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Archive for the ‘Bancos’ Category

O spread do Banco Central versus o spread dos bancos

May 1st, 2012 No comments

Enquanto o Banco Central aponta spread médio de 28% ao ano, os três maiores bancos privados divulgaram nesta semana junto com seus balanços que, segundo seus cálculos, seus spreads médios com operações de crédito rodaram em torno de 13% ao ano no primeiro trimestre.

O indicador calculado pelo BC e divulgado mensalmente virou argumento central do governo contra os bancos na recente cruzada para forçar para baixo o alto spread – diferença entre o custo de captação dos bancos e os juros dos empréstimo aos clientes – praticado no país.

Na quarta-feira, o BC divulgou a nota de crédito referente a março, que indicou spread médio de 18,4% ao ano nos empréstimos para empresas e de 35,1% para pessoas físicas, além de ter cravado o spread geral de 28%. O Itaú informou que seu spread de janeiro a março foi de 13,5% ao ano, enquanto o Santander apontou 12,4%. No balanço do Bradesco, o dado não é explícito.

O tamanho da diferença intriga. E os bancos começam a empreender um esforço para explicá-la, com o objetivo de ganhar algum terreno na polêmica que se instalou nas últimas três semanas em torno do custo do crédito.

“Qual dos dois está certo? O fato é que o spread do BC e o dos bancos mostram coisas diferentes”, pontua um banqueiro. “O spread do BC é baseado em poucos produtos. Virou verdade porque tem o selo do BC”, diz um ex-presidente da Febraban, a federação dos bancos.

Os bancos apontam que o spread do BC só pega 52,9% do crédito para pessoas físicas do sistema e 39,1% dos empréstimos para empresas; e essa seria a principal falha da metodologia. Abrange basicamente créditos concedidos a partir dos chamados recursos livres, aqueles que não têm direcionamento obrigatório (como rural e imobiliário) e não contam com subsídio, como os financiamentos do BNDES. Justamente linhas como as do BNDES e o crédito imobiliário têm boas garantias e, portanto, risco mais baixo e spreads menores. Os grandes bancos são grandes repassadores dos recursos do BNDES e assumem o risco de crédito das operações que fecham.

O argumento não é novo. No site da Febraban, é possível encontrar estudos publicados desde outubro de 2009 exatamente com o mesmo raciocínio. Os estudos são atualizados mensalmente e elaborados pelo economista-chefe da instituição, Rubens Sardenberg.

Segundo aponta Sardenberg, no spread para pessoa física entram as linhas de cheque especial, crédito pessoal, de compra de veículos e outros bens. Ficam de fora cartão de crédito, imobiliário e leasing, por exemplo. Já no spread das empresas, entram desconto de duplicatas e notas promissórias, capital de giro, conta garantida, aquisição de bens e repasses externos e ACCs. BNDES, crédito rural e leasing não integram a conta e respondem por quase 60% dos empréstimos para empresas.

“Produtos com taxas mais altas e mais sensíveis a flutuações de curto prazo estão super representados na amostra utilizada pelo BC para cálculo do spread bancário”, afirma o estudo. Exemplo citado: o crédito pessoal representa 27,1% do saldo das operações para pessoas físicas e, segundo a Febraban, tem peso de 54,4% no saldo das operações incluídas no cálculo do spread. Outro: a conta garantida é 8,9% do saldo de empréstimos para empresas e tem peso de 13,5% no estoque considerado para o spread; enquanto o ACC é 4,3% do estoque e 8,5% do spread.

Sardenberg chega a recalcular o spread, incluindo, entre outros, o imobiliário, que tem spread de 6% ao ano. E, nas suas contas, o spread em fevereiro deste ano para pessoas físicas não seria de 35,8% ao ano, como apontou o BC, mas de 28,4%. O cálculo da Febraban baseia-se em 78,6% do estoque (ante 52,9% do BC) e não chega a 100% porque deixa de fora modalidades como empréstimos de cooperativas e saldos não financiados no cartão de crédito, que não têm taxas acompanhadas pelo BC.

Para empresas, o spread recalculado da Febraban para fevereiro é de 13,5%, ante os 18,8% do BC. De novo, ficam de fora da conta da entidade modalidades não acompanhadas pela autoridade e entram no cálculo 67,9% do estoque (em comparação a 39,1% do BC).

Banqueiros apontam outro “defeito” do spread do BC. “O spread é calculado sobre o fluxo de empréstimos e os prazos desses empréstimos não são ponderados. Com isso, os créditos de 30 dias, mais caros, têm o mesmo peso no cálculo do que os financiamentos de longo prazo”, diz um deles.

Três executivos de instituições distintas ouvidos pelo Valor contam a mesma história para explicar a origem do cálculo feito pelo BC: ele foi idealizado na gestão de Armínio Fraga à frente do BC, em 1999, com o objetivo de acompanhar a tendência da taxa no tempo e não para ser a reprodução exata daquilo que é praticado. A um interlocutor, recentemente, Armínio Fraga não teria endossado a história e teria dito que o cálculo deveria refletir a realidade.

O curioso é que o autor do estudo inicial mencionado pelos banqueiros sobre spread no BC, sob a gestão de Fraga, foi justamente Alexandre Tombini, o atual presidente do Banco Central e que, à época, chefiava o departamento de estudos e pesquisas da autarquia. Isso situa Tombini no coração do debate atual. A pressão sobre os bancos tem sido puxada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pela presidente Dilma Rousseff, enquanto o BC, que fiscaliza e regula os bancos, tem se mantido silente. Mas o tema é próximo de Tombini. Ele conduziu o estudo logo depois da implementação do regime de metas de inflação no país, que criou o ambiente de estabilidade econômica que pavimentou o caminho para a expansão do crédito desde então.

Algumas das sugestões de medidas para baixar o spread feitas por Tombini há 13 anos constam também da lista entregue ao governo pela Febraban há duas semanas. Outras foram implementadas, como a ampliação da base de cobertura da central de risco do BC, que abrangia empréstimos de R$ 50 mil para cima em 1999 e agora chega a R$ 1.000. Vale a pena revisitar o texto.

Fonte: Valor Econômico

Proteste: clientes não conseguem contratos com juros baixos

May 1st, 2012 No comments

De acordo com pesquisa da associação de consumidores Proteste, os clientes estão tendo dificuldade em contratar financiamento com as taxas mínimas divulgadas nos bancos públicos e privados que promoveram queda nos juros (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, HSBC, Itaú e Bradesco).

Conforme a associação, em visitas às agências de São Paulo e do Rio de Janeiro nos dias 23 e 24 de abril, os pesquisadores tiveram dificuldades para obter simulação de financiamento para não clientes, no caso do HSBC. A transferência da conta salário para o banco é exigido pela maioria deles na hora do pedido de crédito, assim como é levada em conta a renda e o histórico do cliente na hora de definir a taxa de juros a ser oferecida, diz a Proteste, que considera que, por esses motivos, é importante pesquisar também as taxas máximas oferecidas.

A Proteste simulou o financiamento de um Gol GV 1.0 Flex 4p 2011 zero km em 24 vezes nas cinco instituições e constatou que, na Caixa, para obter as taxas mínimas há uma série de exigências como prazo de financiamento, tempo de conta na instituição e número de parcelas. No Bradesco, a taxa mínima de 0,97% só é válida no caso de o cliente dar entrada de 50% do valor do carro e fizer o parcelamento em, no máximo, seis meses, segundo a Proteste.

Segundo a associação, na comparação das taxas de abril com as de fevereiro, não houve mudança significativa e em alguns casos, a taxa chegou a ser maior do que a verificada anteriormente. Em fevereiro, a taxa para o financiamento do mesmo carro no Bradesco era de 2,45% ao mês e, nesse mês, foi de 2,22% na agência de São Paulo, e de 2,04% na agência do Rio de Janeiro.

Os juros praticados na Caixa chegaram a ser piores do que encontrados em fevereiro; enquanto a taxa anterior variava entre 1,66% e 2,6%, hoje o mesmo financiamento é feito com uma taxa de 1,70%, diz a Proteste.

No caso do rotativo do cartão de crédito no banco Itaú a nova taxa mínima, de 3,85%, é praticada somente nos casos de novos clientes e não houve alteração para quem já é correntista, conforme o levantamento enquanto no Bradesco as novas taxas dependem da linha do cartão do cliente. Um cliente com renda mensal a partir de R$ 3.100 teria acesso a um cartão em que a taxa do rotativo permanece a mesma, 15% ao mês, quase 440% ao ano, diz a associação.

No caso de empréstimo pessoal, o levantamento constatou que taxa informada para o empréstimo pessoal no Bradesco chega a 7,31% e dependem da renda e do relacionamento com o banco. No Banco do Brasil, as taxas irão variar de 1,99% a 5,8%, mas os valores mínimos são válidos somente são válidos para os que levarem o salário para o banco. No Itaú a taxa informada para o empréstimo pessoal é 3,55%, mas também é válida somente para novos clientes que receberem o salário pelo banco, completa a associação.

Procurada, a Caixa Econômica Federal ainda não se manifestou sobre a pesquisa. Segundo a assessoria de imprensa do Itaú Unibanco, as novas taxas de juros começam a valer apenas no dia 02 de maio. Em nota, o Banco do Brasil afirmou que “diferentemente do que informou a Proteste, as taxas de juros para empréstimo pessoal no BB (BB Crédito Automático) foram reduzidas de 3,39% a 6,79% ao mês, para o intervalo de 1,99% a 5,80% ao mês e são válidas para todos os clientes do Banco do Brasil.”

O banco HSBC informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não oferece financiamento de veículos para não-correntistas. O Banco Bradesco afirmou que a taxa mínima do crédito pessoal foi reduzida de 2,66% para 1,97% ao mês e a taxa de 7,31% refere-se ao limite de crédito pessoal rotativo disponível na conta do cliente. “Isto significa que o cliente tem opções de financiamento mais em conta na rede de agências”, diz nota. No financiamento de veículos, a taxa mínima do banco caiu de 1,35% para 0,97% ao mês, com 40% de entrada e prazo de até 12 meses, conforme a assessoria. “As condições estipuladas para o cliente podem sofrer alterações conforme perfil e relacionamento”, completa.

Fonte: Terra – TERRA – SÃO PAULO 26/04/2012

Juro mais baixo é para poucos

April 17th, 2012 No comments

Ao contrário do que tem sido amplamente divulgado nas campanhas publicitárias dos programas BomPraTodos, do Banco do Brasil, e Caixa Melhor Crédito, da Caixa Econômica Federal, nem todos os consumidores interessados poderão, de fato, se beneficiar das reduções nas taxas de juros de algumas linhas de crédito. Além disso, informações desencontradas e incompletas caracterizam a busca por esclarecimentos sobre os programas nos dois bancos públicos.

A Gazeta do Povo visitou quatro agências na condição de cliente – duas do Banco do Brasil e duas da Caixa – e constatou que, embora os bancos afirmem não haver distinção entre clientes novos e antigos na aplicação das taxas, algumas delas estão necessariamente atreladas aos níveis de relacionamento do cliente com a instituição. Ou seja: novos correntistas podem ter acesso às taxas reduzidas, porém, não nos mesmos patamares ou mesmo período de tempo.

Na Caixa, o folder publicitário do programa informa que o taxa mínima do cheque especial é de 1,35% ao mês. Além de não informar a taxa máxima (que é de 4,27% ao mês), um número que remete ao pé da página ressalta que a taxa varia de acordo com o nível relacionamento. Para quem não aderir ao novo programa, a taxa do cheque especial segue em 8% ao mês.

Tanto no Banco do Brasil quanto na Caixa, o acesso às novas taxas é facilitado para quem já possui conta-salário ou recebe benefício ou aposentadoria na instituição. Quem não se encaixa nestas categorias é orientado a pedir a transferência da conta para os bancos em questão. Também não é possível, segundo os funcionários de ambos os bancos, fazer simulações das taxas de empréstimos ou financiamentos de veículos, sem antes transferir ou abrir uma conta nos referidos bancos. Quem busca comparar taxas e tarifas para uma possível portabilidade de serviços bancários, por exemplo, consegue apenas informações insuficientes, que podem levar a uma decisão precipitada e ruim para o bolso.

No Banco do Brasil, por exemplo, os funcionários das duas agências não deixaram claro que correntistas e novos correntistas que se encaixam nas modalidades de crédito consignado para servidores públicos e cheque especial não precisam aderir a um dos cinco pacotes de serviços do programa. Por outro lado, para as modalidades de financiamento de bens, automóveis, capital de giro e crédito consignado do INSS, a adesão é obrigatória.

Quem faz a adesão a um dos cinco pacotes do programa – beneficiários do INSS (R$ 6,70), econômico (R$18), especial (R$ 30), completo (R$ 34) e pleno (R$54) – paga, entre outros serviços, por uma assessoria financeira do banco, que passará a readequar automaticamente suas operações às melhores taxas de juros da instituição.

Na Caixa, a nova taxa de 2,85% ao mês no rotativo do cartão de crédito estaria valendo apenas para quem aderir ao novo cartão Caixa Azul, criado junto com o programa de redução. No folder publicitário do programa, no entanto, não consta essa informação, e a taxa mínima do crédito rotativo é de 3,97%. Já a taxa anunciada a partir de 1,99% para cartão de crédito vale apenas para o parcelamento das compras em até 36 vezes. Assim, quem possui outros cartões do banco está sujeito a taxas bem mais elevadas que as anunciadas.

Fonte: Gazeta do Povo – Paraná

Redução de juros da Caixa e BB beneficia ‘poucos’, diz ProTeste

April 17th, 2012 No comments

Entidade encaminha ao governo documento em que mostra que redução anunciada não beneficia maioria. Entidade de defesa do consumidor vai a agências do BB e Caixa checar condições para usar novas taxas (Claudioa Rolli)

A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (ProTeste) encaminha ao governo na segunda-feira documento em que mostra que a redução de juros anunciada pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil beneficia “poucos” e não está disponível para a maioria dos consumidores.

Em visita a agências dos dois bancos em São Paulo e no Rio, pesquisadores constataram que as taxas menores só podem ser conseguidas se os consumidores forem correntistas, além de estarem sujeitos à análise de crédito.

O fato é que consumidor não consegue se beneficiar do corte de taxas das principais linhas de crédito nos patamares anunciados, como mostram propagandas. É preciso ter cautela antes de sair trocando de banco“, afirma a advogada Maria Inês Dolci, coordenadora da ProTeste e colunista da Folha.

O documento será entregue ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, do Ministério da Justiça, à Casa Civil e ao ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Para verificar se os juros anunciados estavam em prática, os pesquisadores simularam algumas situações.

 

“Em nossa visita às agências simulamos o financiamento de um carro zero quilômetro, com entrada de 40%. A simulação na Caixa mostrou que a taxa que o cliente encontra nas agências está bem longe das mínimas anunciadas. Na agência visitada em São Paulo foi informado que a taxa de juros para o financiamento em 24 vezes é de 1,92% ao mês. No Rio de Janeiro o mesmo financiamento teria a taxa de 1,70% ao mês.

Nas agências das duas cidades foi informado, ainda, que a taxa de 0,98% só está disponível para quem der 50% do valor do carro de entrada e fizer o financiamento em 12 meses. Ou seja, não é para todos!”

 

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NEM TÃO BAIXAS

“Nem todos podem pagar em um ano nem têm a entrada exigida”, diz Dolci. “Antes do anúncio do corte de juros, a Caixa já oferecia juros de 1,19% a 2,25%. Ou seja, bem próximas às que estão oferecendo agora.”

No BB, a constatação foi a mesma. No Rio, a taxa para o financiamento em 24 vezes é de 1,46% ao mês. Em São Paulo, 1,02% ao mês. O financiamento do carro com a taxa mínima anunciada pelo BB (0,99%) só seria possível após três meses da abertura da conta, além de ampla análise de crédito e do relacionamento do cliente com o banco, diz Tâmara Isaac, economista da ProTeste.

EMPRÉSTIMO PESSOAL

No empréstimo pessoal, os pesquisadores foram informados que o juro de 2,39% ao mês é oferecido somente para quem recebe salário na Caixa, como mostra a propaganda do banco.

No Banco do Brasil, a taxa fornecida no Rio para clientes regulares foi de 5,10% a 6,79% ao mês. Segundo a ProTeste, os gerentes não souberam informar qual a taxa para os que tinham conta-salário e disseram que o percentual dependeria da análise de crédito do cliente.

“Ficou claro que a estratégia do governo de usar os bancos públicos para forçar a queda nos ‘spreads’ (diferença entre o custo da captação e o valor cobrado do tomador final) e assim impulsionar o crescimento do país não é para todos”, diz Dolci.

Com relação às taxas do rotativo do cartão de crédito a PROTESTE recomenda atenção, na Caixa a nova taxa de juros de 2,85% ao mês é válida somente para o novo cartão, chamado “cartão Azul Caixa”. Nos outros cartões da instituição as taxas são bem mais elevadas.

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O QUE VERIFICAR

Antes de trocar de banco, a especialista recomenda verificar o custo total de serviços e tarifas da nova conta.
Também aconselha a negociar com o gerente da agência em que o consumidor já tem conta. “Os bancos não querem perder clientes. Por isso é hora de barganhar e conseguir juros ainda menores do que os oferecidos.”

“Por isso recomendamos que o consumidor não se deixe levar pelo que está sendo divulgado, pois a realidade ainda não é de juros baixos.”

Fonte: Sindicato dos Bancários

Quando somadas, as cooperativas de crédito ocupam a 7ª posição no mercado financeiro do país

April 1st, 2012 2 comments

Dados divulgados pelo Banco Central do Brasil, baseados nos dados de dez/2011 demonstram que as 1.330 cooperativas de crédito brasileiras, quando somadas, ocupam a 7ª posição entre as instituições financeiras de varejo do país, administrando 2,25% dos ativos totais.

Volume de Ativos Administrados 

O volume de recursos administrados pelas cooperativas de crédito brasileiras atingiu R$ 87 bilhões em ativos em dez/2011, mas quando somados também os recursos administrados pelos Bancos Cooperativos Sicredi e Bancoob, instituições estas que atuam como braços financeiros das cooperativas de crédito dos Sistemas Sicredi e Sicoob, este montante sobe para R$ 115 bilhões.

Operações de Crédito

Quando analisada a participação das Cooperativas de Crédito nas operações de crédito o market share passa a 2,45%, totalizando R$ 49 bilhões em operações contratadas.

Patrimônio Líquido

As cooperativas de crédito demonstram estrutura patrimonial mais alta do que a dos bancos, sendo que os R$ 16,7 bilhões de Patrimônio Líquido das cooperativas representam 3,51% do patrimônio do Sistema Financeiro Nacional.

Associados no país

Dados ainda preliminares indicam que aproximadamente 5,7 milhões de brasileiros são associados à alguma cooperativa de crédito, existindo aproximadamente 5.000 pontos de atendimento cooperativo no país.

Ativos administrados pelas Instituições Financeiras de Varejo - base dez/2011

Ativos administrados pelas Instituições Financeiras de Varejo - base dez/2011

Fonte: Dados do BACEN

Itaú, Bradesco e Santander juntos lucram R$ 29 bi em 2011

February 8th, 2012 No comments

SÃO PAULO – Os três maiores bancos privados brasileiros, Itaú, Bradesco e Santander, lucraram R$ 29,2 bilhões em 2011, aumento de 7,3% em relação a 2010, considerando a somatória dos resultados contábeis informados pelas companhias.

  1. O maior ganho líquido ficou com o Itaú, que anunciou hoje resultado de R$ 14,6 bilhões.
  2. Em segundo lugar veio o Bradesco, com lucro líquido de R$ 11 bilhões,
  3. O Santander informou resultado contábil ajustado aos padrões brasileiros de R$ 3,6 bilhões no ano de 2011.

A expansão dos resultados no ano passado foi puxada principalmente pelas operações de crédito, que cresceram em média 19% em 2011 nos três bancos. O Santander foi o que ficou com o maior crescimento, de 21%. As linhas que mais se destacaram foram o financiamento habitacional, na pessoa física, e a carteira de pequenas e médias empresas, na pessoa jurídica.

As receitas com serviços bancários somaram R$ 41,6 bilhões nos três bancos no ano passado, aumento de 11,5% na comparação com 2010. No geral, as taxas cobradas pela concessão de empréstimos, aberturas de novas contas correntes e operações de cartões de crédito garantiram o crescimento das receitas dos bancos. Só o Bradesco ganhou 2 novos milhões de correntistas em 2011.

No quarto trimestre, o resultado consolidado dos bancos somou R$ 7,3 bilhões, queda de 5,5% ante o mesmo período de 2010. A redução é reflexo principalmente da queda dos juros básicos da economia, a taxa Selic.

Enter os Bancos Públicos, a Caixa Econômica Federal:

  • A Caixa encerrou 2011 com lucro líquido de 5,2 bilhões de reais, um crescimento de 37,7 por cento sobre 2010.
  • A instituição fechou o ano passado com carteira de crédito de 250 bilhões de reais, expansão de 42 por cento sobre 2010.

Fonte: Estadão

Pequenas instituições desafiam poder de banco grande

November 24th, 2011 No comments

O movimento de contestação ao sistema financeiro “Ocupe Wall Street” ganhou uma versão local no Brasil, porém focada contra a atuação das grandes instituições financeiras, que impõem preços e padrões de serviço.

Diferentemente dos EUA, onde é um movimento social, a bandeira aqui é levantada por corretoras independentes, butiques de investimentos, cooperativas de crédito e instituições financeiras de pequeno porte que desafiam a concentração do setor oferecendo taxas competitivas e serviços diferenciados, informa reportagem de Tatiana Freitas e Toni Sciarretta publicada na edição desta segunda-feira da Folha.

Se nos EUA os manifestantes pregam a retirada dos depósitos mantidos nos bancos para levar às cooperativas de crédito, sem fins lucrativos, os contestadores no Brasil tentam romper o preconceito quanto à fragilidade das pequenas instituições.

Um dos argumentos é a segurança total para os CDBs e contas até R$ 70 mil.

Cooperativas de crédito como a Secres (funcionários da Sabesp) oferecem taxas de 1,49% ao mês para “adiantar” o dinheiro da restituição do Imposto de Renda. No Bradesco e no Santander, a taxa é de 2,45% e 3,29% ao mês.

OUTRO LADO

De acordo com a Febraban (Federação dos Bancos), o brasileiro vê os bancos como agentes do desenvolvimento e o crédito como uma conquista da estabilidade.

“Não há um descontentamento. A discussão aqui é de nível de juros e de spread (diferença entre taxas captadas e repassadas), mas quem verbaliza isso é parte da indústria”, diz Rubens Sardenberg, economista da Febraban.

Quanto às pequenas instituições, a visão é que se trata mais de uma chance para ganhar mercado do que uma crítica à concentração. “Estudos mostram que não há relação entre concentração e alta rentabilidade.

Fonte: Folha.com

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Ativistas preparam boicote a bancos nos EUA e incentivam cooperativas de crédito

October 16th, 2011 No comments

Em 5 de novembro, retire seu dinheiro dos grandes bancos, feche sua conta e transfira tudo para uma cooperativa de crédito. Esse é o mote de um protesto contra as maiores instituições financeiras dos Estados Unidos, criado pela dona de uma galeria de arte do estado da Califórnia.

Kristen Christian, dona da galeria Le Spec, de Los Angeles, contava com a adesão de 13,5 mil ativistas na página do evento no Facebook: “Bank Transfer Day”. Na web, Kristen conta que iniciou o movimento porque estava cansada, “cansada dos aumentos de taxas, de não ter acesso ao meu dinheiro quando precisava, cansada de ver os bancos usarem meu pouco dinheiro para oprimir meus irmãos e irmãs”, afirma. “Então, decidi agir.”

O estopim que levou Kristen a propor o boicote é um aviso feito pelos bancos de que irão taxar mensalmente o uso de cartões de débito por seus clientes a partir de 2012. A tarifa vai variar entre US$ 3 e US$ 5. A imposição da taxa é uma reação a uma emenda à lei Dodd-Frank, que reforma o setor financeiro dos Estados Unidos e foi assinada pelo presidente Barack Obama em 21 de julho de 2010.

A lei permite que o Banco Central dos EUA regule as tarifas de cartões de débito dos bancos. Nos últimos meses, o BC divulgou a regra final sobre o assunto, limitando as tarifas dos bancos a um máximo de 21 centavos por transação. Em reação, as maiores instituições financeiras decidiram começar a cobrar taxas dos clientes com menos de US$ 20 mil nas contas. “Isso é um ataque aos 99% da população, que não pode ser tolerado”, diz Kristen no Facebook.

Por que 5 de novembro

Kristen diz que escolheu 5 de novembro em alusão a uma figura famosa no Reino Unido. A máscara que representa o movimento é de Guy Fawkes, nascido na cidade de York e que ficou famoso no começo do século 17 por tentar derrubar o rei James 1. Fawkes, que era católico, queria derrubar o rei protestante, no movimento que ficou conhecido como “Conspiração da Pólvora”. A captura de Fawkes, em 5 de novembro, é comemorada até hoje na Inglaterra, com festas e fogos de artifício.

“Escolhi o 5 de novembro e a insterpretação do artista Edie Colla da notória máscara de Guy Fawkes para esse movimento na esperança de que os que associam os dois a ‘ataques terroristas fracassados’ possam trazer um novo significado à imagem e à data: o dia em que 99% se levantaram a favor do fim do financiamento de seus próprios maus-tratos por 1%.”

Fonte: IG Economia

Cheques trarão data de impressão para evitar fraude

October 12th, 2011 No comments

Os bancos vão ser obrigados, a partir de 28 de outubro, a incluir na folha do cheque enviado ao cliente a data de sua impressão. As instituições reguladoras dizem que essa informação ajuda na avaliação dos riscos de se receber um cheque como forma de pagamento, pois a maioria das fraudes com talões roubados está associada àqueles impressos há mais de um ano.

Esse é um dos novos critérios para fornecimento e devolução de cheques aprovados pelo Banco Central (BC) e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) detalhados hoje pela autoridade monetária e pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça. A medida havia sido aprovada em abril.

Até abril de 2012, os bancos vão precisar divulgar explicitamente as regras para o uso de cheques, as quais devem levar em conta condições como suficiência do saldo em conta corrente, restrições cadastrais, histórico de ocorrências com o uso de cheques, estoque de folhas com o cliente, registro no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF) e regularidade de dados e documentos.

O BC informou que a medida tem por objetivo evitar fraudes, falsificação de folhas, cancelamentos e sustações fraudulentas e emissão de cheques sem fundos.

Essas regras devem ser fornecidas ao cliente, que terá direito de receber, gratuitamente, até dez folhas de cheque por mês caso cumpra os requisitos estabelecidos pelo banco.

As instituições financeiras também deverão colocar nas cláusulas de abertura e manutenção de contas com movimentação de cheques que há a possibilidade de interrupção do serviço, além de consequências legais e regulamentares para o descumprimento das regras estabelecidas.

Outra exigência é que os bancos monitorem de que forma o cliente está utilizando os cheques e passe a orientá-lo sobre um uso adequado.

Quem receber a folha de cheque terá, por sua vez, direito de consultar, a partir de abril de 2012, se existem restrições, como sustação ou revogação (incluindo as de caráter provisório) ou se já houve envio ao domicílio do correntista que não fez o desbloqueio, cancelamento pela instituição sacada, bloqueio judicial, roubo, furto, extravio ou destruição durante o processo de compensação.

Também estarão disponíveis informações sobre encerramento da conta corrente e do contrato entre cooperativa de crédito e instituição financeira prestadora do serviço de compensação.

Desde maio deste ano, está em vigor a exigência de apresentação de boletim de ocorrência policial para a sustação de cheques em branco que tenha sido furtado, roubado ou extraviado.

O BC orienta que, em caso de problemas no uso de cheques, o cidadão recorra à agência bancária ou ao Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do banco. Caso não seja atendido, é preciso buscar a Ouvidoria da instituição. Se o problema persistir, o próximo passo é procurar o BC pela internet, por telefone (0800-979-2345), ou pessoalmente, na sede em Brasília ou nas representações em outras cidades.

Fonte: Valor Online

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Cooperativas de Crédito avançam e detem 2,2% do Mercado Financeiro

October 2nd, 2011 No comments

Segundo dados do BACEN, baseados em jun/11 as cooperativas de crédito continuam a crescer no Brasil e aumentaram sua participação de mercado de 2,1% para 2,2% nos últimos 6 meses. Apesar do crescimento não ser elevado as cooperativas vem demonstrando uma constância nos últimos anos onde pecebe-se um crescimento contínuo.

Veja a análise completa, incluindo também a rede de atendimento bancário e o número de clientes no link http://www.cooperativismodecredito.com.br/MaioresBancosdoBrasil.html

Conheça a relação dos 50 maiores bancos do mundo – base dez/2010

August 14th, 2011 No comments

Na relação abaixo, em que constam os 50 maiores bancos do mundo em volume de ativos estão identificados os 8 bancos cooperativos que compõe esta seleta lista.  


Ranking Banco País  Ativos (bilhões US$) 
1 BNP Paribas France 2.675
2 Deutsche Bank Germany 2.525
3 HSBC Holdings UK 2.454
4 Barclays PLC UK 2.304
5 Bank of America USA 2.264
6 Royal Bank of Scotland Group UK 2.237
7 Mitsubishi UFJ Financial Group Japan 2.158
8 JPMorgan Chase USA 2.117
9 Credit Agricole SA France 2.111
10 Industrial & Commercial Bank of China China 2.034
11 Citigroup USA 1.913
12 Mizuho Financial Group Japan 1.708
13 ING Group Netherlands 1.647
14 China Construction Bank China 1.634
15 Banco Santander Spain 1.613
16 Bank of China China 1.581
17 Agricultural Bank of China China 1.567
18 Lloyds Banking Group UK 1.535
19 Societe Generale France 1.515
20 Groupe BPCE France 1.403
21 UBS Switzerland 1400
22 Sumitomo Mitsui Financial Group Japan 1.326
23 Wells Fargo USA 1.258
24 UniCredit S.p.A. Italy 1.231
25 Credit Suisse Group Switzerland 1.096
26 Commerzbank Germany 1.007
27 Goldman Sachs USA 911
28 Rabobank Group Netherlands 873
29 Intesa Sanpaolo Italy 872
30 Morgan Stanley USA 807
31 China Development Bank China 775
32 Nordea Bank Sweden 769
33 Dexia Belgium 751
34 Norinchukin Bank Japan 734
35 BBVA (Banco Bilbao Vizcaya Argentaria) Spain 732
36 Royal Bank of Canada Canada 712
37 National Australia Bank Australia 665
38 Toronto-Dominion Bank Canada 607
39 Natixis France 606
40 Westpac Australia 599
41 Bank of Communications China 597
42 KfW Bankengruppe Germany 591
43 CM5-CIC Group (Credit Mutuel) France 581
44 Danske Bank Denmark 571
45 Commonwealth Bank of Australia Australia 553
46 Standard Chartered UK 517
47 Bank of Nova Scotia Canada 516
48 ANZ Banking Group Australia 515
49 DZ Bank Group Germany 513
50 Banque Federative du Credit Mutuel (BFCM) France 502

Prazo para compensação de cheques cai pela metade

July 19th, 2011 1 comment

Quantias inferiores a R$ 299 serão compensadas em até dois dias úteis, e não mais em quatro; prazo para cheque acima de R$ 300 passa de dois para um dia útil

SÃO PAULO – A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou nesta segunda-feira, 18, que o prazo para compensação de cheques de valores inferiores a R$ 299 será de dois dias úteis e para os cheques de acima de R$ 300, um dia útil. Anteriormente, os prazos eram de quatro e dois dias, respectivamente.

Segundo a Febraban, a nova regra vale para o território nacional e pretende amenizar as diferenças regionais, já que em locais de difícil acesso os cheques poderiam levar até 20 dias úteis para serem compensados. A redução do prazo para a compensação faz parte do conjunto de procedimentos relacionados à troca de cheques por dinheiro e estava prevista desde 20 de maio.

À época, os bancos começaram a trabalhar com a Compensação Digital por Imagem, processo pelo qual o banco captura a imagem e as informações do cheque por meio de código de barras.

Isso evita o trajeto físico do cheque e elimina a possibilidade de clonagem, extravio, perda ou roubo, de acordo com diretor adjunto de Serviços da Febraban, Walter Tadeu de Faria. “Esperamos uma forte redução na clonagem e falsificação nos cheques que proporcionaram, em 2010, um prejuízo estimado em R$ 1,2 bilhão para o comércio e de R$ 283 milhões para os bancos.”

Fonte: Estadão

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BC: brasileiro reduz uso de cheques e adota cartões

June 16th, 2011 No comments

BRASÍLIA – A tendência de queda no uso de cheques e de maior utilização de cartões de crédito e de débito se mantive em 2010. De acordo com o Banco Central (BC), os pagamentos por meio de cheques caíram 7,1% no ano passado, em relação a 2009. No caso dos cartões, houve alta de 23%. Os números constam do adendo estatístico 2010 do Diagnóstico do Sistema de Pagamentos de Varejo do Brasil.

No total, segundo o BC, a quantidade total de pagamentos envolvendo clientes – cheques, cartões de pagamento, transferências (como DOC e TED) e boletos de cobrança – cresceu 19% em 2010, em relação ao ano anterior.

  • O BC informou ainda que o canal Internet, Home e Office Banking foi o mais utilizado pelos clientes, apresentando maior porcentual de crescimento face os demais canais, com expansão de 26,7%.

Outro dado mostra que, em 2010, a quantidade de terminais de captura de transações com cartão de pagamento manteve-se estável, refletindo o fim da exclusividade dos credenciadores de pagamento com cartões e, por consequência, o início do processo de interoperabilidade.

Caixas Eletrônicos

Nas redes de caixas eletrônicos, o BC informou que permanece elevado o número de terminais por milhão de habitantes (917 terminais por milhão de habitantes) e baixo o número de transações de saque, tanto per capita (15 transações por habitante) quanto por terminal (16.595 transações por terminal), em comparação com a média de outros países (28 e 35.519, respectivamente). Isso decorre, segundo o BC, do ainda baixo nível de interoperabilidade e compartilhamento que as redes apresentam no Brasil.

O relatório destaca ainda que o Sistema de Pagamentos Brasileiro carece de iniciativas no sentido de aumentar a utilização da plataforma do DDA (Débito Direto Autorizado, que elimina a necessidade de emissão física de boletos bancários). Também permanece a necessidade de se obter ganhos adicionais de eficiência no que diz respeito à infraestrutura, especialmente por meio de maior interoperabilidade ou compartilhamento nas redes de autoatendimento.

Fonte: Estadão

Internet já é o 2º maior canal bancário do país

May 30th, 2011 No comments

O internet banking brasileiro já é o segundo canal de serviços mais utilizado pelos clientes, atrás apenas dos caixas automáticos (31%), respondendo por 23% das operações bancárias efetuadas no Brasil, segundo dados da Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

Fonte: Folha de São Paulo

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Criador do microcrédito diz que quer colaborar com o combate à miséria no Brasil

May 30th, 2011 No comments

O microcrédito será parte das ações do governo para o combate à pobreza, no programa Brasil sem Miséria, que deve ser lançado nos próximos dias pela presidenta Dilma Rousseff.

A presidenta Dilma Rousseff Dilma Rousseff recebeu nesta quarta-feira, dia 25, o economista bengalês Muhammad Yunus, Prêmio Nobel da Paz de 2006. Yunus é o criador do Grameen Bank, instituição de Banglasdesh que deu início à concessão de microcrédito em 1998.

Há duas semanas, Yunus, conhecido como banqueiro dos pobres, renunciou à diretoria do banco por divergência com o governo de seu país, que detém 25% das ações do banco.

No encontro com Dilma, Yunus disse que está à disposição do Brasil para contribuir com a metodologia para a concessão de microcrédito. Ele também defendeu a inclusão digital como uma das alternativas para erradicação da pobreza extrema e promoção da inclusão.

O microcrédito será parte das ações do governo para o combate à pobreza, no programa Brasil sem Miséria, que deve ser lançado nos próximos dias pela presidenta Dilma Rousseff.

Fonte: Agência Brasil

Nova regra para renegociar dívida do cheque especial já está em vigor

May 24th, 2011 No comments

A pessoa física ou jurídica que estiver inadimplente no cheque especial e quiser negociar o débito já pode se beneficiar das novas regras anunciadas hoje pela Receita Federal.

A assessoria de imprensa do órgão esclareceu que aqueles que tiverem dívida acima de 365 dias e negociarem o pagamento do débito com o banco só pagarão IOF sobre o valor da dívida no primeiro ano. Os bancos também deixarão de debitar mensalmente o IOF da conta dos clientes inadimplentes. O cálculo é feito diariamente, mas o valor do imposto devido é debitado da conta no início de cada mês.

Os bancos irão repassar à Receita no início de junho o IOF recolhido até a data de hoje. A partir daí, o imposto só será cobrado do cliente inadimplente quando houver o pagamento do débito e sempre limitado ao prazo de 365 dias.

O IOF incidente sobre o cheque especial de pessoa jurídica é de 0,0041% ao dia ou 1,5% ao ano. No caso de pessoa física, é de 0,0082% ao dia, o equivalente a 3% ao ano.

Fonte: Estadão

Sicoob é destaque na compensação de cheques por imagem

May 23rd, 2011 1 comment

Desde o dia 20 de maio, todo o Sistema Financeiro Nacional dotou um novo processo de compensação de cheques, agora por imagem. O projeto foi conduzido pela Federação Brasileira de Bancos – Febraban – e o Sicoob, por intermédio do seu banco cooperativo – o Bancoob – é uma das 11 instituições financeiras de todo o país a atingir o percentual entre 90% e 100% de envio de imagens desde o dia 10 de maio.

As outras instituições que alcançaram previamente esta meta foram o Itaú, Santander, Banrisul, Bradesco, Citibank, HSBC, CEF, Banco do Brasil, Safra e Asbace. Segundo o gerente Administrativo do Sicoob Central SC, Olavo Lazzarotto, isto demonstra a capacidade do sistema Sicoob, que “investiu em tecnologia e capacitação dos funcionários das nossas cooperativas filiadas para atender às novas normas, obtendo um resultado expressivo que nos coloca ao lado de renomadas instituições financeiras do país”.

Com o novo sistema de compensação, não haverá mais o trânsito físico dos cheques, por meio de malotes e carros blindados. A imagem do cheque será capturada direto dos caixas das agências para os sistemas de compensação. “Haverá redução de custos e se evitará a clonagem”, afirmou Olavo Lazzarotto.

Fonte: Sicoob Central SC – Assessoria de Imprensa.

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Compensação de cheques será digital a partir desta sexta-feira, diz Febraban

May 19th, 2011 No comments

SÃO PAULO – A partir desta sexta-feira, 20, a compensação de cheques bancários passará a ser feita digitalmente, informou nesta quinta-feira, 19, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Segundo a entidade, com o novo processo, em dois meses, a compensação de cheques com valores inferiores a R$ 299,99 levará dois dias úteis, e a de cheques acima de R$ 300,00, um dia útil. Atualmente, em algumas regiões de difícil acesso no País, o conjunto de procedimentos para fazer a compensação chega a 20 dias úteis.

De acordo com a Febraban, o novo processo consiste na captura, pelo banco, de informações e imagens dos cheques escaneados, por meio de código de barras. As informações e as imagens serão enviadas, em um único arquivo, à câmara de compensação do Banco do Brasil (BB), que fará o processamento do arquivo e o encaminhará ao banco de origem. Antes, o processo era feito com o envio do próprio cheque ao BB.

Em nota à imprensa, a Febraban informou que os bancos devem economizar R$ 100 milhões ao ano com a diminuição de mil roteiros terrestres e 50 aéreos. A entidade espera também reduzir os custos com clonagem, extravio, perdas e roubo dos cheques, estimado em R$ 1,2 bilhão para o comércio e R$ 283 milhões para os bancos.

Segundo a instituição, 100 milhões de cheques são compensados mensalmente no País. O sistema foi desenvolvido em 2009 e começou a ser testado em julho de 2010.

Fonte: Estadão

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Pacote de tarifa bancária sobe até 124%

May 15th, 2011 1 comment

SÃO PAULO – Três anos depois de o Banco Central (BC) adotar normas para padronizar as tarifas bancárias, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) fez um levantamento que chega a três conclusões principais:

  1. o pacote que inclui vários serviços ficou até 124% mais caro;
  2. as receitas dos bancos com tarifas subiram, em média, 30%, acima da inflação de 18% do período;
  3. e as queixas ao BC sobre o tema continuaram crescendo.

A padronização das tarifas foi positiva, pois organizou a nomenclatura para os clientes“, disse a gerente jurídica do Idec, Maria Elisa Novais. “Mas ainda falta clareza para o consumidor, que não sabe bem o que pode ter gratuitamente e se o pacote oferecido é adequado para seu nível de renda”, exemplificou.

O levantamento, obtido com exclusividade pelo Estado, engloba as sete maiores instituições financeiras de varejo: Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander, Caixa, HSBC e Banrisul. Segundo o Idec, uma cópia do trabalho foi entregue ao BC na terça-feira da semana passada. A assessoria do BC confirmou o recebimento, mas observou que, até ontem, o documento não havia sido encaminhado à área responsável por essa regulamentação, o Departamento de Normas.

A pesquisa revela, por exemplo, que o Pacote Simples para correntistas do Santander saiu de R$ 8,90 por mês em abril de 2008 (quando a norma passou a vigorar) para R$ 19,90 em março. É uma alta de 124%. Procurado, o banco informou que “os valores auferidos em 2008 e em 2011 não correspondem ao mesmo pacote de serviços”. “O atual pacote tem inúmeros serviços e vantagens adicionais.”

Outra revelação é que, na média, as receitas dos bancos com tarifas cresceram 30% entre dezembro de 2008 e dezembro de 2010 (as datas são diferentes porque o Idec, neste caso, utilizou os balanços anuais divulgados pelas instituições). A Caixa foi o banco que teve a maior expansão no intervalo: 83%.

O Idec também constatou que, apesar das regras, as queixas em torno de tarifas continuaram a crescer – segundo analistas, era de se esperar o contrário, porque a normatização veio para facilitar o entendimento. De abril de 2009 (quando o BC mudou a nomenclatura de seu ranking de queixas) a março de 2010, houve 1.406 reclamações contra tarifas. Nos 12 meses seguintes, foram 1.553, alta de 10%.

Em resposta ao Idec, o diretor da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) André Luiz Lopes dos Santos reconhece que “pode haver um déficit de informação”. “É praticamente impossível controlar a postura de cada vendedor (funcionário).”

Ele pondera, no entanto, que a própria Febraban tem um site no qual é possível comparar as tarifas entre as instituições. “Sei que, na hora de abrir uma conta, no banco, é difícil lidar com tanta informação. Mas uma consulta ao site deixa o cliente mais bem preparado para decidir.”

Fonte: Estadão

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Bradesco registra lucro de R$ 2,702 bi no 1º trimestre

April 28th, 2011 No comments

SÃO PAULO – O Bradesco informou hoje que registrou um lucro líquido contábil de R$ 2,702 bilhões no primeiro trimestre de 2011. O resultado é 9,5% menor que o obtido no trimestre anterior e 28% maior que o lucro do primeiro trimestre do ano passado. O crescimento anual foi puxado pelas operações de crédito, principalmente para empresas, e pela área de seguros.

Os ativos totais do Bradesco fecharam março em R$ 675,4 bilhões, o que indica crescimento de 26,8% ante o mesmo mês de 2010. Já o patrimônio líquido cresceu 19% na mesma base de comparação, para R$ 51,297 bilhões. Neste trimestre, o banco fechou com um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão, o que contribuiu para aumentar o patrimônio.

Inadimplência

O índice de inadimplência do Bradesco, considerando os atrasos acima de 90 dias, parou de cair depois de cinco trimestres consecutivos de redução. O indicador fechou março em 3,6%, mesmo nível de dezembro de 2010, mas abaixo dos 4,4% do primeiro trimestre de 2010. O indicador para pessoa física ficou em 5,5%, estável na comparação trimestral e com queda de 1,2 ponto em 12 meses.

Frente ao cenário mais incerto no crédito, o Bradesco aumentou as provisões para devedores duvidosos. As provisões totais encerram o período em R$ 16,7 bilhões, alta de 5,7% na comparação com o saldo de março de 2010. As provisões excedentes em relação ao exigido pelo BC mantiveram-se em R$ 3 bilhões.

A despesa de provisão para devedores duvidosos ficou em R$ 2,36 bilhões nos meses de janeiro a março de 2011, apresentando uma evolução de 2,8% ante o trimestre anterior. Em 12 meses, a expansão foi de 7,9%. Se somado o lucro líquido de R$ 2,70 bilhões, as provisões representaram 46% do resultado operacional neste período.

Fonte: Estadão

Cooperativas de Crédito avançam na participação de mercado – de 2% para 2,1% do SFN

April 19th, 2011 3 comments

O BACEN divulgou no início de Abril/2011 os dados consolidados das Instituições Financeiras brasileiras com base em Dez/2010.

Na tabela abaixo é possível ver que nos últimos 3 semestres foram poucas as IF´s que avançaram na participação de mercado. A grande maioria dos Bancos reduziram sua participação percentual neste período.

As Cooperativas de Crédito, ao contrário, em Dez/2009 tinham 1,9% do volume de ativos, passaram para 2% em Jun/2010 e em Dez/2010 aumentaram sua participação para 2,1%.

Parabéns à todos que construíram este crescimento das cooperativas de crédito nos últimos anos.

As 10 maiores Instituições Financeiras em volume de ativos – Base: Dez2010

Na análise acima os ativos totais das Cooperativas de Crédito são somadas aos ativos totais dos 2 Bancos Cooperativos existentes, o Bancoob e o Banco Cooperativo Sicredi. O motivo desta soma é o fato das Cooperativas de Crédito realizarem várias de suas operações através dos Bancos Cooperativos, através de convênios. São exemplos destas operações: captação em fundos de investimento, captação de poupança rural, empréstimos de recursos oriundos de fontes oficiais (BNDES), … Todas estas operações não estão computadas nos ativos das Cooperativas de Crédito e sim no balanço dos Bancos Cooperativos, os braços financeiros das cooperativas.

Quando analisado os montantes emprestados na carteira de crédito as Cooperativas de Crédito detinham em dez/2010 o total de R$ 38,7 bilhões, representando 2,35% do total emprestado no país.

Analisando-se apenas o volume de depósitos as Cooperativas de Crédito detinham R$ 44 bilhões, 2,95% do total, em 7º lugar no ranking nacional.

 Veja outras informações sobre o assunto no link  http://www.cooperativismodecredito.com.br/MaioresBancosdoBrasil.php

 .

CMN autoriza cooperativa a atuar como correspondente bancário

April 9th, 2011 No comments

Em reunião realizada no dia 31, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aperfeiçoou as regras que tratam da contratação de correspondentes bancários no país e autorizou as cooperativas de crédito a ofertar serviços bancários de instituições financeiras. Correspondente bancário são sociedades e/ou empresas contratadas por bancos para prestar serviços bancários, o que inclui casas lotéricas, farmácias, supermercados etc. A autorização se deu com a alteração, no item 2 do Art. 3 da Resolução 3.954, da expressão “sociedades empresárias” por apenas “sociedade”. Com isso, não só empresas comerciais podem ser contratadas como correspondentes bancários, mas também as sociedades cooperativas de crédito.

Outros itens do referido artigo foram aprimorados prevendo inclusão de empresas públicas no rol de entidades que podem ser contratadas como correspondente bancário (medida benéfica aos Correios, que atua como correspondente do Bradesco), permissão para que os correspondentes bancários encaminhem propostas de cartão de crédito (antes apenas operações de crédito e câmbio eram permitidas aos correspondentes), fim da proibição à contratação de correspondente cujo controle seja exercido pela instituição contratante ou por controlador comum e definição de novas condições para a contratação de correspondente controlado por administrador da instituição contratante ou de sua controladora. Também foram excluídos da norma os serviços de cobrança extrajudicial. Dessa forma, esses serviços podem ser livremente contratados pelas instituições financeiras. Em nota, o CMN afirmou que o objetivo das medidas “é preservar estruturas de atendimento de comprovada eficiência no atendimento prestado ao público”.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Banco Central

Bradesco e BB verticalizam holding para lançar bandeira Elo

March 15th, 2011 No comments

SÃO PAULO – O Bradesco anunciou nesta terça-feira que firmou com o Banco do Brasil novo memorando de entendimentos buscando verticalizar a holding criada para lançamento da bandeira de cartões de débito e crédito Elo.

Por meio do novo acordo, a Companhia Brasileira de Soluções e Serviços (CBSS), administradora dos cartões Visa Vale, será incorporada à Elo Participações, holding criada em abril de 2010, conforme documento enviado ao mercado.

O memorando prevê ainda a venda, para a CBSS, da totalidade da participação que o Bradesco possui na IBI Promotora de Vendas, por 419 milhões de reais, e na Fidelity Processadora e Serviços, por 557,9 milhões de reais, “sendo, desse montante, 328,9 milhões de reais a titulo de pagamento por performance”, segundo o comunicado.

A conclusão da operação, de acordo com o documento, está sujeita ao cumprimento de exigências regulatórias.

O Bradesco informou também que está finalizando, junto ao Banco do Brasil, os procedimentos para integrar a Caixa Econômica Federal no lançamento dos cartões Elo, previsto para o atual trimestre.

No início de janeiro, o Bradesco e o Banco do Brasil adquiriram, respectivamente, 5,01 e 4,99 por cento do capital acionário da CBSS por 85,5 milhões de reais cada um.

Com a aquisição da fatia, detida anteriormente pela Visa International, o Bradesco passou a ter o controle majoritário da empresa, elevando sua participação para 50,01 por cento, enquanto o Banco do Brasil ficou com o restante.

Fonte: Estadão

BNDES anuncia redução na participação de financiamentos e no prazo para pagamentos

March 9th, 2011 No comments

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta sexta-feira, dia 4, mudanças em políticas operacionais para “racionalizar” os recursos e “desativar mecanismos de combate à crise”.

A principal delas é a redução de 10 pontos percentuais da participação do BNDES nos financiamentos. O banco não vai mais financiar 100% de projetos. E o teto de 90% será aplicado somente em setores prioritários, como inovação tecnológica e obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O BNDES também reduziu o percentual de 50% para 30% do financiamento de capital giro, além de ter reduzido para 48 meses o prazo de pagamento. Anteriormente, esse empréstimo podia ser pago durante a execução do projeto, em até 10 anos.

De acordo com o superintendente de Planejamento do banco, Cláudio Leal, a expectativa é que com as medidas o mercado seja estimulado a oferecer financiamento de longo prazo. “É uma convocação para que o mercado ocupe nosso espaço”, afirmou Cláudio Leal.

Fonte: Sindicato dos Bancários

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Banco Sicredi S.A. registra lucro líquido de R$ 33,1 milhões em 2010

March 2nd, 2011 1 comment

O Banco Cooperativo Sicredi S.A. apurou lucro líquido de R$ 33,1 milhões em 2010, com expansão de 23,5% sobre o ano anterior.

No mesmo período, a instituição ampliou as carteiras de crédito em 43,5%, para R$ 5,3 bilhões, e em 33,3% os ativos totais, que somaram R$ 10,8 bilhões no fim do exercício.

Conforme o balanço publicado pelo banco, as receitas de intermediação financeira alcançaram R$ 1 bilhão em 2010, com alta de 35%, puxadas pelos ganhos das aplicações em títulos do governo, que somaram R$ 626,1 milhões (com expansão de 32,7%), e das operações de crédito, que avançaram 34,2%, para R$ 359,4 milhões. As receitas com prestação de serviços também subiram 26,4% no período, para R$ 197,8 milhões, enquanto as despesas com pessoal passaram de R$ 40 milhões para 56,5 milhões.

O patrimônio líquido cresceu de R$ 180,9 milhões para R$ 256,9 milhões.

Banco Cooperativo Sicredi S.A.

O banco – uma sociedade anônima de capital fechado – é o braço de acesso ao mercado financeiro e aos programas governamentais de financiamento das 119 cooperativas de crédito vinculadas ao sistema Sicredi.

O Sistema Sicredi

O Sicredi (Sistema de Crédito Cooperativo) compreende o conjunto de 119 Cooperativas de Crédito Singulares, 5 Cooperativas Centrais, acionistas da Sicredi Participações S.A. (SicrediPar), bem como as empresas e entidades por esta controladas, entre elas o Banco Cooperativo Sicredi S.A., que atuam no mercado sob a marca SICREDI e adotam padrão operacional único. 

Conheça os dados consolidados do Sistema Sicredi, base dez/2010, clicando aqui.

Organograma do Sistema Sicredi

Fonte: Banco Sicredi S.A.

As maiores redes de atendimento de cada estado – como é o Cooperativismo de Crédito no seu Estado?

February 27th, 2011 5 comments

Estatísticas indicam que as Cooperativas de Crédito detem 18,5% de toda a rede de atendimento bancário do Brasil.

  • O BACEN registra em seu site (http://www.bcb.gov.br/fis/info/download.asp) a existência de 19.830 agências bancárias (base fev/2011) e 4.500 pontos de atendimento de cooperativas de crédito, totalizando 24.330.
  • Neste número não estão computados os pontos de atendimento (PAB´s), apenas as agências bancárias, àquelas que possuem todo a estrutura de atendimento para o associado/cliente.

A dúvida que por vezes existe é ao afirmarmos em que estados as Cooperativas possuem a maior rede de atendimento. .

 

Estados com maior expressão na rede de atendimento de cooperativas de crédito

As informações que temos atualmente são as seguintes:

  • Em Santa Catarina a rede de atendimento é de 1.480 pontos, sendo que 40% é de cooperativas de crédito.
    1. O Banco do Brasil possui 381 pontos e
    2. O Sicoob, 2º colocado, possui 295 pontos;
    3. O Bradesco possui 155 pontos;
    4. A Caixa Econômica Federal, 105 pontos;
    5. O Itaú Unibanco, 99 pontos;
    6. A Cecred, 6ª colocada, possui 97 pontos;
  • No Mato Grosso a rede de atendimento é de 459 pontos, sendo que 39% é de cooperativas de crédito.
    1. O Sicredi, 1º colocado, tem 113 pontos e
    2. O Banco do Brasil, 2º colocado, possui 99 pontos.
    3. O Bradesco possui 70 pontos.
  • No Rio Grande do Sul a rede de atendimento é de 2.204 pontos, sendo que 31% é de cooperativas de crédito. 
    1. O Sicredi, 1º colocado, possui 534 pontos e
    2. O Banrisul, 2º colocado, possui 397.
    3. O Banco do Brasil, 3º colocado, possui 355.
  • No Paraná a rede de atendimento é de 1.905 pontos, sendo que 30% é de cooperativas de crédito.
    1. O Itaú, 1º colocado, tem 374 pontos, enquanto que
    2. o Sicredi, 2º colocado, possui 360.
    3. O Banco do Brasil é o 3º colocado com 309 pontos;
  • Em Minas Gerais a rede de atendimento é de 2.678 pontos, sendo 28% de cooperativas de crédito.
    1. O Sicoob, 1º colocado, possui 756 pontos;
    2. O Itaú, 2º colocado, possui 535 pontos;
    3. O Banco do Brasil é o 3º colocado com 475 pontos.
  • No Mato Grosso do Sul a rede de atendimento é de 297 pontos, sendo 17% de cooperativas de crédito.
    1. O Banco do Brasil, 2º colocado, possui 81 pontos;
    2. O Bradesco possui 63 pontos;
    3. O Sicredi, 3º colocado, possui 48 pontos;
  • No Espírito Santo a rede de atendimento é de 478 pontos, sendo 17% de cooperativas de crédito.
    1. O Banestes, 1º colocado, possui 128 pontos;
    2. O Banco do Brasil, 2º colocado, possui 91 pontos;
    3. O Sicoob, 3º colocado, possui 82 pontos;
  • Em Goiás a rede de atendimento é de 708 pontos, sendo 15% de cooperativas de crédito.
    1. O Itaú, 1º colocado, possui 187 pontos;
    2. O Banco do Brasil, 2º colocado, possui 149 pontos;
    3. O Bradesco, 3º colocado, possui 125 pontos;
    4. O Sicoob, 4º colocado, possui 79 pontos;
  • Em São Paulo a rede de atendimento é de 6.986 pontos, sendo 8% de cooperativas de crédito. 
    1. O Banco do Brasil possui a maior rede, com 1.436 pontos;
    2. O Bradesco possui 1.353 pontos;
    3. O Itaú Unibanco, 1.307 pontos;
    4. O Santander, 1.276 pontos;
    5. A Caixa Econômica Federal, 599 pontos;
    6. O Sicoob, 6º colocado, possui 448 pontos de atendimento.
  • Na Bahia a rede de atendimento é de 883 pontos, sendo 7% de cooperativas de crédito.
    1. O Banco do Brasil, 1º colocado, possui 308 pontos;
    2. O Bradesco, 2º colocado, possui 220 pontos;
    3. A Caixa Econômica Federal, possui 106 pontos;
    4. O Itaú Unibanco, possui 78 pontos;
    5. O Sicoob, 5º colocado, possui 54 pontos.

 

Maiores redes de atendimento cooperativo de cada estado

  

As maiores redes de atendimento de Cooperativas de Crédito do Brasil

Deste trabalho surge também a informação de quais estados brasileiros possuem as maiores redes de atendimento de cooperativas de crédito: 

Estados com maior quantidade de pontos de atendimento cooperativo

.

Dos 4.500 pontos de atendimento cooperativo existentes no Brasil:

  • 2.000 são de Cooperativas de Livre Admissão de Associados, representados pelos sistemas Sicredi e Sicoob com praticamente 50% da rede cada um;
  • 900 são de Cooperativas de Crédito Rural, sendo metade deles de Cooperativas do Sistema Ancosol;
  • 375 são de Cooperativas de Empresários, sendo 220 deles do Sistema Sicoob;
  • 1.220 pontos de Cooperativas de outras categorias, basicamente de Crédito Mútuo, sendo em número de 500 do Sistema Sicoob, 280 das Unicred´s e 280 de Cooperativas Independentes.

  

Estados com maior rede de atendimento bancário/cooperativo:

O levantamento realizado permite também divulgar as seguintes informações:

  • Dos 24.330 pontos de atendimento bancário ou cooperativo existentes no Brasil:
    1. 31% estão no Estado de São Paulo, com 7.200 pontos de atendimento;
    2. 12% estão em Minhas Gerais, com 2.700 pontos de atendimento;
    3. 10% estão no Rio Grande do Sul, com 2.200 pontos de atendimento;
    4. 8% estão no Paraná, com 1.900 pontos de atendimento;
    5. 8% estão no Rio de Janeiro, com 1.900 pontos de atendimento;
    6. 6% estão em Santa Catarina, com 1.500 pontos de atendimento;
    7. 4% estão na Bahia, com 900 pontos de atendimento;
    8. 3% estão em Goiás, com 700 pontos de atendimento;
    9. 2% estão em Pernambuco, com 500 pontos de atendimento;
    10. 2% estão em Espírito Santo, com pouco menos de 500 pontos de atendimento;
    11. 2% estão no Mato Grosso, com pouco menos de 500 pontos de atendimento;
    12. 2% estão no Ceará, com 400 pontos de atendimento;

 

Caso alguma das informações acima não confira envie o dado correto por email ou poste o seu comentário.

Desde já agradeço as contribuições. 

 

Santander Brasil teve lucro de R$ 7,382 milhões em 2010

February 22nd, 2011 No comments

São Paulo – O Santander Brasil anunciou um salto de 34% no lucro líquido do ano passado em comparação a 2009. A cifra somou 7,382 bilhões de reais.

O patrimônio líquido registrou, em dezembro, R$ 43,563 bilhões, excluindo 28,312 bilhões de reais referentes ao ágio da aquisição do Banco Real e da Real Seguros Vida e Previdência.

O índice de eficiência atingiu 34,8% no ano passado, com melhora de 1,5 ponto percentual em relação a 2009. “Este desempenho é conseqüência do aumento das receitas de margem com juros e de comissões, de 8,7% e 9,6%, respectivamente, e do controle de gastos com captura de sinergias, mantendo a evolução de despesas abaixo do índice de inflação”, afirmou o banco em comunicado.

Como se deu o crescimento - A estratégia de crescimento de crédito do Santander se baseou nos segmentos de maior rentabilidade: pessoa física e PMEs. Como consequência, a carteira de crédito alcançou R$ 160,558 bilhões, crescendo em doze meses 16,0% ou 22,164 bilhões de reais.

Fonte: Exame

Itaú Unibanco encerra 2010 com lucro de R$ 13,3 bilhões

February 22nd, 2011 No comments

SÃO PAULO – O Itaú Unibanco divulgou nesta terça-feira lucro líquido no ano de 2010 de 13 bilhões de reais, incremento de 24,1 por cento na comparação com o ano anterior.

A carteira de crédito do maior banco privado do país terminou o ano passado em R$ 335,5 bilhões, alta de 20,5 por cento em 12 meses.

O Itaú Unibanco tinha em dezembro R$ 755,112 bilhões em ativos, avanço de 24,1 por cento sobre o final de 2009.

Fonte: Estadão

Banco do Brasil e CEF divulgam resultados de 2010

February 17th, 2011 No comments

As duas maiores instituições financeiras públicas divulgaram nos últimos dias os resultados do ano de 2010:

Banco do Brasil:

  • Lucro líquido de R$ 11,703 bilhões, o que representa aumento de 15,3% sobre os R$ 10,148 bilhões de 2009
  • Patrimônio líquido alcançou R$ 50,4 bilhões ao final de dezembro, o que representa um crescimento de 39,6%
  • Recursos administrados de R$ 360,2 bilhões, cifra 17,4% acima dos R$ 306,7 bilhões na comparação com dezembro de 2009
  • Carteira de crédito somava R$ 358,366 bilhões, 19,1% maior que em 2009
  • Ativos totais de R$ 811,2 bilhões, crescimento de 14,5%

Caixa Econômica Federal:

  • Lucro líquido de R$ 3,8 bilhões, um aumento de 25,5% sobre 2009
  • Carteira de crédito total terminou dezembro em R$ 175,8 bilhões, com alta de 41,3% em 12 meses
  • Ativos atingiram R$ 400,6 bilhões ao fim de dezembro de 2010, uma expansão de 17,4%

Fonte: Estadão e O Globo

Banrisul alcança lucro de R$ 741 milhões em 2010

February 17th, 2011 No comments

Porto Alegre – O Banrisul acumulou, em 2010, lucro líquido de R$ 741,2 milhões, 37% acima do obtido no mesmo período do ano passado. O resultado gerado corresponde a uma rentabilidade anualizada de 20,4% calculada sobre o patrimônio líquido médio. O desempenho no período reflete a contenção de despesas, a sustentação do crescimento do crédito e a ampliação de serviços prestados pelo Banco.

Até o final de dezembro de 2010, o patrimônio líquido do Banrisul alcançou R$ 3,9 bilhões, apresentando crescimento de 13,1% em relação ao montante registrado em dezembro de 2009 e um aumento de 197,7% no comparativo com dezembro de 2006. Já os ativos totais do Banco alcançaram R$ 32,1 bilhões, ao final de dezembro de 2010, com incremento de 10,5% sobre dezembro de 2009.

O volume de operações de crédito da instituição totalizou R$ 17 bilhões ao final de dezembro de 2010, saldo que ultrapassa em 27% a posição alcançada em dezembro de 2009. No acumulado dos últimos quatro anos o aumento foi de 167,9%.

Os recursos captados e administrados atingiram o saldo de R$ 25,1 bilhões ao final de dezembro de 2010, volume 14,6% acima do montante registrado no mesmo mês do ano anterior.

O índice de inadimplência superior a 60 dias, em dezembro de 2010, foi de 2,45% do total da carteira de crédito, com uma redução de 0,9 pontos percentuais em comparação com o indicador apresentado em dezembro de 2009. O

O índice de eficiência alcançou a marca histórica de 47,8% nos 12 meses de 2010, percentual que está em linha com os indicadores apresentados pelas demais instituições financeiras de grande porte do País.

Em 2010, o Banricompras, com 96,3 mil pontos cadastrados, registrou uma movimentação financeira de R$ 4,8 bilhões, provenientes de 70,9 milhões de transações. Em comparação ao mesmo período do ano anterior, os valores foram superiores em 25% e 15,8%, respectivamente.

Fonte: Revista Fator

Juros do cheque especial e do empréstimo estão mais altos

February 15th, 2011 No comments

Tanto o cheque especial quanto o empréstimo pessoal tiveram altas de janeiro para fevereiro “depois de um período de estabilidade”, lembra Helena. O juro do limite da conta subiu 0,16%, enquanto o empréstimo pessoal teve alta de 0,05 ponto porcentual.

  • A taxa média de juros no cheque especial passou de 9,13% para 9,29% ao mês.
  • A do crédito pessoal saltou de 5,34% para 5,39% mensais.

As altas repassadas ao consumidor têm a ver com o aumento da taxa básica de juros (Selic) feita na primeira reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). “E outras ações do governo que começaram no ano passado relacionadas à contenção do crédito”, explica Helena.

E a perspectiva não é das melhores. Segundo o próprio BC, a taxa Selic deve alcançar 12,5% ao ano até dezembro. Hoje a taxa está em 11,25% ao ano. “Isso mostra que as taxas médias do cheque especial e do empréstimo pessoal também vão subir”, analisa a técnica do Procon-SP.

O Procon-SP faz o levantamento de taxas de juros bancárias mensalmente e analisa os sete maiores bancos do País (Banco de Brasil, Bradesco, Caixa, HSBC, Itaú Unibanco, Santander e Safra).

O aumento nos juros do cheque especial ocorreu em cinco dos sete bancos pesquisados:

  • Bradesco (de 8,45% para 8,79% ao mês),
  • Santander (de 9,66% para 9,96%),
  • HSBC (de 9,55% para 9,80%),
  • Banco do Brasil (de 8,05% para 8,15%) e
  • Itaú (de 8,75% para 8,85%).

No empréstimo pessoal, apenas o Itaú (de 6,02% para 6,30% ao mês) e o Bradesco (de 6,00% para 6,04% ao mês) elevaram o juro.

Fonte: Estadão

Lucro da Cielo cresce 19% em 2010 e soma R$ 1,8 bilhão

February 13th, 2011 No comments

SÃO PAULO – A Cielo, empresa que credencia estabelecimentos comerciais para bandeiras de cartões, anunciou lucro líquido de R$ 1,830 bilhão para o ano de 2010, expansão de 19,1% ante o ano anterior. O resultado foi apresentado no padrão contábil internacional IFRS.

O novo ambiente competitivo pressionou as margens, os preços e a nossa participação de mercado“, destaca a empresa no demonstrativo de resultados, referindo-se à abertura do mercado de credenciamento. “Este novo cenário continuará representando um grande desafio e demandando ajustes em 2011.”

A Cielo registrou maior volume de operações em seus terminais. A empresa capturou R$ 74,1 bilhões em transações com cartões de crédito e débito no quarto trimestre, representando um aumento de 20,4% sobre o registrado no mesmo período de 2009 e de 10,1% ante o terceiro trimestre de 2010. Desse total, R$ 44,9 bilhões (61%) foram transações com cartões de crédito. Ao todo, foram 1,108 bilhão de transações processadas pelos terminais da empresa.

A razão do crescimento no faturamento da empresa foi a expansão do mercado de cartões de crédito, que teve alta de 20% nos volumes em 2010, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Outro fator foi a abertura do mercado de credenciamento. Desde julho, o contrato de exclusividade da Cielo com a Visa acabou e a empresa começou a prestar serviços para outras bandeiras, aumentando o total de transações em seus terminais (chamados de POS). A Cielo começou a capturar transações para a MasterCard, American Express, Sorocred e Ticket.

Fonte: Estadão

Lucro do Bradesco cresce 25% em 2010 e atinge R$ 10,022 bilhões

February 1st, 2011 No comments

SÃO PAULO – O Bradesco anunciou lucro líquido contábil de de R$ 10,022 bilhões, aumento de 25,1% ante o ano anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido médio ficou em 22,7%.

A expansão do lucro do banco decorre do forte crescimento das operações de crédito, principalmente para pessoas jurídicas, e do mercado de seguros, que respondeu por 29,1% dos ganhos do banco.

A carteira de crédito, incluindo avais e fianças, fechou o quarto trimestre em R$ 274,2 bilhões, evolução de 20,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. As operações com pessoas físicas totalizaram R$ 98,122 bilhões (crescimento de 19,5% na comparação anual), enquanto as operações com pessoas jurídicas atingiram o montante de R$ 176,105 bilhões (crescimento de 20,6%).

O banco encerrou 2010 com ativos totais de R$ 637,485 bilhões, crescimento de 25,9% em relação a 2009. Já o patrimônio líquido ficou em R$ 48,043 bilhões, 15,1% superior ao saldo de dezembro do ano anterior.

No ano de 2010, o lucro líquido ajustado totalizou R$ 9,804 bilhões, apresentando uma evolução de 29,2% ante 2009.

INVESTIMENTOS PARA 2011:

O Bradesco prevê investir R$ 5 bilhões este ano, expansão de 30% ante o ano passado, disse o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi. O foco do banco é o mercado brasileiro e a expansão orgânica, destacou.

A meta do Bradesco é abrir 183 novas agências em 2011, número acima do total de novas unidades inauguradas em 2010, que somaram 174. Além disso vai investir em tecnologia e em uma nova arquitetura de sistemas, para aprimorar o atendimento do banco aos clientes. O Bradesco fechou o ano com 60,2 milhões de clientes.

Fonte: Estadão

BTG Pactual compra controle do Panamericano por R$ 450 milhões

February 1st, 2011 No comments

O BTG Pactual anunciou na noite de segunda-feira a compra do controle do problemático Banco Panamericano por 450 milhões de reais, em uma operação que marca a entrada do conglomerado financeiro de André Esteves no varejo bancário.

O BTG acertou a aquisição da totalidade da participação do Grupo Silvio Santos no Panamericano, assumindo 51 por cento das ações ordinárias do banco e quase 22 por cento das preferenciais, representativas de 37,6 por cento do capital total.

“A aquisição representará a criação de uma quarta linha de negócios para o Banco BTG Pactual no Brasil. O Panamericano será uma plataforma independente de distribuição de produtos e crédito para o varejo“, disse Esteves, presidente-executivo do BTG Pactual, em comunicado. A instituição já atuava nas áreas de banco de investimentos, gestão de recursos e gestão de fortunas.

Silvio Santos não foi pago em dinheiro, mas em recebíveis do BTG, de André Esteves, no valor de R$ 450 milhões. Repassou esses títulos para o FGC e amortizou a dívida que tinha por causa do Panamericano. Cabe agora ao BTG definir quando vai pagar o FGC. O banco de André Esteves tem até 2028 para fazer isso, pagando uma correção 13% ao ano. Se decidir levar a dívida até o prazo final, terá pago R$ 3,8 bilhões ao FGC.

Saiba mais sobre o rombo do Banco Panamericano no link http://cooperativismodecredito.com.br/news/tag/banco-panamericano/

Fonte: O Globo

Rombo do Panamericano pode ser de R$ 4 bi e BTG Pactual é possível comprador

January 31st, 2011 No comments

Indefinição na fixação do preço de venda do Banco Panamericano fez com que fosse suspendida a divulgação do balanço do 3º trimestre de 2010 que seria feita nesta segunda-feira.

SÃO PAULO – O Banco Panamericano anunciou no início do final  de semana que o rombo em suas contas pode chegar a R$ 4 bilhões, o que representa R$ 1,5 bilhão acima do que o Banco Central (BC) havia calculado anteriormente.

BTG Pactual poderá adquirir parte do Panamericano

Algumas informações dão conta de que o BTG Pactual está em adiantadas negociações com Sílvio Santos para a compra dos 49% de participação do Panamericano que são de propriedade do apresentador. O valor da negociação inicialmente divulgado seria de de R$ 4 bilhões, mas atualmente a negociação está esbarrando justamente na definição deste valor.

  • O Banco BTG Pactual nasceu da união do Banco Pactual e da BTG, instituição fundada por André Esteves (ex-diretor de Renda Fixa, Câmbio e Commodities do UBS AG, ex-presidente e CEO do UBS na América Latina e ex-CEO do Banco Pactual), Persio Arida (ex-presidente do Banco Central do Brasil), um grupo de sócios veteranos do Banco Pactual e executivos do UBS.
  • O BTG Pactual é o 11º maior banco brasileiro e em set/10 administrava ativos de R$ 46 bilhões.

O Banco Panamericano é o 20º maior banco do país. Ele administra no total R$ 12,6 bilhões, dos quais R$ 4 bilhões (32%) podem ter virado pó. O patrimônio líquido do Banco é de apenas R$ 1,6 bilhão.

Em se concretizando a venda do Panamericano o valor será utilizado para a  nova capitalização do Banco Panamericano e para amortizar a dívida junto ao Fundo Garantidor.

Leia todas as notícias sobre o Banco Panamericano no link http://cooperativismodecredito.com.br/news/tag/banco-panamericano/

 

A tabela abaixo demonstra  as maiores instituições financeiras do Brasil por ordem de Ativos Administrados.

Instituições Financeiras por Volume de Ativos - Setembro de 2010

 Fonte: Estadão, Reuters e Portal do Cooperativismo de Crédito

Murilo Portugal sucede Fabio Barbosa na presidência da Febraban

January 19th, 2011 No comments

Esta é a primeira vez que a federação será comandada por um executivo não ligado a um dos grandes bancos

SÃO PAULO – A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou nesta quarta-feira, 19, o economista Murilo Portugal como seu novo presidente. A posse do executivo deverá ocorrer na terceira semana de março, após assembleia geral que aprovará as mudanças no estatuto social da entidade.

O executivo vai suceder Fabio Barbosa, presidente do Santander Brasil, que está no comando da Febraban desde 2007. Seu mandato se encerra em março. Barbosa também está deixando o comando do banco. A partir de fevereiro, será presidente do conselho de administração do Santander. Já o comando do banco ficará, a partir de 4 de fevereiro, com o diretor geral Marcial Portela.

É a primeira vez na história que a Febraban é comandada por um executivo não ligado a um dos grandes bancos que fazem parte da federação. No início de 2010, a Febraban anunciou que iria profissionalizar sua gestão e contratou uma consultoria para buscar um novo presidente no mercado. O processo levou quase um ano para se concretizar.

“A escolha de Murilo Portugal representa mais um passo importante na profissionalização da gestão da Febraban”, diz comunicado enviado há pouco pela entidade. Segundo a nota, a missão do novo presidente será “dar continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido no sentido de buscar que o setor bancário tenha as condições e os instrumentos para desempenhar o papel que a sociedade dele espera.”

Desde sua fundação, em 1967, a Febraban tem sido comandada por profissionais indicados pelos grandes bancos. Era um sistema de rodízio que, nos últimos anos, com a concentração do setor bancário, se restringiu a Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Real. Antes de Fabio Barbosa, a Febraban era comandada por Márcio Cypriano, que também era presidente do Bradesco.

Portugal é carioca, formado em direito pela Universidade Federal Fluminense e tem pós-graduação em economia pela Universidade de Manchester. Desde 2006 é funcionário do Fundo Monetário Internacional (FMI), no qual ocupa o cargo de subdiretor-geral.

Portugal trabalhou tanto na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva como na de Fernando Henrique Cardoso. Foi por dois anos (2005 e 2006) secretário executivo do Ministério da Fazenda, na época comandado por Antonio Palocci. Quando Palocci caiu em meio a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, Portugal foi cogitado para sucedê-lo. O presidente Lula preferiu indicar Guido Mantega para o cargo e o economista optou por deixar o governo, pois foi trabalhar lá a convite de Palocci. No governo de FHC, foi secretário do Tesouro.

Fonte: Estadão

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Concorrência derruba as taxas de cartões para lojistas em até 40%

January 19th, 2011 No comments

Ritmo de queda das taxas após novas regras para o setor vem surpreendendo analistas, que esperavam um movimento de redução mais gradual; previsão é que efeitos já se reflitam nos resultados da Cielo e da Redecard, as duas maiores do setor

Com o aumento da concorrência no setor de cartões, os lojistas estão conseguindo renegociar com as empresas e as taxas cobradas por transação realizada pelos consumidores com este meio de pagamento estão caindo. A queda está surpreendendo analistas, que já preveem redução das receitas e dos lucros da Cielo e da Redecard, as duas maiores credenciadoras de estabelecimentos comerciais.

A Agência Estado apurou que algumas grandes redes conseguiram redução de até 40% nas taxas, como é o caso da Pague Menos, uma das maiores redes de drogarias do Brasil. Para a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), as taxas devem continuar recuando, conforme a competição aumente e novas empresas passem a operar no mercado.

O presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Júnior, destaca que, desde a abertura do mercado de credenciamento, em julho de 2010, alguns lojistas estão conseguindo isenção na locação das máquinas e redução de até 35% na taxa por transação. Segundo ele, essa taxa média, que variava de 3% a 5% antes do fim da exclusividade da Cielo e Redecard, está, atualmente, entre 2,5% e 4,5%. Essa variação ocorre de acordo com a característica dos estabelecimentos comerciais. A expectativa de Pellizzaro Júnior é de que a taxa média recue para o intervalo de 1,5% a 2,5%.

As renegociações das taxas se intensificaram no quarto trimestre de 2010, puxadas pelas grandes redes varejistas. Os resultados efetivos só devem ser conhecidos a partir de fevereiro, quando a Redecard e a Cielo divulgam seus resultados financeiros. Em uma reunião com analistas de mercado em dezembro, o presidente da Cielo, Rômulo de Mello Dias, já antecipou que os resultados da empresa viriam piores no quatro trimestre por conta das renegociações dos contratos com grandes varejistas. Procuradas, Cielo e Redecard não se pronunciaram sobre o assunto, por estarem em período de silêncio.

Os analistas do Goldman Sachs Carlos Macedo, Jason Mollin e Wesley Okada esperavam que as taxas cobradas dos lojistas fossem caindo lentamente. Mas a redução veio acima do esperado, por conta da renegociação com grandes varejistas.

A redução das taxas é “uma briga histórica” dos supermercados com as credenciadoras, afirma o vice-presidente e diretor de comunicação da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Orlando Morando.

Segundo ele, os porcentuais cobrados chegaram a equivaler a 4,5% dos valores transacionados, sobretudo nos pequenos comércios. “Isso era maior que o resultado líquido das nossas operações, que fica na faixa dos 3%”, diz Morando, acrescentando que as taxas, atualmente, situam-se na média dos 3%, considerando a média entre os associados da Apas. No entanto, entre os pequenos comércios podem variar ainda entre 3,5% a 4%

Fonte: Estadão

BACEN põe fim ao monopólio do crédito consignado

January 17th, 2011 No comments

Bancos estão proibidos de criar qualquer tipo de contrato que restrinja o acesso de clientes a operações de crédito ofertadas por concorrentes

O Banco Central proibiu ontem que instituições financeiras criem qualquer tipo de contrato que restrinja ou impeça o acesso de clientes a operações de crédito ofertadas por concorrentes. A medida vale para todos os tipos de crédito, mas o caso mais evidente é o do crédito consignado – aquele que conta com taxas mais baixas para o consumidor porque tem garantia quase total de que será honrado.

Além de estimular a eficiência do setor, o BC espera a redução do spread – a diferença entre a taxa captada pelos bancos e a cobrada aos clientes.

A exclusividade no consignado é mais fácil de ser detectada. Muitos convênios assinados para repassar a folha de pagamento de servidores entre bancos e prefeituras, por exemplo, eram condicionados a esse monopólio. “A exclusividade pode acarretar desvantagens ao cliente, pois ele não tem a possibilidade de escolher a taxa mais barata”, explicou o procurador do BC, Isaac Ferreira.

A vedação põe fim a uma novela que atinge há anos milhares de clientes, principalmente de servidores públicos. Antes da decisão, o BC e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) viviam um impasse sobre suas atribuições no âmbito da concorrência do setor financeiro. Essa indefinição deixava em suspenso a avaliação de denúncias contra alguns bancos.

É o caso da acusação feita em junho do ano passado pela Federação dos Servidores Públicos Municipais e de 11 Estados, a Fesempre. A entidade revelou que o Banco do Brasil detinha o monopólio na concessão de consignado aos órgãos em que é responsável pela folha de pagamento.

Punições. Até agora, o episódio da Fesempre não foi avaliado porque Cade e BC não se entendiam sobre a quem competia a função. Depois de parar na Justiça, o BC assumiu a responsabilidade. A decisão, no entanto, vale apenas a partir de agora e os contratos existentes não serão considerados ilegais. Quem descumprir as novas normas, porém, pode ser punido, desde advertência e multa até o cancelamento da inscrição do banco no BC.

O advogado que representa a Fesempre, Vicente Bagnoli, afirmou que continuará com seu processo no Cade, mas o procurador do BC deixou claro que caberá à autoridade monetária o acompanhamento de casos desse tipo. “O BC tem hoje a segurança jurídica de que é a entidade competente para regular e dispor sobre condições de concorrência entre os bancos”, disse Ferreira.

Em agosto de 2010, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou um caso sobre a competência do BC e do Cade. A interpretação da sentença do STJ, porém, foi diferente para as instituições. O BC utilizou o processo para começar a atuar de fato na área. O Cade vê com restrições o ganho de causa concedido ao BC. O acórdão ainda não foi publicado e poderá ser decisivo.

?Fonte: Estadão

39,5% não têm conta bancária, diz Ipea

January 12th, 2011 No comments

Estudo aponta maior bancarização na Região Sul e menor na Região Nordeste e revela perfil dos que desejam se tornar correntistas

Uma expressiva parcela da população brasileira ainda permanece excluída do sistema bancário. Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado ontem, indica que 39,5% dos brasileiros não têm conta em banco. A porcentagem é ainda maior na Região Nordeste: 52,6%. Já a Região Sul aponta a menor porcentagem, com 30% da população sem acesso a bancos.

Segundo o estudo, as mulheres constituem a maior parte da população fora da rede das instituições financeiras. Atualmente, 55,5% das mulheres do País possuem conta, ante 66% dos homens. Já a população jovem está tendo acesso mais cedo aos serviços bancários, enquanto os maiores de 45 anos tiveram avanço menor. Dos entrevistados entre 18 e 24 anos, 51,9% declararam ter conta, mas apenas 11,8% têm a conta há mais de cinco anos.

Dos brasileiros excluídos do sistema bancário, 40,6% desejam ter uma conta corrente e 26,6% acreditam ter condições financeiras necessárias e atrativas para as instituições. O porcentual daqueles que almejam uma conta é maior nas seguintes faixas da população: mulheres jovens (com menos de 24 anos), pessoas com ensino fundamental completo, pessoas com renda de até dois salários mínimos mensais e residentes nas Regiões Norte e Nordeste.

ESCOLHA: A motivação para a escolha da instituição financeira tem características regionais bem definidas, segundo o estudo. A influência da empresa onde o cidadão trabalha é a única exceção, já que é fator decisivo em todas as partes do País, com destaque para o Sudeste.

A tradição no relacionamento com o banco, pessoal ou familiar, tem grande relevância na Região Sul, sendo seu valor quase o dobro do índice nacional.

Já a confiança na instituição tem maior importância nas regiões menos desenvolvidas economicamente, como Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A localização do banco, por sua vez, tem peso destacado na Região Sudeste e a falta de alternativas, no Norte.

A compreensão sobre a principal função de um banco, outro aspecto abordado na pesquisa, também apresenta diferenças regionais. No Sudeste e Sul, há uma menor percepção da relevância da concessão de crédito em comparação com o resultado nacional. Já nas regiões menos desenvolvidas economicamente, como Nordeste e Norte, os entrevistados atribuem maior importância a essa atividade.

Na divisão por sexo, o estudo mostra que os homens dão maior importância ao crédito do que as mulheres (5,4% e 3,6%, respectivamente). O público feminino, por outro lado, se mostra mais interessado nos produtos e serviços oferecidos pelos bancos, com 31,4% ante 24,4% dos homens.

Para a elaboração do indicador, o Ipea ouviu 2.770 brasileiros em todos os Estados. A margem máxima de erro por região é de 5%.

Fonte: Estadão

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Uso de celular em instituições financeiras é proibido em Minas Gerais

December 21st, 2010 No comments

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou em votação na noite desta quinta-feira (16) um projeto de lei que proíbe a utilização de telefone celular dentro de instituições financeiras, como agências bancárias e cooperativas de crédito. O objetivo é evitar crimes conhecidos como ‘saidinha de banco’.

Segundo informações da assessoria da ALMG e do relator do projeto – o deputado Rômulo Veneroso (PV) -, em supermercados e farmácias que ofereçam serviços bancários com caixas eletrônicos, por exemplo, o uso de celulares ainda não foi regulamentado e não é proibido pelo projeto de lei.

Se sancionada, a lei vai proibir o uso de telefones móveis por funcionários de bancos e de empresas que prestam serviços dentro de cooperativas de crédito e agências bancárias, de acordo com o relator do projeto. As multas para quem infringir a lei variam de R$ 2 mil a R$ 10 mil, segundo informações da ALMG.

Fonte: G1

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Ricardo Coelho: Cadastro Positivo – Promessa ou Dívida?

December 9th, 2010 No comments

Ricardo Coelho é consultor para Cooperativas de Crédito

Após anos de discussões, teremos dentro de alguns meses o Cadastro Positivo (CP).  Algo usual em paises como EUA, México, Tunísia e Argentina. Ele tem o apoio do governo que o vê como suporte na redução das taxas de juros no varejo, preferencialmente das pessoas físicas (PF), pois as informações das jurídicas já são razoavelmente tratadas quando consultadas por “bancos”. Em síntese o Cadastro Positivo é o inverso do cadastro negativo (Serasa, SPC …) onde usualmente consultamos restritivos cadastrais. No Cadastro Positivo, as instituições “credenciadas” como: bancos; financeiras, indústria e comércio passam a consultar um banco de dados com históricos de bons tomadores de crédito, inclusive sua adimplência na conta de água, luz, fone e seus dados de emprego e renda.

Em conceito, qualquer instituição “financeira” ao perceber que um determinado cidadão tem um bom histórico de pagamentos, poderá ofertar-lhe crédito, com taxas menores e prazos maiores. Isto, em tese, permitirá menor risco as instituições, com reflexo na redução na taxa média de juros e no crescimento saudável do volume do crédito aos clientes. Os defensores do Cadastro Positivo alegam que, no modelo atual – cadastro negativo – os bons acabam pagando pelos maus, contudo, para outros, não estar no negativo, significa ser positivo, pois honra seus compromissos.

Para os defensores do Cadastro Positivo, será a redescoberta da roda. Mas tenho sérias dúvidas se os clientes serão realmente beneficiados, ainda mais, na grandeza dos discursos daqueles entusiastas do Cadastro Positivo. Comento isto por estarmos no Brasil. E este já demonstrou por inúmeras vezes ao mundo que trata-se de um mercado “único”. Aqui, vivência, cautela e astúcia são requisitos básicos para o sucesso de qualquer ação comercial, ainda mais se for cópia “bruta” de preceitos homologados em paises desenvolvidos. A história recente está cheia de homéricas “cópias” de fracassos.

Assim, pela relevância do assunto a todas as instituições financeiras, inclusive as Cooperativas de Crédito, desenvolvo este texto visando subsidiar o leitor na criação de suas reflexões e julgamento. Dessa maneira procuro evitar algo perigoso, especialmente nesse tema novo, que é ser conduzido por visões empíricas, superficiais, acadêmicas ou entusiastas. Informo que o texto é baseado em minha leitura do cenário atual, portanto deixo-os livres para discordar de parte ou do todo.

Importante: Sintetizo as visões macros sobre o tema, apontando em simples tópicos quais são os pontos fortes e fracos do Cadastro Positivo, além de seus ganhadores e perdedores e as minhas conclusões.

Pontos fortes do Cadastro Positivo:

  1. Ampliação do acesso ao crédito, mesmo de cliente negativados
  2. “Criação” de uma agência de rating pessoal
  3. Melhores condições para os bons pagadores
  4. Mais informação à menor juros

Pontos fracos do Cadastro Positivo:

  1. Falta de Cultura financeira aos brasileiros
  2. No Brasil – Taxa não é diferencial
  3. Por que doravante acreditar nas instituições financeiras?
  4. Por que uma grande instituição iria fomentar o Cadastro Positivo?
  5. Qual será o ganho financeiro a um bom cliente bancarizado?
  6. Discriminação “potencializada”
  7. O estouro da “bolha” tupiniquim
  8. Des-Cadastramento autônomo – O grande calcanhar de Aquiles
  9. Outros calcanhares de Aquiles do CP
  10. Informalidade no CP
  11. A velocidade do crescimento & Utilidade & Crença no CP.

 

Ganhadores & Perdedores

 

Como está sendo conduzido o Cadastro Positivo, ganharão os “bancos”, pela redução dos riscos sem contrapartida na redução de taxas, em especial por estarmos lançando-o em meio a uma forte crise mundial e uma ríspida escassez de crédito interno. Neste ambiente, o Cadastro Positivo servirá perfeitamente para que os “bancos” emprestem de forma hiper-seletiva e criteriosa, pois crise na empresa é crise no emprego. Ganha também as entidades que virem a gerir seus Cadastros Positivos, em especial pelo agravamento desta “reserva de mercado”. Está no plural, pois certamente teremos mais de uma entidade (Bureau): Serasa; Equifax, Associação Comercial de São Paulo, … . Ou seja, tudo leva a crer que cada uma armazenará unicamente dados alimentados pelas operações de crédito de seus “bancos” associados, o que significa que seu nome poderá estar como ótimo pagador apenas no bureau do qual seu “banco” é associado. Consequentemente sem histórico positivos no(s) bureau(s) concorrente(s).

Perde a sociedade, em especial as classes C e D, (80% da população), pois não tendo “poupança”, dependem do crédito para realizar seus “sonhos”. Ou seja, permanecerá o tratamento desigual aos desfavorecidos socialmente. Perde o governo, ao não obter, novamente, eficácia na sua boa intenção de elevar a “sociabilização” do crédito com redução de taxas para uma grande massa da população.

 

Conclusão

 

Mas não há mágica a fazer. Precisamos, concomitante ao Cadastro Positivo, ajudar o Brasil a ter sucessivos anos de prosperidade econômica, uma redução nos gastos do governo e que pague gradualmente menos para rolar sua dívida, que desenvolva uma cultura de gestão financeira na sua população, que fomente a real “portabilidade” do crédito, entre outras melhorias.

Realmente o Cadastro Positivo tem preceitos interessantes, e com sua aprovação teremos a possibilidade de aprender a usá-lo como uma poderosa ferramenta. Mas, primeiramente, é mister que encontremos formas de sintonizá-la a nossa realidade, pois só assim, poderá vir a ser uma eficaz ferramenta na “sociabilização” do crédito massificado, permitindo uma melhoria do padrão de vida de uma enorme casta de menos favorecidos de nossa sociedade. Este foi o motivo pelo qual o “governo” comprou a idéia, vendida por aqueles que a reconhecem como solução “eficaz” mundo afora. Caso contrário será uma solução social inglória, potencializada por sua aprovação durante um momento de extrema turbulência financeira e de escassez de crédito.

Devemos atentar para que não se repita o cenário onde o governo, norteado de boas intenções, é “combalido” pela astúcia dos profissionais das instituições financeiras. Algo como o “insólito” esforço do governo para a redução de tarifas bancárias de 12/2007. Se a sociedade, aqui representada pelos seus legisladores e pelos reguladores, não for astuta, tendemos a novamente dar um tiro no pé da população, disparado pelos “bancos”, por uma arma doada pelo governo.

É importantíssimo frisar que, até pouco tempo, países desenvolvidos como os EUA, viviam um cenário de hiper-oferta de crédito, alta empregabilidade e ótimo fluxo de capitais. Contudo, mesmo tendo o Cadastro Positivo há décadas, permitiram um inferno astral créditício, seja pelo fatídico Subprime imobiliário, ou por inúmeras outras estripulias, como a de permitir que um único cidadão chegue a ter 13 cartões de crédito. Ou seja, ter um banco de dados com este quilate, e não ter métricas e políticas sociais para utilizá-lo, pouco ajuda na redução do risco do crédito, e no objetivo maior, que é facilitar o acesso ao crédito barato a um maior número de pessoas.  

Acreditando na breve aprovação do Cadastro Positivo, de forma prática, concluo que seria prudente monitorar os dois primeiros anos do Cadastro Positivo para ver se realmente este grande “boing” terá condições de aterrissar em nossa pista curta, com buracos, mal sinalizada, sem torre de comando e debaixo de muita chuva. Devemos torcer para que o piloto seja muito bom, pois só assim o nosso Cadastro Positivo agregará real valor à sociedade. Caso contrário será mais um modismo conceitualmente interessante, mas sem os reais benefícios sociais apregoados, além de consumir nossos recursos e nos tirar do foco de “incêndios” reais.

Leia o texto completo no link http://www.ricardocoelhoconsult.com.br/artigo27.php

Senado aprova criação de cadastro do bom pagador

December 5th, 2010 No comments

O Senado aprovou ontem o projeto que cria o cadastro positivo, uma lista de bons pagadores que ficará à disposição das instituições financeiras para consulta. A ideia é que, de posse das informações, as instituições financeiras possam cobrar juros mais baixos de quem paga suas contas em dia e taxas mais altas daqueles que já atrasaram pagamentos no passado – e que, portanto, estariam mais propensos a voltar a fazer isso novamente.

O texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O projeto aprovado pelo Senado, porém, não determina como deve ocorrer a implementação do cadastro. O projeto diz apenas que os consumidores devem informar aos sistemas de proteção ao crédito, para a formação do cadastro positivo, as “características e o adimplemento das obrigações contraídas” em serviços de crédito ou financiamento.

O governo vai regulamentar o funcionamento do cadastro por meio de decreto ou medida provisória. “A regulamentação será feita por MP, no que for possível fazer por medida provisória, e por decreto, no que for possível fazer por decreto”, disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Ainda não está definida a data para a regulamentação do cadastro, uma vez que não há consenso sobre todos os pontos da matéria.

O Executivo defende a aprovação do cadastro positivo como uma iniciativa que possa ajudar na redução dos juros bancários. O governo espera que, com o cadastro, os bancos conheçam mais detalhes do histórico de clientes que estejam sempre em dia no pagamento de suas dívidas, diferentemente do que acontece hoje em dia com os cadastros negativos, que só possuem em seus bancos de dados os nomes daqueles que acabam inadimplentes em seus financiamentos. O raciocínio é que uma pessoa que sempre pagou seus compromissos em dia no passado tende a continuar fazendo isso no futuro.

O cadastro positivo é formado por informações sobre contratos de financiamento assinados nos últimos anos e que não tenham tido parcelas pagas em atraso. O Senado optou por aprovar a versão simplificada do cadastro positivo, deixando de lado outro projeto de iniciativa da Cãmara dos Deputados com uma regulamentação extensa do assunto. “O projeto da Câmara é melhor porque dá garantias individuais, que vão ficar esperando ainda decreto”, criticou o deputado Maurício Rands (PT-PE).

Fonte: Jornal do Comércio

CMN aprova regras para bônus de executivos financeiros

December 5th, 2010 2 comments

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou regulamentação sobre a política de remuneração de administradores do sistema financeiro. De acordo com o voto aprovado nesta quinta-feira, a nova regra diz respeito às instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central (BC) exceto cooperativas de crédito, sociedades de crédito ao microempreendedor e empresa de pequeno porte, além de administradoras de consórcio.

Segundo o BC, o objetivo da criação das novas regras é “alinhar as políticas de remuneração com os riscos assumidos pelas instituições financeiras”. Além disso, a equipe econômica pretende “desestimular comportamentos capazes de elevar a exposição ao risco das instituições financeiras a níveis superiores aos considerados prudentes a curto, médio e longo prazos“.

Há, ainda, mudança na regra para remuneração dos administradores das áreas de controle interno e de gestão de riscos, que será “segregada do desempenho das áreas de negócios por eles controladas”. “Políticas inadequadas de remuneração têm sido apontadas como causas que contribuíram para a última crise financeira. No âmbito do G-20, o Brasil assumiu compromisso de implementar boas práticas para gestão deste tipo de risco”, cita o voto aprovado pelo CMN.

O texto foi mantido em audiência pública por 90 dias. No período, o BC “recebeu comentários e sugestões de aperfeiçoamento do texto da norma de órgãos do governo federal, de integrantes do parlamento, de entidades representativas de segmentos do mercado financeiro, de instituições financeiras individualmente e do público em geral”. “As contribuições recebidas ajudaram a tornar as disposições normativas mais consistentes e adequadas à realidade brasileira”, cita o voto.

 As novas regras preveem que os salários de executivos das instituições financeiras deverão ser pagos de duas formas: valor fixo ou valor fixo acrescido de variável. A mudança vale para cargos da diretoria e superiores.

Quando houver pagamento da parcela variável, o empregador deve seguir algumas regras. Primeiro, o pagamento deve considerar o desempenho do próprio executivo, além da unidade de negócios do funcionário, de toda a instituição e também da instituição em relação aos riscos assumidos pela gestão.

O pagamento poderá ser feito em dinheiro, ações, instrumentos baseados em ações – como as stock options – ou outros ativos. Mas a nova regra prevê que o mínimo de 50% do pagamento variável deve ser em ações ou instrumentos baseados em ações – como as stock options – da própria instituição financeira. Além disso, no mínimo 40% da remuneração variável deve ser paga posteriormente, ao longo de um cronograma de até 3 anos.

Outra mudança prevê a criação de um comitê organizacional de remuneração para empresas de grande porte, como as companhias abertas ou as que têm comitê de auditoria.

Ao apresentar a mudança, o chefe do Departamento de Normas do BC, Sérgio Odilon dos Anjos, foi questionado se as mudanças eram reação ao problema observado no Banco PanAmericano, onde pode ter havido fraude dos executivos. “Não tenho elementos para avaliar o que aconteceu no PanAmericano”, respondeu. As mudanças entram em vigor em 1º janeiro em 2012.

Fonte: Estadão

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Para conter crédito e inflação, BC eleva compulsório bancário

December 5th, 2010 No comments

O Banco Central anunciou na sexta-feira o aumento do compulsório bancário sobre depósitos à vista e a prazo e mudanças que, segundo comunicado da instituição, causarão a retirada de R$ 61 bilhões da economia.

O compulsório bancário é a quantia que os bancos são obrigados a depositar no BC. Sua elevação reduz a oferta de crédito para os clientes dos bancos, controlando, dessa forma, a pressão inflacionária.

A exigência de capital para as operações de crédito para pessoas físicas também aumentou, com a elevação de 100% para 150% do Fator de Ponderação de Risco (o que força os bancos a aumentarem em 5,5 pontos percentuais sua reserva para garantir cada crédito fornecido).

O CMN estabeleceu também um “cronograma de redução gradual do volume de depósitos que bancos podem emitir com a garantia especial concedida pelo Fundo Garantidor de Crédito”. A redução começará em janeiro de 2012, ao ritmo de 20% ao ano, e será concluída em 2016.

Segundo anúncio feito pelo BC e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o objetivo é “permitir a continuidade do desenvolvimento sustentável do mercado de crédito e dar prosseguimento à retirada gradual dos incentivos introduzidos para mitigar os efeitos da crise financeira de 2008“.

As medidas devem entrar em vigor a partir da próxima segunda-feira.

Fonte: Estadão

Rede de atendimento bancário em Santa Catarina

November 25th, 2010 No comments
O Sicoob possui a 2ª maior rede de atendimento em Santa Catarina

Com base em informações obtidas da Febraban, do Sicredi, Sicoob, Unicred, Cecred e Cresol divulgamos abaixo a quantidade de agências bancárias existentes em Sanat Catarina nesta data:

  1. Banco do Brasil: 380 agências
  2. Sicoob: 289 pontos de atendimento
  3. Bradesco: 146 agências
  4. Itaú: 100 agências
  5. Caixa Econômica Federal: 97 agências
  6. Cecred: 90 unidades de atendimento
  7. Cresol: 75 pontos de atendimento
  8. Santander: 54 agências
  9. HSBC: 51 agências
  10. Unicred: 48 pontos de atendimento
  11. Sicredi: 32 unidades de atendimento
  12. Banrisul: 23 agências

Em Santa Catarina as cooperativas detém 534 pontos de atendimento, representando 39% de toda a rede de atendimento do estado.

O Sicoob que detém a 2ª maior rede de atendimento tem 21% do total dos pontos de atendimento de Santa Catarina. O Banco do Brasil tem a maior rede de atendimento no estado visto ter adquirido o BESC (Banco do Estado de Santa Catarina), incorporando assim sua rede de atendimento no estado.

Rede de atendimento bancário no Rio Grande do Sul

November 25th, 2010 No comments

O Sicredi possui a maior rede de atendimento no Rio Grande do Sul

Com base em informações obtidas da Febraban, do Sicredi, Sicoob, Unicred e Cresol divulgamos abaixo a quantidade de agências bancárias existentes no Rio Grande do Sul nesta data: 

  1. Sicredi: 499 Unidades de Atendimento
  2. Banrisul: 398 agências
  3. Banco do Brasil: 353 agências
  4. Caixa Econômica Federal: 194 agências
  5. Bradesco: 180 agências
  6. Itaú: 176
  7. Santander: 147
  8. Cresol: 79
  9. Unicred: 62
  10. HSBC: 50
  11. Sicoob: 3

No Rio Grande do Sul as cooperativas detém 643 pontos de atendimento, representando 30% de toda a rede de atendimento do estado. 

O Sicredi que detém a maior rede de atendimento tem 23% do total.

Banco Central mostra mapa da inclusão financeira no País

November 23rd, 2010 No comments

O Brasil tem 1,4 agência bancária e 15,1 mil canais de distribuição de produtos financeiros por dez mil adultos. Os números deixam o Brasil em situação melhor que os demais países em desenvolvimento, porém bem abaixo dos países desenvolvidos. Esses e outros dados fazem parte do “1º Relatório de Inclusão Financeira do Banco Central: Construindo um Mapa da Inclusão Financeira no Brasil” divulgado na quarta-feira (17), durante o II Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira, em Brasília.

Antes de apontar alguns números do relatório, a consultora do Departamento de Normas do Sistema Financeiro do BC, Elvira Cruvinel Ferreira Ventura, explicou que o documento reflete a primeira edição do Fórum, realizado no ano passado, em Salvador. “Os resultados indicam a necessidade de, para efetivo diagnóstico, organizar e consolidar essas informações, dando início à construção do mapa da inclusão financeira brasileira”, disse.

A consultora explicou ainda que, o primeiro passo para a confecção do relatório foi organizar e consolidar dados e informações disponíveis no banco de dados do Banco Central, oriundos das instituições financeiras. Também foram utilizadas informações de outros países, como o México, para servirem de parâmetro. “Esse mapa se consubstanciará com a realização de pesquisas em parcerias institucionais e será significativo para estruturação de políticas de inclusão financeira, com metas e indicadores associados, a partir de 2011”.

No relatório são considerados canais de distribuição as agências bancárias, postos de atendimento Bancários (PAA), postos avançados de atendimento bancário eletrônico (PAE), correspondentes no País, cooperativas de crédito e postos de atendimento cooperativo (PAC).
O relatório apresenta indicadores demográficos e geográficos com relação a cada canal de distribuição, por região e unidade da Federação. Tais indicadores devem ser analisados conjuntamente, já que possuem focos distintos, porém complementares, no exame do nível de capilaridade da rede de atendimento ao usuário do sistema financeiro.

O indicador “número de agências por 10 mil adultos” revela que a Região Norte está 45% abaixo da média nacional, que é de 1,36. Da mesma forma, a Região Nordeste, que tem maior densidade demográfica, possui posição semelhante, 47% abaixo da média. Por outro lado, a Região Sul possui o maior índice, 28% superior à média nacional, seguido da região Sudeste, 27% superior, e, por último, a região Centro-Oeste, 4% acima da média.

Com relação à distribuição geográfica, o País possui 2,33 agências por mil quilômetros quadrados, embora a variação seja grande quando são comparadas as cinco regiões brasileiras. A Região Sudeste possui, aproximadamente, cinco vezes mais agências por mil km² do que a média nacional, enquanto as regiões Norte e Centro-Oeste sequer alcançam uma agência por mil km². Cabe ressaltar que contribuem para o baixo índice as extensas dimensões dessas regiões e sua baixa densidade demográfica, especialmente no tocante ao Norte.

Com o levantamento das informações, o Banco Central espera em 2011 ampliar a abordagem do tema inclusão financeira, além de aprofundar a articulação dos atores envolvidos, uma vez que estão mais claras as necessidades do setor e os objetivos pertinentes à instituição. Para tanto, está sendo realizado o II Fórum, que pretende aprofundar as discussões dos temas apresentados nesse documento”, finalizou Elvira Cruvinel.

Como desafios para aprimorar o processo de inclusão financeira da população, a consultora listou o aprimoramento e a adequação dos dados, a necessidade de massificação dos serviços de crédito, o fortalecimento da estrutura institucional, e o enfrentamento do desafio da educação financeira e do consumidor.

O ’1º Relatório de Inclusão Financeira do Banco Central: Construindo um Mapa da Inclusão Financeira no Brasil’ está disponível na íntegra no site do Banco Central. (link)

Fonte: Capitalnews.com.br

Mapa da inclusão financeira no Brasil, veja alguns dados divulgados

November 23rd, 2010 No comments

Durante o II Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira, em Brasília foi apresentado o “1º Relatório de Inclusão Financeira do Banco Central: Construindo um Mapa da Inclusão Financeira no Brasil” divulgado na quarta-feira (17).

 

 

A distribuição geográfica das instituições reflete, a grosso modo, a distribuição da riqueza no país, com maior presença na região Sudeste, seguida pela região Sul.

 

 

Os bancos públicos e privados são os principais agentes no processo de intermediação financeira, representando, em junho de 2010, 84% em termos de ativo do total do sistema financeiro, e sua atuação estende-se às regiões menos favorecidas por meio de seus vários canais de distribuição.

As cooperativas de crédito também possuem papel importante na oferta de serviços financeiros. Embora a maioria delas, organizadas em sistemas cooperativos, conte com rede ampla de canais de atendimento, tais instituições caracterizam-se por uma atuação regional, captando e aplicando localmente, ao contrário das instituições bancárias tradicionais, cujas decisões de investimento são predominantemente de âmbito nacional.

A rigor, as cooperativas conseguem reverter parte dos benefícios da atividade financeira para a comunidade local, por meio, por exemplo, de menores tarifas e de retorno das sobras financeiras. Aproximadamente 30% das cooperativas de crédito localizam-se na região Sul, quase 50% na região Sudeste, 10% na região Nordeste, 9% na região Centro-Oeste e 6% na região Norte.

 

A tabela abaixo demonstra a distribuição das agências e canais de distribuição entre os diversos estados brasileiros.

 

Fonte:  www.bcb.gov.br/?RELINCFIN

Grameen Bank vai abrir unidade no Brasil em 2011

November 23rd, 2010 No comments

Grameen Bank, que fornece microcrédito para a população carente, foi criado pelo Nobel da Paz Muhammad Yunus

O Grameen Bank, conhecido no mundo como o “banco dos pobres“, deu o primeiro passo concreto para iniciar suas atividades no Brasil. A instituição, criada pelo Nobel da Paz Muhammad Yunus, fechou esta semana um acordo para que o escritório Mattos Filho preste apoio jurídico para que a instituição de Bangladesh abra suas portas no País a partir de 2011.

Caberá aos advogados avaliar todas as regras societárias, tributárias e de regulamentação para ajudar a instituição a se adequar às condições impostas pela legislação brasileira.

Especializado na concessão de microcrédito, o Grameen Bank não terá de pagar nada pelos serviços do Mattos Filho, que doará horas de trabalho à instituição dentro do programa de advocacia gratuita (pro bono) criado pelo escritório há dez anos. “Para nós é uma honra estar nesse projeto, com essa atividade que é única no mundo”, afirmou Roberto Quiroga, sócio do Mattos Filho. A advogada Marina Procknor, que também é sócia do escritório, será a porta-voz do Grameen no Brasil, e ficará em Bangladesh por cinco semanas para entender como funciona o banco.

Uma das primeiras tarefas dos advogados será avaliar a regulamentação do setor bancário brasileiro. “Será o primeiro banco sem fins lucrativos. Teremos de ver como é a parte regulatória com o Banco Central e as autoridades“, explicou Quiroga.

Ainda não há uma definição sobre quais serão as fontes de recursos para garantir ao Grameen condições de aplicar no Brasil sua experiência de microcrédito para a população carente, atividade que garantiu à instituição e seu criador o Nobel da Paz em 2006.

Muhammad Yunus

População pobre: A ideia original do Grameen Bank data de 1976, quando Yunus lançou um projeto para avaliar as possibilidades de construir um sistema que oferecesse serviços bancários para a população pobre de áreas rurais. A primeira experiência prática ocorreu em uma região próxima à universidade em que ele lecionava.

A partir de 1983, o governo de Bangladesh editou uma lei transformando o Grameen em um banco independente. Atualmente, a população pobre que toma empréstimos no banco detém 90% das ações da instituição. Os 10% restantes são do governo.

?Fonte: Estadão

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Setor bancário é marcado por fusões e compras

November 23rd, 2010 No comments

Na última década o Brasil acompanhou uma série de aquisições e fusões de bancos dentro de seu mercado. Nos últimos anos, os mais chamativos foram a incorporação da Nossa Caixa ao Banco do Brasil, o que contribuiu para que ele se tornasse o maior do País, e a fusão do Unibanco e do Itaú, formando uma das maiores empresas do setor financeiro da América Latina.

O País acompanhou grandes movimentações das empresas no final dos anos 90, quando o HSBC entrou no mercado com a compra do Bamerindus, o Excel se firmou com a compra do Econômico e depois se juntou ao BBVA e o Bradesco adquiriu o BCN, começando uma série de compras que se estendeu até 2002, quando comprou o Banco Mercantil de São Paulo, a quinta incorporação em seis anos.

Nos últimos anos, as aquisições foram cruciais para definir o posicionamento das instituições no ranking de maiores empresas financeiras da América Latina, liderada por brasileiros.

O Bradesco, que era o maior banco privado, foi ultrapassado pelo Itaú Unibanco. Este, que foi criado em 2008, também ultrapassou o Banco do Brasil (BB), que retomou a ponta meses depois, comprando a Nossa Caixa e o Banco Votorantim.

Confira as fusões e compras mais importantes dos últimos anos:

Bradesco – Banco Ibi
Em 2009, o Bradesco anunciou a compra do Ibi, braço financeiro das lojas C&A, por cerca de R$ 1,4 bilhão de reais em ações. Com a operação, o banco dobrou sua base de clientes de cartões de crédito. A operação ocorreu depois que o Bradesco caiu da primeira posição entre os bancos privados do País, após o Itaú ter assumido o controle do Unibanco.

Banco do Brasil – Nossa Caixa
O Banco do Brasil anunciou em 2008 o entendimento com o Estado de São Paulo para a aquisição do controle acionário da Nossa Caixa. O valor da operação foi de R$ 5,386 bilhões. Na época, o banco havia sido passado pelo Itaú Unibanco no mercado nacional e estava tentando voltar ao topo do mercado.

Itaú – Unibanco
Os bancos Itaú e Unibanco anunciaram, em 2008, a fusão de suas operações, em meio à crise financeira global. O total de ativos combinado foi de cerca de R$ 575 bilhões, tornando-se o maior do hemisfério sul e um dos 20 maiores do mundo. No ato da fusão, os controladores da Itaúsa e Unibanco constituíram uma holding em modelo de governança compartilhada, com a presidência do Conselho de Administração a cargo de Pedro Moreira Salles, enquanto Roberto Egydio Setubal ficou como presidente Executivo

Santander – ABN Amro – Real
O consórcio de bancos integrado pelo espanhol Santander, o britânico Royal Bank of Scotland e o belga-francês Fortis compraram, em 2007, 86% das ações do banco holandês ABN Amro, que no Brasil controlava o Banco Real. Com a compra, o banco espanhol se fixou entre as maiores instituições financeiras do mercado nacional.

Fonte: Sindicato dos Bancários

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