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Archive for the ‘Notícias’ Category

Aberto prazo para envio de artigos para o II EBPC – Encontro Brasileiro de Pesquisadores do Cooperativismo

February 15th, 2012 No comments

Centros, grupos e programas de pesquisa e pesquisadores individuais terão a oportunidade de apresentar trabalhos no II Encontro Brasileiro de Pesquisadores do Cooperativismo.

O evento será promovido em Brasília (DF), nos dias 2 e 3 de julho, pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em parceria com o Observatório do Cooperativismo. A chamada para trabalhos (call for papers) está aberta e os artigos deverão ser enviados até 10 de abril para o e-mail do Observatório do Cooperativismo (FEA-RP/USP), iiebpc@gmail.com.

O encontro tem como objetivo fomentar o intercâmbio de pesquisadores e a produção técnica e científica sobre cooperativismo, em diversas áreas do conhecimento. Leia mais

Trabalhadores da GM podem transformar a empresa em uma cooperativa semelhante a Mondragon

February 9th, 2012 No comments

Depois de cair na bancarrota em 2009, a empresa General Motors (GM) no EUA foi nacionalizada. Três anos depois, a GM é uma empresa pública, cujas vendas cresceram 13% em 2011, mais de nove milhões, e alcançou um volume de negócios de US$ 2.500 milhões. O sindicato dos trabalhadores da empresa agora querem que a GM, altamente bem sucedida, não seja vendida de volta para o setor privado, e sim torne-se uma cooperativa semelhante a Mondragón, um sistema de cooperativas de trabalho localizado no País Basco, no norte da Espanha.

Os resultados de nacionalização foram recentemente publicadas num artigo de EJ Dionne publicado no The Washington Post em que ele notou que a General Motors, que perdeu US$ 4.300 milhões no auge da crise, havia declarado este ano 2.500 milhões de lucros.

Na verdade, a General Motors já pagou o empréstimo que recebeu do governo federal quando declarou falência. E mais importante, que foi conseguido sem forçar demissões em massa. O sindicato quer que o grande sucesso que agora é a GM não seja vendida ao setor privado, tornando-se em vez de um tipo de cooperativa Mondragon. O Sindicato pediu a cooperativa Mondragon para aconselhá-los sobre como converter uma das maiores empresas do mundo em uma cooperativa.

A solidariedade expressa pelos trabalhadores da GM com a nova empresa e os seus colegas de trabalho, explica que aceitar cortes salariais e redução do horário de trabalho em vez de eliminar empregos. Estas são as bases da cooperação, o que exige uma cultura de solidariedade para o seu sucesso.

A administração Obama, no entanto, sob pressão de alguns de seus economistas neoliberais (dos quais existem muitos no Departamento de Economia do governo federal) está promovendo a venda da GM para empresas privadas, com o apoio e aplausos do Partido Republicano .

Aguardemos os próximos capítulos.

Fonte: ACI Américas

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Ano 2012: ajude a contar a história do cooperativismo

February 1st, 2012 No comments

Cada cooperativa tem em sua origem uma história peculiar, alternando durante os anos períodos de alegrias, mas também de dificuldades. Muitas destas passagens são de conhecimento de poucas pessoas e com raras exceções temos a oportunidade de compartilhar os detalhes com o mundo cooperativo. Aliado a isto, nem todas as cooperativas possuem um site próprio na web, o que limita ainda mais a divulgação de sua história.

O hotsite www.ano2012.coop.br tem contado diariamente histórias de cooperação em comemoração ao Ano Internacional das Coooperativas.

Para dar visibilidade à história de sua cooperativa, envie a mesma para o e-mail ano2012@ocb.coop.br.

Participe e ajude a escrever a história do cooperativismo do país.

A Sicredi Pioneira RS, primeira Cooperativa de Crédito da América Latina completará 110 anos de atividades em 2012

January 1st, 2012 No comments

A Sicredi Pioneira RS completará 110 anos no dia 28/12/2012

A Revolução Industrial que transformou a Europa no século XVIII, fez com que inúmeros imigrantes, inicialmente alemães e italianos, vissem no Brasil uma nova esperança de vida. A difícil situação vivida pelas famílias europeias, tanto nas grandes cidades como no meio rural, provocou o surgimento de cooperativas não só naquele continente como também na América do Sul. O mesmo cenário de fome e miséria vivido na Inglaterra pelos tecelões de Rochdale era também a preocupação de Hermann Schulze e de Friedrich Raiffeisen, na Alemanha. No período compreendido entre 1824 e 1899 78 mil alemães desembarcaram no Brasil, vindo a maior parte deles a se instalar no Rio Grande do Sul, região do país em que tudo estava por fazer, mas ao menos haviam terras para todos.

Neste cenário, em 1885, chega ao Brasil, aos 34 anos de idade, o Padre Jesuíta Theodor Amstad, suíço de nascença, mas ordenado padre na Inglaterra. Amstad recebeu como primeiro trabalho missionário doutrinar as famílias de imigrantes que estavam chegando ao Rio Grande do Sul. Como era jovem, Amstad era destinado, pelos padres mais idosos, para o atendimento às capelas do interior e, especialmente, à assistência a pessoas doentes, que precisavam ser visitadas em casa. Após diversos anos (1885 a 1905) percorrendo de mula o então município de São Sebastião do Caí, que na época tinha uma vasta extensão territorial, o Padre percebera que muitas eram as carências dos imigrantes que aqui chegaram, sendo a necessidade de segurança, de educação, de saúde e a adequada alimentação algumas delas. Foi então, que no ano de 1899 o Padre Amstad  lança sua plataforma cooperativista e associativista, fundando o Bauerverein (Associação de Agricultores), uma entidade interconfessional formada por católicos e evangélicos e que começou a discutir os rumos para o futuro e que em 1912 foi substituída pelo Volksverein (Sociedade União Popular), formada apenas pela Igreja Evangélica.

O Volksverein completará seu centenário em 2012

Foi neste período de nossa história que a igreja assumiu para si um papel de fundamental importância, organizando os agricultores em torno dos objetivos que eram necessários ser alcançados, sendo constituídas escolas, asilos, hospitais sindicatos e cooperativas, agropecuárias e de crédito. As cooperativas de crédito forneceriam o suporte financeiro para o desenvolvimento que estava sendo buscado, principalmente fornecendo o financiamento para que os agricultores pudessem comprar novas terras em novas regiões que estavam sendo colonizadas.

Foi assim, que no ano de 1902, em Linha Imperial, distrito do município de Nova Petrópolis/RS, surge a primeira cooperativa de crédito da América Latina, a Caixa de Economia e Empréstimos Amstad, atual Sicredi Pioneira RS, uma das maiores cooperativas de crédito do Brasil. Logo nos anos seguintes outras cooperativas de crédito são fundadas, a exemplo de Bom Princípio (1903), Lajeado (1906) e São José do Herval (1907), sendo atribuídas ao movimento iniciado pelo Padre Theodor Amstad e ao Volksverein a fundação de 36 cooperativas de crédito, sendo uma delas em Santa Catarina. Atualmente permanecem em funcionamento 7 das 36 cooperativas constituídas neste período.

As cooperativas criadas nesta época seguiam o modelo de Raiffeisen, que se adaptava ao perfil econômico e social das comunidades dos imigrantes alemães, caracterizadas pela presença nas pequenas comunidades, capital limitado e produção voltada para o mercado interno. Este movimento atingiu um bom nível de desenvolvimento, chegando inclusive a constituir em 1925 uma Central das Caixas Rurais, a primeira do tipo no Brasil, que posteriormente foi extinta por força governamental.

Segundo o Presidente da Sicredi Pioneira RS, Márcio Port, “o ano de 2012 será repleto de comemorações, principalmente junto aos associados das cooperativas da região em que atuamos. Além do aniversário da Sicredi Pioneira RS comemoraremos os 100 anos da fundação do Volksverein, entidade que também teve o Padre Amstad como fundador e que foi fundamental para a expansão do cooperativismo de crédito no Rio Grande do Sul. Também a Cooperativa Agropecuária Piá completará 45 anos de atividades. Em agosto/12 será realizado em Nova Petrópolis o Concred (Congresso Brasileiro das Cooperativas de Crédito): tudo isto em um ano especial, o ano em que a ONU declarou como Ano Internacional das Cooperativas“.

Saiba mais sobre o Padre Amstad e sobre a fundação da cooperativa no http://cooperativismodecredito.com.br/sicredi_pioneira/

Fonte: Casa Cooperativa de Nova Petrópolis

Inicia oficialmente o Ano Internacional das Cooperativas

January 1st, 2012 No comments

Após muita espera e expectativa estamos em 2012, o Ano Interacional das Cooperativas.

Desejamos à todos um ótimo 2012 e que possamos efetivamente aproveitar este presente que a ONU nos deu ao reconhecer o movimento cooperativo como um modelo mais justo e adequado para o mundo em que vivemos.

Um grande abraço.

Comissão do Senado aprova exclusão de juros sobre o capital próprio da base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins

December 14th, 2011 No comments

Aprovada em caráter terminativo, sem necessidade de votação pelo plenário do Senado, a matéria segue agora para a apreciação da Câmara dos Deputados.

Projeto aprovado hoje (13) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado prevê que os juros recebidos ou creditados, a título de remuneração do capital próprio, poderão ser excluídos da base de cálculo da contribuição para os programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e também da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

O relator da matéria, senador Eduardo Suplicy (PT-SP), apresentou parecer pela rejeição, mas a maioria dos membros do colegiado votou pela aprovação do projeto, de autoria do senador Valdir Raupp (PMDB-RO). Com isso, o senador Cyro Miranda (PSDB-GO) foi designado para elaborar um novo relatório pela aprovação.

Em sua justificativa para a apresentação da proposta, Raupp argumentou que a doutrina do direito tributário identificou, nos juros sobre o capital próprio, a natureza de lucro ou dividendo. Por essa razão, justifica-se a exclusão dos juros sobre o capital próprio da base de cálculo do PIS/Pasep e da Cofins, como já ocorre com os lucros e dividendos.

Aprovada em caráter terminativo, sem necessidade de votação pelo plenário do Senado, a matéria segue agora para a apreciação da Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Brasil, por Ivan Richard

EUA: Bank Transfer Day leva 210 mil novos sócios para as Cooperativas de Crédito

December 11th, 2011 No comments

A CUNA (Associação Nacional das Cooperativas de Crédito), órgão do cooperativismo norte-americano, divulgou a informação de que durante o período chamado de Bank Transfer Day 210 mil pessoas associaram-se às Cooperativas de Crédito nos EUA. Além disto foram abertas 400 mil novas contas correntes neste período.

Os dados foram divulgados na internet (link) com base nas informações repassadas pelas cooperativas de crédito.

O movimento chamado Bank Transfer Day ocorreu no dia 05/11/2011, e foi desencadeado por um negociante de arte após o Bank Of America divulgar que iria cobrar US$ 5,00 por mês de seus usuários de cartão de crédito. O movimento ganhou força através das mídias sociais e fez inclusive que o Bank of America revisse sua decisão. A essência do movimento era o incentivo de que as pessoas encerrassem suas contas correntes em bancos e transferissem os recursos para uma cooperativa de crédito.

Fonte: Credit Union Times

Sicredi três vezes consecutivas Top de Marketing da ADVB-PR

December 4th, 2011 No comments

Dirigentes do Sistema de Cooperativas de Crédito do Paraná recebem a premiação pelo melhor case na categoria mercado financeiro, em Curitiba/PR. O Sicredi recebeu o troféu de Top de Marketing da ADVB-PR na categoria mercado financeiro, em evento realizado nesta semana, no Espaço Torres, em Curitiba, Paraná.

O Sistema de Cooperativas de Crédito conquistou pela terceira vez consecutiva o mais importante prêmio de marketing do Paraná, com o case “Sicredi Seguros”, que incluiu uma campanha interna de incentivo à realização de negócios no primeiro trimestre do ano, duas ações de marketing em pontos diferentes do Estado e a atuação campeã da equipe Sicredi Racing, patrocinada pelas parceiras da Corretora de Seguros Sicredi, Icatu e Mapfre.

Para o presidente da holding Sicredi Participações, a estratégia resultou em um crescimento de 40% na comercialização de seguros no primeiro semestre de 2011, em relação ao ano anterior, superando o mercado de seguros que registrou 18% de crescimento no mesmo período.

“O prêmio é uma comprovação que estamos no caminho certo, com as cooperativas operando com estratégias assertivas e cada vez mais próximas dos associados”, declara Dasenbrock.

No setor de seguros, as cooperativas Sicredi no Paraná conquistaram resultados importantes no primeiro semestre do ano, como por exemplo, o aumento de 43% no segmento de Vida, 36% no de Automóvel e 24% no Patrimonial em relação ao ano anterior.

“Isso sem falar da forte mobilização de colaboradores e associados às cooperativas, respaldada pela força do marketing esportivo, com o acompanhamento da trajetória premiada da equipe Sicredi Racing, campeã de 2011 da categoria Mercedes-Benz Grand Challenge”.

No Paraná e São Paulo – O Sicredi atua com 39 cooperativas nos dois estados, com 393 unidades de atendimento em 324 cidades, com um volume de recursos administrados de R$ 4,9 bilhões.

Fonte: Sicredi

Sicredi apresenta perspectivas para a economia em 2012

November 29th, 2011 No comments

Desempenho do Brasil está fortemente atrelado aos rumos da realidade econômica mundial, mas deve manter o crescimento do mercado interno

O cenário econômico internacional, principalmente o europeu, deverá ser o principal termômetro também para a economia brasileira no próximo ano. A avaliação foi apresentada pelo Sicredi durante a palestra “Cenário Econômico e Perspectivas 2012″. O evento contou com a participação do diretor de Economia e Riscos do Banco Cooperativo Sicredi, Júlio Cardozo, do gerente de Análise Econômica e Riscos de Mercado, Alexandre Englert Barbosa e do consultor econômico Marcelo Portugal.

O Sicredi acredita que a economia terá um desempenho menor, de 3,7% e 3,0% em 2011 e 2012, respectivamente. “A menor demanda de produtos manufaturados é um indicador de desaceleração mais forte no futuro, especialmente para zona do Euro”, explicou Marcelo Portugal. Entre os três principais motores da economia global, Estados Unidos, China e Europa, esta última é a que apresenta os principais fatores de fraqueza no crescimento, pouco compensados pela moratória grega ou pelo auxílio de US$ 1,4 trilhão.

“O pior cenário futuro é o de um default desordenado, com a saída, da zona do Euro, de países como Portugal, Grécia e outros de economia mais fraca. No entanto, a estratégia atual tem sido de conceder mais prazo para possibilitar o ajuste fiscal, como vem funcionando com a Irlanda e Portugal”, assinalou. No momento, o que se tenta evitar a todo custo é uma crise bancária, mas Portugal apontou que há sinais desanimadores: os bancos americanos não financiam os bancos europeus; o dólar está se valorizando e o crédito para exportação já é mais escasso no Brasil.

Ainda, segundo o consultor, nos Estados Unidos, haverá recuperação, mas apenas gradual, com o agravante do desemprego elevado e desempenho fraco no mercado imobiliário e de crédito, com problemas políticos na concessão de estímulos fiscais e monetários. “A China apresenta um crescimento mais robusto, mas, ainda assim, descendente, com inflação em desaceleração e risco de bolha no mercado imobiliário, que está muito aquecido”, afirmou.

Cenário brasileiro é de força no mercado interno

Baseado neste contexto internacional, a projeção de Alexandre Englert Barbosa é, para 2012, de crescimento de 3,3% no PIB, inflação de 5,6%, ainda longe do centro da meta de 4.5% estabelecida pelo governo e taxa Selic na casa dos 10%. “O final de 2011 está evidenciando uma desaceleração na economia – inclusive com desempenho negativo no terceiro trimestre -, que deverá apresentar recuperação ao longo do próximo ano, balizado pelo setor de serviços, que não sofreu com a crise de 2008 e se encontra aquecido pela forte demanda interna”, comentou, salientando ainda o crescimento da renda fomentado por um aumento do salário mínimo previsto para 14% em 2012. “O crédito também deve seguir crescendo, diante da queda dos juros e do afrouxamento de medidas macroprudenciais como a redução da exigência de capital, depósito compulsório, entre outras”, disse Barbosa.

O câmbio brasileiro é que deve sofrer grandes oscilações, devido ao nervosismo do mercado. Apesar da taxa de R$ 1,75 para o dólar valer tanto para o fim de 2011 quanto para 2012, o período deve ser marcado por altas e quedas ao redor desse valor. “Em parte isso acontece pelos choques vindos do mercado internacional, que afetam a entrada e saída de dólares do Brasil”, esclareceu. Se a crise se intensificar, o gerente assinala a possibilidade de a redução da Selic ficar ainda mais abaixo dos 10% estimados pelo Sicredi. Os principais riscos para o Brasil estão em uma eventual ruptura da economia internacional, e estão localizados principalmente na indústria, que pode sofrer mais com os segmentos ligados a investimento e crédito, além das exportações para os países europeus mais atingidos pela crise.

Investimentos refletem incerteza da crise

O diretor Júlio Cardozo concluiu com a análise do mercado financeiro, apontando uma apreensão dos investidores relativa à inflação no médio e longo prazos, visíveis no comportamento da bolsa e do mercado de juros. “Em 2011, o mercado de juros futuros sofreu um choque no sentido de queda das taxas. O prêmio de risco agora é negativo. A extensão desse choque e suas consequências ainda são incertas”, observou. Cardozo acredita numa maturidade maior da economia brasileira, resultando na aproximação do Brasil com a avaliação de risco dos países mais desenvolvidos, a julgar pelo spread pago hoje, graças à crise de dívida soberana europeia.

Para a Bolsa de Valores, o diretor nota um comportamento mais favorável do Ibovespa quando comparado às bolsas americana e europeias no curto prazo. “Resta saber se este é um movimento duradouro: como a bolsa é o mercado mais sujeito à atuação do investidor estrangeiro, a crise europeia e a situação fiscal americana vão ditar, mais uma vez, o rumo do Ibovespa no próximo ano. A diferença é que estamos em um preço cada vez mais atrativo”, considerou, apontando a queda de cerca de 18% sofrida pela Bovespa em 2011.

Fonte: Sicredi

Sicredi recebe troféu no 29º Top de Marketing ADVB/RS

November 23rd, 2011 No comments

O Sicredi recebe na noite desta quinta-feira, 24, o troféu Top de Marketing da ADVB/RS, no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre. Esta é a terceira vez que o Sistema conquista o ‘Oscar do Marketing’ na categoria Segmento de Mercado: Bancos/Instituições Financeiras. O presidente da Central Sicredi Sul, Orlando Borges Müller, aponta que a distinção é uma conquista de todos os associados. Revela, ainda, que o Top de Marketing estimula o trabalho de todos aqueles que cooperam com “a missão de entregar à sociedade brasileira um empreendimento cooperativo parceiro no desenvolvimento econômico e social”.

Ao todo, 27 empresas e entidades receberão a distinção. Neste ano, o Sistema de Cooperativa de Crédito – que é uma alternativa aos bancos tradicionais – apresentou o case: “Sicredi amplia o relacionamento com o associado e ele alcança resultado histórico“. O investimento em ações de marketing teve por objetivo fortalecer a marca e a percepção das pessoas sobre a qualidade e a eficiência dos produtos e serviços financeiros do Sicredi.

O Sicredi investiu em campanhas de comunicação, relacionamento e marketing para promover seu portfólio de produtos e serviços. “Força Premiada Sicredi”; “Pesquisa Net Promoter Score”; “Sicredi Racing”; “Campanha Poupedi”; e “Twitchê”, estão entre os principais destaques. Os cases foram avaliados por um grupo de 30 especialistas ligados ao marketing. Eles analisaram, entre outros aspectos, estratégias inovadoras, criatividade, ferramentas de marketing, inovação e resultados obtidos.

Segundo Orlando Müller, a premiação, que ocorre um dia após o lançamento em cadeia nacional da campanha institucional: “Gente que Coopera Cresce”, é motivo de orgulho para todos que fazem parte do Sistema. “Esse é um momento de refletir e potencializar as ações que serão realizadas, principalmente, no Ano Internacional das Cooperativas instituído pela Organização das Nações Unidades (ONU), em 2012,” concluiu.

O Prêmio Peter Druker – reconhecimento concedido ao case que alcançou maior pontuação entre os vencedores da categoria Segmentos de Mercado – será entregue durante a cerimônia. A agência com o maior número de clientes com cases vencedores também receberá distinção diferenciada: Prêmio Agência Top.

Fonte: Sicredi

Sicredi lança Campanha nacional com foco no cooperativismo

November 23rd, 2011 2 comments

O Sicredi lança, oficialmente, nesta quarta-feira, 23, a nova campanha institucional: Gente que Coopera Cresce. A iniciativa tem como foco o cooperativismo e, consequentemente, o Ano Internacional das Cooperativas, que foi instituído pela Organização das Nações Unidas, em 2012. Segundo o gerente de Comunicação e Programas Sociais da Central Sicredi Sul, Ivan Novello, a ideia é mostrar ao público que “cooperar é uma atitude moderna, positiva e sustentável”.

As peças abordam o movimento mundial da cooperação e colaboração coletiva. De acordo com o superintendente de Comunicação e Marketing do Sicredi, Daniel Fuchs Ferretti, as pessoas, que estão ligadas em rede, valorizam a sustentabilidade, a qualidade de vida e buscam, no cooperativismo, inspiração para expandir novos negócios, ideais e transformações. “Vamos aproveitar esse movimento, que ganhará ainda mais espaço e visibilidade no próximo ano, para reafirmar a nossa essência: gente que coopera cresce.

Para o superintendente da Central Sicredi Sul, Gilson Heidrich, em outras palavras, a cooperação está inserida no DNA do Sicredi, por ser um sistema que tem na sua essência o cooperativismo. Gilson enfatiza que o principal objetivo desta campanha é mostrar que é possível “construir um mundo melhor através da cooperação”. O lançamento será nesta noite, ao longo da programação dos principais Meios de Comunicação Social do pa país.

Além do comercial de TV, a campanha conta, ainda, com jingle, spot, mídia externa, mídia impressa e um mix completo de merchandising. Ações em redes sociais e através do hotsite www.gentequecooperacresce.com.br, também estão programadas.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é um conjunto de 117 cooperativas de crédito, integradas horizontal e verticalmente. A integração horizontal representa a rede de unidades de atendimento, distribuídas em 10 Estados* – 881 municípios. No processo de integração vertical, as cooperativas estão organizadas em quatro Cooperativas Centrais, uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo, que controla as empresas específicas que atuam na distribuição de seguros, administração de cartões e de consórcios.
Mais informações no site sicredi.com.br.

* Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás.

Fonte: Sicredi

Assembleia da ACI: Rochdale é reconhecida como a Capital Mundial do Cooperativismo

November 22nd, 2011 No comments
Momento em que a proposta foi entregue à ACI Américas durante a Assembléia Regional da ACI em Buenos Aires, em nov/2010.

Cancún – México: Um dos temas discutidos na Assembleia Geral da ACI (Aliança Cooperativa Internacional) foi uma proposta encaminhada pela Casa Cooperativa de Nova Petrópolis/RS e pela Casa Cooperativa de Sunchales (Argentina). A proposta visava o reconhecimento da cidade de Rochdale, na Inglaterra, como a Capital Mundial do Cooperativismo.

A proposta levava em conta o reconhecimento das cidades de Nova Petrópolis e de Sunchales como as Capitais Nacionais do Cooperativismo de seus países e sugeria que também em nível mundial reconhecêssemos a Capital Mundial.

A proposta foi apresentada na Assembleia pelo Sr. Ramón Imperial Zuñiga, Presidente da ACI Américas, e defendida pelo Sr. Márcio Port, Presidente da Sicredi Pioneira RS (membra da ACI) e também Presidente da Casa Cooperativa de Nova Petrópolis. Após a exposição do assunto o mesmo foi conduzido para votação, sendo que dos 500 votos válidos (voto delegado), 440 votos foram favoráveis.

Para o Presidente da Sicredi Pioneira RS “esta foi uma grande vitória para o movimento cooperativo mundial. Reconhecíamos Rochdale como a sede da primeira cooperativa do mundo, fundada em 1844, mas este reconhecimento não estava formalizado. Nada mais justo do que fazê-lo na véspera do Ano Internacional das Cooperaitvas”.

Clique no link abaixo para assistir o vídeo que registra o momento das discussões deste tema:

Por Márcio Port, de Cancún, México

Assembleia da ACI: Utilizando os meios de comunicação para conseguir uma mudança

November 22nd, 2011 No comments

Philippe Cousteau

Cancún – México: Um dos palestrantes presentes na Assembleia da ACI (Aliança Cooperativa Internacional) foi o Sr. Philippe Cousteau Jr., neto do legendário oceanógrafo Jacques-Yvés Cousteau.

Philippe enfatizou que “no mundo de hoje temos muitos meios de comunicação. Alguns países tem mais de 300 canais de comunicação. Temos de fazer matérias interessantes para chamar a atenção pois as pessoas hoje estão mais preocupadas com os outros do que consigo mesmas.”

O palestrante comentou acerca do movimento que está acontecendo nos EUA, onde as pessoas estão deixando os bancos e migrando para as cooperativas de crédito e disse: “eu estou com vocês”.

“A população cresceu de 6 para 7 bilhões em 12 anos. Este crescimento está baseado no consumo: de água, de petróleo, de comida, …, e isto me preocupa pois não existe matéria prima suficiente para sustentar este crescimento.” É preocupante também que 1,5 bilhão de pessoas consomem 60% do total dos recursos. “Precisamos mudar este mundo e as cooperativas devem liderar este movimento. Os valores trabalhados pelas cooperativas darão condições de sustentar este crescimento.”

Mulheres e Crianças para liderar a mudança

“A chave para esta mudança são as mulheres e as crianças. Os jovens estão cansados da forma de vida atual e buscam construir um mundo melhor.”

As mulheres quando empodeiradas investem seus recursos na educação, nos filhos, em sua comunidade. Elas fazem isto mais do que os homens. “Reconheçam o poder das mulheres e jovens para mudar o mundo“.

As cooperativas são baseadas no trabalho nas comunidades e é desta forma que podemos buscar o apoio dos jovens e mulheres, mostrando-lhes que agimos da mesma forma que eles.

“O mundo atual está fadado a acabar e as cooperativas tem a chave para fazer esta mudança: o investimento nas comunidades”

“Precisamos ver o mundo de uma forma diferente. O mundo quer ter esperança e vocês podem dar isto às pessoas.” O modelo atual do mundo não consegue mais dar esta esperança às pessoas.

As profecias maias prevêem o fim do mundo para 2012, mas o que deve acontecer é o início de um novo mundo, conduzido pelas cooperativas“, frase dita por um dos oradores do México ao falar do Ano Internacional das Cooperativas.

Márcio Port, de Cancún, México

Assembleia da ACI: O uso das mídias sociais no Ano Internacional das Cooperativas

November 22nd, 2011 No comments

Cancún – México: Segundo Charles Gould, Diretor Geral da ACI (Aliança Cooperativa Internacional), “as perguntas que sempre escuto são: como atrair novos associados, como mostrar para os jovens de hoje que as cooperativas não são mais as mesmas que as de seus avós?” Para falar deste tema palestrou o Sr. Sam Graham-Felsen, que foi o coordenador da campanha presidencial de Barack Obama.

O Sr. Sam Graham-Felsen iniciou sua fala questionando: “como podemos aproveitar o descontentamento dos jovens em relação ao mundo atual? Como podemos aprender com o movimento social que aconteceu no Egito?”. O protesto inicial no Egito foi muito pequeno, mas o Facebook e outras mídias sociais permitiram a organização das pessoas que tinham idéias em comum, dando-lhes a confiança e a força coletiva. Também na Europa, em Israel e em Wall Street ocorreram movimentos semelhantes. A internet tem dado poder para pessoas normais, pessoas que sozinhas não seriam escutadas.

Movimentos sociais liderados pelos jovens utilizando as mídias sociais

Segundo o Sr. Felsen, “o mesmo desafio que tivemos na campanha de Obama as cooperativas tem neste ano de 2012: como ganhar força?”. “O que fizemos foi demonstrar a origem de Obama, mostrando que ele não seguiu a linha normal dos políticos, sendo bem quisto por pessoas pobres e não pelos ricos. O que buscamos foi mostrar que uma pessoa normal poderia ser vitoriosa”. “As pessoas normais querem perceber que também podem fazer a diferença”.

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PILARES DA CAMPANHA DE BARACK OBAMA:

1) AUTENTICIDADE:

Contamos inúmeras histórias falando de Obama e do que ele fazia e dizia. Foram feitos mais de 2000 vídeos para o Youtube, sendo que o mais famoso foi um vídeo de 37 minutos falando da questão racial. Foram 7,5 milhões de pessoas que o assistiram. O Youtube é melhor que a TV pois nele as pessoas assistem voluntariamente. A divulgação ocorreu por email onde uma pessoa indicava o vídeo à outra. Os meios eletrônicos (Youtube, email, Blogs, mídias sociais, SMS) são mais efetivos que os meios tradicionais para a comunicação nos dias de hoje e permitem a interação entre as partes. “O Youtube é um canal de TV particular, você escolhe o que quer ver”.

2) CONTEÚDO PERSONALIZADO:

Preparamos diversos conteúdos na web com enfoques diferentes, por exemplo: para mulheres, para latinos, outros sobre religião, por região/estados, O conteúdo foi o que realmente uniu as pessoas em torno da campanha. Ele tem de ser interessante e inspirador.

3) VALORIZAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO DE TODOS:

Incentivamos a interação dos leitores e do público, com comentários e respostas. Permitimos que eles recebessem o conteúdo por email ou SMS.

4) ESCUTAR AS PESSOAS QUE O APOIAM:

Durante a campanha ganhamos muitos seguidores e apoiadores, mas no decorrer da mesma alguns se afastaram por não concordarem com um ou outro posicionamento. É importante escutar os descontentes e saber como podemos agrega-los novamente na campanha. O que não podemos fazer é apagar conteúdos na Internet quando percebermos que algum assunto controverso foi abordado, temos de assumir o que publicamos e nos desculpar ou reafirmar nossas posições.

6) PESSOAS NÃO ATM’s (Caixas Eletrônicos):

As pessoas não são robôs, querem ser ouvidas e valorizadas, não são fonte de receitas ou de doações. As arrecadações de verbas eram trocadas por encontros, jantares e palestras com Barack Obama. “No ano de 2012 vocês devem aproveitar todas as oportunidades, boas e ruins”. Devemos comunicar sempre, sempre reafirmando a mensagem principal, mesmo que seja em defesa de uma opinião de controversa.

7) TESTE TUDO:

Hoje existem na web diversas formas de se verificar se o seu conteúdo está atraindo o público ou não. Veja o que dá retorno e o que funciona e faça mais do que der certo.

SUA VOZ PODE MUDAR O MUNDO: Na campanha de Obama finalizávamos os pronunciamento com a frase “Sua voz pode mudar o mundo”. Devemos dar um enfoque próximo, familiar, mostrando que somos formados por pessoas normais que juntas são muito mais fortes.

Márcio Port, de Cancún, México

Assembleia da ACI: Como utilizar as mídias sociais para divulgar a marca cooperativa

November 22nd, 2011 No comments

Charles Gould, Diretor Geral da ACI

Cancún – México: Um dos palestrantes da Assembleia Geral da ACI (Aliança Cooperativa Internacional) foi o seu Diretor Geral, o Sr. Charles Gould, falando sobre a forma de divulgação do Ano Internacional do Cooperativismo durante o ano de 2012.

Segundo Charles Gould, “nem todos os Anos Internacionais tiveram sucesso na divulgação em nível mundial”, destacando a importância de todos assumirmos este compromisso de forma conjunta. Charles lembrou que temos 1 bilhão de associados de cooperativas no mundo e 100 milhões funcionários, sendo que devemos buscar a adesão de todos.

Na visão da ACI, o objetivo em 2012 não é apenas o de comemorar o reconhecimento da ONU (Organização das Nações Unidas) mas também divulgar e propagar nosso modelo cooperativo para que seja um modelo de sucesso mundial no final desta década. A Presidente da ACI, Dame Pauline Green, destacou em outros momentos que “a ONU nos deu um presente e devemos aproveitá-lo bem”.

Charles Gould, afirmou que “vivemos um momento único assim como foi durante a Revolução Industrial quando o modelo cooperativo surgiu”, devemos aproveitar o cenário financeiro mundial para destacar a importância e a forma de funcionamento do nosso modelo de negócios. Charles falou da visão para 2020, conforme matéria já divulgada anteriormente neste site.

Ano Internacional das Cooperativas - 2012Para obter visibilidade para o Ano Internacional das Cooperativas todos devemos utilizar os máximo o logotipo desenvolvido, seja em folders, produtos, websites, outdoors, na TV, jornais e também nos pontos de venda e de atendimento da cooperativa. Se todos utilizarmos esta marca estaremos potencializando o case de sucesso cooperativo.

Gould destacou a força do cooperativismo mundial através dos dados divulgados das “Global 300 Cooperative”, uma estatística que divulga os números das 300 maiores cooperativas do mundo. Os dados apresentados mostram que estas 300 cooperativas somadas têm o mesmo tamanho do Canadá, a 9ª maior economia do mundo.

Gould também afirmou que as cooperativas são empresas inovadoras pois nos reinventamos freqüentemente para atender bem à nossos associados, fato que não é comum na maioria das empresas. Além disto as cooperativas são grandes forças locais em suas comunidades, afinal somos um forte movimento social impulsionado pelos sócios. Para ele este é nosso diferencial competitivo e é isto que nos faz diferentes.

SITE OFICIAL:

Para propagar o Ano Internacional das Cooperativas foi criado o site oficial, o http://www.2012.coop/ e nele estão disponíveis para download todos os materiais necessários.

HISTÓRIAS:

No site haverá o link para o stories.coop onde as cooperativas poderão contar sua história. A cada dia de 2012 será publicada uma história diferente, sendo publicadas 366 histórias em 2012. Além disto, no final de 2012 será publicado um livro contando a história de 100 cooperativas.

NOTÍCIAS:

Na página www.2012.coop haverá também uma página de notícias acerca das cooperativas.

DOMÍNIO .COOP:

Em 2012 será maior divulgado o domínio .coop e a intenção da ACI é que todas as cooperativas deveriam utilizar este domínio para o website de suas cooperativas e não o .com.

FACEBOOK e TWITTER:

No Facebook e no Twitter haverão sempre notícias atualizadas “e queremos que vocês nos sigam”, disse Charles Gould. No Twitter utilizem as tags #coop e #coop2012 no final de suas mensagens.

EVENTOS MUNDIAIS:

Em nível mundial haverão diversos eventos organizados pelos ramos cooperativos, sendo que já estão confirmados eventos na Irlanda, Itália e Canadá. Também em 2012, em Manchester ocorrerá a Ica Expo 2012, uma importante feira de negócios.

Durante os vários dias de palestras e encontros enfatizou-se muito que as mídias sócias devem ser fortemente utilizadas para conseguirmos nosso objetivo de divulgar o Ano Internacional das Cooperativas. Somos empresas de pessoas e como tal devemos buscar o apoio de nossos sócios nesta divulgação.

Por Márcio Port, de Cancún, México

Assembleia da ACI: Seminário das Instituições Financeiras Cooperativas

November 22nd, 2011 No comments

Cancún – México: No primeiro dia em que realizou-se no Cancún a Assembleia Geral da ACI (Aliança Cooperativa Internacional) ocorreu um seminário organização pela Associação Internacional dos Bancos Cooperativos (ICBA) e pelo Comitê Regional de Cooperativas Financeiras e Bancos Cooperativos da Aliança Cooperativa (COFIA). Neste painel foram analisadas as diferenças e especificidades do setor bancário e financeiro cooperativo com o objetivo de mostrar sua importância no contexto mundial.

O painel foi conduzido pelos Sr. Tomas Carrizales (Presidente Cofia) e pelo francês Jean-Louis Bancel, Presidente da ICBA. A ICBA é um departamento da ACI que trata especificamente das cooperativas bancárias. Ela não possue uma equipe de trabalho permanente (funcionários), sendo muito importante o auxílio das cooperativas filiadas para dar andamento às demandas do setor. As Cooperativas Financeiras são muito importante para construir um mundo sustentável e para obter uma reforma do sistema financeiro.

Segunto o Sr. Jean-Louis, em um relatório recente do B20 (grupo semelhante ao G20, porém com foco financeiro) foram apresentados dados mostrando que no mundo existem 2 bilhões de pessoas que necessitam assistência financeira. Este número, comparado com o 1 bilhão de pessoas que atualmente já são associadas a cooperativas no mundo nos dá uma dimensão do crescimento no número global de associados, visto que as 2 bilhões de pessoas com necessidades financeiras poderiam tranquilamente serem associadas a uma cooperativa de crédito.

Atualmente as 100 maiores cooperativas financeiras do mundo tiveram US$ 194 bilhões de faturamento, valor este bastante considerável no universo do Sistema Financeiro Mundial. No seminário destacou-se que hoje estas cooperativas são grandes, mas que em algum momento no passado elas já foram pequenas, servindo isto como motivação para as cooperativas atuais que ainda não tem um grande ganho de escala.

Para 2012 a ICBA quer publicar uma lista dos países que não incentivam a existência de cooperativas financeiras. O Reino Unido é um exemplo pois lá as “cooperativas” tem de ser constituídas como S/A, não podendo ser cooperativas de fato. O objetivo é evidenciar onde existe necessidade de um trabalho mais focado, buscando-se o reconhecimento das cooperativas como instituições financeiras.

Destacou-se também que devemos sempre nos apresentar como cooperativa, pois isto demonstra e transmite segurança. Na França e nos EUA, durante a crise financeira, muitas pessoas sacaram dinheiro dos bancos e depositaram nas cooperativas. Atualmente está ocorrendo um forte movimento nos EUA com pessoas sacando dinheiro dos bancos e depositando-os nas Cooperativas de Crédito, em um movimento que tomou as ruas de Wall Street.

Um dos apresentadores, Jean-Claude Detipresi, Presidente de uma Cooperativas francesa lembrou que os bancos cooperativos são tão importantes, a ponto de em muitos países existirem regras específicas para eles. Lembrou também que desde 2003 buscam-se alterações na contabilidade reconhecendo as diferenças entre as cooperativas e os bancos tradicionais.

Jean-Claude falou da batalha que busca reverter a ICPC-14 que prevê a contabilização do capital social no Passivo Exigível e não mais no Patrimônio Líquido. A orientação dada é que as cooperativas busquem negociar com as entidades reguladoras nacionais para contornar a situação atual. Segundo Jean Claude esta é uma briga política e não técnica e já existem países conseguindo a reversão da situação. Segundo ele, deve haver o reconhecimento de que o que interessa em uma cooperativa não é a forma com que é tratado o capital social e sim o tipo de negócio que é realizado, baseado em democracia e justiça. Para ele, em uma economia ideal deve haver diversidade de modelos e concorrência. Não é saudável que hajam apenas grandes bancos. Na Europa, por exemplo, as cooperativas financeiras tem um papel muito importante no financiamento das PME’s (Pequenas e Médias Empresas).

A grande expectativa dos painelistas é de que no ano de 2012 possamos aproveitar a divulgação do Ano Internacional das Cooperativas para conquistar o reconhecimento regulatório mundial e em alguns países.

Por Márcio Port, de Cancún, México

Cooperativistas do mundo inteiro participam do lançamento do Ano Internacional das Cooperativas em Cancún, no México

November 17th, 2011 1 comment
Mais de 2.200 pesoas participaram do evento de lançamento do Ano Internacional das Cooperativas

16/11/2011 – Aconteceu nesta 4ª feira, com a presença de mais de 2.200 pessoas de 70 diferentes países, o lançamento do Ano Internacional das Cooperativas. Apesar do lançamento já ter sido feito pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 31/10/2011, agora o lançamento foi com cooperativistas do mundo inteiro.

O “Ano Internacional das Cooperativas”, é um reconhecimento da contribuição das cooperativas para desenvolvimento sócio-econômico, notadamente em matéria de redução da pobreza, criação de emprego e integração social. O tema deste ano será “empresas Cooperativas ajudam a construir um mundo melhor”.

No discurso de abertura o Sr. Ramón Imperial Zuñiga, Presidente da ACI Américas, ressaltou que nunca mais estaremos reunidos da mesma forma que ocorreu nesta 4ª feira. Segundo ele, dificilmente reuniremos novamente as mesmas 2.200 pessoas, ainda mais para comemorar o lançamento de tão importante feito como o Ano Internacional das Cooperativas.

Lideranças cooperativas mundiais

Ban Ki-moon, Secretário Geral das Nações Unidas enviou um vídeo com sua mensagem para os cooperativistas. Segundo ele as cooperativas suportaram muito bem a crise financeira recente e isto ocorre por estarem fortemente vinculadas às comunidades em que estão inseridas. Ban Ki-moon propôs a realização de um trabalho conjunto para que possamo criar um mundo melhor para todos.

O diretor geral da OIT (Organização Internacional do Trabalho) também enviou sua mensagem via vídeo enfatizando que 50% da agricultura do mundo provem de cooperativas e que apesar disto o mundo está rodeado de pobreza, injustiça e falta de eqüidade. Cada vez mais as pessoas ficam excluída, como se não existissem. A própria exclusão financeira destas pessoas agrava ainda mais a situação, mas com o trabalho coordenado das cooperativas de crédito podemos mudar esta situação. Segundo ele, por trás de todas as crises existem oportunidades e esta pode ser a oportunidade das cooperativas.

Já o Senador Jorge Moreno referenciou uma afirmação da Presidente da ACI, Dame Pauline Green, que costuma dizer que as cooperativas não são visíveis para as pessoas que definem os rumos do mundo, que definem as políticas públicas. 2012 é a oportunidade de mudar isto, este é um grande objetivo. A capacidade das cooperativas de gerar riqueza e de gerar renda deve ser reconhecida. Não podemos ficar em terceiro plano: temos de deixar de ser espectadores e nos transformar em protagonistas.

Dame Pauline Green, Presidente da Aliança Cooperativa Internacional

Finalizando os discursos, Dame Pauline Green, Presidente da Aliança Cooperativa Internacional, agradeceu a presença de todos dizendo que esta é a Assembleia da ACI que mais reuniu pessoas até hoje. Segundo ela, a ONU afirma que “as cooperativas atendem a metade da população mundial”, e isto demonstra que o ano de 2012 é nossa oportunidade de mostrar nosso modelo de negócios. Pauline enfatizou também que recentemente os joves estão tornando-se lideres da mudança, demonstrando sua frustração com o mundo atual. As redes sociais estão lhes auxiliando a promover mudanças mesmo com pessoas que lhes são desconhecidas. “Não temos a resposta para todos os problemas, mas temos um modelo cooperativo para oferecer”, afirmou Pauline Green.

Para ela, os atuais 1 bilhão de associados que são donos de cooperativas decidiram fazer diferente, assumindo o controle de suas vidas. Nosso maior objetivo é fazer com que as pessoas do mundo conheçam o tamanho do cooperativismo mundial. “Todos os cooperativistas do mundo devem gritar de pé para que todos nos escutem. Utilizem o logotipo em todo o material de divulgação, website e campanhas de suas cooperativas. Se fizermos isto no final de 2012 teremos presenciado um ano fabuloso. Queremos ao final de 2012 fazer com que as lideranças que tomam decisões mundiais nos conheçam”, finalizou a Presidente da ACI.

Descerramento de uma placa em alusão ao Ano Internacional das Cooperativas

Ao final da solenidade foi descerrada uma placa em alusão ao Ano Internacional das Cooperativas.

“Empresas cooperativa ajudam a construir um mundo melhor: esta mensagem nos dá um objetivo, um desafio, mas também uma visão”, disse um dos líderes cooperativistas durante seu pronunciamento. “Apesar das profecias maias preverem o final do mundo para 2012, ele não acabará e sim nascerá um novo mundo a partir do crescimento das cooperativas”, finalizou.

Veja também outras frases já ditas sobre o Ano Internacional das Cooperativas:

  • A Vice-Secretária-Geral da ONU Asha-Rose Migiro destacou que como o mundo testemunha o crescente descontentamento público, como resultado da crise financeira e económica, a comunidade internacional poderia aprender com o movimento cooperativo, que, segundo ela, equilibram viabilidade econômica e a responsabilidade social.
  • “Como organizações de auto-ajuda, as cooperativas são inerentemente centradas nas pessoas. Elas não só satisfazem as necessidades materiais, mas também a necessidade humana de participar de forma proativa para melhorar a própria vida.
  • “Em virtude de suas características organizacionais, as empresas cooperativas são de propriedade de seus usuários e da comunidade responsável. Elas continuam a agregar poder econômico que permite às comunidades competirem com sucesso na economia global “, disse Al-Nasser.
  •  ”Variando de pequena escala para as empresas multi-milhonárias em todo o mundo, as cooperativas operam em todos os setores da economia, contando com mais de 800 milhões de membros e fornecendo 100 milhões de empregos em todo o mundo – 20% mais do que as empresas multinacionais”.
  • A Presidente da ACI Dame Pauline Green disse: “A diversidade ea robustez do modelo de negócio cooperativo é baseada em princípios e valores. É por isso que as cooperativas foram resistentes durante a crise financeira mundial, empregando mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo e permitindo o desenvolvimento e bem-estar das sociedades nas economias mais competitivas.
  • Charles Gould, Diretor-Geral da ACI, acrescentou: “Alguns pensam em cooperativas como de pequeno porte, empresas locais e, em muitos casos isso é verdade. Mas em outros casos são grandes empresas que trabalham a nível nacional ou regional, enquanto outros são gigantes executando operações globais avaliados bilhões. No total, cerca de um bilhão de pessoas estão envolvidas em cooperativas, de alguma… forma, seja como membros / clientes ou como funcionários / participantes, ou ambos. “Isso é uma força significativa unidas atrás de uma filosofia de negócio único. Enquanto as corporações lutam entre si por participação de mercado, as cooperativas continuam a crescer de forma constante, elevando o bem-estar geral das pessoas ao redor do mundo num espírito de solidariedade, em vez de explorá-los para fins egoístas. Elas aderem a práticas de negócios, operam de forma eficiente e eficaz, e levam a competição a sério.”

Por Márcio Port

Assista ao vídeo em que a Presidente da ACI, Dame Pauline Green, fala do Ano Internacional das Cooperativas

November 11th, 2011 No comments

Assista o vídeo do discurso da Presidente da Aliança Cooperativa Internacional, durante a cerimônia de lançamento do Ano Internacional das Cooperativas durante a Assembléia Geral da ONU em 31/10/2011. 

O vídeo tem duração de 10 minutos.

 Fonte: ACI Américas

Capital Social: OCB consegue suspensão da aplicação do ICPC-14

November 11th, 2011 No comments

Há dois anos discutindo alterações na interpretação, pleito cooperativista foi atendido e a aplicação, que vigoraria a partir de janeiro, está suspensa.

Na manhã desta sexta-feira (11/11), o superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Renato Nobile, acompanhado do analista Tributário, Edimir Santos, e do assessor Jurídico, Adriano Alves, foi recebido pelo presidente do Conselho Federal de Contabilidade, Juarez Carneiro, para uma audiência na sede do CFC.

Há cerca de dois anos, a OCB vem discutindo com o Comitê de Pronunciamentos Contábeis do CFC a possibilidade de alterações na interpretação técnica ICPC-14, no que diz respeito à transferência das cotas-partes de cooperados do patrimônio líquido para o passivo no balanço patrimonial das cooperativas. O objetivo da reunião de hoje era conseguir a suspensão da aplicação da interpretação, que passaria a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2012. “Tivemos sucesso no nosso pleito. O CFC se comprometeu a editar uma Resolução para que novos estudos sejam realizados e uma nova posição em conjunto seja firmada”, explicou o analista Edimir Santos.

A proposta apresentada pelo presidente do CFC é que o sistema cooperativista se articule para conseguir apoio dos demais países latino-americanos, de forma que a questão não seja apenas local. “Por meio de um trabalho em conjunto, as demandas dos países latinos terão mais poder de persuasão nas reuniões do IASB, entidade responsável pela edição das normas contábeis internacionais”, afirmou Carneiro.

Fonte: OCB

Incorporação de cooperativa do Sicoob ocorreu no Pará

November 8th, 2011 No comments

Ver imagem em tamanho grandeReunidos em Assembléia Geral conjunta, no último dia 21 de outubro, no auditório da Central das Cooperativas do Pará e Amapá, os associados da Sicoob Cooesa e da Sicoob Coomipa aprovaram, por unanimidade, a incorporação da Coomipa pela Sicoob Cooesa, originando uma cooperativa única, fortalecida e preparada para enfrentar, em melhores condições, o desafio de consolidar o movimento cooperativista no norte do Brasil.

O assunto foi amplamente debatido pelo grande número de associados presentes à reunião que, de forma madura e inteligente, compreenderam que a incorporação de cooperativas é um processo irreversível e necessário para que uma instituição possa suportar os custos do Sistema e, com tranquilidade e competência, firmar-se em um sistema financeiro cada vez mais competitivo. Essa realidade foi muito bem retratada no parecer técnico da Comissão mista formada por três associados de cada cooperativa envolvida, cujos nomes foram aprovados em Assembléia Geral.

A reunião histórica para o cooperativismo de crédito no Pará, foi aberta pelos Presidentes das duas Cooperativas (Augusto Gambôa/Cooesa e Moisés Costa da Conceição/Coomipa) com a presença do Professor Palhares, Presidente da Sicoob Central Amazônia, que se manifestou favorável à incorporação, após a auditoria realizada nas duas entidades. Também favoráveis foram os pareceres dos Conselhos Fiscais das duas cooperativas.

Com a aprovação do parecer da Comissão Mista, a partir de 1º de novembro os Policiais Militares do Estado passam a ser sócios e operar com a Sicoob Cooesa, tendo acesso a todos os serviços de um banco, de forma diferenciada, com a vantagem de usufruir desses serviços em uma instituição financeira da qual são proprietários e, por isso mesmo, todo o lucro/sobras geradas ao final do exercício, retornam para cada sócio, na proporção da quantidade de serviços que tiverem operado ao longo do ano.

A união foi imediatamente aplaudida e festejada pelos associados das duas cooperativas – agora única – diante da certeza de que novos tempos estão chegando no Estado, para pessoas que queiram assumir que pensam diferente.
Dirigentes das duas cooperativas festejam a união.

Fonte: Sicoob Cooesa

Pâmella Oliveira leva medalha de bronze no Pan

November 3rd, 2011 No comments

A brasileira Pâmela Oliveira, tratleta patrocinada pelo Sicoob Central ES, conquistou no domingo (23/10) a medalha de bronze no triatlo dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.

Depois de não conseguir a vaga nos 800 metros livre da natação para o Pan do Rio, em 2007, a brasileira começou a se dedicar ao triatlo, e comemorou muito o terceiro lugar na prova com o tempo de 2h00min32.

“Estou feliz demais, foi um dia perfeito”, disse ela, segundo o Comitê Olímpico Brasileiro (COB). “Tentei a vaga nos 800m livre para o Pan do Rio e não consegui. E agora estou aqui, com essa medalha de bronze. Já estava um pouco cansada da natação e queria mudar.”.

Pâmella fez a transição do ciclismo para a corrida na liderança, mas foi superada pela norte-americana Sarah Haskins, que levou a medalha de ouro e a vaga para os Jogos Olímpicos de Londres ao completar o percurso em 1h57m37s, e pela chilena Barbara Riveros, que ultrapassou a brasileira na última volta da corrida e terminou a prova em 2h00m23s.

“Cheguei na última volta da corrida sem conseguir sentir minhas pernas. Terminei a prova, soltei um grito de desabafo e de alegria e caí”, declarou Pâmella, que sentiu enjoo e tontura após a competição. O próximo objetivo da brasileira é conquistar a vaga para a Olimpíada de 2012. “Preciso pontuar nas provas do Circuito Mundial para garantir a minha vaga. No momento, estou fora da zona de classificação, mas ainda há muitas etapas, este ano teremos duas”, explicou.

Fonte: Reuters Brasil

Global 300 Cooperative é divulgado pela ACI. Trata-se da lista das 300 maiores empresas cooperativas do mundo

October 31st, 2011 1 comment

A Aliança Cooperativa Internacional divulgou no dia de hoje, durante o lançamento do “Ano Internacional das Cooperativas”, os dados das 300 maiores empresas cooperativas do mundo.

As 300 maiores empresas cooperativas do mundo geraram mais de US $ 1,6 trilhão em faturamento, segundo o relatório Global 300, lançada pela Aliança Cooperativa Internacional. Este valor é comparável ao PIB de nona maior economia do mundo, foi calculado pela ACI de relatórios anuais emitidos por cooperativas para o exercício de 2008.

O relatório revelou que a maior cooperativa do mundo era Crédit Agricole Group, o maior grupo financeiro de varejo da França, que tinha gerado uma receita de 103,58 bilhões dólares em 2008. Outro banco francês, o Groupe Caisse D’Epargne vem em seguida, com US $ 58.54bn de receitas.

A Presidente da ACI Dame Pauline Green disse: “A diversidade ea robustez do modelo de negócio cooperativo é baseada em princípios e valores. É por isso que as cooperativas foram resistentes durante a crise financeira mundial, empregando mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo e permitindo o desenvolvimento e bem-estar das sociedades nas economias mais competitivas. “

Charles Gould, Diretor-Geral da ACI, acrescentou: “Alguns pensam em cooperativas como de pequeno porte, empresas locais e, em muitos casos isso é verdade. Mas em outros casos são grandes empresas que trabalham a nível nacional ou regional, enquanto outros são gigantes executando operações globais avaliados bilhões. No total, cerca de um bilhão de pessoas estão envolvidas em cooperativas, de alguma forma, seja como membros / clientes ou como funcionários / participantes, ou ambos.

“Isso é uma força significativa unidas atrás de uma filosofia de negócio único. Enquanto as corporações lutam entre si por participação de mercado, as cooperativas continuam a crescer de forma constante, elevando o bem-estar geral das pessoas ao redor do mundo num espírito de solidariedade, em vez de explorá-los para fins egoístas. Elas aderem a práticas de negócios, operam de forma eficiente e eficaz, e levam a competição a sério.”

A maior parte das receitas provenientes das “Global 300″ são da França, que gera 28% do total. Na seqüência vem os Estados Unidos (16%), Alemanha (14%), Japão (8%); Países Baixos (7%); Reino Unido (4%); Suíça (3,5%); Itália (2,5%), Finlândia (2,5%); Coréia (2%) e Canadá (1,75%).

Na lista das 300 maiores cooperativas do mundo está a brasileira Copersucar, na posição 269.

Clique aqui para ver o relatório completo.

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Veja de onde são as maiores instituições financeiras cooperativas do mundo

Veja de onde são as maiores instituições financeiras cooperativas do mundo

As maiores instituições financeiras cooperativas do mundo

As maiores instituições financeiras cooperativas do mundo

Fonte: http://www.thenews.coop/article/global-300-co-operatives-generate-16-trillion-revenue

2012, o Ano Internacional das Cooperativas foi oficializado pela ONU

October 31st, 2011 No comments

A ONU lançou no dia 31/10/2011 o Ano Internacional das Cooperativas, com o Presidente da Assembleia Geral destacando o papel das cooperativas como catalisador de desenvolvimento socialmente inclusivo e por sua capacidade de fortalecer as comunidades por meio de empregos e geração de renda.

“As cooperativas contribuem para a segurança alimentar, desenvolvimento rural, e outros serviços sociais”, disse Nassir Abdulaziz Al-Nasser, abrindo reunião plenária da Assembleia de lançar 2012 como o Ano Internacional.

“Elas não são apenas fornecedoras de oportunidades de emprego produtivo para os grupos marginalizados, incluindo mulheres, jovens, pessoas com deficiência, idosos e populações indígenas, mas também dão uma contribuição valiosa através dos programas de assistência técnica de seus recursos humanos.”

A Assembléia já havia decidido que 2012 será visto como o Ano Internacional das Cooperativas, em reconhecimento da sua contribuição para desenvolvimento sócio-económico, nomeadamente em matéria de redução da pobreza, criação de emprego e integração social. O tema deste ano será “Empresas Cooperativas ajudam a construir um mundo melhor.”

A Vice-Secretária-Geral Asha-Rose Migiro destacou que como o mundo testemunha o crescente descontentamento público, como resultado da crise financeira e económica, a comunidade internacional poderia aprender com o movimento cooperativo, que, segundo ela, equilibram viabilidade econômica e a responsabilidade social.

“Como organizações de auto-ajuda, as cooperativas são inerentemente centrada nas pessoas. Elas não só satisfazem as necessidades materiais, mas também a necessidade humana de participar de forma proativa para melhorar a própria vida.

“Além disso, com processos democráticos de decisão e um foco no cultivo de habilidades e capacidades dos membros, as cooperativas oferecem um modelo para aproveitar as energias e paixões de todos”, disse Migiro.

Durante o ano de 2012, serão feitos esforços para expandir a consciência pública sobre o papel das cooperativas – especialmente em relação ao cumprimento do acordo internacional da redução da pobreza e ao desenvolvimento sócio-económico, alvos conhecidos como as Metas de Desenvolvimento do Milénio (ODM). Esforços também serão feitos para incentivar o crescimento das cooperativas de todo o mundo e fortalecê-las através de políticas e marcos legais que facilitem o seu crescimento.

“Em virtude de suas características organizacionais, as empresas cooperativas são de propriedade de seus usuários e da comunidade responsável. Elas continuam a agregar poder econômico que permite às comunidades competirem com sucesso na economia global “, disse Al-Nasser acrescentou.

Desenvolvimento sustentável

Em uma mesa redonda informal sobre o papel das cooperativas no desenvolvimento sustentável, Sha Zukang, o Subsecretário-Geral para Assuntos Econômicos e Sociais, destacou que as cooperativas tiveram um papel importante a desempenhar na transição para uma economia verde, dizendo que eles ofereceram um modelo de negócios com vantagens na criação socialmente inclusiva e ambientalmente saudáveis ??práticas econômicas.

“As cooperativas também foram notáveis por suas contribuições para o desenvolvimento rural e a produtividade agrícola em todo mundo desenvolvido e em desenvolvimento”, disse Sha, que também é secretário-geral da Conferência das Nações Unidas do ano que vem para o Desenvolvimento Sustentável (Rio +20).

Em toda a Europa, por exemplo, cooperativas detém 60% da transformação e comercialização de commodities agrícolas, e eles também detêm uma quota de 50% no fornecimento de insumos “, disse Sha acrescentou.

“Variando de pequena escala para as empresas multi milhonárias em todo o mundo, as cooperativas operam em todos os setores da economia, contando com mais de 800 milhões de membros e fornecendo 100 milhões de empregos em todo o mundo – 20% mais do que as empresas multinacionais”.

Fonte: Centro de Notícias da ONU (link)

Projeto de Lei busca a autorização para as cooperativas de crédito movimentarem a disponibilidade de caixa de entes públicos

October 29th, 2011 No comments

O PLP (Projeto de Lei Parlamentar) 100-2011, de autoria do Deputado Federal Domingos Sávio (PSDB-MG) busca a alteração da Lei Complementar 130/2009 no seguinte aspecto:

Art. 1º O §1º do art. 2º da Lei Complementar nº 130, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 2º. §1º A captação de recursos e a concessão de créditos e garantias devem ser restritas aos associados, ressalvados a gestão de disponibilidades de caixa dos Municípios, de seus órgãos ou entidades e das empresas por eles controladas, as operações realizadas com outras instituições financeiras e os recursos obtidos de pessoas jurídicas, em caráter eventual, as taxas favorecidas ou isentos de remuneração.”

A PLP aborda os números das cooperativas de crédito brasileiras enfatizando sua rede de atendimento constituída de 4.700 pontos:

  • “Isso fica bastante visível quando nos deparamos com a presença das cooperativas de crédito onde os bancos oficiais (Banco do Brasil, CEF, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e Bancos estaduais) não se encontram.
  • Como é o caso do estado de Rondônia onde se constata que as cooperativas estão em 29% dos municípios onde os bancos oficiais não estão,
  • o mesmo acontece em Mato Grosso, onde as cooperativas além de estarem presentes em outros municípios também estão em 53% dos municípios que os bancos oficiais não estão;
  • em Minas Gerais o estado que mais possui cidades no país as cooperativas também estão em centenas de municípios e ainda se fazem presentes em 29% dos municípios em que os bancos oficiais não se encontram,
  • no Paraná esse percentual chega a 53%
  • e no Rio Grande do Sul alcança 85% de presença em cidades onde os bancos oficiais não estão.”

“Nesse contexto, é inconcebível aceitar que existam reservas de mercado para o desenvolvimento do país, como é o caso da impossibilidade das prefeituras depositarem seus recursos nas instituições financeiras que de fato estão localizadas em seus municípios e que neles promovem o desenvolvimento e o fortalecimento da economia por meio da oferta de crédito, da geração de emprego e renda, da formação de poupança e da melhoria da qualidade de vida da população.”

“Segundo pesquisa realizada em junho de 2006, em Minas Gerais, pela Unidade de Acesso a Serviços Financeiros do Sebrae, a ausência de agentes financeiros locais prejudica o efeito multiplicador da economia que não ocorre de forma plena, uma vez que existe dispersão de recursos para outros municípios, além de não haver uma seleção e monitoramento adequado dos projetos de investimento na atividade produtiva.”

O presente tema foi abordado neste Portal na semana passada e a matéria intitulada “As cooperativas de crédito e o relacionamento com entes do poder público: o real alcance do §3º do art. 164 da Constitucional Federal“, de autoria de Enio Meinen, aborda o assunto com detalhes. Veja no link 

Veja na íntegra o Projeto de Lei clicando no link PLP 100-2011 Cooperativas de Crédito e a movimentação de recursos de entes públicos.

Disponibilidade de caixa para cooperativas e bancos privados é tema de debate

October 25th, 2011 No comments

XIV Congresso Brasiliense de Direito Constitucional trouxe o tema em um dos últimos paineis do evento

O gerente jurídico da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Adriano Campos Alves presidiu no dia 24/09/11 um dos últimos paineis do XIV Congresso Brasiliense de Direito Constitucional promovido pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), sobre o tema “Acesso às disponibilidades de caixa por Bancos Privados e de Cooperativas de Créditos”. “Esse painel é uma oportunidade para quebrarmos alguns paradigmas, pois esse assunto é tido como um tabu pelas autoridades envolvidas, tendo em vista que muitas delas não discutem o tema da forma como deveriam”, avaliou Adriano Alves. O evento contou com o apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).  
 
Participaram como painelistas o advogado e diretor operacional do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), Enio Meinen, e o também advogado e doutor em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo (USP), professor Rodrigo Pagani de Souza, membro da Sociedade Brasileira de Direito Público (SBDP) e do escritório Sundfeld Consultores Associados.

Concordando com a opinião de Alves sobre o aprofundamento dos debates, Meinen complementou afirmando ser preciso desmistificar o assunto “pois existem posições extremas quanto à questão”. Para fundamentar seus argumentos em defesa ao acesso às disponibilidades de caixa por bancos privados e cooperativas de crédito, Meinen fez uma revisitação ao marco regulatório previsto no Art. 164, § 3º da CF/88, que reserva o acesso a tais disponibilidades apenas aos chamados “Bancos Oficiais”.

Segundo o advogado, a Lei 6.404, de 1976, define bem a expressão “disponibilidades de caixa” como sendo o recurso disponível e livremente movimentável pelos respectivos titulares do numerário. “As preocupações, no entanto, com relação às disponibilidades de caixa das pessoas jurídicas de direito público, entre elas, os municípios, se voltam para a correta administração desses recursos, tendo em vista que são recursos destinados à fazer frente as obrigações do Estado com a Sociedade”, explicou.

Ao longo de sua explanação, Meinen falou ainda sobre as vedações e permissões às cooperativas e apresentou propostas sobre o que precisa ser feito no âmbito regulatório a fim de que seja permitido o acesso às disponibilidades de caixa por bancos privados e cooperativas de crédito. Segundo Meinen, uma das soluções seria o legislador regular adequadamente a ressalva de que trata o §3º, do art. 164 da CF/88, estabelecendo critérios que assegurem as cautelas necessárias à administração desses recursos.
 
No caso particular das cooperativas de crédito, ele sugeriu ainda que fosse discutido pelo setor a restrição (associativa) de que trata o parágrafo único do art. 4º da LC 130/2010. O advogado Rodrigo Pagani de Souza também defendeu a ampliação de acesso às disponibilidades. Segundo ele, o depósito das disponibilidades de Estados, Distrito Federal e Municípios pode ser feito em instituições financeiras privadas, desde que exista uma lei ordinária do ente da federação titular dos recursos que autorize e seja observado o processo licitatório. “Esses dois requisitos fundamentais têm que ser atendidos, sob pena de serem estabelecidos privilégios injustificáveis”, afirmou o advogado.
 
Atento às discussões esteve o superintendente do Sescoop, Luís Tadeu Prudente Santos. “Os debates de hoje foram muito importantes, em especial para as cooperativas, pois permitiu o diálogo e a construção de mecanismos de segurança para o cidadão”, destacou. “O evento superou as expectativas e atingiu o seu objetivo principal, de discutir grandes questões nacionais à luz da Constituição Federal”, concluiu.

Fonte: OCB

As cooperativas de crédito e o relacionamento com entes do poder público: o real alcance do §3º do art. 164 da Constitucional Federal

October 25th, 2011 No comments
Enio Meinen
Enio Meinen

A Constituição Federal de 1988, generosa no acolhimento de conteúdos de reduzido impacto para o desenvolvimento do país e o bem-estar de seus cidadãos, em geral patrocinadas por movimentos corporativos, alberga vários dispositivos que desafiam o direito de escolha – e a inteligência – daqueles que detêm o poder originário, ou seja, os eleitores.

Nesse diapasão, o legislador constitucional, fazendo pouco caso dos valores supremos da livre iniciativa e da livre concorrência que a própria Lei Fundamental enaltece (art. 170, “caput” e inciso IV), impôs monopólio estatal, em atividade típica de mercado, ao determinar, no §3º do art. 164, que

As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no Banco Central; as dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele controladas, em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei .“ (sem que fosse necessário, a Lei Complementar 101, de 04-5-00 – Lei de Responsabilidade Fiscal -, no art. 43, reproduz a orientação constitucional, referindo que “As disponibilidades de caixa dos entes da Federação serão depositadas conforme estabelece o §3º do art. 163 da Constituição”).

Clique sobre a imagem para baixar a apresentação utilizada no XIV Congresso Brasiliense de Direito Constitucional do IDP

Dada a realidade, e entendido que a circunstância de as cooperativas de crédito funcionarem sob a autorização do Banco Central do Brasil não as torna instituições financeiras oficiais, vamos à exata compreensão do que sejam “disponibilidades de caixa”, mesmo porque não falta quem queira ampliar, por conta própria, o alcance da reserva constitucional. 

Disponibilidades de caixa

A rubrica contábil-financeira “disponibilidades”, segundo se depreende de consulta à Lei 6.404, de 1976 (Lei das Sociedades Anônimas e orientadora de padrões contábeis), indica dinheiro em caixa ou recursos confiados a bancos sob a condição de serem  livremente movimentáveis pelo titular. Ou seja, alcançam tão somente valores imediata e incondicionalmente à disposição do ente público.

 A toda evidência, portanto, não estão abrangidos pela “reserva de mercado” aqui combatida os recursos – ainda que oficiais – direcionados, por lei ou convenção, a um propósito determinado. É o caso, por exemplo, das reservas que compõem os fundos constitucionais (FCO, FNE e FNO e outros), o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e outros patrocinados pelos entes públicos em qualquer esfera (exemplo: fundos de desenvolvimento municipais), vez que têm destinação específica, não movimentáveis senão para cumprir a finalidade para a qual foram acumuladas. Neste caso, a União ou, conforme a iniciativa da constituição, qualquer dos outros entes públicos não pode dispor livremente dos recursos, pois, para esse propósito, revestidos de indisponibilidade.

Daí que, de conformidade com as leis que disciplinam a constituição e o funcionamento desses fundos – o projeto de lei (PL) n° 40/2011, relativo ao FAT, vai nessa direção -, é possível as cooperativas de crédito e os seus bancos cooperativos terem acesso a recursos assim segregados, inclusive como gestores das reservas. Aliás, é um direito das cooperativas, pois a Lei Complementar 130, de 2009, no § 2º do art. 5º faz ver que As cooperativas de crédito, nos termos da legislação específica, poderão ter acesso a recursos oficiais para o financiamento das atividades dos seus associados”. De esclarecer que o vocábulo “poderão” indica uma faculdade do lado das cooperativas, e não uma mera possibilidade a critério de terceiro (legislador, autoridade do poder executivo ou banco oficial).  

Em igual sentido, por idênticas razões, desde que seguidas as diretrizes da Lei Complementar 101/00 e da Lei 9.717/98, observado o direcionamento de que trata a Resolução n° 3.922, de 25-11-10, os bancos cooperativos (instituições financeiras privadas, de propriedade das cooperativas de crédito) e os fundos de investimento que patrocinarem  podem ser  gestores de recursos dos regimes próprios de previdência social instituídos pela União e pelos Estados, Distrito Federal e Municípios. Em relação às cooperativas de crédito, pelo fato de a captação de depósitos ser restrita a associados, e considerando as dificuldades impostas ao vínculo associativo das entidades fechadas de previdência complementar dos servidores, por serem de natureza pública (art. 40, §15, da Constituição), tem prevalecido o entendimento de que não podem participar (diretamente) da gestão de tais reservas ou disponibilidades (podem, todavia, fazê-lo indiretamente, canalizando os recursos aos bancos cooperativos e a seus fundos de investimento).   

Apenas como evidência em reforço à possibilidade de as instituições financeiras privadas acolherem recursos com essa origem, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, reunido em sessão Plenária no dia 28-3-07, ao apreciar consulta formulada pela Associação Paulista de Entidades de Previdência Municipal – APEPREM e pela Prefeita Municipal de Francisco Morato, assim respondeu a um dos quesitos então formulados: Embora possam ser considerados recursos públicos, sobretudo em razão da personalidade jurídica de direito público dos Institutos Próprios de Previdência, os valores que são recolhidos a essas entidades não se inserem nas chamadas ‘disponibilidades de caixa’, para efeito de incidência do §3º do artigo 164 da Constituição Federal”.

Seguindo no rol (exemplificativo) de operações e serviços não afetados pelo dispositivo constitucional, é absolutamente livre a firmatura de parcerias entre as cooperativas de crédito (ou seus bancos cooperativos) e os entes do poder público (incluindo as respectivas autarquias, fundações e empresas estatais) para a prestação de serviços de arrecadação de tributos (até porque o recurso ainda não compõe o caixa) e o pagamento da folha dos servidores públicos (pois é despesa, que reduz as disponibilidades). Nessa perspectiva, merece reconhecimento a iniciativa do Conselho Monetário Nacional de fazer constar tal faculdade na Resolução n° 3.859/10, art. 35, VI, “a” [de igual forma, louve-se a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) – composição plena - retratada no julgamento da Rcl-AgR 3872/DF, incidente sobre a ADIn 3578-9/DF].

Bem, delimitado o (restrito) alcance da reserva constitucional, e diante da dificuldade de, neste momento, reescrever o § 3º do art. 164, a solução – em homenagem aos princípios da livre iniciativa, da livre (e leal) concorrência, da eficiência e, ainda, do direito de livre escolha dos cidadãos – passa pela construção de marco legal infraconstitucional que corrija pelo menos parte da iniquidade, iniciativa essa compatível com a parte final do dispositivo – “ressalvados os casos previstos em lei”.

A primeira indagação que se impõe é: a lei em questão pode ser de iniciativa do correspondente ente federado ou deve ser de abrangência nacional (única)?

A lógica, diante do princípio constitucional da autonomia política, administrativa e financeira dos entes federados, indica que cada qual dos componentes da federação tem o poder de regular a matéria segundo os seus interesses. Nesse diapasão, focando os municípios, veja-se, a título de exemplo, os arts. 18, “caput”; 30, III; 34, V, “b, e VII, “c” , e 160 da Lei Suprema. É como diz a FAMURS – Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (http: //www.cdprs.com.br), manifestando-se  em démarche que discutia a possibilidade de a folha de pagamento dos servidores públicos municipais passar por dentro da rede financeira privada:

Fruto da conquista obtida na Constituinte de 1988, os Municípios detém (sic) autorização constitucional para gerenciar seus próprios recursos financeiros, decorrentes das transferências previstas na Carta da República, bem como da arrecadação própria, através dos tributos, taxas e contribuições locais. De igual forma, cabe exclusivamente aos Poderes legitimados do ente municipal a definição de como aplicar o orçamento definido em lei, e ainda criação e gerenciamento da despesa pública”.

Ocorre, no entanto, que o STF, em diferentes precedentes, consolidou entendimento de que a lei a regular as ressalvas à Constituição deveria ser “ordinária federal, de caráter nacional” (ADIns 2.600-3/ES; 2.661-5/MA; 3.075-2/PR e 3.578-9/DF).

Diante disso, resta a articulação e a mobilização para a edição de lei nacional que preveja as situações nas quais seja possível coadministrar recursos públicos classificados como “disponibilidades de caixa”.

Relativamente às cooperativas de crédito (aspecto que não contamina os bancos cooperativos), há que se superar, ainda, a limitação de que trata o parágrafo único do art. 4º da Lei Complementar 130/09, verbis:

“Não serão admitidas no quadro social da sociedade cooperativa de crédito pessoas jurídicas que possam exercer concorrência com a própria sociedade cooperativa, nem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios bem como suas respectivas autarquias, fundações e empresas estatais independentes”.

Ou mesmo do art. 2º, §1º, do mesmo diploma: “A captação de recursos e a concessão de créditos e garantias devem ser restritas aos associados, ressalvadas as operações realizadas com outras instituições financeiras e os recursos obtidos de pessoas jurídicas, em caráter eventual, a taxas favorecidas e ou isentos de remuneração”.

Ou seja, no âmbito das cooperativas de crédito, até mesmo por conta da redação do art. 192 da Constituição Federal (que exige lei complementar para disciplinar as atividades dos componentes do sistema financeiro nacional – SFN -, abrangidas as cooperativas de crédito), a questão terá de ser resolvida por lei complementar. A nova indagação que se impõe é: deverão as cooperativas de crédito insistir no direito de associar entes do poder público, combinado com o direito de gerir suas disponibilidades, ou poderiam/deveriam elas optar por outra solução?

Parece que o caminho da associação de entes públicos, mesmo que limitada aos Municípios, é a alternativa que oferece mais dificuldades. Com efeito, o entendimento – inclusive no âmbito do Banco Central do Brasil – é de que a vinculação associativa (ou, por outra, a participação societária em empresas privadas) depende de manifestação legislativa caso a caso. Traduzindo, para cada movimento de associação (em cooperativa de crédito) por um Município deveria haver lei autorizativa aprovada pela respectiva Câmara de Vereadores.

A saída, dispensada a associação, seria ampliar o rol de exceções previstas no §1º do art. 2º  da Lei Complementar 130. Por aí, em sede de lei complementar, poderiam as cooperativas de crédito obter autorização para captar depósitos à vista e a prazo dos Municípios, seus órgãos, entidades e empresas que controlar, sem a necessidade de associá-los.  Uma redação (sugestiva) poderia ser

“A captação de recursos e a concessão de créditos e garantias devem ser restritas aos associados, ressalvados a gestão de disponibilidades de caixa dos Municípios, de seus órgãos ou entidades e das empresas por eles controladas , as operações realizadas com outras instituições financeiras e os recursos obtidos de pessoas jurídicas, em caráter eventual, a taxas favorecidas ou isentos de remuneração”. 

Dessa forma, as cooperativas de crédito poderiam gerir tais recursos sem a necessidade de associar os entes públicos (no caso, Municípios e órgãos, entidades e empresas vinculados), atribuindo-lhes remuneração adequada (de mercado).

A proposta de deixar de fora os Estados e o Distrito Federal (a União necessariamente deve direcionar seus recursos para o Bacen, inadmitida qualquer exceção) tem a ver com a natureza das cooperativas de crédito, notadamente no que se refere à sua vocação de instituições financeiras locais, cujos aspectos serão melhor abordados na sequência. De resto, há de se reconhecer os incontáveis obstáculos que teriam de ser removidos para convencer tais entes a manter um relacionamento nesse nível com esta ou aquela cooperativa (lembrando que na escolha de uma, ou mesmo de algumas, as demais ficariam de fora… Como justificar a preferência?). Por fim, além de facilitar o diálogo com o legislador e autoridades do poder executivo, o foco nos Municípios deixaria a iniciativa mais próxima do objetivo da Constituição Federal, que não cogita de uma ressalva generalizada (a exceção é admitida “em determinados casos”, nos dizeres da Ministra Ellen Grace – julgamento da ADIn 2.600-3/ES, conforme trecho do voto abaixo reproduzido).

A outra questão que se impõe é: para atender às cooperativas de crédito, bastaria a inclusão ressalvatória proposta na atual Lei Complementar 130/09 (redação acima), ou deveria, mesmo assim, ser editada uma lei ordinária federal, de caráter nacional (na versão do STF), a disciplinar o acesso do conjunto das instituições financeiras privadas?

Examinando-se as decisões da Suprema Corte, chega-se a conclusão de que a exigência de lei nacional tem a ver, unicamente, com a necessidade de o ato legislativo abranger a União , seus órgãos, entidade e empresas.  Não haveria como lei estadual ou municipal tratar de interesses da esfera federal. Veja-se, a propósito, o seguinte trecho do voto da Ministra Ellen Gracie (relatora) no julgamento da ADIn 2.600-3/ES:

“O dispositivo impõe essa regra, ressalvando, no entanto, a possibilidade de lei dispor de modo diverso, em determinados casos. Essa lei exceptiva, no meu entendimento, é lei federal de caráter nacional, pois a expressão ‘ressalvados os casos previstos em lei’, além de fazer referência às disponibilidades financeiras de Estados, Distrito Federal e Municípios, o faz também em relação às disponibilidades de órgãos e entidades do Poder Público e das empresas por ele controladas, estando incluídos, portanto, os órgãos, entidades e empresas pertencentes à União”. O voto em questão acabou sendo a referência para todos os demais julgamentos sobre a matéria no âmbito do STF.

Assim, pelo menos no caso das cooperativas de crédito, é legitimo o uso do recurso da lei complementar, pois:

  1. não se pode modificar a Lei Complementar 130/09 por outra que não seja de mesma hierarquia;
  2. é compatível com o espírito que moveu as decisões do STF;
  3. tem abrangência equivalente ao da lei ordinária federal de caráter nacional. Ademais, se não for utilizada a via da lei complementar, como fazer frente à lei complementar 101/00, que, em seu art. 43, “caput”, é categórica em afirmar que as disponibilidades de caixa têm de ser depositadas em bancos oficiais, não admitindo qualquer ressalva (ela não reproduz a oração “ressalvados os casos previstos em lei” constante da parte final do §3º do art. 164 da Constituição)? Será que uma lei ordinária federal, ainda que de “caráter nacional”, seria suficiente ou legítima – do ponto de vista formal – para produzir exceções ao texto do referido expediente legislativo…?

 

Seguindo nessa linha, há, ainda, a dúvida relacionada com a necessidade, ou não, de mudança concomitante da já mencionada Lei Complementar 101/00, art. 43, “caput”, seja por outra de mesmo nível ou mesmo por uma lei ordinária federal de caráter nacional. Entendemos que uma vez aprovada a modificação na Lei Complementar 130, como proposto, no que se refere, unicamente, às cooperativas de crédito fica dispensada qualquer outra providência legislativa. Diante do paralelismo antagônico (leis complementares – de mesma hierarquia, portanto – tratando o mesmo tema de forma diferente), prevalecerá a lei posterior (mais recente) e específica.

E quanto às (demais) condições a serem preenchidas para o acesso das cooperativas de crédito às disponibilidades de caixa dos Municípios?  Parece-nos que, somados às diretrizes já constantes na atual legislação, pelo menos mais dois aspectos deveriam ser observados, quais sejam,

  1. a submissão a processo licitatório para a escolha da melhor oferta (havendo mais de uma instituição financeira legalmente habilitada) e
  2. a alocação das disponibilidades em ativos seguros e de pronta e incondicional liquidez (ou, como já propõe a Lei Complementar 101/00, no §1º do art. 43, “… aplicadas nas condições de mercado, com observância dos limites e condições de proteção e prudência financeira”).

Apenas para argumentar, se bem que tal restrição poderia limitar demais a atuação das cooperativas, um outro parâmetro – cogitável para o caso de dificuldade extrema no avanço pretendido -,  poderia ser a densidade populacional (para atendimento de pequenos municípios) ou, ainda, a ausência de agência de banco oficial na respectiva praça (como, aliás, sugere o Ministro Nélson Jobim, do STF, ao proferir o seu voto no julgamento da  ADIn 2.600-3/ES:

“…A parte final do §3º destaca: ‘ressalvados os casos previstos em lei’. É exatamente a hipótese que se deixou aberta para a possibilidade de não haver bancos oficiais em um determinado local do País ou capital do estado. Com as privatizações dos bancos estaduais, se reduz o espectro dos bancos oficiais, então, abre-se uma janela para a possibilidade de que, não havendo bancos oficiais em determinado local, a lei autorize, sempre como regra de exceção”).  

Levantamento feito pela Organização das Cooperativas Brasileiras, tendo como referência junho de 2010 – último dado disponível –, desconsiderando os correspondentes bancários, dá conta que havia 416 municípios atendidos apenas por cooperativas de crédito, com uma população média de cerca de 5.000 habitantes. Por rara coincidência, se tomadas as praças servidas por cooperativas de crédito e desassistidas por bancos oficiais federais e estaduais, chegamos exatamente ao mesmo número.  Ao considerar-se a comparação apenas com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica – ausentes em 2.500 municípios brasileiros -, esse contingente sobe para 586 comunidades.

Cooperativas de Crédito são instituições financeiras locais

Esse cenário, aliás, constitui elemento argumentativo de grande relevância em favor de uma maior aproximação das cooperativas de crédito com os entes públicos municipais, pois evidencia que tais entidades, por vocação, são mais identificadas e mais envolvidas com as comunidades. Adicione-se a circunstância de os usuários das operações e serviços das cooperativas (associados/donos) serem das próprias comunidades e, como cidadãos locais, decidirem os rumos dos respectivos municípios (pela eleição e monitoramento dos vereadores e prefeitos).

Outra circunstância que milita em favor das cooperativas é o fato de serem instrumentos de desenvolvimento local, com plena autonomia para ajustar a sua política creditícia e de gestão da poupança à realidade do lugar. Essa flexibilidade permite acompanhar adequadamente o ciclo econômico de cada município e respeitar as suas aptidões e potencialidades sócio-econômico-culturais, com geração e incremento de renda, estimulando a fixação dos jovens nas próprias comunidades. Aliás, não é sem motivo que a Constituição Federal de 1988, em seu art. 174, §2º, determina que “A lei apoiará e estimulará o cooperativismo…”, e em seu art. 192, proclama que o sistema financeiro nacional – incluídas expressamente as cooperativas de crédito – seja “… estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do país e a servir aos interesses da  coletividade…”.(destaques nossos).

A concentração do mercado financeiro

De mais a mais, não se pode olvidar que a concentração de mercado, o monopólio e o protecionismo (estatais, no caso), por impactarem adversamente a competitividade, são sinônimos de redução de eficiência, de acomodação e de descaso com o cidadão e com a coletividade. Em síntese, vão ao encontro do desinteresse público, razão pela qual torna-se imprescindível o imediato protagonismo de novos agentes na atividade aqui reportada, entre eles, especialmente, as cooperativas de crédito.

Daí a pergunta final: por que não dar aos próprios cidadãos locais – também donos das cooperativas – o direito de decidirem quem deve administrar os recursos que eles mesmos geram e que devem ser revertidos em seu único benefício?

Ênio Meinen – Advogado cooperativista e autor de várias obras jurídicas e relacionadas à gestão de cooperativas de crédito

Veja a apresentação do conteúdo em PDF Cooperativas de crédito e o art 164 parág 3o da CF

Copom reduz Selic de 12% para 11,5% ao ano

October 19th, 2011 No comments

BRASÍLIA – O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou 0,5 ponto percentual dos juros e fixou a taxa básica (Selic) em 11,5% ao ano, mesmo com pressões do Palácio do Planalto sobre o Banco Central (BC) por uma queda maior. A decisão foi por unanimidade e sem viés.

Segundo o comunicado do comitê, divulgado há pouco, o Copom entende que “ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básico é consistente com o cenário de convergência da inflação para 2012″.

Mesmo com a pressão política, a maioria dos analistas e dos aplicadores previam um corte desse tamanho. Os negócios fechados, nesta quarta, no mercado futuro de juros apostavam numa queda de 0,5 ponto percentual. Apenas algumas instituições ousaram prever um corte maior, de 0,75 ponto percentual ou até 1 ponto percentual.

O presidente do BC, Alexandre Tombini, já havia avisado no início do mês passado que os futuros cortes seriam “moderados” e compatíveis com a volta da inflação para o centro da meta de 4,5% no fim do ano que vem, já que abandonou esse objetivo para este ano. A palavra “moderado” foi entendida como um corte de 0,5 ponto percentual pelo mercado. Tombini também tinha classificado a situação atual como “muito delicada” porque combina o risco de países quebrarem isso vira risco financeiro num cenário de perspectivas de baixo crescimento.

- O Banco Central tem comunicado que, olhando para frente, nas atuais condições ajustes moderados da taxa de juros são consistentes com a convergência da inflação para o centro da meta em dezembro de 2012, conforme é o nosso objetivo explicitado – disse Tombini na época.

Atualmente, a inflação acumulada nos últimos 12 meses, medida pelo IPCA (índice usado oficialmente), é de 7,3%: acima do limite da meta para o ano que é de 6,5%. No entanto, na visão do BC, esse número chegou ao pico e deve começar a perder força daqui para a frente, uma vez que nos dados recolhidos diariamente, a inflação já estaria dentro do centro da meta de 2012 que também é de 4,5%.

Fonte: O Globo

Concurso cultural dos Poupedis terá ênfase na preservação do Planeta

October 18th, 2011 No comments

Os Poupedis, tradicionais mascotes da poupança do Sicredi, mobilizarão, novamente, o público infantil. Neste ano, eles já ganharam nomes próprios e viraram álbum de figurinhas. Agora, vão estimular o hábito de poupar de uma outra maneira, voltada para a conscientização ambiental.

O que você faz para poupar os recursos naturais do planeta?

O Concurso Cultural “Ajude a poupar o planeta com os Poupedis”, será realizado de 14 e 23 de outubro, e provocará a criançada com a seguinte pergunta: O que você faz para poupar os recursos naturais do planeta? Para participar, basta fazer parte da comunidade dos Poupedis no Orkut (http://www.orkut.com.br/Main#Community?rl=cpp&cmm=113769833) e responder a questão, em até 2048 caracteres, no fórum da comunidade.

A melhor resposta será adaptada para virar um game online e um dos personagens do jogo será inspirado no vencedor do concurso. Além disso, o vencedor receberá em casa um CD personalizado com o game. O resultado será divulgado no dia 31/10/2011 na comunidade do Poupedi no Orkut, no hotsite do Poupedi (www.poupedisicredi.com.br) e na página oficial dos Poupedis no Facebook (http://www.facebook.com/PoupediSicredi).

Mais informações: www.poupedisicredi.com.br

Fonte: Sicredi

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A história do Dia do Cooperativismo de Crédito

October 16th, 2011 No comments

 20/10/2011 - Dia Internacional do Cooperativismo de CréditoO Primeiro Dia do Cooperativismo de Crédito

Em 17 de janeiro de 1927, a Federação de Cooperativas de Crédito de Massachusetts nos Estados Unidos celebrou o primeiro feriado oficial para membros e trabalhadores das cooperativas de crédito. Foi escolhido o dia 17 de janeiro como uma alusão ao aniversário de Benjamin Franklin (1706-1790), conhecido como o “Apóstolo da Economia”.

Dois americanos pioneiros do movimento cooperativista de crédito acreditavam que Franklin simbolizava “a vida e os ensinamentos incorporados no espírito e finalidade das cooperativas de crédito”. Porém, naquele tempo, havia tanta atividade no desenvolvimento de novas cooperativas na América do Norte, que as pessoas estavam, ou demasiadamente ocupadas para celebrar o movimento, ou eram muito novas para reconhecer o significado de suas ações. Assim, após um breve período de teste, acabou o costume de celebrar o Dia do Cooperativismo de Crédito.

A Segunda Oportunidade

Em 1948, a Associação Nacional de Cooperativas de Crédito (CUNA) dos Estados Unidos decidiu tentar estabelecer uma nova data para celebrar o Dia do Cooperativismo de Crédito. A CUNA e a Sociedade de Seguro CUNA Mutual decidiram pela terceira quinta feira de outubro como dia nacional para celebrar o movimento. Nessa época, a maioria dos líderes cooperativistas acreditavam que havia a necessidade de uma data que reunisse as pessoas, para que refletissem sobre sua historia cooperativista, os ganhos de suas cooperativas e para promover os ideais da cooperativa de crédito por todo o país.

Cooperativas de Crédito, as Federações dos EUA e muitas das Assembléias informais de cada estado foram estimuladas a celebrar a nova data de alguma maneira. O feriado era aproveitado como oportunidade para arrecadar fundos para as causas que patrocinavam o movimento e para homenagear os homens e as mulheres que haviam dedicado suas vidas ao desenvolvimento do cooperativismo de crédito.

Onde e como o Dia é Celebrado

Conforme crescia a quantidade de pessoas que se envolviam, criavam-se mais maneiras de comemorar a ocasião. Os membros do Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito, agora celebram a data, abrindo as portas de suas instituições ao público e patrocinando piqueniques, feiras, festivais e desfiles. Com freqüência, as Federações e Assembléias de Cooperativas realizam competições esportivas. Reuniões públicas com visitas de dignitários têm se mostrado eficazes para chamar a atenção dos meios de comunicação e do público. Ocasionalmente, estações de televisão e rádio apresentam entrevistas ou produzem programas especiais sobre as cooperativas de crédito. Artigos especiais ou anúncios aparecem em periódicos e revistas. Há concursos reservados a crianças, festas para jovens e outros concursos para eleger o melhor pôster ou ensaio. Se rende homenagem aos dirigentes cooperativistas do passado, do presente e do futuro em banquetes e jantares dançantes. Além disso, importantes funcionários do governo fazem discursos.

Com os filiados ao Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito, se encontram mais de 188 milhões de pessoas que atendem mais de 50.000 cooperativas de 98 países do mundo inteiro que, potencialmente, podem celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito.

Veja mais sobre o assunto no http://www.confebras.com.br/dicc/

Fonte: Confebrás

Dia 20 de Outubro é o Dia Internacional das Cooperativas de Crédito

October 12th, 2011 No comments

20/10/2011 - Dia Internacional do Cooperativismo de CréditoConhecido Mudialmente, o DICC – Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito – é celebrado na 3ª quinta-feira do mês de outubro, neste ano de 2011 caíra no dia 20. É uma data de imensa importância para o sistema de crédito cooperativo, pelo simples fato de nesse momento ser relembrado todo o suor que os pioneiros do cooperativismo de crédito derramaram em prol da ajuda mútua, do pensar no próximo, do se preocupar com o bem-estar social e econômico das comunidades.

Além de relembrar o passado, o DICC vem para comemorar o presente, o sucesso que o cooperativismo de crédito se tornou, e claro uma data para prever futuros louros para as cooperativas e mais ainda para os cooperados.

As Cooperativas de Crédito Brasileiras há alguns anos vêm aderindo ao SEU dia e comemorando da maneira como desejam.

A Confebras vem tentando unificar as celebrações, reforçando à comemoração promovida pelo WOCCU – Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito – que anualmente lança um novo tema para comemorar o DIA. O tema de 2011 é “As Cooperativas de Crédito Constroem um Mundo Melhor.

A partir desse tema a Confebras convida todas as Cooperativas de Crédito do Brasil, para festejarem o DICC 2011. Em cima da temática sugerida pelo WOCCU, a Confederação produz os materiais promocionais e disponibiliza para todas as Cooperativas de Crédito do Brasil.

As Cooperativas de Crédito que aderirem as comemorações do DICC estarão valorizando o seu papel no mercado cooperativo, e mais, estarão valorizando a sua função perante a sociedade. Por essa a razão a Confebras reitera, e convida todas as Cooperativas do ramo Crédito a se valorizarem e comemorarem o seu DIA. Dia Internacional das Cooperativas de Crédito.

Veja mais sobre o assunto no http://www.confebras.com.br/dicc/

Fonte: Confebrás

Lideranças cooperativas do Ceará se reúne com representantes da Frencoop

October 4th, 2011 No comments

O deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) esteve na sede do Sistema OCB-Sescoop/CE, participando de reunião com lideranças do cooperativismo de Crédito do Estado, durante este mês de setembro.

Na ocasião, os dirigentes discutiram sobre o Plano Estratégico do Sescoop/CE 2010-2013 e ainda puderam apresentar demandas do ramo Crédito para o ano de 2012. Para o deputado, que integra a Frencoop (Frente Parlamentar do Cooperativismo) a visita foi uma oportunidade de conhecer alguns dirigentes cooperativistas cearenses. Ele ainda disse estar à disposição do cooperativismo no sentido de fortalecer o segmento na esfera do Legislativo brasileiro. “Vamos tentar reunir todos os segmentos do cooperativismo para cobrar mais atenção do governo e lutar pela normatização de todos os ramos. Posso dizer que sou um porta-voz de vocês.”

Na Frencoop, Raimundo Gomes de Matos é responsável pelo ramo de Turismo e Lazer, mas o deputado destaca que o trabalho que vem fazendo é em prol de todos os ramos. “No momento que estamos em debate, discutimos o cooperativismo como um todo credito que isso ajudar a fortalecer o movimento”. Matos demonstrou interesse em incentivar a cultura da cooperação nos jovens, como forma de combater a competição excessiva. “É a visão de se ter na sociedade essa cultura, de se estimular isso na educação formal”.

O presidente do Sistema OCB-Sescoop/CE João Nicédio Alves Nogueira aproveitou para falar do Programa Cooperjovem, cujo objetivo é exatamente incentivar, nos jovens o ideal da cooperação, com ações nas escolas de ensino médio. “O senhor falou em trabalhar a cooperação com os jovens e nós temos a experiência de já trabalhar com esse público com o Cooperjovem. Uma das nossas diretrizes, hoje, é trabalhar com o jovem, tentando mudar um pouco essa cultura individualista”.

Nicédio presenteou o deputado com o livro “Educar para Cooperar – Práticas Pedagógicas Cooperativas e Formação de Professores no Programa Cooperjovem”, organizado pelas pesquisadoras Ilana Oliveira Maciel, gerente de capacitação do Sistema OCB-Sescoop/CE e Cecília Rosa Lacerda. Ainda durante a reunião foram discutidas algumas demandas do ramo Crédito para o ano de 2012, como as viagens de intercâmbio para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Canadá. Presente à reunião, o superintendente do Sistema OCB-Sescoop/CE José Aparecido do Santos, o presidente da Unicred Fortaleza, José Nazareno de Paula Sampaio, o presidente da Cooperjuris, Joathan de Castro Machado, o presidente da Federalcred, Antônio Martins Moreira, os conselheiros da Unicred Fortaleza, Vicente Aguiar e César Augusto Mesquita Juaçaba e o gerente da Unicred Sobral, Hamilton Madeira Sousa.

Fonte: Unicred

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Greve dos bancários não afeta as cooperativas de crédito. Evite as greves, associe-se hoje mesmo a uma cooperativa de crédito

September 29th, 2011 1 comment

A mídia está divulgando amplamente o fato dos bancários terem entrado em greve em praticamente todo o país. A greve iniciou esta semana e nesta 5ª feira 38% de todas as agências bancárias do país já estavam fechadas.  No total foram 7.672 agências que não funcionaram no dia de hoje (29/09/11) e muitas outras ainda deverão fechar nos próximos dias.

O Brasil conta atualmente com 20.007 agências bancárias, não considerando neste número os 4.500 pontos de atendimento das Cooperativas de Crédito.

Veja na tabela ao lado que na prática a rede de atendimento do país está na mão de 5 grandes bancos e das cooperativas de crédito, que são hoje a 2ª maior rede de atendimento do país.

 Juntas as cooperativas de crédito tem 18% de toda a rede de atendimento do país.

Em 2010 os bancários ficaram em greve por 15 dias, sendo que na época 40% das agências bancárias deixaram de atender a seus clientes. Em 2009 e em 2008 também houve greve.

As Cooperativas de Crédito não são afetadas pela greve dos bancários, afinal, não são banco, são cooperativas e por isto não estão sujeitas às decisões do Sindicato dos Bancários.

As pessoas que trabalham nas cooperativas de crédito são também associadas à cooperativa e como tal pensam como “donas”, assim como você.

Este é o 4º ano seguido que os bancários fazem greve e até o momento as cooperativas nunca aproveitaram a seu favor o fato de não participarem da greve.

Não seria esta a hora de convidarmos nossos amigos a também associarem-se à uma cooperativa de crédito, evitando assim todos os transtornos que as greves causam?

 

Que outros diferenciais temos a oferecer?

  1. Temos os mesmos produtos e serviços que os bancos;
  2. Temos uma marca conhecida e de credibilidade;
  3. Praticamos preços justos (adequados ao mercado);
  4. Buscamos oferecer um atendimento diferenciado;
  5. Reinvestimos 100% dos recursos na nossa região (e não em outros estados);
  6. Distribuímos as sobras entre os associados;
  7. A administração da cooperativa é feita pelos próprios associados (eleitos em assembléia).

 

Compartilhe este texto com seus amigos. Será um prazer tê-los como associados e donos de uma Cooperativa de Crédito.

Seminário no ES apresenta crise como oportunidade de crescimento do cooperativismo

September 29th, 2011 No comments

Com o objetivo de fortalecer as cooperativas no Estado e mostrar a crise econômica mundial como uma oportunidade para o setor, a Cecoopes – Central das Cooperativas de Economia e Crédito Mútuo do Estado do Espírito Santo promoverá o Seminário “O Cooperativismo e a crise econômica: Momento para Crescer”, no dia 06 de outubro, de 8 às 12 horas, no Hotel Radisson, em Vitória.

Além dos abalos econômicos, o evento pretende reforçar como cenário favorável o fato de 2012 ser o Ano Internacional do Cooperativismo, que terá como slogan “Cooperativas constroem um mundo melhor”. A programação do Seminário inclui duas palestras: uma sobre “A crise econômica mundial”, com o jornalista especialista em Economia do Trabalho, Umberto Martins; e outra sobre “Um novo cenário para crescer”, com o presidente da Cecoopes, José Suzano de Almeida.

A previsão é que a partir do Ano Internacional, decretado pela ONU, sejam deflagradas várias ações em escala planetária, deixando um legado de crescimento do setor para os anos subsequentes. A Aliança Cooperativa Internacional prevê, inclusive, que o cooperativismo será o modelo de negócio com maior taxa de crescimento mundial nos próximos anos.

O Seminário da Cecoopes deverá reunir lideranças, gestores e técnicos de cooperativas de crédito, visando integrá-las e discutir demandas a serem resolvidas para um melhor aproveitamento das oportunidades de crescimento.

PROGRAMAÇÃO

Seminário “O Cooperativismo e a crise econômica: Momento para Crescer”

Data: Quinta-feira, 06 de outubro de 2011

Horário: de 8 às 12 horas

Local: Hotel Radisson, em Vitória (Av. Saturnino de Brito, 217, Praia do Canto, Vitória – próximo ao McDonald’s).

  • 8h00 – Recepção / Café da manhã
  • 8h30 – Credenciamento
  • 9h00 – Abertura oficial
  • 9h10 – Palestra: “A crise econômica mundial”
    • Palestrante: Umberto Martins (Jornalista especializado em Economia do Trabalho, editor adjunto do Portal Vermelho, membro do Conselho Editorial da Revista Princípios e assessor político da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB)
  • 09h50 – Espaço para perguntas
  • 10h00 – Palestra: “Um novo cenário para crescer
    • Palestrante: José Suzano de Almeida (presidente da Cecoopes)
  • 10h40 – Espaço para perguntas
  • 10h50 – Boas-vindas às novas cooperativas singulares associadas à Cecoopes; 
  • 11h15 – Encerramento
  • 11h30 – Almoço de encerramento

Fonte: Cecoopes 

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Conheça a Caja Popular Mexicana, a maior Cooperativa de Crédito da América Latina

September 18th, 2011 No comments
Ramon Imperial Zuñiga, Diretor Geral da Caja Popular Mexicana

Em 15/07/2011 o Diretor Geral da Caja Popular Mexicana, Sr. Ramón Imperinal Zuñiga, também Presidente da ACI Américas, esteve em Nova Petrópolis/RS onde proferiu uma palestra falando da CPM (Caja Popular Mexicana). Segue abaixo o resumo da palestra.

A Caja Popular Mexicana é a maior cooperativa de crédito da América Latina, resultado de uma série de fusões de cooperativas de crédito do México que não existía 20 anos atrás.

Atualmente a cooperativa possui 430 pontos de Atendimento, onde com seus 5.000 funcionários atendem seus 2 milhões de associados, administrando ativos de US$ 2 bilhões e empréstimos de US$ 1,6 bilhões.

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O Cooperativismo de Crédito no México 

O modelo de cooperativas existente no México, e surgido em 1951, é conhecido como “Caja Popular” e tem o mesmo nome utilizado pelas Cooperativas de Crédito do Canadá visto o modelo mexicano ser inspirado no modelo canadense. Apesar de existirem instituições de crédito semelhantes anteriores a 1951 estas não utilizavam o nome de Cooperativas.

Na primeira década as Cajas Populares surgiram fomentadas pela Igreja Católica. Por muitos anos o trabalho realizado nas cooperativas era voluntário, não existindo funcionários. A primeira legislação para as Cajas Populares surgiu em 1991.

As Cajas Populares tem como objetivos:

  • promover e fomentar a cultura de poupança,
  • levar os serviços de poupança e crédito para toda a população, em especial aquela com menores condições,
  • combater os juros elevador
  • formar e educar pessoas cooperativistas, elevando seu nível de qualidade de vida.

Atualmente existem aproximadamente 350 cooperativas de crédito no México. Além delas existem outras 350 entidades chamadas “Cajas Solidarias”, e também “Asociaciones Civiles y Sociedades Rurales”, que trabalham de forma muito similar as cooperativas e que estão buscando sua conversão para Cooperativas de Crédito (Cajas Populares). Este é um número aproximado (700 entidades) visto que não existe uma entidade oficial que faça o registro oficial destas entidades.

O México conta atualmente com 5 milhões de pessoas associadas a cooperativas de crédito e considerando que a família média é formada por 4 pessoas, aproximadamente 20 milhões de mexicanos tem vínculo com uma cooperativa de crédito. Isto representa 18% da população do país que é de 112 milhões de habitantes. As 700 cooperativas, somadas, contam com 1.800 pontos de atendimento, localizadas principalmente onde não existem outras instituições financeiras. A visão principal é que o mais importante em uma cooperativa são as pessoas e não o patrimônio ou o dinheiro que estas tem.

No México as Cooperativas de Crédito são reconhecidas como instituições financeiras, porém sem finalidade de lucro. Apesar disto, as Cajas Populares não tem acesso à compensação, nem aos meios eletrônicos de pagamento. Com isto estas também não contam com movimentações pela internet. Recentemente as Cajas foram autorizadas a emitir cartões de débito e crédito.

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CAJA POPULAR MEXICANA – Sociedad Cooperativa de Ahorro y Préstamo

No ano de 1992 haviam no México 237 Cajas Populares e após um processo de análise do setor cooperativo, 138 destas cajas concordaram em iniciar um processo de integração (fusão) para formar uma única cooperativa. Esta decisão não foi tranqüila visto que cada cooperativa possuía uma identidade individual muito forte e que cada Conselho de Administração teve de analisar e concordar com este processo de fusão. Este movimento ocorreu após o surgimento em 1991 da primeira legislação para as Cajas Populares.

Em 1994 surgiu no México uma outra alternativa legal para a constituição de “Cooperativas de Ahorro y Crédito” e com isto 76 das 138 cooperativas que haviam aderido ao projeto inicial desistiram da fusão. Com isto, 62 cooperativas mantiveram-se firmes no intuito da fusão, surgindo assim, no período de 1994 a 1996, a Caja Popular Mexicana (CPM), a maior cooperativa de crédito da América Latina.

Este processo de fusão foi voluntário e simultâneo, com aprovação pelos associados em assembléia, após o qual foram unificados de uma só vez 13 diferentes sistemas informáticos, 23 planos contábeis, 62 conselhos de

Estados em que a Caja Popular Mexicana está presente

administração, fiscal e comitês de crédito, unificação da imagem (marca), unificação dos produtos e serviços e também dos processos.

Atualmente, 40% dos 430 pontos de atendimento estão localizados em áreas rurais, além de cidades pequenas e médias, com pouca presença em cidades grandes. A Caja Popular Mexicana está presente em 22 estados (faltam 7 estados) e em aproximadamente 215 municípios do México, sendo normalmente a única instituição financeira presente.

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Associados da CPM

Em 1996, após o processo de fusão a Caja Popular Mexicana contava com 211 mil associados, no ano 2000, com 488 mil associados, em 2005 com 938 mil associados e atualmente com 2 milhões de associados. Atualmente ingressam mensalmente na CPM entre 25 e 30 mil associados. Entre os associados cerca de 10% são crianças e jovens.

O valor médio de depósitos de cada associado é de US$ 750,00 e o valor médio de empréstimos é de US$ 1.400,00. Os empréstimos são em média 20% mais baixos que o mercado.

Dos associados da Caja Popular Mexicana, 54% são mulheres, 70% são casados, 27% são empregados, 22% são donas de casa e 15% são comerciantes. A idade média dos associados está entre 25 e 44 anos, totalizando 50% do total, sendo a maioria deles classificados nas classes “C” (47%) e “D” (também 47%).

 

Modelo Conceitual da Caja Popular Mexicana

Nos últimos anos foi dada uma grande atenção às boas práticas de governança, principalmente na segregação de atividades entre o Conselho de Administração e a Gestão Executiva. Esta questão tem uma importância fundamental na Caja Popular Mexicana, principalmente por ser constituída por 2 milhões de associados.

No modelo conceitual da CPM os pontos de atendimento tem grande importância na cooperativa visto que são elas que mantêm o contato com os associados, sendo responsáveis pelo fortalecimento da identidade cooperativa. As assembléias são realizadas com os associados de cada um dos 430 pontos de atendimento.

A Capa Popular Mexicana busca o desenvolvimento local em cada ponto de atendimento ao mesmo tempo que buscam a integração nacional, dando força e competitividade ao todo.

Para gerenciar os riscos à que estão sujeitos qualquer empresa a CPM busca não concentrar créditos ou captação. A liquidez é aplicada em Bancos Comerciais, buscando também a diversificação para reduzir os riscos.

A estrutura de governança da Caja Popular Mexicana é formada da seguinte forma:

  • 3.000 dirigentes, cada um ligado a um dos 430 pontos de atendimento. Estes dirigentes não dão expediente integral e recebem compensação financeira proporcional ao tempo destinado à cooperativa;
  • Estes dirigentes possuem representação nos 25 Conselhos Administrativos de Praça;
  • Estes Conselhos Administrativos de Praça são representados no Conselho de Administração da Caja Popular Mexicana;

Nas assembléias locais a participação dos associados gira em torno de 15 a 20% dos associados. A maior participação dos associados dá-se nos pequenos e médios municípios, com reduzida participação nos grandes municípios.

As Assembléias dão-se em 3 instâncias, sendo as 430 AGO´s locais, as 25 AGO´s de Praça e a AGO Nacional. Cada uma destas AGO´s tem alçadas diferentes e tomando como exemplo a distribuição das sobras, as AGO´s locais podem definir a destinação de 1/3 das sobras do seu ponto de atendimento, as AGO´s de Praça definem a destinação de outro 1/3 das sobras e a AGO Nacional define a destinação dos 1/3 remanescentes. Normalmente o 1/3 de responsabilidade das AGO´s locais são destinados para obras sociais e os restantes 2/3 são destinados para reservas.

As deliberações de crédito são realizadas em cada ponto de atendimento, com um comitê de crédito formado por 5 pessoas.

Por Márcio Port

2º Pense Sicoob: Evento reúne autoridades do Cooperativismo de Crédito do Brasil

September 15th, 2011 No comments

Com 2 milhões de associados, ativos que crescem em média 40% ao ano e novas adesões se multiplicando, o SICOOB desponta como uma forte alternativa ao sistema financeiro convencional

O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), maior sistema de cooperativas de crédito do país, realiza no próximo dia 22 de setembro, em Brasília, um encontro nacional para discutir o futuro do cooperativismo de crédito. O evento, denominado 2º Pense Sicoob, reunirá líderes cooperativistas, autoridades políticas e representantes de instituições do país inteiro e apresentará paineis e palestras sobre o mercado financeiro nacional.

Em um cenário de crise global, o cooperativismo de crédito se reafirma como uma alternativa para as pessoas que buscam uma opção segura e mais acessível aos serviços financeiros. A maioria das recentes medidas econômicas anunciadas pelo governo provocou restrição de crédito nos bancos. Os resultados dessas decisões para o modelo cooperativista são positivos já que a maior parte das alterações no regime tributário e de compulsórios não atinge o segmento.

As cooperativas de crédito oferecem os mesmos produtos disponibilizados pelos bancos comerciais, como cartões de crédito, conta-corrente, aplicações, poupança e seguros, porém, com taxas e juros mais atrativos. Além disso, enquanto nos bancos comerciais existe a figura do cliente, nas cooperativas de crédito os associados são donos do negócio, tem direito a voto nas decisões e participam da distribuição dos resultados da instituição.

O evento celebra também os 15 anos de desenvolvimento do Sicoob, que conta hoje com mais de 2 milhões de associados e está presente em 23 estados e no Distrito Federal. Ainda durante o encontro será realizada uma exposição histórica sobre o Sicoob.

Desenvolvimento do Cooperativismo de Crédito

O cooperativismo de crédito é um setor que se desenvolve em ritmo constante, mesmo diante de uma crise global. Só no ano passado, os ativos do sistema cooperativo de crédito cresceram 30 % em relação ao período de 2009. Os ativos das 1.370 sociedades de crédito eram de R$ 52,8 bilhões em 2009 e evoluíram para R$ 68,7 bilhões em 2010, com perspectiva de chegar a R$ 88 bilhões em 2011. No Sicoob, o crescimento foi de 41,06 % em ativos totais, de R$ 17,6 para R$ 24,8 bilhões. O crescimento nos depósitos totais foi de 75,10% e nas operações de crédito o aumento foi de 37,02%.

Sobre o Sicoob

O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) possui 2 milhões de associados em todo o país e está presente em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal. O Sicoob é composto por 577 cooperativas singulares, 15 centrais de crédito e a Confederação Nacional de Cooperativas de Crédito do Sicoob (Sicoob Confederação). O sistema tem como parceiro financeiro o Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob) que opera como provedor de produtos e serviços financeiros para as cooperativas. A rede Sicoob é a sexta maior entre as instituições financeiras que atuam no país, com aproximadamente 1.900 pontos de atendimento. As cooperativas inseridas no sistema oferecem uma ampla rede de serviços e produto para todos os associados e proporciona o acesso a recursos financeiros especiais para empréstimo, investimento e capital de giro, com taxas e juros mais acessíveis.

Fonte: Sicoob

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Boas práticas que desafiam o cooperativismo de crédito brasileiro

September 10th, 2011 4 comments

O lugar que ocupamos é menos importante do que aquele para o qual nos dirigimos (Leon Tosltói)

Enio Meinen
Enio Meinen

Texto de Ênio Meinen*

Ninguém entre os atores do cooperativismo de crédito brasileiro tem dúvida de que o setor avançou consideravelmente nos anos mais recentes, aproveitando-se, como fator externo, das prerrogativas legais e regulamentares, e, internamente, do aperfeiçoamento da gestão.

Mas, considerando o propósito maior de figurarmos entre as instituições que “fazem diferença” ou “exercem real influência” no meio financeiro, há muito trabalho pela frente. O bom, no entanto, é que, além de conhecermos os nossos “gargalos” – que, no conjunto, ainda nos distanciam consideravelmente da base ideal de associados e do volume mínimo de negócios esperado -, sabemos que as soluções para um futuro melhor se situam exclusivamente em nossa “área de influência”. 

Neste artigo convido-os a refletirem sobre oito temas que se encontram no rol de nossos maiores desafios no macrocampo da gestão. Para facilitar o entendimento, ordenarei a abordagem de modo a evidenciar, em primeiro plano, o estado (ou o comportamento) ideal;  logo a seguir, as lacunas ainda existentes em relação a cada aspecto, e, por fim, apresentarei – sem a pretensão de esgotamento da lista de iniciativas – quatro possíveis medidas para aproximar (no sentido positivo) as duas perspectivas.

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1. Postura sistêmica

1.1 – O IDEAL: valer-se adequadamente dos benefícios do ganho de escala, da economia de escopo e da sinergia entre as diferentes entidades.

1.2 – O REAL: embora já possamos notar apreciável evolução nesse particular, com exemplos louváveis dentro de nosso movimento, ainda carecemos, no geral, de:

a) maior uniformização de políticas, produtos/serviços e processos, bem como de uma sintonia mais visível entre os líderes das diferentes entidades federadas (estamos, ainda, distantes da almejada “coalização sistêmica”);

b) uma efetiva redução do paralelismo e da sobreposição de estruturas e de ações em diversas áreas (singulares, centrais, confederações e bancos cooperativos);

c) um melhor aproveitamento das possibilidades de alocação corporativa de componentes organizacionais cujas atividades tenham repercussão sistêmica;

d) maior compromisso com soluções e projetos corporativos (negócios e retaguarda).

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2. Aglutinação entre cooperativas

2.1 – O IDEAL: aproveitar os benefícios do ganho de escala (limites operacionais, volumes x política de precificação, expansão da rede e do número de associados etc) e da racionalidade administrativa.

2.2 – O REAL: nos últimos três anos, tivemos cerca de 90 processos de união entre cooperativas dos diferentes sistemas, iniciativas juridicamente classificadas como incorporações. Mesmo reconhecendo que estamos mais atentos a essa oportunidade, podemos:

a) ser mais diligentes com o tema, iniciando (mediante coordenação das respectivas centrais) por um planejamento que, a partir do redesenho da área de atuação coberta pela central, preveja ações de curto, médio e longo prazos;

b) dar ênfase às cooperativas cujos quadros sociais tenham afinidade imediata, sejam complementares entre si (ex.: cooperativas com associados de perfil mais poupador unindo-se a cooperativas com cooperados mais demandadores de recursos) e\ou cujas áreas de atuação sejam coincidentes ou contínuas, induzindo o processo com vistas a um melhor aproveitamento das oportunidades de mercado;

c) ser mais arrojados na abordagem e na implementação de ações, de modo a impedir que cooperativas que estejam em situação confortável hoje se tornem inviáveis amanhã (as incorporações devem também ter caráter preventivo, não se prestando apenas como medidas reativas para salvar cooperativas com problemas).

  • Aqui vale uma ilustração, que bem denota a importância que se deve atribuir a essa iniciativa: há poucos dias estivemos visitando, em Giessen (cidade de 70.000 habitantes), na região central da Alemanha (Hessen), o banco cooperativo (volksbank) Mittelhessem, cujo dado mais representativo – e inédito – em sua história é o fato de ter passado por 200 (isso mesmo!) incorporações. Hoje é o terceiro maior banco cooperativo alemão – excluindo os dois bancos centrais -, e tem entre os seus beneficiários um em cada dois habitantes de sua área de atuação;

d) por iniciativa das respectivas confederações, inserir as cooperativas centrais na pauta de discussões, pois as aglutinações nesse âmbito, além de convenientes e próprias para “servir de exemplo”, já se  constituem necessárias em muitos casos.

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3. Estrutura patrimonial

3.1 – O IDEAL: manter, em todos os níveis da estrutura sistêmica, patrimônio adequado para os investimentos, as operações (limites) e o suporte aos riscos de crédito, mercado\liquidez, operacionais e outros (Basileia).

3.2 – O REAL: a situação chega a ser de relativo conforto em um número razoável de cooperativas singulares que adotam soluções criativas para angariar capital e ampliar reservas, ou que definem regras para capitalização contínua. Entretanto, na grande maioria das cooperativas, especialmente ao se considerar o volume de negócios que podem (ou devem) ainda alcançar, a estrutura de capital mostra-se acanhada. Também em grande parte das centrais, confederações e nos bancos cooperativos, tendo em vista a alavancagem mais aguda e o elevado nível de investimentos de sua responsabilidade, não há sobra de patrimônio. O quadro, no geral, indica que devemos:

a) adotar política corporativa de gestão de capital, aproveitando  a indução do ambiente normativo representado pela Resolução CMN 3.988, de 30-6-11, e também por conta de Basileia III, como medida preventiva, estruturada e permanente para fortalecer o patrimônio operacional em todos os níveis sistêmicos;

b) aproveitar os recursos externos oferecidos para financiar a subscrição e integralização de novas quotas-partes de capital nas cooperativas singulares (ex.: Procapcred e recursos próprios geridos pelos bancos cooperativos);

c) buscar parcerias com entidades/organismos externos para atrair capital novo para os bancos cooperativos, a ser empregado no desenvolvimento de projetos de interesse comum;

d) insistir nas ações mais elementares, traduzidas por campanhas de capitalização e por retenções mais expressivas de sobras (densificação dos fundos de reservas e de contingências), além de  ampliar o intercâmbio (entre as entidades de todos os níveis), inclusive intersistêmico, para observar boas práticas de atração de capital.

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4. Ampliação da base de associados

4.1 – O IDEAL: aproveitar satisfatoriamente o potencial associativo (redução do “gap” entre associados possíveis x associados efetivos), paralelamente à “recuperação” de associados inativos ou semiativos.  

4.2 – O REAL: é ainda vastíssimo o universo de associados a serem conquistados pelas cooperativas, sejam elas segmentadas, “semiabertas” ou de livre admissão, independente do território por elas ocupado. Em muitos casos, aliás, esse distanciamento nem é percebido, pois inexiste até mesmo a noção sobre o universo possível de novos entrantes. Além (e antes) disso, nota-se desatenção com o universo de associados inativos ou pouco participativos na vida da cooperativa. Para melhorar o posicionamento neste particular, as cooperativas (com o apoio de suas respectivas centrais), podem:

a) como primeira providência, paralelamente a uma abordagem dedicada ao contingente de associados já existente (sejam eles “parcialmente” ativos ou inativos, visando a expandir o relacionamento negocial),  promover um levantamento do mercado potencial de novos cooperados, ampliando a rede de atendimento sempre que necessário (sabe-se que há um número representativo de comunidades não assistidas, embora as localidades figurem das áreas de atuação estatutárias. Isso implica uma “reserva de mercado” improdutiva e nociva aos interesses sistêmicos);

b) definir estratégias de abordagem dos possíveis/potenciais entrantes, com atenção especial ao público mais jovem e à população (pessoas físicas e jurídicas) dos  médios e grandes centros urbanos, onde o grau de penetração é irrisório (aqui entra o diálogo com lideranças do grupo potencial; divulgação da cooperativa na mídia local/regional; participação mais ativa em eventos da comunidade ou dos grupos de interesse etc).

  • Ainda sobre os aglomerados urbanos, um dado interessante, que bem demonstra o nosso descompasso em relação ao mercado: enquanto os empréstimos dos bancos nessas áreas representam 75% do total da carteira, os das cooperativas atingem meros 25% (já nas comunidades interioranas, onde somos mais efetivos, a relação se inverte);

c) estabelecer metas (diárias, semanais, quinzenais, mensais…) de “recuperação” e de conquista de (novos) associados, por ponto de atendimento;

d) aglutinar-se (sob a coordenação das respectivas centrais), pois o aumento dos limites operacionais (patrimônio de referência mais substantivo), a ampliação da rede de atendimento, a diluição do custo administrativo etc, constituem estímulos importantes para a atração de associados.

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5. Oferta de produtos e serviços ecléticos e competitivos

5.1 – O IDEAL: dispor de (e explorar) amplo portfólio de soluções negociais no interesse do associado (com custo atraente, qualidade e comodidade de acesso), restringindo os apelos à infidelidade.

5.2 – O REAL: embora já seja razoável a quantidade de produtos e serviços à disposição das cooperativas (especialmente quanto às soluções bancárias clássicas), há considerável espaço para aperfeiçoamentos, tanto na adequada exploração do portfólio, quanto no seu incremento. Para tanto, podemos/devemos:

a) dar o exemplo, no âmbito dos conselheiros, dirigentes, executivos e colaboradores quanto ao uso efetivo dos produtos e serviços oferecidos pela própria cooperativa, descontinuando o relacionamento com outras instituições financeiras (o cartão de crédito é sempre um bom exemplo!);

b) intensificar a oferta aos associados e, conforme o caso, a terceiros, dos produtos e serviços já disponíveis;

c) dar ênfase a produtos e serviços como cartões, seguros, cobrança, arrecadações, consórcios, previdência privada, intermediação de quotas de fundos de investimento, captação de poupança rural e originação de crédito consignado;

d) promover diligências (cobrando e participando) para que as soluções corporativas/sistêmicas sejam mais efetivas, tanto na rapidez da entrega, quanto na adequabilidade e na competitividade (qualidade, custo e comodidade).

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6. Governança

6.1 – O IDEAL: dispor de uma gestão legitimada, participativa e profissional, combinando soluções que considerem a defesa dos interesses dos associados e respeitem os padrões técnicos de mercado.

6.2 – O REAL: aqui também é correto afirmar que, mais recentemente, especialmente por movimentos de indução do Banco Central do Brasil e como resultado da evolução conceitual e técnica dos dirigentes, boa parte das cooperativas vêm apresentando bons exemplos de governabilidade. Contudo, mesmo nessas entidades mais avançadas, e muito mais nas outras, há oportunidades para aprimoramentos, destacando-se:

a) a necessidade de revisitação da política e das práticas de representatividade do quadro social (todos os grupos homogêneos\afins devem sentir-se parte da cooperativa);

b) o empenho para o aperfeiçoamento estratégico e técnico dos dirigentes (a participação em eventos de capacitação, especialmente os promovidos pelas entidades de segundo e terceiro níveis do sistema associado), e  também para uma dedicação mais substantiva (tempo de expediente) aos interesses da cooperativa\do quadro social;

c) a criação de meios/canais apropriados para atrair o interesse e a participação dos associados (processos de nucleação; reuniões locais, pré-assembleias etc);

d) a busca por uma maior fidelidade aos modelos de governança definidos sistemicamente e apoiados pelo Banco Central.

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7. Gestão de pessoas

 7.1 – O IDEAL: instituir políticas de gestão de pessoas que permitam atrair e reter bons profissionais.

 7.2 – O REAL: talvez aqui residam as nossas maiores deficiências, considerando o conjunto do cooperativismo de crédito (reconhecidas, com louvor, as exceções pontuais). As razões possivelmente concentram-se na forma como alguns dirigentes ainda veem as cooperativas, não as reconhecendo como verdadeiras empresas, que atuam em um mercado complexo e altamente competitivo. Por isso, é recomendável que estejamos atentos às práticas virtuosas (e vitoriosas), que passam essencialmente:

a) pela aplicação das soluções sistêmicas, pois concebidas por profissionais preparados e conhecedores do segmento, amplamente debatidas com os representantes das cooperativas (via centrais);

b) pelo nivelamento das remunerações com o mercado (incluindo premiação por produtividade e benefícios), respeitando a proporcionalidade (tamanho) e a condição  econômico-financeira de cada entidade;

c) pela concessão de incentivos de longo prazo (ex.: previdência privada patrocinada), e pelo reconhecimento, nas movimentações, do mérito individual, como estímulos à fidelidade\à permanência nas nossas entidades\empresas;

d) pela contratação (e retenção) apenas de pessoas de “bem com a vida”!

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.8. Preparação da força de trabalho

8.1 – O IDEAL: preparar intensivamente os quadros técnicos no viés comercial, sem descuidar da perspectiva dos controles.

 8.2 – O REAL: o nosso “faro” e a nossa “pegada” para os negócios estão muito aquém do desejado. Somos, no geral, mal preparados e pouco arrojados nesse particular (não gostamos de nos colocar do “balcão” para fora). De outro lado, é perceptível uma maior preocupação e um maior envolvimento com os controles (justificável diante de problemas já vividos pelo setor), o que não deixa de ser uma postura correta. Só que precisamos equilibrar forças, pois sem negócios a atuação na retaguarda perde em significado. Daí que devemos avançar – e aceleradamente -, iniciando, por exemplo:

a) pela definição de prioridades de capacitação (do > para o < impacto em negócios e riscos), após diagnóstico sobre o estágio atual (planejamento do processo de capacitação);

b) pela aplicação dos conteúdos e das metodologias de capacitação sistêmicos (muitas vezes nem mesmo conhecemos os nossos produtos e serviços, pois não nos dispomos a ler os manuais e regulamentos pertinentes);

c) pelo envolvimento efetivo/intensivo das equipes alocadas nas entidades de segundo nível e nas empresas corporativas na preparação da força de vendas (campo dos negócios);

d) pela associação da capacitação (visando ao domínio sobre os produtos e serviços – incluindo a sua repercussão no resultado, bem sobre as técnicas de vendas a serem empregadas em sua oferta aos associados e terceiros) a um plano arrojado de metas (por  produto e serviço disponíveis na cooperativa, subdividido por ponto de atendimento).

As ações e os comportamentos aqui recomendados certamente não esgotam as soluções a nos conduzirem para o mundo ideal. Contudo, se aplicados em sua essência, certamente farão diminuir a amplitude de nossas dificuldades atuais, contribuindo, assim, para que encurtemos o caminho que nos separa dos almejados dois dígitos de participação no mercado. E diante do DEVER, SABER e do PODER (as soluções são de nosso domínio e de nossa responsabilidade), precisamos, fundamentalmente, de ATITUDES, sem muita demora!

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* Ênio Meinen é advogado, diretor operacional do Bancoob e autor de várias obras sobre cooperativismo de crédito.

Estudantes argentinos visitam cooperativas do Paraná

September 4th, 2011 No comments

Uma comitiva formada por professores e alunos do Instituto ICES (Instituto Cooperativo de Enseñanza Superior), de Sunchales, estado de Santa Fé – Argentina, esteve visitando cooperativas do Paraná na última semana, dia 23 de agosto.

O Instituto ICES é um braço educacional mantido pela Sancor Cooperativa de Seguros Ltda, que prepara os adolescentes para trabalharem com o cooperativismo após a graduação. A Sancor é a maior seguradora da Argentina, que atua no Uruguai, Equador, Bolívia, Paraguai. A cooperativa está se instalando no Brasil, tendo um escritório de consultoria em São Paulo desde 2009.

O objetivo do intercâmbio foi conhecer a estrutura e forma de atuação do sistema cooperativista no Paraná, principalmente nos ramos de crédito e agropecuário.

O representante do Grupo Sancor Seguros, Ulises Mendonza, esteve acompanhando o grupo e destacou que o cooperativismo de crédito foi uma das maiores curiosidades que os alunos conheceram neste intercâmbio, visto que na Argentina a lei não permite que hajam cooperativas de crédito com a estrutura das existentes no Brasil. “Essa integração e troca de experiências irá fortalecer os sistemas cooperativistas argentinos e brasileiros”, considera.

O presidente do SICOOB Metropolitano, Luiz Ajita, esteve em Foz do Iguaçu para falar sobre o Sistema de Cooperativas de Crédito SICOOB Paraná. “Conhecendo o cooperativismo de outros países, percebemos que mudam costumes e formas de atuação, mas os pilares são os mesmos em todos os lugares. Essa troca de conhecimentos fortalece o espírito de cooperação. Apresentamos nossas conquistas e aproveitamos as experiências deles para nos qualificarmos”, destaca.

O grupo também foi recebido pela presidente do Instituto SICOOB Paraná e presidente do SICOOB Três Fronteiras, Manuele Fritzen. “No Paraná o cooperativismo ainda é recente. Sabemos que na Argentina esse é um sistema forte e estruturado. As pessoas procuram pelas cooperativas de forma espontânea, enquanto aqui estamos ainda difundindo o que é o cooperativismo e suas vantagens para associados e comunidade”, explica Manuele.

PROGRAMA DE INTERCÂMBIOS

O SICOOB Paraná, Sancor Seguros e Instituto ICES estão articulando uma parceria para início de um programa de intercâmbios. “Estaremos recebendo jovens argentinos e mandando nossos colaboradores e cooperados para conhecerem as práticas cooperativas daquele país. A ideia é que esse trabalho comece em outubro”, explica Luiz Ajita.

O diretor do ICES, Carlos Blanche, vê com muito entusiasmo esse projeto. “Os sistemas brasileiros e argentinos são similares e podemos trabalhar juntos. Essa foi uma visita muito rica em conhecimento e tenho certeza que o programa de intercâmbio será muito válido e enriquecedor para ambos as cooperativas, Sancor e SICOOB”, finaliza.

Foto: Assessoria SICOOB Três Fronteiras

A história da fundação da primeira Cooperativa de Crédito das Américas, a Caisse Populaire de Lévis, em Quebec no Canadá

August 25th, 2011 No comments

Estivemos no dia de hoje no distrito de Lévis, na cidade de Quebec, que fica no estado de mesmo nome (Quebec), no Canadá. Tivemos a oportunidade de escutar do Sr. Pierre Poulin, Historiador da Sociedade Histórica Alphonse Desjardins, a história da fundação da 1ª cooperativa de crédito das Américas, a Caixa Populaire de Lévis.

O ano de 1900

No ano de 1900 a população do Quebec era de 1,6 milhões de habitantes e 2/3 da população residia em áreas rurais. As condições de vida eram muito difíceis, havendo desemprego na cidade e atraso na mecanização agrícola no meio rural. Neste cenário, com a ausência de bancos para financiar o desenvolvimento as pessoas emigravam para os Estados Unidos.

Alphonse Desjardins

Alphonse Desjardins

Neste cenário, Alphonse Desjardins, em 1893 já tinha várias anotações buscando uma solução para estas dificuldades. Ele era uma pessoa muito preocupada com as questões sociais. Foi também conselheiro de administração da Câmara de Comércio de Lévis. Desjardins foi jornalista (1872 a 1879), relator de debates na Assembléia Legislativa de Quebec (1879 a 1890) e após foi proprietário de seu próprio jornal (1891) em Lévis. Em 1892 ele se torna estenógrafo francês da Câmara dos Deputados em Ottawa (1892 a 1927). Apesar disto, ele continuou a morar em Lévis, 600Km distante de Ottawa, residindo em Ottawa por 6 meses por ano. Por este motivo a esposa de Desjardins foi fundamental, anos mais tarde, para manter o trabalho de Desjardins nas Caisses Populaires (Cooperativas de Crédito).

No período em que esteve em Ottawa aconteceu um debate na Câmara de Comuns onde houve a condenação de um tomador de crédito que teve de pagar $ 5 mil de juros para um empréstimo de $ 150. Este foi um fato marcante para Desjardins que buscou alternativas para tais situações. Pouco depois Desjardins toma contato com o livro “People´s Bank” que falava do movimento das cooperativas de crédito na Europa. A partir daí ele buscou o contato por correspondência com pessoas da Europa que eram referência no cooperativismo.

A Caisse Populaire de Lévis

Em 06/12/1900, Alphonse Desjardins fundou a Caisse Populaire de Lévis com a ajuda de outras pessoas que já atuavam em uma sociedade mutual existente no Quebec. O modelo criado por Desjardins reunia características do modelo de Raiffaisen, de Luzzati e de Schulze-Delitsche.

A cota capital inicial em 1900 era de $ 5 (5 dólares), valor este praticado por todas as Cooperativas de Desjardins até hoje. À época este valor equivalia a 1 semana de salário. Para viabilizar a integralização foi viabilizado o parcelamento deste valor de 12 meses, com parcelas semanais de $ 0,10. As Caisses eram abertas a todos, atuando em territórios limitados e com a valorização do Fundo de Reserva, visto ser a única forma de financiar o crescimento das Caisses.

Nos anos seguintes a 1900 apenas outras 3 Caisses foram fundadas. A preocupação neste período era o reconhecimento jurídico das Caisses em nível federal. Como isto não aconteceu ele contentou-se com uma lei estadual, em 1906, regulamentando o funcionamento das Caisses. A 2ª cooperativa foi fundada em 1902 em Ottawa, justamente por Alphonse Desjardins estar seguidamente nesta cidade.

Casa de Alphonse Desjardins em Lévis, Quebec

Desjardins contou com o apoio do clero católico, que era muito importante na época. Antes de fundar uma nova Caisse, Desjardins queria ter a certeza de que haveria o apoio do padre da paróquia. Durante os primeiros 6 anos de funcionamento da Caisse as atividades da mesma eram realizadas na casa de Alphonse Desjardins.

Em 1903, a esposa de Desjardins (Dorimène Desjardins), vendo que o esposo preocupava-se por não encontrar alguém que o substituísse quando ele ficava 6 meses em Ottawa, ofereceu-se para substituir o marido nestes períodos. Ela tinha 10 filhos, sendo que o mais novo havia nascido no ano anterior. Ela foi gerente da Caisse de 1903 a 1906, quando foi contratado um novo gerente. Foi a esposa de Desjardins que apoiou a criação da Caisse Regional de Lévis.

O escritório de Alphonse Desjardins ficava logo na entrada da casa. Foi neste espaço que a Caisse funcionou por 6 anos.

A conquista de uma Legislação própria

Em 1906, com a legislação estadual, Alphonse Desjardins, articulou a criação de outras 136 Caisses Populaires, no período de 1907 a 1915, sempre com o apoio dos padres e dos nacionalistas. Foram fundadas 19 Caisses em Ontário e 9 nos Estados Unidos, em regiões em que os imigrantes canadenses haviam ido. Está em Manchester uma cooperativa que completou 100 anos em 2008.

Cada Caisse Populaire era autônoma, e Alphonse Desjardins era apenas uma autoridade moral, mantendo um contato por cartas (normalmente longas) com os gerentes das Caisses, apontando erros na contabilidade e orientando as mesmas. Ele orientou as Caisses a fundar uma organização regional, mas seu estado de saúde não lhe permitiu mais ver a fundação desta entidade, tendo falecido em 1920. Haviam na época 140 Caisses ativas com 30 mil associados e ativos de $ 6 milhões. As caísses ainda eram frágeis, ficando localizadas no presbitério, na casa de agricultores, …

O período de 1920 a 1932

Entre 1920 e 1932 foram constituídas 4 uniões regionais e em 1932 foi constituída uma federação regional. O papel destas entidades era fazer a fiscalização das caísses de igual forma em todo o estado, fundar caísses e gerir a liquidez. Em contra-partida o governo fomentava com $ 20 mil/ano a fiscalização das caísses.

O período de 1936 a 1960

Sede da Caisse Lévis por ocasião da comemoração de seus 50 anos, em 1950

No período de 1936 a 1960, motivados primeiro pela grande depressão econômica, que provou um movimento de organização econômica se precedentes para contornar a pobreza, e posteriormente pelo grande crescimento do Canadá no período pós guerra, foram constituídas 1.059 novas Caisses. O objetivo antes da guerra era o de financiar os produtos rurais e no pós guerra as cooperativas tornaram-se muito mais numerosas nas cidades financiando o crédito hipotecário. No final deste período as caísses administravam ativos superiores a $ 600 milhões.

Em 1949 criou-se o Fundo Garantidor para apoiar cooperativas com dificuldades.

A diversificação e a evolução da legislação

O período de 1944 a 1971 foi marcado pelo surgimento de um grupo econômico diversificado com a criação  de duas companhias de seguros para bens e pessoas, uma sociedade de fidúcia, de fundos de investimento e uma sociedade de investimento. Este período foi favorecido pela flexibilidade da legislação estadual. Por fim, a ausência de uma legislação federal favoreceu o crescimento das Caisses de Desjardins, pois a legislação estadual sempre foi mais ágil nas regulamentações e adaptações necessárias.

Sede da Federação das Caisses de Desjardins

Em 1971 a legislação ampliou os poderes da Federação Estadual.  

Desde 1982, as Caisses fazem parte do Sistema de Pagamentos do Canadá, tendo os mesmos direitos e deveres que os Bancos Canadenses, podendo inclusive operar com o governo estadual e federal, havendo hoje uma forte relação negocial.

A Caisse de Lévis, é atualmente uma das 5 maiores Caisses de Desjardins, sendo que nas Assembléias a participação é de 10% dos associados.

Por Márcio Port, direto de Lévis, no Quebec

O Centro de Estudos Desjardins na HEC Montreal, no Canadá

August 23rd, 2011 1 comment

A HEC Montreal (Hautes Etudes Commerciales), ou Centro Superior de Estudos  Comerciais, tem 12 mil estudantes e foi fundada em 1907, sendo que 32% dos alunos não são canadenses.

Instalações físicas da HEC Montreal

Em 1975 surgiu o Centro de Gestão de Cooperativas com atuação em todos os ramos cooperativos. Em 2001 os estudos focaram-se apenas no cooperativas de crédito assumindo o nome de Centro de Estudos Desjardins (Centre d´études Desjardins ne gestión). A partir daí houve a internacionalização dos trabalhos, sendo que atualmente trabalham fortemente com a Europa, principalmente com o Credit Agricole e Rabobank, mas também com o Credicoop e Cooperativas Chinesas.

O Observatório Internacional das Cooperativas de Crédito

O Centro de Estudos de Desjardins está elaborando um banco de dados com informações de todas as cooperativas do mundo para poder melhor dimensionar o real tamanho do Cooperativismo de Crédito Mundial. O endereço que abriga os estudos já existentes é o http://observatoire.coopfinance.hec.ca

Observatório Desjardins

Ao iniciar o trabalho com as cooperativas de crédito percebeu-se a falta de dados financeiros do ramo. Foi criada uma base de dados onde estão sendo consolidados os dados do cooperativismo mundial. Foi criada também uma biblioteca virtual com todos os dados disponíveis. Para poder divulgar as informações já catalogadas é necessária a autorização de cada cooperativa ou sistema. Até o momento 29 instituições assinaram o acordo de licença, a Europa e a América Latina foram prioritárias. Outras 32 licenças estão em discussão.

O objetivo é de conseguir tornar este observatório disponível para acesso, com dados 100% atualizados, no ano de 2012, o Ano Internacional das Cooperativas.

Por Márcio Port, direto de Montreal no Canadá

A nova concepção do Capital Social no Movimento Desjardins

August 22nd, 2011 No comments
Movimento de Desjardins

A desregulamentação das taxas de juros que ocorreu no Canadá em 1967 tornou o Capital Social ainda mais importante para as cooperativas de crédito, visto ser ele que permite a assunção de riscos.

Com a Lei 46 de 1978 houve uma redução considerável no montante do Capital Social das cooperativas, de $ 700 milhões para $ 330 milhões. Isto porque antes ele esta considerado uma poupança. As pessoas não tinham a concepção de que ele tinha risco. A lei de 1978 definiu-o como capital de risco. Com a lei ficou claro que as poupanças estavam garantidas pelo fundo garantidor e o capital social não. Foi necessário informar os associados desta mudança e muitos transformaram seu capital social em poupança de longo prazo.

Para contornar esta situação houve um aumento nas destinações para o fundo de reserva. Foi necessário recompor rapidamente o patrimônio líquido e o Movimento Desjardins se viu obrigado a gerar mais sobras para poder destinar mais para o fundo de reserva. Com isto reduziu-se as taxas pagas para os aplicadores e aumentou-se as taxas cobradas dos tomadores de crédito. Isto gerou uma perda de mercado em um primeiro momento.

Dirigentes e executivos do Sicredi participando da formação da HEC Montreal

Além disto foram lançadas ações das maiores cooperativas filiadas. Estas ações foram recompradas anos mais tarde, por ocasião da definição do novo modelo de governança, visando reduzir os conflitos de interesses entre os acionistas e o Movimento Desjardins. Além disto passou-se a operar no mercado de dívida subordinada.

A partir de 1989 criou-se um capital social permanente, com prazo de 7 anos e que paga taxas de juros maiores a média de mercado, visto tratar-se capital de risco.

O faturamento total das cooperativas de Desjardins em 2010 foi de $ 11,684 bilhões, gerando sobras de $ 1,437 bilhão, dos quais $ 299 milhões foram distribuídos na conta corrente dos associados (21%) e o restante (79%) foi destinado às reservas. O Capital Social total é atualmente de $ 13,063 bilhões.  Em 2009 28,9% das sobras retornaram aos associados, sendo o restante para o fundo de reserva.

Por Márcio Port, de Montreal no Canadá

O Setor de Crédito Cooperativo Canadense

August 22nd, 2011 No comments
Bandeira do Canadá

Ainda abordado por Jean Roy do Departamento de Finanças da HEC Montreal tivemos um panorama do Cooperativismo de Crédito do Canadá.

Existem atualmente 846 cooperativas de crédito no Canadá, normalmente divididas ou criadas por questões lingüísticas, considerando-se a grande diversidade cultural do Canadá onde 50% da população é estrangeira. No Quebec as cooperativas são chamadas de “caixas populares”. No anos de 2000 haviam no Canadá 1.692 cooperativas.

Nos 10 estados do Canadá, 32% da população é associada a uma cooperativa de crédito, totalizando 11,1 milhões de associados. No estado do Quebec 67% da população é associada. Existem outras 3 estados com percentuais na faixa de 45%, 2 com 35% de associação, 2 com 17% e 2 na média de 11% (inclusive Ontário).

A participação de mercado das cooperativas no Canadá é de 7,63% dos ativos, 7,43% dos empréstimos de consumo, 19,52% dos créditos hipotecários e 14,99% dos depósitos. Os créditos hipotecários representam 49% dos ativos.

A Credit Union Central of Canadá

A Credit Union Central of Canadá representa o movimento cooperativo em nível federal, no entanto o Movimento Desjardins não participa desta central pois ele se reporta diretamente ao Governo de Quebec. O Movimento Desjardins atua também em outros estados do Canadá, mas para fins de regulamentação ele se reporta apenas do Estado do Quebec.

A Credit Union Central of Canadá reúne $ 127 bilhões em ativos, com $ 49 bilhões concentrados:

  1. no extremo oeste na Columbia Britânica (1,7 milhão de associados),
  2. $ 20 bilhões em Ontário (1,2 milhões de associados).
  3. Na seqüência de importância estão Alberta (640 mil associados),
  4. Manitoba (569 mil associados) e
  5. Saskatchewan (520 mil associados).
Mapa do Canadá e seus estados

A Credit Union Central of Canadá tem 5.080.392 associados.

Dentre todas as cooperativas do Canadá a maior cooperativa é a Vancity, com sede em Vancuver, com ativos de $ 13,8 bilhões, seguida da Servus Credit Union, com $ 10,5 bilhões e a Coast Capital Savings Credit Union também $ 10,5 bilhões. Estas 3 cooperativas detêm 12% dos ativos de cooperativas de crédito do país.

O Movimento Desjardins – A Federação de Caixas Desjardins de Quebec

Movimento de Desjardins

Desjardins possui atualmente 451 cooperativas, com 6 milhões de associados, dos quais 5,4 milhões são de Quebec e Ontário, 42.500 funcionários e 5.900 administradores eleitos. Desjardins é o maior empregador privado em Quebec. Existem ainda 924 pontos de atendimento e 48 centros financeiros para empresas. Para fazer transações financeiras os associados contam com as 451 cooperativas + 924 pontos de atendimento = 1.375, mas para operacionalizar empréstimos é necessário ir na sede de uma das 451 cooperativas. Os 48 centros financeiros são integrados a todas as cooperativas Desjardins, reunindo funding de todas as cooperativas e atuando em nome de todas.

O faturamento total das cooperativas de Desjardins em 2010 foi de $ 11,684 bilhões, gerando sobras de $ 1,437 bilhão, dos quais $ 299 milhões foram distribuídos na conta corrente dos associados (21%) e o restante foi destinado às reservas. O Capital Social total é de $ 13,063 bilhões.  Em 2009 28,9% das sobras retornaram aos associados.

Uma das questões não claras no Movimento Desjardins é o quanto os produtos/serviços prestados são diferenciados do mercado visto estar inserido no mercado financeiro em que os produtos e serviços são commodities. A diferenciação principal está nas localidades em que não existem outras instituições financeiras presentes. Isto faz com que o índice de eficiência seja de 72%, visto não haver um ganho de escala tão grande nestas localidades, elevando o custo total para atender os associados.

Em termos de participação de mercado no Quebec, as cooperativas de Desjardins detêm 45% dos empréstimos agrícolas, 40% do crédito imobiliário e 25% dos créditos para consumo.

Desjardins tem como pontos fortes e oportunidades:

  1. uma posição destacada nos vários segmentos de suas atividades;
  2. créditos hipotecários e seguros;
  3. créditos para empresas e gestão do patrimônio.

Como desafios:

  1. o envelhecimento da população (hoje são 12% de idosos e no futuro 25%), ainda mais que os associados são mais idosos que a média de Quebec;
  2. regiões que decrescem (tendência de migração do interior para as grandes cidades), gerando a necessidade de crescimentos nos grandes centros urbanos;
  3. forte imigração em Quebec, visto a forte identidade atual de Desjardins com a população de origem local. O grande desafio é portanto atrair para a associação os jovens imigrantes.

Historicamente Desjardins criou caixas rurais em todas as comunidades de origem francesa, tanto no Canadá como nos EUA. As diferenças culturais e lingüísticas dos estados do Canadá são uma grande barreira à expansão de cooperativas para outras regiões que possuem estas diferenças.

Por Márcio Port, direto de Montreal no Canadá

Em um cenário de incertezas as cooperativas de crédito deixam evidente seu diferencial no desenvolvimento local

August 14th, 2011 No comments

Após o rebaixamento da dívida dos EUA pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s, voltam à tona as incertezas que cercaram a economia na primeira etapa da crise financeira em meados de 2008. Na época a economia brasileira foi afetada duramente pela retração na concessão de crédito por parte dos grandes bancos brasileiros que na dúvida restringiram a concessão de novos créditos, mesmo para clientes tradicionais.

O crédito, como sabe-se, é o combustível da economia, sendo que quanto maior o volume de crédito disponível, maiores as condições de manter-se a economia em crescimento gerando portanto a manutenção dos empregos, a continuidade dos investimentos e consequentemente a geração de riqueza de um país. A ausência do crédito, por sua vez, faz com que a existência de um cenário econômico negativo em nível mundial tenha impactos diretos em todas as regiões do Brasil, não pela situação mundial, mas pela inexistência de crédito para continuar a financiar as atividades mais simples do dia-a-dia das empresas.

O que fazem os bancos diante da incerteza? 

A oferta de crédito em tempos de crise

A tabela ao lado demonstra o crescimento da carteira de crédito das maiores instituições financeiras do país, comparativamente às cooperativas de crédito durante o auge da crise financeira (jun/08 a dez/09).

Percebe-se que depois da Caixa Econômica Federal que despontou nas liberações de crédito, orquestrada pelo Governo justamente para não deixar a economia parar,  as cooperativas de crédito do Sistema Sciredi apareceram em 2º lugar, com um crescimento de 54%. Já o somatório das 1.370 cooperativas de crédito do Brasil cresceram 39% neste mesmo período.

A tabela demonstra ainda o papel que os principais bancos privados adotam em um cenário de crise: pé no freio, tendendo a agravar ainda mais o cenário que já não se mostra favorável. Isto pode ser observado pelo baixo crescimento dos bancos privados em um período de 18 meses, sendo que algumas instituições cresceram menos do que a Taxa Selic acumulada no período.

O que fizeram as cooperativas de crédito?

Símbolo do CooperativismoPara o Presidente da Sicredi Pioneira RS, Márcio Port, as cooperativas de crédito tem um papel fundamental nas comunidades em que atuam: “por estarmos próximos de nossos associados e por conhecermos bem a realidade regional em que estamos inseridos é possível que as cooperativas de crédito mantenham a expansão da carteira de crédito mesmo quando todo o mercado está retraído“. Segundo Port este é um dos diferenciais de uma instituição financeira cooperativa: o foco no atendimento das necessidades de seus associados. “Nos momentos de dificuldade são as cooperativas de crédito que ficam ao lado do associado”, complementa.

Sua cooperativa também apresentou índices de crescimento acima do mercado no período da crise? Se sim, não deixe de divulgar esta informação na mídia local. Devemos aproveitar as oportunidades de demonstrarmos o trabalho diferenciado que as cooperativas de crédito fazem junto à seus associados.

Fonte: Sicredi Pioneira RS

Cooperativistas conhecem a realidade do cooperativismo europeu

August 4th, 2011 No comments
Cooperativistas conhecem a realidade do cooperativismo europeu
Cooperativistas conhecem a realidade do cooperativismo europeu

Com o objetivo de trocar conhecimentos e experiências, uma missão cooperativista mineira, liderada pelo presidente do Sistema Ocemg/Sescoop-MG, Ronaldo Scucato, participou de um intercâmbio na Europa, de 17 a 29 de julho.

O vice-presidente do Sistema, Luiz Gonzaga Viana Lage, também integrou o grupo que contemplou representantes das Cooperativas de Economia e Crédito Mútuo dos Metalúrgicos de Cláudio (Copermec), de Crédito de Patrocínio e Região (Sicoob Coopacredi), de Crédito da Região de Araxá (Sicoob Crediara) e de Crédito de Capelinha e Região (Sicoob Credicap). As entidades foram sorteadas para a viagem na IV edição do Seminário de Responsabilidade Social das Cooperativas Mineiras, realizada em dezembro do ano passado, como premiação pela participação no Dia C 2010.

O intercâmbio teve como objetivo promover o diálogo com cooperativas de todas as partes do mundo, em prol do desenvolvimento do segmento. A comitiva mineira participou de visitas técnicas na França, Portugal e Inglaterra. Para o presidente do Sistema, Ronaldo Scucato, foi um momento de grande valia. “O cooperativismo está presente nos quatro cantos do mundo e nós, que fazemos parte desta grande rede, temos que conhecer a realidade dos nossos colegas, para aperfeiçoarmos o nosso trabalho no Brasil”, afirmou.

Visitas

Uma das visitas técnicas do grupo aconteceu no The Co-operative College. A instituição, fundada em 1919, se dedica a promoção do cooperativismo, de suas ideias e valores ao redor do mundo. Nesse aspecto, trabalha cinco áreas de desenvolvimento, entre elas, o desenvolvimento de seus cooperados e gestores. Também estabelece interface com os jovens e potencializa a realização de pesquisas no segmento.

Segundo Isabela Perez, do departamento Jurídico do Sistema, a riqueza de conhecimento dessa cooperativa está principalmente nos projetos de mútua ajuda que desenvolve junto a comunidades da África por exemplo. Além de investirem em pesquisa, promoção de palestras in loco, se preocupam com a sustentabilidade local.

Em Paris, o grupo participou de um encontro no Credit Agricole (Federação Nacional de Crédito Agrícola), que congrega mais de seis milhões de cooperados. A entidade está presente em 74 países.

Já na Cooperativa Adega de Palmela, em Portugal, o grupo pode ver de perto todas as fases que envolve a produção vinícola, desde o trabalho voltado para o benefício da comunidade até o processo de exportação.

Fonte: Ocemg em 03/08/2011

Notícias do Congresso do Woccu em Glasgow, na Escócia, 4 dia

July 28th, 2011 No comments

No último dia do Congresso do Woccu em Glasgow, na Escócia, o som das gaitas na cerimônia de encerramento ficarão para sempre em nossas mentes, assim como o colorido das roupas e a educação e cordialidade do povo escocês. As construções antigas contrastando com arquitetura moderna dão um charme todo especial a cidade.

O dia começou para os jovens do WYCUP com um café da manhã com Tamara Vrooman, CEO da VanCity no Canadá. Escolhida pelos próprios jovens para este momento, a executiva destacou o trabalho que o sistema Vancity realiza para jovens cooperativistas “temos um programa específico para engajar os jovens no cooperativismo, pois, entendemos que esse indivíduo deve ser preparado para assumir o seu papel dentro da cooperativa“, destacou Vrooman.

Para o presidente da Sicredi Univales MT/RO, o destaque na sessão principal desse ultimo dia da conferência foi Peter Tufano, professor de finanças da Universidade de Oxford “o palestrante fez uma análise interessante dos bons números do cooperativismo de crédito no mundo e trouxe novidades na área de tecnologia para atrair o público jovens ao cooperativismo”, destacou o presidente.

Centro de Convenções de Glasgow

E pra terminar, infelizmente não foi dessa vez que conseguimos trazer o prêmio do WYCUP para o Sicredi “os projetos defendidos pelos participantes foram de alto nível neste ano”, avaliou o CEO Pete Crear. Para o representante do Sicredi, André Alves de Assis, os quatros dias de intensas atividades com os jovens cooperativistas foi marcado por muita troca de experiência e integração “saio de Glasgow uma outra pessoa, vencer a barreira da língua, as novas amizades, o conhecimento adquirido com culturas diferentes, tudo isso levarei para a vida toda, foi uma experiência memorável”, finalizou Assis.

Nesta 5ª feira o grupo de despede de Glasgow e inicia um roteiro até Londres, passando por Liverpool e Manchester, onde irão conhecer os sistemas de cooperativas de crédito dessas regiões.

De Glasgow – Escócia, Andre Assis e Eduardo Goni

Notícias do Congresso do Woccu em Glasgow, na Escócia, 2º dia

July 25th, 2011 No comments

 

Nesta segunda-feira (25) a agenda foi extensa com diversas atividades acontecendo simultâneamente.

Para iniciar o dia a palestra magna com The right honorable Gordon Brown, former prime minister of Great Britain. Ele discutiu as lições de seu novo livro Beyond the Crash: Overcoming the First Crisis of Globalisation e o papel que as cooperativas de crédito podem desempenhar no reforço do sistema financeiro e das comunidades.

Momento em que ocorria uma das plenárias

Após a palestra magna, foi a vez de nossos executivos apresentarem o Sicredi na plenária “What Powerfull collaboration looks like” para uma platéia com representantes de diversos paises. O Diretor de produtos e negócios, Edson Nassar, fez uma brilhante apresentação expondo as características do Sicredi no contexto nacional e as oportunidades que temos para crescer “o Sicredi é referência no mundo por estarmos organizados em sistema, esse é o grande diferencial que os outros sistemas do mundo querem conhecer, como várias cooperativas e entidades podem estar sob uma mesma marca”. ressaltou Nassar.

O diretor executivo do Banco Cooperativo Sicredi, Ademar Schardong, foi acionado por diversas perguntas da platéia sobre a nossa forma de organização e os pilares que o Sicredi teve como meta para atingir os resultados “três foram os grandes objetivos almejados em trinta anos de trabalho:

  1. formar uma grande rede de atendimento,
  2. escala em todos os níveis,
  3. profissionalização no atendimento ao associado”, destacou Schardong.

No WYCUP, hoje foi o dia de almoço dos jovens cooperativas com os diretores da Woccu, cada diretor pode se apresentar e também conhecer todos os jovens que estão concorrendo no programa com os cases apresentados no domingo “este almoço com os jovens foi uma iniciativa muito inteligente da organização. Foi muito bom ver estampado nos rostos de jovens cooperativistas a energia necessária para a perenidade das organizações no mundo”, frisou o presidente da Central Sicredi PR/SP e Sicredi Participações Manfred Alfonso Dasenbrock, que é um dos diretores da Woccu.

Pete Crear deixou a Presidência do Woccu

No final do dia houve a Woccu Annual General Meeting, a sessão anual de prestação de contas da organização. Pete Crear, presidente e CEO do Conselho Mundial, que ocupou o posto mais alto na organização desde 2005, deixou a organização e recebeu várias homenagens. Em seus seis anos no comando Woccu, a entidade conseguiu influenciar as organizações na Costa Rica, Polônia e outros países, bem como ajudou a promover a passagem da legislação das cooperativa de crédito no Quênia e Malawi.

A organização também representou o movimento com sucesso nas Nações Unidas, no Comite de Basileia de Supervisão Bancária, no International Accounting Standards Board e outras organizações monetárias internacionais, “quando eu comecei como um auditor júnior, com o Credit Union League em Michigan em 1965, eu não tinha idéia de que eu iria um dia encontrar-me aqui.

Pete Crear e o novo Presidente do Woccu, Brian Branch

Estou honrado pela confiança que o conselho tem demonstrou por mim nesse período e pelo bom trabalho que fomos capazes de fazer, cumprindo a missão Woccu.” finalizou Crear. O atual vice-presidente executivo, Brian Branch será o novo CEO a partir de agosto.

De Glasgow, Andre Assis

Brian Branch é nomeado Presidente e CEO do WOCCU

July 25th, 2011 2 comments

O Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito (WOCCU) nomeou Brian Branch, atual vice-presidente executivo e CEO, como próximo presidente da organização e CEO. Branch vai assumir o cargo após a aposentadoria do atual presidente e CEO Pete Crear em agosto.

Crear passou o cargo para Branch durante a sessão desta 2ª feira 25/07/2011 na Conferência Geral do WOCCU em Glasgow, na Escócia.

Não poderíamos ter escolhido um líder melhor para WOCCU“, disse Barry Jolette, CEO da San Mateo Credit Union (Califórnia, EUA) e cadeira WOCCU. “Nós todos vimos a organização evoluir sob a gestão de Pete, e esperamos que o mesmo tipo de crescimento e maturidade sob a liderança de Brian.”

Branch tem trabalhado com cooperativas de crédito, provedoras de microfinanças e outras instituições financeiras de mais de 20 anos, ganhando experiência prática em campo em 47 países em todo o mundo. Quase metade da carreira de Branch foi em seu papel atual na WOCCU, tendo servido anteriormente a organização como vice-presidente de serviços de desenvolvimento, diretor de serviços técnicos, gerente regional para a América Latina, gerente de pesquisa e desenvolvimento e economista. Ele também atuou como CEO interino antes da nomeação Crear em 2005. Branch tem doutorado e mestrado em Economia pela University of Wisconsin – Madison, bem como o grau de mestre em estudos latino-americanos da Universidade de Texas – Austin.

Em Jan/2011 Brian Branch e um grupo de executivos do Woccu conheceram o Monumento ao Cooperativismo em Nova Petrópolis/RS

Brian é o melhor CEO que eu trabalhei, e isso é fácil de ver só de olhar para a forma como a organização opera“, disse Crear, que irá se aposentar do cargo na sequência da Conferência do WOCCU. “Temos visto uma tremenda mudança na direção da indústria nos últimos anos, especialmente na utilização de novas tecnologias, mas ele manteve o ritmo para fazer WOCCU certeza permanece relevante e continua se movendo para a frente.”

Em Janeiro/2011 Brian Branch esteve no Brasil quando visitou o Sistema Sicredi e também Nova Petrópolis, a Capital Nacional do Cooperativismo.

Fonte: Woccu

Notícias do Congresso do Woccu em Glasgow, na Escócia

July 25th, 2011 No comments

Ocorreu no último domingo (24/07/2011), em Glasgow, na Escócia o início das atividades do Congresso Mundial das Cooperativas de Crédito, organizado pelo Woccu (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito). Participam do evento cerca de 1.700 executivos e dirigentes de cooperativas de 50 diferentes países.

Global Women Leadership

O Sicredi foi representado no Global Women Leardership pelas cooperativistas Maura Carrara (Presidente da Sicredi Nossa Terra), Irene Catharina Vermeulen (Presidente da Sicredi Holambra SP), Jania Katia Barbon Grando (Associada Sicredi Cataratas do Iguacu PR) e por Marisa Cislaghi (Superintendente da Sicredi Serrana RS). As representantes puderam trocar experiencias e assistir a apresentacao de cases de sucesso no cooperativismo de credito de outros paises, “foi uma experiencia incrivel e observamos que o Sicredi e um dos sistema mais organizados do mundo,” destacou a presidente Irene Vermeulem.

WYCUP

Outro evento simultaneo foi o WYCUP, o forum com os jovens cooperativistas, onde o Sicredi esta concorrendo com um case sobre o papel social que tem desempenhado no Estado do Paraná, pois, em 73 municipios do estado o Sicredi é a unica instituicao financeira. O case foi apresentado pelo assessor de comunicacao e marketing Central Sicredi PR/SP, Andre Alves de Assis, que deu como exemplo o municipio de Rio Bom, onde iniciou suas atividades no Sicredi, “foi uma experiencia incrivel falar do Sicredi para representantes de sistemas cooperativos de outros paises e perceber o quanto eles sao curiosos sobre o sistema Sicredi e o nosso pais.” ressaltou Assis.

Cerimônia de Abertura

A cerimonia de abertura foi emocionante e muito bem organizada. A delegação do Sicredi foi uma das maiores do evento. Para o presidente da Central Brasil Central, Celso Ronaldo Raguzzoni Figueira, a participação do Sicredi com uma das maiores delegações do evento mostrou a representatividade do sistema no mundo, “o Sicredi ja é conhecido em muitos paises e cada vez mais um numero maior de dirigentes e executivos buscam mais informações sobre o sucesso do Sicredi no Brasil“, destacou o presidente que e um dos coordenadores da delegação do Sicredi no congresso.

Presidente do Sistema Sicredi, Manfred Dasenbrock e a Presidente Maura Carrara

Um dos momentos marcantes foi a entrada solene das bandeiras dos paises membros. A honra de entrar com a bandeira do Brasil foi dada a presidente Maura Carrara. Muito emocionada a presidente disse que foi um momento que ficara para sempre em sua mente, “parece que andava nas nuvens, foi uma responsabilidade muito grande levar o brasão nacional e representar o nosso pais”, exclamou a presidente.

O Sicredi esta representado no congresso por 43 participantes entre dirigentes, executivos e colaboradores. Para Manfred Alfonso Dasenbrock, Presidente da Central Sicredi PR/SP e Sicredi Participações tomou lugar de honra entre os diretores da Woccu, pois é um dos representante da América Latina da entidade, “o mais importante do evento e essa integracao entre os membros e a troca de experiências”, destacou o presidente.

Delegação do Sicredi participando do evento

Fonte: Diretamente Glasgow, Andre Assis

Veja outras imagens e informações no link http://www.woccu.org/events/wcuc/photos_and_news

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Sicoob Espírito Santo lança nova campanha

July 19th, 2011 No comments

O VT da nova campanha do Sicoob, que está no ar em duas emissoras capixabas, destaca a diferença entre a instituição e os bancos, reforçando a importância do cooperativismo. “O que o filme mostra é que o Sicoob não fica só no discurso, ele realmente faz pelas pessoas, porque essa é a essência do que somos”, afirma Marcelo Silva, Gerente de Comunicação e Marketing do Sicoob ES. O filme, produzido na Argentina e assinado pela agência Criativa, pode ser visto abaixo no You Tube http://www.youtube.com/sicoobes .

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sicoob ES em 18/07/2011

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Cooperativas de crédito querem ampliar operação no Tocantins

July 12th, 2011 No comments

Representantes da SicoobSolicitaram apoio institucional para abertura de novos postos de atendimento cooperativoRepresentantes da Sicoob solicitaram apoio institucional para abertura de novos postos de atendimento cooperativo

O diretor de desenvolvimento do Sicoob – Sistema de Crédito Cooperativo do Brasil, Abelardo Duarte, acompanhado do presidente da Cooperativa de Livre Admissão de Paraíso do Tocantins e região – Sicoob /Credipar, Gilberto Alves de Moraes, e diretores da entidade, estiveram no dia 05 de julho, em audiência com o governador Siqueira Campos para comunicar a ampliação de sua carteira de crédito no Estado e solicitar apoio para operar com da Agência de Fomento do Tocantins. Solicitaram também apoio institucional para abertura de novos postos de atendimento cooperativo, aplicação de recursos do Instituto de Previdência do Estado e repasse da folha de pagamento e créditos consignados dos funcionários públicos onde o sistema tem agência.

Na audiência, os representantes do Sicoob solicitaram ainda, apoio do governador no sentido de se posicionar a favor da PL 409/2011, de autoria do deputado Dr. Ubiali (SP), que garante repasse do Fundo Constitucional do Norte – FNO, aos BancosCooperativos/Cooperativas de Crédito e ao PL 04/2011, da senadora Ana Amélia (RS) e PL 7.142/2002, do deputado Wellington Fagundes (MT), que prevê repasse do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O governador se comprometeu a apoiar os projetos de Lei e comunicou que a orientação é que os recursos do Estado sejam aplicados onde ofereçam a melhor taxa de retorno da aplicação.

Fonte: Secretária de Comunicação do Estado de Tocantins

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O Dia Internacional do Cooperativismo

July 10th, 2011 No comments

O Dia Internacional do Cooperativismo (DIC) é comemorado anualmente no primeiro sábado de julho, que neste ano foi o dia 2/7. A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) sempre sugere um tema norteador para as comemorações, que visam a para aumentar a consciência sobre o cooperativismo e ajudar a promover o movimento, aproximando-o da comunidade. A data foi celebrada pela primeira vez em 1923. Atualmente, o movimento está presente em mais de 100 países e soma mais de 800 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo responsável por cerca de 100 milhões de postos de trabalho. No Brasil, são mais de 6.650 cooperativas, com 9 milhões de cooperados.

Durante o mês de julho, e mais especificamente na última semana, unidades da Organização das Cooperativas Brasileiras em diversos estados da Federação promoveram atividades dos mais variados tipos para celebrar a data. Confira neste especial algumas das ações em comemoração ao 89º Dia Internacional do Cooperativismo.
  

OCB e Sescoop promovem seminário na Câmara para celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo

“Fazer um Brasil melhor, com mais juventude e mais cooperativismo. Este é o nosso objetivo, por isso estamos hoje reunidos, para refletir sobre o papel dos jovens no futuro do movimento e do nosso país”. Assim, o presidente do Sistema OCB/Sescoop, Márcio Lopes de Freitas, deu início ao Seminário “Juventude: o futuro do cooperativismo”, na tarde desta quarta-feira, no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Jovens cooperativistas, parlamentares e representantes da sociedade civil participaram do encontro. Leia mais.
 

Painel traz reflexão sobre a importância do jovem no cooperativismo

 “A responsabilidade pelo desenvolvimento econômico e social do país está nas mãos de vocês (jovens)”. Esse foi o mote do painel Juventude e cooperativismo, que contou com a participação do presidente do Sistema OCB-Sescoop/AM, Petrúcio de Magalhães Júnior, e do representante do escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Renato Mendes. Ambos ressaltaram a importância dos jovens para a continuidade e manutenção do cooperativismo.
Leia mais.

Parlamentares falam sobre a juventude e o cooperativismo

O debate sobre o papel da juventude no futuro do movimento cooperativista e do Brasil também contou com a participação dos parlamentares presentes no seminário realizado pelo Sistema OCB/Sescoop. Confira o que foi enfatizado por aqueles que fizeram parte da mesa de abertura do encontro, que ocorreu na tarde de hoje (6/7), na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).
Deputado Zonta – presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo
“A iniciativa da Frencoop, da OCB e do Sescoop é fazer com que o congresso nacional possa abrir espaço para discutirmos temas relevantes para o país e para o futuro. Nada mais oportuno, no momento de comemorarmos o dia internacional do cooperativismo, que falarmos da juventude, que é o presente e o futuro do nosso movimento e também do Brasil”. 

Senadora Ana Amélia Lemos – integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo  

“Nas nossas mãos, estão o presente e o amanhã e temos enormes desafios nesse caminho, que começam pela educação. Estamos muito abaixo dos níveis de qualidade do ensino básico, se comparados a outros países. Por isso, temos que acreditar cada vez mais no cooperativismo, como regime econômico mais solidário. É um segmento que já mostrou sua força social, tem papel relevante. Eu acredito no cooperativismo”. 
 
Deputado Giovani Cherini – integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo
“O cooperativismo tem a capacidade de diminuir as diferenças e, por isso, é uma bandeira defendida pelos jovens e para os jovens. E nós, como parlamentares, temos de trabalhar por eles, assim como o setor cooperativista”. 
 
Deputado Jhonathan de Jesus – vice-presidente da Frente Parlamentar da Juventude
“É preciso o investimento em políticas públicas com o objetivo de preparar os nossos jovens. Precisamos de educação, capacitação e leis que apoiem isso”. 
 
Deputada Manuela D´ávila – vice-presidente da Frente Parlamentar da Juventude
“Temos a oportunidade de trabalhar com essa população que está no ápice da sua capacidade produtiva. A juventude quer participar, ser protagonista da história do país. Quer trabalhar, mas quer se qualificar. E, se pensarmos em protagonismo e trabalho, necessariamente pensaremos em cooperação. E pensar em cooperação é pensar em cooperativismo. Que este segmento consiga abrir caminhos para os jovens e se renovar”. 
 

Mensagens internacionais

 
Em celebração ao Dia Internacional do Cooperativismo, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) divulgaram mensagens sobre o tema comemorativo – Juventude: o futuro do cooperativismo.  A ONU destaca a importância de engajar a energia e a força dos jovens e diz que o modelo cooperativo permite à juventude criar e gerenciar organizações sustentáveis, fomentando, portanto, o empreendedorismo juvenil. A FAO, por sua vez, ressalta o senso de inovação, criatividade e dinamismo das novas gerações. A instituição enfatiza ainda que elas, no campo, poderão superar o desafio da segurança alimentar e as cooperativas têm a particularidade de desenvolver o potencial desses jovens.
 
Obtenha mais informações, acessando as mensagens da ONU e da FAO.
 

Comemorações pelo Brasil

Confira como foram as comemorações pelo Dia Internacional do Cooperativismo nos diversos estados:
Paraíba
 
 
 
Espírito Santo
 
Pará
 
Mato Grosso do Sul
 
 
 
Rio Grande do Sul
 
São Paulo
 
Ceará
 
Alagoas
 
CECRED (Paraná e Santa Catarina)
 

Fonte: OCB

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