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Capital Social – Sua não correlação com as Sobras

September 25th, 2011 No comments
Ricardo Coelho

Há alguns dias conversava com um presidente de uma grande singular que defendia fortemente a não remuneração do capital social pela Selic. Alegava que conseguia manter esta posição, pois facilmente demonstrava a seus ditos bons associados, que o valor lhes creditado nas sobras era expressivo e que, muitas vezes, superava em muito a remuneração cheia da própria Selic sobre o capital social.

Perguntei se poderia lhe expor as ponderações que levam nossa consultoria a construir uma coerência distinta da dele, pois assim, eventualmente, poderia reavaliar esta sua crença. Fiz as seguintes ponderações:

  • a) Perguntei qual era o saldo de seu capital social, e simulamos rapidamente quanto custaria remunerá-lo pela Selic de 2.010. Concluímos que suas sobras seriam 70% menores do que havia divulgado. Comentei então que o ganho líquido (spread) gerado por este funding de origem no capital social é algo substancial, mas inexplicavelmente não custou nada para sua singular. 

 

  • b) Comentei que, em média, mais de 20% da base de sócios mantêm cota capital, mas não movimentam a conta corrente, seja por não precisarem, não desejarem, ou mesmo não foram devidamente trabalhados pelos seus gerentes. Disse-lhe também que alguns destes saldos são antigos e de valores expressivos e visando ser mais assertivo, lhe perguntei quanto estes clientes ganharam na distribuição das últimas sobras. Reconheceu que não ganharam NADA nas sobras. 

Argumentei então que estes recursos não remunerados de associados inativos deveriam ser devidamente pagos, pois foram utilizados para:

  • Dar substancia e rentabilidade a carteira de crédito,
  • Ajudar a cumprir e elevar a alavancagem dos percentuais prudenciais na concessão do crédito
  • Permitir obter receitas ao “aplicar” na central pelos excedentes de liquidez
  • Permitir  menores recolhimentos das reservas de contingência sobre os depósitos a prazo e a vista, já que os recursos ali depositados não são marcados quanto a sua origem etc.

Obs: Adiantei a ele que é frágil e incoerente a alegação que esta não remuneração seria um pênalti a estes sócios por não terem “usado” a singular.

 

  • c) O relembrei que até a LC 130 de 2.009, a legislação era frouxa e permitia inúmeras “criatividades” defensáveis, como a de eleger o capital social como um “produto” no rateio das sobras. E que, com base naquele cenário, muitos destes saldos atuais poderiam estar ainda ali “aplicados” a pedido da própria singular com promessas originais de altos ganhos e alta liquidez.

Assim, lhe expus que na sua base, há saldos em cota capital de associados inativos vegetando há quase 3 anos, e que, em breve, seus donos irão se aborrecer ao ver seus saldos inanimados, e pedirão, de forma desconfortável e assertiva, sua saída da sociedade. Sociedade esta que assim atrita o bom senso e os mais básicos conceitos cooperativistas e de governança coorporativa.   

 

  • d) Ponderei que desde 2009 – LC 130 – o Capital Social não guarda mais nenhuma proporção com as sobras distribuídas. Ou seja, sobras nada têm a ver com o saldo em cota capital, já que esta não faz mais parte do rateio das sobras. Exemplifiquei, demonstrando que um sócio com R$ 200,00 de capital social e que tenha utilizado muito bem a singular pode ter recebido R$ 10.000,00 nas sobras (ou “remuneração” de X mil % a.a. do capital social na visão deste presidente). Já um sócio que não tenha utilizado as soluções que balizam as sobras, mas com capital social de R$ 20.000,00 pode ter sido remunerado nas sobras em R$ 0,00 (ZERO).

Alertei que sua singular podia ainda ter sido injusta com alguns destes associados que tiveram ZERO nas sobras, caso alguns deles tivessem apenas usados outras soluções não contempladas no rateio das sobras como:  serviços (tarifas), consórcio, seguros, câmbio, previdência etc. Algo incoerente, já que são receitas que incrementam as sobras, mas os responsáveis por estas receitas não são  reconhecidos. É frágil a alegação que isto é uma tradição ou que ha falta de tecnologia, portanto nossa consultoria ainda procura entender qual a real origem deste vício, já que não mais se sustenta.

Atenção: Mesmo após a orientação legal da LC130, ainda há algumas singulares que teimam em usar de forma criativa o capital social como balizador no rateio das sobras. Um risco desnecessário de gestão, ainda mais se estiver em processo de implementação da “tal” governança coorporativa.

 

  • e) Comentei ser um equivoco alegar que tudo está sereno em sua singular baseado no fato de que seu capital social cresce de forma constante. Argumentei que deveria retirar desta análise as fortes injeções anuais das sobras, as “capitalizações voluntárias” atreladas as liberações de crédito e também os parcos aportes líquidos dos novos sócios. Assim, diante deste cenário, perceberia que a evolução líquida de seu capital social foi irrisória, muitas vezes até menores que a própria inflação.

 

  • f) Orientei que sua verdadeira sobra no ano anterior foi ainda mais irrisória (ou mesmo prejuízo), se considerássemos a despesa para sua singular caso tivesse remunerado o capital social a Selic cheia, utilizando para tanto suas várias fontes de receitas. Pois, este é um custo devido e deve ser computado como despesa pelas Cooperativas de Crédito.

 

  • h) Afirmei que os investidores não aportam capital social em sua singular, haja vista estar legalmente excluído das sobras, ter baixíssima liquidez e não o remunerarem, nem mesmo com a correção da inflação. Portanto é muito mais coerente que apliquem em depósito a prazo, pois este é bonificado nas sobras e tem alta liquidez.

Contudo, ponderei que existe uma pequena parte destes investidores que ainda se sentem tentados pela sorte através do incentivo de aporte ao capital social atrelado a um “bilhete de rifa”. Algo que pode estar minando nossos verdadeiros diferenciais e transformando o capital social em algo efêmero, muito distante da visão saudável de grande pilar da sociedade.

 

  • i) Argumentei ainda que o capital social precisa ser reinventado em sua singular, pois perdeu totalmente sua atratividade à totalidade dos clientes como uma “aplicação financeira longa” que apóia a construção de uma relevante “previdência” para nossos bons, aderentes e longínquos clientes.   

 

Finalizando o papo com o Presidente

Diante das inúmeras ponderações, percebi que o presidente estava mais receptivo. Então lhe pedi que fizesse uma planilha listando os saldos em cota capital em ordem decrescente e na frente de cada um destes valores colocasse o ranking destes sócios quanto a valores distribuídos nas sobras. Adiantei que ficará ainda mais desconfortável ao ver a realidade destes números, pois certamente ela contestará sua “política”, já que não seguirá nenhuma regra aritmética tal qual a correlação defendida originalmente pelo presidente entre capital social e sobras.

Assim sendo, ponderei que sua singular foi injusta ao não remunerar coerentemente o capital social de muitos de seus sócios, inclusive alguns com elevado capital social, antigos e até fundadores. Pois se limitaram a premiar com generosas sobras também muitos sócios com baixíssimos capitais sociais, mas que foram durante o último ano grandes investidores em depósito a prazo ou a vista, ou grandes tomadores de crédito. Reforçamos. Caso a singular tivesse remunerado o capital social, as sobras distribuídas seriam bem menores e assim, menores os valores repassados a cada sócio.

Sugestão ao leitor: adote também este procedimento de construir sua própria planilha para ter mais compreensão da verdadeira dimensão da remuneração das sobras.

 

Reflexão final com o Presidente:

O presidente ficou confuso com tantos desdobramentos distintos de um mesmo cenário. Prometeu discutir estes temas com seus pares executivos e analisar eventuais mudanças de atitudes, em especial quanto a realinhar seu discurso, esquecendo do discurso de que as sobras serviriam para remunerar coerentemente o capital social.

Contudo, ficou convencido que precisa sempre buscar bons resultados comerciais, inclusive para poder um dia remunerar dignamente o capital social de seus sócios pela Selic.

Faça o mesmo e reveja e redesenhe esta verdade em sua singular. Esta é à hora.

Ricardo Coelho  Consult – Consultoria e Treinamento de gestão e comercial para Cooperativas de Crédito – cwww.ricardocoelhoconsult.com.br

BACEN adota novas regras para consórcios

September 20th, 2011 1 comment

Segundo a autoridade monetária, medidas facilitarão comparação de custos e de outras condições nas operações

SÃO PAULO – O Banco Central (BC) editou novas regras com o objetivo de aumentar a transparência nas operações de consórcio. As novidades estão presentes na circular 3.558, publicada nesta sexta-feira, 16, no sistema de informações eletrônicas do BC (Sisbacen). Em nota, o BC informa que as medidas facilitarão a comparação de custos e de outras condições nas operações de consórcios. A ideia é garantir ao consumidor informações que permitam realizar a comparação de custos e de outras condições, auxiliando no momento de escolha entre as opções de consórcios.

Conforme explica o BC, as administradoras de consórcio ficam obrigadas a divulgar os custos da participação em grupos de consórcios em taxa porcentual, calculada sobre o valor do crédito. Quanto à essa regra, o BC destaca que é preciso contemplar, no mínimo, a taxa de administração, a taxa de fundo de reserva, constituído para cobrir despesas de responsabilidade do grupo de consórcio, se houver, e o porcentual correspondente ao seguro contra inadimplência, se houver. O BC argumenta que haverá uma padronização das informações sobre os custos de participação em grupos de consórcio.

A administradora, ao prestar informações ao cliente sobre os custos do consórcio, não poderá realizar comparação entre taxas e valores cobrados nas operações de consórcio com as taxas e valores das operações de crédito e de arrendamento mercantil financeiro. O BC ressalta que são operações com características distintas.

Também fica proibido cobrar tarifa pela emissão de boletos de cobrança, carnês e assemelhados para pagamento de obrigações financeiras decorrentes de operações de consórcio. Além disso, será exigido “o uso de redação clara, objetiva e adequada nos contratos de participação em grupos de consórcios, bem como em informativos e demais documentos emitidos pelas administradoras de consórcios”. Dessa forma, o BC quer garantir o entendimento do conteúdo e a identificação de prazos, valores, encargos, multas, datas, locais e demais condições dos grupos de consórcios.

A nova circular estabelece, ainda, que as administradoras ficam obrigadas a fornecer contratos, recibos e comprovantes relativos às operações de consórcio. Além disso, os consorciados terão o direito de receber das administradoras informações sobre os deveres e responsabilidades associados à participação em grupos de consórcios.

Fonte: Estadão

Técnicos discutem tributação das aplicações de cooperativas

May 26th, 2011 No comments

Especialistas da área tributária e representantes da Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé) se reuniram, ontem (25/5), na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), para traçar estratégias relacionadas à atuação da Receita Federal sobre à Súmula Superior Tribunal de Justiça 262/2002. A norma refere-se a incidência de imposto de renda sobre o resultado das aplicações financeiras realizadas pelas cooperativas. A assessora Parlamentar da OCB, Tânia Zanella, também participou da reunião.

Segundo a Receita, o total das receitas das aplicações financeiras, nas cooperativas devem ser oferecidas à tributação.

O Sistema Cooperativista contesta o posicionamento do órgão, já que outras pessoas jurídicas pagam o imposto em cima do lucro real, sendo isentas, inclusive, se houver prejuízo. “Buscamos a isonomia no procedimento, ou seja, as tributações nas cooperativas devem ocorrer sobre o resultado da apuração entre a receita diminuída das despesas financeiras”, explica o assessor Tributário da OCB, Edimir Santos.

Na reunião, os técnicos da OCB, Ocepar e Cooxupé consolidaram os trabalhos já realizados sobre o tema, alinhando os pedidos do setor junto à Receita.

Fonte: OCB

Sicredi apresenta novas formas de pagamento para as parcelas no Consórcio de Imóveis

March 27th, 2011 No comments

A partir desse mês, o consorciado Sicredi poderá optar por parcelas constantes, progressivas e regressivas

O Sicredi conta, a partir de agora, com novas formas de pagamento das parcelas em seu Consórcio de Imóveis. Os associados podem escolher se as parcelas do imóvel pretendido, na faixa de crédito de R$ 115 mil a R$ 230 mil, serão pagas em valores constantes, progressivos ou regressivos.

Com as novas opções de pagamento há uma estimativa de aumento de 20% na procura da modalidade”, avalia Romeo Balzan, superintendente de Consórcios do Sicredi.

Em uma simulação com um imóvel no valor de R$ 115 mil, o valor progressivo para 120 meses seria de R$ 689,89, na primeira, e R$ 1.552,39 na última. Na opção regressiva o cenário se inverte: a primeira parcela partiria de R$ 1.552,39, enquanto a última apareceria no valor de R$ 689,89, conforme demonstrativo abaixo.

Simulação de parcelas de consórcio de imóveis do Sicredi

* Nas primeiras quatro parcelas haverá o acréscimo de 0,2500%, calculado sobre o valor do crédito, e não estão inclusos o valor do seguro prestamista.

Fonte: Sicredi

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Poupança capta R$ 3,88 bi em apenas um dia

December 7th, 2010 No comments

As cadernetas de poupança tiveram captação positiva de R$ 4,01 bilhões em novembro. Dados apresentados ontem pelo Banco Central mostram que o resultado do mês passado foi 56,8% maior que o registrado em outubro (R$ 2,561 bilhões), mas 10,1% menor se comparado a novembro de 2009 (R$ 4,46 bilhões).

De acordo com o relatório mensal do BC, as contas tiveram captação positiva especialmente graças ao último dia do mês, quando os trabalhadores receberam a primeira parcela do 13.º salário. Apenas nessa data, os depósitos superaram os saques em R$ 3,88 bilhões. Portanto, se não fosse o último dia do mês, as contas teriam terminado o mês passado com saldo positivo de apenas R$ 128,8 milhões.

Fonte: Estadão

Conselho amplia uso do FGTS para abater parcelas ou quitar consórcios imobiliários

September 16th, 2010 No comments

BRASÍLIA – O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ampliou o leque de possibilidades para que os trabalhadores possam abater parcelas ou quitar consórcios imobiliários usando o saldo de suas contas.

A partir de agora, as pessoas que adquiriram um imóvel por consórcio poderão usar o FGTS para amortizar a dívida ou liquidá-la mesmo que na data de compra da nova moradia elas estivessem pagando um financiamento do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

Essa possibilidade consta de resolução publicada hoje no Diário Oficial da União, que alterou dois itens das regras fixadas pelo próprio conselho curador em dezembro do ano passado.

A mudança permitirá, por exemplo, que uma pessoa que adquiriu um imóvel por consórcio em junho possa usar o FGTS agora para abater ou quitar a dívida, mesmo que naquele mês ela fosse mutuária do SFH ou já tivesse um imóvel em seu nome. O dinheiro do fundo será liberado a partir do momento em que o trabalhador comprovar que o financiamento anterior foi quitado e o imóvel financiado tenha sido vendido ou transferido para outra pessoa.

Pela regra anterior, mesmo que o financiamento fosse quitado e o imóvel vendido ou transferido, o trabalhador não poderia usar o FGTS para abater sua dívida no consórcio.

“A mudança é bem sutil”, afirmou José Maria Leão, superintendente nacional do FGTS. “Ela permite que pessoas que lá na origem tinham um impedimento, e hoje não tem mais, possam vir a utilizar o FGTS”, acrescentou.

Segundo Leão, continua vedado o uso dos recursos do fundo para abater ou quitar uma dívida de consórcio nos casos em que o trabalhador ainda esteja pagando um empréstimo do SFH ou mantenha a propriedade de um imóvel. “O propósito do FGTS não é investimento em habitação, o propósito é viabilizar moradia para quem não tem”, disse.

A mudança na regra foi feita depois que alguns administradores de consórcio encaminharam ao conselho curador reclamações de alguns mutuários que tiveram o uso dos recursos do FGTS negado, mesmo sem empréstimos no SFH ou imóveis em seu nome.

Fonte: Estadão

Poupedi Sicredi estreia nova campanha

September 3rd, 2010 No comments

O Sicredi projeta um crescimento no volume de recursos na ordem de 35% até o fim do ano

Com meio milhão de investidores, o Sicredi estreia neste mês a primeira fase da nova campanha de mídia da poupança, a “Poupedi Sicredi”. As peças visam ressaltar, principalmente para pais e mães que fazem as primeiras economias para seus filhos, a importância de poupar para crescer.

De acordo com o gerente de investimentos do Sicredi, Eduardo Correa, a expectativa é a de que essa modalidade de aplicação agregue, nos próximos 12 meses, cerca de 130 mil novas contas de poupança, aproveitando o comportamento estável dos rendimentos e a ausência de riscos. Atualmente, a caderneta de poupança representa 16% de todo o volume de recursos de investimentos oferecidos pelo Sicredi a pessoas físicas e jurídicas, tendo chegado a julho de 2010 com um volume de R$ 1,26 bilhão.

A perspectiva é a de encerrar o ano com R$ 1,52 bilhão em depósitos“, projeta Correa, representando um crescimento de 35%.

Que tipo de público mais busca a poupança do Sicredi?

  • Basicamente são investidores mais conservadores, que enxergam na poupança um porto seguro para suas aplicações. Nesse sentido, um dos principais públicos é o de e pais e mães que fazem as primeiras economias para seus filhos. Há também uma busca expressiva deste produto por aposentados, que não querem correr riscos quanto à rentabilidade.

Em que situações a poupança é mais conveniente?

  • Para pequenos aportes e prazos curtos de aplicação, por não ter incidência de imposto de renda e IOF (imposto sobre operações financeiras) para pessoas físicas. Ainda, em cenário de taxas de juros baixo, apresenta uma rentabilidade vantajosa.

Quais as vantagens da Poupedi Sicredi para os investidores?

  • Além de permitir aplicações de valores acessíveis, a partir de R$ 20,00, a rentabilidade é garantida em 0,5% + TR ao mês. Trata-se também de um investimento multi-data: tanto os depósitos quanto os saques podem ser feitos em qualquer dia do mês e o sistema calcula o resgate da data em que há menor perda de rentabilidade, no caso dos saques.

Em específico, no caso do Sicredi, os recursos captados são reinvestidos na própria comunidade, por meio do crédito rural, gerando benefícios para a região.

Fonte: Sicredi

Pais investem na previdência para o futuro de seus filhos

August 15th, 2010 No comments

A preocupação dos brasileiros com seus filhos aumentou, de acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada de Vida – Fenaprevi. De 2004 a 2009 o nível de captação de planos de previdência para menores de idade evoluiu cerca de 520%. Em valores, aumento de R$ 628 milhões para R$ 3,3 bilhões, nestes cinco anos.

Isso ocorre, pois os brasileiros estão vendo a previdência como um investimento futuro para seus filhos. O custo de uma escola de nível superior é alto e a previdência pode custear parcialmente ou totalmente as despesas com o curso. “É um plano ‘B’ para os investidores. Nós incentivamos os associados a fazer esse investimento planejando o futuro, pois com a capitalização mensal no final ele pode retirar o valor para o financiamento de um carro ou para os estudos dos filhos, opção que vem crescendo nos últimos anos”, informa o assessor de negócios do Sicredi, Marcus Nogueira.

Diferente de outras formas de investimento a previdência não é uma opção de investimento para quem busca retorno imediato para os recursos investidos, uma vez que, os planos de previdência são recomendados a ter um prazo mínimo de dez anos.

Elcio Lopes adquiriu um plano de previdência privada para as duas filhas, Érica Bittencourt, advogada de 29 anos, e Paula Bittencourt, engenheira civil de 23. “Escolhi a previdência privada pensando na segurança futura delas, na aposentadoria. Quando elas tiverem 55 anos poderão retirar o valor investido”.

A mudança de pensamento dos brasileiros de investir no seu futuro e dos filhos é positiva. Na previdência privada as pessoas fazem o investimento antecipado pensando à longo prazo e tem ainda, a possibilidade de escolher quanto será aplicado, o tempo do plano e quando começará a receber sua renda complementar.

Fonte: Sicredi

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Fundos do SICREDI recebem destaque positivo

April 22nd, 2010 No comments

Classificação foi realizada levando em conta disciplina na alocação de ativos e na identificação precisa de soluções customizadas

Os fundos SICREDI FI Multimercado Classic LP e SICREDI Renda Fixa Performance LP conquistaram a mais alta classificação no ranking de Melhores Fundos para Institucionais, elaborado pela revista Investidor Institucional em parceria com a Luz Engenharia Financeira.

Avaliados como “excelentes”, os fundos foram destacados pela qualidade e disciplina na alocação de ativos e riscos compatíveis aos objetivos de cada produto e também na precisão na identificação de soluções adequadas ao perfil de cada investidor. Foram analisados, ao todo, 460 fundos em relação às atividades de 2009, levando em conta a relação entre liberdade de investimento e o risco e rentabilidade dos fundos.

Segundo o diretor de Recursos de Terceiros do SICREDI, Julio Cardozo, o ano passado teve um cenário econômico complexo. “Dois mil e nove começou muito pessimista, mas ao longo do tempo, a recuperação dos mercados foi muito forte, principalmente para as bolsas e o câmbio, surpreendendo até os mais otimistas”, explica, ressaltando que o SICREDI conseguiu agregar valor a seus multimercados por meio de uma alocação consistente em juros, bolsa e câmbio, assumindo riscos baixos, mas adequados à melhora progressiva no ambiente financeiro.

Fonte: SICREDI

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SICREDI ocupa a 14ª posição entre as administradoras de consórcio

April 6th, 2010 No comments

Segundo Banco Central, em apenas três anos de operação, o SICREDI já é a 14ª maior operadora de consórcio do Brasil. Parte do sucesso se deve ao ramo de pesados, no qual a administradora aparece entre as principais do País, na 13ª posição.

No seguimento de pesados, os planos são de até 100 meses, com faixas de crédito que variam de R$ 88 mil à R$ 175 mil. Na modalidade de carros e motos, o pagamento é feito em até 60 parcelas mensais, sem juros. E o consórcio imobiliário, disponibilizado pela cooperativa em dezembro de 2009, oferece cartas de crédito que vão de R$ 50 a R$ 200 mil reais. Para mais informações, procure uma unidade de atendimento SICREDI.

Fonte: Cassilândia Jornal

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Venda de consórcios bate recorde no bimestre

April 5th, 2010 No comments

SÃO PAULO – A comercialização de consórcios de automóveis e imóveis bateu recorde nos meses de janeiro e fevereiro e puxou as vendas do setor. O volume total de negócios somou R$ 8,6 bilhões no primeiro bimestre, um crescimento de 43,3% em comparação ao mesmo período de 2009, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 5, pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).

Nos imóveis, o crescimento nas vendas de novas cotas foi de 46,4%. O volume saltou de 25 mil cotas para 36,6 mil novas cotas na comparação dos bimestres. A Abac atribui o aumento das vendas à possibilidade de usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar as parcelas.

A Caixa liberou o uso no dia 18 de março, mas já prevendo a liberação, muitos consumidores se anteciparam e fizeram adesão a um consórcio. A Abac espera que o uso do FGTS, que já pode ser usado para dar lance, cresça ainda mais. O segmento de imóveis fechou fevereiro com 539 mil consorciados ativos.

Já nos automóveis, a alta foi de 38,7%, passando de 56 mil cotas vendidas para 77,7 mil. Nas motos, o maior segmento dentro do setor, a comercialização não teve o mesmo desempenho. Caiu 1,8% no mesmo período, para 177,7 mil novas unidades vendidas.

Considerando todos os segmentos (veículos, motos, imóveis, eletroeletrônicos e serviços), o setor de consórcios atingiu a marca de 3,8 milhões de participantes ativos em fevereiro, expansão de 5,5% ante o mesmo mês do ano passado. A comercialização de novas cotas registrou aumento de 8,9%, para 311,8 mil. O crescimento seria maior se não fosse a queda nas vendas de eletroeletrônicos.

Na contramão do resto do mercado, a venda de consórcios de eletroeletrônicos caiu 28,3% no bimestre, baixando de 18,4 mil para 13,2 mil unidades. A queda é reflexo da forte competição das redes de varejo, que aumentaram os prazos de financiamento desses produtos e as vendas parceladas sem juros no cartão de crédito.

Serviços - Os consórcios de serviços, que foram criados pela nova legislação do setor de consórcios que entrou em vigor no começo do ano passado, tiveram aumento de 9,5% nas vendas, passando de 4,2 mil para 4,6 mil participantes ativos. O valor médio das cotas terminou fevereiro em R$ 7,6 mil. Com os consórcios de serviços, é possível usar o valor da carta de crédito para os mais diversos fins, como pagamento de cirurgia plástica, dentistas, viagens, festas de casamento e tratamentos estéticos. As contemplações somaram 600 pessoas. No mesmo período, 1.100 consumidores fizeram adesão a um consórcio de serviço.

Fonte: Estadão

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Aumento no depósito compulsório eleva as taxas de CDBs

March 19th, 2010 No comments

Ao retirar dinheiro de circulação, a medida já aumentou o custo do crédito antes mesmo de uma elevação da taxa Selic

Em poucas semanas, tudo mudou no mercado de certificados de depósitos bancários (CDB). As taxas voltaram a subir em torno de dois pontos percentuais, seguindo a decisão do Banco Central de aumentar os depósitos compulsórios, que atingiu diretamente os grandes bancos. Ao retirar dinheiro de circulação, a medida já aumentou o custo do crédito antes mesmo de uma elevação da taxa Selic e pode ter contribuído para a decisão de retardar o início do aperto monetário. Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juros em 8,75%.

No fim do ano, os bancos reduziram fortemente a captação, pois estavam extremamente líquidos. A liquidez em excesso levou o BC a remover parte da flexibilização do compulsório adotada na crise e mudou o cenário. As grandes instituições financeiras terão de recolher R$ 71 bilhões aos cofres do Banco Central nas próximas semanas. A primeira parte desses depósitos terá de ser feita na segunda-feira, quando a exigibilidade adicional volta a ter alíquota de recolhimento de 8% sobre depósitos à vista e a prazo. Isso deve retirar R$ 37 bilhões do caixa dos grandes bancos. Em 9 de abril, mais R$ 34 bilhões serão recolhidos, quando a alíquota cheia do compulsório sobre depósitos a prazo, reduzida a 13,5%, voltar aos 15%.

“Nos últimos dias, os bancos grandes voltaram ao mercado para recompor a liquidez e as taxas voltaram a subir”, disse o diretor de uma instituição de médio porte. Ainda líquidos, os grandes bancos conseguem manter captação em nível adequado. A alta das taxas se restringe ao mercado de investidores institucionais. A remuneração subiu, em média, dois pontos percentuais, passando de 99% do CDI, no início do ano, para 101% do CDI nos últimos dias. Papéis mais longos, de dois anos, pagam até 105%. Eduardo Jurcevic, superintendente do Santander, acredita que “as taxas devem buscar um novo patamar e se estabilizar”.

Fonte: Valor Online

SICREDI lança novo fundo concentrado em ações da Vale do Rio Doce

March 19th, 2010 No comments

O SICREDI passou a trabalhar, a partir de março, com um novo fundo: o SICREDI FI Ações Vale. A iniciativa amplia o portfólio de produtos de investimento destinado a seus associados, por meio de uma carteira composta de ações de uma das maiores companhias do mundo, a Vale S.A..

O produto é recomendado a aplicadores de perfil arrojado, em busca de melhores rentabilidades no médio e longo prazo, atrelado a um nível maior de riscos. Também representa uma opção extra para o pequeno investidor que pode contar com uma carteira de ações de alta rentabilidade.

O fundo poderá ser movimentado nas Unidades de Atendimento do SICREDI e pelo seu Internet Banking, após a adesão do associado.

O fundo SICREDI FI Ações Vale soma-se ao seu portfólio de produtos de investimento, que já conta com dez fundos de renda variável, além de alternativas em clubes de investimento e renda fixa. Mais informações sobre o fundo podem ser obtidas nas unidades de atendimento do SICREDI e no site www.sicredi.com.br, no link Produtos e Serviços.

Fonte: SICREDI

FGTS pode ser utilizado nos Consórcios de Imóveis a partir de hoje

March 17th, 2010 No comments

Segundo Paulo Roberto Rossi, nova regra deve multiplicar número de consorciados que usam recursos do fundo para dar lance ou reforçar o valor da carta de crédito

BRASÍLIA – O presidente executivo da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac), Paulo Roberto Rossi, acredita que a nova regra que amplia a partir desta quinta-feira, 18, o uso do FGTS deve dobrar o número de clientes do setor que usam o FGTS. Em 2009, pouco mais de 10 mil clientes – dos 60 mil consorciados de imóveis no Brasil – usaram os recursos do fundo para dar lance ou reforçar o valor da carta de crédito.

“Em torno de 15% a 20% dos nossos clientes já usam o fundo em algum momento. Agora, a participação deve dobrar no médio prazo”, disse o presidente à Agência Estado.

O setor está bastante otimista com a regra que havia sido aprovada no ano passado pelo Conselho Curador do FGTS, mas esperava regulamentação da Caixa. “Antes, tínhamos a expectativa de que o setor cresceria de 8% a 10% em 2010. Agora, essa expansão pode até dobrar com a entrada de novos clientes atraídos pelo uso ampliado do FGTS”, diz o representante das administradoras ao citar que os novos clientes devem vir principalmente da classe C.

Fonte: Estadão

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Índice de poupança cai a 14% do PIB, o pior da era Lula

March 13th, 2010 No comments

SÃO PAULO – O índice de poupança da economia brasileira caiu drasticamente no ano passado, saindo de 18% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008 para 14,6%. É o nível mais baixo do governo Luiz Inácio Lula da Silva, similar aos 14,7% de 2002. Esses porcentuais representam o que a população, as empresas e o governo conseguiram economizar em um ano.

É um parâmetro importante porque mede a capacidade do País de investir e aumentar sua produção de bens e serviços, sem recorrer a recursos internacionais, o que aumenta o déficit nas contas externas.

A forte queda do índice de poupança foi provocada pelo recuo dos investimentos e pela manutenção do consumo das famílias e do governo. Tradicionalmente, o índice do Brasil é baixo. O sistema de Previdência Social desestimula as pessoas a economizarem para o futuro, e o governo tende a gastar mais do que pode.

“O Brasil consumiu os fundamentos que vinha acumulando até a crise”, avaliou o economista-chefe da Corretora Convenção, Fernando Montero. Antes da turbulência internacional chegar ao País, a economia crescia com muito investimento, superávit fiscal e déficit internacional baixo.

Em 2009, apesar da crise, o consumo das famílias cresceu 4,1%. Para 2010, a previsão é que avance 7% – mesmo considerando que o Banco Central (BC) deve começar a subir a taxa de juros em breve. É um número expressivo, similar ao de 2008 e próximo aos aumentos recordes do Plano Real. Em 1994 e 1995, as famílias brasileiras consumiram 7,4% e 8,6% mais, respectivamente.

Fonte: O Estado de S. Paulo.

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