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Tarifas em cooperativas de crédito: razões antigas e novas para a sua cobrança, por Enio Meinen

February 28th, 2012 6 comments
Enio Meinen

Se, de um lado, para a maioria das cooperativas de crédito a cobrança de tarifas é assunto superado, de outro, para um grande grupo delas, a questão continua marcada por muitas indefinições.

Aquelas que cobram tarifas se veem motivadas pelo fato de a atitude ser uma boa oportunidade de geração de receitas a complementarem as rendas com a atividade bancária típica, que é a da intermediação financeira (captar e emprestar dinheiro). O parâmetro de eficiência que adotam, na linha do que se pratica no mercado financeiro tradicional, tem a ver com o montante dos custos com pessoal cobertos pelos ingressos daí decorrentes.

As cooperativas que não cobram tarifas, por sua vez, identificam nisso um diferencial competitivo na comparação com as demais instituições financeiras. Algumas delas, aliás, até mesmo elevam a objeção ao grau de preconceito, inadmitindo tal prática na seara cooperativa.

Na essência, contudo, nenhum dos dois argumentos (mais receita e diferencial competitivo), embora procedentes em si, é suficiente para esgotar a justificação.

Com efeito, há uma circunstância, ligada à própria natureza operacional da sociedade cooperativa, que se sobrepõe a qualquer outra motivação, seja ela a favor ou contra a tarifação. Vejamos.

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Reflita …

Durante o ano, dada uma estrutura e dado um portfólio que a cooperativa coloca à disposição do quadro social, um grupo de cooperados deposita recursos (e deixa uma margem – de custeio – para a cooperativa, identificada pela diferença entre o que ela vai conseguir aplicando os recursos em escala e a remuneração que vier a pagar para o associado); outro grupo de associados toma empréstimos (e paga juros por isso); e um terceiro grupo toma serviços (pela movimentação das contas-correntes, pelas atividades envolvidas para a concessão de crédito – elaboração e renovação de cadastro, por exemplo -, entre outras atividades).

No final do exercício, apura-se o resultado pela diferença entre as receitas e as despesas incorridas em todo o período. Significa dizer que, se cada associado pagar pelos produtos e serviços de que se valeu na cooperativa, a sobra será invariavelmente maior. Do contrário, se houver um grupo que não pagar pelas soluções, a sobra fatalmente será menor.

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E é aqui que entra o “x” da questão:

  • se um grupo de usuários (tomadores de serviços) não pagar pelo uso da estrutura durante o ano, a despesa alocada para essa oferta (de serviços) não terá uma correspondente receita, sendo assim diluída entre todos. Logo, associados que não lograram proveito (mesmo indireto) com certas atividades, vão suportar o ônus.

Resumindo, toda solução ofertada pela cooperativa tem um custo (uma “tarifa”), que, se não cobrado na origem, incidirá “passivamente” no fechamento das contas.

A escolha está em atribuí-lo (o custo), na devida proporção, a quem se beneficia do negócio ou socializá-lo entre todos (mesmo que apenas uma parcela se valha de dados serviços).

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A socialização tem um problema, representado pela conta que vai para os que não têm nada a ver com isso. Por exemplo: quem toma empréstimo paga por ele (todos os custos da estrutura estão embutidos, além do spread). Da mesma forma, quem deposita recursos deixa uma margem (paga um preço) para a cooperativa, como gestora em escala. Para estes, ou mesmo para quem tem apenas capital e não faz operação alguma, significará, portanto, uma sobreoneração responder pelos dispêndios daqueles que tiveram proveito com determinados serviços.

Por outro lado, as receitas com tarifas – fixadas em valores módicos, compatíveis com a natureza não lucrativa das cooperativas – devem, a exemplo dos encargos pagos pelos empréstimos e os volumes de depósitos, compor a base de cálculo para apurar as sobras a serem devolvidas aos associados (de preferência, em qualquer caso, convertidas em novas quotas-partes de capital).  Com isso, faz-se justiça, tanto com os associados que não utilizaram, no todo ou em parte, os mesmos serviços (ao não responderem pela conta), como com aqueles que pagaram as tarifas (pois as terão de volta na razão do excesso sobre as despesas alocadas para o mesmo fim).

Demonstrada a razão maior a justificar a medida, nunca é demais lembrar que a cobrança de tarifas (que pode assumir o formato de “pacotes”, considerando o grau de fidelidade\rciprocidade do associado) – em padrões compatíveis com o nosso discurso de melhor instituição financeira do nosso associado – representa um reforço substantivo para o incremento da “última linha do balanço”, especialmente em cenário de redução dos spreads financeiros (diferença entre o custo de captação dos recursos e a remuneração dos correspondentes ativos). E com a vantagem (além da justiça para o quadro social) de, ao contrário das atividades clássicas, não implicar risco a requerer suporte de capital social (tão escasso no meio cooperativo).

O mercado bancário tem na relação tarifas x despesas com pessoal uma de suas medidas de eficiência. Inúmeras, por sinal, são também as cooperativas – e até mesmo sistemas inteiros – que já adotam parâmetro de proporcionalidade entre as duas rubricas. Um bom exemplo entre nós é o caso da cooperativa de Janaúba – Sicoob Credivag – situada no Norte de Minas Gerais, que adota esta correlação como meta, e consegue custear 100% da folha de pagamento com receitas oriundas de tarifas e prestação de serviços.

Há, também, cooperativas que utilizam a cobrança de tarifas como forma de direcionamento dos associados para os meios eletrônicos ao praticarem níveis de preços diferentes (maiores) nos guichês de caixas – canais mais dispendiosos – em comparação com os dos terminais de autoatendimento e internet. Essa medida motiva uma preferenciação pelos cartões, atm’s e internet. Outras, ainda, valem-se das tarifas como ferramenta educativa. No intuito de sancionar associados que deixam suas contas correntes devedoras mais recorrentemente, aplicam taxações mais representativas em eventos como adiantamento a depositantes e sustação e devolução de cheques.

Aliás, falando em (mais) ingressos x (menos) despesas, vale inserir aqui uma recomendação quanto à ampliação do portfólio de serviços das cooperativas para os cooperados, de modo a incorporar receitas – não necessariamente pagas diretamente pelos associados – com cartões, seguros, consórcios, convênios de arrecadação (locais, regionais e nacionais), cobrança, captação de recursos de previdência privada, intermediação de quotas de fundos de investimento, captação de poupança (para os bancos cooperativos), prospecção de operações de crédito consignado; originação de créditos para fundos de investimentos em direitos creditórios (FIDCs), entre outros. Além de melhorar o resultado (nos maiores conglomerados bancários do país, essa lista chega a representar 60% de todo o lucro), a cooperativa amplia o nível de fidelização e satisfação do associado.

Esse conjunto de providências, além de “calibrar” as sobras, ajudando a alimentar os fundos (de reserva, em especial), a incrementar as quotas partes (pela conversão das sobras) e a diminuir a dependência das “inconvenientes” ou mal recebidas chamadas para capitalização, segura o associado e melhora a imagem da cooperativa.

”Riobaldo, a colheita é comum, mas o capinar é sozinho”
(João Guimarães Rosa, poeta mineiro de Cordisburgo, em Grande Sertão: Veredas).

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Por Enio Meinen, advogado e Diretor Operacional do Bancoob

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Risco “i” – Uma nova classe de risco para o Cooperativismo de Crédito, por Ricardo Coelho

February 28th, 2012 2 comments
Ricardo Coelho é Consultor para Cooperativas de Crédito

Reconhecemos a relevância das etapas de concessão, recebimento e cobrança do crédito, mas consideramos mediano o atual modelo de validação de classificação de risco do crédito, pois seu processo só o atualiza uma única vez após o fechamento do mês. Além do que, só demonstra as alterações nos níveis de riscos no início do mês subseqüente. Portanto, não é boa prática comercial tomarmos decisões baseado em informações com mais de 30 dias de retardo. A manutenção deste formato corrompe a boa gestão da carteira de crédito e pode impactar sobremaneira nossos resultados, já que apenas nos “permite” agir quando o cliente agrava sua classificação de risco e eleva sua provisão.

Mas com criatividade, vontade e processos simples suavizaremos este descompasso através de acompanhamento pró-ativo de nossos devedores. Tudo para nos alinhar a antiga máxima do crédito massificado: O primeiro que cobra é o primeiro que recebe, e reforça suas garantias.

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Falta-nos acompanhamento:

Com a rápida maturidade do crédito de varejo massificado percebemos muita atenção no processo de concessão do crédito. Depois, inexplicavelmente, elegemos o devedor como o único responsável pela dívida. Como se o problema de uma eventual inadimplência fosse só dele. Este seria o melhor dos mundos, mas não é assim que funciona. Lembremo-nos que nosso maior compromisso é com a manutenção do grau de confiança em nós depositado por aqueles que aportaram recursos na singular, e, portanto, é também nosso dever sermos eficazes em todas as etapas do crédito, inclusive no acompanhamento.

Visando suavizar o impacto da inadimplência em nossas gestões, devemos estar antenados aos sinais emitidos cotidianamente pelo devedor quanto a sua saúde financeira. Este acompanhamento nos permitirá mais coerência e pró-atividade na gestão deste sensível tema. Este artigo chama a atenção para os inúmeros sinais da vida financeira dos nossos clientes devedores que podem apontar um eventual risco no recebimento do crédito e subsidiar nossas novas concessões creditícias.

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Risco “ i ”:

Apresentamos a você o Risco “ i ”, um inovador e relevante conceito de risco de crédito. Resolvemos criá-lo, pois em nossas consultorias e capacitações é usual vermos o não acompanhamento detalhado dos créditos concedidos. Este descuido potencializa perdas relevantes, mas não ganha notoriedade dos gestores por não afetar as provisões no curto prazo.

Escolhemos a nomenclatura: Risco “ i ” por dois motivos. O primeiro é porque facilita a memorização e sua correlação com os temas afins a provisão, é ser a próxima letra do alfabeto após os formais riscos: a, b, c, d, e, f, g, h . O segundo motivo é que o Risco “ i ” explicita a expressão sonora “ i i i i i i i i i i i ” que usualmente emitimos quando queremos sinalizar que algo está começando a degringolar.

Na prática o Risco “ i ” visa alertar a Singular de uma potencial deterioração do crédito através dos primeiros sinais emitidos pelo cliente. Estes sinais sabidamente demonstraram um fato anormal na vida financeira do cliente que merece ser analisado e acompanhado pelo seu gerente, para que possa entendê-lo, evitá-lo ou mitigá-lo.

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Alguns dos usuais sinais que potencializam um Risco “i”

A lista abaixo não tem a pretensão de relacionar todos os possíveis sinais de Risco “ i ”, já que dependem diretamente das especificidades das praças, das singulares e dos fluxos financeiros dos clientes. Mas certamente irão permitir uma melhor compreensão do conceito macro do Risco “i”, que se resume em acompanhamento pró-ativo dos sinais financeiros dos devedores, sendo que muitos deles podem ser facilmente implementados pela sua área de TI. Abaixo alguns Riscos “i”:

  1. O primeiro Adiantamento a Depositantes (AD)
  2. Recorrentes Adiantamentos a Depositantes (AD)
  3. Adiantamento a Depositantes (AD) em conta corrente recente
  4. Cheque devolvido (alíneas: 11, 12, 21), em especial em conta recente
  5. Uso do limite de Ch. Especial (mesmo que parcial) para liquidar parcelas de dívidas, ou para honrar outros débitos de tarifas, débitos automáticos, outros convênios…
  6. Atraso em crédito com menos de 1/3 do prazo decorrido ou em menos de seis meses após concessão do crédito parcelado
  7. Inadimplente já na primeira parcela (possibilidade de golpe)
  8. Inadimplente de composição ou renegociação
  9. Não cobertura do limite de cheque especial nos últimos 30 dias
  10. Limite do cheque especial com uso maior que 60% nos últimos 31 dias
  11. Sem depósitos de suas receitas mensais, nem 50% de sua renda declarada
  12. Redução no número de movimentação a crédito em conta corrente
  13. Renovação de créditos rotativos (conta garantida), pagando apenas o mínimo legal
  14. Cartão de crédito com mais de 50% refinanciado (em especial os novos)
  15. Cartão de crédito com pagamento mínimo
  16. Exclusão do débito automático do cartão de crédito ou outros
  17. Freqüência diária na agência para solucionar problemas de sua má gestão
  18. Elevação do ticket médio/concentração dos títulos descontados (incluindo cheques)
  19. Redução e/ou Alongamento dos títulos descontados
  20. Pedido de aumento de limite de cheque especial s/ razão plausível, estando usando cheio
  21. Cancelamento de seguro (especialmente de vida)
  22. Solicitação de alongamento da dívida, antes de 50% do prazo
  23. Estoque excessivo de talão
  24. Pedido de crédito dando como garantia bens próprios, visando levantar recursos
  25. Cliente elevadamente devedor e que aceita facilmente “comprar” soluções menos nobres
  26. Cliente totalmente alheio a taxa e tarifas relativas ao novo crédito desejado
  27. Reclamação rotineira do atendimento de outra Instituição Financeira
  28. Empresa antiga com excesso de rotatividade de empregados
  29. Dificuldade recente em fornecer documentação (pessoal ou da empresa), etc.

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Sugestão de possíveis ações após a sinalização para evitar Riscos “ i ” :

  1. Acompanhamento pontual
  2. Entrevista pró-ativa com atitude corretiva
  3. Refazer cadastros com menor periodicidade de clientes com crédito novos ou de vultos
  4. Validar ciclicamente nos bancos de restritivos os clientes de crédito novos ou de vulto
  5. Reconhecer grupos econômicos (de fato e direito)
  6. Implementar check-list para desconto de cheque
  7. Capacitar o Caixa para a função também de “perdigueiro de cheques”
  8. Desenvolver expertis para visitas comerciais de concessão e acompanhamento de crédito
  9. Validar se o avalista tiver a mesma fonte de renda
  10. Sempre ter em mente que o capital social e sobras podem vir a suavizar nosso risco

Reflexão final: O Risco “i” é um tema intrigante e que mina os resultados das Singulares, e neste breve artigo apresentamos sua relevância de forma lúdica, sem deixar de sermos assertivos. Ele se baseia no acompanhamento astuto do crédito através do cotidiano e da vivência dos gestores e de sua equipe junto a estes clientes. A carência de tecnologia em nosso modelo de negócio é fato, mas não podemos usá-la como muleta para não iniciarmos imediatamente nossas soluções criativas para minimizar a incidência de Risco “ i ” em nossa carteira.

O Risco “ i ” é um dos temas tratados em nosso curso de: Crédito e cobrança e de Visitas comerciais

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Ricardo Coelho  Consult                          www.ricardocoelhoconsult.com.br
Consultoria de Gestão e Capacitação Comercial para o Cooperativa de Crédito

CoopArt: Competição Artística Cultural Global

February 24th, 2012 No comments

Você tem entre 16 e 35 anos e é apaixonado pelo cooperativismo? Tem algum talento artístico e gosta de se expressar através dele?

A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) lançou a Coop’Art, uma competição artística global com o objetivo de incentivar os jovens a expressarem com criatividade suas opiniões e experiências sobre o cooperativismo.

Pessoas com idade entre 16 e 35 anos, de qualquer país do mundo, podem se inscrever no concurso. Para participar, é preciso escolher uma das três categorias – música, fotografia ou vídeo – e utilizar a criatividade para transmitir os valores e princípios do cooperativismo da forma mais atrativa para os jovens. Serão 3 vencedores de cada categoria, que recebem os seguintes prêmios:

  • 1º lugar: US$ 3.000 e passagem aérea para participar do World Co-operative Forum em Manchester, Inglaterra, que acontece de 30 de outubro a 2 de novembro de 2012
  • 2º lugar: US$ 1.500
  • 3º lugar: Um tablet

Os jovens e o cooperativismo
De acordo com José Antonio Chávez Villanueva, representante da juventude do Conselho da ACI, os jovens de todo o mundo praticam diariamente os valores do movimento cooperativo. Se as cooperativas forem capazes de se comunicar com eles, será possível motivá-los, lançando as bases para a fundação de uma sociedade mais engajada e colaborativa.

O concurso Coop’Art é uma excelente ferramenta para iniciar esse processo de reconhecimento da filosofia cooperativista. O objetivo é mostrar aos jovens que ela é um exemplar modelo de empreendedorismo, além de uma ótima oportunidade de emprego em organizações que se preocupam com a gestão democrática, responsável e ética.

Confira detalhes do regulamento da competição aqui e inscreva-se preenchendo o formulário até maio de 2012.

Fonte: Sicredi – gentequecooperacresce.com.br

Reengenharia das Sobras com apoio do legislador, por Ricardo Coelho

February 23rd, 2012 2 comments
Ricardo Coelho é Consultor para Cooperativas de Crédito

Em nossas consultorias identificamos uma orientação “informal” e regional de legisladores sinalizando que as sobras devem ser distribuídas em função unicamente dos saldos médios dos 3 grandes grupos: investimento, depósito a vista e crédito. Ou seja, uma Singular que tivesse um saldo médio em 31/12 de R$ 5 milhões em Depósito a Prazo, R$ 4 milhões na Carteira de Crédito e R$ 1 milhão em Depósito a Vista, teria que distribuir suas sobras dividido-a de forma aritmética por R$ 10 milhões. Assim, 50% iriam para os investidores, 40% para os tomadores e 10% para os que fizeram Depósito a Vista. Vejam que a fatia que cabe ao crédito nas sobras fica engessada pelo saldo médio da dívida e não pelos juros pagos. Parece pouco, mas aqui mora um grande entrave comercial e societário que pune sobremaneira estas Singulares. No segundo momento, que é quando se define a forma de distribuição aos sócios de cada uma das 3 fatias das sobras, a Singular passa a ter novamente autonomia. Mas usualmente segue uma tradição de fazer o rateio do item por saldo médio para investimentos, depósito à vista e juros pagos para o crédito.

Vale ressaltar que esta “informal” normatização regional foi motivo de impugnação de inúmeras atas de assembléias que não seguiram estes “ditames”. Acreditamos que esta “normatização” se deve ao fato de também terem vivenciado algumas distorções antes da LC 130 de 2009, onde alguns arranjos criativos faziam o capital social ser “tratado” como um produto muito bonificado nos rateios das sobras, e o depósito a vista ser considerado uma opção de investimento pelos ganhos nas sobras etc. Diante deste cenário, alegam que esta decisão evitou distorções e manteve a igualdade na sociedade.

Entendemos que estes desvios foram casos pontuais e assim deveriam ser tratados e acompanhados, já que atualmente são raríssimos. Ou seja, foi um excesso de zelo sua pasteurização como uma “normativa” para 100% das singulares regionais. Além do que, esta “trava” na distribuição das sobras é um grave equívoco comercial por ferir primários preceitos de uma sociedade, como aquele que reza que um saudável relacionamento comercial deve sempre primar por um alto grau de certeza do cliente quanto às suas vantagens de se manter fiel a instituição. Não nos esqueçamos que esta medida “disciplinar” também é uma ingerência societária, já que a Singular tem autonomia legal para definir em assembléia a melhor forma de distribuir suas sobras. São eles que conhecem seus sócios e tem autoridade para propor a melhor estratégia para sobreviver neste agressivo mercado. Portanto a manutenção desta “normativa” regional dificulta ainda mais a condução de nosso modelo de negócio, sem qualquer ganho expressivo quanto à supervisão legal.

Diante deste cenário, o artigo trará reflexões para que os executivos das singulares impactadas por esta “normativa” possam argumentar, e por que não, serem convidados pelo órgão regulador regional para discutir sua suavização ou mesmo sua extinção. Além de nossas sugestões, veremos breves reflexões jurídicas feitas pelo Dr. Fábio Siqueira, sócio da AKS Advogados, especialista em cooperativismo de crédito e parceiro desta consultoria.

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1º Contra-ponto: Esquece-se da riqueza do depósito a vista

Nesta “normativa” não há qualquer incentivo para que os clientes (sócios) concentrem seus movimentos cotidianos na sua conta corrente da Singular, já que o saldo global deste grupo será inexpressivo e com um retorno pífio nas sobras. E vale aqui uma ressalva comercial: O não uso efetivo da conta corrente pelos sócios é o pior indicador de eficácia de uma Singular, pois sinaliza que só a usam para aplicar a boas taxas ou tomar créditos com critérios generosos. Portanto, nenhum outro número expressa tão verdadeiramente a opção do cliente por uma instituição financeira como a forma que se utiliza de sua conta corrente.

Cabe aqui uma oportuna reflexão. O que é um saldo médio mensal expressivo em conta corrente para um cliente? Depende. Para um enfermeiro que ganha R$ 2.000,00, R$ 4.000,00 em saldo médio é expressivo, já para um médico que fatura no mês R$ 40.000,00, R$ 4.000,00 pode ser pouco. Ou seja, quanto é muito ou pouco não pode ser norteado pelo saldo médio de um cliente, e sim pelo seu perfil. O mesmo raciocínio se aplica ao saldo médio mensal em conta corrente de uma Singular. Se ela tem potencial para R$ 3.000.000,00 por mês, e só apresenta R$ 600.000,00, tem muito a buscar junto a sua base. Portanto, números brutos de saldo médio em conta corrente não querem dizer nada, se antes não forem observados os parâmetros da individualidade da base de clientes.

Diante da falta de relevância do depósito a vista nas sobras, propomos que festejemos 2.012 como o ano mundial do cooperativismo, mas também o elejamos como o ano em que iniciaremos uma grande cruzada para sermos mais eficaz na gestão da conta corrente como nosso grande serviço. E poderemos sim fazer um grande projeto, já que, a premiação do conta corrente nas sobras é um de nossos grandes diferenciais perante os concorrentes. Assim, passemos em 2.012 a premiar com sapiência e destaque o saldo médio em depósito a vista, já que a conta corrente é indubitavelmente a ponte para a perfeita harmonia entre nossos serviços e a percepção de utilidade pelos nossos clientes. Clientes sim, pois há um elevadíssimo grau de racionalidade em nossas decisões quando buscamos parceiros para nossa vida socioeconômica, e assim sendo, não desejamos ser sócio de uma instituição que não consegue minimamente concorrer com os inúmeros bancos de varejo massificado a nossa disposição. Ser apenas uma boa opção de crédito ou de investimento é pouco e fatal.

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2º Contra-ponto: Bonificação excessiva para tomadores de valores e prazos elevados

Cooperativas com excesso de liquidez tendem a “desovar” seu funding (dinheiro para emprestar) em créditos de longuíssimo prazo e a taxas baixíssimas. Pelo “engessamento” da regulamentação regional acima exposta, estes poucos clientes com elevados créditos pagam juros baixos, mas que tornam-se juros consideráveis diante do vulto de seus créditos. E assim passam a ser muito participativos na distribuição do “bolo” a ser distribuído pelo critério de rateio “juros pagos”. E este elevado ganho de poucos é ainda potencializado, pois neste “bolo” de juros pagos há pouca relevância dos juros pagos pelos créditos de varejo (crédito parcelado e juros de cheque especial), já que esta singular tem dificuldades de trabalhar esta modalidade de crédito.

E algo insano acontece. Estes clientes com altos créditos (e taxas baixas) terão nas sobras benefícios tão elevados que chegam a ter seus créditos a um custo real abaixo do custo da captação da Singular, ou em alguns casos, sobras superiores aos juros pagos no ano. Lembremos ainda que há uma grande chance destes clientes terem baixíssima aderência a Singular já que grandes créditos são tomados por sócios muito bem informados e que cotam muito. Além do que têm garantias reais, há muita oferta de financiamentos e são tomados sem a urgência vista no crédito de consumo (até 24 meses). Portanto, este “sócio” terá forte participação nas sobras sem que sejam observadas coerentes prerrogativas de aderência a Singular, o que sinaliza uma insensatez comercial e societária.

Nesta mesma Singular, sócios que se utilizam das linhas de crédito de consumo, como cheque especial e créditos parcelados, terão baixos juros pagos frente aos clientes com altos volumes tomados. Portanto, participaram apenas de forma discreta do bolo a ser distribuído como juros pagos. Pela experiência de 3 décadas neste mercado, declaramos que são estes clientes de crédito de varejo que têm muito mais aderência a Singular, pois atrelam de forma cotidiana nossas soluções aos serviços da conta corrente. Assim, no quesito rateio pela carteira de crédito, a sugestão mais coerente societariamente e comercialmente é que ele seja feito pelos juros pagos de forma saudável. Contudo, precisamos que antes tenha sido definido livremente em AGO o percentual das sobras que será canalizada para este item, sem “engessamentos” regulatórios. Portanto, longe da “regulamentação” que determina que a parte do “bolo” das sobras será aquela relativa a representatividade do saldo médio devedor dos créditos, junto aos saldos médios de investimento e depósito a vista, fazendo dos três o balizador da distribuição das sobras em 3 grandes grupos.

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3º Contra-ponto: Incoerência na distribuição das sobras por investimento

Se o Depósito a Prazo é a única opção de investimento de uma Singular, fica simples distribuir as sobras pelo investimento, mas o que ocorre quando captamos Fundo de Investimento e Poupança?

Sabemos que captamos poupança direcionando seu funding (dinheiro para emprestar) para alocação no crédito rural. Esta linha realmente é muito interessante para muitas Singulares, já que potencializa o surgimento de inúmeros outros negócios que darão fluidez e viabilidade a esta parceria. Portanto, não é complexo defender a participação nas sobras do saldo médio em poupança aglutinando este montante ao Depósito a Prazo, como sendo o saldo médio total o grupo Investimento.

Mas o que poderíamos orientar quanto ao rateio nas sobras oriundos dos saldos médios em Fundo de Investimento? Vamos por partes. Primeiro devemos ter em mente que nenhum valor captado em Fundo de Investimento se torna fonte de recursos para créditos, já que 100% dele é aplicado em uma empresa DTVM (Distribuidora de Títulos de Valores Imobiliários), podendo ser esta empresa do próprio sistema cooperativo ou não. A DTVM terá que comprar papeis para fazer frente à remuneração projetada para estes investidores. E estes papeis são usualmente DI (depósito interbancários) de bancos concorrentes, que ao nos venderem seus papeis alavancam sua carteira de crédito. Ou seja, retiramos recursos da região onde trabalhamos para fomentar o desenvolvimento de outra região escolhida pelo banco que acaba de receber nosso dinheiro pela venda de seus títulos a nós. Perguntamos: Por que considerar nas sobras o Fundo de Investimento como um produto de captação se em nada alavanca nossa carteira de crédito? Neles, nossa receita fica circunscrita a prestação de serviços por empresas do grupo (ou terceirizadas), e que se resume em um “tarifa” recebida da DTVM como serviços pela taxa de administração ou de performance.

Atenção: Salientamos que Fundos de Investimento não devem ser um produto de captação fomentado no cooperativismo de crédito, haja vista os fatores já acima apontados, que podem ser resumidos pela sua não mutualidade, a qual norteia o cooperativismo, onde sócios com excedentes os vendem para a sociedade para que esta possa suprir carências do restante do quadro social. A manutenção deste produto de captação (e seu incentivo) mina sorrateiramente o cooperativismo de crédito, pois “educa” desnecessariamente os sócios investidores a aprenderem a só quererem aplicar nesta imperfeita solução. Como conseqüência, a singular tem uma elevação gradual e temerosa no custo de seu funding (dinheiro para emprestar).

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4º Contra-ponto: Inclusão do grupo de Serviços no rateio das sobras

Como já alertamos em vários artigos, não é atualmente concebível o ineficaz rateio das sobras sob a alegação de que falta de tecnologia ou por ser este modelo uma praxe, tradição ou costume que vem de anos. Propomos que se inclua o 4º grupo: Serviços, já que são verdadeiros sinalizadores de aderência do cliente as nossas mais dinâmicas e corriqueiras soluções, além do que estas “tarifas” somaram-se às Sobras e devem vir a bonificar neste rateio àqueles sócios que as pagaram. Sim, pois já não se sustenta comercialmente e societariamente distribuir para os 3 grupos tradicionais (investimento, crédito e depósito a vista) os ganhos advindos de: pacotes de serviços, doc´s, ted´s, cobrança de títulos bancários, prêmios de seguros, taxas de administração de consórcios etc.

Importante: Nesta linha de pensamento do que seja Serviços, incluiríamos os ganhos da Singular, originados dos valores pagos pelo cliente como taxas de administração (ou performance) em função de suas posições administradas nos Fundos de Investimento. Ou seja, sugerimos que os Fundos de Investimentos sejam excluídos do grupo de rateio de Investimento, passando-o para o de Serviço.

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Reflexões Finais

Este artigo traz grandes temas que deveriam ser pontos de atenção dos órgãos reguladores, ou seja, tratar exceções como tal e analisar profundamente as especificidades das soluções ofertadas pelas Singulares e as praxes mercadológicas antes do julgamento do mérito.

Precisamos rapidamente recuperar a correta interpretação da regulamentação que norteia o rateio das sobras, estabelecidas na legislação societária das cooperativas [art. 4º, VII da Lei 5.764/71], que diz: “retorno das sobras líquidas do exercício, proporcionalmente às operações realizadas pelo associado”. Mas antes devemos eliminar a “expansão” ortográfica dada para a palavra “operações” desta regulamentação, que passou a ganhar ares atuais de apenas 3 grandes grupos: Investimentos, Crédito, Depósito a vista (e antigamente Capital Social) os quais seriam distribuídos conforme a conveniência, ora como saldo médio, ora como juros pagos. Mesmo porque, a evolução normativa resultante da criação do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, prevê expressamente no art. 8º da LC 130/09 que é obrigação da assembléia geral deliberar e estabelecer a fórmula de cálculo a ser aplicada na distribuição de sobras e no rateio de perdas. E para tanto, norteado nas operações de cada associado realizadas ou mantidas durante o exercício.

Mas onde está o grupo de Serviços? Somos eminentemente prestadores de serviços através da intermediação financeira. Tudo que fazemos gera despesa ou receita e impacta nas sobras, portanto, tudo que temos em nossas “prateleiras” deve ser considerado na distribuição dos resultados ou prejuízo. Esqueçamos de uma vez por todas nossas desculpas de anos do porque não elevarmos a eficácia da lógica por detrás das sobras, como: falta de tecnologia, “isto sempre foi assim” etc, pois realmente isto dificulta nossa gestão e crescimento. Claro que o ótimo é inimigo do bom, mas devemos perseguir o ótimo sempre. Como líderes, não podemos ficar inanimados esperando por mais 12 ou 24 meses para alinhar medianamente o rateio das sobras ao ideal comercial e societário. Quanto mais rápido e aprimorado for o rateio das sobras, maiores serão as chances de sucesso do cooperativismo de crédito, pois só nós temos este enorme diferencial e estamos longe de saber gerir e vender as Sobras em sua plenitude comercial.

As discussões dos temas deste artigo não se encerram aqui, mas de forma macro já há muitas reflexões a serem feitas por você leitor junto a seus pares e também pelos órgãos reguladores já que juntos lutamos por um cooperativismo de crédito socialmente e comercialmente, justo e forte.

Ricardo Coelho  Consult  - Consultoria de Gestão e Capacitação Comercial para o Coop. de Crédito                                                                   www.ricardocoelhoconsult.com.br

Presidente Dilma Rousseff visitou o stand do Sicredi na Festa da Uva em Caxias do Sul-RS

February 21st, 2012 No comments

Na tarde da última quinta-feira, dia 14, a Presidente da República, Dilma Rouseff, esteve presente na abertura oficial da Festa Nacional da Uva em Caxias do Sul/RS e visitou o estande do Sistema Sicredi.

Dilma foi acolhida no estande pelo presidente da Sicredi Pioneira RS, Márcio Port, e pela gerente regional de desenvolvimento em Caxias do Sul, Neusa Mazuchinni. A presidente da República esteve acompanhada de diversas autoridades, entre elas o governador Tarso Genro e o deputado federal Pepe Vargas, que viabilizou esse encontro.

 

“Tivemos a oportunidade de explicar para a presidente a importância que a Sicredi Pioneira RS tem no cenário nacional e mundial, sendo a mais antiga Cooperativa de Crédito da América Latina. Surpresa com esta informação ela enfatizou mais de duas vezes “é de Nova Petrópolis?”. Para os associados da cooperativa deve ser motivo de grande orgulho saber que a presidente da República sabe da importância que nossa cooperativa tem para o cenário nacional”, salienta Port.

Fonte: Sicredi Pioneira RS

Sicoob inicia o calendário de ações em comemoração ao Ano Internacional das Cooperativas

February 21st, 2012 No comments

O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), maior sistema de cooperativas de crédito do país, lançou na última quinta-feira (9) o calendário de comemorações ao Ano Internacional das Cooperativas. Durante todo o dia, a sede do Sicoob, em Brasília, exibiu em sua fachada 3 faixas com as cores do Sistema, no formato gigante, fazendo alusão e imitando a fitinha de pulso que foi distribuída entre os funcionários da entidade, que também utilizaram camisetas com o tema da campanha. O objetivo das ações propostas é despertar, de forma diferente, a atenção das pessoas em relação ao cooperativismo e mobilizar aqueles que já se identificam com os seus valores.

O ano de 2012 foi estabelecido pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), como o Ano Internacional das Cooperativas, durante a 66ª Assembleia Geral realizada no dia 31 de outubro de 2011, em sua sede em Nova York. O objetivo é destacar a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento socioeconômico e reconhecer seu trabalho para a redução da pobreza, geração de emprego e integração social. O tema do Ano Internacional das Cooperativas será “Empresas Cooperativas ajudam a construir um mundo melhor.”

Sobre o Sicoob

O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) possui 2 milhões de associados em todo o país e está presente em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal. O Sicoob é composto por 576 cooperativas singulares, 15 cooperativas centrais e a Confederação Nacional de Cooperativas de Crédito do Sicoob (Sicoob Confederação). Compõe ainda o Sistema o Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), um banco comercial privado, sociedade anônima de capital fechado, cujo controle acionário pertence às entidades filiadas ao Sicoob, e que opera como provedor de produtos e serviços financeiros para as cooperativas. A rede Sicoob é a sexta maior entre as instituições financeiras que atuam no país, com aproximadamente 2 mil pontos de atendimento. As cooperativas inseridas no Sistema oferecem um amplo portfolio de produtos e serviços para seus associados e possibilita acesso a recursos financeiros especiais para empréstimo, investimento e capital de giro, com taxas e juros mais acessíveis.

Santa Catarina: Viacredi cresce 37,62% no ano de 2011

February 21st, 2012 No comments

2011 foi um ano de crescimento e muitas conquistas para a VIACREDI. A Cooperativa de Crédito do Vale do Itajaí, com atuação em 19 municípios e sede na cidade de Blumenau/SC, registrou um crescimento de 37,62% em ativos, fechando o ano com R$ 1,1 bilhão. O quadro social cresceu 24,12%, encerrando o ano com mais de 187 mil cooperados.

Foram promovidas ações visando uma participação expressiva dos cooperados nos eventos educativos. O resultado foi o registro de mais de 101 mil participações. O PROGRID – Programa de Integração e Desenvolvimento de Cooperados foi o maior gerador desse envolvimento, com 71.217 participações.

O Cooperjovem ampliou a atuação para seis escolas nos municípios de Blumenau, Jaraguá, Indaial, Gaspar e Rodeio, envolvendo 196 professores e 2.546 alunos. Além disso, a conquista do 1º lugar nas premiações estadual e nacional da professora Raquiani dos Santos no Concurso Professor Cooperjovem 2011 e da aluna Raquel Paterno, 5º lugar no Concurso Estadual de Desenho do Sescoop, foram motivo de orgulho para a cooperativa.

Para maior comodidade e conforto de seus cooperados, a VIACREDI investiu na abertura de 5 Postos de Atendimento e na implementação de melhorias e reformas em outros 9.

A excelência no atendimento é um compromisso da Viacredi com seus cooperados. Por isso, a cooperativa encerrou o ano com 698 colaboradores, tendo investido expressivamente na capacitação destes.

Estes são alguns dos números e informações que vem sendo apresentados nas Pré-Assembleias da Viacredi, eventos iniciados em janeiro que se estendem até meados de abril, cujo objetivo é antecipar, para os cooperados de todos os Postos de Atendimento, os assuntos que serão deliberados na Assembleia Geral Ordinaria, marcada para o dia 19 de abril.

Confira mais alguns números que traduzem o crescimento da cooperativa em 2011.

  • Ativos: R$ 1,1 bilhão – crescimento de 37,62%
  • Operações de crédito: R$ 1,3 bilhão – crescimento de 42,17%
  • Captações: Os depósitos totais cresceram 41,65%
  • Crescimento da conta de capital social: mais de 31,30%
  • Sobra líquida do exercício: R$ 36,5 milhões
  • Número de PACs: 58 Postos de Atendimento.

Fonte: Viacredi

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Medianeira/PR: Mais de 400 pessoas participam de Seminário sobre Cooperativismo promovido pelo SICOOB

February 21st, 2012 No comments

Uma história envolvente e motivadora encantou os mais de 400 participantes do Seminário “Cooperativas: Desenvolvendo pessoas, Fortalecendo seus negócios e a comunidade”, realizado em Medianeira, na quarta-feira, dia 08 de fevereiro.

Empresários, moradores e estudantes lotaram o auditório do CPC Arandurá para assistir a palestra do mineiro João Carlos Leite. Ele contou a história da cidade São Roque de Minas e como o cooperativismo de crédito contribuiu para o desenvolvimento dessa cidade.

Com a falência da única agência financeira de São Roque, os moradores não viam mais futuro para o município, já que para ter acesso a serviços financeiros, era preciso deslocar-se até a cidade vizinha, Piuí, 60 quilômetros distante. Com IDH e PIB cada vez menores, nenhum banco quis abrir agência no município e o maior desejo dos moradores era sair da cidade.

A única solução encontrada foi a abertura de uma cooperativa de crédito. Com ousadia e coragem, um grupo de moradores investiu na ideia, mesmo sem garantias de sucesso. Pouco a pouco, todos os moradores foram se tornando associados e hoje a cooperativa é a principal propulsora do desenvolvimento econômico e social de São Roque. “Mais que proporcionar o desenvolvimento da cidade, nós recuperamos a autoestima dos moradores. Se antes todos queriam sair da cidade, agora recebemos gente de fora, pessoas que vêm investir em São Roque de Minas”, diz João Carlos, fundador e atual presidente do SICOOB Saroncredi. A história já virou livro, filme e foi tema de trabalhos acadêmicos e de reportagens especiais.

O seminário foi uma iniciativa do SICOOB Três Fronteiras, com parceria da Acime, UDC Medianeira e apoio da Faciap, Caciopar e Garantioeste. O evento marcou, oficialmente, os trabalhos para abertura do PAC Medianeira, que deve ser inaugurado em abril, com sede na rua Paraguai – Centro.

Estiveram presentes importantes autoridades, representando organizações que apoiam a abertura do SICOOB em Medianeira, entre eles o presidente do BANCOOB, Marco Aurélio Almada, presidente do SICOOB Central Paraná e Sebrae Paraná, Jefferson Nogaroli, presidente da Caciopar, Kaled Nakka, presidente da Acime, Ricardo Zadinello, vice-prefeito de Medianeira, Ricardo Endrigo e a presidente do SICOOB Três Fronteiras, Manuele Fritzen.

No final do evento aconteceu sorteio de brindes e apresentação da equipe de colaboradores do SICOOB em Medianeira. Conforme destacou o gerente Fábio Poletto, mesmo sem a inauguração da estrutura física, o SICOOB já conta com 25 cooperados medianeirenses, em apenas duas semanas de trabalhos. O SICOOB é o maior sistema de cooperativas de crédito do Brasil. Na microrregião Oeste do Estado, está presente nas cidades de São Miguel e Foz do Iguaçu.

Fotos: Crédito Assessoria SICOOB Três Fronteiras

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Bancoob participa da Conferência dos Bancos Populares na Itália

February 21st, 2012 No comments

O Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), instituição integrante do maior sistema de cooperativas de crédito do Brasil, o Sicoob, participou nos dias 17 e 18 de Fevereiro da Conferência dos Bancos Populares da Itália, que está sendo realizada na cidade de Bologna. A entidade será representada pelo seu diretor-presidente, Marco Aurélio Almada, e pelo diretor de controle, Rubens Rodrigues.

Na ocasião, será realizada a Assembleia da Confederação Internacional dos Bancos Populares (CIBP). O Bancoob é a única instituição brasileira a participar oficialmente do grupo de membros efetivos da Confederação, cujo trabalho é reconhecido internacionalmente pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O evento, que terá como tema “Bancos Populares e competitividade local”, reunirá representantes nacionais e internacionais do sistema bancário e cooperativo, acadêmicos e especialistas do setor econômico, membros do parlamento Italiano e formadores de opinião da Europa. O Comitê Executivo da CIBP, composto por representantes do cooperativismo de 15 países, focará a atenção sobre o papel dos Bancos Cooperativos no desenvolvimento local, além do relacionamento das cooperativas de crédito com as pequenas e médias empresas.

Fonte: Bancoob

Confesol realiza Planejamento 2012 e eleição para nova diretoria

February 21st, 2012 No comments

ConfesolCom o objetivo de apresentar os avanços obtidos em 2011 e avaliar novas perspectivas para os próximos anos as Centrais de Crédito Rural com Interação Solidária filiadas a Confesol, reuniram-se nesta semana em Brasília para o Planejamento 2012 da Confederação.

Na oportunidade os Sistemas participaram de uma apresentação realizada pelo então presidente da Confesol, Adriano Michelon (Cresol Baser), sobre um conjunto de elementos relacionados à confederação a partir do seu histórico dando centralidade as ações executadas durante o ano de 2011 considerando os avanços obtidos e os desafios presentes para o próximo período.

As Centrais também tiveram a oportunidade de expor suas contribuições para a avaliação das perspectivas e avanços da Confesol. Vanderley Ziger, Presidente da Central Cresol Baser, abordou em sua fala pontos importantes para o crescimento do trabalho do crédito solidário como a missão em trabalhar para o público da agricultura familiar, a expansão da área de atuação e a formação.

O evento contou ainda com uma Análise do Cenário da Agricultura Familiar e Cooperativismo de Credito realizada por Gilson Bittencourt, Secretário Adjunto da Casa Civil, onde o foco do debate deu-se nos temas como a coordenação dos territórios da cidadania, reforma agrária, questões ambientais, Rio+20, entre outras. No debate percebeu-se a necessidade de construir um projeto político para a agricultura familiar brasileira, sendo que a Confesol e Unicafes estão desafiadas a contribuir neste processo.

Os Sistemas durante o planejamento e as apresentações tiveram oportunidade de responder questões centrais para o crescimento da Confederação preparando-se para desafios futuros e buscando cada vez mais representatividade e sustentabilidade institucional.

Nova Diretoria da Confesol

 

Nova Diretoria

O encontro marcou ainda a realização da eleição da nova diretoria onde Adriano Michelon da Central Cresol Baser passou a presidência da Confesol para José Paulo Crisostomo da Ascoob.

  • Conselho de Administração
    Presidente: José Paulo Crisostomo (Ascoob)
    Vice-Presidente: Ailton Croda (Crehnor)
    Secretário: Rudemar Casagrande (Cresol Central)
    Diretor Financeiro: Adriano Michelon (Cresol Baser)
    Diretor de Formação: Cláudio Risson (Cresol Central
  • Conselheiros
    Robson Sena (Ascoob)
    Gilson Rodrigues (Crehnor)
    Flavio Marcos Silva (Cresol Baser)
    Luiz Ademar Panzer (Cresol Baser)
    Egon Gabriel Junior (Cresol Central)
  • Coordenação do Colmeia
    Adriano Michelon (Cresol Baser)
    Cláudio Risson (Cresol Central
  • Conselho Fiscal
    Alzimiro Thomé (Cresol Baser)
    Rivaldo Ferron (Cresol Central)
    Fredson de Carvalho (Ascoob)
    Edson Vieira (Cresol Baser)
    Mafalda Wermuth (Cescoper)
    Afrânio Dalcin (Crehnor)

Confesol

A Confederação das Cooperativas Centrais de Crédito Rural com Interação Solidária está constituída enquanto ramo de crédito da UNICAFES. Está composta por quatro Centrais (Cresol Baser, Cresol Central, Crehnor, Ascoob) e conveniados os Sistemas Creditag, Ecosol e Cescooper.

Representamos 204 cooperativas, somando 469 pontos de atendimento, com 275 mil associados da agricultura familiar brasileira e empreendedores solidários, presentes em 18 estados.

Fonte: Confesol

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Sicoob Espírito Santo distribui R$ 53,7 milhões aos seus associados

February 21st, 2012 No comments

O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) no Espírito Santo está distribuindo R$ 53,7 milhões entre os seus associados. Desse total, R$ 24,36 milhões foram destinados à remuneração do capital dos sócios, em 31 de dezembro último, e equivalem a juros de 11,62% ao ano, percentual acumulado da Selic (taxa básica de juros da economia).

Outros R$ 29,3 milhões serão colocados à disposição dos associados nas assembleias de prestação de contas, que começam no dia 15 de março próximo. Esse valor representa um crescimento de 46% com relação ao resultado do exercício de 2010.

Os resultados de 2011 foram divulgados hoje (quarta-feira) pelo diretor-executivo do Sicoob ES, Francisco Reposse Junior, durante coletiva de imprensa.

Na ocasião, o diretor destacou uma das grandes apostas do Sicoob para 2012: o lançamento de uma linha de crédito habitacional, que será oferecida a partir do segundo semestre.

“De 2008 para 2011, a carteira de crédito imobiliário passou de 5% de participação para 11%. O Sicoob quer entrar nesse mercado, mas ainda estamos estruturando o produto. Nosso objetivo é oferecer um serviço com menos burocracia e mais agilidade”, afirmou.

Fonte: Vera Caser Comunicação em 17/02/2012

Agende-se: 9º Congresso Brasileiro do Cooperativismo de Crédito será em Agosto em Nova Petrópolis

February 21st, 2012 No comments

O Concred (Congresso Brasileiro do Cooperativismo de Crédito) é o mais importante evento do cooperativismo de crédito do Brasil, sendo realizado a cada dois anos, com a participação das maiores autoridades, líderes, estudiosos e especialistas do crédito cooperativo do pais e convidados internacionais em palestras, painéis e câmaras temáticas.

A 9ª edição do Concred acontecerá entre 21 a 23 de agosto deste ano, em Nova Petrópolis/RS.

O 8º Concred, realizado em Foz do Iguaçu PR, em agosto 2010, teve um público de 900 pessoas dentre elas 820 congressitas.

Fonte: Confebrás

BACEN divulga orientações para cooperativas de crédito relacionadas ao Processo Assemblear

February 15th, 2012 No comments

Com a proximidade do período de realização das assembleias, cooperativas devem ficar atentas às observações do órgão regulador

As cooperativas de crédito brasileiras têm até o fim de abril para realizar as Assembleias Gerais Ordinárias (AGOs). A determinação legal é uma forma de acompanhar a prestação de contas e ver a evolução do setor. Para auxiliar nesse processo, o Banco Central do Brasil (BC) enviou, no último dia 6, um ofício às instituições financeiras, que indica o Manual de Organização do Sistema Financeiro (Sisorf) como fonte de consulta sobre eleição e reforma estatutária no órgão.

“O reforço de orientação que o BC está fazendo para as AGOs é convergente com os interesses do cooperativismo de crédito, uma vez que pretende otimizar e racionalizar os processos, dando maior dinâmica e reduzindo esforços de retrabalhos”, reforça o gerente do Ramo Crédito da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Silvio Giusti.

“Para nós, é uma forma de contribuir com o setor, que possui representatividade expressiva no sistema financeiro nacional”, afirmou o chefe do Departamento de Organização do Sistema Financeiro do BC. Segundo Rocha, o descumprimento dos procedimentos necessários acarreta a interrupção da análise e a necessidade de envio de carta de exigências para regularização de pendências. “Queremos evitar que isso aconteça, para não ser necessário postergar a conclusão do processo”, ressaltou.

O documento trata, ainda, de outros itens importantes, como a necessidade de realizar a AGO no mínimo dez dias após a divulgação das demonstrações contábeis do exercício. E mais: os pontos aprovados pelos cooperados que independem de aprovação não precisam ser encaminhados ao BC. “Trata-se de um alerta bastante útil sobre pontos a serem observados, de forma a evitar que registros tenham de ser refeitos”, disse Giusti.

Saiba mais – A Assembleia Geral é o órgão supremo da sociedade cooperativa, que retrata as decisões de interesse do quadro social. O ofício, expedido pelo Departamento de Organização do Sistema Financeiro (Deorf) do Banco Central e dirigido às cooperativas centrais e independentes, pode ser conferido na íntegra aqui.

Fonte: OCB

Sistema Sicoob divulga dados consolidados de 2011

February 15th, 2012 No comments

Os dados consolidados das 552 cooperativas de crédito do Sicoob foram divulgados na última sexta-feira, 10 de fevereiro.

Com 2.138.454 milhões de associados, 1.949 pontos de atendimento e ativos totais de R$ 28,2 bilhões, o Sicoob se mantém como o maior sistema de cooperativas de crédito do país.

Os dados mostram ainda o crescimento de 18% no volume de ativos e de 25% nas operações de crédito. O Patrimônio Líquido do Sistema encerrou o exercício de 2011 com R$ 7.238 bilhões e sobras de R$ 875 milhões.

 

Fonte: Sicoob

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Realizado primeiro sorteio do Sicoob Consórcios

February 15th, 2012 No comments

No dia 8 de fevereiro o Bancoob divulgou os nomes dos primeiros contemplados do Sicoob Consórcios da modalidade veículo. Dos contemplados, dois foram por sorteio e oito por lance.

Lançado em novembro de 2011, inicialmente o produto foi disponibilizado apenas para as cooperativas do Sicoob Central ES, empregados do Sicoob Confederação e Bancoob. Além da Central ES, as Centrais NE, DF, BA, MT, Cocecrer e Cecresp já aderiram ao produto. Em breve as Centrais AM e GO também estarão habilitadas para comercializar o Sicoob Consórcios.

Fonte: Sicoob

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Cooperativismo de crédito alinha programa de profissionalização

February 15th, 2012 No comments

Comitê do Sescoop reunido em Brasília avança nas discussões sobre o programa Educredi

Investir na profissionalização de seus integrantes. Esse é o desafio do cooperativismo de crédito brasileiro para os próximos anos. Em mais uma etapa para o desenvolvimento do Programa Nacional de Educação do Crédito Cooperativo (Educredi), membros do Comitê Educacional do Ramo Crédito (Cerc) do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) estão reunidos em Brasília (DF) nesta quarta e quinta-feira (15 e 16/2) para dar continuidade ao desenvolvimento dos dois projetos que compõem o programa: Formacredi e Qualicredi.

O comitê, instituído em 2010, tem por atribuição desenvolver uma diretriz nacional de capacitação para o cooperativismo de crédito brasileiro. A demanda partiu do Conselho Consultivo do Ramo Crédito (Ceco), ligado à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). O Sescoop, visualizando a relevância do tema para o setor, traçou objetivos em seu planejamento estratégico contemplando a questão. Paralelamente a esta iniciativa, o Banco Central do Brasil (BC), órgão regulador das cooperativas de crédito, apontou em suas inspetorias gerais a necessidade de promoção de programas de capacitação e treinamento para o Sistema de Crédito Cooperativo, visando a sua eficiência e profissionalização.

Formacredi

Nesta primeira reunião do ano, o grupo tem por missão avaliar e discutir o conteúdo e metodologia propostos para o Formacredi, cujo público alvo são conselheiros (de administração e fiscal) das cooperativas de crédito. “O objetivo do Formacredi é aprimorar a gestão estratégica das cooperativas, oferecendo às turmas um currículo à altura das exigências do mercado atual”, explica a analista de Desenvolvimento e Gestão do Sescoop e integrante do Comitê, Márcia Oliveira.

Ainda este ano, estão previstas as turmas-piloto do projeto, com posterior repasse da metodologia e conteúdo às unidades estaduais do Sescoop. Em 2013, a instituição deverá disponibilizar o material para execução do Formacredi pelas unidades estaduais.

Qualicredi

Quanto ao Qualicredi, cujo objetivo é promover a qualificação profissional dos empregados dos diversos níveis funcionais das cooperativas de crédito, será realizado um processo de mapeamento de competências para elaboração de itinerários formativos e matrizes curriculares para esse público.

A gerente Andréa ressalta que o trabalho desenvolvido pelo Cerc servirá, também, de espelho para o sistema cooperativista brasileiro. A partir do próximo mês, o ramo Saúde estará dando início à estruturação do seu programa de profissionalização e as experiências do Educredi serão fundamentais para orientar as atividades. “Será a oportunidade ideal para obtermos um feedback dos rumos que estamos traçando. O sucesso desta ação será importante para o cooperativismo brasileiro como um todo”, destaca a gestora.

Fonte: OCB

Aberto prazo para envio de artigos para o II EBPC – Encontro Brasileiro de Pesquisadores do Cooperativismo

February 15th, 2012 No comments

Centros, grupos e programas de pesquisa e pesquisadores individuais terão a oportunidade de apresentar trabalhos no II Encontro Brasileiro de Pesquisadores do Cooperativismo.

O evento será promovido em Brasília (DF), nos dias 2 e 3 de julho, pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em parceria com o Observatório do Cooperativismo. A chamada para trabalhos (call for papers) está aberta e os artigos deverão ser enviados até 10 de abril para o e-mail do Observatório do Cooperativismo (FEA-RP/USP), iiebpc@gmail.com.

O encontro tem como objetivo fomentar o intercâmbio de pesquisadores e a produção técnica e científica sobre cooperativismo, em diversas áreas do conhecimento. Leia mais

Pesquisa britânica aponta crescimento do cooperativismo no mundo

February 10th, 2012 No comments

Número de pessoas ligadas a cooperativas chega a 1 bilhão, bem acima do número de acionistas de empresas com capital, que é 328 milhões

No mundo, existem mais membros de cooperativas que acionistas de sociedades de capital, segundo o relatório “Global Business Ownership 2012″, encomendado pela Organização das Cooperativas do Reino Unido (Coopeeratives UK). O número de pessoas ligadas a cooperativas chega a 1 bilhão, bem acima do número de acionistas de empresas com capital, que é 328 milhões, aponta o estudo.  “As cooperativas estão aproveitando o momento que a economia mundial oferece e conquistando um maior espaço econômico e social”, avalia o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas.

Para Freitas, o grande diferencial do cooperativismo é ser formado por organizações de pessoas. “Estamos falando de um movimento que valoriza e prioriza o capital humano e não o lucro. Logicamente que, ao ser constituída, a cooperativa atende às necessidades sociais, mas também econômicas de um grupo. Afinal, tem o objetivo de gerar trabalho e renda com inclusão social”, ressalta.  Além destas questões, Freitas argumenta que o cooperativismo é uma atividade socialmente responsável, que promove naturalmente o desenvolvimento sustentável, gerando crescimento para as comunidades onde está presente.

Entre os países do BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – existem quatro vezes mais sócios de cooperativas do que acionistas diretos. Cerca de 15% da população  são membros de cooperativas, enquanto apenas 3,8% são acionistas.

A pesquisa aponta que no Reino Unido, 14,9% da população é proprietário de  ações.Número inferior aos  21,1%  dos que são sócios de uma cooperativa. Na  Irlanda, por exemplo, 70% das pessoas são membros de cooperativas, seguido da Finlândia, 60% e  Áustria 59%. Ou seja, nos três países europeus, mas de 50% da população é ligada a cooperativas.

As três maiores populações cooperativista estão localizadas na Índia (242 milhões) China (160 milhões) e EUA (120 milhões). Um em cada cinco pessoas nas Américas são membros de uma cooperativa.

Clique aqui e acesse a íntegra do estudo em inglês.

Fonte: OCB

Trabalhadores da GM podem transformar a empresa em uma cooperativa semelhante a Mondragon

February 9th, 2012 No comments

Depois de cair na bancarrota em 2009, a empresa General Motors (GM) no EUA foi nacionalizada. Três anos depois, a GM é uma empresa pública, cujas vendas cresceram 13% em 2011, mais de nove milhões, e alcançou um volume de negócios de US$ 2.500 milhões. O sindicato dos trabalhadores da empresa agora querem que a GM, altamente bem sucedida, não seja vendida de volta para o setor privado, e sim torne-se uma cooperativa semelhante a Mondragón, um sistema de cooperativas de trabalho localizado no País Basco, no norte da Espanha.

Os resultados de nacionalização foram recentemente publicadas num artigo de EJ Dionne publicado no The Washington Post em que ele notou que a General Motors, que perdeu US$ 4.300 milhões no auge da crise, havia declarado este ano 2.500 milhões de lucros.

Na verdade, a General Motors já pagou o empréstimo que recebeu do governo federal quando declarou falência. E mais importante, que foi conseguido sem forçar demissões em massa. O sindicato quer que o grande sucesso que agora é a GM não seja vendida ao setor privado, tornando-se em vez de um tipo de cooperativa Mondragon. O Sindicato pediu a cooperativa Mondragon para aconselhá-los sobre como converter uma das maiores empresas do mundo em uma cooperativa.

A solidariedade expressa pelos trabalhadores da GM com a nova empresa e os seus colegas de trabalho, explica que aceitar cortes salariais e redução do horário de trabalho em vez de eliminar empregos. Estas são as bases da cooperação, o que exige uma cultura de solidariedade para o seu sucesso.

A administração Obama, no entanto, sob pressão de alguns de seus economistas neoliberais (dos quais existem muitos no Departamento de Economia do governo federal) está promovendo a venda da GM para empresas privadas, com o apoio e aplausos do Partido Republicano .

Aguardemos os próximos capítulos.

Fonte: ACI Américas

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Itaú, Bradesco e Santander juntos lucram R$ 29 bi em 2011

February 8th, 2012 No comments

SÃO PAULO – Os três maiores bancos privados brasileiros, Itaú, Bradesco e Santander, lucraram R$ 29,2 bilhões em 2011, aumento de 7,3% em relação a 2010, considerando a somatória dos resultados contábeis informados pelas companhias.

  1. O maior ganho líquido ficou com o Itaú, que anunciou hoje resultado de R$ 14,6 bilhões.
  2. Em segundo lugar veio o Bradesco, com lucro líquido de R$ 11 bilhões,
  3. O Santander informou resultado contábil ajustado aos padrões brasileiros de R$ 3,6 bilhões no ano de 2011.

A expansão dos resultados no ano passado foi puxada principalmente pelas operações de crédito, que cresceram em média 19% em 2011 nos três bancos. O Santander foi o que ficou com o maior crescimento, de 21%. As linhas que mais se destacaram foram o financiamento habitacional, na pessoa física, e a carteira de pequenas e médias empresas, na pessoa jurídica.

As receitas com serviços bancários somaram R$ 41,6 bilhões nos três bancos no ano passado, aumento de 11,5% na comparação com 2010. No geral, as taxas cobradas pela concessão de empréstimos, aberturas de novas contas correntes e operações de cartões de crédito garantiram o crescimento das receitas dos bancos. Só o Bradesco ganhou 2 novos milhões de correntistas em 2011.

No quarto trimestre, o resultado consolidado dos bancos somou R$ 7,3 bilhões, queda de 5,5% ante o mesmo período de 2010. A redução é reflexo principalmente da queda dos juros básicos da economia, a taxa Selic.

Enter os Bancos Públicos, a Caixa Econômica Federal:

  • A Caixa encerrou 2011 com lucro líquido de 5,2 bilhões de reais, um crescimento de 37,7 por cento sobre 2010.
  • A instituição fechou o ano passado com carteira de crédito de 250 bilhões de reais, expansão de 42 por cento sobre 2010.

Fonte: Estadão

Depósitos do setor cooperativista de crédito têm crescimento de 28% em 2011

February 8th, 2012 No comments

Os depósitos do setor cooperativista de crédito no Brasil alcançaram a marca de R$ 42 bilhões em volume de depósitos no final de 2011. O crescimento registrado pelo segmento é 28% maior em comparação com o mesmo período de 2010. O crescimento do cooperativismo também pode ser verificado no saldo da caderneta de poupança que registrou a marca de R$ 3,1 bilhões no final do ano passado.

No Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), maior sistema de cooperativas de crédito do país, o saldo da caderneta de poupança teve crescimento de 35% e alcançou a marca de R$ 1,1 bilhão no final de 2011, enquanto o mercado teve evolução de 11% em seu saldo no mesmo período. Para o gerente de captações do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), entidade financeira provedora da poupança para as cooperativas de crédito do Sistema, Ricardo de Amorim, o diferencial no investimento é o retorno dos recursos aplicados para as cooperativas de crédito e para as regiões onde o investimento foi realizado. “Diferente dos bancos comerciais, que investem os recursos da poupança nos grandes centros e em crédito imobiliário, os recursos captados nas cooperativas retornam em benefício para as comunidades, viabilizando o desenvolvimento local”, diz o especialista.

Para investir na poupança do setor cooperativista de crédito não é necessário se associar a uma cooperativa. A taxa de rendimento anual é de 6,17% ao ano acrescido da taxa referencial (TR), mesmo valor praticado pelos bancos comerciais, porém com a vantagem da isenção da incidência de impostos e tarifas sobre os rendimentos.

Fonte: Sicoob

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Sicredi passa a recolher tributos estaduais no Paraná

February 8th, 2012 No comments

Cooperativa se junta a bancos aptos a receber os pagamentos dos contribuintes

Os tributos do Governo do Paraná poderão ser pagos nas unidades do Sistema de Cooperativas de Crédito Sicredi, a partir da segunda quinzena de fevereiro. Um convênio assinado nesta manhã (dia 02) pelo secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly e pelo presidente da Central Sicredi PR/SP e Sicredi Participações, Manfred Dasenbrock, oficializou a inclusão do Sicredi na lista de instituições aptas a receber o pagamento dos contribuintes.

Os tributos estaduais, como: IPVA, ICMS entre outros, poderão ser pagos nas mais de 330 Unidades de Atendimento do Sicredi no Estado e nos terminais de autoatendimento da marca.

Segundo o presidente da Central Sicredi, mais de 400 mil associados do Sistema no Paraná terão a vantagem de acessar extrato, consultas, impressão de 2º via, além de efetuar o pagamento com mais comodidade.

O Sicredi possui uma das maiores redes de atendimento de serviços financeiros no Paraná, o que também irá beneficiar os demais contribuintes, uma vez que poderão usufruir da capilaridade do Sistema de Cooperativas de Crédito para realizar o pagamento dos impostos. “O Sicredi é a única instituição financeira em 71 municípios do Paraná“, reforça o presidente.

Para o secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, é uma satisfação ter uma cooperativa de crédito na rede de arrecadação de impostos do Governo do Paraná, uma vez que o estado é referência nacional do setor cooperativista.

“Acredito no cooperativismo, assim como acredito na microempresa, como modelos de negócio para movimentar a economia do Paraná, fomentando o desenvolvimento das comunidades e gerando emprego e riquezas”, finaliza o secretário.

Fonte: Sicredi

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Pâmella Oliveira recebe nova bicicleta do Sicoob

February 8th, 2012 No comments

A triatleta capixaba Pâmella Oliveira, patrocinada com exclusividade pelo Sicoob ES, ganhou uma surpresa da cooperativa: uma nova bicicleta que será utilizada na temporada de competições deste ano.

A expectativa da atleta é que as pedaladas na nova bike a ajudem a alcançar o seu grande objetivo, a vaga nas Olimpíadas de Londres.

Pâmella, que já está usando a bicicleta nos treinamentos em Portugal, agradeceu o apoio do Sicoob. A cooperativa a acompanha desde as categorias de base da natação.

Mais uma vez o Sicoob investe em mim e acredita nos meus sonhos. A nova bike para esta temporada serve como motivação para os novos desafios e me dá a tranquilidade de treinar com um equipamento de primeiríssima qualidade. Estou muito confiante de que ótimos resultados virão”, afirmou Pâmella, que atualmente lidera o ranking nacional de atletismo.

A próxima competição da atleta que contará pontos para as Olimpíadas será no dia 24 de março, em Mooloolaba, Austrália.

Fonte: Sicoob

Sicredi atinge a marca de 2 milhões de associados

February 8th, 2012 No comments

O Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi) fechou 2011 com 2 milhões de associados em dez estados brasileiros, representando um crescimento de 13% em relação ao ano anterior. No levantamento dos últimos cinco anos (2006 a 2011), foi identificado aumento de 100% do quadro de associados e incremento de 286,6% do volume de ativos, saltando dos R$ 6,7 bilhões para R$ 25,9 bilhões no período.

O presidente-executivo do Sicredi, Ademar Schardong, atribui o resultado à consolidação do cooperativismo. “As cooperativas de crédito têm se firmado no mercado financeiro como um sistema mais inclusivo, participativo e justo, atuando como instrumento de organização econômica da sociedade. A ONU reconheceu essa importância e declarou 2012 o Ano Internacional das Cooperativas”, afirmou Schardong.

Em 2011, produtos disponíveis aos associados também registraram incremento recorde. Os consórcios tiveram um volume de crédito 45% superior a 2010 e as cotas atingiram 31% a mais. Já no crédito rural, o Sicredi concedeu mais de R$ 6 bilhões em recursos para produtores. O saldo da caderneta de poupança do Sistema ainda mostrou um crescimento de 34,21%, fechando 2011 com R$ 1,9 bilhão em investimentos. A expectativa do Sicredi para este ano é registrar um novo crescimento de cerca de 30% no saldo dos investimentos em poupança.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sicredi em 31/01/2012

Sistema CECRED cresceu 39% em 2011

February 1st, 2012 No comments

39% de crescimento nos ativos em 2011, alcançando o valor de R$ 1,4 bilhão. São números como esses que enaltecem o crescimento do Sistema CECRED no ano que passou. A Cooperativa Central de Crédito Urbano, com sede em Blumenau/SC, realizou na última sexta-feira (20/01/2012) a Assembleia Geral Ordinária (AGO), onde apresentou números consolidados do Sistema em 2011 e as principais realizações no ano.

Foi em 2011 que o Sistema CECRED conquistou o Prêmio Internacional em Excelência Cooperativa, tornando-se mundialmente conhecido. O Sistema também, através das práticas de Governança Cooperativa, padronizou os estatutos e regimentos internos das cooperativas filiadas e também criou a política de Governança Cooperativa.

O PROGRID – Programa de Integração e Desenvolvimento de Cooperados, criado pelo Sistema Cecred em 2002, obteve 79 mil participações nos 1.292 eventos proporcionados para cooperados e comunidade em 2011.

Em 2012 – Ano Internacional das Cooperativas (decretado pela ONU), o Sistema CECRED pretende difundir ainda mais as práticas cooperativistas, e convida todos a disseminar este modelo de negócio, mostrando como as cooperativas constroem um mundo melhor.

“Estamos iniciando um momento histórico: o Ano Internacional das Cooperativas. A grande oportunidade para as ações cooperativas serem vistas pela comunidade internacional.” Disse Moacir Krambeck, Presidente do Conselho de Administração CECRED.

Números consolidados do Sistema CECRED:

  • 234 mil cooperados (26% de crescimento em 2011);
  • Ativos Totais: R$ 1,4 bilhão (39%);
  • Operações de Crédito: R$ 845 milhões (40%);
  • Depósitos Totais: R$ 1,04 bilhão (43%);
  • Patrimônio Líquido: R$ 305 milhões (31%);
  • 107 Postos de Atendimento ao Cooperado;
  • 185 Terminais de Autoatendimento;
  • Sobras no ano: R$ 49 milhões.

Fonte: Cecred

COOPERATIVA SEDE Área de Ação
Viacredi Blumenau/SC Vale do Itajaí
Acredicoop Blumenau/SC Blumenau, Pomerode e Joinville
Concredi Blumenau/SC Vale do Itajaí
Credifiesc Florianópolis/SC Região da Grande Florianópolis
Credcrea Florianópolis/SC Santa Catarina
Cecrisacred Criciúma/SC Criciúma
Credelesc Florianópolis/SC Santa Catarina
Transpocred Florianópolis/SC Santa Catarina
Credifoz Itajaí/SC Itajaí, Navegantes, Penha, Bal. Camboriú e Camboriú
Credicomin Lages/SC Lages
Crevisc Guaramirim/SC Guaramirim
SCRcred São Bento do Sul/SC São Bento do Sul, Rio Negrinho, Corupá e Campo Alegre
Rodocrédito Francisco Beltrão/PR Sudoeste do Paraná

Ano 2012: ajude a contar a história do cooperativismo

February 1st, 2012 No comments

Cada cooperativa tem em sua origem uma história peculiar, alternando durante os anos períodos de alegrias, mas também de dificuldades. Muitas destas passagens são de conhecimento de poucas pessoas e com raras exceções temos a oportunidade de compartilhar os detalhes com o mundo cooperativo. Aliado a isto, nem todas as cooperativas possuem um site próprio na web, o que limita ainda mais a divulgação de sua história.

O hotsite www.ano2012.coop.br tem contado diariamente histórias de cooperação em comemoração ao Ano Internacional das Coooperativas.

Para dar visibilidade à história de sua cooperativa, envie a mesma para o e-mail ano2012@ocb.coop.br.

Participe e ajude a escrever a história do cooperativismo do país.

O cooperativismo que move o Brasil

February 1st, 2012 No comments

Sicredi, um dos maiores Sistemas Cooperativos da América Latina investe na conscientização infantil

Na sociedade em que vivemos hoje, onde cada vez mais as pessoas têm a consciência do que é conviver em rede, o espírito cooperativo vem sendo intensificado com ações de grandes empresas e da própria comunidade, em busca de transformação do mundo num lugar mais humano, igualitário e sustentável. Por todas essas ações que a ONU designou o ano de 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas, com a intenção de incentivar e destacar a contribuição delas para o desenvolvimento sócio-econômico, especialmente seu impacto na redução da pobreza, geração de emprego e integração social.

Ligadas em rede, as pessoas valorizam a sustentabilidade, a qualidade de vida e buscam no cooperativismo inspiração para novos negócios, ideais e transformações. E são nesses valores que o Sicredi se baseia há mais de 100 anos, desde o início do cooperativismo no País. Fundamentado num sistema de cooperativas de crédito presentes em 10 Estados brasileiros, o Sicredi atua com base no cooperativismo de crédito, um modelo de organização econômica que ele mesmo difundiu e consolidou no Brasil e é considerado um dos maiores sistemas cooperativos no País e na América Latina.

Incentivar e propor novos ideais de cooperação são os objetivos do projeto que o Sicredi vem desenvolvendo desde 2011, com a Caravana dos Poupedis. Trata-se de  um circo itinerante em turnê por todo o Brasil com uma peça teatral infantil que estimula a cooperação, o respeito à individualidade, a importância de poupar e evitar o consumismo. No total, 26,9 mil crianças já assistiram ao espetáculo no Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná. A Caravana dos Poupedis segue em 2012 pelos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins.

Com apoio do Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet, o espetáculo é produzido pela Liga Produção Cultural, de Porto Alegre, e conta com um time de peso do teatro gaúcho, incluindo a diretora Adriane Mottola, o jornalista e escritor Renato Mendonça e o cenógrafo Zao Figueiredo. De acordo com a política de sustentabilidade do Sicredi, todo o material utilizado nos figurinos, cenários e adereços é basicamente reciclável, além da iluminação que privilegia efeitos com luz de LED, que exige um baixo consumo de energia.

Estrelada por artistas de circo que representam os mascotes da poupança do Sicredi: Din, Bludi, Zup, Nina e Pixx, o Circo é inesperadamente ameaçado de fechar sua lona porque as crianças estão sob a influência do vilão Zé Gastança, que as faz desperdiçar seu tempo jogando games violentos no computador, assistindo a programas na TV o dia inteiro e gastando todo seu dinheiro em coisas supérfluas. Os Poupedis enfrentam vários inimigos até encontrar Zé Gastança e transformá-lo em Zé Poupança.

Projetos como este dão suporte para a nova geração que cresce com uma consciência muito maior do que é conviver em rede e que espalham ideias que mudam atitudes e estilos de vida em busca de um mundo mais humano e sustentável. O reflexo desta conscientização já pode ser encontrado nos novos negócios que estão surgindo inspirados nos ideais cooperativos, como as plataformas de compras coletivas, destinadas a tornar mais acessíveis produtos e serviços por meio da aquisição em grupo, ou sites que compartilham conhecimento. Muitas mudanças em âmbito político, social e econômico têm ganhado força a partir de mobilizações feitas nas redes sociais, tornando as pessoas cada vez mais atentas e sensíveis a questões relacionadas com sustentabilidade e predispostas a participarem de modelos de negócios colaborativos.

Dados econômicos:

Atualmente, o setor cooperativo reúne 1 bilhão de pessoas em mais de 100 países e responde pela geração de mais de 100 milhões de empregos, segundo pesquisa da Organização Brasileira das Cooperativas (OCB). O Brasil já soma 6.652 cooperativas que reúnem mais de 9 milhões de associados e geram 300 mil empregos diretos. Esses números exemplificam como o cooperativismo traduz um ideal socioeconômico de um tipo societário que carrega os valores da cooperação, forjados a partir das necessidades humanas que precedem, inclusive, as diretrizes contemporâneas do Estado Democrático de Direito.

Presente em 10 Estados do Brasil (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás) e 905 municípios, o Sicredi possui 115 cooperativas, que atendem 2 milhões de associados em todo o país. Com um patrimônio líquido de R$ 3,6 bilhões, o Sicredi tem como plano de estruturação das cooperativas a seguinte organização: quatro Cooperativas Centrais, uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo, que controla as empresas específicas que atuam na distribuição de seguros, administração de cartões e de consórcios. (Dados de novembro de 2011).

Mais informações: www.poupedisicredi.com.br e www.gentequecooperacresce.com.br