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Archive for the ‘Cooperativismo de Crédito no Mundo’ Category

Desjardins completou 110 anos no dia 06 de Dezembro

December 12th, 2010 No comments
Desjardins – Money working for people
Desjardins – Money working for people

Quase 6 milhões de pessoas confiam nos seus serviços financeiros da cooperativa. Menos conhecido, entretanto, é o fato de que essa confiança, construída sobre uma história de excelência e sucesso, está sendo validada por mais e mais protagonistas da cena internacional.

Abaixo está uma lista de distinções que demonstram em que medida Desjardins realmente é uma instituição financeira que inspira confiança em todo o mundo através do empenho do seu povo, sua força financeira e sua contribuição para a prosperidade sustentável.

Banco do Ano 2010 – Canadá

Desjardins foi homenageado pela singularidade, valor acrescentado e profundidade da sua cultura cooperativa que atende as pessoas e comunidades. Para a revista britânica de prestígio, The Banker, e seu editor, o Financial Times, essa homenagem reconhece não só a excelência de a força financeira do grupo Desjardins e práticas de negócios, mas também seu compromisso com a comunidade, a sua estrutura democrática, a satisfação dos seus membros, sua política de desenvolvimento sustentável, e sua forte presença nos países em desenvolvimento como o Haiti.

Excepcional rating de crédito

Com a primeira classe de rating de crédito, de curto prazo e longo prazo, Desjardins tem uma excelente reputação com o mundo duas principais agências de rating. Conforme descrito pelo Standard & Poor’s, o Grupo Desjardins corresponde a uma “forte capacidade para honrar seus compromissos financeiros.” Da mesma forma, a Moody’s considera que as obrigações Desjardins são “de alta qualidade e estão sujeitas a risco de crédito muito baixo.”

Um dos 100 maiores instituições financeiras do mundo

Todo o mês de julho, The Banker publica uma lista das 1.000 melhores instituições financeiras do mundo em termos de força de capital. Em 2010, classificou Desjardins na posição 91, colocando-a ao lado das 10% melhores instituições financeiras do mundo.

Um dos mais seguros do planeta, também

Com base num estudo de 2010, a Global Finance Magazine, em Nova York classificou Desjardins como a 25ª instituição financeira mais segura do mundo. Na verdade, Desjardins classificou-se a 4ª na América do Norte e está listado à frente de todos os bancos nos Estados Unidos.

Uma das 10 culturas mais admiradas do Canadá

De acordo com Alan Small, diretor administrativo da Waterstone Capital Humano, ”A cultura de Desjardins está alinhada em toda a organização, e eles continuaram a apresentar desempenho financeiro “.

Cidadania Corporativa

Levar para casa um prêmio superior para o carácter inovador das suas iniciativas de desenvolvimento sustentável, Desjardins foi reconhecido pelo Korn / Ferry, Nacional e L’actualité, revista lider nesta área. Isto é possível graças aos numerosos esforços para a redução das viagens de negócios, promover o consumismo responsável e redistribuição de alimentos não utilizados, bem como o compromisso social demonstrado por dirigentes e funcionários da Desjardins.

Mesmo premiados Nobel concordam

Quando lhe perguntaram sua opinião sobre o modelo de negócio cooperativo em sua economia, hoje, Joseph Stiglitz, presidente do Conselho de Assessores Econômicos do presidente Bill Clinton, ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2001, e de acordo com o diário francês Le Figaro, o economista muitas vezes citado pelos seus pares no mundo, respondeu que “em qualquer situação onde uma cooperativa apresenta vantagens do mercado, deve ser visto como uma opção preferível.”

No mesmo sentido, John Hume , que ganhou o Prêmio Nobel da Paz 1998, descreveu a contribuição das cooperativas de crédito como Desjardins como segue: “Construir a confiança em indivíduos e famílias, promovendo a poupança, o envolvimento com o outro, a manutenção de um sistema democrático com princípios igualitários, colocando as pessoas acima do lucro, mostrando respeito pelo indivíduo e estimular o desenvolvimento pessoal e da comunidade. “

Sabendo de tudo isso, quem ainda poderia dizer que Desjardins é apenas uma outra instituição financeira? O francês Joseph Joubert escreveu certa vez: ” O que surpreende, uma vez surpreende, mas é admirável o que se torna mais e mais admirado “. Este é sem dúvida o espírito por trás da valorização de todas essas grandes pessoas e organizações de prestígio. Claramente, aqui no alvorecer do século 21, o modelo cooperativo é tão vibrante, tão relevantes e tão valioso como sempre foi.

Fonte: http://blogues.desjardins.com

A história de Desjardins, a mais antiga cooperativa de crédito das Américas

December 12th, 2010 No comments

Alphonse Desjardins

No dia 06 de dezembro de 1900, em uma pequena comunidade de Bégin Street em Lévis, Quebéc, Alphonse Desjardins, sua esposa, Dorimène e cem de seus companheiros decidiram por unanimidade aprovar a constituição e regulamentos da Caisse Populaire de Lévis.

Os objetivos desta cooperativa de crédito, a primeira da América, eram fornecer aos seus membros o acesso aos serviços de poupança e crédito, assim, equipá-los com uma ferramenta para o desenvolvimento local. Daquele momento em diante os depositantes seriam conhecidos como membros/associados e não-simplesmente como clientes, que, segundo o princípio “uma pessoa, um voto”, poderia dizer como sua instituição financeiras estava indo.

Este foi o nascimento do Grupo Desjardins, que agora possui 5,8 milhão membros e clientes. Com o compromisso de seus 6.000 delegados e as habilidades e talentos de seus 42.200 empregados, Desjardins Group é atualmente a maior instituição financeira no Québec, a cooperativa líder no Canadá e a sexta no mundo, com ativos de mais de 175 bilhões de dólares.

“Estamos comemorando o aniversário de 110 de um verdadeiro visionário, gesto que, graças ao empenho de milhares de colaboradores, realmente mudou a forma como o mercado financeiro norte-americano opera “, afirma Monique F. Leroux, presidente do conselho, presidente e CEO da Grupo Desjardins. “Na verdade, New York em sua publicação “Global Finance” classificou o Grupo Desjardins a 4ª instituição bancária mais segura na América do Norte, à frente de todos os bancos americanos. Alguns dias atrás, a revista britânica The Banker reconheceu o seu desempenho financeira da cooperativa Desjardins com o cobiçado título de Banco do Ano 2010 – Canadá.”

 

O caminho de um visionário

 

Alphonse Desjardins foi um taquígrafo na “Câmara dos Comuns” (promotoria pública), a partir de 1892. Em abril 6, de 1897, ele ouviu revelações perturbadoras de um promotor, que apresentou à Câmara dos Comuns o caso de um mutuário que tinha sido condenado por um tribunal a pagar taxas de juros de US$ 5.000 em um empréstimo inicial de US$ 150.

Depois de ouvir sobre esse caso, Alphonse Desjardins iniciou uma busca exaustiva de uma forma de combater a prática de agiotagem. Através de sua descoberta de “Bancos do Povo”, em uma publicação pelo escritor britânico Henry W. Wolff, Desjardins entrou em contato com especialistas em cooperativas de crédito, na Inglaterra, França, Itália e outros países europeus.

Depois de numerosas anos de estudo e de correspondência, Alphonse Desjardins criou um modelo de crédito cooperativo “made-in-Canadá”, com a experiência dos bancos populares italianos e alemães, caixas rurais alemã, francês e belga e savings banck americanos.

Fonte: http://www.desjardins.com

Palestra de Pauline Green, Presidente da ACI Mundial, em Nova Petrópolis/RS – veja o conteúdo

December 8th, 2010 No comments

Dame Pauline Green visitou o monumento ao Padre Amstad

Por ocasião de sua participação no evento de irmanamento entre os municípios de Nova Petrópolis/RS e Sunchales/Argentina, a Presidente da ACI Global (Aliança Cooperativa Internacional), Dame Pauline Green apresentou para as 600 pessoas presentes sobre sua visão atual e futura do cooperativismo mundial. 

  

Dame Pauline Green começou sua carreira cooperativa quando os filhos ainda eram pequenos e ela buscava algo em que eles pudessem participar. “Conheci o cooperativismo e me envolvi na cooperação”. “Depois me envolvi como lobista nas questões da ONU. Fui uma membra cooperativa do parlamento.” Dame Pauline foi a primeira mulher presidente da ACI em 50 anos de história. 

Antes de ser escolhida a Presidente da ACI Global, Dame Pauline Green foi a Presidente da ACI Europa

  

Em sua palestra Pauline comentou que nos últimos 15 anos houve um renascimento do “movimento cooperativo de negócios”. Segundo ela “as cooperativa precisam ter lucros, mas nós não os entregamos à acionistas e sim aos associados (membros)“. Mencionou que por investirem nas comunidades as cooperativas se tornaram mais populares nos últimos anos. “As cooperativas são uma ponte entre as atividades locais e o mercado global“. 

Para Pauline Green, “o desafio de nossa geração é crescer e construir o cooperativismo do século 21“. Disse estarmos em um momento especial da história motivado pela crise financeira. ”Depois do colapso as cooperativas financeiras se fortaleceram e seu valor de mercado aumentou”. Afirmou que o número de depositantes nas cooperativas de crédito cresceu e as mesmas continuaram a emprestar, diferente do que ocorreu com os bancos. 

“Há alguns anos ficamos brigando com os concorrentes que disputavam o mercado de forma desigual. Agora o dinheiro está voltando às cooperativas pois quem prometia o impossivel teve problemas com a crise financeira.” 

“As cooperativas sempre são mais conservadoras. As cooperativas que mantiveram seus principios e valores se mantiveram bem dirante a crise.” 

 

2012: Ano Internacional das Cooperativas

 

Dame Pauline Green, Presidente da ACI Mundial

Dame Pauline Green, Presidente da ACI Mundial

Durante boa parte de sua palestra, Dame Pauline Green, falou sobre o ano de 2012, ano este que foi escolhido pela ONU como o “Ano Internacional das Cooperativas”. Para ela, “se nos unirmos temos uma grande oportunidade de dar um grande passo em nossas comunidades e no nosso planeta.

“Para 2012 a ACI está preparando um logotipo e de um slogan simples: “Empresas cooperativas construem um mundo melhor‘.

A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) é um órgão não governamental que une, representa e serve as cooperativas no mundo todo. É uma das mais antigas e maiores ONG’s do mundo, criada em 1895, contando atualmente com 221 membros originários de 85 países. As cooperativas contam com mais de 1 bilhão de associados no mundo.  De forma direta ou indireta, mais de 50% da população mundial é atendida por uma empresa cooperativa. Precisamos demonstrar isto nesta campanha.

“Vamos convidar a todos vocês para que façam eventos de divulgação”, referindo-se à 2012. “Precisamos pensar também no futuro de nosso movimento. Cada cooperativa deve deixar claro em seus produtos que são produzidos por uma cooperativa. 

Dame Pauline Green disse que: ”O tamanho e força do movimento cooperativo global é invisivel nos corredores do poder“, referindo-se ao fato de não atuarmos de forma coordenada para demonstrar o tamanho e a dimensão do cooperativismo em nível mundial.

Uma das formas de mudar isto é o ranking da Global 300 Cooperative (link), realizado pela ACI. As 300 maiores valem US$ 1,3 trilhões, equivalente ao tamanho das 10 maiores economias do mundo.

Dame Pauline disse que por vezes escuta as cooperativas dizerem que são um modelo alternativo, ”não acho que somos um modelo alternativo, somos melhores. Cuidamos das pessoas e não buscamos apenas o lucro“.

Com foco total em divulgação em 2012 a expectativa é que “no final de 2012 tenhamos algo que nos leve avante, teremos um legado a deixar. Viveremos um novo momento nos próximos 5 anos.”

Agora é hora de pensar grande. O problema é que ninguem conhece as estatisticas verdadeiras do cooperativismo”, referindo-se ao fato de não existirem dados consolidados e confiáveis do cooperativismo mundial.

Segundo Dame Pauline, “a percepção de nosso movimento está mudando. Obama está querendo transformar em cooperativas dois grandes bancos americanos que passaram por dificuldades”. 

Veja a apresentação utilizada por Dame Pauline Green clicando sobre a imagem abaixo.

 

Apresentação realizada por Dame Pauline Green

Apresentação realizada por Dame Pauline Green

Paul Hazen: “Há dois bancos americados que devem ser convertidos em cooperativas”

December 8th, 2010 No comments

O representante das cooperativas americanas, Paul Hazen, forneceu informações importantes em uma conferência de imprensa, realizada em Buenos Aires por ocasião do XVII Congresso da ACI-Américas Regional.

Paul Hazen, um membro do Conselho de Administração da ACI e presidente e diretor executivo da Associação Nacional de Cooperativas (NCBA), uma organização representativa do setor cooperativo, nos Estados Unidos, disse que o presidente de seu país, Barack Obama, apoia todas as iniciativas relacionadas com as cooperativas.

Hazen comentou que a administração Obama também prevê recursos para que a atividade cooperativa possa ser fomentada, especialmente nas zonas rurais. “Hoje são destinados 20 milhões de dólares por ano, e embora ainda baixo, triplicaram quando comparados com o governo Bush”, disse o representante das cooperativas.

Ele também informou que dois bancos hipotecários, que faliram em 2008 e foram nacionalizados pelo governo, serão transformada em bancos cooperativos: a Fannie Mae e Freddie Mac. Relatou que o governo enviou ao Congresso em Washington na semana passada, um projeto de lei para converter esses duas entidades em bancos cooperativos. “Vai ser um assunto controverso, porque os republicanos não aceitam a idéia. Teremos de fazer um lobby grande, “ele disse.

Paul Hazen disse que em seu país existem 29.200 cooperativas, reunindo 120 milhões de membros. Empregam 2 milhões de pessoas e administram US $ 3 trilhões em ativos. As cooperativas de crédito são um total de 8.000, e as cooperativas agrícolas, totalizando cerca de 3.000. Ao mesmo tempo, enfatizou que o cooperativismo é a sexta maior economia do mundo.

Fonte: ACI Américas

Posicionar a marca cooperativa, este é o pedido de Charled Gould, Diretor Geral da ACI Mundial para o ano de 2012

December 7th, 2010 No comments
Charles Gould, Diretor Geral da ACI Global

Charles Gould, Diretor Geral de ACI, convidou o movimento cooperativo mundial a unir-se em uma única e simples mensagem no Ano Internacional das Cooperativas.

Em sua recente mensagem dirigida ao movimento cooperativo, Charles Gould afirmou que “as cooperativas tem uma história para contar e reais soluções para oferecer a um mundo que enfrenta sérios desafios econômicos”.  No que assinalou como um momento ”especialmente propício” para as cooperativas, convidou o movimento a unir-se em uma única e clara mensagem de maneira a ganhar posições na opinião pública.

Apesar de o lançamento oficial do Ano Internacional das Cooperativas pela ONU ser em novembro de 2011, o Conselho Diretivo da ACI, reunido em Berling no início de set/10 definiu que os esforços devem ser focados em aumentar o reconhecimento público em relação às cooperativas. Para conseguir este objetivo “visualizamos uma campanha com uma mensagem muito simples”, disse Charles Gould.

A mensagem definitiva ainda não foi definida, mas seu objetivo será o de gerar curiosidade, fazendo com que o público queira saber mais sobre as cooperativas. Apesar de esta mensagem inicial não ser capaz de explicar com profundidade os princípios e valores cooperativos, a campanha permitirá que as pessoas saibam como saber mais sobre o cooperativismo. “O tom da mensagem será desenhado para sugerir que o cooperativismo, que está solucionando os problemas que o mundo enfrenta atualmente, é um modelo de negócios baseado em valores”, indicou Gould.

O Diretor Geral da ACI Global enfatizou que a campanha será possível se todos os membros da ACI ao redor do mundo divulgarem esta única e simples mensagem. “Estamos pedindo que vocês incorporem a mensagem em seus canais de comunicação existentes, nas embalagens dos produtos, nos expositores dos pontos de venda, em folders e quaisquer outros tipos de comunicação“.

O Ano Internacional das Cooperativas, em 2012, dá ao movimento uma plataforma a partir da qual possamos compartilhar com a opinião pública a mensagem “2012 será o início e não o final do posicionamento da marca cooperativa na percepção do público”.

Fonte: ACI Américas

Veja o discurso de Pauline Green falando sobre a irmandade de Nova Petrópolis e Sunchales

November 28th, 2010 No comments

 

Veja a cobertura do evento de irmanamento entre Nova Petrópolis e Sunchales clicando aqui.

 

Rochdale poderá ser declarada a Capital Mundial do Cooperativismo

November 24th, 2010 No comments

Márcio Port, Ramón Imperial, Irno Pretto e Raul Colombetti

Durante a XVII Conferência Regional da ACI Américas, realizada em Buenos Aires, o Presidente da ACI Américas, Ramón Imperial, compartilhou com cooperativistas de Nova Petrópolis, de Sunchales, da OCERGS e da OCB, que a ACI Global está empenhada em tornar a cidade de Rochdale na Inglaterra, na Capital Mundial do Cooperativismo.

Segundo Ramón Imperial, “acreditamos que ninguém vá discutir o fato de ser Rochdale a cidade que merece o título de Capital Mundial do Cooperativismo“.

Além desta proposta, a ACI Américas também buscará junto à ACI Global o desenvolvimento do projeto de irmandades cooperativistas proposto pelos municípios de Nova Petrópolis/RS e de Sunchales/ARG e que consiste em estimular que todos os países com expressão cooperativa reconheçam as cidades que são suas capitais nacionais do cooperativismo. Este projeto consta em proposta enviada por ambos os municípios para a ACI Américas e que agora está sendo defendida pelo Sr. Ramón Imperial. A proposta prevê que tal reconhecimento ocorra no ano de 2012, o ano declarado pela ONU como o “Ano das Cooperativas”.

Ainda segundo Ramón Imperial, em havendo sucesso nesta proposta, “estimularemos que a cidade de Rochdale faça seu irmanamento com as precursoras Nova Petrópolis e Sunchales, dando início à uma rede de cooperativas irmanadas.”

 

A reunião contou com as presenças de Joana Marinho Nogueira (OCB), Irno Augusto Pretto (OCERGS), Márcio Port (Casa Cooperativa de Nova Petrópolis) e Raúl Colombetti (Casa Cooperativa de Sunchales).

A irmandade das cidades de Nova Petrópolis e Sunchales ocorrerá no próximo dia 26/11/2010. Veja os detalhes.

Por Márcio Port

Evento internacional ocorrerá em Nova Petrópolis/RS no dia 30/Nov

November 10th, 2010 No comments

Dame Pauline Green, Presidente da ACI mundial estará presente no evento

Ocorrerá no dia 30 de Novembro, em Nova Petrópolis/RS, um evento em nível internacional que contará com a presença da Presidente da ACI mundial, Dame Pauline Green, do Presidente da ACI Américas, Ramón Imperial e do Presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas. Participará também do evento a Sra. Silvia Barberini, filha do ex-presidente da ACI mundial, Sr. Ivano Barberini, e o Sr. Mikel Lezamiz, Diretor de Disseminação Cooperativa de Mondragon (Espanha).

 

O evento consagrará a irmandade entre duas Capitais Nacionais do Cooperativismo, Nova Petrópolis/RS e o Sunchales, município da Província de Santa Fé na Argentina. A aproximação das duas cidades cooperativistas ocorreu por influência do Sr. Ivano Barberini que esteve em Nova Petrópolis em 2002, dias antes da comemoração do Centenário da Sicredi Pioneira RS, e que esteve em Sunchales/ARG em 2006 quando da inauguração do monumento ao cooperativismo naquela cidade.

 

Segundo Márcio Port, Superintendente Regional da Sicredi Pioneira RS, “em nível mundial não existe registro de cidades co-irmãs que tenham vínculo motivado pelo Cooperativismo”. A partir desta experiência, já existe uma sugestão feita pelo Sr. Raul Colombetti, Presidente da Casa Cooperativa de Sunchales, para que no ano de 2012, ano declarado pela ONU como “Ano das Cooperativas”, a ACI mundial incentive a irmandade entre outras cidades cooperativistas do mundo.

 

Confirme sua presença no evento através do site www.capitaldocooperativismo.com.br.

 

Cooperativismo de Crédito Paraguai

October 26th, 2010 No comments

Por ocasião do 8º CONCRED ocorrido em agosto/2010 em Foz do Iguaçú foram apresentados os dados do Cooperativismo de Crédito no Paraguai.

Os dados apresentados dão conta da participação das Cooperativas de Crédito em 22,5% do total do Sistema Financeiro Nacional do Paraguai. Do volume de crédito as cooperativas detém 21,4%.

Atualmente existem no Paraguai 382 cooperativas de crédito.

No Paraguai existe INCOOP (El Instituto Nacional de Cooperativismo), criado pela Lei Cooperativista e que é uma pessoa jurídica de direito público, autônomo e autárquico. É a autoridade reguladora das cooperativas e também a entidade de fiscalização das mesmas. Exerce no Paraguai o papel que o BACEN exerce para as cooperativas de crédito brasileiras, com a diferença de que o INCOOP é atua apenas com as cooperativas de crédito. (Site www.incoop.gov.py)

Existe também no Paraguai a CONPACOOP (Confederação Paraguaia das Cooperativas), que é uma entidade de 3º grau constituída promover e organizar a integração do sistema financeiro cooperativo em nível nacional, assim como o desenvolvimento técnico e a consolidação de suas cooperativas associadas, defendendo seus interesses e difundindo os princípios universais do cooperativismo.

Veja a apresentação em PDF clicando aqui.

O Cooperativismo de Crédito na Argentina

October 19th, 2010 No comments

O texto abaixo foi recebido do Sr. Daniel Plotinsky, Director do Archivo Histórico del Cooperativismo de Crédito da Argentina via email. É muito gratificante quando recebemos contribuições voluntárias sobre o tema do cooperativismo de crédito, ainda mais quando vem de outros países.

REFERÊNCIAS HISTÓRICAS:
O cooperativismo de crédito, no Argentina, desenvolveu-se a partir de quatro tipos de instituições:

  1. Bancos Populares (1887 – 1912)
  2. Caixas Rurais (1911 – 1930)
  3. Caixas Regionais de Empréstimos e Poupança (1941 – 1950)
  4. Caixas de Crédito (Cajas de Credito Cooperativo)

Estas últimas, foram as únicas que atingiram um significativo nível de desenvolvimento e permanência. Nasceram no começo do século XX como entidades mutualistas da coletividade judaica onde se organizavam os imigrantes de acordo com a sua atividade econômica ou seu lugar de origem. Seus integrantes tinham acesso, através destas instituições, aos meios de produção necessários ou ao financiamento de pequenas quantias de dinheiro para se instalar no país.

As primeiras experiências deste tipo foram a Cooperativa de Crédito La Capilla (Ing. Sajaroff, Entre Ríos, 1913) e a Primera Cajá Mercantil Coop. Ltda. no bairro portenho de Villa Crespo (1918).

 

ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO: Com o decorrer dos anos, as cooperativas de crédito foram atravessando diferentes etapas:

1) CRESCIMENTO VEGETATIVO (1913 – 1957)

As Caixas de Crédito tiveram um lento crescimento e se sobressaíram pelo fato de misturar características cooperativas e mutualistas. Basicamente, funcionavam com capital próprio ou formas inorgânicas de poupança e cobriam as necessidades da atividade artesanal e comercial nas cidades e dos arrendatários e colonos rurais. A maioria destas Caixas, além do mais, financiavam as atividades de bibliotecas, escolas, clubes e outras instituições comunitárias.

Na metade da década de quarenta as Caixas de Crédito começaram a refletir o desenvolvimento industrial que se produzia na Argentina, conseguindo um pequeno crescimento e diversificação dos setores atendidos. Neste entorno, algumas cooperativas começaram a desenvolver operações de Contas à Vista com Ordens de Pagamento como forma de negociar seus saldos. Em 1950 quatorze entidades criaram a Federación Argentina de Cooperativas de Crédito para coordenar a representação do grêmio e o assessoramento jurídico e contábil.

O Golpe de Estado de 1955 que depôs ao governo chefiado por Juan Domingo Perón modificou as regras do jogo econômico. As reformas no sistema financeiro impulsionadas pela autoproclamada Revolução Libertadora caracterizaram-se por:

  • Abolir o regime de “depósitos nacionalizados” estabelecido pelo governo peronista em 1946.
  • Diminuir significativamente as prestações de crédito dos bancos públicos.
  • Favorecer a penetração da banca estrangeira e impulsionar a radicação de capitais externos como motor do desenvolvimento econômico argentino.
  • Intensificar as restrições à assistência de crédito para as pequenas e médias empresas do capital nacional.

Neste contexto, um grupo de dirigentes cooperativos se propôs a dinamizar a função das caixas de crédito transformando-as em pequenos “bancos populares” que pudessem financiar a atividade da pequena e média empresa nacional.

 

2. DESENVOLVIMENTO (1958 – 1966)

EncabezadoO agente impulsionador desta transformação foi o Instituto Mobilizador de Fondos Cooperativos Soc. Coop. Ltda. (IMFC), entidade de 2º. grau criada a pedido do Congresso Argentino da Cooperação realizado na cidade de Rosario em novembro de 1958. Entre seus principais objetivos iniciais manifestava-se a vontade de impulsionar as idéias solidárias e contribuir para a criação de novas cooperativas de crédito em cada bairro e localidade do país.

A partir da criação do Instituto, a difusão da Ordem de Pagamento que começou a funcionar com dificuldades, foi se ampliando aos passos até conseguir se impor. Atendida sua compensação Intercooperativa pelo IMFC, a Ordem de Pagamento converteu-se rapidamente num instrumento de pagamento de circulação crescente, tanto que facilitava a captação e sedimentação dos recursos financeiros dos pequenos e médios empresários e beneficiava sua colocação em créditos acessíveis para os mesmos setores. Impulsionou também um enérgico crescimento das entidades, o que demonstrou a existência de condições e necessidades objetivas para seu desenvolvimento.

Ao mesmo tempo, o objetivo fundacional de promover a criação de novas cooperativas foi atingido com bom sucesso. Entre 1958 e 1966 as caixas de crédito passaram de 197 (124 das quais estavam instaladas em Buenos Aires) a 974, distribuídas pelo país todo.

As novas cooperativas eram criadas por grupos de vizinhos que se apresentavam à convocatória do Instituto Mobilizador, ou que agiam motivados pelo sucesso de instituições criadas em bairros ou localidades vizinhas. São organizações que nascem em forma democrática, escolhem suas autoridades e promovem a idéia da participação ativa na gestão da entidade social que eles mesmos estão criando.

A rápida expansão do cooperativismo de crédito começou a inquietar ao capital financeiro e seus representantes, principalmente pelo provado e demonstrado papel das perspectivas do crédito solidário. Esta inquietação manifestou-se através de campanhas de imprensa e tentativas normativas restritivas que não chegaram a prosperar de certo pela capacidade de mobilização do movimento solidário.

 

3. ATAQUES, RESTRIÇÕES E RECUPERAÇÃO PARCIAL (1966 – 1976)

Em 1966, o governo da autodenominada “Revolução Argentina” chefiada pelo Gral. Onganía iniciou, assim tomou o poder, um ataque duplo ao movimento cooperativo: pôs em vigor uma normativa restritiva de sua operatória financeira e promoveu, nos principais meios de imprensa, uma campanha difamatória contra as autoridades do I.M.F.C. com o objetivo de provocar uma crise de confiança com a conseguinte “correria” entre os poupadores.

Superado o desconcerto dos primeiros momentos, dirigentes e associados começaram a transitar o difícil caminho da reconstrução. No aspecto operativo, procedeu-se ao reembolso progressivo dos depósitos à medida que a carteira de empréstimos se recuperava, ao mesmo tempo que se habilitou uma nova operatória restritiva já que a proibição de endossar e compensar as Letras de Câmbio dificultava sua aceitação generalizada e obstaculizava a captação de depósitos afetando substancialmente a normal rentabilidade das entidades. No aspecto institucional, o movimento cooperativo começou uma longa luta para atingir o restabelecimento das faculdades limitadas em forma arbitrária.

Embora o esforço realizado para reverter a situação, das quase 1.000 cooperativas de crédito existentes na metade de 1966, unicamente puderam chegar em funcionamento ao momento da restauração democrática em 1973, pouco mais de 400. A brevidade do período constitucional impediu que as potenciais perspectivas pudessem se desenvolver, motivo pelo qual as ulteriores entidades unicamente puderam se recuperar de forma parcial nesse período.

 

4. TENTATIVA DE DESTRUIÇÃO TOTAL E TRANSFORMAÇÃO EM BANCOS COOPERATIVOS (1976 – 1979)

Em março de 1976 a continuidade institucional foi interrompida de forma violenta na Argentina, e as Força Armadas assumiram novamente o Governo dando início ao auto-denominado “Processo de Reorganização Nacional”.

A crise capitalista internacional de 1973 significou, nos países periféricos, como Argentina, o esgotamento do modelo baseado na industrialização substitutiva, o pleno emprego, o Estado benefactivo e o crescimento da classe trabalhadora.

Na Argentina, o ciclo histórico anterior deu passo ao projeto de restabelecimento da ditadura militar que instalou uma nova “modernização” selvagem, autoritária e excludente. A aliança entre o poder militar e o novo poder econômico apontou a transformações estruturais da sociedade argentina que se transformariam num ponto de partida irreversível para os governos constitucionais posteriores à ditadura.

Nesse entorno, o ministério de economia chefiado por José Alfredo Martínez de Hoz elaborou um anteprojeto de Lei de Entidades Financeiras que apontava a liquidar ao cooperativismo de crédito planejando a eliminação da forma jurídica cooperativa como base da estrutura de serviços bancários.

Por meio de uma importante mobilização político-social chefiada pelo IMFC logrou-se alterar de forma parcial o propósito inicial, já que a “Lei” 21.526 de Entidades Financeiras (1977) vedava às Caixas de Crédito a possibilidade de operar em Contas à Vista mais lhes outorgava a possibilidade de se transformarem em Bancos Comerciais conservando sua forma jurídica cooperativa.

Como resultado desta situação, 273 das 375 Caixas de Crédito existentes optaram por se transformar em Bancos Cooperativos. Delas, 41 Caixas afrontaram essa transformação de forma individual e 232 o fizeram fusionando-se com outras, dando assim origem – entre 1978 e 1979 – a um total de 77 novos Bancos Cooperativos.

Destes, na atualidade, unicamente sobrevive: o Banco Credicoop Coop. Ltdo que possuia em 2010, 246 filiais, em 19 estados, contando com 4.570 empregados, 3.000 dirigentes e 1,1 milhões de clientes. O Credicoop ocupa a 9ª posição no mercado financeiro Argentino quando analisados os volumes de depósitos e a 10ª posição quando analisados os empréstimos. (veja a apresentação em PDF)

Charles Gould assumiu diretoria geral da ACI em 01/09/10

September 8th, 2010 No comments

Charles Gould

Charles Gould assumiu em 01/09/10 a diretoria Geral da Aliança Cooperativa Internacional (ACI). Gould se juntou à ACI, depois de ter sido CEO da Volunteers of America, organização com sede em Washington dedicada à prestação de serviços humanitários nas áreas de saúde e habitação. Gould tem uma pós-graduação Juris Doctor pela Universidade de Minnesota – Law School (Escola de Direito) e um mestrado em Direito Internacional dos Direitos Humanos pela Universidade de Oxford.

Charles Gould substitui Iain Macdonald, que atuou como diretor Geral nos últimos oito anos e, se antecipando às mudanças no contexto econômico, posicionou o movimento cooperativo global de maneira a ocupar o lugar mais adequado na economia mundial.

Fonte: OCB

O Banco Cooperativo Credit Agricole, o 4º maior banco do mundo, divulga resultados

September 2nd, 2010 No comments

O resultado do maior banco de França em termos de número de agências cresceu 89%, com a banca de investimento passando de prejuízos para lucros.

O resultado líquido do banco ascendeu a 379 milhões de euros, comparando favoravelmente com o resultado de 208 milhões de euros registado no período homólogo e com os 318 milhões de euros que antecipavam os analistas, segundo a média das 11 estimativas reunidas pela Bloomberg.

A unidade de banca de investimento do banco apresentou lucros pela primeira vez em dois anos, com um resultado de 330 milhões de euros, que compara com 87 milhões de perda nos mesmos três meses do ano anterior.

Nos seis primeiros meses de 2010, o ganho foi de 849 milhões de euros, mais que o dobro do montante de mesmo intervalo de 2009 (403 milhões de euros).

O executivo-chefe do banco francês, Jean-Paul Chifflet, disse que, em um clima de persistente incertezas e debilidade econômica, o desempenho do Crédit Agricole S.A. foi impulsionado por uma base sólida de lucro recorrente. No semestre, a instituição sentiu um bom ímpeto de negócios e viu menores custos de risco.

O Credit Agricole é atualmente o 4º maior banco do mundo em volume de ativos:

  1. BNP Paribas SA (França) – Ativos totais de US$ 2,9 trilhões (dados de Dez/08);
  2. The Royal Bank of Scotland Group plc – RBS (Inglaterra) – US$ 2,7 trilhões;
  3. HSBC Holdings (Inglaterra) – US$ 2,4 trilhões;
  4. Crédit Agricole S.A. (França) – US$ 2,3 trilhões (dados de Dez/08);
  5. Barclays PLC (Inglaterra) – US$ 2,2 trilhões;
  6. Deutsche Bank AG (Alemanha) – US$ 2,1 trilhões;
  7. UBS AG (Suíça) – US$ 1,9 trilhão (dados de Dez/08);
  8. Lloyds Banking Group (Inglaterra) – US$ 1,7 trilhão
  9. JP Morgan Chase Bank (USA) – US$ 1,6 trilhão;
  10. Société Générale (França) – US$ 1,6 trilhões (dados de Dez/08);

Fonte: O Globo

Nova Petrópolis e Sunchales: irmãs de alma cooperativista

August 30th, 2010 No comments

Comitiva de brasileiros se emociona com os aprendizados obtidos na capital nacional do cooperativismo da Argentina

30/08/2010 – A semana que passou com certeza foi muito especial e de suma importância para Nova Petrópolis estreitar ainda mais os laços de irmandade para com Sunchales. A comitiva brasileira, composta por 40 integrantes, teve a oportunidade de conhecer sua co-irmã e entender os porquês dessa cidade ter conquistado o título de capital nacional do cooperativismo na Argentina, título este que inspirou Nova Petrópolis a obtê-lo no Brasil, a partir da iniciativa do ex-presidente da Sicredi Pioneira RS Édio Spier. As cidades não somente apresentam a nomeação de capital em comum para serem consideradas irmãs, mas também uma semelhança muito grande entre a receptividade de ambas as populações e a alma cooperativista presente nas pessoas.

Foram, ao todo, três dias de intensa programação dividida para quatro distintos grupos dentro da comitiva: o grupo do cooperativismo; composto por integrantes da Sicredi Pioneira RS, Piá, Acinp, Sicredi Corretora de Seguros, Associação Amstad, Casa Cooperativa de Nova Petrópolis e Rádio Imperial FM, o grupo do cooperativismo escolar; composto por professoras, secretária de Educação e coordenadora do projeto A União Faz a Vida de Linha Nova além de professores da escola Bom Pastor, vencedores do concurso da logomarca da capital nacional do cooperativismo e Associação Cultural Amstad, o grupo das autoridades; composto pelo prefeito de Linha Nova Nicolau Haas, vice-prefeito de Nova Petrópolis Ricardo Lawrenz, vereadores de Nova Petrópolis, Secretaria de Turismo de Nova Petrópolis e Jornal O Diário, e o grupo do vôlei, composto por jogadoras do projeto Vôlei Nova Petrópolis e seu coordenador Daniel Roese.

Durante o primeiro dia de visitação, ocorrido na quinta-feira, os grupos puderam conhecer diversos pontos de Sunchales que representam o cooperativismo, a história da cidade, bem como a Prefeitura e Cooperativas Escolares.

Já na sexta-feira, a programação teve seu início para todos os grupos com uma visita à SanCor, que é a maior cooperativa de laticínios da Argentina, com uma vasta linha de produtos e 4800 empregados. Após, o grupo do cooperativismo escolar e as meninas do Projeto Vôlei Nova Petrópolis conheceram as cooperativas escolares dos colégios Steigleder e ICES, que faz parte da Casa Cooperativa de Sunchales. À tarde, as jogadoras tiveram jogos de integração com as sunchalenses e o grupo do cooperativismo escolar seguiu as visitas no colégio Rochdale, escola rural Avellaneda e, no fim da programação, tiveram um bate-papo com alunos e o diretor do nível terciário do colégio ICES. “Todos ficamos encantados com o projeto das cooperativas escolares. Vimos que é algo totalmente viável para ser implantado nas cidades de Nova Petrópolis e Linha Nova. Com certeza dará um embasamento muito importante para nossas crianças conhecerem a fundo, desde pequenas, o funcionamento de uma cooperativa e levar essas experiências práticas para uma vida adulta mais próspera”, lembra Ivone Fristch, secretária de Educação de Linha Nova.

As jogadoras de vôlei de Nova Petrópolis ficaram hospedadas em casas de famílias e, para elas, a experiência foi incrível. “Vimos que em Sunchales as pessoas acreditam uma nas outras e disso nasce um sistema cooperativo. Fomos acolhidas de uma maneira única e, apesar de terem sido poucos dias de convivência com as famílias argentinas, crescemos muito como pessoas. Percebemos que unidos conseguimos realizar grandes conquistas e somar aprendizados para o resto da vida“, apontam as meninas do projeto Vôlei de Nova Petrópolis.

O grupo do cooperativismo iniciou sua visita específica na Sociedade de Carnes com degustação de frios e, juntamente ao grupo de autoridades, foi conhecer o novo edifício do grupo SanCor Seguros bem como o aeroclube e a estação metereológica de Sunchales. Os representantes do cooperativismo visitaram, ainda, as associações mutuais da Sancor e as autoridades conheceram o museu local e o Corpo de Bombeiros Voluntários. “Nova Petrópolis tem muito a aprender com Sunchales. Por exemplo: as cooperativas e o setor privado tomam iniciativa para a captação e organização de eventos e a Prefeitura torna-se uma mera coadjuvante e preocupa-se principalmente com a administração da cidade. As pessoas foram muito receptivas e todas as visitas que fizemos nos engrandeceram como seres humanos”, afirma Ricardo Lawrenz, vice-prefeito de Nova Petrópolis.

No final da sexta-feira, uma homenagem surpresa emocionou toda a comitiva novapetropolitana. Foi inaugurada, na Casa Cooperativa de Sunchales, uma exposição de fotos de pontos turísticos de Nova Petrópolis, que mostram o quanto os sunchalenses se orgulham da sua cidade co-irmã. Após, o grupo dirigiu-se ao jantar que foi servido no sítio de Raul Colombetti, com uma grande festa entre os “irmãos” da cidade. Diversos membros da delegação de Nova Petrópolis participaram cantando e divertindo a todos.

Já no sábado, toda a delegação realizou uma programação única, que teve início na Cooperativa de Produtores de Leite de Sunchales. No local, uma família composta por quatro pessoas trabalha ordenhando 270 vacas que fornecem aproximadamente 5.000 litros de leite ao dia em baixa temporada, e 6.000 litros em alta temporada. À tarde a delegação conheceu os dois grandes clubes sunchalenses: o Clube Atlético Union; que tem um grande campo de futebol, quadras de basquete e vôlei, além de piscina para competição e lazer, creche para os filhos dos sócios e salões de eventos, e o Clube Desportivo Libertad, que possui quadras de basquete, vôlei, tênis, patinação, musculação, campo de futebol e um museu de alta tecnologia com a história do clube e homenagens a Sunchales.

O dia encerrou com uma janta no salão de festas do Corpo de Bombeiros Voluntários, onde o Ballet Del Liceo Municipal de Sunchales realizou uma rica apresentação. A despedida foi marcante e emocionou a todos. “Nesse momento é impossível não lembrar e agradecer ao Ivano Barberini, ex-presidente da Aliança Cooperativa Internacional, que aproximou Sunchales e Nova Petrópolis através do episódio dos monumentos ao cooperativismo. Graças a ele pudemos perceber que as cidades têm muito em comum e que o processo de irmandade era algo inevitável”, afirmou Raul Colombetti, presidente da Casa Cooperativa de Nova Petrópolis. Oscar Trinchieri, prefeito de Sunchales, também se mostrou emocionado e satisfeito com a visita da comitiva brasileira. “As bandeiras das duas capitais nacionais do cooperativismo não foram oficialmente unidas ainda, mas já existem no imaginário de todos nós, que já podemos ser considerados como irmãos”, salientou.

A delegação brasileira retornou para suas casas no domingo, com a ânsia de retornar e viver todas essas experiências novamente. “Será muito difícil repassar tudo o que sentimos e vivemos em Sunchales para nossas famílias, amigos e todos de Nova Petrópolis. Para realmente entender os encantos que passamos lá, somente vivendo essa experiência de corpo e alma. Não há palavras que consigam explicar o quanto essa visita foi significativa para cada um de nós. É incrível como a irmandade entre Sunchales e Nova Petrópolis tem dado tão certo”, conclui Eduardo Spier, coordenador da delegação de Nova Petrópolis.

Meninas do projeto Vôlei Nova Petrópolis integradas com as Sunchalenses (VÔLEI)

Crianças participantes do projeto das cooperativas escolares explicaram seus produtos e o funcionamento das cooperativas (COOPERATIVA ESCOLAR)

Ricardo Lawrenz, Oscar Trinchieri, Décio Pellenz e Nicolau Haas durante reunião na Prefeitura de Sunchales (PREFEITURA SUNCHALES)

Comitiva junto aos sunchalenses durante a visita à cooperativa SanCor (SANCOR)

Descerramento da placa inaugural da exposição fotográfica de Nova Petrópolis na Casa Cooperativa de Sunchales (INAUGURAÇÃO EXPOSIÇÃO)

Alguns dos membros da comitiva e presidente da Casa Cooperativa Raul Colombetti em frente ao Monumento ao Cooperativismo de Sunchales (MONUMENTO)

Por Bianca Hennemann

CONCRED debate o cooperativismo das Américas

August 26th, 2010 No comments

O Cooperativismo de Crédito nas Américas foi o tema do painel realizado na quinta-feira (26), pela manhã no Congresso Brasileiro de Cooperativismo de Crédito/CONCRED que acontece no Mabu Thermas & Resort.

Brasil, Canadá, Argentina, Paraguai e Uruguai fizeram exposições de como anda o setor nos respectivos países e elogiaram o crescimento do cooperativismo de crédito brasileiro. O painel tem como objetivo a troca de experiências entre os países e desta forma solucionar as deficiências e dificuldades que ainda são enfrentados, principalmente nos países do Mercosul.

Através de gráficos estatísticos, os países fizeram uma demonstração do progresso ou estagnação do setor. O presidente da Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras), Rui Schneider da Silva disse que há um crescimento em cada um dos sistemas existentes no Brasil e todos são controlados pelo Banco Central. Atualmente existem 1.432 cooperativas, mas a tendência é a incorporação de boa parte delas, visando melhor atender o cooperado e desta forma o associado poderá ter um empréstimo maior, pois hoje gira em torno dos 15%.

Segundo o Schneider, hoje o Brasil possui 4,5 milhões de associados dos quais, boa parte são do setor agrícola. “O crescimento está acontecendo, mas o objetivo do cooperativismo é manter a essência no atendimento de pessoa para pessoa, pois nossos associados são únicos, não importando o potencial de investimento de cada um”, ressalta Rui Schneider.

O mesmo não acontece com os outros países que participaram do painel, principalmente a Argentina, Uruguai e Paraguai, que o cooperativismo não é bem reconhecido pelos governos e também pelo Banco central de cada país.

Com 3,5 milhões de habitantes, o Uruguai possui cerca de 70 cooperativas de desenvolvimento de crédito, porém o presidente da Federação Uruguaia de Cooperativas de Crédito/FUCAC, Carlos Negro, revelou que falta supervisão especializada no Uruguai e isso impede que as cooperativas e associados conheçam dados exatos do setor de crédito. Em 2008 foi aprovada uma nova legislação, que não trouxe oportunidades significativas para o setor.

Já o cooperativismo de crédito do Canadá é visto como um serviço de proximidade com as comunidades, no qual a prioridade é a acessibilidade para que as famílias consigam um financiamento. O responsável pelo Desenvolvimento Solidário do País, Claude Dorion informou que o cooperativismo de crédito está presente em 900 municípios e cerca 22% da população se utiliza do cooperativismo. “A cooperativa é a única instituição financeira que tem o compromisso de ajudar os projetos a serem realizados, pois o dinheiro sozinho não trás realizações e investimento no cooperativismo pode trazer excelentes resultados”, conclui Claude Dorion.

Fonte: clickfozdoiguacu.com.br

Mondragón: relato da viagem de estudos

August 8th, 2010 No comments

Logotipo da MCC - Mondragon Corporação CooperativaEm Junho/2010 um grupo de aproximadamente 20 executivos e dirigentes do Sicredi do Rio Grande do Sul estiveram em Mondragón para conhecer a cidade que é referência no Cooperativismo em nível mundial.

O Complexo Cooperativas de Mondragon é um exemplo mundialmente famoso por sua capacidade de reunir 120 empresas sob forma de Cooperativas, sendo 87 industriais, 1 de crédito (Caja Laboral), 1 de consumo (Eroski), 4 agrícolas, 13 cooperativas de pesquisa, 6 de serviços em consultoria e 8 cooperativas de educação. São associados das Cooperativas apenas seus trabalhadores que atualmente somam 93 mil pessoas. Na essência todas as cooperativas de Mondragón são Cooperativas de Trabalho que possuem produtos e serviços diferentes entre si.

Muitas foram as constatações e aprendizados na viagem, principalmente quando analisada a intercooperação e a educação e formação cooperativa.

Mikel LezamizPassamos 5 dias em Otalora, o centro de formação cooperativa, onde o Diretor de Disseminação Cooperativa da MCC, Mikel Lezamiz, conduziu nossa formação cooperativa incentivando-nos à analisar o que podemos replicar no Brasil.

 

Veja no link http://www.cooperativismodecredito.com.br/Mondragon_Corporacao_Cooperativa.php o relato completo do que vimos em Mondragón.

 

Woccu divulga dados atualizados do Cooperativismo de Crédito Mundial

July 28th, 2010 No comments
Clique na imagem e baixe o relatório completo
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O WOCCU, Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito, divulga anualmente os dados consolidados das cooperativas de crédito que são filiadas à ele.

Os dados divulgados são os seguintes:

  • 97 países com cooperativas filiadas ao Woccu
  • 49.330 cooperativas de crédito filiadas
  • 184 milhões de associados
  • Market Share médio de 7,6%
  • Ativos Totais de US$ 1,353 trilhão
  • Empréstimos de US$ 911 bilhões

Os dados apresentados não podem ser considerados como uma verdade única visto que apenas 50% das cooperativas de crédito do mundo são filiadas à ele. No Brasil, por exemplo, apenas 855 das 1.400 cooperativas de crédito estão representadas no Woccu.

Também não estão nos dados do Woccu os montantes administrados pelos Bancos Cooperativos Europeus, o Cooperativismo de Crédito Chinês e Japonês, ambos muito expressivos. Saiba mais sobre os dados mundiais clicando aqui.

Mapa dos Paises filiados ao Woccu - clique sobre a imagem para ampliá-la

Conferência Regional da ACI será realizada em Buenos Aires em Novembro/2010

July 5th, 2010 No comments

A ACI Américas e as organizações membros da ACI na Argentina convidam para a XVII Conferência Regional que será realizada de 22-26 novembro de 2010 em Buenos Aires, Argentina e será realizada sob o lema “Compromisso com a Cooperativa para a Preservação do Planeta“.

A Aliança Cooperativa Internacional para as Américas, com o apoio da Confederação Argentina Cooperativa (Cooperar), Agricultores Federados Argentinos (AFA S.C.L), o Instituto Cooperativo de Fundos de Mobilização (IMFC), o Segunda Cooperativa Limitada de Seguros Generales, a Sancor Cooperativa de Seguros Ltda e Banco Credicoop Cooperativo Limitado, convocam o movimento cooperativo e outras organizações das Américas a participar nesta iniciativa regional.

ACI -Américas, começou um processo ativo para mitigar os efeitos das alterações climáticas que tenha sido inscrita na resolução “A mudança climática : o nosso compromisso de cooperar ” com o objectivo de unir os esforços internacionais para reduzir as emissões de carbono , o efeito estufa e estabelecer medidas para educar e informar os membros da organização cooperativa para essas metas e ações propostas para a sustentabilidade ambiental .

Em 2008 , no âmbito do Dia Internacional das Cooperativas , que congratulou-se com o tema ” Combater as alterações climáticas através da empresa cooperativa, com o objectivo de realçar o facto de estas empresas têm contribuído significativamente para combater o aquecimento global.

Devido ao interesse das questões ambientais para o setor cooperativo , a XVII Conferência Regional em Buenos Aires será o foco na discussão da mesma, sob o lema : Compromisso Cooperativa para a preservação do planeta . “

O objetivo principal é sensibilizar os membros das cooperativas da região sobre a importância de proteger o ambiente e tomar as medidas e acções concretas a esse respeito.

Análise e será solicitada através da discussão participativa do projeto de eixos temáticos , que será o tema para o desenvolvimento das atividades planejadas .

Temas de discussão

1. Aquecimento Global (gestão de emissões de carbono , as emissões de gases de efeito estufa efeito estufa ),
2. Energia e novas tecnologias
3. Água e saneamento
4. Cidades, ruralidade e ambiente

Para obter mais informações sobre o XVII Conferência Regional pode escrever e-mail : conference@aciamericas.coop.

Fonte: www.aciamericas.coop 

Incêndio atinge futura sede do Rabobank, na Holanda

July 4th, 2010 No comments

Um incêndio no dia 27/06/2010 atingiu os andares superiores de um dos prédios que serão a nova sede do banco holandês Rabobank, na cidade de Utrecht. Não há relatos sobre feridos. O incêndio teve início no topo de uma das duas torres ovais, de 27 andares e 105 metros de altura cada, que ainda estavam em construção.

Imagem aérea exibe incêndio nos andares superiores do banco holandês Rabobank, em Utrecht Foto: AFP
Imagem aérea exibe incêndio nos andares superiores do banco holandês Rabobank, em Utrecht Foto: AFP

Segundo a agência de notícias “Novum”, os bombeiros disseram que a causa do incêndio ainda é desconhecida. A área onde o fogo começou tem equipamentos elétricos e para elevadores. A estrutura, que fica próxima à estação de trem da cidade, não corre risco de desmoronar. O banco não forneceu informações sobre os danos causados pelo incêndio.

O Rabobank estava construindo duas novas torres para abrigar seus escritórios a um custo de EUR 200 milhões perto da principal estação de trens de Utrecht, a quarta maior cidade da Holanda.

Fonte: Notícias Terra

Banco Popular Espanhol e Crédit Mutuel criam novo banco que vai atuar em Portugal

July 4th, 2010 No comments

O Banco Popular Espanhol e o Crédit Mutuel (CIC) acordaram a criação de uma nova plataforma bancária, que vai operar nos principais mercados dos dois bancos – França, Alemanha, Espanha e Portugal. A nova instituição vai contar com uma carteira de crédito de EUR 2 bilhões e recursos de clientes no valor de EUR 1,7 bilhões.

De acordo com um comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Banco Popular Espanhol e o Crédit Mutuel “chegaram a um acordo para a criação de uma nova plataforma bancária, que controlarão conjuntamente com uma participação de 50% cada um”.

O Banco Popular vai transferir 123 filiais atualmente detidas por si para o novo banco e o Crédit Mutuel vai investir 312 milhões de euros, o que avalia a nova instituição “em 625 milhões de euros. Os recursos próprios serão de 258 milhões de euros”, adianta a mesma fonte. Atualmente o Banco Popular Espanhol tem 2.300 agências enquanto que o Credit Mutuel possui mais de 5.000.

Credit Mutuel

A Confederação Nacional Credit Mutuel é o 2º maior banco comercial da França, formado por 18 Bancos regionais e 2.017 cooperativas de crédito.

O Banco Popular Espanhol é a 3ª maior instituição financeira da Espanha.

Como parte do acordo , o Credit Mutuel também vai comprar uma participação de 5% no Banco Popular.

A nova plataforma vai tentar encontrar “oportunidades de crescimento nos mercados espanhol e português”, numa operação de depois de completada dará origem a uma instituição com “um rácio de capital de 13%, o mais alto do sector bancário espanhol, EUR 2.000 bilhões em empréstimos e EUR 1,7 bilhões de recursos de clientes”, acrescenta o mesmo comunicado.

Fonte: Jornal de Negócios de Portugal

Operação do Banco Cooperativo Credit Agricole na Grécia são alvo de preocupação

June 24th, 2010 No comments

O gigante francês, Banco Cooperativo Crédit Agricole S/Ao 5º maior banco do mundo, alertou que enfrenta mais de US$ 1 bilhão em novos prejuízos em suas problemáticas operações gregas, num sinal de que a crise financeira europeia ameaça contaminar até os países relativamente saudáveis da região. Como outros bancos franceses, o Crédit Agricole se aventurou no sul da Europa nos últimos anos, atraído pelo crescimento rápido da região quando a zona do euro se expandia para a periferia do continente. Mas essas apostas fizeram água e os problemas do banco de 116 anos se tornaram simbólicos da crise que também assola outros bancos europeus.

Credit AgricoleOs problemas são especialmente graves nos bancos franceses. O Crédit Agricole tem uma subsidiária grega que está sob pressão e também detém participação em bancos espanhóis e portugueses. O Société Générale SA tem um banco grego que está no vermelho. Outro importante banco francês, o BNP Paribas SA, controla um banco português e tem bilhões de euros em dívidas gregas e espanholas, que muitos especialistas consideram em risco de moratória.

O Crédit Agricole divulgou ontem que pode ter que provisionar € 450 milhões (US$ 554,3 milhões) para cobrir créditos de recebimento duvidoso na Grécia, e deve ter de contabilizar uma baixa de € 400 milhões no segundo trimestre referente à depreciação de sua combalida subsidiária Emporiki Bank of Greece SA. Esses prejuízos, somados a cerca de € 2,6 bilhões em perdas no próprio Emporiki, não põem em risco o Crédit Agricole, mas analistas dizem que podem dar uma boa mordida nos lucros de 2010 do banco.

A investida do Crédit Agricole fora da França “tem sido nada menos que um desastre”, diz Jaap Meijer, analista da Evolution Securities. A corretora recomenda vender as ações do banco.

No fim do ano passado, o Crédit Agricole e outros bancos franceses tinham uma exposição total de US$ 493 bilhões a Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha, segundo dados divulgados este mês pelo Banco de Compensações Internacionais, mais conhecido pela sigla em inglês BIS. É mais do que qualquer outro país, embora a Alemanha não esteja muito distante, com US$ 465 bilhões.

A Europa “continua vulnerável ao contágio”, diz Jacques Cailloux, economista-chefe de Europa do Royal Bank of Scotland. “A maior exposição é a da França.”

A situação mostra como a interligação do setor financeiro da Europa – antes vista como a maior esperança de crescimento econômico sustentável no continente – se tornou o calcanhar de Aquiles da região. Uma crise financeira originada na Grécia, uma economia insignificante na periferia da Europa, semeia agora dúvidas sobre a saúde do sistema financeiro e econômico da região inteira.

O Crédit Agricole passou a maior parte de seus primeiros cem anos de existência concedendo empréstimos a produtores agrícolas empobrecidos e financiando a reconstrução da zona rural da França após a Primeira Guerra.

Seu lema é “Bom senso perto de você“. Em 2006, com a saturação do mercado bancário francês e a expansão das economias de países como a Grécia, o Crédit Agricole embarcou num plano internacional de expansão com foco especial no sul da Europa.

Ele venceu uma disputa para comprar o Emporiki, um deficitário banco estatal grego.

Um executivo do alto escalão do Crédit Agricole disse na época que o acordo refletia “a confiança que temos na economia grega e no crescimento excepcional do setor bancário da Grécia”.

O Crédit Agricole indicou um novo diretor-presidente para o Emporiki, um executivo grego do setor de laticínios chamado Antony Crontiras, sem experiência bancária. Ele, por sua vez, anunciou logo planos de aumentar o crédito do Emporiki e previa crescimento anual de 30% do lucro.

“O Emporiki vai liderar” o crescimento no resto do sudeste da Europa, disse Crontiras numa entrevista coletiva em abril de 2007 em Atenas. Ele disse que a presença do Emporiki em Chipre, na Albânia e na Romênia iria aumentar de 45 agências na época para 309 até 2011.

A expansão desenfreada deixou o Crédit Agricole vulnerável quando a crise financeira se transformou numa recessão mundial. Desde 2006, o Emporiki perdeu quase € 1,5 bilhão. Executivos do Crédit Agricole disseram ontem que o Emporiki vai perder cerca de € 750 milhões este ano e € 130 milhões em 2011. Em outubro, a empresa previa que o Emporiki perderia cerca de € 300 milhões em 2010 e atingiria o ponto de equilíbrio em 2011.

Aproximadamente 18% dos créditos do Emporiki são classificados como “deficitários” e executivos do Crédit Agricole disseram ontem que o índice pode subir para 28% ano que vem. As investidas do Emporiki nos Bálcãs e em Chipre também estão dando prejuízo, informou ontem o Crédit Agricole.

O banco “subestimou os problemas e superestimou a capacidade dele de se expandir no mercado grego”, diz Nickolaos Travlos, diretor da Escola de Pós-Graduação em Administração Alba, em Atenas.

“Se você quer que eu diga que o Emporiki foi um ótimo investimento, não vou falar isso”, disse ontem o diretor financeiro do Crédit Agricole, Bertrand Badre, numa teleconferência de quase duas horas com analistas. Ele disse esperar que o Emporiki saia do vermelho em 2012.

Mas os executivos também disseram ontem que o Emporiki responde por apenas 3% do total de agências e do faturamento da matriz e, por isso, seus problemas não ameaçam a integridade do Crédit Agricole. “Gostaríamos de nos assegurar de que a situação na Grécia não prejudique a visão geral que temos do futuro de nosso grupo”, disse Bruno de Laage, diretor-geral adjunto do banco.

Ao mesmo tempo, os executivos se recusaram a descrever quais são suas vulnerabilidades nos outros países problemáticos no sul da Europa.

Fonte: Valor Online

Cooperativismo de Crédito na Espanha – relato da visita

June 22nd, 2010 No comments

Após termos conhecido o Cooperativismo de Crédito na Espanha no início do mês de junho/10 é hora agora de divulgar os dados colhidos nas visitas que realizamos ao Banco Cooperativo Espanhol e também na Caja Laboral, braço financeiro do grupo Mondragón Corporação Cooperativa (MCC).

O Cooperativismo de Crédito na Espanha movimentava em final de 2008 US$ 158 bilhões, valor este 5 vezes maior do que o total brasileiro, sendo que este montante era administrado por apenas 81 cooperativas de crédito, bastante inferior às 1.400 cooperativas de crédito existentes no Brasil.

 

As 3 maiores Cooperativas de Crédito da Espanha, mesmo quando analisadas individualmente são maiores do que a soma de todas as cooperativas do Sistema Sicredi ou do Sistema Sicoob.

Visita ao Banco Cooperativo Espanhol em Jun/2010

Visita ao Banco Cooperativo Español

 

Apesar de possuir 5.141 pontos de atendimento, as Cooperativas de Crédito espanholas não focam suas ações nos grandes centros urbanos.

Prova disto é que apenas 119 de suas chamadas “oficinas” estão localizadas em Madrid e outras 90 estão em Barcelona, as duas cidades mais populosas da Espanha. A força das Cooperativas espanholas está no interior do país.

 

A maior concentração de pontos de atendimento é no sul da Espanha, na comunidade autônoma de Andaluzia, com 22% de todas as agências (1.149), seguida do País Valenciano (leste espanhol) com 889 (17%). Isoladamente, a província de Valência tem 489 pontos de atendimento, a maior quantidade individual, seguinda por Zaragoza (comunidade autônoma de Aragón) com 281.

 

Estas são apenas algumas das informações disponíveis no link http://www.cooperativismodecredito.com.br/CooperativasdeCreditonaEspanha.php. Clique e confira.

 

Em breve estarei divulgando as informações compiladas do Seminário de Cooperativismo no qual participamos em Mondragón. Aguarde.

Rabobank e Banco Cooperativo SICREDI firmam parceria

June 7th, 2010 No comments

Os Bancos Cooperativos dos Sistemas SICREDI (Brasil) e Rabobank (Holanda) divulgaram hoje a notícia da parceira firmada entre ambos envolvendo a participação do Rabobank em 30% do capital do Banco Cooperativo SICREDI.

Com esta parceria, o Banco Cooperativo SICREDI, cujo capital era formado até então apenas pelas Cooperativas de Crédito do SICREDI, passa a ser agora compartilhado com o Banco Cooperativo Rabobank, mais especificamente com o RABO Financial Institutions Development – RD, organização de fomento e desenvolvimento do Sistema Holandês de Cooperativas de Crédito – RABOBANK.

BANCO COOPERATIVO SICREDI: O Sistema SICREDI sempre destacou que “TEM UM BANCO”, mas “NÃO É UM BANCO”, fazendo referência ao fato que suas 128 Cooperativas de Crédito juntas, são acionistas da SICREDI Participações (Holding do Grupo SICREDI) e que esta por sua vez controla algumas das empresas do grupo, entre elas o Banco Cooperativo SICREDI. Até 1995 as Cooperativas do SICREDI faziam parcerias/convênios com bancos (a exemplo do Banco do Brasil) para terem atendidas as necessidades de seus associados. Com a criação do Banco SICREDI estes convênios passaram a ser feitos com o Banco pertencente às próprias cooperativas, com grande redução de custos para as mesmas.

BANCO COOPERATIVO RABOBANK: Da mesma forma que o SICREDI, o Rabobank tem sua origem no Sistema Raiffeisen, modelo alemão de cooperativismo de crédito. As Cooperativas de Crédito do Sistema Rabobank também possuem uma empresa de participações (holding) que representa os interesses das cooperativas e que controla o Banco Rabobank.

ATUAÇÃO GLOBAL: O Rabobank detêm atualmente a liderança no mercado financeiro da Holanda, com 41% do market share O total de ativos administrados por ele é de mais de US$ 900 bilhões, sendo atualmente o 27 (vigésimo sétimo) maior Banco do Mundo, sendo o 2 (segundo) maior Banco Cooperativo do Mundo (atrás apenas do francês Credit Agricole).

PARCERIA: Entre os objetivos da parceria entre o Banco SICREDI e o Rabobank estão:

  1. Associação do SICREDI à uma instituição de atuação global, pontuada como AAA na classificação de risco pelas principais Agências de Rating; 
  2. Projetos de captação de recursos de longo prazo, empreendidos para viabilizar operaçõe de crédito imobiliário, leasing, dentre outros;
  3. Aproveitar a participação qualificada do RABOBANK no financiamento do setor agroindustrial holandês podendo contribuir para que o SICREDI tenha uma participação mais efetiva neste setor, na sua área de abrangência; 
  4. Contrato de consultoria de três anos que objetiva a transferência de conhecimentos, processos e procedimentos de integração das Cooperativas Singulares e Centrais com o Banco Cooperativo SICREDI, na busca de maior eficiência operacional e, por conseqüência, maior participação no mercado de abrangência.

Segundo Manfred Dasenblock, Presidente da SICREDI Participações, “trata-se de uma parceria recíproca que objetiva o desenvolvimento de ambas as organizações”.

INTERCOOPERAÇÃO: Parcerias como esta são comuns no mundo, à exemplo do Banco Cooperativo DZ Bank (Alemanha) que participa com 15% no Banco Cooperativo Español, fortalecendo ambas instituições e dando-lhes maiores condições de crescimento em um mercado tão competitivo como é o segmento bancário.

Leia mais sobre o Rabobank e o Cooperativismo de Crédito na Holanda no http://www.cooperativismodecredito.com.br/CooperativasdeCreditonaHolanda.php.

Por Márcio Port

Estamos em Mondragón na Espanha

June 7th, 2010 No comments
Mondragón_aereo

Foto aérea de Mondragón

 

 

A partir de hoje um grupo de 24 executivos e dirigentes de Cooperativas do SICREDI do Rio Grande do Sul estará participando do Programa de Capacitação de Cooperativas em Mondragón na Espanha, mais especificamente em Otalora, o Centro de Formação Cooperativa e Diretiva.

 

 

Nossa programação resumida é a seguinte:

  1. Dia 1: História e situação atual do Cooperativismo de Mondragón e também visita à FAGOR Eletrodomésticos;
  2. Dia 2: Formação e desenvolvimento do Cooperativismo em Mondragón e visita ao IKERLAN, Centro de Investigação Tecnológico
  3. Dia 3: Visita à Escola Politécnica de Mondragón, ao SAIOLAN – Centro de Incubação de Empresas e à CAJA LABORAL ó EROSKI, a Cooperativa de Crédito de Mondragón
  4. Dia 4: Processo de acolhida de novos sócios, formação de conselheiros, fundos de financiamento intercooperativo e visita à uma Cooperativa Pecuária.
  5. Dia 5: Modelo de gestão cooperativa em Mondragón, visita à Lagun Aro (entidade social).

Veja na seta acima a localização de Mondragón

 

 

Leia mais sobre Mondragón no link.

Você conhece Mondragón? Deixe seu comentário.

Veja o documentário em vídeo sobre Mondragón na Espanha

May 31st, 2010 No comments

Com o objetivo de subsidiar os leitores com informações sobre Mondragón e a MCC (Mondragón Corporação Cooperativa) disponibilizo abaixo 5 vídeos, com duração de 10 minutos cada um, falando sobre a História de Mondragón e sua importância para o Cooperativismo Mundial.

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Se você não conseguir visualizar os vídeos abaixo é porque seu servidor/provedor não permite a exibição de vídeos. Neste caso acesse através de um servidor que não bloqueie a exibição de vídeos. 

Vídeo 1

Videos tu.tv

Vídeo 2

Videos tu.tv

Vídeo 3

Videos tu.tv

Vídeo 4

Videos tu.tv

Vídeo 5

Fonte: www.tu.tv
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Conheça mais sobre Mondragón na Espanha

May 23rd, 2010 No comments
Mapa da Espanha

Mondragón é um município de 22 mil habitantes, pertencente ao estado de Guipúzcoa, o país Basco, no norte da Espanha. Sua área é de 30,80 km ², pelo que a sua densidade é de 716,36 hab / km.  Mondragón está localizada a 235mts do nível do mar. Apesar de conhecido por Mondragón, o nome oficial do município é Arrasate-Mondragón. Veja a localização no mapa ao lado.

No início de Junho/2010 um grupo de aproximadamente 20 representantes do SICREDI do Rio Grande do Sul estarão indo para a Espanha conhecer o Complexo Cooperativo de Mondragón e participar de um Seminário de Cooperativismo com duração de 5 dias. Está também na programação conhecer o Banco Cooperativo Espanhol. Mondragón é a sede do movimento cooperativo basco (Mondragón Corporación Cooperativa) e um dos grandes centros industriais do País Basco, sendo também sede da Universidade Mondragon. 

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Logo da MCC

 

A primeira cooperativa da Mondragón Corporación Cooperativa (MCC) foi fundada em 1956 pelo padre José María Arizmendiarrieta e o grupo é atualmente o mais importante grupo de negócios do País Basco e o 7º grupo industrial mais importante da Espanha. É também considerado o maior conglomerado cooperativo do mundo. Cerca de 50% dos empregos existentes no município são em empresas do MCC. Em nível mundial, ao final de 2008 a MCC tinha 92 mil funcionários.  

Planta Industrial da Fagor

Mondragon Corporação Corporativa é constituída por 256 empresas e instituições em quatro áreas: Finanças, Indústria, Distribuição e do Conhecimento, incluindo plantas industriais de tipos muito diversos (elétrico, automotivo, siderúrgico, máquinas-ferramentas), empresas de serviços, empresas de distribuição (Eroski), Instituições financeiras e até mesmo instituições de educação e formação. As maiores empresas do grupo são Fagor, Fagor Ederlan, Fagor Arrasate, Fagor Automation, Eletrônica ou ALECOP Fagor. 

 

Para Márcio Port, Superintendente Regional da SICREDI Pioneira RS, um dos integrantes da comitiva, “Mondragón é conhecida mundialmente entre os cooperativistas. Todos os que estudam sobre o cooperativismo já ouviram falar a respeito e em algum momento devem ter sonhado em conhecê-la. Para a SICREDI Pioneira RS existe ainda mais um motivo para conhecê-la: o ex-presidente da ACI (Aliança Cooperativa Internacional), Ivano Barberini, mencionou em seu livro ter conhecido pessoalmente três importantes cidades cooperativas no mundo, sendo elas Mondragón (Espanha), Sunchales (Argentina) e Nova Petrópolis (Brasil). No livro ele menciona ter conhecido também outras importantes cidades, mas não cita os nomes das mesmas. Esta referência é motivo de grande orgulho para nós e nos motiva a conhecer também Mondragón, sendo que com Sunchales estamos em processo avançado para firmarmos a irmandade entre os nossos municípios.” 

 

A Caja Laboral Popular Sociedad Cooperativa de Crédito, Cooperativa de Crédito ligada ao Grupo Mondragón é a 2ª maior da Espanha administrando ativos de US$ 30,5 bilhões (2008), tendo 394 pontos de atendimento, 1,2 milhão de clientes. Na Espanha as Cooperativas de Crédito detém 4% do volume total administrado pelo mercado financeiro (US$ 158 bilhões), sendo divididas em 2 grupos básicos: as Cajas Rurales (ligadas ao Banco Cooperativo Español)  e as Cajas Laborales y Profesionales, ao qual pertence a Caja Laboral de Mondragón.

 

Conheça mais sobre a Mondragón Corporação Cooperativa (MCC) e sobre o Cooperativismo de Crédito na Espanha no link.

Conheça o site da cidade (link).  

Leia mais sobre a história da MCC no Wikipedia (link)

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DGRV visita o SICREDI

May 19th, 2010 No comments

Na segunda-feira, dia 17 de maio, o SICREDI recebeu a visita de representantes da Confederação Nacional de Cooperativas de Crédito da Alemanha – DGRV. Os executivos alemães estão no Estado a convite da Organização das Cooperativas do Rio Grande do Sul – Ocergs. Eles ficarão em solo gaúcho até o final da semana, quando visitarão cooperativas de outros ramos.

A visita da DGRV ao SICREDI, que atua em 11 estados brasileiros e tem mais de 1,6 milhão de associados, tem o objetivo de aproximar as duas entidades. No Rio Grande do Sul, o SICREDI possui a maior rede de atendimento entre as instituições financeiras e está presente em 87% dos municípios. “Tanto o Brasil quanto a Alemanha têm experiências no cooperativismo de crédito para serem trocadas e avaliadas”, disse na ocasião o vice-presidente da Central SICREDI Sul, Gerson Seefeld.

Dos 2,2 mil bancos que atuam na Alemanha, 1,4 mil são bancos cooperativos e atendem mais de 45 milhões de pessoas– a população total no País é de 82 milhões -, a maior porcentagem entre os países europeus. A DGRV, com sede em Berlim, tem o papel de representar o cooperativismo de crédito em reivindicações legais e também assume funções de auditoria para algumas cooperativas de alcance nacional.

Saiba mais sobre o Cooperativismo de Crédito na Alemanha clicando aqui.

Fonte: SICREDI

O Cooperativismo de Crédito na América Latina

April 27th, 2010 No comments

Para a DGRV, Confederação Nacional das Cooperativas de Crédito da Alemanha, o Brasil tem um dos melhores modelos de cooperativismo da América Latina.

Para Mathias Arzbach, “Embora o número de cooperativas de crédito no Equador e na Venezuela seja superior ao número de cooperativas brasileiras, elas não têm a mesma eficiência das brasileiras”, comparou. No caso das cooperativas equatorianas, muitas estão desativadas e o cooperativismo da Venezuela serve principalmente ao estado, e não tem como principal objetivo o bem-estar da sociedade.

No link consta um interessante relatório datado de dezembro/2009 com dados dos mercados financeiros latino americanos e também com informações das Cooperativas de Crédito.

Total de Cooperativas de Crédito por país:

Segundo este relatório, a Venezuela é o país com maior quantidade de Cooperativas de Crédito da América Latina, com 1.755 delas. Na seqüência, vem o Brasil com 1.415 cooperativas e após o Equador com 1.190. Em 4º lugar está o Paraguai com 419 cooperativas de crédito.

Participação no mercado financeiro do país:

O Paraguai desponta no ranking de participação de mercado com 18% do total do país. Na seqüência temos o Equador com 10,3%, a Bolívia com 8,4% e Costa Rica com 8,1%.

Maiores Cooperativas de Crédito da América Latina:

  1. Segundo o relatório, a maior CC da América Latina é a mexicana Caja Popular Mexicana que administrava em dez/08 US$ 1,490 bilhões em suas 360 filiais e 1,3 milhão de associados;
  2. Em 2º lugar consta a chilena Coopeuch com ativos de US$ 1,29 bilhões, onde 1 a cada 40 chilenos é associado a ela, contando com 400.000 associados e 78 filiais.
  3. Em 3º lugar está a colombiana Coomeva com ativos de US$ 689 milhões.
  4. Em 4º lugar está a brasileira SICOOB Credicitrus com ativos de US$ 595 milhões e quase 30.000 associados em suas 38 filiais.
  5. Em 5º lugar está a costa riquenha Coopenae com ativos de US$ 397 milhões.
  6. Em 6º lugar está a brasileira Cooperforte com ativos de US$ 284 milhões.
  7. Em 7º lugar está a costa riquenha Servidores com ativos de US$ 283 milhões.
  8. Em 8º lugar está a brasileira SICOOB Cocred com ativos de US$ 268 milhões.
  9. Em 9º lugar está a brasileira Credicoamo com ativos de US$ 234 milhões.
  10. Em 10º lugar está a paraguaia Universitaria com ativos de US$ 225 milhões.

Fonte: DGRV

Índia lidera em número de cooperativas

April 22nd, 2010 1 comment

As cooperativas lácteas da Índia são responsáveis por 94% da produção

Representantes da Índia, país do Bric com o maior número de cooperativas, se reuniram no dia 15/4/10 com integrantes do Brasil, China e Rússia, na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em Brasília (DF). Atualmente, existe meio milhão de cooperativas na Índia. De acordo com Jagneswar, diretor do Conselho da National Federation Of State cooperative Banks, elas congregam 230 milhões de cooperados.

Entre os destaques na Índia está o setor lácteo, no qual as cooperativas são responsáveis por 94% da produção. Em Gugarat, estado indiano, está localizada a maior e mais moderna usina de transformação de leite do mundo.

Jagneswar participou nesta quinta-feira (15/4) do I Encontro de Cooperativas dos países do Bric. O evento, que faz parte da agenda oficial da Cúpula do Bric, reuniu na sede da OCB representantes de organizações cooperativas do Brasil, Rússia, Índia e China.

Fonte: OCB

O Cooperativismo de Crédito na Europa

April 12th, 2010 No comments

A European Association of Cooperative Banks (EACB), a Associação Européia dos Bancos Cooperativos, é um órgão supranacional para Bancos Cooperativos, com os órgãos dirigentes nacionais em 21 países e 3 membros associados, na Suíça, no Japão e Canadá.

Foi fundada em 1970 e tem como missão representar e promover os interesses dos seus membros e os bancos cooperativos, em geral. É uma das principais entidades representativas da indústria de crédito europeu.

A EACB representa 60 milhões de associados e 226 milhões de clientes em seus mais de 67 mil pontos de atendimento. Apoiado por 815 mil empregados, a EACB detêm uma participação de mercado de cerca de 21% na União Europeia.

Os maiores membros da associação são Deutsche Zentral Genossenschaftbank na Alemanha, que lidera na maioria das categorias de tamanho; Crédit Agricole em França, com os maiors ativos, o Rabobank na Holanda com a maior participação de mercado e o Norinchukin Bank com ótimos números no Japão.

No ano de 2008 também o Sistema Desjardins passou a integrar a EACB.

Cooperativismo de Crédito na Europa
Cooperativismo de Crédito na Europa

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Banco Crédit Agricole dobra capital no Brasil

March 30th, 2010 No comments

O Banco Calyon conquistou o primeiro lugar no sub-ranking de empréstimos sindicalizados para o setor privado em 2009, com operações que somaram US$ 4,356 bilhões no total.

Formado em 2004 pela fusão entre o banco booperativo francês Crédit Agricole e Crédit Lyonnais, o Calyon ganhou um novo nome este ano, passando a se chamar Crédit Agricole Corporate and Investment Bank. “Decidimos adotar um nome único no mundo todo, que é o mesmo nome da matriz”, explica Bernard Mignucci, diretor presidente do Crédit Agricole Brasil.

O motivo da mudança de nome ajuda a explicar a conquista do banco no ranking. “Há cinco anos, 85% da nossa receita era gerada dentro da França. Isso mudou. Hoje, 50% da receita é formada fora da França. Resolvemos ter o mesmo nome, Crédit Agricole, no mundo todo como resultado da maior internacionalização do banco. Na Itália, já somos o maior banco estrangeiro“, afirma Mignucci. Nesse sentido, afirma ele, “o Brasil é hoje a nossa prioridade número um”.

Tanto é fato que na primeira quinzena de março, o Crédit Agricole dobrou o seu capital no país, passando de US$ 200 milhões para US$ 400 milhões.

Mignucci diz que o Crédit Agricole passou maus momentos no auge da crise. Mas o banco decidiu cortar o mal pela raiz ao extinguir rapidamente a exposição de capital em ativos de risco e reorientar suas atividades para servir aos clientes considerados mais importantes.

Criou-se aí, afirma o executivo do Crédit Agricole, uma boa oportunidade para os empréstimos sindicalizados, uma modalidade de financiamento que está entre as atividades principais da instituição no Brasil. “Nosso banco de investimento trabalha com grandes empresas com atuação no exterior. Nosso negócio é financiamento em moeda estrangeira, especialmente em projetos de infraestrutura, uma área em que o Brasil ainda tem espaço para se desenvolver”, afirma Mignucci.

Entre as operações que levaram o Crédit Agricole a se colocar no topo do ranking, estão empréstimos para o Porto de Pecém (em conjunto com BNDES, BID, Caixa Geral de Depósitos e Millenium BCP), para construção de navios-plataforma pela Odebrecht Óleo e Gás (com Kexim, Glek Exportfinans, Banco do Brasil, BES Investimentos, BNP Paribas, HSBC, Société Générale e Santander) e para a CCR Rodoanel (em conjunto com BID, BIC, Banco Espírito Santo, Bradesco e Caixa Geral de Depósitos).

Mignucci diz que o Crédit Agricole está preparado para dar suporte no Brasil a operações de financiamento em que desenvolveu expertise, como compras de navios e de plataformas de exploração de petróleo. “Estamos de olho no pré-sal”, diz. E brinca com a questão da compra de aviões pelo governo brasileiro. “Se o governo escolher os caças franceses, estamos prontos para eles”.

Leia mais sobre o Credit Agricole no link http://www.cooperativismodecredito.com.br/CooperativasdeCreditonaFranca.php

Fonte: Valor Econômico