde estão, podem atalhar, assimilar o que é bom e descartar o que é ruim”, conclui Marcos Alexandre Schwingel, gerente de educação cooperativa da Fundação Sicredi, falou em sua palestra sobre a organização do quadro social em cooperativas (OQS), voto delegado, grupos seccionais, papel dos líderes/delegados e diferenciais competitivos das cooperativas de crédito.

A realização do treinamento contou com o apoio da OCB/Sescoop-RO, Sicoob e Credisis.

Fonte: OCB RO

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Notícias da comitiva do Sicredi que esteve no Reino Unido

July 31st, 2011 No comments

A comitiva do Sicredi que participou do Congresso do Woccu em Glasgow na Escócia seguiu viagem no dia 28/07 em direção à Liverpool na Inglaterra (terra dos Beatles), um percurso de 400 km. No dia 29/07 dirigiram-se para Manchester (aprox. 35 km) para um dia de trabalho e visitas as “Credit Union”, como são chamadas as cooperativas de crédito.

A comitiva foi recebida no The Co-operative, o banco cooperativo do Reino Unido. Houveram três apresentações com tradução simultânea feita pelos coordenadores, Paulo Valadares e Eduardo Goni.

A primeira palestra foi Mark Lyonette, CEO da ABCUL (Associação das cooperativas de Crédito da Grã-Bretanha Limitada). Mark fez uma breve apresentação da entidade, mostrando um pouco da história e números da evolução. Para o Gerente Regional Adm Financeira da Sicredi União RS, Giovani Jonh, o que as cooperativas estão buscando aqui é o que o Sicredi já tem há muito tempo que é a atuação sistêmica “utilizar os mesmos sistemas e plataformas, gerando economia de escala e rede é o que faz do Sicredi um diferencial”, destacou o gerente.

 

Na seqüência foi a vez da CEO da Manchester Credit Union, Christine Moore. A executiva deu detalhes do perfil de trabalho, os produtos e parcerias da cooperativa, bem como detalhou os programas sociais, como a distribuição de bolsas para mulheres gestantes.

E para finalizar o dia de trabalho foi a vez do gerente de negócios do “The Co-operative” Simon Carolan, que trouxe números de evolução do cooperativismo como um todo no Reino Unido, mostrando a evolução e dos diferentes ramos que atuam nos países e o seu modelo de gestão, pois, as cooperativas não tem agência e se utilizam das agências do The Co-operative para realizar suas operações.

Inácio Berwanger, vice-presidente da Sicredi Ouro Branco MT, ficou muito satisfeito com as palestras, pois mesmo estando em países desenvolvidos, não conseguiram o que o Sicredi conseguiu, organizar-se em Sistema “estamos no caminho certo, o ganho em escala que é o futuro” finalizou Inácio.

De Liverpool, Inglaterra, Andre Assis e Eduardo Goni

Sistema Cresol Central comemora a marca dos 100 mil sócios

July 31st, 2011 No comments

No mês do cooperativismo, comemorado em julho, o Sistema de Cooperativas de Crédito Rural com Interação Solidária (Cresol Central SC/RS) também comemora a marca dos 100 mil associados. Em função disso, nesta sexta-feira (29 de julho), as 160 unidades de atendimento Cresol presentearam com uma camiseta alusiva ao Sócio 100 mil o primeiro a associar-se em cada cooperativa singular ou unidade de atendimento Cresol. Em 6 anos de constituição, a Cresol Central SC/RS obteve um aumento de 444% no seu quadro social.

O Diretor Presidente da Cresol Central SC/RS, Egon Gabriel Junior, referencia essa marca aos primeiros associados e aos diversos apoiadores que acreditaram e apostaram num novo sistema financeiro. “Esta é uma conquista conjunta, obtida graças ao trabalho dos dirigentes, colaboradores e agentes de crédito da Cresol, juntamente com diversos parceiros entre os Governos, instituições financeiras públicas e privadas, ONG’s e sindicatos”. O Presidente descreve ainda que a confiança obtida pelos associados foi graças a um trabalho sério e pelo compromisso social que a cooperativa mantém.

Um dos 160 novos associados que receberam a camiseta foi o agricultor José Mello Maciel, da Comunidade do Xaxim no interior de Curitibanos (SC) . “Abri a conta na Cresol porque tem campanhas, o juro na aplicação é melhor e o atendimento é mais humano”, descreve.

Fonte: Cresol Central

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O tamanho do Cooperativismo de Crédito no Brasil

July 31st, 2011 No comments

Com base na Revista Exame, Maiores & Melhores de 2011, é possível atualizarmos os dados do Cooperativismo de Crédito Brasileiro e conhecermos o tamanho desta verdadeira força cooperativa:

Rede de Atendimento: As cooperativas de crédito tem hoje no Brasil a 2ª maior rede de atendimento:

Ranking

Instituição

Agências

1

Banco do Brasil

5.087

2

Cooperativas de Crédito

4.500

3

Itaú Unibanco

3.967

4

Bradesco

3.604

5

Caixa Federal

2.201

6

Santander

2.201

7

HSBC

865

8

Banrisul

437

9

Votorantim

317

10

BNB

185

Número de Clientes/Associados: As cooperativas de crédito não possuem clientes, mas sim associados. Quando comparamos a quantidade de clientes dos bancos com o número de associados a cooperativas de crédito temos:

Ranking

Instituição

Nº Clientes

1

Banco do Brasil

35.933.000

2

Bradesco

23.128.000

3

Itaú Unibanco

21.920.000

4

Caixa Econômica Federal

19.261.000

5

Santander

9.242.000

6

Cooperativas de Crédito

5.100.000

7

HSBC

3.111.000

8

Banrisul

2.596.000

9

BNB

812.000

10

BRB

476.000

Total de ativos administrados: Em volume de ativos administrados as cooperativas de crédito ocupam a 9ª posição no Brasil, sendo que analisando apenas o volume de depósitos as cooperativas ocupam a 6ª posição no país: 

Ranking

Instituição

% Ativos

1

Banco do Brasil

17,7%

2

Itaú Unibanco

16,4%

3

Bradesco

12,8%

4

BNDES

11,9%

5

Caixa Econômica Federal

9,1%

6

Santander

8,6%

7

HSBC

2,8%

8

Votorantim

2,5%

9

Cooperativas de Crédito

2,1%

10

Safra

1,7%

Quando olhamos os dados apenas do volume de depósitos vemos que as Cooperativas de Crédito são o 7º maior destino das economias dos brasileiros:

Ranking Instituição

% Depósitos

1 Banco do Brasil

25,3%

2 Caixa Econômica Federal

14,4%

3 Itaú Unibanco

14,4%

4 Bradesco

13,0%

5 Santander

7,9%

6 HSBC

5,2%

7 Cooperativas de Crédito

2,9%

8 Votorantim

1,6%

9 Banrisul

1,30%

10 Safra

1,0%

Todos os dados apresentados são de Dez/2010 e demonstram que em todas as análises as cooperativas de crédito estão entre as maiores instituições financeiras do Brasil.

Associado Sicoob pode realizar consulta pelo Facebook

July 28th, 2011 No comments

Os integrantes do Sitema Financeiro Nacional apresentam, cada vez mais, opções inovadoras de acesso aos produtos e serviços sem a necessidade presencial dos clientes nos pontos de atendimento.

Seguindo a tendência de inovação tecnológica, o Sicoob, por intermédio de suas cooperativas, é a primeira instituição financeira no país a disponibilizar um aplicativo nas redes sociais, possibilitando a realização de consultas financeiras.

A partir desta sexta-feira (29/7), associado Sicoob poderá realizar transações de consulta, por meio do aplicativo Sicoob, na rede social Facebook.

O aplicativo fornecerá saldo, últimos lançamentos e lançamentos futuros da conta corrente associada ao perfil ativo no Facebook. As informações de consultas não serão publicadas no mural do usuário, serão apenas um mecanismo de consulta rápida às últimas atualizações da conta corrente.

O primeiro passo para ter acesso a essa facilidade é cadastrar o perfil no Sicoobnet Pessoal (Outras Opções, Redes Sociais, Perfis cadastrados), informar a rede social desejada (no momento, disponível apenas o Facebook), o email principal da conta do usuário no Facebook e concordar com os termos e condições de uso do serviço, digitando a senha do cartão. Em seguida acessar o endereço e permitir o acesso à funcionalidade.

A adesão somente será possível por meio de computadores cadastrados e liberados, no Sicoobnet Pessoal. É importante ressaltar que o aplicativo Sicoob no Facebook não solicita nenhuma informação ou senha do usuário.

Fonte: Sicoob Notícias

Acesso ao Sicoobnet já pode ser feito pelo BlackBerry

July 28th, 2011 No comments

Nesta sexta-feira (29/7), cooperados Sicoob de todo país poderão realizar transações financeiras nos dispositivos BlackBerry. O aplicativo é compatível com BlackBerry versão 5.0 ou superior. Para o acesso, o associado deve baixar gratuitamente o aplicativo na loja virtual BlackBerry App World e usar as mesmas senhas do Sicoobnet (Pessoal ou Empresarial).

Desde fevereiro, o Sicoob já havia disponibilizado o aplicativo a seus associados usuários do iPhone, iPad, iPod Touch e aparelhos Android. O aplicativo para o BlackBerry realiza todas transações financeiras que são feitas nos dispositivos Apple e Android. Exceção apenas para mecanismo de leitura “automática” de código de barras por meio de câmera fotográfica, exclusividade do iPhone 4.

Fonte: Sicoob Notícias

Notícias do Congresso do Woccu em Glasgow, na Escócia, 4 dia

July 28th, 2011 No comments

No último dia do Congresso do Woccu em Glasgow, na Escócia, o som das gaitas na cerimônia de encerramento ficarão para sempre em nossas mentes, assim como o colorido das roupas e a educação e cordialidade do povo escocês. As construções antigas contrastando com arquitetura moderna dão um charme todo especial a cidade.

O dia começou para os jovens do WYCUP com um café da manhã com Tamara Vrooman, CEO da VanCity no Canadá. Escolhida pelos próprios jovens para este momento, a executiva destacou o trabalho que o sistema Vancity realiza para jovens cooperativistas “temos um programa específico para engajar os jovens no cooperativismo, pois, entendemos que esse indivíduo deve ser preparado para assumir o seu papel dentro da cooperativa“, destacou Vrooman.

Para o presidente da Sicredi Univales MT/RO, o destaque na sessão principal desse ultimo dia da conferência foi Peter Tufano, professor de finanças da Universidade de Oxford “o palestrante fez uma análise interessante dos bons números do cooperativismo de crédito no mundo e trouxe novidades na área de tecnologia para atrair o público jovens ao cooperativismo”, destacou o presidente.

Centro de Convenções de Glasgow

E pra terminar, infelizmente não foi dessa vez que conseguimos trazer o prêmio do WYCUP para o Sicredi “os projetos defendidos pelos participantes foram de alto nível neste ano”, avaliou o CEO Pete Crear. Para o representante do Sicredi, André Alves de Assis, os quatros dias de intensas atividades com os jovens cooperativistas foi marcado por muita troca de experiência e integração “saio de Glasgow uma outra pessoa, vencer a barreira da língua, as novas amizades, o conhecimento adquirido com culturas diferentes, tudo isso levarei para a vida toda, foi uma experiência memorável”, finalizou Assis.

Nesta 5ª feira o grupo de despede de Glasgow e inicia um roteiro até Londres, passando por Liverpool e Manchester, onde irão conhecer os sistemas de cooperativas de crédito dessas regiões.

De Glasgow – Escócia, Andre Assis e Eduardo Goni

Cooperativismo tem sua primeira faculdade credenciada pelo MEC

July 26th, 2011 No comments

O Diário Oficial da União trouxe publicada no dia 20/7 a autorização de funcionamento da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo (Escoop), situada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul

O cooperativismo brasileiro dá um novo passo na construção de uma gestão mais profissionalizada, a partir do investimento no processo de governança das organizações cooperativas” afirmou o presidente do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo, Márcio Lopes de Freitas, por ocasião da publicação da portaria que finalizou o processo de credenciamento da primeira faculdade cooperativista do Sistema S brasileiro – a Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo (Escoop).

Idealizada pela unidade gaúcha do Sescoop (Sescoop/RS), a Escoop pretende formar gestores de cooperativas. Segundo Freitas, a iniciativa vem fortalecer as ações de capacitação já realizadas pela instituição, inclusive no próprio estado. “O credenciamento da Escoop, agora com parecer favorável do MEC, mostra que estamos no caminho certo. E mais, vem compor uma estratégia de fomento à formação de lideranças cooperativistas, fator determinante para o desenvolvimento e a consolidação do cooperativismo brasileiro”, afirmou o presidente.

O presidente do Sescoop/RS, Vergilio Perius, comemora o credenciamento da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo, que representa, segundo ele, a aprovação pelo Ministério da Educação do maior e melhor projeto da instituição. “Preparar recursos humanos para gestão cooperativa é um desafio do cooperativismo brasileiro. Os investimentos que serão feitos nessa área com certeza serão triplicados no desenvolvimento maior das cooperativas”, ressaltou.

A sede da Escoop é o Centro de Formação Profissional Cooperativista do Sescoop/RS, localizado em Porto Alegre. Trata-se de uma estrutura com salas de aula, biblioteca, auditório, sala de informática, estacionamento e espaço de conveniência. O local está disponível às cooperativas para capacitações e cursos de pós-graduação realizados pelo Sescoop/RS em parceria com universidades desde 2009, quando foi inaugurado. A portaria que oficialmente credencia o funcionamento da instituição é a nº 994, de 19/7/2011, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (20/7).

Com informações: Ocergs-Sescoop/RS

Cresol Central SC/RS participa do III Congresso Nacional da UNICAFES

July 26th, 2011 No comments

Brasília (DF) sediou entre os dias 19 e 21 de julho, o III Congresso Nacional da UNICAFES (União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária), o qual contou com 800 participantes entre delegados das cooperativas afiliadas, convidados e autoridades.

O Sistema Cresol Central SC/RS foi representado por diversos dirigentes e funcionários das cooperativas singulares em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Inúmeras organizações e movimentos da agricultura fizeram-se presentes, como a Fetraf-Brasil, a Contag, a Unisol, o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), a Rede Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP) e a ICA Brasil. Também participaram representantes dos Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e do Meio Ambiente, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Fundação Banco do Brasil e Sebrae.

O Governo Federal esteve representado pelos ministros Afonso Florence do MDA e Gilberto Carvalho da Secretaria Geral da Presidência da República; bem como por Maya Takagi, da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS; Adalberto Valentin Baka, do Gabinete do Senador Walter Pinheiro; do Deputado Federal, Assis Miguel do Couto (PT-PR), do Deputado Estadual, Dirceu Dresch (PT-SC); entre outros parlamentares e representantes dos mesmos.

Com o tema “Desenvolvimento com Inclusão Social”, os empreendimentos de diferentes ramos e cadeias de produção debateram, entre outros pontos, o foco do cooperativismo para inclusão de trabalho e renda e combate à pobreza, e a importância da agricultura familiar para produção de alimentos e segurança alimentar. Além dos painéis, ocorreram oficinas com temas relacionados ao cooperativismo solidário e agricultura familiar, debate e aprovação do documento Base da UNICAFES Nacional e eleição e posse da nova diretoria desta entidade para o próximo triênio.

Florence apontou a agricultura familiar, a economia solidária e o cooperativismo como pilares centrais “do novo modelo transformador que vem sendo implementado nos últimos anos no Brasil”. O ministro frisou que é a organização dessas famílias que vai garantir a produção de alimentos e gerar renda ao setor. “A organização da produção com autonomia econômica cria um outro modelo de produção e de distribuição da riqueza”.
“Esse congresso é uma injeção de ânimo em quem está no governo”, comemorou Gilberto Carvalho, afirmando que a reunião dos empreendimentos em torno deste debate é fundamental para aprofundar a opção do Governo Federal em organizar os trabalhadores. “É importante ter consciência de que ao mesmo tempo em que resistimos no presente, estamos plantando uma semente essencial para uma sociedade democrática e solidária. Estamos construindo o Brasil que sonhamos”, descreve.

O presidente da Unicafes, José Paulo Crisóstomo, falou sobre o caminho da entidade nos seis anos de existência e apontou o Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/ 2012 como estratégico para fortalecer a agricultura familiar e criar um novo modelo de produção que seja includente e democrático. “Este plano safra tem um papel estratégico para fortalecer o modelo que queremos. O cooperativismo é fundamental para acessarmos esse volume de créditos, assistência técnica e os mercados como o PAA e o PNAE.”

Para Egon Gabriel Junior, Diretor Presidente da Cresol Central SC/RS, o Congresso demonstrou a importância na UNICAFES na organização e articulação das cooperativas de economia solidária dos diferentes ramos. “Todos os debates construídos durante os três dias do encontro nos permitiram refletir sobre nossa prática nas cooperativas e, junto disso, reforçar nosso compromisso com o cooperativismo e a busca pela ampliação deste modo de organização”. Egon destaca a participação de vários dirigentes das cooperativas afiliadas à Cresol Central SC/RS e reitera a necessidade de permanentemente fomentar e construir a cultura do cooperativismo.

Fonte: Cresol Central

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