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Archive for the ‘Cooperativismo de Crédito no Mundo’ Category

Bancoob participa da Conferência dos Bancos Populares na Itália

February 21st, 2012 No comments

O Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), instituição integrante do maior sistema de cooperativas de crédito do Brasil, o Sicoob, participou nos dias 17 e 18 de Fevereiro da Conferência dos Bancos Populares da Itália, que está sendo realizada na cidade de Bologna. A entidade será representada pelo seu diretor-presidente, Marco Aurélio Almada, e pelo diretor de controle, Rubens Rodrigues.

Na ocasião, será realizada a Assembleia da Confederação Internacional dos Bancos Populares (CIBP). O Bancoob é a única instituição brasileira a participar oficialmente do grupo de membros efetivos da Confederação, cujo trabalho é reconhecido internacionalmente pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O evento, que terá como tema “Bancos Populares e competitividade local”, reunirá representantes nacionais e internacionais do sistema bancário e cooperativo, acadêmicos e especialistas do setor econômico, membros do parlamento Italiano e formadores de opinião da Europa. O Comitê Executivo da CIBP, composto por representantes do cooperativismo de 15 países, focará a atenção sobre o papel dos Bancos Cooperativos no desenvolvimento local, além do relacionamento das cooperativas de crédito com as pequenas e médias empresas.

Fonte: Bancoob

Pesquisa britânica aponta crescimento do cooperativismo no mundo

February 10th, 2012 No comments

Número de pessoas ligadas a cooperativas chega a 1 bilhão, bem acima do número de acionistas de empresas com capital, que é 328 milhões

No mundo, existem mais membros de cooperativas que acionistas de sociedades de capital, segundo o relatório “Global Business Ownership 2012″, encomendado pela Organização das Cooperativas do Reino Unido (Coopeeratives UK). O número de pessoas ligadas a cooperativas chega a 1 bilhão, bem acima do número de acionistas de empresas com capital, que é 328 milhões, aponta o estudo.  “As cooperativas estão aproveitando o momento que a economia mundial oferece e conquistando um maior espaço econômico e social”, avalia o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas.

Para Freitas, o grande diferencial do cooperativismo é ser formado por organizações de pessoas. “Estamos falando de um movimento que valoriza e prioriza o capital humano e não o lucro. Logicamente que, ao ser constituída, a cooperativa atende às necessidades sociais, mas também econômicas de um grupo. Afinal, tem o objetivo de gerar trabalho e renda com inclusão social”, ressalta.  Além destas questões, Freitas argumenta que o cooperativismo é uma atividade socialmente responsável, que promove naturalmente o desenvolvimento sustentável, gerando crescimento para as comunidades onde está presente.

Entre os países do BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – existem quatro vezes mais sócios de cooperativas do que acionistas diretos. Cerca de 15% da população  são membros de cooperativas, enquanto apenas 3,8% são acionistas.

A pesquisa aponta que no Reino Unido, 14,9% da população é proprietário de  ações.Número inferior aos  21,1%  dos que são sócios de uma cooperativa. Na  Irlanda, por exemplo, 70% das pessoas são membros de cooperativas, seguido da Finlândia, 60% e  Áustria 59%. Ou seja, nos três países europeus, mas de 50% da população é ligada a cooperativas.

As três maiores populações cooperativista estão localizadas na Índia (242 milhões) China (160 milhões) e EUA (120 milhões). Um em cada cinco pessoas nas Américas são membros de uma cooperativa.

Clique aqui e acesse a íntegra do estudo em inglês.

Fonte: OCB

Crédit Agricole injeta 2 bi de euros no banco grego Emporiki

January 8th, 2012 No comments

Todos os bancos gregos estão realizando operações de recapitalização, devido às enormes perdas e inclusive a possibilidade de quebra ou nacionalização de suas instituições.

ATENAS, 4 Jan 2012 (AFP) – O banco francês Crédit Agricole injetou 2 bilhões de euros em sua filial grega Emporiki Bank para cobrir um aumento de capital destinado a reforçar as estruturas da entidade grega, anunciou o banco nesta quarta-feira através de um comunicado.

Segundo a empresa, a medida pretende reforçar as estruturas do banco grego. “Este aumento de capital assinala a confiança e o apoio do Crédit Agricole ao novo entorno macroeconômico grego”, diz o comunicado.

Todos os bancos gregos estão realizando operações de recapitalização, devido às enormes perdas e inclusive a possibilidade de quebra ou nacionalização de suas instituições.

Fonte: Uol.com.br

EUA: Bank Transfer Day leva 210 mil novos sócios para as Cooperativas de Crédito

December 11th, 2011 No comments

A CUNA (Associação Nacional das Cooperativas de Crédito), órgão do cooperativismo norte-americano, divulgou a informação de que durante o período chamado de Bank Transfer Day 210 mil pessoas associaram-se às Cooperativas de Crédito nos EUA. Além disto foram abertas 400 mil novas contas correntes neste período.

Os dados foram divulgados na internet (link) com base nas informações repassadas pelas cooperativas de crédito.

O movimento chamado Bank Transfer Day ocorreu no dia 05/11/2011, e foi desencadeado por um negociante de arte após o Bank Of America divulgar que iria cobrar US$ 5,00 por mês de seus usuários de cartão de crédito. O movimento ganhou força através das mídias sociais e fez inclusive que o Bank of America revisse sua decisão. A essência do movimento era o incentivo de que as pessoas encerrassem suas contas correntes em bancos e transferissem os recursos para uma cooperativa de crédito.

Fonte: Credit Union Times

O Sistema Cecred foi premiado no DotCoop Global de Excelência Cooperativa 2011

November 11th, 2011 No comments

A organização americana DotCooperation LLC (DotCoop), responsável mundialmente pelo domínio “.coop”, anunciou a lista de cooperativas reconhecidas no DotCoop Global Awards for Cooperative Excellence (Prêmio Mundial para Excelência Cooperativa), realizado em parceria com a ACI (Aliança Cooperativa Internacional). A CECRED (Cooperativa Central de Crédito Urbano), sediada em Blumenau e que integra 13 cooperativas de crédito de Santa Catarina e Paraná, é a única cooperativa brasileira entre as premiadas.

O presidente da CECRED, Moacir Krambeck, receberá o mérito no dia 18 de novembro, durante a Assembleia Geral da ACI, em Cancun, no México, evento que deverá reunir 1500 pessoas de diversos países. A CECRED foi a vencedora na categoria “Organização Cooperativista”.

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O PRÊMIO CONCEDIDO PARA A CECRED

De acordo com a diretora executiva da DotCoop, Carolyn Hoover, a premiação é realizada a cada dois anos e, nesta edição, recebeu inscrições de cooperativas e organizações de todos os ramos, do mundo inteiro. Na categoria Organização Cooperativista foram avaliados cinco quesitos:

  • Online (criatividade das ferramentas e conteúdos dos domínios .coop). A CECRED reformulou o site recentemente, adotando visual mais limpo, integrando as 13 cooperativas do Sistema e ampliando as informações e a interatividade sobre temas como cooperativismo, seus valores e princípios.
  • Participação do quadro social. Na CECRED, foram destaques os produtos e serviços, a transparência dos relatórios e da pesquisa de satisfação e as estratégias de participação dos cooperados.
  • Comunicação (acesso à informação, canais e materiais de comunicação e campanhas). Um dos destaques foi a Campanha “Eu Coopero”, realizada em julho deste ano, para comemorar o Dia Internacional do Cooperativismo, que envolveu os cooperados numa ação pela internet.
  • Benefícios econômicos (resultado social econômico e comparativo de taxas cooperativas X bancos).
  • Eventos (comprometimento com os valores e princípios e atividades de envolvimento dos cooperados). A exemplo do PROGRID, Assembleias e Pré-Assembleias, Comitês Educativos, entre outros.

A premiação foi criada para reconhecer o comprometimento das cooperativas e organizações cooperativistas com o modelo de negócio, seus princípios e valores. Também incentiva as cooperativas de todos os segmentos a avaliar seus processos, fornecendo informações de como podem utilizar melhor seu modelo, impactando positivamente nos negócios e na comunidade.

Segundo Moacir Krambeck, o prêmio é mérito de todas as cooperativas filiadas ao Sistema, dos colaboradores e, principalmente, do quadro de cooperados que, juntos, fazem deste, um modelo cooperativista internacional. Atualmente o Sistema CECRED soma mais de 220 mil associados.

A premiação deste ano está colocando em destaque cooperativas da Colômbia, Malásia, Reino Unido, Brasil, Porto Rico, Estados Unidos, Quênia, Canadá e Singapura.

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O PRÊMIO EM NÍVEL MUNDIAL

Cooperativas do mundo, de todos os ramos, estavam inscritas para a premiação, que foi subdividida em quatro categorias, com vencedores de diferentes partes do mundo. Confira os vencedores de cada categoria:

  1. Categoria de Organização Cooperativista
    CECRED – Cooperativa Central de Crédito Urbano – Brasil;
  2. Categoria de grandes cooperativas, com mais de US$ 50 milhões em receitas ou ativos
    La Equidad Seguros Organismo Cooperativo – Colombia;
  3. Categoria de médias cooperativas, com US$ 1 e US$ 50 milhões em receitas ou ativos
    The Malaysian National Cooperative Movement (ANGKASA) – Malásia;
  4. Categoria de pequenas cooperativas, com menos US$ 1 milhão em receitas ou ativos
    Co-operative Press – s.coop – Inglaterra.

A entrega do prêmio acontecerá no dia 18 de novembro, em Cancun, México, durante a Assembleia Geral da ACI (Aliança Cooperativa Internacional) – evento de lançamento do Ano Internacional das Cooperativas. O evento contará com a presença de aproximadamente 1.500 participantes de todo o mundo.

Mais informações sobre o prêmio, no site www.globalawards.coop.

Fonte: Cecred

Global 300 Cooperative é divulgado pela ACI. Trata-se da lista das 300 maiores empresas cooperativas do mundo

October 31st, 2011 1 comment

A Aliança Cooperativa Internacional divulgou no dia de hoje, durante o lançamento do “Ano Internacional das Cooperativas”, os dados das 300 maiores empresas cooperativas do mundo.

As 300 maiores empresas cooperativas do mundo geraram mais de US $ 1,6 trilhão em faturamento, segundo o relatório Global 300, lançada pela Aliança Cooperativa Internacional. Este valor é comparável ao PIB de nona maior economia do mundo, foi calculado pela ACI de relatórios anuais emitidos por cooperativas para o exercício de 2008.

O relatório revelou que a maior cooperativa do mundo era Crédit Agricole Group, o maior grupo financeiro de varejo da França, que tinha gerado uma receita de 103,58 bilhões dólares em 2008. Outro banco francês, o Groupe Caisse D’Epargne vem em seguida, com US $ 58.54bn de receitas.

A Presidente da ACI Dame Pauline Green disse: “A diversidade ea robustez do modelo de negócio cooperativo é baseada em princípios e valores. É por isso que as cooperativas foram resistentes durante a crise financeira mundial, empregando mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo e permitindo o desenvolvimento e bem-estar das sociedades nas economias mais competitivas. “

Charles Gould, Diretor-Geral da ACI, acrescentou: “Alguns pensam em cooperativas como de pequeno porte, empresas locais e, em muitos casos isso é verdade. Mas em outros casos são grandes empresas que trabalham a nível nacional ou regional, enquanto outros são gigantes executando operações globais avaliados bilhões. No total, cerca de um bilhão de pessoas estão envolvidas em cooperativas, de alguma forma, seja como membros / clientes ou como funcionários / participantes, ou ambos.

“Isso é uma força significativa unidas atrás de uma filosofia de negócio único. Enquanto as corporações lutam entre si por participação de mercado, as cooperativas continuam a crescer de forma constante, elevando o bem-estar geral das pessoas ao redor do mundo num espírito de solidariedade, em vez de explorá-los para fins egoístas. Elas aderem a práticas de negócios, operam de forma eficiente e eficaz, e levam a competição a sério.”

A maior parte das receitas provenientes das “Global 300″ são da França, que gera 28% do total. Na seqüência vem os Estados Unidos (16%), Alemanha (14%), Japão (8%); Países Baixos (7%); Reino Unido (4%); Suíça (3,5%); Itália (2,5%), Finlândia (2,5%); Coréia (2%) e Canadá (1,75%).

Na lista das 300 maiores cooperativas do mundo está a brasileira Copersucar, na posição 269.

Clique aqui para ver o relatório completo.

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Veja de onde são as maiores instituições financeiras cooperativas do mundo

Veja de onde são as maiores instituições financeiras cooperativas do mundo

As maiores instituições financeiras cooperativas do mundo

As maiores instituições financeiras cooperativas do mundo

Fonte: http://www.thenews.coop/article/global-300-co-operatives-generate-16-trillion-revenue

Veja o vídeo em alusão ao “Ano Internacional das Cooperativas”

October 31st, 2011 1 comment

O “Ano Internacional das Cooperativas” se destina a sensibilizar o público para as valiosas contribuições das empresas cooperativas para a redução da pobreza, geração de emprego e integração social.

O Ano também vai destacar os pontos fortes do modelo de negócio cooperativo como um meio alternativo de fazer negócios e promover o desenvolvimento socio-econômico.

O lançamento global do Ano Internacional das Cooperativas foi oficializado pela pela Assembleia Geral da ONU no dia 31/10/2012.

Veja o vídeo de aproximadamente 3 minutos sobre as cooperativas.

2012, o Ano Internacional das Cooperativas foi oficializado pela ONU

October 31st, 2011 No comments

A ONU lançou no dia 31/10/2011 o Ano Internacional das Cooperativas, com o Presidente da Assembleia Geral destacando o papel das cooperativas como catalisador de desenvolvimento socialmente inclusivo e por sua capacidade de fortalecer as comunidades por meio de empregos e geração de renda.

“As cooperativas contribuem para a segurança alimentar, desenvolvimento rural, e outros serviços sociais”, disse Nassir Abdulaziz Al-Nasser, abrindo reunião plenária da Assembleia de lançar 2012 como o Ano Internacional.

“Elas não são apenas fornecedoras de oportunidades de emprego produtivo para os grupos marginalizados, incluindo mulheres, jovens, pessoas com deficiência, idosos e populações indígenas, mas também dão uma contribuição valiosa através dos programas de assistência técnica de seus recursos humanos.”

A Assembléia já havia decidido que 2012 será visto como o Ano Internacional das Cooperativas, em reconhecimento da sua contribuição para desenvolvimento sócio-económico, nomeadamente em matéria de redução da pobreza, criação de emprego e integração social. O tema deste ano será “Empresas Cooperativas ajudam a construir um mundo melhor.”

A Vice-Secretária-Geral Asha-Rose Migiro destacou que como o mundo testemunha o crescente descontentamento público, como resultado da crise financeira e económica, a comunidade internacional poderia aprender com o movimento cooperativo, que, segundo ela, equilibram viabilidade econômica e a responsabilidade social.

“Como organizações de auto-ajuda, as cooperativas são inerentemente centrada nas pessoas. Elas não só satisfazem as necessidades materiais, mas também a necessidade humana de participar de forma proativa para melhorar a própria vida.

“Além disso, com processos democráticos de decisão e um foco no cultivo de habilidades e capacidades dos membros, as cooperativas oferecem um modelo para aproveitar as energias e paixões de todos”, disse Migiro.

Durante o ano de 2012, serão feitos esforços para expandir a consciência pública sobre o papel das cooperativas – especialmente em relação ao cumprimento do acordo internacional da redução da pobreza e ao desenvolvimento sócio-económico, alvos conhecidos como as Metas de Desenvolvimento do Milénio (ODM). Esforços também serão feitos para incentivar o crescimento das cooperativas de todo o mundo e fortalecê-las através de políticas e marcos legais que facilitem o seu crescimento.

“Em virtude de suas características organizacionais, as empresas cooperativas são de propriedade de seus usuários e da comunidade responsável. Elas continuam a agregar poder econômico que permite às comunidades competirem com sucesso na economia global “, disse Al-Nasser acrescentou.

Desenvolvimento sustentável

Em uma mesa redonda informal sobre o papel das cooperativas no desenvolvimento sustentável, Sha Zukang, o Subsecretário-Geral para Assuntos Econômicos e Sociais, destacou que as cooperativas tiveram um papel importante a desempenhar na transição para uma economia verde, dizendo que eles ofereceram um modelo de negócios com vantagens na criação socialmente inclusiva e ambientalmente saudáveis ??práticas econômicas.

“As cooperativas também foram notáveis por suas contribuições para o desenvolvimento rural e a produtividade agrícola em todo mundo desenvolvido e em desenvolvimento”, disse Sha, que também é secretário-geral da Conferência das Nações Unidas do ano que vem para o Desenvolvimento Sustentável (Rio +20).

Em toda a Europa, por exemplo, cooperativas detém 60% da transformação e comercialização de commodities agrícolas, e eles também detêm uma quota de 50% no fornecimento de insumos “, disse Sha acrescentou.

“Variando de pequena escala para as empresas multi milhonárias em todo o mundo, as cooperativas operam em todos os setores da economia, contando com mais de 800 milhões de membros e fornecendo 100 milhões de empregos em todo o mundo – 20% mais do que as empresas multinacionais”.

Fonte: Centro de Notícias da ONU (link)

“2012 – Ano Internacional das Cooperativas” ganha página no Facebook

October 29th, 2011 No comments

Para iniciar as comemorações e a divulgação do ano de 2012, declarado pela ONU como o “Ano Internacional das Cooperativas” já podemos encontrar no Facebook uma página específica para este tema. Se você é adepto ao Facebook não deixe de CURTIR esta página e acompanhar as notícias e atualizações.

Importante: Nesta página você também poderá publicar conteúdos relacionados ao tema tornando o conteúdo ainda mais dinâmico e cooperativo.

Acesse pelo link http://www.facebook.com/2012AnoInternacionaldasCooperativas ou clique sobre a imagem abaixo.

 

Facebook divulgando o Ano Internacional das Cooperativas

Banco Rabobank vende 1,5 bilhão de euros em bônus para 2018

October 23rd, 2011 No comments

O Rabobank vendeu 1,5 bilhão de euros em títulos com vencimento em sete anos por 99,27% do valor de face, de acordo com um dos coordenadores da operação. Os papéis carregam cupom (juro nominal) de 3,5% e um spread de 125 pontos-base sobre os midswaps – referência para os juros em euros.

A emissão, que possui rating Aaa da Moody’s e AAA da Standard & Poor’s, foi coordenada pelo Bank Of America, pelo Citigroup, pelo Credit Suisse, pelo Rabobank e pelo RBC CM. As informações são da Dow Jones.

Fonte: G1

Ativistas preparam boicote a bancos nos EUA e incentivam cooperativas de crédito

October 16th, 2011 No comments

Em 5 de novembro, retire seu dinheiro dos grandes bancos, feche sua conta e transfira tudo para uma cooperativa de crédito. Esse é o mote de um protesto contra as maiores instituições financeiras dos Estados Unidos, criado pela dona de uma galeria de arte do estado da Califórnia.

Kristen Christian, dona da galeria Le Spec, de Los Angeles, contava com a adesão de 13,5 mil ativistas na página do evento no Facebook: “Bank Transfer Day”. Na web, Kristen conta que iniciou o movimento porque estava cansada, “cansada dos aumentos de taxas, de não ter acesso ao meu dinheiro quando precisava, cansada de ver os bancos usarem meu pouco dinheiro para oprimir meus irmãos e irmãs”, afirma. “Então, decidi agir.”

O estopim que levou Kristen a propor o boicote é um aviso feito pelos bancos de que irão taxar mensalmente o uso de cartões de débito por seus clientes a partir de 2012. A tarifa vai variar entre US$ 3 e US$ 5. A imposição da taxa é uma reação a uma emenda à lei Dodd-Frank, que reforma o setor financeiro dos Estados Unidos e foi assinada pelo presidente Barack Obama em 21 de julho de 2010.

A lei permite que o Banco Central dos EUA regule as tarifas de cartões de débito dos bancos. Nos últimos meses, o BC divulgou a regra final sobre o assunto, limitando as tarifas dos bancos a um máximo de 21 centavos por transação. Em reação, as maiores instituições financeiras decidiram começar a cobrar taxas dos clientes com menos de US$ 20 mil nas contas. “Isso é um ataque aos 99% da população, que não pode ser tolerado”, diz Kristen no Facebook.

Por que 5 de novembro

Kristen diz que escolheu 5 de novembro em alusão a uma figura famosa no Reino Unido. A máscara que representa o movimento é de Guy Fawkes, nascido na cidade de York e que ficou famoso no começo do século 17 por tentar derrubar o rei James 1. Fawkes, que era católico, queria derrubar o rei protestante, no movimento que ficou conhecido como “Conspiração da Pólvora”. A captura de Fawkes, em 5 de novembro, é comemorada até hoje na Inglaterra, com festas e fogos de artifício.

“Escolhi o 5 de novembro e a insterpretação do artista Edie Colla da notória máscara de Guy Fawkes para esse movimento na esperança de que os que associam os dois a ‘ataques terroristas fracassados’ possam trazer um novo significado à imagem e à data: o dia em que 99% se levantaram a favor do fim do financiamento de seus próprios maus-tratos por 1%.”

Fonte: IG Economia

Texas: Visita à Amplify Credit Union

September 27th, 2011 No comments

No dia 19 de Setembro, a Amplify Credit Union de Austin, Texas, recebeu um grupo de colaboradores do Sistema Sicredi e inicia fazendo um overview sobre a cooperativa.

O grupo foi recebido pelo President/CEO da Amplify, Paul Trylko, e pela Vice president of Human Resources, Denise Hart, que iniciaram a apresentação com o histórico da cooperativa. A Amplify foi fundada em 1967, possui 180 colaboradores, 42.000 associados, 6 Unidades de Atendimento, que totalizam 550 milhões em recursos administrados.

Sua missão é “pessoas ajudando pessoas a obter sucesso financeiro” e seus valores são: respeito, serviço, comprometimento, honestidade e responsabilidade. A cooperativa possui uma carteira de depósitos de 480 milhões e uma carteira de crédito de 400 milhões. Seus principais desafios hoje, segundo Paul, são aumentar o número de associados, principalmente entre um público da faixa etária de 20 a 40 anos, e aumentar a carteira de crédito. Seu nível de inadimplência é muito baixo, em torno de 0,4%, e cerca de 50% do crédito tomado é feito através do Call Center.

“Não queremos crescer em grande quantidade, estamos mais preocupados com a qualidade do nosso crescimento. Nosso foco é atender pessoas em pequenos negócios, e neste aspecto temos um diferencial em nosso mercado, que é altamente competitivo”, afirma Paul.

Falando a respeito de Recursos Humanos, Denise afirma que a cooperativa hoje tem um turn over um pouco alto em função de algumas mudanças estratégicas que exigiam mais profissionalização. Existe grande investimento em treinamento com colaboradores, principalmente com os novos. O plano de formação de colaboradores é muito completo, organizado em níveis e foca bastante no aculturamento e empowerment, assim como auxílio financeiro na formação e especialização de seu público interno.

A equipe de colaboradores do Sicredi pode participar de parte de um treinamento que estava acontecendo com a equipe de Denise, chamado culture connection. Este treinamento tem o objetivo de revisitar os conceitos, princípios e valores da cooperativa com colaboradores com diferentes tempos de serviço e funções. A didática fácil e com foco nas práticas diárias chamam a atenção, chamando os treinandos a participar e dividir suas vivências pessoais. “Precisamos lembrá-los, de tempos em tempos, quem somos, o que fazemos, por que fazemos, para que haja uma sintonia e uma comunicação única com nossos associados”, afirma Denise.

“A Amplify observa muito a relação custo x benefício de cada ação desenvolvida, com foco na pulverização de seus produtos e, definitivamente, na qualidade de relacionamento com seus associados. O objetivo é fazer o associado sentir-se especial, compreendido em suas necessidades e com isso alavancar seu crescimento”, conclui Rafael Martignago, Gerente Regional Administrativo Financeiro da Sureg Oeste PR.

Por Eliane e Daniele, diretamente do Texas. 

Texas: Gestão Financeira na Amoco Credit Union

September 27th, 2011 No comments

No dia 16 de Setembro, a comitiva do Sicredi que está no Texas ouviu a AMOCO Credit Union explanar sobre gestão financeira, apresentando seu planejamento, relatórios contábeis e compartilhando suas boas práticas nessa área.

A equipe do gestor William Larry Wilson, Chief Financial Officer, responsável pela contabilidade, planejamento e gestão financeira apresentou o balanço da cooperativa, suas estratégias de planejamento financeiro, gestão de custos, relatórios de supervisão e controle da cooperativa. Larry também falou da visão de longo e curto prazo da cooperativa, ressaltando que trabalha em parceria com a Área de Marketing e Business Development.

O relatório de análise financeira é muito completo e detalhado, apresentando inclusive muitos dados de outras cooperativas e bancos concorrentes. Quanto aos indicadores estratégicos, a AMOCO tem uma abordagem bem próxima do Sistema Sicredi, com uma exceção ao capital social. A cooperativa não possui uma conta capital para seus associados, apenas um depósito inicial no momento da associação.

Uma palavra resume o modelo de gestão da AMOCO: “organização”, com acompanhamento sistemático e estratégico dos indicadores de liquidez e retorno sobre o patrimônio da cooperativa, com informação diária aos gestores acerca de evolução e pontos frágeis em que devem atuar. Na avaliação da equipe de Larry, as principais contas de custo, como, por exemplo, o acompanhamento da liquidez, são importantes e devem ser muito precisas, observando os melhores indicadores de mercado.

Apesar dos indicadores serem próximos ao Sistema Sicredi, a cooperativa ainda não possui um modelo de gestão com metas por local ou equipes, nem previsão de vendas e, portanto, não tem uma visão muito precisa de sua produção futura. Na análise de receitas e despesas, tem hoje cerca de 80% das receitas provenientes do crédito e que as principais despesas são remuneração dos colaboradores e bonificações.

A reunião com a AMOCO finalizou, com uma visita às obras de sua nova unidade, onde conforme palavras do presidente, Schwan Bailey, “vem diversificar a adesão de sócios de outras classes de renda, pois existe grande distância entre as classes média/alta para a de baixa, na região de Galveston”. Em sua visão, abrindo novas unidades com menor estrutura física em locais estratégicos, conseguirão atrair público de diferentes as classes.

“Fechamos a semana satisfeitos em compartilhar a evolução da AMOCO, na gestão do negócio, no investimento em pessoas e capacitação. Nossa contribuição também foi importante ao mostrarmos nossas boas práticas, o quanto somos fortes em relacionamento e negócios. Enfim, temos certeza de ter principalmente cumprido nosso objetivo até aqui, representar a marca Sicredi com profissionalismo e paixão por fazer parte deste time”, finaliza João Augusto da Rocha, Gerente Regional de Desenvolvimento da Sicredi Vale do Piquiri PR.

Delegação da Cresol Central visita CECOSOL e Confederação do Sistema Desjardins

September 27th, 2011 No comments

A comitiva da Cresol Central, que participa do curso internacional “Visão e Estratégias para o Futuro” no Canadá, visitou entre os dias 13 e 14 de setembro experiências ligadas ao cooperativismo de crédito solidário.

No dia 13, a delegação visitou a sede da Caixa de Economia Solidária CECOSOL, na província de Québec, com o intuito de conhecer a história, missão, princípios, números da cooperativa, linhas de crédito e outras características deste sistema. No campo da economia solidária, a CECOSOL é a principal instituição financeira do Québec, possui mais de 13 mil cooperados, quatro pontos de atendimento e 90 funcionários.

O Diretor Operacional e de Crédito da Cresol Central, Claudio Risson, destaca que a CECOSOL é uma cooperativa de poupança e crédito com projeto social. “A Caixa de Economia Solidária CECOSOL destacou na exposição a relação histórica com a CUT no Brasil a partir da participação no Fórum Social Mundial de Porto Alegre o qual reforçou o compromisso de desenvolver ações voltadas para os valores da economia solidária.”

Dando sequência ao curso, a comitiva se deslocou no dia 14 para a cidade de Lévis, onde conheceu a casa em que viveu Alphonse Desjardins, fundador do Sistema Desjardins. Após a visita, o grupo participou de uma ampla apresentação sobre o Sistema e, na segunda parte dos trabalhos, houve um debate sobre o Centro Financeiro para Empresas (CFE), que representa assessoria especializada e assistência técnica aos agricultores.

Para o Conselheiro Fiscal da Cresol Central e integrante da comitiva, José Silva, através das atividades do curso ficam evidentes algumas necessidades. “Precisamos ter ainda mais clareza da nossa missão enquanto Sistema de crédito solidário e, principalmente, o conceito de alguns de nossos princípios. Explicita-se a necessidade da Cresol tomar atitudes em vários pontos, como gestão, governança, sustentabilidade e outros temas estratégicos”, avalia.

De acordo com o Conselheiro de Administração da Cresol Central e membro da delegação, José Elias de Souza, o curso e as visitas trazem contribuições importantes. “O Sistema Desjardins, com sua longa história, pode contribuir de forma substancial com o Sistema Cresol, principalmente com o pensamento inicial de Alphonse Desjardins de criar as Caixas para reunir as poupanças dos excluídos do Sistema Financeiro Canadense”, enfatiza.

O Sistema Desjardins

Fundado em 1900 na cidade de Lévis, a Caixa de Economia Solidária Desjardins possui 6,1 milhões de cooperados, entre eles 400 mil empresas. Os números das operações realizadas pelo Sistema são expressivos, $172,3 bilhões de ativos e patrimônio líquido de $13,1 bilhões. Em Québec, possui 39,6% do crédito habitacional e 30,3% do crédito às empresas. É o primeiro Sistema no mercado dos seguros às pessoas e o primeiro emissor de cartões de débito e crédito no Québec. Trata-se da mais importante instituição financeira da província, sendo a 6ª colocada no ranking canadense.

O Sistema Desjardins cumpre um papel estratégico no desenvolvimento econômico e social na região do Québec pela intensa inserção social nas comunidades. Tem como princípios: dinheiro a serviço do desenvolvimento humano, compromisso individual, ação democrática, integralidade e rigor nos empreendimentos coletivos e solidariedade com o meio.

Fonte: Cresol Central

Conheça a Caja Popular Mexicana, a maior Cooperativa de Crédito da América Latina

September 18th, 2011 No comments
Ramon Imperial Zuñiga, Diretor Geral da Caja Popular Mexicana

Em 15/07/2011 o Diretor Geral da Caja Popular Mexicana, Sr. Ramón Imperinal Zuñiga, também Presidente da ACI Américas, esteve em Nova Petrópolis/RS onde proferiu uma palestra falando da CPM (Caja Popular Mexicana). Segue abaixo o resumo da palestra.

A Caja Popular Mexicana é a maior cooperativa de crédito da América Latina, resultado de uma série de fusões de cooperativas de crédito do México que não existía 20 anos atrás.

Atualmente a cooperativa possui 430 pontos de Atendimento, onde com seus 5.000 funcionários atendem seus 2 milhões de associados, administrando ativos de US$ 2 bilhões e empréstimos de US$ 1,6 bilhões.

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O Cooperativismo de Crédito no México 

O modelo de cooperativas existente no México, e surgido em 1951, é conhecido como “Caja Popular” e tem o mesmo nome utilizado pelas Cooperativas de Crédito do Canadá visto o modelo mexicano ser inspirado no modelo canadense. Apesar de existirem instituições de crédito semelhantes anteriores a 1951 estas não utilizavam o nome de Cooperativas.

Na primeira década as Cajas Populares surgiram fomentadas pela Igreja Católica. Por muitos anos o trabalho realizado nas cooperativas era voluntário, não existindo funcionários. A primeira legislação para as Cajas Populares surgiu em 1991.

As Cajas Populares tem como objetivos:

  • promover e fomentar a cultura de poupança,
  • levar os serviços de poupança e crédito para toda a população, em especial aquela com menores condições,
  • combater os juros elevador
  • formar e educar pessoas cooperativistas, elevando seu nível de qualidade de vida.

Atualmente existem aproximadamente 350 cooperativas de crédito no México. Além delas existem outras 350 entidades chamadas “Cajas Solidarias”, e também “Asociaciones Civiles y Sociedades Rurales”, que trabalham de forma muito similar as cooperativas e que estão buscando sua conversão para Cooperativas de Crédito (Cajas Populares). Este é um número aproximado (700 entidades) visto que não existe uma entidade oficial que faça o registro oficial destas entidades.

O México conta atualmente com 5 milhões de pessoas associadas a cooperativas de crédito e considerando que a família média é formada por 4 pessoas, aproximadamente 20 milhões de mexicanos tem vínculo com uma cooperativa de crédito. Isto representa 18% da população do país que é de 112 milhões de habitantes. As 700 cooperativas, somadas, contam com 1.800 pontos de atendimento, localizadas principalmente onde não existem outras instituições financeiras. A visão principal é que o mais importante em uma cooperativa são as pessoas e não o patrimônio ou o dinheiro que estas tem.

No México as Cooperativas de Crédito são reconhecidas como instituições financeiras, porém sem finalidade de lucro. Apesar disto, as Cajas Populares não tem acesso à compensação, nem aos meios eletrônicos de pagamento. Com isto estas também não contam com movimentações pela internet. Recentemente as Cajas foram autorizadas a emitir cartões de débito e crédito.

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CAJA POPULAR MEXICANA – Sociedad Cooperativa de Ahorro y Préstamo

No ano de 1992 haviam no México 237 Cajas Populares e após um processo de análise do setor cooperativo, 138 destas cajas concordaram em iniciar um processo de integração (fusão) para formar uma única cooperativa. Esta decisão não foi tranqüila visto que cada cooperativa possuía uma identidade individual muito forte e que cada Conselho de Administração teve de analisar e concordar com este processo de fusão. Este movimento ocorreu após o surgimento em 1991 da primeira legislação para as Cajas Populares.

Em 1994 surgiu no México uma outra alternativa legal para a constituição de “Cooperativas de Ahorro y Crédito” e com isto 76 das 138 cooperativas que haviam aderido ao projeto inicial desistiram da fusão. Com isto, 62 cooperativas mantiveram-se firmes no intuito da fusão, surgindo assim, no período de 1994 a 1996, a Caja Popular Mexicana (CPM), a maior cooperativa de crédito da América Latina.

Este processo de fusão foi voluntário e simultâneo, com aprovação pelos associados em assembléia, após o qual foram unificados de uma só vez 13 diferentes sistemas informáticos, 23 planos contábeis, 62 conselhos de

Estados em que a Caja Popular Mexicana está presente

administração, fiscal e comitês de crédito, unificação da imagem (marca), unificação dos produtos e serviços e também dos processos.

Atualmente, 40% dos 430 pontos de atendimento estão localizados em áreas rurais, além de cidades pequenas e médias, com pouca presença em cidades grandes. A Caja Popular Mexicana está presente em 22 estados (faltam 7 estados) e em aproximadamente 215 municípios do México, sendo normalmente a única instituição financeira presente.

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Associados da CPM

Em 1996, após o processo de fusão a Caja Popular Mexicana contava com 211 mil associados, no ano 2000, com 488 mil associados, em 2005 com 938 mil associados e atualmente com 2 milhões de associados. Atualmente ingressam mensalmente na CPM entre 25 e 30 mil associados. Entre os associados cerca de 10% são crianças e jovens.

O valor médio de depósitos de cada associado é de US$ 750,00 e o valor médio de empréstimos é de US$ 1.400,00. Os empréstimos são em média 20% mais baixos que o mercado.

Dos associados da Caja Popular Mexicana, 54% são mulheres, 70% são casados, 27% são empregados, 22% são donas de casa e 15% são comerciantes. A idade média dos associados está entre 25 e 44 anos, totalizando 50% do total, sendo a maioria deles classificados nas classes “C” (47%) e “D” (também 47%).

 

Modelo Conceitual da Caja Popular Mexicana

Nos últimos anos foi dada uma grande atenção às boas práticas de governança, principalmente na segregação de atividades entre o Conselho de Administração e a Gestão Executiva. Esta questão tem uma importância fundamental na Caja Popular Mexicana, principalmente por ser constituída por 2 milhões de associados.

No modelo conceitual da CPM os pontos de atendimento tem grande importância na cooperativa visto que são elas que mantêm o contato com os associados, sendo responsáveis pelo fortalecimento da identidade cooperativa. As assembléias são realizadas com os associados de cada um dos 430 pontos de atendimento.

A Capa Popular Mexicana busca o desenvolvimento local em cada ponto de atendimento ao mesmo tempo que buscam a integração nacional, dando força e competitividade ao todo.

Para gerenciar os riscos à que estão sujeitos qualquer empresa a CPM busca não concentrar créditos ou captação. A liquidez é aplicada em Bancos Comerciais, buscando também a diversificação para reduzir os riscos.

A estrutura de governança da Caja Popular Mexicana é formada da seguinte forma:

  • 3.000 dirigentes, cada um ligado a um dos 430 pontos de atendimento. Estes dirigentes não dão expediente integral e recebem compensação financeira proporcional ao tempo destinado à cooperativa;
  • Estes dirigentes possuem representação nos 25 Conselhos Administrativos de Praça;
  • Estes Conselhos Administrativos de Praça são representados no Conselho de Administração da Caja Popular Mexicana;

Nas assembléias locais a participação dos associados gira em torno de 15 a 20% dos associados. A maior participação dos associados dá-se nos pequenos e médios municípios, com reduzida participação nos grandes municípios.

As Assembléias dão-se em 3 instâncias, sendo as 430 AGO´s locais, as 25 AGO´s de Praça e a AGO Nacional. Cada uma destas AGO´s tem alçadas diferentes e tomando como exemplo a distribuição das sobras, as AGO´s locais podem definir a destinação de 1/3 das sobras do seu ponto de atendimento, as AGO´s de Praça definem a destinação de outro 1/3 das sobras e a AGO Nacional define a destinação dos 1/3 remanescentes. Normalmente o 1/3 de responsabilidade das AGO´s locais são destinados para obras sociais e os restantes 2/3 são destinados para reservas.

As deliberações de crédito são realizadas em cada ponto de atendimento, com um comitê de crédito formado por 5 pessoas.

Por Márcio Port

Texas: AMOCO Credit Union recebe grupo de colaboradores do Sicredi

September 15th, 2011 No comments
Visita na Amoco

No dia 12 de setembro de 2011, a AMOCO Credit Union, de Houston, Texas, recebe os colaboradores do Sicredi no seu primeiro dia de visita e promove grande troca de informações.

A agenda iniciou com uma reunião com o CEO da cooperativa, Schawn Bailey, explanando sobre o histórico da cooperativa, sua missão e visão. Neste ponto, ele reforça a importância de se ter essa missão expressa de forma simples para que possa de fato ser internalizada pelos colaboradores na sua prática.

A cooperativa obteve bom crescimento até o ano de 2000, onde o crescimento da base de sócios estagnou e os resultados financeiros não foram bons. Após este período de crise enfrentada pela cooperativa, seus gestores fizeram grande investimento em Marketing, que resultou num crescimento significativo. Hoje, 50% do total da população de Texas City, 40.000 pessoas, são associados da cooperativa.

No entanto, seu maior desafio continua sendo o crescimento da base de associados, que pode estar estagnando. Neste sentido, também realizaram um forte investimento em capacitação visando melhorar o relacionamento através da qualidade do atendimento e demandas por produtos e serviços. Na sequência, apresentou o organograma da empresa, estratégias de aproximação com seu quadro social e sobre sua forma de relacionamento com a comunidade.

A tarde, nossa equipe foi apresentada ao grupo dos principais gestores das Áreas de Negócio da AMOCO, formado por executivos de varias áreas: crédito, investimentos, atendimento ao associado, Call Centers, Cartões, entre outros. Como destaque de boas práticas, a respectiva cooperativa possui um atendimento muito personalizado, onde seus colaboradores atuam como consultores financeiros dos associados. Um exemplo claro é a unificação das informações do crédito tomado entre as instituições financeiras, que permite centralizar todo o crédito tomado em uma única operação.

Acerca do Sistema Sicredi, pudemos destacar a forma de atuação da estrutura do Sistema Sicredi, destacando o consórcio como um produto diferenciado no mercado brasileiro. Outra informação que chamou a atenção dos executivos da AMOCO foram os programa sociais, especialmente a Reunião de Boas-vindas do Programa Crescer, como forma rápida e efetiva de negócios com novos associados.

Uma visão simplificada sobre a regulamentação e exigências legais também foi apresentada, onde os gestores destacam a pouca flexibilidade e a alta exigência dos órgãos governamentais em relação ao controle na movimentação financeira dos associados.

“Há uma forte sincronia entre todas as áreas, alinhando ações de relacionamento e comerciais, com foco comum e claro – prestar os melhores serviços financeiros aos seus sócios, seguindo sempre a missão da empresa”, observou Rosane Vilas Boas, Assessora de Comunicação e Marketing da Sicredi Ouro Verde MT.

“A constante capacitação do quadro de colaboradores da AMOCO nos impressiona e resulta na alta qualidade na entrega de produtos e serviços. Este também é um grande investimento do Sicredi. No entanto, nossa busca por envolvimento do quadro social é mais intensa, e nossos resultados também impressionam nossos anfitriões e mostram que estamos no caminho certo, buscando aproximação e entendimento com o associado através dos nossos programas sociais”, conclui Eliane Goulart, Assessora de Programas Sociais da Central Sicredi PR/SP.

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2º dia da Visita – Uma visita ao Call Center da AMOCO Credit Union

No segundo dia de visita à AMOCO Credit Union Houston, Texas, em 13 de Setembro, o grupo de colaboradores do Sicredi pode conhecer uma de suas Unidades de Atendimento e o Call Center.

Fomos recebidos pela Vice President Operations, Ashley Carner, que mostrou as dependências da UA e apresentou os colaboradores. O primeiro ponto que se destaca nas Unidades de Atendimento é a ausência de porta giratória com detector de metais, e a segurança é feita por um membro da Policia Federal. Ao ser questionado a respeito das possíveis situações de risco, ele comentou que incidentes de segurança são muito raros e que se sente confortável com a estratégia adotada.

Como a cooperativa tem em torno de 30% de seus negócios feitos pelo Call Center, esta é uma estrutura muito importante e há grande investimento em treinamento dos colaboradores nesse setor. Segundo Stacie Preston, Indirect Lending Manager, há uma parceria da cooperativa com empresas de revenda de carros e motocicletas, ofertando crédito para este tipo de bens. Muitos novos associados ingressam na cooperativa, a partir deste tipo de parceria.

Como há grande competitividade com outras instituições financeiras, o desafio desta área é fazer uma análise de crédito rápida e eficiente. Para facilitar essa análise, cada pessoa que solicita um crédito possui um histórico muito detalhado e um cadastro muito minucioso, onde cada contato desta pessoa é registrado no sistema, com observações do colaborador que o atendeu.

Para Shanna Criss, Call Atender Coordinator, é preciso ter conhecimento bastante generalizado sobre todos os produtos e serviços para fazer um bom trabalho no Call Center. O associado pode fazer qualquer transação por telefone, inclusive a própria associação, criando uma senha pessoal via e-mail. Cerca de 25% das ligações são de associados interessados na aquisição de produtos e serviços e 30% dessas ligações revertem em negócios para a cooperativa. Portanto, a maioria dos chamados não é focada na aquisição de produtos e, sim, suporte e informações.

“Uma política que impressiona é a ausência de metas de vendas de produtos. Os colaboradores não oferecem produtos, aproveitando o contato com o associado. Acredito que, neste aspecto, o Sistema Sicredi está mais avançado e já obteve grandes resultados com uma visão mais comercial e com iniciativa”, comenta João Augusto da Rocha, Gerente Regional de Desenvolvimento, da Sicredi Vale do Piquiri PR.

“Mesmo considerando todos os diferenciais em processos e tecnologias utilizadas nas cooperativas de crédito do Texas, em especial na AMOCO, o que se percebe é a mesma missão que nós do Sicredi temos: atender e satisfazer as necessidades dos nossos associados. Isto torna esta experiência de intercâmbio ainda mais importante, devido à amplitude do conhecimento que teremos e que poderemos repassar para as nossas cooperativas”, afirma Rosane Vilas Boas, Assessora de Comunicação e Marketing da Sicredi Ouro Verde MT.

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3º dia da Visita – Tecnologia, segurança e estruturas físicas

Em 14 de Setembro, o terceiro dia de visita à AMOCO é marcado pela visita à empresa CyrusOne, em Houston, Texas, parceira da cooperativa na área de tecnologia e segurança.

A CyrusOne é uma empresa especializada em provedores, hardware e geradores de energia, bem como a segurança de toda a base de dados da cooperativa AMOCO. O grupo de colaboradores do Sicredi pode visitar uma de suas 17 estruturas, com 30 dos seus 180 funcionários. Só nesta unidade, existem 12 geradores de energia, com valor aproximado de 1 milhão de dólares cada um, com capacidade de 24 Megawatts. O investimento em estrutura é enorme, para a segurança dos dados e equipamentos, inclusive contra furacões, que são comuns nos Estados Unidos.

Esta empresa tem grande investimento em estrutura física e garantem que o risco de haver uma queda ou perda de energia é praticamente nulo. A AMOCO Credit Union é um de seus muitos clientes, que paga pelo consumo de energia e espaço, um montante fixo mensal. Essa empresa atende em outros países, sendo outro cliente, a Accenture, empresa parceira do Sistema Sicredi e possuem várias certificações de qualidade internacionais, como U.S. Green Building Council Leed e o PCI Compliance. “Somos a 5ª maior empresa em nosso ramo e temos muita credibilidade entre nossos clientes, graças a seriedade do nosso trabalho e a alta tecnologia de segurança que ofertamos”, afirma Edward Scibek, Renewal Manager da CyrusOne.

“Ser a maior empresa do ramo, não é a ambição da Cyrus e sim ser a melhor do seu ramo de atividade no mundo, sendo que já alcança o 5º lugar entre as potências mundiais. Tal resultado torna-se notório quando considerado o alto nível de investimento em segurança e tecnologia, além da qualidade no atendimento aos clientes, onde 94% mostram-se satisfeitos pelos resultados alcançados”, destaca Rosane Vilas Boas, Assessora de Comunicação e Marketing da Sicredi Ouro Verde MT.

Estratégia de expansão da Cooperativa

A vice presidente executiva da AMOCO, Gail Figueroa, recebeu nossa equipe na sequência do dia, e apresentou suas estratégias de expansão física, ou seja, o planejamento e abertura de novas unidades de atendimento. Com cerca de 530 milhões de dólares em Recursos Administrados, a cooperativa possui 5 unidades de atendimento com prédios próprios construídos.

No relatório apresentado, analisando a carteira de crédito, as unidades de atendimento são responsáveis por cerca de 50% de novos negócios e o percentual restante é feito todo através do Call Center e atendimento via internet. Em relação ao crescimento em número de associados, o percentual cai para 17% nesses canais.

Segundo Gail, os ATMs também são um diferencial para a cooperativa, que possui 16 equipamentos próprios e uma parceria com a Allpoint ATM Network, que expande a rede em mais 43.000 pontos, inclusive em países como México, Reino Unido, Austrália e Porto Rico. Além desta vantagem, a meta da cooperativa, em termos de expansão física, é investir mais em pequenas unidades de atendimento.

“Estrutura de menor custo, em locais estratégicos e com grande fluxo de pessoas tem sido mais lucrativas e fáceis de administrar”, ela destaca.

Outro aspecto diferente é a participação econômica do sócio da AMOCO nas sobras, ou seja, 4% sobre aplicações e créditos tomados, é uma iniciativa própria e não uma exigência legal nos EUA.  Segundo a vice presidente, esta não é mais uma prática comum entre as cooperativas de crédito deste país.

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4º dia da Visita – Marketing e Desenvolvimento de Negócios

Relacionamento, esta é a palavra que marcou o quarto dia de visitas à AMOCO, em 15 de Setembro, nas áreas de marketing e desenvolvimento de negócios.

Considerando todo o material e ações desenvolvidas pela respectiva cooperativa para atrair novos associados e fazer negócios, pode-se resumir o foco dos colaboradores, em fazer relacionamento. Através da conversa com a Gerente de Marketing, Tina Linquist, percebe-se uma abordagem clara e específica de aproximação da AMOCO com a comunidade. A cooperativa desenvolve revistas de distribuição gratuita com divulgação de seus parceiros, como forma de fortalecer os vínculos e conquistar as empresas parceiras de negócios. Segundo Tina, esse é um grande desafio num mercado bastante competitivo. Outras campanhas mensais de venda de alguns produtos específicos e promoções relâmpago são realizados seguidamente pela cooperativa.

Além da divulgação da marca, como em grandes outdoors que refletem a imagem do associado e um depoimento sobre a cooperativa, ficou notório o grande alinhamento entre as áreas no que tange o conhecimento sobre a missão e a visão da empresa. Também há grande organização quanto a padronização das unidades de atendimento e da utilização da marca junto a todo e qualquer forma de comunicação visual.

A área de marketing apresentada por Tina possui 9 colaboradores responsáveis por marketing de venda, endomarketing, treinamentos, padronização da comunicação, reuniões de relacionamento com os associados e parceiros. Esta é uma estrutura de apoio às ações planejadas pelos executivos da cooperativa.

Considerando o destaque que é dado para o “relacionamento”, o interesse da AMOCO foi visível às nossas estratégias de relacionamento e Programas Sociais, pois eles consideram uma ferramenta  estratégica para as vendas e aumento considerável de seus associados.

Na sequência do dia, o Gerente de Desenvolvimento de Negócios, Kevin Venable, apresentou um relatório contendo um pouco de números e histórico da cooperativa, a lista de companhias parceiras e muitas ações com comerciantes e comunidade.

O foco da cooperativa é associação de pessoas físicas, já que por lei, não podem associar pessoas jurídicas. Segundo Kevin, a cooperativa tem limitação territorial e de cerca de 100 segmentos onde podem atuar. Uma estratégia de negócios deles é promover uma reunião, a cada 3 meses, convidando associados e propects, representantes de empresas, para conhecer mais a cooperativa e promover networking entre eles próprios. “Percebi o quanto essas reuniões são similares as coletivizações do Programa Crescer e o quanto estão impressionados quando pudemos apresentar as nossas Reuniões de Boas-vindas e seus resultados”, afirma Eliane Goulart, Assessora de Programas Sociais, da Central Sicredi PR/SP.

Segundo Kevin, outro foco da cooperativa é realizar vendas casadas, chamadas cross sell, como forma de promover mais negócios. Um aspecto interessante são os diferentes pacotes oferecidos aos associados tomadores de crédito, de acordo com a classificação de risco de cada um. Por exemplo, se um associado é classificado como risco A, ele tem uma taxa de juros e uma cross sell diferenciada.

Como exemplo de ação social, a cooperativa tem o chamado Platinum Club, ofertado aos associados com mais de 55 anos, que promove excursões turísticas a diversas localidades. O associado que faz parte deste grupo se candidata, paga uma pequena taxa para fazer parte das viagens oferecidas.

“Um fator que nos impressiona é a excelente comunicação que flui entre os colaboradores, um forte alinhamento estratégico, onde as pessoas demonstram foco e grande satisfação em suas atividades. De nossa parte, as ações de marketing, pelo tamanho da estrutura do Sistema Sicredi, pareceu impressioná-los bastante, assim como nossa capacidade de movimentar grandes grupos de associados em nossos eventos e reuniões”, comenta João Augusto da Rocha, Gerente Regional de Desenvolvimento, da Sicredi Vale do Piquiri PR.

Por Eliane Goulart e Daniele Hallage, direto do Texas – EUA

Texas: Painéis e cases de sucesso são destaque no segundo dia da Leadership Conference

September 15th, 2011 No comments

Vários cases de cooperativas da Liga do Texas, na Leadership Conference marcaram o segundo dia e geraram integração e troca de experiências entre os participantes.

Pela manhã, os primeiros multiplicadores foram Shawn Bailey, da AMOCO Federal Credit Union, Lisa Nicholas, da Amplify Credit Union, ambos de Houston e Maria Martinez da Border Federal Credit Union de DelRio na fronteira do Estado. O primeiro facilitador focou na comunicação e interação com a comunidade, destacando parceiras feitas pela cooperativa em benefício dos associados. Os programas sociais e de voluntariado foram o tema da segunda palestrante, onde as redes sociais destacam-se como meios de comunicação e interação com o quadro social e comunidade. O crescimento da cooperativa e superação das dificuldades do passado foram o tema da terceira palestrante, que apresentou as estratégias com associados e colaboradores, como revisão da política de concessão de crédito e investimento em treinamento. Estas iniciativas trouxeram um grande resultado para a cooperativa.

O destaque das conferências no turno da tarde foi a performance do consultor Mark Arnold, que explanou sobre as principais tendências de mercado que toda a cooperativa deveria saber. Sua abordagem focou em como conquistar novos associados, principalmente o público jovem, das gerações X e Y, tendo como único caminho viável, as redes sociais. Também fez uma reflexão sobre a necessidade de inovação e de diferenciais reais, com mobilidade mercadológica. Ele usou um trocadilho “Eve-olution” para destacar a importância do público feminino na atual economia e que o staff das cooperativas deve contemplar pessoas bilíngüe como questão fundamental para ser competitivo.

O último painel do dia tratou da necessidade de adaptar o atendimento e as práticas das cooperativas de crédito texanas ao público hispânico, considerando seu alto percentual de imigração. O facilitador foi Gary Willians, da Unity One Credit Union.

“Com a certeza de termos um sistema com profissionais inovadores e práticas equiparadas as melhores do mercado financeiro, buscamos consolidar os conceitos adquiridos em nosso sistema e buscar conceitos e ações diferenciadas das cooperativas do Estado do Texas. Isto traz um avanço na forma de atuação dos executivos e colaboradores do Sistema Sicredi”, afirma João Augusto Rocha, Gerente Regional de Desenvolvimento da Sicredi Vale do Piquiri PR.

Do Texas, EUA, Eliane Lourenço Goulart e Daniele Hallage.

Texas: Tem início mais um programa de intercâmbio entre o Sicredi e a Liga do Texas

September 15th, 2011 No comments

Com o objetivo de promover a intercooperação e a troca de experiências entre profissionais das áreas de marketing, produtos e negócios com associados, relacionamento com comunidade, o Sicredi firmou em 2010 um programa de intercâmbio com a TCUL – Texas Credit Union League, a Liga das Cooperativas de Crédito do Texas, EUA.

A caravana do Sicredi, nesta 2ª turma de intercâmbio, é composta por 9 colaboradores: Eliane Lourenço Goulart, Daniele Hallage, Leonardo Veller, Rafael Martignago, João Augusto da Rocha, Silvio Cesar de Castro, Rosane Villas Boas, Kátia Lusia Trein, Francisco Meller da Motta.

O programa teve início com a Leadership Conference & Expo, na cidade de San Antonio, Texas, no dia 08 de setembro de 2011 e reuniu executivos de diversas Cooperativas de Crédito daquele Estado. Foram realizadas homenagens aos profissionais do ano de diversas áreas, com a entrega de uma placa aos executivos que foram destaque em 2011. Um dos homenageados foi Gary Tuma, da Smart Financial Credit Union.

Na sequência, o palestrante da manhã foi Robin Crow, autor do livro “Evolve or die”, o qual foi patrocinado pela Cuna Mutual Group. Após uma performance com guitarra, Robin iniciou sua palestra falando sobre a importância de praticar para se obter excelência. “Para você ser realmente bom em algo, você deve fazer 3 coisas: praticar, praticar e praticar”, reforçou ele. Também discorreu sobre a importância da inovação, de re-criar, re-construir e buscar ter criatividade constantemente e trouxe a reflexão de que algo que hoje está provado já foi um dia imaginado. Encerrou dizendo da escolha que temos de fazer nosso trabalho por amor e não por dinheiro e que não devemos esperar pelo milagre, devemos ser o milagre.

A segunda palestrante, Karen McCullough, fez uma excelente análise sobre as diferenças entre gerações. As características das gerações: tradicional, baby boomers, geração X e Y foram apresentadas de forma lúdica e bem humorada. Ao final de sua fala, os participantes puderam ouvir algumas músicas e tentar identificar a geração que pertenciam.

Para o Gerente Administrativo Financeiro da Sureg Oeste PR, Rafael Martignago “a palestrante foi muito feliz na sua explanação, observando a praticidade do tema e relacionando as diferentes gerações no desenvolvimento do cooperativismo de crédito.” Finalizou o gerente.

Do Texas, EUA, Eliane Lourenço Goulart e Daniele Hallage.

O Cooperativismo de Crédito na Alemanha

September 5th, 2011 5 comments

Por Marco Aurélio Almada, diretor-presidente do Bancoob, e Ênio Meinen, diretor operacional do Bancoob.

No período de 22 a 26 de agosto último, tivemos a oportunidade de (re)visitar o sistema cooperativo financeiro alemão com o intuito de aprofundar conhecimentos sobre as práticas cooperativas adotadas naquele país. A ação de intercooperação internacional, desta vez, deu-se a convite da Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV) e envolveu, também, o presidente do Sicoob Confederação, José Salvino de Menezes e o diretor operacional do Sicoob Central Bahia e conselheiro fiscal do Bancoob, Cérgio Tecchio.

Em razão do tempo mais generoso que nos foi destinado, combinado com uma riquíssima agenda proposta pelos anfitriões, a experiência pôde ser muito enriquecedora, permitindo que conhecêssemos melhor o funcionamento do cooperativismo de crédito na Alemanha. A seguir, compartilhamos informações e dados relevantes acerca do sistema e das entidades individualmente contatadas:

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Macroestrutura

Como entidade de cúpula, a DGRV cuida da coordenação entre as várias entidades do sistema alemão (a exemplo da Confederação do Sicoob), sendo responsável pela representação institucional nos âmbitos nacional e internacional, pela assessoria contábil-jurídico-tributária, pela macrocoordenação das ações de desenvolvimento de recursos humanos (executadas via academias de capacitação) e, ainda, com respaldo legal, via federações regionais, pela fiscalização das cooperativas de todos os ramos e dos bancos cooperativos alemães.

Na área financeira, com funções negociais e operacionais, existem dois bancos cooperativos centralizadores, com os quais os bancos cooperativos locais se relacionam: o DZ Bank (com sede em Frankfurt e abrangência nacional) e o WGZ Bank (de caráter mais regional, estabelecido em Düsserdorf). Ambos exercem papel semelhante ao Bancoob em relação às cooperativas do Sicoob, disponibilizando produtos e serviços e gerindo a liquidez dos bancos singulares.

logo_BVRTambém com abrangência nacional, atua a Federação Cooperativa Alemã (BVR). Com  75 anos de vida, a entidade tem como incumbências fundamentais a gestão e o aporte de recursos do fundo de proteção e a administração da marca única dos bancos cooperativos alemães, marca essa resultante da fusão das logos dos bancos populares ou urbanos, conhecidos como “Volksbanks”,  e dos bancos rurais Raiffeisen.

O fundo de proteção assemelha-se, em parte, ao Fundo Garantidor do Sicoob (FGS), mas possui uma característica distintiva importante: na Alemanha – onde os bancos cooperativos também não integram o fundo de garantia dos bancos em geral – os recursos são utilizados basicamente para ações preventivas, objetivando a recuperação econômico-financeira dos bancos cooperativos em dificuldade, ou para a sua reorganização com vistas a processos de incorporação.

Para essas ações de saneamento, a BVR conta com os trabalhos de auditoria das federações regionais. Trata-se, portanto, de um fundo de caráter mais institucional do que de depósitos, atuando fundamentalmente para evitar que os bancos quebrem. A entidade tem o poder de requerer auditorias especiais e de determinar a substituição de dirigentes e executivos dos bancos socorridos.

Há, ainda, outras entidades corporativas, como é o caso da R+V (seguros), a VR leasing (leasing), o Team Bank (especializada em crédito a consumo para assalariados, cujo modelo é conhecido como e@syCredit), a  Union Investiment (gestão de recursos), dois bancos hipotecários, além de duas empresas de informática, todas elas voltadas para a prestação de serviços ao conjunto dos bancos cooperativos.

Merecem, também, destaque as federações regionais (filiadas à DGRV), que têm a incumbência legal de realizar a auditoria externa do conjunto dos bancos cooperativos, inclusive do DZ Bank e do WGZ Bank. O seu papel é semelhante ao exercido pela Confederação Nacional de Auditoria Cooperativa (CNAC), uma vez que as nossas centrais cuidam apenas da auditoria interna das cooperativas.  Na Alemanha, a auditoria interna é atribuída aos próprios bancos cooperativos, que possuem componentes organizacionais próprios para essa tarefa. 

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Preparação / Formação Profissional

No campo da preparação/formação de profissional, os bancos cooperativos possuem 7 academias regionais/locais (contando com a de Giessen), e 1 academia nacional (ADG), todas elas entidades associativas sem fins lucrativos. As academias regionais são encarregadas da formação do quadro técnico dos bancos, cuja certificação é obrigatória na Alemanha. Já a Academia Nacional das Cooperativas tem a incumbência de preparar, na área de gestão e finanças, os diretores e executivos imediatos e especialistas dos bancos cooperativos. A entidade é a responsável legal pela capacitação dos dirigentes dos bancos cooperativas para fins de habilitação junto ao Banco Central da Alemanha. Os candidatos, cumprindo pré-requisito para homologação de seus nomes pela Supervisão Bancária, passam por um ano de treinamento, reunindo-se em seminários/encontros distribuídos em 16 semanas.

Com entidades locais ou regionais, em razão de sua área de atuação, o sistema é composto por 1.138 bancos cooperativos “singulares”, que se relacionam com os 2 bancos centrais cooperativos e com as demais entidades cooperativas e corporativas de prestação de serviços, voltando-se essencialmente ao contato negocial com associados e clientes. Na Alemanha as entidades cooperativas podem operar com associados e com não-associados, os quais têm acesso a todos os produtos e serviços dos bancos em geral, sem, no entanto, fazer jus a qualquer prerrogativa tributária. A “expertise” negocial dos bancos contempla o universo das pessoas físicas e das micro e pequenas empresas.

Em resumo, as entidades alinham-se em dois blocos, tendo na base os bancos cooperativos “singulares” e no topo (coordenação geral) a DGRV. De um lado, há o grupo de entidades ligadas aos negócios, representadas pelos bancos centrais cooperativos e as empresas corporativas de produtos e serviços, a quem estão submetidas também as duas empresas de informática e as academias (regionais e nacionais) de formação e capacitação. De outro, formando o grupo de controles, estão as federações regionais, também designadas federações de auditoria (são 7, ao todo, reunindo cerca de 1,5 mil auditores), e a BVR (fundo de proteção).

Digno de nota nesse modelo organizacional, diante da circunstância de o vínculo entre os bancos “singulares” e os “centrais” ser livre, é o índice de fidelidade no relacionamento negocial (utilização de produtos e serviços dos bancos “centrais”), que alcança a expressivo marca de 99%. Tal número refere-se, naturalmente, à abrangência e à qualidade das soluções, aliadas ao modelo de interrelação instituído entre as partes, que pressupõe forte participação dos bancos “singulares” na definição dos rumos e do portfólio de negócios.

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Alguns números

Os atuais 1.138 bancos cooperativos “singulares” (que já foram 11 mil bancos em 1950 e 7,1 mil em 1970), detêm uma rede de 13,5 mil pontos de atendimento, aproximadamente 17 milhões de associados e mais 30 milhões de clientes.

Somando-se os dois bancos centrais (excluídos os dados dos respectivos conglomerados), o conjunto dos bancos cooperativos alemães administra ativos da ordem de 1,2 trilhão de euros (ou 1,7 trilhão de dólares), o que equivale a cerca de 20% do sistema financeiro local e 80% do PIB (conjunto da riqueza) brasileiro. Em depósitos, detêm 507 bilhões de euros (cerca de 25% do total dos depósitos bancários do país). Os empréstimos, por sua vez, alcançam 406 bilhões de Euros.

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Curiosidades

VOLKSBANK MITTELHESSEN - Uma das instituições visitadas foi o Volksbank Mittelhessen, sediado na cidade de Giessen (estado de Hessen), de 70 mil habitantes. O banco cooperativo singular, fundado em 1858, já passou por 200 incorporações (isso mesmo!) e hoje detêm ativos de cerca de 5,8 bilhões de Euros, sendo o 3º maior banco cooperativo singular da Alemanha. Com 179,3 mil associados e 350 mil clientes, leva os benefícios do cooperativismo a um entre cada dois habitantes de sua área de atuação. Outro dado interessante refere-se ao fato de que, em razão do grande número de associados e comunidades atendidas, todos os anos o banco realiza 43 pré-assembleias, fóruns nos quais são discutidos os temas relacionados à prestação de contas do exercício e a definição de ações para o ano em curso. Além disso, há alguns anos a instituição vem sendo eleita como uma das melhores empresas para trabalhar em toda a Alemanha.

TEAM BANK - Outra entidade que nos recebeu foi o Team Bank, localizado em Nuremberg, cuja referência é o seu modelo de crédito ao consumidor assalariado. Conhecido como e@syCredit, é o processo de crédito fácil mais conhecido e apreciado do sistema bancário alemão. Verdadeira “fábrica” automatizada de crédito a serviço dos bancos cooperativos alemães, também é utilizado por bancos cooperativos que atuam na Áustria. O mecanismo consiste, basicamente, na seguinte rotina: o beneficiário do crédito (que pode valer-se, também, da internet) apresenta-se no ponto de atendimento (do próprio Team Bank ou de banco cooperativo singular) e entrega ao atendente o contracheque dos últimos dois meses e a sua carteira de identidade, além de assinar uma autorização para a consulta às centrais de dados restritivos e positivos (são 4 na Alemanha e 2 na Áustria).

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    • Enquanto o atendente preenche o cadastro (são 7 telas, ao todo), a central de atendimento já providencia a consulta aos dados restritivos (e positivos) do candidato, calcula o limite de crédito do pretendente e apura o número sugestivo de parcelas, o prazo do crédito e a taxa de juros (que tem a ver também com o “risco”). Concluído o cadastro, e tendo em mãos a posição de crédito do assalariado, o atendente, em caso positivo, colhe a assinatura no contrato ou nos contratos (se for entregue cartão de crédito, o tomador tem de assinar outro contrato), e providencia a remessa digitalizada da primeira e da última via dos contratos, dos contracheques e da carteira de identidade para a central de atendimento. Esta confere apenas aspectos formais e dá o retorno em um tempo médio de 4,5 minutos. Feito isso, o crédito é liberado instantaneamente e os recursos são disponibilizados no dia seguinte, em conta corrente indicada pelo mutuário. Em razão da agilidade do processo, em dias de pico o número de liberações chega a 1,7 mil operações de crédito, sendo que a inadimplência tem sido mantida abaixo de 2,5%.  

WGZ BANK Merece destaque, ainda, um aspecto peculiar relacionado ao WGZ Bank (banco central regional). Embora seja uma sociedade anônima (AG), o sistema deliberatório obedece à lógica cooperativa. Ou seja, cada banco cooperativo acionista, independente do seu capital, tem apenas um voto na sociedade. Isso só é possível em razão de uma “engenharia” jurídico-societária que permitiu a criação de uma holding não submetida à lei das sociedades anônimas, sede na qual são tomadas as decisões.

BANK IM BISTUM ESSEN - O Bank im Bistum Essen (em português, Banco Cooperativo na Eparquia de Essen) é uma entidade ligada à circunscrição eclesiástica, cujo público-alvo (associados e clientes) são instituições religiosas de fé católica, cooperativas e respectivos empregados. As instituições desse tipo estimulam o chamado “crédito ético”. Na Alemanha, existes 7 entidades que trabalham nesse modelo, sendo 4 vinculadas à igreja católica e 3 às instituições protestantes.

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Governança

Uma particularidade da governança nos bancos cooperativos (e cooperativas em geral) refere-se ao fato de que os órgãos sociais são representados pela assembleia geral dos associados, pelo conselho fiscal (os membros têm de ser associados ou empregados dos bancos) e por uma diretoria eleita e destituível pelo conselho fiscal. Ou seja, não há conselho de administração.

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Entidades visitadas

No total, pudemos manter contato com 9 entidades: DGRV e BVR, situadas em Bonn, antiga capital alemã;   WGZ Bank AG e Bank im Bistum Esse, localizados em Düsseldorf; ADG e Volksbank Mittelhessen, situados, respectivamente, em Montabaur e Giessen; DZ Bank, localizado em Frankfurt; Winzergenossenschaft DIVINO Nordheim eG (cooperativa de produtores de vinho), situada em Nordheim e Team Bank AG, localizado em Nüremberg.

Autores: Marco Aurélio Almada, diretor-presidente do Bancoob, e Ênio Meinen, diretor operacional do Bancoob.

A história da fundação da primeira Cooperativa de Crédito das Américas, a Caisse Populaire de Lévis, em Quebec no Canadá

August 25th, 2011 No comments

Estivemos no dia de hoje no distrito de Lévis, na cidade de Quebec, que fica no estado de mesmo nome (Quebec), no Canadá. Tivemos a oportunidade de escutar do Sr. Pierre Poulin, Historiador da Sociedade Histórica Alphonse Desjardins, a história da fundação da 1ª cooperativa de crédito das Américas, a Caixa Populaire de Lévis.

O ano de 1900

No ano de 1900 a população do Quebec era de 1,6 milhões de habitantes e 2/3 da população residia em áreas rurais. As condições de vida eram muito difíceis, havendo desemprego na cidade e atraso na mecanização agrícola no meio rural. Neste cenário, com a ausência de bancos para financiar o desenvolvimento as pessoas emigravam para os Estados Unidos.

Alphonse Desjardins

Alphonse Desjardins

Neste cenário, Alphonse Desjardins, em 1893 já tinha várias anotações buscando uma solução para estas dificuldades. Ele era uma pessoa muito preocupada com as questões sociais. Foi também conselheiro de administração da Câmara de Comércio de Lévis. Desjardins foi jornalista (1872 a 1879), relator de debates na Assembléia Legislativa de Quebec (1879 a 1890) e após foi proprietário de seu próprio jornal (1891) em Lévis. Em 1892 ele se torna estenógrafo francês da Câmara dos Deputados em Ottawa (1892 a 1927). Apesar disto, ele continuou a morar em Lévis, 600Km distante de Ottawa, residindo em Ottawa por 6 meses por ano. Por este motivo a esposa de Desjardins foi fundamental, anos mais tarde, para manter o trabalho de Desjardins nas Caisses Populaires (Cooperativas de Crédito).

No período em que esteve em Ottawa aconteceu um debate na Câmara de Comuns onde houve a condenação de um tomador de crédito que teve de pagar $ 5 mil de juros para um empréstimo de $ 150. Este foi um fato marcante para Desjardins que buscou alternativas para tais situações. Pouco depois Desjardins toma contato com o livro “People´s Bank” que falava do movimento das cooperativas de crédito na Europa. A partir daí ele buscou o contato por correspondência com pessoas da Europa que eram referência no cooperativismo.

A Caisse Populaire de Lévis

Em 06/12/1900, Alphonse Desjardins fundou a Caisse Populaire de Lévis com a ajuda de outras pessoas que já atuavam em uma sociedade mutual existente no Quebec. O modelo criado por Desjardins reunia características do modelo de Raiffaisen, de Luzzati e de Schulze-Delitsche.

A cota capital inicial em 1900 era de $ 5 (5 dólares), valor este praticado por todas as Cooperativas de Desjardins até hoje. À época este valor equivalia a 1 semana de salário. Para viabilizar a integralização foi viabilizado o parcelamento deste valor de 12 meses, com parcelas semanais de $ 0,10. As Caisses eram abertas a todos, atuando em territórios limitados e com a valorização do Fundo de Reserva, visto ser a única forma de financiar o crescimento das Caisses.

Nos anos seguintes a 1900 apenas outras 3 Caisses foram fundadas. A preocupação neste período era o reconhecimento jurídico das Caisses em nível federal. Como isto não aconteceu ele contentou-se com uma lei estadual, em 1906, regulamentando o funcionamento das Caisses. A 2ª cooperativa foi fundada em 1902 em Ottawa, justamente por Alphonse Desjardins estar seguidamente nesta cidade.

Casa de Alphonse Desjardins em Lévis, Quebec

Desjardins contou com o apoio do clero católico, que era muito importante na época. Antes de fundar uma nova Caisse, Desjardins queria ter a certeza de que haveria o apoio do padre da paróquia. Durante os primeiros 6 anos de funcionamento da Caisse as atividades da mesma eram realizadas na casa de Alphonse Desjardins.

Em 1903, a esposa de Desjardins (Dorimène Desjardins), vendo que o esposo preocupava-se por não encontrar alguém que o substituísse quando ele ficava 6 meses em Ottawa, ofereceu-se para substituir o marido nestes períodos. Ela tinha 10 filhos, sendo que o mais novo havia nascido no ano anterior. Ela foi gerente da Caisse de 1903 a 1906, quando foi contratado um novo gerente. Foi a esposa de Desjardins que apoiou a criação da Caisse Regional de Lévis.

O escritório de Alphonse Desjardins ficava logo na entrada da casa. Foi neste espaço que a Caisse funcionou por 6 anos.

A conquista de uma Legislação própria

Em 1906, com a legislação estadual, Alphonse Desjardins, articulou a criação de outras 136 Caisses Populaires, no período de 1907 a 1915, sempre com o apoio dos padres e dos nacionalistas. Foram fundadas 19 Caisses em Ontário e 9 nos Estados Unidos, em regiões em que os imigrantes canadenses haviam ido. Está em Manchester uma cooperativa que completou 100 anos em 2008.

Cada Caisse Populaire era autônoma, e Alphonse Desjardins era apenas uma autoridade moral, mantendo um contato por cartas (normalmente longas) com os gerentes das Caisses, apontando erros na contabilidade e orientando as mesmas. Ele orientou as Caisses a fundar uma organização regional, mas seu estado de saúde não lhe permitiu mais ver a fundação desta entidade, tendo falecido em 1920. Haviam na época 140 Caisses ativas com 30 mil associados e ativos de $ 6 milhões. As caísses ainda eram frágeis, ficando localizadas no presbitério, na casa de agricultores, …

O período de 1920 a 1932

Entre 1920 e 1932 foram constituídas 4 uniões regionais e em 1932 foi constituída uma federação regional. O papel destas entidades era fazer a fiscalização das caísses de igual forma em todo o estado, fundar caísses e gerir a liquidez. Em contra-partida o governo fomentava com $ 20 mil/ano a fiscalização das caísses.

O período de 1936 a 1960

Sede da Caisse Lévis por ocasião da comemoração de seus 50 anos, em 1950

No período de 1936 a 1960, motivados primeiro pela grande depressão econômica, que provou um movimento de organização econômica se precedentes para contornar a pobreza, e posteriormente pelo grande crescimento do Canadá no período pós guerra, foram constituídas 1.059 novas Caisses. O objetivo antes da guerra era o de financiar os produtos rurais e no pós guerra as cooperativas tornaram-se muito mais numerosas nas cidades financiando o crédito hipotecário. No final deste período as caísses administravam ativos superiores a $ 600 milhões.

Em 1949 criou-se o Fundo Garantidor para apoiar cooperativas com dificuldades.

A diversificação e a evolução da legislação

O período de 1944 a 1971 foi marcado pelo surgimento de um grupo econômico diversificado com a criação  de duas companhias de seguros para bens e pessoas, uma sociedade de fidúcia, de fundos de investimento e uma sociedade de investimento. Este período foi favorecido pela flexibilidade da legislação estadual. Por fim, a ausência de uma legislação federal favoreceu o crescimento das Caisses de Desjardins, pois a legislação estadual sempre foi mais ágil nas regulamentações e adaptações necessárias.

Sede da Federação das Caisses de Desjardins

Em 1971 a legislação ampliou os poderes da Federação Estadual.  

Desde 1982, as Caisses fazem parte do Sistema de Pagamentos do Canadá, tendo os mesmos direitos e deveres que os Bancos Canadenses, podendo inclusive operar com o governo estadual e federal, havendo hoje uma forte relação negocial.

A Caisse de Lévis, é atualmente uma das 5 maiores Caisses de Desjardins, sendo que nas Assembléias a participação é de 10% dos associados.

Por Márcio Port, direto de Lévis, no Quebec

Desjardins e o Circo de Soleil

August 25th, 2011 No comments

Circo de Soleil

Chegamos à Quebec, cidade de 600 mil habitantes leste do Canadá e que fica no estado também chamado de Quebec. Aqui conheceremos a Federação das Cooperativas de Desjardins e também a história da fundação da primeira cooperativa no ano de 1900. No dia de hoje fizemos 2 visitas ainda em Montreal e em breve um breve relato estará disponível.

Ao chegarmos em Quebec ficamos sabendo que estava acontecendo um espetáculo do Circo de Soleil, ao qual alguns dos integrantes do grupo foram assistir.

Para quem desconhece o vínculo do Circo de Soleil com o cooperativismo de crédito  leia o texto abaixo retirado de uma matéria já publicada neste mesmo site anos atrás:

"no estado de Quebec, o cooperativismo detêm mais de 50% do mercado financeiro. Veja o caso do Circo de Soleil, que é da região de Quebec. Eu estive lá e conheço bem esta história. Quando foi montar o Cirque du Soleil, o seu idealizador, que era um daqueles comedores de fogo, foi procurar o sistema bancário para dizer "Olha, financia este projeto". O que ele ouviu foi alguma coisa como "Acha que sou maluco, rapaz? Vou botar o meu dinheiro aí no fogo, pra vocês comerem? Que história é essa?". Resumindo, o banco não financiou. Ele foi buscar apoio no sistema cooperativista da região, que começou a apoiá-lo com pequenos recursos. E foi o modo como ele conseguiu montar o circo. Veio o sucesso - porque de fato há empreendedores que só precisam, mesmo, de recursos... O circo cresceu e o sistema cooperativista da região já não tinha mais capacidade operacional para suprir todas as necessidades de financiamento do Circo de Soleil. Então, o que o Soleil passou a fazer ? Passou a fazer uma espécie de leilão com os bancos. "Olhem, estamos precisando de US$ 1 milhão. Vocês nos oferecem a quanto?". O poder de barganha mudou de lado... Exatamente. O circo passou a ter o poder de dizer assim: "Eu quero um milhão", porque o negócio virou um sucesso e os bancos viam o empreendimento com outros olhos. Mas mesmo na nova fase o Circo de Soleil só recorria ao sistema bancário quando o sistema cooperativista declarava algo como "Olha, nesse nível nós não temos os recursos suficientes para bancar o seu projeto.". A preferência deles sempre foi pelo sistema cooperativista. É uma história lá de fora, mas se nós olharmos determinadas regiões do Brasil veremos que também ocorre essa concorrência das cooperativas, esta capacidade de impor uma puxada de juros para baixo.... Há pessoas que operam exclusivamente com o sistema cooperativista. Assim como há pessoas que não conhecem bem o sistema cooperativista e entram porque acham que se trata de crédito fácil... Tem de tudo aí."

Por Márcio Port, direto de Quebec, no Canadá

O Centro de Estudos Desjardins na HEC Montreal, no Canadá

August 23rd, 2011 1 comment

A HEC Montreal (Hautes Etudes Commerciales), ou Centro Superior de Estudos  Comerciais, tem 12 mil estudantes e foi fundada em 1907, sendo que 32% dos alunos não são canadenses.

Instalações físicas da HEC Montreal

Em 1975 surgiu o Centro de Gestão de Cooperativas com atuação em todos os ramos cooperativos. Em 2001 os estudos focaram-se apenas no cooperativas de crédito assumindo o nome de Centro de Estudos Desjardins (Centre d´études Desjardins ne gestión). A partir daí houve a internacionalização dos trabalhos, sendo que atualmente trabalham fortemente com a Europa, principalmente com o Credit Agricole e Rabobank, mas também com o Credicoop e Cooperativas Chinesas.

O Observatório Internacional das Cooperativas de Crédito

O Centro de Estudos de Desjardins está elaborando um banco de dados com informações de todas as cooperativas do mundo para poder melhor dimensionar o real tamanho do Cooperativismo de Crédito Mundial. O endereço que abriga os estudos já existentes é o http://observatoire.coopfinance.hec.ca

Observatório Desjardins

Ao iniciar o trabalho com as cooperativas de crédito percebeu-se a falta de dados financeiros do ramo. Foi criada uma base de dados onde estão sendo consolidados os dados do cooperativismo mundial. Foi criada também uma biblioteca virtual com todos os dados disponíveis. Para poder divulgar as informações já catalogadas é necessária a autorização de cada cooperativa ou sistema. Até o momento 29 instituições assinaram o acordo de licença, a Europa e a América Latina foram prioritárias. Outras 32 licenças estão em discussão.

O objetivo é de conseguir tornar este observatório disponível para acesso, com dados 100% atualizados, no ano de 2012, o Ano Internacional das Cooperativas.

Por Márcio Port, direto de Montreal no Canadá

A evolução do mercado financeiro canadense nos últimos 10 anos

August 23rd, 2011 No comments
Bandeira do Canadá

Nos últimos anos aconteceu no Canadá uma evolução das transações financeiras caminhando de um modelo de maior contato físico para a evolução acelerada de transações via internet e ferramentas automatizadas (crédito pré-aprovado). Esta evolução levou o número de transações eletrônicas do Movimento de Desjardins de 12% em 1990 para 65% em 2000 e 92,7% em 2010. Este aumento vai permitir a redução da quantidade de postos de serviço visando a redução de custos.

As Cooperativas de Desjardins como reguladoras dos preços de mercado

Movimento de Desjardins

Também neste período o mercado acelerou sua competitividade e as taxas de juros ficaram cada vez mais parecidas entre os bancos e as cooperativas. A grande questão é que, como Desjardins domina praticamente 40% do mercado do estado de Quebec, os grandes bancos não tiveram opção a não ser baixarem suas taxas de juros para se aproximar do que praticava Desjardins tentando assim manterem ou aumentar sua fatia de mercado. Com isto hoje as taxas de juros já não são mais tão diferentes, pois as cooperativas de crédito já cumpriram seu papel de regular os preços do mercado.

Atualmente as maiores Cooperativas de Desjardins não estão nas grandes cidades e sim nas pequenas capitais regionais, isto devido à maior participação local que as cooperativas tem nas pequenas comunidades.

Atualmente Desjardins tem 1.400 pontos de serviços no Quebec e Ontário, tendo 55% de todas as agências bancárias no Quebec, 50% dos caixas automáticos.

Em função da novo estudo incluído na Basiléia III, o Movimento Desjardins passou a reforçar sua destinação ao fundo de reserva, sendo que nos últimos 2 anos cerca de 80% das sobras foram conduzidas para reservas e nos anos anteriores as destinações eram de cerca de 50%. Neste mesmo período os resultados foram majorados em relação aos anos anteriores, justamente para reforçar as reservas.

Por Márcio Port, direto de Montreal no Canadá

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A Estrutura de Governança de Desjardins, no Canadá

August 23rd, 2011 No comments
Movimento de Desjardins

O Movimento de Desjardins, formado por 451 cooperativas de crédito singulares e que conta com 6 milhões de associados, estruturou-se para atender às boas práticas de governança corporativa criando uma sistemática de representação das cooperativas de crédito junto à Federação das Cooperativas de Desjardins.

No Movimento de Desjardins, existe 1 federação, 17 conselhos regionais (sendo 16 em Quebec), 4 diretores regionais e 1 Presidente de todo o Movimento Desjardins. Os Presidentes dos Conselhos Regionais são Presidentes de Cooperativas de Crédito e não tem remuneração como enquanto conselheiros regionais.

O voto proporcional

A representação das cooperativas junto ao Movimento de Desjardins tem relação direta com a quantidade de associados de cada cooperativa, sendo que cada cooperativa tem de 1 até 5 votos, proporcionalmente ao seu número de associados. A cada 5 mil associados a cooperativa tem 1 voto a mais.

Existe um conselho dos representantes formado por 10 presidentes das cooperativas e 5 Diretores Gerais, sendo estes diretores os Diretores Executivos das maiores cooperativas de Desjardins. Estes representantes automaticamente fazem parte do Conselho de Administração da Federação. Na Assembléia Geral da Federação é eleito o presidente de todo o Movimento e 4 diretores gerais, sendo que cada um pode permanecer no cargo por 2 mandatos, sendo cada mandato de 4 anos.

Organograma do Movimento de Desjardins

Como ler o organograma acima?

  • Os 5,8 milhões de associados estão ligados a uma das 450 cooperativas de crédito,
  • em cada cooperativa de crédito são eleitos os dirigentes (presidente e conselhos), totalizando 5.900 pessoas eleitas. Nas cooperativas o órgão máximo é a assembléia geral, seguida do conselho de administração e do conselho fiscal.
  • As cooperativas de crédito estão reunidas em regionais, sendo que atualmente existem 17 regionais,
  • Para representar cada uma destas regionais são eleitos 10 dirigentes e 5 Diretores Gerais, totalizando 15 pessoas em cada região X 17 regiões = 255 pessoas,
  • Estas 255 pessoas formam a Assembléia dos Representantes, somados à eles o Presidente do Movimento de Desjardins,
  • Na Assembléia Geral da Federação participam os delegados de cada uma das 451 cooperativas, respeitando-se a proporcionalidade do voto de cada cooperativa, que pode variar de 1 a 5 votos conforme a quantidade de associados de cada uma,
  • A Assembléia Geral da Federação elege o Conselho de Ética e o Conselho de Administração da Federação,
  • O Conselho de Administração da Federação de Desjardins é formado por 22 membros, sendo os 17 presidentes das regiões, 4 Diretores Gerais e mais o Presidente do Movimento de Desjardins,

Em 1977 foi criada uma Associação dos Diretores Gerais e recentemente uma Associação dos Presidentes. Estas entidades são fazem parte da governança de Desjardins. Na Associação dos Diretores Gerais são compartilhadas as melhores práticas e discutidos assuntos comuns deles. Apesar de não influenciarem na governança de Desjardins e nem aparecerem no organograma abaixo, os dois fóruns de discussão são normalmente consultados sobre as mudanças e inovações que estão por ocorrer.

Desde 2005 foram trabalhados um conjunto de 13 formações para os administradores eleitos, buscando a formação profissional e nivelamento deles. Este trabalho foi necessário buscando haver um maior equilíbrio no relacionamento entre o Presidente e o Diretor Geral de uma cooperativa.

Tivemos contato também neste dia de estudos em Montreal com um Presidente e um Diretor Geral de uma Cooperativa de Crédito de Desjardins. Na conversa nos foram passadas diversas informações sobre o dia-a-dia da governança cooperativa e ficaram registrados como aspectos marcantes:

  • A participação nas assembléias é de 1 a 2% dos associados, mas ao final de cada ano todos os associados recebem uma correspondência falando do exercício findo. Existe uma grande dificuldade de atrair o público jovem para as assembléias;
  • Não existe nenhum trabalho de formação com os associados, apenas a participação em eventos da comunidade;
  • O Presidente do Conselho não tem expediente na cooperativa. Em conjunto com o Diretor Geral ele prepara a reunião do Conselho. O Presidente e o Diretor Geral não têm contato freqüente. Existem também 2 vices-presidentes e 1 secretário.

Por Márcio Port, direto de Montreal no Canadá

Operações com Pessoas Jurídicas no Movimento Desjardins, no Canadá

August 23rd, 2011 No comments
Movimento de Desjardins

No Movimento de Desjardins, das 451 cooperativas (chamadas caisses) haviam e ainda existem, muitas pequenas cooperativas de crédito que não tinham tamanho suficiente para atender grandes empresas. A saída foi deixar as cooperativas no atendimento das pessoas físicas e criar os CFE´s (Centros Financeiros) para atender as empresas, com expertise oriunda do conjunto de Diretores Gerais das cooperativas. O funding para as operações de crédito para pessoas jurídicas pode ser formado com recursos de uma única cooperativa ou pelo funding de um conjunto de cooperativas, dependendo do montante envolvido.

Atualmente praticamente todas as Cooperativas participam de um dos 48 Centros Financeiros existentes. Esta caracteriza tem como vantagem a diversificação do risco entre várias cooperativas. Atualmente discute-se a criação de um novo centro, coordenado pela Federação das Cooperativas, para atender as grandes empresas que não são atendidas pelos Centros Financeiros.

Atualmente as cooperativas estão criando Centros Administrativos com o objetivo de centralizar o back-office, papel este que não é trabalhado pela Federação das Cooperativas. A quantidade de cooperativas que integram um mesmo centro administrativo varia de um lugar para outro. Os serviços prestados por eles também variam, cabendo às próprias cooperativas definir o que será centralizado.

Também estuda-se a criação de 3 centros para a administração de grandes fortunas, de pessoas que possuem grande volume de recursos e que hoje não são atendidas pelas cooperativas.

Por Márcio Port, direto de Montreal no Canadá

O Fundo Garantidor do Movimento Desjardins, no Canadá

August 22nd, 2011 No comments

Movimento de Desjardins

O Fundo Garantidor do Movimento Desjardins foi criado em 1978, sendo que ele não apenas auxilia a cooperativa com capital e liquidez, ele exige também uma reforma na gestão. O Fundo tem poder de intervenção em caso de má gestão de alguma cooperativa. O Fundo Garantidor tem um grande poder para gerir o risco de reputação caso haja a falência de alguma cooperativa.

O Fundo Garantidor cobriu algumas grandes crises do Movimento Desjardins. A primeira crise foi em 1981, coincidindo com uma grande crise econômica, que impactou principalmente em Montreal. Neste ano o fundo aportou $ 32,2 milhões em 187 cooperativas. Na época existia uma outra Federação de Cooperativas que trabalhava essencialmente com pequenas e médias empresas e que trabalhava com empréstimos de grande risco. Esta Federação passou por grandes dificuldades e chegou a quebrar nesta época, sendo que as perdas dos associados foram absorvidas pelo governo. Com isto Desjardins fortaleceu seu Fundo como forma de impedir a intervenção da autoridade financeira ou governamental. Em 1994 houve outra grande crise com o aporte de $ 30,2 milhões em 30 cooperativas.

Atualmente as regras de contribuição estão muito evoluídas, levando em conta o risco assumido por cada cooperativa.

O fundo garantidor de Desjardins tem $ 500 milhões de capital e é utilizado para qualquer caixa que esteja em dificuldade. É através deste fundo garantidor que as cooperativas são solidárias entre si.

Por Márcio Port, direto de Montreal no Canadá

A evolução da estrutura do Movimento de Desjardins, no Canadá

August 22nd, 2011 No comments
Movimento de Desjardins

Ainda na HEC Montreal, o Sr. Benoit Tremblay, Diretor do Centro de Estudos Desjardins, falou do Movimento de Desjardins e de sua evolução ao longo dos seus mais de 110 anos de história.

A 1ª cooperativa surgiu em 6 de dezembro de 1900 em Levis, no Quebec. O desenvolvimento inicial de Desjardins foi muito lento. Apenas em 1906 foi feita a primeira lei do estado de Quebec.

Desjardins criou as cooperativas apenas com a capitalização dos sócios, não podendo assumir muitos riscos. Ele contou muito com a igreja católica, que apoiava muito mais a poupança do que os empréstimos. Primeiro a pessoa deveria poupar para apenas depois tomar crédito.

Caixa Central das Cooperativas de Desjardins, em Montreal

A primeira Central das Caixas surgiu em 1920, sendo divididas de acordo com a distribuição das dioceses católicas. O poder regional sempre estava ligado aos padres, das dioceses regionais. As uniões regionais trabalhavam cada uma por si, sendo que em 1932 surgiu a federação, após a falência de várias cooperativas depois da crise de 1929. A Federação surgiu da vontade do governo de proteger os poupadores.

Até 1980 o número de cooperativas de Desjardins apenas cresceu, atingindo 1.372 nesta década, com 4,5 milhões de associados. No ano de 2000 este número era de 972 e atualmente é de 451 com 6 milhões de associados.

O volume de ativos de Desjardins era muito pequeno até 1975, crescendo muito depois disto, refletindo o aumento do poder aquisitivo da população do Canadá.

Até 1950 os associados de Desjardins e os clientes dos bancos não eram comuns entre si, não havendo sobreposição de atuação. A partir de 1950, com o crescimento econômico do Canadá, os bancos começam a se interessar pela classe média. Entre 1950 e 1970 Desjardins se tornou um sucesso coletivo. Nesta época Desjardins adquiriu o controle de cerca de 15% de um pequeno banco de Quebec.  Também nesta época instituições não bancárias foram autorizadas a ingressar no sistema de pagamentos, inclusive as sociedades seguradoras que podem inclusive oferecer fundos de investimento.

Entre 1970 e 1990, com a estabilidade do mercado, a clientela das cooperativas começa a interessar cada vez mais os grandes bancos, trazendo Desjardins para um mercado muito competitivo. Atualmente o mercado é praticamente único, havendo diferença apenas em um número de aproximadamente 500 pequenas cidades em que Desjardins é a única instituição financeira. Aliado a isto Desjardins tem muitos estudantes como associados e também públicos de baixa renda, tendo pouca expressão com pessoas de maior renda e com grandes empresas.

Benoit Tremblay, Diretor do Centro de Estudos Desjardins

Em 1967 houve a desregulamentação das taxas de juros do Canadá, permitindo os bancos a definir suas práticas de mercado. Isto promoveu um grande e rápido crescimento das operações de crédito. Para competir no mercado as cooperativas passaram a atuar de forma mais integrada, diminuindo a autonomia das cooperativas em busca de uma padronização tecnológica, de produtos, de políticas e de treinamentos. Isto aconteceu através da Federação Desjardins.

Na década de 70 a IBM ingressou no mercado financeiro sendo que Desjardins foi o primeiro grupo financeiro que a IBM passou a atender, promovendo a integração de todas as cooperativas. Já na década de 70 os associados podiam fazer transações financeiras e utilizar o seu cartão de débito em qualquer parte do país. Com isto, já na década de 80 Desjardins tinha como associados 67% da população adulta de Quebec. O Movimento Desjardins foi agente-chave no desenvolvimento de Quebec, sendo que o governo quebequense adequou a legislação às necessidades de mercado, mas também às necessidades de Desjardins.

Na década de 80, com o aumento das operações de crédito as cooperativas compensaram o aumento do risco com a capitalização. Surge aí o fundo garantidor de Desjardins e a transformação da capitalização de Desjardins.

O acirramento da concorrência fez também com que no período de 1987 a 1994 houvesse a aquisição de 26 bancos de investimentos por 7 instituições bancárias de varejo, todas canadenses. Este fato fez com que a crise financeira de 2008 não fosse percebida no Canadá pois a crise afetou fortemente os bancos de investimento, bancos estes que já não existiam no Canadá. Nesta época Desjardins já tinha 1.339 cooperativas e por já estar presente em todo o mercado de Quebec não lhe interessou fazer a aquisição de nenhum banco de investimento.

A partir de 1990, com a evolução do crédito no país e com a evolução do mercado financeiro, Desjardins também precisou evoluir:

  • na informatização,
  • na prestação de consultoria para os associados
  • e buscar que 75% dos funcionários atuassem em tarefas com maior valor agregado (na época o índice era 5%). O desafio foi transformar os funcionários de perfil administrativo em vendedores.

Para isto houve um forte investimento na formação educacional e profissional dos funcionários. Tornou-se necessária também a maior integração entre as cooperativas integrantes do movimento. Na época a participação de mercado era de 42% nos depósitos e 38% nos empréstimos hipotecários.

Como nem todos os objetivos foram possíveis de se atingir e haviam muitos investimentos de informática a serem feitos, houveram fusões de muitas cooperativas buscando a redução de custos. Neste período a quantidade de cooperativas reduziu-se em mais de 50%. Foram realocados pontos de serviços e instalados caixas automáticos no lugar de antigos pontos de serviços.

Atualmente 92,7% de todas as transações do Movimento Desjardins são eletrônicas.

Por Márcio Port, direto de Montreal no Canadá

O Mercado Financeiro do Canadá

August 22nd, 2011 1 comment

Cooperativistas do Sistema Sicredi do RS na HEC Montreal

No primeiro dia da formação na HEC Montreal (Universidade) tivemos pela manhã a apresentação de Jean Roy, do Departamento de Finanças da HEC Montreal. O conteúdo apresentado foi relacionado ao Mercado Financeiro do Canadá.

Durante a crise financeira nenhuma Instituição Financeira Canadense precisou ajuda. Este desempenho foi reconhecido pelo FMI e hoje diferentes países procuram o Canadá para descobrir o motivo deste fato.

A cultura bancária do Canadá é conservadora e além disto a regulamentação é rigorosa. O mercado financeiro canadense é concentrado, fazendo com que não haja uma concorrência feroz como em outros países. Isto gera uma boa rentabilidade sem muitos riscos.

No Canadá os bancos são regulamentados pelo governo federal e as cooperativas de crédito são regulamentadas pelo governo estadual. O Banco do Canadá (equivalente ao BACEN) não faz a fiscalização dos bancos. Por isto existe uma instituição que realiza este papel. O Banco do Canadá fiscaliza apenas o sistema de pagamentos.

A lei canadense que regula os bancos é revisada a cada 5 anos, gerando uma dinamicidade às mudanças e ao mercado. Outra característica é que nenhum acionista pode deter mais de 20% das ações. Esta regra vale para os grandes bancos, com capital superior a $ 7,5 bilhões (equivalente a US$ 7,5 bilhões). Para bancos menores os percentuais são maiores, podendo chegar a 100% das ações para os pequenos bancos. O objetivo desta diferenciação é fomentar a criação de pequenos bancos, que ao crescerem devem diversificar sua composição acionária. Com isto cerca de 50% da população canadense é proprietária direta ou indiretamente de algum banco. Isto faz com que os preços mais altos praticados pelos bancos sejam revertidos em dividendos maiores para os acionistas.

No Canadá os bancos não podem vender produtos de seguradoras nas suas agências, mesmo que a seguradora seja do mesmo grupo bancário. Este fato atende aos interesses das seguradoras e os bancos acabaram aceitando. As cooperativas de Desjardins, por terem regulamentação estadual podem negociar seguros em suas cooperativas.

O Fundo Garantidor canadense cobre até $100.000. A contribuição dos bancos para este fundo leva em conta o nível de risco de cada banco. Esta medida tem o objetivo de desincentivar os bancos a assumir muitos riscos. Para Desjardins a regulação é diferente e apesar do seguro ser o mesmo dos bancos, a contribuição é de 0,04 a 0,06% sobre os depósitos.

A taxa básica (equivalente à Selic) do Canadá é de 1%aa. Para os depositantes, atualmente, a taxa de juros é 1,5 a 3%aa. Para empréstimos a longo prazo a taxa é de cerca de 2%aa. Para empréstimos pessoais as taxas são de 8 a 10%aa. As hipotecas são de 4 a 6%aa.

A supervisão de Desjardins é feita por uma instituição de atuação estadual, a Autoridade dos Mercados Financeiros (AMF), diferentemente da supervisão que em nível nacional a que estão sujeitos os bancos.

Atualmente existem 846 cooperativas com ativos de $ 301 bilhões, com 8,9% do mercado financeiro. A participação de mercado varia muito de um estado para outro.

O Movimento de Desjardins (ativos $ 175,5 bilhões) é a 6ª maior instituição financeira do Canadá, desconsiderando neste ranking as instituições não bancárias (Sociedades Seguradoras).

Jean Roy do Departamento de Finanças da HEC Montreal

Apesar do Canadá ter 78 bancos são poucos bancos que dominam o mercado, sendo maiores do que o Movimento Desjardins:

  • o Banque Royale ($ 721 bilhões),
  • o Groupe Financier TD ($ 616 bilhões),
  • o Banque Scotia ($ 527 bilhões),
  • o Banque de Montréal ($ 413 bilhões)
  • e o Banque CIBC (US$ 363 bilhões).

As 6 maiores instituições, contando Desjardins administram ativos de $ 2,8 bilhões, dos quais Desjardins detêm 6,3% deste total. Estas instituições somadas detêm 83% do mercado bancário canadense que é de $ 3,384 bilhões.

Por Márcio Port, direto de Montreal no Canadá

Comitiva do Sistema Sicredi conhecerá o Sistema Desjardins no Canadá na próxima semana

August 16th, 2011 No comments

Uma comitiva de 29 dirigentes e executivos do Sicredi do RS estará viajando ao Canadá nos próximos dias para conhecer o Sistema Cooperativo Desjardins no Canadá.

A programação inicia-se na próxima segunda-feira na HEC-Montreal que é uma escola de gestão que iniciou suas atividades em 1907. Desde 2001 a HEC juntou forças com o Movimento Desjardins criando o Centro de Estudos em Gestão de Cooperativas de Serviços Financeiros. A programação na HEC se estenderá na terça e quarta-feira.

Na quinta-feira o grupo estará em Lévis, no Quebec, onde visitará o complexo Mouvements Desjardins. Na sexta-feira a programação final será no Desjardins Business Center em Quebec.

Esta será a segunda comitiva do Sicredi RS a visitar o Movimento de Desjardins no ano de 2011.

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Dados do Cooperativismo Mundial estão disponíveis – base dez/2010

August 14th, 2011 No comments

Estão disponíveis no link os dados atualizados de todos os países que possuem expressão no cooperativismo de crédito mundial.

Confira também os dados individuais de cada país no final do menu do lado esquerdo na página que irá abrir.

Confira.

Conheça a relação dos 50 maiores bancos do mundo – base dez/2010

August 14th, 2011 No comments

Na relação abaixo, em que constam os 50 maiores bancos do mundo em volume de ativos estão identificados os 8 bancos cooperativos que compõe esta seleta lista.  


Ranking Banco País  Ativos (bilhões US$) 
1 BNP Paribas France 2.675
2 Deutsche Bank Germany 2.525
3 HSBC Holdings UK 2.454
4 Barclays PLC UK 2.304
5 Bank of America USA 2.264
6 Royal Bank of Scotland Group UK 2.237
7 Mitsubishi UFJ Financial Group Japan 2.158
8 JPMorgan Chase USA 2.117
9 Credit Agricole SA France 2.111
10 Industrial & Commercial Bank of China China 2.034
11 Citigroup USA 1.913
12 Mizuho Financial Group Japan 1.708
13 ING Group Netherlands 1.647
14 China Construction Bank China 1.634
15 Banco Santander Spain 1.613
16 Bank of China China 1.581
17 Agricultural Bank of China China 1.567
18 Lloyds Banking Group UK 1.535
19 Societe Generale France 1.515
20 Groupe BPCE France 1.403
21 UBS Switzerland 1400
22 Sumitomo Mitsui Financial Group Japan 1.326
23 Wells Fargo USA 1.258
24 UniCredit S.p.A. Italy 1.231
25 Credit Suisse Group Switzerland 1.096
26 Commerzbank Germany 1.007
27 Goldman Sachs USA 911
28 Rabobank Group Netherlands 873
29 Intesa Sanpaolo Italy 872
30 Morgan Stanley USA 807
31 China Development Bank China 775
32 Nordea Bank Sweden 769
33 Dexia Belgium 751
34 Norinchukin Bank Japan 734
35 BBVA (Banco Bilbao Vizcaya Argentaria) Spain 732
36 Royal Bank of Canada Canada 712
37 National Australia Bank Australia 665
38 Toronto-Dominion Bank Canada 607
39 Natixis France 606
40 Westpac Australia 599
41 Bank of Communications China 597
42 KfW Bankengruppe Germany 591
43 CM5-CIC Group (Credit Mutuel) France 581
44 Danske Bank Denmark 571
45 Commonwealth Bank of Australia Australia 553
46 Standard Chartered UK 517
47 Bank of Nova Scotia Canada 516
48 ANZ Banking Group Australia 515
49 DZ Bank Group Germany 513
50 Banque Federative du Credit Mutuel (BFCM) France 502

O modelo da Building Societies Association, no Reino Unido

August 4th, 2011 No comments

A comitiva do Sistema Sicredi que participou do Congresso do Woccu em Glasgow, na Escócia, conheceu na última 4ª feira a forma de trabalho da Building Societies Association, a Associação que representa todas as sociedades de crédito mútuo imobiliário no Reino Unido.

A apresentação foi feita pelo executivo Andrew Gall e algumas características chamaram a atenção dos participantes:

  • As sociedades são de mutualidade, ou seja, seus membros são poupadores e tomadores;
  • Não pagam dividendos, tem a política de trabalhar com os menores juros nos financiamentos e maior taxa nas aplicações;
  • Objetivo de servir ao interesse dos membros
  • Um sócio, um voto;
  • Conselho eleito pelos membros.

As sociedades têm aplicado 90% dos recursos captados no crédito imobiliário, mesmo o governo exigindo 75%. Outra exigência é que 50% dos depósitos devem ser dos próprios membros. O valor excedente, as sociedades compram papéis do governo de fácil liquidez.

Alguns números: 

  • 25 milhões de membros poupadores (o Reino Unido tem 66 milhões de habitantes);
  • 2,9 milhões de tomadores
  • 20% do mercado imobiliário do Reino Unido.

Responsabilidade Social: As Building Socities exercem um papel importante de Responsabilidade Social em todo o Reino Unido realizado por membros e colaboradores. A responsabilidade social são na linha do “voluntariado”, ou seja, aquilo que cada um possa fazer pela comunidade, em seu horário vago e trazer resultados para as sociedades.

Um exemplo é a Cambridge Building Society, onde os colaboradores para terem acesso ao bônus anual tem que comprovar horas de trabalho voluntário na comunidade (a Lei é flexível). Em 2010 foram comprovadas 3 mil horas de trabalho voluntário por membros e colaboradores.

Fonte: de Londres – Inglaterra, Andre Assis e Eduardo Goni

Notícias da comitiva do Sicredi que esteve no Reino Unido

July 31st, 2011 No comments

A comitiva do Sicredi que participou do Congresso do Woccu em Glasgow na Escócia seguiu viagem no dia 28/07 em direção à Liverpool na Inglaterra (terra dos Beatles), um percurso de 400 km. No dia 29/07 dirigiram-se para Manchester (aprox. 35 km) para um dia de trabalho e visitas as “Credit Union”, como são chamadas as cooperativas de crédito.

A comitiva foi recebida no The Co-operative, o banco cooperativo do Reino Unido. Houveram três apresentações com tradução simultânea feita pelos coordenadores, Paulo Valadares e Eduardo Goni.

A primeira palestra foi Mark Lyonette, CEO da ABCUL (Associação das cooperativas de Crédito da Grã-Bretanha Limitada). Mark fez uma breve apresentação da entidade, mostrando um pouco da história e números da evolução. Para o Gerente Regional Adm Financeira da Sicredi União RS, Giovani Jonh, o que as cooperativas estão buscando aqui é o que o Sicredi já tem há muito tempo que é a atuação sistêmica “utilizar os mesmos sistemas e plataformas, gerando economia de escala e rede é o que faz do Sicredi um diferencial”, destacou o gerente.

 

Na seqüência foi a vez da CEO da Manchester Credit Union, Christine Moore. A executiva deu detalhes do perfil de trabalho, os produtos e parcerias da cooperativa, bem como detalhou os programas sociais, como a distribuição de bolsas para mulheres gestantes.

E para finalizar o dia de trabalho foi a vez do gerente de negócios do “The Co-operative” Simon Carolan, que trouxe números de evolução do cooperativismo como um todo no Reino Unido, mostrando a evolução e dos diferentes ramos que atuam nos países e o seu modelo de gestão, pois, as cooperativas não tem agência e se utilizam das agências do The Co-operative para realizar suas operações.

Inácio Berwanger, vice-presidente da Sicredi Ouro Branco MT, ficou muito satisfeito com as palestras, pois mesmo estando em países desenvolvidos, não conseguiram o que o Sicredi conseguiu, organizar-se em Sistema “estamos no caminho certo, o ganho em escala que é o futuro” finalizou Inácio.

De Liverpool, Inglaterra, Andre Assis e Eduardo Goni

Notícias do Congresso do Woccu em Glasgow, na Escócia, 2º dia

July 25th, 2011 No comments

 

Nesta segunda-feira (25) a agenda foi extensa com diversas atividades acontecendo simultâneamente.

Para iniciar o dia a palestra magna com The right honorable Gordon Brown, former prime minister of Great Britain. Ele discutiu as lições de seu novo livro Beyond the Crash: Overcoming the First Crisis of Globalisation e o papel que as cooperativas de crédito podem desempenhar no reforço do sistema financeiro e das comunidades.

Momento em que ocorria uma das plenárias

Após a palestra magna, foi a vez de nossos executivos apresentarem o Sicredi na plenária “What Powerfull collaboration looks like” para uma platéia com representantes de diversos paises. O Diretor de produtos e negócios, Edson Nassar, fez uma brilhante apresentação expondo as características do Sicredi no contexto nacional e as oportunidades que temos para crescer “o Sicredi é referência no mundo por estarmos organizados em sistema, esse é o grande diferencial que os outros sistemas do mundo querem conhecer, como várias cooperativas e entidades podem estar sob uma mesma marca”. ressaltou Nassar.

O diretor executivo do Banco Cooperativo Sicredi, Ademar Schardong, foi acionado por diversas perguntas da platéia sobre a nossa forma de organização e os pilares que o Sicredi teve como meta para atingir os resultados “três foram os grandes objetivos almejados em trinta anos de trabalho:

  1. formar uma grande rede de atendimento,
  2. escala em todos os níveis,
  3. profissionalização no atendimento ao associado”, destacou Schardong.

No WYCUP, hoje foi o dia de almoço dos jovens cooperativas com os diretores da Woccu, cada diretor pode se apresentar e também conhecer todos os jovens que estão concorrendo no programa com os cases apresentados no domingo “este almoço com os jovens foi uma iniciativa muito inteligente da organização. Foi muito bom ver estampado nos rostos de jovens cooperativistas a energia necessária para a perenidade das organizações no mundo”, frisou o presidente da Central Sicredi PR/SP e Sicredi Participações Manfred Alfonso Dasenbrock, que é um dos diretores da Woccu.

Pete Crear deixou a Presidência do Woccu

No final do dia houve a Woccu Annual General Meeting, a sessão anual de prestação de contas da organização. Pete Crear, presidente e CEO do Conselho Mundial, que ocupou o posto mais alto na organização desde 2005, deixou a organização e recebeu várias homenagens. Em seus seis anos no comando Woccu, a entidade conseguiu influenciar as organizações na Costa Rica, Polônia e outros países, bem como ajudou a promover a passagem da legislação das cooperativa de crédito no Quênia e Malawi.

A organização também representou o movimento com sucesso nas Nações Unidas, no Comite de Basileia de Supervisão Bancária, no International Accounting Standards Board e outras organizações monetárias internacionais, “quando eu comecei como um auditor júnior, com o Credit Union League em Michigan em 1965, eu não tinha idéia de que eu iria um dia encontrar-me aqui.

Pete Crear e o novo Presidente do Woccu, Brian Branch

Estou honrado pela confiança que o conselho tem demonstrou por mim nesse período e pelo bom trabalho que fomos capazes de fazer, cumprindo a missão Woccu.” finalizou Crear. O atual vice-presidente executivo, Brian Branch será o novo CEO a partir de agosto.

De Glasgow, Andre Assis

Brian Branch é nomeado Presidente e CEO do WOCCU

July 25th, 2011 2 comments

O Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito (WOCCU) nomeou Brian Branch, atual vice-presidente executivo e CEO, como próximo presidente da organização e CEO. Branch vai assumir o cargo após a aposentadoria do atual presidente e CEO Pete Crear em agosto.

Crear passou o cargo para Branch durante a sessão desta 2ª feira 25/07/2011 na Conferência Geral do WOCCU em Glasgow, na Escócia.

Não poderíamos ter escolhido um líder melhor para WOCCU“, disse Barry Jolette, CEO da San Mateo Credit Union (Califórnia, EUA) e cadeira WOCCU. “Nós todos vimos a organização evoluir sob a gestão de Pete, e esperamos que o mesmo tipo de crescimento e maturidade sob a liderança de Brian.”

Branch tem trabalhado com cooperativas de crédito, provedoras de microfinanças e outras instituições financeiras de mais de 20 anos, ganhando experiência prática em campo em 47 países em todo o mundo. Quase metade da carreira de Branch foi em seu papel atual na WOCCU, tendo servido anteriormente a organização como vice-presidente de serviços de desenvolvimento, diretor de serviços técnicos, gerente regional para a América Latina, gerente de pesquisa e desenvolvimento e economista. Ele também atuou como CEO interino antes da nomeação Crear em 2005. Branch tem doutorado e mestrado em Economia pela University of Wisconsin – Madison, bem como o grau de mestre em estudos latino-americanos da Universidade de Texas – Austin.

Em Jan/2011 Brian Branch e um grupo de executivos do Woccu conheceram o Monumento ao Cooperativismo em Nova Petrópolis/RS

Brian é o melhor CEO que eu trabalhei, e isso é fácil de ver só de olhar para a forma como a organização opera“, disse Crear, que irá se aposentar do cargo na sequência da Conferência do WOCCU. “Temos visto uma tremenda mudança na direção da indústria nos últimos anos, especialmente na utilização de novas tecnologias, mas ele manteve o ritmo para fazer WOCCU certeza permanece relevante e continua se movendo para a frente.”

Em Janeiro/2011 Brian Branch esteve no Brasil quando visitou o Sistema Sicredi e também Nova Petrópolis, a Capital Nacional do Cooperativismo.

Fonte: Woccu

Notícias do Congresso do Woccu em Glasgow, na Escócia

July 25th, 2011 No comments

Ocorreu no último domingo (24/07/2011), em Glasgow, na Escócia o início das atividades do Congresso Mundial das Cooperativas de Crédito, organizado pelo Woccu (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito). Participam do evento cerca de 1.700 executivos e dirigentes de cooperativas de 50 diferentes países.

Global Women Leadership

O Sicredi foi representado no Global Women Leardership pelas cooperativistas Maura Carrara (Presidente da Sicredi Nossa Terra), Irene Catharina Vermeulen (Presidente da Sicredi Holambra SP), Jania Katia Barbon Grando (Associada Sicredi Cataratas do Iguacu PR) e por Marisa Cislaghi (Superintendente da Sicredi Serrana RS). As representantes puderam trocar experiencias e assistir a apresentacao de cases de sucesso no cooperativismo de credito de outros paises, “foi uma experiencia incrivel e observamos que o Sicredi e um dos sistema mais organizados do mundo,” destacou a presidente Irene Vermeulem.

WYCUP

Outro evento simultaneo foi o WYCUP, o forum com os jovens cooperativistas, onde o Sicredi esta concorrendo com um case sobre o papel social que tem desempenhado no Estado do Paraná, pois, em 73 municipios do estado o Sicredi é a unica instituicao financeira. O case foi apresentado pelo assessor de comunicacao e marketing Central Sicredi PR/SP, Andre Alves de Assis, que deu como exemplo o municipio de Rio Bom, onde iniciou suas atividades no Sicredi, “foi uma experiencia incrivel falar do Sicredi para representantes de sistemas cooperativos de outros paises e perceber o quanto eles sao curiosos sobre o sistema Sicredi e o nosso pais.” ressaltou Assis.

Cerimônia de Abertura

A cerimonia de abertura foi emocionante e muito bem organizada. A delegação do Sicredi foi uma das maiores do evento. Para o presidente da Central Brasil Central, Celso Ronaldo Raguzzoni Figueira, a participação do Sicredi com uma das maiores delegações do evento mostrou a representatividade do sistema no mundo, “o Sicredi ja é conhecido em muitos paises e cada vez mais um numero maior de dirigentes e executivos buscam mais informações sobre o sucesso do Sicredi no Brasil“, destacou o presidente que e um dos coordenadores da delegação do Sicredi no congresso.

Presidente do Sistema Sicredi, Manfred Dasenbrock e a Presidente Maura Carrara

Um dos momentos marcantes foi a entrada solene das bandeiras dos paises membros. A honra de entrar com a bandeira do Brasil foi dada a presidente Maura Carrara. Muito emocionada a presidente disse que foi um momento que ficara para sempre em sua mente, “parece que andava nas nuvens, foi uma responsabilidade muito grande levar o brasão nacional e representar o nosso pais”, exclamou a presidente.

O Sicredi esta representado no congresso por 43 participantes entre dirigentes, executivos e colaboradores. Para Manfred Alfonso Dasenbrock, Presidente da Central Sicredi PR/SP e Sicredi Participações tomou lugar de honra entre os diretores da Woccu, pois é um dos representante da América Latina da entidade, “o mais importante do evento e essa integracao entre os membros e a troca de experiências”, destacou o presidente.

Delegação do Sicredi participando do evento

Fonte: Diretamente Glasgow, Andre Assis

Veja outras imagens e informações no link http://www.woccu.org/events/wcuc/photos_and_news

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O Cooperativismo mundial em números

July 24th, 2011 No comments

O Jornal O Interior, publicado pelo Sescoop/RS publicou no mês de junho/2011 alguns números do cooperativismo mundial com vistas a sensibilização sobre a importância das cooperativas para o mundo:

- No Brasil, 7,6 milhões de pessoas são membros de 7.600 cooperativas. As cooperativas agropecuárias são responsáveis por 37,2% da produção agrícola nacional. Os produtos exportados somam um total de US$ 3,6 bilhões. As cooperativas de saúde beneficiam 17,7 milhões de pessoas.

- a proporção de associados em relação à população total de cada país varia: vai de uma a cada duas pessoas em locais como Finlândia e Singapura; uma em cada três no Canadá, Nova Zelândia, Honduras e Noruega; uma em cada quatro nos Estados Unidos, Malásia e Alemanha.

- Em termos de porcentagem no PIB dos países atribuído às cooperativas, a proporção é maior no Quênia, com 45% e na Nova Zelândia, com 22%.

- Cooperativas são responsáveis por 80 a 99% da produção de leite em países como Noruega, Nova Zelândia e Estados Unidos.

- Cooperativas são responsáveis por 71% da produção de pesca na Coréia do Sul; 40% da agricultura no Brasil; 25% das poupanças na Bolívia; 24% do setor de saúde na Colômbia; e 55% do varejo em Singapura, 36% na Dinamarca e 14% na Hungria.

- As Cooperativas de Crédito atendem um número estimado de 857 milhões de pessoas no mundo ou 13% da população.

- As cooperativas somam 1 bilhão de membros em mais de 90 países e são responsáveis por mais de 100 milhões de empregos no mundo.

Fontes: www.ica.coop.br e http://social.un.org/coopsyear

Caja Popular Mexicana é reconhecida como uma “Super Empresa”

June 16th, 2011 No comments

A Caja Popular Mexicana é a maior Cooperativa de Crédito da América Latina.

Pela segunda vez, a Caja Popular Mexicana ranking participou em 2011 da revista Super Expansão de Negócios “lugares onde todos querem trabalhar“, conquistando a 20ª posição.

Com isso, a cooperativa pretende implementar o seu Plano Estratégico 2008-2012, que, entre seus mais importantes eixos estratégicos visa ter uma equipe com o nível de habilidade necessária para desempenhar adequadamente suas funções e, assim, fazer sua empregados se sentem satisfeitos e motivados.

Em 2010, a CPM apareceu pela primeira vez, na posição 26. Nesta ocasião, mais de 1,670 funcionários em todo o país foram convidados a participar de uma pesquisa realizada pela consultoria de recursos humanos especializada em “As Melhores Empresas” ea revista de negócios Expansión. Foram utilizados dois instrumentos de medição: um questionário de 100 perguntas destinadas a determinar a impressão dos empregados e da análise e avaliação de políticas, práticas e procedimentos da empresa.

Nesta avaliação as respostas dos empregados tem peso de 80% da avaliação, enquanto que os documentos apresentados pela instituição tem os 20% restantes.

Melhores práticas de Recursos Humanos

Este estudo avaliou as melhores práticas de recursos humanos na Caja Popular Mexicana, tais como:

  • Programa de coaching executivo: o gerente da agência (que recebe treinamento) é a própria pessoa que tem o maior e melhor informação para resolver as situações enfrentadas em seu trabalho. Em vez de ensinar, o treinador ajuda o funcionário a aprender sobre si mesmo.
  • Diploma de competências de gestão, no âmbito de uma aliança estratégica com o Tecnológico de Monterrey, os funcionários destacados desenvolver e aprimorar suas habilidades e competências de gestão e também melhoram as técnicas de gerenciamento de mudança, planejamento estratégico, tomada de decisão e identidade cooperativa.
  • Comunicação Organizacional: A fim de facilitar e agilizar o fluxo de mensagens que ocorrem dentro da cooperativa com os seus colaboradores, desenvolve-se um plano anual de comunicação interna para apoiar a realização dos objetivos da empresa e a cultura organizacional, aumentando o desempenho dos funcionários por meio de uma revista interna, portal da intranet e briefings.
  • Oficinas de integração e formação de equipes (equipas de alto desempenho): durante várias sessões, as equipes buscam melhorar os seus níveis de confiança, cooperação e entendimento sobre as tarefas a realizar, da mesma forma que eles aprendem a assegurar combinação adequada de habilidades e experiência.
  • Promoções internas: A CPM aposta no desenvolvimento de seus colaboradores e no ano de 2010, 48,77% das vagas internas foram preenchidas com os colaboradores.

O que é ser uma “Super Empresa” no México?

Significa que a Caja Popular Mexicana luta duramente para reforçar os seus valores, cultura e bom ambiente de trabalho. CPM Como todas as empresas participantes deste importante ranking são auditadas por um estudo anual no qual o processo e os resultados são feitas pela PricewaterhouseCoopers.

Os temas que foram escolhidos para consultar 2011 entre 97 empresas que se qualificaram na amostra é focada em:

  1. diversidade (de reconhecer que a população tem minorias),
  2. comunicação (para melhorar as mensagens e introduzir os valores),
  3. a liderança (com base em valores e não dependem apenas do alto comando)
  4. e de coesão (para aumentar o trabalho em equipe, reter talentos e fazer com que se sintam parte da empresa).

Atualmente, a Caja Popular Mexicana tem mais de 4.800 funcionários que atende cerca de 2 milhões de membros em 22 estados do México.

No evento de premiação, que contou com Ramón Imperial Zúñiga, diretor-geral, Pérez René Vásquez, Diretor Adjunto de Operações, Aviña Mark Bem, director-adjunto Comercial e Alfonso Garcia Moreno, Diretor de Recursos Humanos que receberam a marca da Super Empresa 2011.

Fonte: CPM

Presidente Dilma Rousseff aprova parceria do Sicredi com o Rabobank

May 19th, 2011 2 comments

A presidente da República, Dilma Rousseff, editou o decreto que reconhece como de interesse do governo brasileiro a participação estrangeira de até 49% no capital do Banco Cooperativo Sicredi. O decreto foi publicado hoje, dia 19 de maio, no Diário Oficial da União.

A participação do Rabo Financial Institutions Development B.V. (RFID), da Holanda, firmada em acordo, será de 30% no Banco Cooperativo Sicredi S.A. Trata-se de uma relação estratégica de longo prazo entre instituições que têm afinidades de propósitos e estão focadas no desenvolvimento do cooperativismo de crédito como um modelo de organização econômica da sociedade.

A parceria se dará mediante participação minoritária do Rabo Financial Institutions Development, braço de desenvolvimento do grupo holandês, no capital votante do Banco Cooperativo Sicredi S.A..

Organograma do Sistema Sicredi

No que se constitui a parceria SICREDI e RABOBANK?
O Banco Cooperativo Rabobank, com sede na Holanda, investiu recursos para a participação de 30% das ações do Banco Cooperativo SICREDI S/A, que até então (15/06/2010) possuía um patrimônio líquido de R$ 219 milhões.

Qual é a diferença entre o Banco Cooperativo SICREDI S/A e o Sistema SICREDI?
O Sistema SICREDI sempre destacou que “tem um banco”, mas “não é um banco”, fazendo referência ao fato de que suas 125 cooperativas de crédito juntas são acionistas da holding SICREDI Participações, que possui R$ 2,3 bilhões de patrimônio líquido e R$21 bilhões de ativos totais, e que até então detinha 100% das ações do Banco Cooperativo SICREDI S/A.

Quais são as vantagens desta parceria?
Com esta parceria as cooperativas do Sistema SICREDI, utilizando-se da experiência do Rabobank, poderão oferecer novos produtos e serviços como leasing, crédito imobiliário e operações específicas para o agronegócio, inclusive com prazos prolongados, taxas diferenciadas e maiores volumes de recursos. A associação de nossa marca ao Rabobank potencializa ainda mais a credibilidade e solidez do Sistema SICREDI.

Qual é a importância dessa parceria para as cooperativas SICREDI e seus associados?
O Sistema SICREDI se beneficiará através da associação a uma instituição de atuação global, pontuada como menor risco (AAA) na classificação de risco pelas principais Agências de Rating. A experiência internacional do grupo holandês contribuirá para o desenvolvimento dos negócios, atendendo às necessidades de nossos associados, especialmente na participação mais efetiva das cooperativas de crédito do SICREDI no setor agroindustrial. Por meio de um contrato de consultoria com o Rabobank, será possível também trocar conhecimentos, processos e procedimentos gerando maior eficiência operacional.

O que muda para o associado?
Nada muda no dia-a-dia dos associados. A única diferença é que em breve os associados poderão utilizar-se dos benefícios oferecidos pela parceria através da utilização dos novos produtos e serviços das cooperativas. Cada cooperativa continua com a gestão, diretorias e conselhos próprios, com a mesma autonomia e independência que sempre tiveram. Reiteramos que a parceria é com o Banco Cooperativo SICREDI S/A, prestador de serviços para as 128 cooperativas de crédito do Sistema SICREDI.

Quem é o Rabobank?
O Rabobank é um banco cooperativo formado por 153 cooperativas de crédito, sendo a maior instituição financeira da Holanda com 41% de participação de mercado. O total de ativos administrados é de mais de R$ 1,6 trilhão, estando entre os 30 maiores bancos do mundo. O tamanho do Rabobank demonstra a grande participação do sistema cooperativista de crédito na Europa e que temos muito a crescer no Brasil, onde temos apenas 2% de participação no mercado. (leia mais no link)

Fonte: Sicredi

Sicoob Central BA recebe presidência da DGRV

May 3rd, 2011 No comments

Durante a última semana do mês de abril, o presidente da DGRV, Manfred Nuessel; e os diretores executivos, Eckard Ott e Dirk Lehnhoff; estiveram no Brasil visitando projetos da DGRV América Latina.

Durante o período, no dia 25/4, foram ao Sicoob Central BA, para discutir sobre o projeto de “Microfinanças” e tiveram a oportunidade de conhecer os diretores da Central.

Na oportunidade, parabenizaram o Sicoob Central BA pelo desenvolvimento positivo alcançado nos últimos anos e ressaltaram a importância da implementação profissional das microfinanças para garantir desenvolvimento sustentável das Cooperativas de Crédito em regiões carentes.

Também foi destacada a importância da intercooperação e a satisfação em verificar que este conceito está sendo aplicado na fase piloto do projeto na Central NE (João Pessoa).

Após a visita, a presidência da DGRV seguiu para Porto Alegre, onde na noite do mesmo dia, reuniram-se com os presidentes do Sicoob Confederação, Bancoob, Confebras, Sicredi e OCERGS, para discutir o desenvolvimento e desafios do Cooperativismo Brasileiro, além de refletir sobre as linhas gerais da linha de atuação da DGRV nos próximos anos.

Fonte: Sicoob Central BA

Ocergs inicia projeto de reestruturação das cooperativas agropecuárias

April 19th, 2011 1 comment

Ocergs inicia projeto de reestruturação das cooperativas agropecuáriasOs presidentes das cooperativas integrantes do projeto de governança corporativa, que tem como objetivo a reestruturação das Agropecuárias, reuniram-se em Porto Alegre no dia 05 de abril para discutir as próximas etapas. Os dirigentes examinaram as obrigações contratuais e a participação financeira das cooperativas, além de definirem o cronograma de ações dos próximos 18 meses.

Na reunião anterior, realizada no final de 2010, o grupo definiu os principais critérios para a contratação de uma empresa de auditoria e consultoria especializada para execução do processo. A empresa vencedora da licitação foi o Rabobank International Brasil, que faz parte do grupo holandês Rabobank, um banco com mais de nove milhões de clientes e presente em 43 países. “Estamos muito felizes em participar deste projeto. A comissão já foi composta e grandes nomes de nossa equipe foram designados para fazer parte dela”, afirmou o gerente de projetos do Rabobank, Dante Pozzi, que veio de São Paulo para participar do encontro. “Sabemos que há um longo caminho a ser percorrido. Internamente, o projeto recebeu o apelido de Hércules”, declarou, garantindo que o status do projeto no Rabobank é dos mais elevados.

A partir de agora, o desafio é a execução do objeto contratado: auditoria e consultoria às 48 cooperativas que participam do Projeto. De acordo com o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, o trabalho dos próximos 12 meses será de análises, avaliações e pesquisas.

  1. Inicialmente, será fornecido um relatório de análise dos cenários internacional, nacional, regional e local das cadeias produtivas, englobando as atividades de todas as cooperativas envolvidas. Depois, cada uma delas receberá um relatório individual, no qual constarão informações sobre os aspectos gerais, quadro social, empregados e prestadores de serviços, situação da cooperativa no mercado e análise estratégica. Perius explica: “O primeiro relatório é setorizado. O setor vitivinícola, por exemplo, organiza-se em uma governança. Depois, cada cooperativa vinícola terá seu relatório individual.” Por fim, dentro de 11 meses, as cooperativas receberão o relatório de estratégias de negócios.
  2. A fase seguinte à dos relatórios é colocar em prática a governança. Para isso, serão levados em conta todos os aspectos analisados anteriormente e executadas ações de planejamento mercadológico, estratégias competitivas e projetos de capitalização. “O relatório final apontará alternativas, mas os dirigentes escolherão os caminhos”, ressalta o gerente jurídico do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Mario De Conto.

No dia 25 de abril, um dia antes da Assembleia Geral da Ocergs, os presidentes das 48 cooperativas assinarão o contrato de execução e participação financeira. O investimento estimado para a realização do projeto de reestruturação é de R$ 4,2 milhões. Deste valor, 70% será custeado pelo Sescoop/RS, 20,13% pelo Sicredi e 9,87% pelo grupo de cooperativas participantes. Conforme explicou o superintendente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Norberto Tomasini, essas cooperativas serão divididas em três grupos, de acordo com o faturamento, e o investimento aplicado por elas será proporcional a esse valor. Juntas, elas somaram um faturamento de R$ 8,5 bilhões em 2009.

Histórico do projeto de Reestruturação das Cooperativas Agropecuárias

As discussões sobre a reestruturação das cooperativas Agropecuárias começaram em janeiro de 2010. Para encaminhar o projeto, foi instituída uma comissão, coordenada pelo presidente da Cotrijal, Nei Mânica. Além dele e do presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, participam da comissão os presidentes Rui Polidoro Pinto, da FecoAgro/RS; Orlando Müller, da Central Sicredi Sul; Álvaro Lima da Silva, da Fecolã; Alceu Dalle Molle, da Fecovinho; André Barreto, da Fearroz; Paulo César Pires, da Coopatrigo; Walter Vontobel, da Cotrisal; Darci Hartmann, da CCGL; Daniel Colombo, da Cotriel. Também auxiliam no processo o gerente jurídico do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Mario De Conto; o diretor financeiro do Banco Cooperativo Sicredi, Fernando Marchet; e o auditor da CCGL, Airton Donatti.

Para o presidente da Cotrijal e coordenador do projeto, Nei Mânica, o procedimento visa identificar problemas e reorganizar o cooperativismo. “O maior desafio é que as cooperativas tenham o entendimento de que são um sistema. Esse diagnóstico vai mostrar o potencial e a realidade de cada cooperativa”, disse. O dirigente garante que o sigilo das informações levantadas nas cooperativas será mantido.

Nós, que vivemos sob a mesma bandeira do cooperativismo, não podemos nos conformar com o insucesso do sistema. Temos que fortalecer a imagem do cooperativismo e, para isso, temos que nos ajudar”, destacou o presidente da Central Sicredi Sul, Orlando Müller. O presidente da FecoAgro/RS, Rui Polidoro Pinto, salientou que o projeto de reestruturação das cooperativas Agropecuárias é um grande desafio: “Seguramente, no decorrer desses dois anos, teremos dado passos importantes”, estima.

Fonte: Carolina Barcelos / Ocergs

Holanda: Banco Cooperativo Rabobank divulga resultados de 2010

March 15th, 2011 1 comment

O Banco Cooperativo Rabobank divulgou os dados consolidados de 2010. O Rabobank é formado por 141 cooperativas de crédito.

Na Holanda o Rabobank Group é o maior conglomerado financeiro do país, com participação de mercado de 43% nos depósitos do país e de 30% nos empréstimos.

Os dados apresentados indicam um volume de ativos de EUR 652 bilhões (US$ 854 bilhões), empréstimos de EUR 436 bilhões (US$ 571 bilhões).

Dados consolidados do Banco Cooperativo holandês Rabobank

 Fonte: Rabobank

“As Cooperativas Constroem um Mundo Melhor”: slogan da ONU para o ano de 2012

March 1st, 2011 No comments

As Nações Unidas aprovaram, oficialmente, o slogan para o Ano Internacional das Cooperativas (AIC), em 2012: As Cooperativas Constroem um Mundo Melhor.

Ao informar os membros no dia 3 de dezembro de 2010, o Diretor Geral da ACI, Charles Gould, disse que o slogan transmite uma imagem de modelo “baseado em valores”. Ele disse que a ACI estava “estusiasmada” com o slogan. “Ambos os aspectos de desenvolvimento econômico e social das cooperativas estavam contidos neste valores pessoais coincidem com os princípios cooperativos. A ACI espera que um maior nível de reconhecimento público irá promover o surgimento de novas cooperativas e fomentar um ambiente legislativo e regulatório favorável ao crescimento e desenvolvimento do cooper at ivismo.

“Uma oportunidade com este potencial não deverá surgir outra vez. Será nossa responsabilidade aproveitá-la e usá-la para relançar a marca cooperativa neste século”, disse Gould.

“Nós vamos celebrar um movimento global de escala sem precedentes. Aproximadamente um bilhão de associados e cooperativas listadas no Global 300 que somam um movimento de US$1.3 trilhões! Isto é igual à 10ª maior economia do mundo e mostra a credibilidade do modelo cooperativo. O modelo cooperativo apresenta soluções para os maiores desafios do mundo.”

WOCCU – Cooperativas de Crédito

De acordo com a Confederação Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU): “Na onda da recessão econômica global, o modelo cooperativo provou, outra vez, seu mérito,” disse o Presidente e CEO da WOCCU, Pete Crear. “A designação da ONU de 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas é uma honra e uma oportunidade – não somente para as cooperativas de crédito, mas para as cooperativas de todos os tipos,” disse o sr. Crear numa declaração à imprensa, conclamando as cooperativas do mundo todo a “ capitalizar esta oportunidade ” para aumentar a conscientização do valor das cooperativas.

LANÇAMENTO OFICIAL:

As Nações Unidas irão, oficialmente, lançar o Ano Internacional durante sessão plenária da Assembléia Geral da ONU na sede da ONU, em Nova York (EUA), planejada para o dia 31 de outubro de 2011. Ela será precedida de uma mesa redonda informal sobre os Estados Membros e as cooperativas e stakeholders. A ACI está, também, planejando uma série de reuniões e eventos com a mídia, por ocasião do lançamento oficial da ONU.

O lançamento do Ano no movimento cooperativo será feito na Assembléia Geral da ACI, em Cancún, México (14 a 18 de novembro de 2011). O enfoque da ACI será “alavancar” o fato de ser este Ano Internacional único: a atenção mundial que o reconhecimento da ONU pode trazer através de uma campanha de conscientização pública.

AÇÕES A SEREM REALIZADAS

2012 - Ano Internacional das CooperativasA prioridade da ACI será atingir o público em geral através de uma mensagem comum em várias formas:

  • nas comunicações e no marketing,
  • nas embalagens dos produtos,
  • nas vitrines dos pontos de venda,
  • boletins, revistas, relatórios anuais e
  • websites dos membros da ACI, durante o ano de 2012.

Para Charles Gould “uma oportunidade com este potencial não ocorrerá outra vez em nossa vida. É nossa responsabilidade aproveitá-la com sucesso e usá-la para relançar a marca cooperativa neste século.”

Fonte: Informativo da ACI

O Crédit Mutuel é o ”Banco do Ano”’ 2010 na França

February 27th, 2011 No comments

Credit MutuelÚnico banco da França a ter a avaliação inalterada durante a crise financeira global – Crédit Mutuel – ganhou o cobiçado prêmio “Banco do Ano” da França de 2010, do The Banker. Foi em reconhecimento ao modelo de “uma firme prestação de serviços” do banco. O prêmio é baseado nas agencias locais, banco e produtos de seguros, talhado às necessidades do cliente e ao serviço do membro.

O Crédit Mutuel, uma instituição cooperativa que pertence aos seus membros e clientes, é a quarta maior provedora européia de crédito ao consumidor. Ao aceitar o prêmio, Michael Lucas, Presidente do Crédit Mutuel, disse: “A reforma do sistema bancário e financeiro deve levar em conta dois principai s empecilhos . Primeiro, ele deve ser calibrado de tal forma a não pesar no sistema bancário e comprometer o crescimento da hipotéca e recuperação,” disse o sr. Lucas. “Segundo, ele deve admitir os sistemas regulatórios de convergência internacional e dar confiança aos mecanismos de financiamento das nossas economias, inclusive a defesa das empresas de propriedade dos membros.”

A Confederação Nacional Credit Mutuel é formado por 18 Bancos Regionais, constituídos por 2.017 cooperativas de crédito. Possui 5.619 pontos de atendimento servindo 7,2 milhões de associados e 18,7 milhões de clientes através de 60 mil funcionários.

Leia mais sobre as instituições financeiras cooperativas da França no link.

Fonte: Informativo ACI

Credit Agricole apresentou lucro de 3,6 bilhões de euros em 2010

February 25th, 2011 No comments

Credit AgricoleO banco francês Crédit Agricole, o maior Banco Cooperativo do Mundo, divulgou o resultado positivo de € 3,6 bilhões em 2010, valor 31,5% superior à 2009.

O Credit Agricole é o maior banco da França com 58 milhões de clientes, detém 24% dos depósitos do mercado francês e 22% dos empréstimos.

Em 2010 o Credit Agricole administrava ativos de € 1,593 bilhões.

Veja o relatório completo no www.credit-agricole.com/en

Conselho Monetário Nacional aprova parceria do Banco Sicredi com o Rabobank

January 28th, 2011 No comments

No dia 27/01/11, o Conselho Monetário Nacional aprovou a participação estrangeira de até 49% no capital do Banco Cooperativo Sicredi S.A. E esclarece que a participação do Rabo Financial Institutions Development B.V. (RFID), da Holanda, firmada em acordo, será de 30% no Banco Cooperativo Sicredi S.A. A proposta requer aprovação da Presidenta da República, Dilma Rousseff, conforme previsto no artigo 52 do Ato das Disposições Constitucionais transitórias.

Trata-se de uma relação estratégica de longo prazo entre instituições que têm afinidades de propósitos e estão focadas no desenvolvimento do cooperativismo de crédito como um modelo de organização econômica da sociedade.

A parceria se dará mediante participação minoritária do Rabo Financial Institutions Development, braço de desenvolvimento do grupo holandês, no capital votante do Banco Cooperativo Sicredi S.A..

Organograma do Sistema Sicredi

No que se constitui a parceria SICREDI e RABOBANK?
O Banco Cooperativo Rabobank, com sede na Holanda, investiu recursos para a participação de 30% das ações do Banco Cooperativo SICREDI S/A, que até então (15/06/2010) possuía um patrimônio líquido de R$ 219 milhões.

Qual é a diferença entre o Banco Cooperativo SICREDI S/A e o Sistema SICREDI?
O Sistema SICREDI sempre destacou que “tem um banco”, mas “não é um banco”, fazendo referência ao fato de que suas 125 cooperativas de crédito juntas são acionistas da holding SICREDI Participações, que possui R$ 2,3 bilhões de patrimônio líquido e R$21 bilhões de ativos totais, e que até então detinha 100% das ações do Banco Cooperativo SICREDI S/A.

Quais são as vantagens desta parceria?
Com esta parceria as cooperativas do Sistema SICREDI, utilizando-se da experiência do Rabobank, poderão oferecer novos produtos e serviços como leasing, crédito imobiliário e operações específicas para o agronegócio, inclusive com prazos prolongados, taxas diferenciadas e maiores volumes de recursos. A associação de nossa marca ao Rabobank potencializa ainda mais a credibilidade e solidez do Sistema SICREDI.

Qual é a importância dessa parceria para as cooperativas SICREDI e seus associados?
O Sistema SICREDI se beneficiará através da associação a uma instituição de atuação global, pontuada como menor risco (AAA) na classificação de risco pelas principais Agências de Rating. A experiência internacional do grupo holandês contribuirá para o desenvolvimento dos negócios, atendendo às necessidades de nossos associados, especialmente na participação mais efetiva das cooperativas de crédito do SICREDI no setor agroindustrial. Por meio de um contrato de consultoria com o Rabobank, será possível também trocar conhecimentos, processos e procedimentos gerando maior eficiência operacional.

O que muda para o associado?
Nada muda no dia-a-dia dos associados. A única diferença é que em breve os associados poderão utilizar-se dos benefícios oferecidos pela parceria através da utilização dos novos produtos e serviços das cooperativas. Cada cooperativa continua com a gestão, diretorias e conselhos próprios, com a mesma autonomia e independência que sempre tiveram. Reiteramos que a parceria é com o Banco Cooperativo SICREDI S/A, prestador de serviços para as 128 cooperativas de crédito do Sistema SICREDI.

Quem é o Rabobank?
O Rabobank é um banco cooperativo formado por 153 cooperativas de crédito, sendo a maior instituição financeira da Holanda com 41% de participação de mercado. O total de ativos administrados é de mais de R$ 1,6 trilhão, estando entre os 30 maiores bancos do mundo. O tamanho do Rabobank demonstra a grande participação do sistema cooperativista de crédito na Europa e que temos muito a crescer no Brasil, onde temos apenas 2% de participação no mercado. (leia mais no link)

Fonte: Sicredi

Ramón Imperial, Presidente da ACI Américas, fala sobre o cooperativismo no Brasil

December 19th, 2010 No comments

O mexicano Ramón Imperial Zúñiga, 53 anos foi eleito presidente da ACI Américas em 2008. Formado em engenharia industrial Ramón é atualmente Diretor Geral da Caja Popular Mexicana, a maior cooperativa de crédito da América Latina que conta atualmente com cerca de 1,8 milhão de associados.

Segundo Ramón Imperial, “o Brasil é uma referência a todos os demais países da América – é um dos cooperativismos mais representativos do continente. O movimento cooperativista no Brasil tem a vantagem de estar muito bem integrado e representado – tem a OCB (Organização das Coopertivas do Brasil) que permite uma integração nacional muito importante e que lhe dá coesão e representatividade.

Os diferentes ramos, agropecuário, consumo, crédito, entre outros, estão muito bem desenvolvidos e isso lhes dá toda essa fortaleza. Cito como exemplo os ramos crédito – com suas centrais e redes -, agropecuário, trabalho, consumo, esse desenvolvimento setorial é muito importante.

E, repito, há integração que possibilita que haja uma só direção no cooperativismo. Isso é fundamental, porque existem lugares onde, lamentavelmente, por estar desarticulado, o setor de repente propõe coisas distintas ao governo e legisladores, e o próprio segmento freia seu desenvolvimento. No Brasil há coesão setorial e uma frente comum para fazer gestões em diferentes estâncias de governo.”

 

Ano Internacional do Cooperativismo

 

Quando questionado sobre o ano de 2012, em que a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu que será o “Ano Internacional do Cooperativismo”, Ramón diz que “é algo muito importante, porque desde que o cooperativismo surgiu é a primeira vez que há um reconhecimento mundial a esse labor que desenvolvem as cooperativas, essa contribuição que  o setor dá em busca de uma melhor distribuição de riqueza e no combate à pobreza.

Temos a grande possibilidade em nível mundial de aproveitar esse momento. E já estamos nos preparando, em todos os países, China, Rússia, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Inglaterra, Argentina, México, Brasil, em todas as regiões estamos organizando atividades. E seguramente 2012 vai ser um ano muito importante para que possamos transmitir à sociedade em geral, e aos governos, esse importante trabalho que o cooperativismo está desenvolvendo.”

  

Diferencial Competitivo

 

Sobre o “Ser Cooperativa”, Ramón diz que “a parte essencial que distingue uma cooperativa de qualquer outra empresa é a relação que existe com seus cooperados, que são os proprietários da cooperativa e normalmente são os usuários dos serviços que ela oferece, independente do setor econômico que a atende.

E essa relação de fidelidade é o que nos diferencia, porque permite que o associado receba os benefícios de maneira muito direta, e ele pode participar da organização e administração da própria cooperativa.

Por exemplo, numa cooperativa de crédito, há muita diferença em comparação a um banco, no qual as pessoas são simplesmente clientes – nas cooperativas as pessoas são as donas, participam dos processos de assembléia, dirigem a cooperativa, estão por dentro de seu funcionamento, e isso faz com que se envolvam, que tenham um vínculo e uma relação muito estreita com o funcionamento diário de sua cooperativa. É algo que nos distingue em todos os países.

Existe uma relação muito estreita com o sócio, os princípios cooperativistas que nos regem vão orientados em como definir esta relação, os processos democráticos, participação em assembléias, como aportam capital, como distribuem dividendos, então tudo isso permite fortalecer a relação da instituição com seus próprios associados.”

Fonte: Paraná Cooperativo

Equatorianos visitam Brasil para conhecer cooperativas de crédito

December 14th, 2010 No comments

O Brasil, cada vez mais tem sido visto como referência para outros países no que diz respeito à estruturação e condução do cooperativismo de crédito. Motivados por esse reconhecimento, cooperativistas do Equador estiveram na manhã desta segunda-feira (6/12) na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) para conhecer as experiências do cooperativismo de crédito brasileiro.

Guiados pelo gerente de Relacionamento em Desenvolvimento do Cooperativismo de Crédito, Silvio Giusti, representantes da Cooperativa de Crédito equatoriana Atuntaqui, incluindo seu presidente, puderam conhecer os ramos cooperativistas brasileiros, mais especificamente o Ramo Crédito, com enfoque nos números (quantidade de cooperativas, montante da movimentação financeira, crescimento do Ramo); estrutura de supervisão e regulamentação do cooperativismo de crédito no país e o trabalho de representação político-institucional realizado pela OCB.

A visita dos cooperativistas equatorianos se deu por meio da Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras), que viabilizou o encontro na sede na OCB. Para o gerente Silvio Giusti, “esse tipo de exposição do trabalho da OCB, e do cooperativismo de crédito brasileiro em si, é muito importante, a título de intercâmbio de experiências com as lideranças do cooperativismo de outros países.”

Silvio complementou falando da importância de demonstrar aos países vizinhos não só o trabalho de supervisão que é realizado como também o de preparação e sustentação do sistema cooperativista: “É uma oportunidade de podermos ilustrar para eles todo o trabalho de estruturação do cooperativismo de crédito brasileiro que é realizado por meio dos sistemas de crédito organizados em 2º e 3º pisos, assim como a atuação do Serviço de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), do funcionamento de seu Conselho Consultivo de Crédito (Ceco) e da interlocução da OCB junto aos poderes Executivo e Judiciário, e com o apoio da Frente Parlamentar do Cooperativismo (a Frencoop), junto ao poder Legislativo”.

Hoje no Brasil o cooperativismo de crédito possui 05 confederações, 38 centrais, mais de 1.300 cooperativas singulares, mais de 4.500 pontos de atendimento, 02 bancos cooperativos, atingindo mais de 4,5 milhões de sócios e mais de 40% dos municípios brasileiros, administrando cerca de R$ 65 bilhões de ativos.

Fonte: OCB Sescoop

As maiores cooperativas de crédito dos Estados Unidos

December 14th, 2010 No comments

http://www.usacreditunions.com/

Os maiores cooperativas de crédito nos Estados Unidos, utilizando-se dados disponíveis dos primeiros seis meses de 2009 mostram que a “Navy Federal Credit Union” (cooperativa dos fuzileiros navais) é a maior e com maior volume de ativos entre as cooperativas de crédito dos EUA, enquanto a cooperativa de crédito do Estado do Arizona é o fim da lista das 100 maiores cooperativas de crédito no país.

De acordo com os últimos dados divulgados existem nos EUA 7.597 cooperativas de crédito, que administram US$ 916 bilhões em ativos originários de 92 milhões de associados.

O crescimento da participação dessas cooperativas de crédito é muito forte e os membros consideram as cooperativas de crédito um lugar seguro para guardar seu dinheiro e uma boa instituição para tomar dinheiro emprestado.

As estatísticas mostram, que apenas nestas 100 maiores cooperativas de crédito, quase um milhão de novos associados ingressaram nestas instituições desde 2004. As classificações e as estatísticas também mostram que os empréstimos e cartões de crédito emitidos pelas cooperativas de crédito têm aumentado significativamente nos últimos quatro anos.

De acordo com as estatísticas disponíveis, as 20 maiores cooperativas de crédito dos Estados Unidos, levando-se em conta o número de associados são:

  1. Navy Federal Federal Credit Union – Merrifield, VA. 3,194,292 associados;
  2. State Employees Credit Union – Raleigh, NC. 1,498,062 associados;
  3. Pentagon Federal Credit Union – Alexandria, VA. 864,803 associados;
  4. The Golden 1 Credit Union – Sacramento, CA. 694,836 associados;
  5. Security Service Federal Credit Union – San Antonio, TX. 681,353 associados;
  6. Boeing Employees Credit Union – Tukwila, WA. 588,755 associados;
  7. America First Federal Credit Union – Ogden, UT. 484,291 associados;
  8. Suncoast Schools Federal Credit Union – Tampa, FL. 471,441 associados;
  9. Schoolsfirst Federal Credit Union – Santa Ana, CA. 400,721 associados;
  10. Digital Federal Credit Union – Marlborough, MA. 370,309 associados;
  11. Desert Schools Federal Credit Union – Phoenix, AZ. 364,261 associados;
  12. Pennsylvania State Employees Credit Union -Harrisburg, PA. 350,812 associados;
  13. Alaska USA Federal Credit Union – Anchorage, AK. 348,933 associados;
  14. Vystar Credit Union – Jacksonville, FL. 347,123 associados;
  15. Wescom Central Credit Union – Pasadena, CA. 340,620 associados;
  16. Mountain America Federal Credit Union – West Jordan, UT. 319,361 associados;
  17. Redstone Federal Credit Union – Huntsville, AL. 304,825 associados;
  18. Municipal Credit Union – New York, NY. 301,068 associados;
  19. ESL Federal Credit Union – Rochester, NY. 298,288 associados;
  20. Patelco Credit Union – San Francisco, CA. 297,626 associados;

Fonte: http://smartecredit.com e http://www.usacreditunions.com/

Sescoop/RS firma convênio com Mondragón

December 12th, 2010 No comments

Objetivo é propiciar o estreitamento das relações entre os movimentos cooperativos brasileiro e espanhol por meio de fomento a projetos de pesquisa

Mikel Lezamiz

Mikel Lezamiz de Mondragón

O Sescoop/RS e o centro de formação do Complexo Cooperativo Mondragón Otalora – Centro de Desarrollo Directivo y Cooperativo de Mondragon firmaram um convênio de cooperação no dia 29 de novembro. O objetivo é propiciar o estreitamento das relações entre os movimentos cooperativos brasileiro e espanhol por meio do fomento a projetos de pesquisa, além de promover e intercâmbio entre alunos e professores. O acordo foi assinado pelo presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, e pelo diretor de difusão da Cooperativa Mondragón, Mickel Lezamiz.

Para Vergilio Perius, é preciso dar ênfase à boa gestão cooperativa, por isso a realização do convênio. O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, testemunha da assinatura ao lado do presidente da Central Sicredi Sul, Orlando Müller, ressalta que, quando o assunto é formação e educação não se pode ter fronteiras. “Temos que ter capacidade de enxergar tudo o que está acontecendo no mundo inteiro e fazer alianças, criar mecanismos para buscar experiências externas. Mesmo que elas não se apliquem diretamente no Brasil, podemos aprender com esses exemplos e usá-los no País”, destaca.

Logotipo da MCC - Mondragon Corporação CooperativaComplexo Cooperativo – O diretor Mickel Lezamiz apresentou alguns dados sobre o Complexo Cooperativo Mondragón. Segundo ele, o grupo de 120 cooperativas reúne 86 mil trabalhadores e tem como objetivo gerar riqueza na sociedade mediante o desenvolvimento empresarial e geração de emprego, preferencialmente cooperativo. “As pessoas preferem trabalhar em Mondragón porque tendem a ganhar de 8 a 10% a mais que no mercado”, ressaltou. Além disso, o Complexo oferece estabilidade, formação, participação e promoção, entre outras vantagens em relação às empresas.

Um destaque do grupo é a intercooperação. Em Mondragón, o trabalho cooperativo ocorre de forma conjunta. Sendo assim, um associado que não tem trabalho na sua cooperativa durante determinado período, oferece seus serviços a outras cooperativas do grupo. Lezamiz definiu a estrutura do grupo como “um sistema integrado, onde cooperativas cooperam entre si e são sustentadas por quatro pés: educativo, financeiro, social e de pesquisas/ desenvolvimento”.

Saiba mais sobre Mondragón no link http://www.cooperativismodecredito.com.br/Mondragon_Corporacao_Cooperativa.php

Fonte: Ocergs