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12 temas para reflexão dos gestores líderes do Cooperativismo de Crédito, por Ricardo Coelho

May 1st, 2012 1 comment

Os sábios orientavam que quando um problema parece complexo, é prudente que o esqueçamos temporariamente e o substituamos por um novo problema, que seja de preferência lúdico. Pois assim, o problema original sai de cena, para que foquemos no novo tema. Quando voltarmos ao tema original, muito provavelmente o veremos com outros olhos, mais oxigenado e com mais possibilidades de solução. Ou seja, sem o ranço original e a forte carga de emoção e tecnicismo que inicialmente existia. Dessa maneira, esse é o motivo deste artigo, já que o Cooperativismo de Crédito se vê diante de inúmeros temas recorrentes, que por vezes são empacotados como novos, como é o caso da redução de juros pelos bancos públicos.

Mas antes deveríamos analisar o que nos ofusca para que sejamos eficazes na gestão de nossa Singular. Será a complexidade da crise internacional e de como ela irá nos impactar? Será o desconhecimento de como o fluxo de capitais externos reagirá diante das abruptas reduções da Selic? Será que o “boom” econômico nacional já sinaliza estagnação? Será nossa baixa astúcia em antever e entender as ações “populistas” de todo governo próximo a eleições? Será que realmente conhecemos a previsão econômica de nosso micro-mercado para os próximos anos? Etc.

Certamente temos respostas macros para muitas destas perguntas já que são realidades que podem vir a afetar nosso micro cenário no médio prazo. Assim, propomos 12 grandes temas para que sejam analisados em reunião junto com sua equipe sênior, permitindo que já nos próximos 60 dias desenhem uma estratégia vitoriosa para o segundo semestre.

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1ª) Percepções políticas dos líderes: Sabemos que o cenário desenhado até 2014 – fim do governo Dilma; Copa do Mundo – será muito influenciado por ações “populistas”, visando atacar a “forma” e não o “conteúdo” dos problema socioeconômicos, tal qual como vimos com a ação de redução de juros pelos bancos públicos. Ou seja, atacam o que dá “mídia social”, sem foco nas necessárias ações macros como redução dos gastos do governo, reforma tributária, redução dos casos de corrupção etc.

Percebamos que estamos a seis meses das eleições para prefeitos e vereadores e “casualmente” vemos medidas “estratégicas” dos governos atuais potencializando suas reeleições, em especial focado na grande massa formada pela classe menos abastada que pode fazer toda a diferença no pleito. Mas este efeito na mídia será curto, pois há muitos fatos cíclicos que ganharão destaque e irão vender muito mais audiência, além do fato das campanhas suportadas por TV serem caríssimas, mesmo para a Caixa e BB. Ou seja, tão logo um novo tema “social” ganhe a mídia, rapidamente veremos a redução da dita eficácia socioeconômica da redução dos juros definida por uma “canetada” da Dilma.

Portanto, como os gestores da sua Singular vêem o peso político eleitoreiro das atuais medidas de redução de taxas de juros do BB e da Caixa? Os quais focam sobremaneira em consignado, veículos, crédito imobiliário (todos com garantia) e aos clientes atendidos por programas sociais, sempre pedindo “reciprocidade explícita” e abertura de C/C para que possam acessar taxas menores. Qual é o prazo de impacto, de duração e do destaque deste tema na mídia, diante a aproximação da eleição em seis meses para prefeito e vereador, da CPI do Bicheiro Carlinhos Cachoeira, dos dias das mães, dos finais dos campeonatos estaduais, das festas juninas, das férias escolares de inverno etc?

Por fim, qual é o impacto na receita e nas sobras que a sua Singular pode absorver diante de qualquer medida de redução do spread líquido? Havendo redução de juros em linhas de crédito, sabemos realmente sua percepção de valor para o sócio e se isto será realmente visto por ele como uma ação indispensável para que nos elejam como sua melhor opção? E se adotarmos a redução de juros de forma intempestiva, sabemos claramente o risco que isto pode trazer na precificação de nossa inadimplência e no adiamento de projetos pela perda “inesperada” de recursos/sobras? Etc. Assim, nossos líderes precisam ser mais reflexivos do que impulsivos.

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2ª) Receita com Tarifas de Serviços: Não adianta atacar o problema da redução de juros como se fosse algo isolado. Nosso cobertor é curto. Temos que ter receita líquida eficaz e crescente, e as tarifas são parte deste bolo. Então respondamos: Sua Singular ainda tem um discurso retrógrado de que não cobrará tarifas, em especial pacotes de serviço, já que este seria um grande diferencial competitivo? Qual é a relevância que sua Singular dá (ou deu) para as receitas com tarifas, inclusive pela implementação eficaz do pacote de serviço? Qual será a estratégica comercial para que sua Singular tenha receitas representativas com serviços já para o próximo semestre? Como evoluíram as receitas de serviços nestes primeiro semestre comparadas ao mesmo período do ano anterior? Quanto da despesa bruta da folha de pagamento é coberta com as receitas de tarifas saudáveis, excluindo as punitivas? Têm evoluído as receitas com tarifas punitivas perigosas como: adiantamento a depositantes, exclusão de CCF, multas etc?

 

3ª) Força de venda: Sua Singular tem um plano de cargos e salários que foca preferencialmente na carreira dos profissionais de vendas? O plano de meritocracia é dinâmico, incentivador, respeita a produção, é no mínimo semestral e é individualizado ou no máximo agrupado pela agência? As avaliações semestrais dos profissionais são simples, focadas e feitas pelo seu chefe imediato? As seleções de novos profissionais seguem preceitos técnicos acompanhados por empresas terceirizadas ou apenas indicações? O pessoal de atendimento/venda tem recebido capacitação e reciclagem constantes? A sede se comporta como uma serviçal das unidades, apoiando-as eficazmente? O prêmio variável da sede está atrelado ao resultado médio das agências? etc

 

4ª) Aluguel do Dinheiro: Os critérios para definição de taxas de juros em sua Singular seguem o preceito de competitividade frente ao mercado ou simplesmente o preceito do “barato”? As taxas de juros realmente estão levando em conta a inadimplência potencial, esta baseada na safra, região, linha etc? Há taxas de juros distintas para linhas com vários prazos, de tal sorte que estejam precificadas visando evoluírem conforme o prazo, já que o prazo agrava o risco? Há ainda muitas taxas atreladas ao CDI sem que se tenha clareza da sua eficácia interna e atratividade comercial? Sua Singular tem uma área profissional para cobrança de crédito? Há visitas técnicas para conceder, acompanhar e eventualmente cobrar dívidas de porte? etc

 

5ª) Compra de Depósito a Prazo: Qual é a estratégica da sua Singular para continuar a crescer o saldo líquido em depósito a prazo, mantendo-o atrativo para seus contumazes investidores, sem agravar a concentração? Qual é a evolução em depósito a prazo nos últimos 12 meses em sua Singular, já deduzidos o crescimento vegetativo? Caso esteja havendo perdas líquidas nestes saldos, qual está sendo a ação efetiva para estancá-las? Esperamos que não estejam adotando a previsível e arriscada ação de apenas elevar ainda mais da remuneração do CDI, passando em alguns casos para índices muito acima de 100% do CDI. Vendemos confiança e esta ação em nada nos ajuda?

Qual foi a real percepção de seus gestores e executivos quanto à perda líquida de 50% de ganho em poucos meses destes tradicionais investidores? Já que com uma inflação prevista de 4,5% a.a., aplicavam a 12,5% a.a., permitindo um ganho líquido de 8% a.a. . Agora com uma taxa Selic de 9%a.a. irão ganhar apenas 4,5% a.a. . Ou seja, isto representa uma perda líquida de 50% em seus ganhos anuais ou se preferirem, demoraram o dobro do prazo para multiplicarem seu patrimônio líquido investido.

O que fazer para que não fujam para investimentos especulativos ou empreendedorismo, ou até mesmo para a velha e temida poupança? Precisamos e dependemos muito da permanência destes recursos em nossos depósitos a prazo.

Qual está sendo o impacto em sua Singular por não adotar uma tabela de remuneração que premie aos investidores proporcionalmente ao valor investido e que se comprometam a travar suas aplicações por mais tempo? Isso evitaria manter a perigosa concentração das aplicações naquelas que permitem resgates com 31 dias, pois estas não mantêm a coerência comercial frente o maior prazo da carteira de crédito, além de permitir o saque ao menor desconforto financeiro do cliente, sem qualquer pênalti.

Sua Singular está realmente utilizando o diferencial comercial potencializado pelo Fundo Garantidor de Crédito, quando necessário e oportuno? Seus gerentes de carteiras sabem realmente o objetivo final das aplicações dos seus 10 maiores investidores? Etc.

 

6ª) Atenção a captação em Poupança: Como seus líderes analisam a provável e indesejável concorrência da Poupança que sempre ressurge quando temos Selic abaixo de 9% a.a.? Vamos ver este exemplo: Dificilmente um cliente ganhará 100% do CDI em uma aplicação, então vamos imaginar que ganhará 95% do CDI de 9% a.a. (ex), e deste seu ganho deduz-se o IR de 25%. Ou seja, seu ganho líquido será muito próximo a poupança. E pior, sabemos que poupança tem um direcionamento nada interessante para aquelas Singulares que pretendem avançar no varejo dito urbano, no qual precisam de astúcia para comprar recursos que possam ser alugados (emprestados a juros) para o varejo financeiro.

Mesmo sabendo da sua utilidade na linha rural, devemos ter cautela em promover o crescimento da captação em poupança, especialmente neste momento da economia. Reforço o que já orientamos anteriormente: “Nossos clientes querem poupar e não poupança“. Portanto o depósito a prazo atende perfeitamente nossos clientes.

 

7ª) Compra do dinheiro:
Nunca devemos nos esquecer de nosso grande gol. Precisamos fazer resultados consistentes frente a nosso modelo de negócio no micromundo onde competimos. E um dos grandes desafios de nossos gestores será a boa compra de recursos. Seria saudável que diante do cenário cada vez mais competitivo que se desenha, entendêssemos a lógica de nosso mercado, pois é ela que dirá se iremos ou não nos mantermos saudáveis.

Assim, paremos de gastar esforços em nos envaidecer sobre nossas evoluções em números brutos baseados nos anos anteriores ou comparados com nossas coirmãs. Isto é importante em nossas AGOs, mas não é referência para o mercado financeiro massificado de varejo onde competimos. Além de nos afastar de nossa missão de perpetuar comercialmente nossa Singular em seu micromercado.

Sendo assim, precisamos aprender rapidamente a comprar nossos recursos da melhor forma, observando o prazo médio da sua provável alocação, além de obter um custo baixo, pois isto nos permite gerir com mais eficiência nossa carteira de crédito. Desta boa gestão, outra desaguara naturalmente. Que é o recurso aportado em nossa central como reserva de liquidez, pois se nossos recursos forem baratos na compra, este montante “apartado” na Central se torna uma fonte real de receita e não um mero empate contábil.

A pergunta que sua Singular deve se fazer é: Somos eficazes na compra do dinheiro que vendemos? Na compra, os recursos já internalizados estão estáveis para um médio prazo e se mantêm a custos competitivos? A redução da Selic para 9% a.a. teve quais impactos em nossa gestão macro? Já foi sentido um “desconforto” junto aos grandes e concentrados aplicadores? Sua Singular é eficaz na conquista do Depósito à Vista já que é um dos funding mais baratos do mercado? Sendo apenas medianamente eficaz neste esforço frente ao Depósito à Vista, será que isso não seria pelo baixíssimo uso e aderência de nossos “sócios” as nossas soluções, incluindo aqui as soluções da conta corrente? O que estão fazendo para mudar esta perigosa realidade?

 

8ª) Sobras e Reservas:
Como sua Singular analisa as últimas Sobras quando compara o verdadeiro potencial da base de associados e o realizado comercialmente? Acreditamos que em sua Singular há um grande caminho a percorrer para saturar saudavelmente sua base com as soluções comerciais disponíveis em sua prateleira de soluções. E dessa maneira, mesmo com Sobras numericamente crescentes, elas tendem a ser, de fato, fracas comercialmente.

Como as Reservas guardam uma relação direta com o volume das Sobras, se deduz que as Reservas foram convertidas em montante insuficiente para alicerçar o projeto de perenidade da Singular, mesmo que tenha sido direcionado 50% das sobras para esta conta.

Seria oportuno analisar o crescimento das Reservas da sua Singular, deflacionando a inflação, para ver se, apesar de crescente, ela não é fraca diante do real potencial comercial da instituição. Portanto, diante do cenário que se desenha, não seria prudente nos dar ao luxo de apenas elevar o percentual direcionado das Sobras para a Reserva. Precisamos rapidamente crescer as Sobras com eficácia mercadológica, pois dela derivam as melhores opções para alicerçar consistentemente uma Singular que deseja competir de frente com os bancos de varejo massificado. E este é o único caminho possível.

 

9ª) Sobras e Capital Social:
Como sua Singular está se estruturando para fazer uma reengenharia no valor e na utilidade do Capital Social? Na última AGO houve “Sobras Eficazes” (ver artigo específico sobre o tema) ou apenas os números brutos cresceram acima da inflação ou do esperado? Quanto foi direcionado para as Sobras a serem distribuídas em cota capital? Quanto foi creditado em Conta Corrente? Esta decisão focou no julgamento estratégico de curto ou longo prazo? Etc.

Sua Singular precisa muito de fontes de recurso fortes, distintas e travadas para fazer frente a sua carteira de crédito de varejo massificado. O Capital Social, junto com as Reservas, são seus grandes pilares, já que os repasses federais têm estruturas e focos distantes do varejo.

Então, sem rodeio, é hora de buscar crescer o Capital Social da Singular fortemente sobre os tomadores de crédito de varejo. Seja com aportes “voluntários” quando vierem demandar crédito, que muitas vezes são maquiados por “rifas” convertidas em capital social e que permitem concorrer a prêmios. Ou mesmo através do necessário e desajeitado Procapcred.

Imaginar crescer o Capital Social sobre os investidores é desconhecer o processador mental destes clientes. Contudo, pode haver alguns poucos investidores amigos dos executivos ou sócios fundadores que podem até vir a aportar mais algum capital, mas esta fonte logo seca. Portanto, os tomadores de crédito são o único caminho rápido e consistente para que cresçamos em Capital Social.

Fica claro que devemos crescer verdadeiramente em Capital Social, mas será que sua Singular não reduziu há poucos anos seu patamar para valores pífios, alegando que isto evitaria um entrave para a conquista de novos sócios? Será que esta decisão não pode estar sendo um tiro no pé, já que provavelmente não há incentivo (ou métrica) para que nossos sócios aportem mais recursos no capital social? Este tema tem inúmeros e sérios desdobramentos, que devem ser geridos em bloco, pois é algo muito delicado para ser analisado de forma pontual e intempestiva como usualmente se vê. Ele é um dos grandes temas discutidos em nossas consultorias e em nossos treinamentos de gestão para líderes e executivos seniores do cooperativismo de crédito. Estes líderes devem pensar e agir como banqueiros, para que possam competir no mercado e assim entregar os benefícios do cooperativismo a seus sócios.

 

10ª) Taxas Baratas – Onde estão nossos diferenciais? Reforçamos há anos que somos ineficazes na venda de nossos inúmeros diferenciais (IOF, Sobras, Voto, Desenvolvimento local, tarifas, taxas competitivas etc). E agora diante da redução das taxas de juros dos bancos públicos vimos o desespero de alguns para reduzir a taxas, tornando inútil o conceito de que no cooperativismo de crédito há ganhos para quem concentra para ganhar.

Calma ao optar por reduzir taxas! Se nós entrarmos neste jogo de cabeça quente perdemos muito, e esta ação descuidada pode ter consequências fatais para muitas Singulares, já que lhes faltarão recursos para reinvestir em tecnologia, marketing, pessoal, expansão, remunerar capital social, ou mesmo absorver inadimplências elevadas e não corretamente precificadas. Isso sem contar que muitas Singulares não dispõe de gordura nem mesmo para estas atividades tão elementares.

Observemos minuciosamente a nossa base e percebamos que para a grande maioria de nossos sócios este tema macro – redução de taxa – está sendo muito bem conduzido pelos executivos da Singular. E eles estão certos, pois somos um corpo vivo e não uma financeira onde só se atende crédito para “taxeiros”. Bem como, que muitos de nossos clientes não irão fazer demanda de crédito neste trimestre onde o tema está em voga, e, portanto, após baixar a poeira, tudo se manterá. Lembremos que tudo na vida é passageiro, e esta enxurrada logo perderá força, pois como exposto no início deste artigo temos a chegada de fatos macros como uma importante eleição, CPI do Cachoeira, dias das mães, festas juninas, final de campeonatos regionais, etc. Todos temas tradicionais que sobrepõe involuntariamente os demais. Por mais que queiramos discordar, isto é o Brasil.

Alguns bancos comerciais sinalizaram reduções, mas na grande maioria delas você terá que trocar de banco transferindo seu salário para lá, ou são linhas com excesso de garantia e disponível apenas para alguns extremamente bons e antigos clientes. Vamos e convenhamos. Isto não pega no Brasil. No fundo sabemos que os bancos de varejo são todos iguais e logo estaremos pagando o mesmo que no banco antigo (ou até mais nos créditos e nas tarifas). Além de contar com limites menores, já que não o conhecem e não tem a certeza que o banco antigo retirou seus limites. A tudo isto se soma o processo de abrir conta, a proximidade da nova agência, a necessidade de decorar novas senhas, entre outros problemas.

Os bancos públicos não podem ser o guia para as Singulares, pois irão fazer sempre estripulias comerciais desfocadas do bom senso mercadológico. Estas estripulias irão em breve desaguar em discretos, mas severos entraves comerciais, como: elevação do já deficitário atendimento com maiores reclamações junto ao Procon; maior inadimplência, pois muito do crédito é demandado por clientes já bem endividados e com contas e limites em mais de um banco; funcionários desmotivados, seja pelo excesso de serviço ou pela redução/extinção de prêmios por participação nos resultados, devido à redução abrupta de taxas com reflexos no resultados, etc.

Este nosso mercado não é para amadores, bem intencionados e puros de alma. Não podemos agir como se fossemos ingênuos e desatentos às jogadas previsíveis que de forma cíclica irão nos afrontar. Vemos casos de clientes (que não podem ser chamados de sócios) que bravam que no banco “X” é mais barato na linha tal. Mas será que este seria o perfil de sócios que estamos buscando para edificar nosso projeto? Se não é, então por que damos tanta atenção as suas bravatas, e muitas vezes oriundas de poucos clientes “taxeiros”? Entretanto, por outro lado, muitas vezes já vimos depoimentos de alguns destes sócios “taxeiros” que foram nos bancos atrás das promoções de taxas, e voltaram ao analisarem que no final das contas, eles perdem.

Somos bons e precisamos acreditar nisto, em especial na ponta da caneta no final do ano para quem nos prestigiou. É uma boa hora para saber quem são os nossos clientes que merecem ser reconhecidos pela aderência as nossas soluções e, por conseguinte, desejados no projeto de perenidade de nossa Singular. Se não formos seletivos, perderemos. Fora “tranqueiras”!

Precisamos de serenidade em nossas jogadas, pois como sempre orientamos quanto a nosso modelo de negócio: “não se pode jogar dama com peça de xadrez”. Seria prudente, de forma discreta e escalonada, irmos criando alguns movimentos para que nossos clientes percebam que, apesar de sermos muito competitivos em nossas soluções (e vantagens), estamos sempre analisando melhorias em nossas soluções. Quem sabe, não seria oportuno adotarmos a redução em uma ou duas linhas de crédito de financiamento já para os próximos 30 dias. Linhas estas que tenham realmente pouca saída para não expropriar nosso já delicado funding, mas tragam boas garantias. Ex: Crédito de veículos novos em 12 meses com 50% de financiamento a X%a.m., ou Crédito Consignado de clientes que recebam salário conosco, em até 06 meses com uma taxa hiper bonificada. Sabemos que poucos farão uso destas linhas, mas realmente estaremos demonstrando um movimento pró-ativo diante do cenário macro do mercado.

 

11ª) É hora de convocar nossos sócios para remar ainda mais? Somos um modelo de negócio muito interessante para os sócios que concentrarem suas necessidades conosco. Mas isto não se observa por inúmeras razões, entre elas a nossa complacência com os sócios, deixando que se portem como espertos clientes. Esta inversão de valores dificulta que entendam nosso mantra com o qual batizamos uma de nossas palestras feitas aos sócios e potenciais sócios: Concentrar para ganhar. O cliente foge facilmente do desejado ganha-ganha ao nos cotar em uma solução específica como se fosse um leilão, colocando toda a brasa na sardinha dele, de tal sorte que só ele ganha. Somos uma sociedade de interesses comuns, e a concentração deste tipo de “parceiro” fará nosso projeto ruir. Este comum cenário é eventualmente encontrado em muitas Singulares que rezam que o cliente é “dono”. Se não os acompanharmos e os auditarmos, perdemos sempre.

 

12ª) Foco no relacionamento e não em produtos:
Devemos cuidar muito para que não haja esforço na promoção de um determinado produto ou serviço. Esta é uma visão imediatista e desfocada dos mais singelos preceitos comerciais, e com resultados nefastos ao nosso modelo de negócio e a perpetuação da Singular. Portanto, é equivocado acharmos que ganhamos algo comercialmente ao atender o cliente em uma solução pontual. Só sobreviveremos se atender cada um de nossa base de sócios em sua gama de demanda. Qualquer foco fora deste é desconhecer a lógica deste maquiavélico mercado.

Na crise se cresce melhor, pois só há musculatura na medida em que há resistência a superar. É hora de convocar nossos sócios para que se portem como tal. Aqueles que se portarem como “taxeiros” de crédito ou de serviços devem ser disciplinados ou finalmente descartados. Já os “taxeiros” aplicadores, inclusive em capital social, devem sempre ser bem cuidados e muito bem vindos. Se não desovamos os recursos que aportam na Singular é um problema mais fácil de resolver do que buscar captação barata e de longo prazo.

Cabe aqui uma ressalva. Se há concentração nestes aplicadores e estas aplicações são de curtos prazos, deve a Singular ter ciência que precisam alongar e pulverizar sua captação de forma discreta e no médio prazo. Caso contrário, ela viverá unicamente a mercê das constantes e crescentes reivindicações destes poucos aplicadores. Um enorme e usual risco.

 

Reflexão final: A condução de uma Cooperativa de Crédito precede de uma fortíssima veia comercial, pois sem resultados não há como distribuir os benefícios sociais que estão contidos em nosso modelo de negócio, e muito menos apresentar para a sociedade local nossa solução como uma verdadeira e racional proposta.

Relembramos o que orientamos há anos. Devemos perseguir taxas e tarifas competitivas e nunca Baratas. Assim, diante do novo cenário pontual da redução das taxas de juros impigido pelo governo através de seus braços finaceiros – BB e Caixa – é bom analisarmos os inúmeros outros coadjuvantes deste cenário. Estes apresentados em cada um dos 12 temas deste artigo.

Somos e podemos ofertar muito mais vantagens que os bancos Baratos. Nossos bons sócios que aqui concentrarem terão ganhos racionais no todo e não em um produto ou serviço. Se formos nesta linha simplista de taxa e tarifa Barata, o futuro não nos pertence.

Boa reunião com sua equipe de executivos para discutirem estes temas.

Ricardo Coelho Consultoria e Treinamento Comercial para Instituições Financeiras – www.ricardocoelhoconsult.com.br

O spread do Banco Central versus o spread dos bancos

May 1st, 2012 No comments

Enquanto o Banco Central aponta spread médio de 28% ao ano, os três maiores bancos privados divulgaram nesta semana junto com seus balanços que, segundo seus cálculos, seus spreads médios com operações de crédito rodaram em torno de 13% ao ano no primeiro trimestre.

O indicador calculado pelo BC e divulgado mensalmente virou argumento central do governo contra os bancos na recente cruzada para forçar para baixo o alto spread – diferença entre o custo de captação dos bancos e os juros dos empréstimo aos clientes – praticado no país.

Na quarta-feira, o BC divulgou a nota de crédito referente a março, que indicou spread médio de 18,4% ao ano nos empréstimos para empresas e de 35,1% para pessoas físicas, além de ter cravado o spread geral de 28%. O Itaú informou que seu spread de janeiro a março foi de 13,5% ao ano, enquanto o Santander apontou 12,4%. No balanço do Bradesco, o dado não é explícito.

O tamanho da diferença intriga. E os bancos começam a empreender um esforço para explicá-la, com o objetivo de ganhar algum terreno na polêmica que se instalou nas últimas três semanas em torno do custo do crédito.

“Qual dos dois está certo? O fato é que o spread do BC e o dos bancos mostram coisas diferentes”, pontua um banqueiro. “O spread do BC é baseado em poucos produtos. Virou verdade porque tem o selo do BC”, diz um ex-presidente da Febraban, a federação dos bancos.

Os bancos apontam que o spread do BC só pega 52,9% do crédito para pessoas físicas do sistema e 39,1% dos empréstimos para empresas; e essa seria a principal falha da metodologia. Abrange basicamente créditos concedidos a partir dos chamados recursos livres, aqueles que não têm direcionamento obrigatório (como rural e imobiliário) e não contam com subsídio, como os financiamentos do BNDES. Justamente linhas como as do BNDES e o crédito imobiliário têm boas garantias e, portanto, risco mais baixo e spreads menores. Os grandes bancos são grandes repassadores dos recursos do BNDES e assumem o risco de crédito das operações que fecham.

O argumento não é novo. No site da Febraban, é possível encontrar estudos publicados desde outubro de 2009 exatamente com o mesmo raciocínio. Os estudos são atualizados mensalmente e elaborados pelo economista-chefe da instituição, Rubens Sardenberg.

Segundo aponta Sardenberg, no spread para pessoa física entram as linhas de cheque especial, crédito pessoal, de compra de veículos e outros bens. Ficam de fora cartão de crédito, imobiliário e leasing, por exemplo. Já no spread das empresas, entram desconto de duplicatas e notas promissórias, capital de giro, conta garantida, aquisição de bens e repasses externos e ACCs. BNDES, crédito rural e leasing não integram a conta e respondem por quase 60% dos empréstimos para empresas.

“Produtos com taxas mais altas e mais sensíveis a flutuações de curto prazo estão super representados na amostra utilizada pelo BC para cálculo do spread bancário”, afirma o estudo. Exemplo citado: o crédito pessoal representa 27,1% do saldo das operações para pessoas físicas e, segundo a Febraban, tem peso de 54,4% no saldo das operações incluídas no cálculo do spread. Outro: a conta garantida é 8,9% do saldo de empréstimos para empresas e tem peso de 13,5% no estoque considerado para o spread; enquanto o ACC é 4,3% do estoque e 8,5% do spread.

Sardenberg chega a recalcular o spread, incluindo, entre outros, o imobiliário, que tem spread de 6% ao ano. E, nas suas contas, o spread em fevereiro deste ano para pessoas físicas não seria de 35,8% ao ano, como apontou o BC, mas de 28,4%. O cálculo da Febraban baseia-se em 78,6% do estoque (ante 52,9% do BC) e não chega a 100% porque deixa de fora modalidades como empréstimos de cooperativas e saldos não financiados no cartão de crédito, que não têm taxas acompanhadas pelo BC.

Para empresas, o spread recalculado da Febraban para fevereiro é de 13,5%, ante os 18,8% do BC. De novo, ficam de fora da conta da entidade modalidades não acompanhadas pela autoridade e entram no cálculo 67,9% do estoque (em comparação a 39,1% do BC).

Banqueiros apontam outro “defeito” do spread do BC. “O spread é calculado sobre o fluxo de empréstimos e os prazos desses empréstimos não são ponderados. Com isso, os créditos de 30 dias, mais caros, têm o mesmo peso no cálculo do que os financiamentos de longo prazo”, diz um deles.

Três executivos de instituições distintas ouvidos pelo Valor contam a mesma história para explicar a origem do cálculo feito pelo BC: ele foi idealizado na gestão de Armínio Fraga à frente do BC, em 1999, com o objetivo de acompanhar a tendência da taxa no tempo e não para ser a reprodução exata daquilo que é praticado. A um interlocutor, recentemente, Armínio Fraga não teria endossado a história e teria dito que o cálculo deveria refletir a realidade.

O curioso é que o autor do estudo inicial mencionado pelos banqueiros sobre spread no BC, sob a gestão de Fraga, foi justamente Alexandre Tombini, o atual presidente do Banco Central e que, à época, chefiava o departamento de estudos e pesquisas da autarquia. Isso situa Tombini no coração do debate atual. A pressão sobre os bancos tem sido puxada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pela presidente Dilma Rousseff, enquanto o BC, que fiscaliza e regula os bancos, tem se mantido silente. Mas o tema é próximo de Tombini. Ele conduziu o estudo logo depois da implementação do regime de metas de inflação no país, que criou o ambiente de estabilidade econômica que pavimentou o caminho para a expansão do crédito desde então.

Algumas das sugestões de medidas para baixar o spread feitas por Tombini há 13 anos constam também da lista entregue ao governo pela Febraban há duas semanas. Outras foram implementadas, como a ampliação da base de cobertura da central de risco do BC, que abrangia empréstimos de R$ 50 mil para cima em 1999 e agora chega a R$ 1.000. Vale a pena revisitar o texto.

Fonte: Valor Econômico

Proteste: clientes não conseguem contratos com juros baixos

May 1st, 2012 No comments

De acordo com pesquisa da associação de consumidores Proteste, os clientes estão tendo dificuldade em contratar financiamento com as taxas mínimas divulgadas nos bancos públicos e privados que promoveram queda nos juros (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, HSBC, Itaú e Bradesco).

Conforme a associação, em visitas às agências de São Paulo e do Rio de Janeiro nos dias 23 e 24 de abril, os pesquisadores tiveram dificuldades para obter simulação de financiamento para não clientes, no caso do HSBC. A transferência da conta salário para o banco é exigido pela maioria deles na hora do pedido de crédito, assim como é levada em conta a renda e o histórico do cliente na hora de definir a taxa de juros a ser oferecida, diz a Proteste, que considera que, por esses motivos, é importante pesquisar também as taxas máximas oferecidas.

A Proteste simulou o financiamento de um Gol GV 1.0 Flex 4p 2011 zero km em 24 vezes nas cinco instituições e constatou que, na Caixa, para obter as taxas mínimas há uma série de exigências como prazo de financiamento, tempo de conta na instituição e número de parcelas. No Bradesco, a taxa mínima de 0,97% só é válida no caso de o cliente dar entrada de 50% do valor do carro e fizer o parcelamento em, no máximo, seis meses, segundo a Proteste.

Segundo a associação, na comparação das taxas de abril com as de fevereiro, não houve mudança significativa e em alguns casos, a taxa chegou a ser maior do que a verificada anteriormente. Em fevereiro, a taxa para o financiamento do mesmo carro no Bradesco era de 2,45% ao mês e, nesse mês, foi de 2,22% na agência de São Paulo, e de 2,04% na agência do Rio de Janeiro.

Os juros praticados na Caixa chegaram a ser piores do que encontrados em fevereiro; enquanto a taxa anterior variava entre 1,66% e 2,6%, hoje o mesmo financiamento é feito com uma taxa de 1,70%, diz a Proteste.

No caso do rotativo do cartão de crédito no banco Itaú a nova taxa mínima, de 3,85%, é praticada somente nos casos de novos clientes e não houve alteração para quem já é correntista, conforme o levantamento enquanto no Bradesco as novas taxas dependem da linha do cartão do cliente. Um cliente com renda mensal a partir de R$ 3.100 teria acesso a um cartão em que a taxa do rotativo permanece a mesma, 15% ao mês, quase 440% ao ano, diz a associação.

No caso de empréstimo pessoal, o levantamento constatou que taxa informada para o empréstimo pessoal no Bradesco chega a 7,31% e dependem da renda e do relacionamento com o banco. No Banco do Brasil, as taxas irão variar de 1,99% a 5,8%, mas os valores mínimos são válidos somente são válidos para os que levarem o salário para o banco. No Itaú a taxa informada para o empréstimo pessoal é 3,55%, mas também é válida somente para novos clientes que receberem o salário pelo banco, completa a associação.

Procurada, a Caixa Econômica Federal ainda não se manifestou sobre a pesquisa. Segundo a assessoria de imprensa do Itaú Unibanco, as novas taxas de juros começam a valer apenas no dia 02 de maio. Em nota, o Banco do Brasil afirmou que “diferentemente do que informou a Proteste, as taxas de juros para empréstimo pessoal no BB (BB Crédito Automático) foram reduzidas de 3,39% a 6,79% ao mês, para o intervalo de 1,99% a 5,80% ao mês e são válidas para todos os clientes do Banco do Brasil.”

O banco HSBC informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não oferece financiamento de veículos para não-correntistas. O Banco Bradesco afirmou que a taxa mínima do crédito pessoal foi reduzida de 2,66% para 1,97% ao mês e a taxa de 7,31% refere-se ao limite de crédito pessoal rotativo disponível na conta do cliente. “Isto significa que o cliente tem opções de financiamento mais em conta na rede de agências”, diz nota. No financiamento de veículos, a taxa mínima do banco caiu de 1,35% para 0,97% ao mês, com 40% de entrada e prazo de até 12 meses, conforme a assessoria. “As condições estipuladas para o cliente podem sofrer alterações conforme perfil e relacionamento”, completa.

Fonte: Terra – TERRA – SÃO PAULO 26/04/2012

O Caminho Selic no Cooperativismo de Crédito, por Ricardo Coelho

April 8th, 2012 No comments

Sem métricas e padrões não podemos avaliar se algo está correto ou se desenvolve a contento. E, para tanto, inventamos medições para quase tudo que nos cerca como: distância, pesos, glóbulos brancos, índice de desenvolvimento humano (IDH) e assim por diante.

Entre todas estas métricas, a que atualmente mais me fascina é a que determina a distância, peso e tempo, já que no final de abril, acompanhado da esposa e de uma mochila de 10 kg, farei a caminhada de 30 dias pelos 800 km do Caminho de Santiago de Compostela, cruzando a Espanha. Investimos horas na avaliação e harmonização de temas coadjuvantes que podem minar ou favorecer nosso projeto, mesmo que seja aparentemente insignificante como a escolha da marca e formato do “band-aid” que levaremos. Estamos fisicamente e mentalmente preparados para o início do “Caminho”, tendo muita afinidade com os novos parceiros: mochila, botas, bolhas, colchonetes, trajes, alimentação, chuva, frio, piso… . Será um bom “Caminho”.   

Mas o que este projeto particular tem a ver com a gestão do Cooperativismo de Crédito? Ocorre que vemos muitas Singulares levando em suas mochilas de gestão, pesadas e desconhecidas pedras de gelo, sem saber qual a sua real utilidade e desatentas ao seu descongelar em grandes pingos por um deserto inóspito. Uma destas grandes pedras de gelo é a Selic. Vamos a ela.

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Selic: A grande e pesada pedra de gelo em nossa mochila de gestão. 

Muitas Singulares carregam esta grande pedra de gelo sem analisar detalhadamente os benefícios e malefícios em sua instituição. E para agravar, tendem a dar-lhe atenção unicamente nas 8 vezes ao ano, quando a cada 45 dias há reuniões do COPOM – Comitê de Política Monetária. E com esta visão superficial, traçam ponderações descompromissadas sobre o real impacto da Selic.

Se a distância, peso e tempo são relevantes como métricas para o projeto do Caminho de Santiago, a Selic deveria ser uma das mais importantes métricas a ser gerida com sapiência pelos gestores do Cooperativismo de Crédito. É sabido que sua manutenção ou oscilação seguem vieses econômicos e políticos, já que esta “torneira” permite que rapidamente o governo controle o consumo ou o investimento, e consequentemente o apetite da inflação, além de balizar o custo da sua dívida.

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Uma inferência pretensiosa à CDI a 8% a.a. como métrica de competitividade:

Pelos cenários macros internacionais e nacionais há uma forte sinalização que a gestão da Selic pelo COPOM para o ano será de manutenção em patamares próximo a 9% a.a, chegando eventualmente ao “número mágico” de 8,75% a.a.. Sim, pois esta é a trava mental para a Selic no Brasil. Basta observarmos que na série histórica saudável da Selic nestes últimos 15 anos, iniciada  em 1.997 quando o Plano Real amadureceu, não tivemos índices menores que 8,75% a.a.. Além de que, nos recentes governos de “esquerda moderada” (Lula e Dilma), 8,75% a.a. é o patamar de mais longa sequência de toda a série histórica, sendo 6 reuniões do COPOM em 9 meses corridos.

Este cenário pode ser melhor compreendido se revermos as ponderações do nosso artigo postado no site: CDI – Amor platônico do martelo por um prego, no qual propomos entre outras reflexões, a que baliza o ganho mínimo de 4% a.a. aceito pelo investidor, já descontado a inflação que oscila em 4% a.a.. Ou seja, uma Selic nunca menor que 8% a.a.. Menos que isto o governo terá sérias dificuldades em dar atratividade para que os investidores comprem seus papéis visando a rolar sua dívida pública. Nesse artigo, ainda orientávamos a usar uma Selic conservadora de 8% a.a. para todos os cenários do Planejamento Estratégico e dos Planos de Ação Comercial. Se uma Singular for eficaz ao patamar de uma Selic de 8% a.a., há grandes possibilidades de vir a ser um sucesso.

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Onde a Selic pode impactar o Caminho das Singulares – visão macro:

a)      Muitas Singulares coerentemente já pagam Selic cheia pelo Capital Social aplicado pelos seus “sócios”, outras o fazem parcialmente. Assim, com a redução e manutenção deste indexador, a remuneração custará menos ao ano, favorecendo a elevação das Sobras.

  • § Vemos muitas das Singulares remunerando o Capital Social em apenas um percentual da Selic. Assim, buscam no índice de poupança uma alternativa para declarar ao sócio que seu investimento foi minimamente corrigido, contudo omitem que ele ainda pagará 15% de IR.

b)      Com a Poupança mais atrativa, as Singulares passam a captar menos em Depósito a Prazo, podendo isso ser um sério problema para manter a rentabilidade da Singular ou até mesmo manter a carteira de crédito enquadrada nos índices oficiais.

  • § Devemos ficar atentos, pois a solução Poupança vem recebendo intensos estudos do governo para mudar a regra de ganhos para novas contas e aportes, visando a acabar com o tradicional ganho fixo de 6% a.a.. Sim, pois em época de Selic baixa, a Poupança se torna muito competitiva, em especial por não incidir IR, atraindo indevidamente investidores especulativos e não apenas os pequenos poupadores, que é o objetivo maior deste produto.

c)      Como medida prudencial muitas Singulares aplicam na centralizadora parte de seus passivos e/ou seus excedentes de caixa, ou seja, quanto mais tiverem recursos na centralizadora e mais a Selic baixar, menos “receita” será somada às Sobras. E para muitas Singulares hiper aplicadas esta variação negativa da Selic poderá determinar perda já neste exercício ou um enorme impacto nas Sobras. Sim, pois com este enorme saldo “parado” na centralizadora, irão abrir mão de uma receita cativa anual de 2,5% a.a. (Selic de 12/2011 a 11,50% a.a. contra 9% a.a. provável em 12/2012). E como usualmente as Singulares hiper aplicadas não sabem dar crédito de varejo, podem estar diante de um impasse existencial e de um cenário de risco.

d)      Algumas Singulares são desatentas à definição de suas taxas de captação em Depósito a Prazo, pagando sempre alto, inclusive para aplicações de curto prazo, mesmo que não tenham demanda por este recurso. Assim, a médio prazo, haverá sérios impactos na engenharia das Sobras, e em muitos casos, podem nem identificar a tempo a causa. Sim, pois é fácil incrementar ou estancar a carteira de empréstimos, mas a lógica por detrás da captação é muito mais sutil e astuta. Este tema é um dos inúmeros orientados em nossas consultorias e que muitas vezes precisam de melhorias pontuais e novas estratégicas na gestão de recursos.

e)      Muitas Singulares indexam a grande maioria de seus créditos parcelados ao CDI, o qual segue muito de perto a variação da Selic. Portanto, com a queda do CDI, as receitas futuras destes créditos irão cair substancialmente, impactando as Sobras. Contudo, beneficiando agora estes clientes, pois poderão vir a ter sua taxa de juros real menor que o custo do dinheiro da Singular.

  • § Além de ficar descasado o prazo entre captação e alocação do recurso, sem que haja garantia de que a aplicação será mantida pelo prazo médio dos longos créditos concedidos. Pois, uma baixa remuneração, faz com que boa parte dos investidores procurem novas opções ao tradicional depósito a prazo e fiquem inquietos quanto a baixa remuneração do Capital social.

f)       Confrontando a lógica mercadológica, algumas Singulares reduzem ou sobem suas taxas de juros de varejo, unicamente porque a Selic (CDI) oscilou. Ora! O custo do dinheiro a emprestar é composto por uma gama de complexas variáveis, e não unicamente pelo custo financeiro da captação. Portanto não pode sozinho deflagrar a delicada ação de alterar os juros.

g)      Outras reflexões poderiam estar aqui explicitadas, mas deixemos que vocês as construam.

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Reflexão Final:

Percebemos que nestes quase 20 anos a Selic, e o seu fiel escudeiro –  CDI influenciaram uma gama de aspectos da gestão do Cooperativismo de Crédito. Contudo, não é usual vermos muita disposição em observar e entender os sinais de advertência e de oportunidades atreladas a variações da Selic. Reconhecemos que é complexa a análise dos impactos da Selic no Cooperativismo de Crédito, mas cabe aos executivos, em especial aqueles do Conselho de Administração em Singulares com Governança, estudar e entender profundamente a Selic, como também os demais temas macros de gestão da sua Instituição.

Importantíssimo: Com  a manutenção da Selic em baixa, é urgente que oxigenemos nossas fontes de receitas, através da venda de todas as nossas soluções, e não somente das aplicações e créditos. De imediato, devemos viabilizar: tarifas avulsas e pacotes de serviços bem precificados; cobrança de títulos em valores coerentes; repasse rentáveis de seguros, consórcios, cartão de crédito etc; uso da conta corrente e dos débitos automáticos … . O mercado já pune fortemente as Singulares que não agregam a sua base todos os serviços do varejo financeiro massificado. Por mais ágil e “fácil” que possa parecer, é arriscado o “Caminho” focado em captação e crédito. A sobrevivência do Cooperativismo de Crédito passa pela entrega de nossos serviços agregados, na medida exata do que “couber” em cada um de nossos sócios. “Fidelização é a satisfação pela concentração.  

Portanto, o Governo é quem criou a Selic e, gostemos ou não, ele a conduz sem qualquer ponderação quanto a sua relevância ou impactos ao Cooperativismo de Crédito. Então temos aqui mais uma métrica para nos guiar e saibamos usá-la a nosso favor. Bom “Caminho” à nós.

Ricardo Coelho   Consultoria e Treinamento Comercial para Instituições Financeiras – www.ricardocoelhoconsult.com.br  

Risco “i” – Uma nova classe de risco para o Cooperativismo de Crédito, por Ricardo Coelho

February 28th, 2012 2 comments
Ricardo Coelho é Consultor para Cooperativas de Crédito

Reconhecemos a relevância das etapas de concessão, recebimento e cobrança do crédito, mas consideramos mediano o atual modelo de validação de classificação de risco do crédito, pois seu processo só o atualiza uma única vez após o fechamento do mês. Além do que, só demonstra as alterações nos níveis de riscos no início do mês subseqüente. Portanto, não é boa prática comercial tomarmos decisões baseado em informações com mais de 30 dias de retardo. A manutenção deste formato corrompe a boa gestão da carteira de crédito e pode impactar sobremaneira nossos resultados, já que apenas nos “permite” agir quando o cliente agrava sua classificação de risco e eleva sua provisão.

Mas com criatividade, vontade e processos simples suavizaremos este descompasso através de acompanhamento pró-ativo de nossos devedores. Tudo para nos alinhar a antiga máxima do crédito massificado: O primeiro que cobra é o primeiro que recebe, e reforça suas garantias.

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Falta-nos acompanhamento:

Com a rápida maturidade do crédito de varejo massificado percebemos muita atenção no processo de concessão do crédito. Depois, inexplicavelmente, elegemos o devedor como o único responsável pela dívida. Como se o problema de uma eventual inadimplência fosse só dele. Este seria o melhor dos mundos, mas não é assim que funciona. Lembremo-nos que nosso maior compromisso é com a manutenção do grau de confiança em nós depositado por aqueles que aportaram recursos na singular, e, portanto, é também nosso dever sermos eficazes em todas as etapas do crédito, inclusive no acompanhamento.

Visando suavizar o impacto da inadimplência em nossas gestões, devemos estar antenados aos sinais emitidos cotidianamente pelo devedor quanto a sua saúde financeira. Este acompanhamento nos permitirá mais coerência e pró-atividade na gestão deste sensível tema. Este artigo chama a atenção para os inúmeros sinais da vida financeira dos nossos clientes devedores que podem apontar um eventual risco no recebimento do crédito e subsidiar nossas novas concessões creditícias.

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Risco “ i ”:

Apresentamos a você o Risco “ i ”, um inovador e relevante conceito de risco de crédito. Resolvemos criá-lo, pois em nossas consultorias e capacitações é usual vermos o não acompanhamento detalhado dos créditos concedidos. Este descuido potencializa perdas relevantes, mas não ganha notoriedade dos gestores por não afetar as provisões no curto prazo.

Escolhemos a nomenclatura: Risco “ i ” por dois motivos. O primeiro é porque facilita a memorização e sua correlação com os temas afins a provisão, é ser a próxima letra do alfabeto após os formais riscos: a, b, c, d, e, f, g, h . O segundo motivo é que o Risco “ i ” explicita a expressão sonora “ i i i i i i i i i i i ” que usualmente emitimos quando queremos sinalizar que algo está começando a degringolar.

Na prática o Risco “ i ” visa alertar a Singular de uma potencial deterioração do crédito através dos primeiros sinais emitidos pelo cliente. Estes sinais sabidamente demonstraram um fato anormal na vida financeira do cliente que merece ser analisado e acompanhado pelo seu gerente, para que possa entendê-lo, evitá-lo ou mitigá-lo.

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Alguns dos usuais sinais que potencializam um Risco “i”

A lista abaixo não tem a pretensão de relacionar todos os possíveis sinais de Risco “ i ”, já que dependem diretamente das especificidades das praças, das singulares e dos fluxos financeiros dos clientes. Mas certamente irão permitir uma melhor compreensão do conceito macro do Risco “i”, que se resume em acompanhamento pró-ativo dos sinais financeiros dos devedores, sendo que muitos deles podem ser facilmente implementados pela sua área de TI. Abaixo alguns Riscos “i”:

  1. O primeiro Adiantamento a Depositantes (AD)
  2. Recorrentes Adiantamentos a Depositantes (AD)
  3. Adiantamento a Depositantes (AD) em conta corrente recente
  4. Cheque devolvido (alíneas: 11, 12, 21), em especial em conta recente
  5. Uso do limite de Ch. Especial (mesmo que parcial) para liquidar parcelas de dívidas, ou para honrar outros débitos de tarifas, débitos automáticos, outros convênios…
  6. Atraso em crédito com menos de 1/3 do prazo decorrido ou em menos de seis meses após concessão do crédito parcelado
  7. Inadimplente já na primeira parcela (possibilidade de golpe)
  8. Inadimplente de composição ou renegociação
  9. Não cobertura do limite de cheque especial nos últimos 30 dias
  10. Limite do cheque especial com uso maior que 60% nos últimos 31 dias
  11. Sem depósitos de suas receitas mensais, nem 50% de sua renda declarada
  12. Redução no número de movimentação a crédito em conta corrente
  13. Renovação de créditos rotativos (conta garantida), pagando apenas o mínimo legal
  14. Cartão de crédito com mais de 50% refinanciado (em especial os novos)
  15. Cartão de crédito com pagamento mínimo
  16. Exclusão do débito automático do cartão de crédito ou outros
  17. Freqüência diária na agência para solucionar problemas de sua má gestão
  18. Elevação do ticket médio/concentração dos títulos descontados (incluindo cheques)
  19. Redução e/ou Alongamento dos títulos descontados
  20. Pedido de aumento de limite de cheque especial s/ razão plausível, estando usando cheio
  21. Cancelamento de seguro (especialmente de vida)
  22. Solicitação de alongamento da dívida, antes de 50% do prazo
  23. Estoque excessivo de talão
  24. Pedido de crédito dando como garantia bens próprios, visando levantar recursos
  25. Cliente elevadamente devedor e que aceita facilmente “comprar” soluções menos nobres
  26. Cliente totalmente alheio a taxa e tarifas relativas ao novo crédito desejado
  27. Reclamação rotineira do atendimento de outra Instituição Financeira
  28. Empresa antiga com excesso de rotatividade de empregados
  29. Dificuldade recente em fornecer documentação (pessoal ou da empresa), etc.

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Sugestão de possíveis ações após a sinalização para evitar Riscos “ i ” :

  1. Acompanhamento pontual
  2. Entrevista pró-ativa com atitude corretiva
  3. Refazer cadastros com menor periodicidade de clientes com crédito novos ou de vultos
  4. Validar ciclicamente nos bancos de restritivos os clientes de crédito novos ou de vulto
  5. Reconhecer grupos econômicos (de fato e direito)
  6. Implementar check-list para desconto de cheque
  7. Capacitar o Caixa para a função também de “perdigueiro de cheques”
  8. Desenvolver expertis para visitas comerciais de concessão e acompanhamento de crédito
  9. Validar se o avalista tiver a mesma fonte de renda
  10. Sempre ter em mente que o capital social e sobras podem vir a suavizar nosso risco

Reflexão final: O Risco “i” é um tema intrigante e que mina os resultados das Singulares, e neste breve artigo apresentamos sua relevância de forma lúdica, sem deixar de sermos assertivos. Ele se baseia no acompanhamento astuto do crédito através do cotidiano e da vivência dos gestores e de sua equipe junto a estes clientes. A carência de tecnologia em nosso modelo de negócio é fato, mas não podemos usá-la como muleta para não iniciarmos imediatamente nossas soluções criativas para minimizar a incidência de Risco “ i ” em nossa carteira.

O Risco “ i ” é um dos temas tratados em nosso curso de: Crédito e cobrança e de Visitas comerciais

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Ricardo Coelho  Consult                          www.ricardocoelhoconsult.com.br
Consultoria de Gestão e Capacitação Comercial para o Cooperativa de Crédito

Cresol Central já ultrapassa o montante de R$ 155 milhões liberados aos associados através de operações do Pronaf Custeio

January 21st, 2012 No comments

No primeiro semestre do ano safra 2011/2012 (de 01/07 a 31/12/2011), a Cresol Central efetuou mais de 20 mil operações de Pronaf Custeio, sendo 9.722 operações através de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e mais de 11 mil via Banco do Brasil. Juntas, elas representam um montante superior a R$ 155 milhões. Além do aumento no número de operações e de valor, outra novidade do plano safra 2011/2012 é o prazo. Neste ano, pela primeira vez, a Cresol Central iniciou a liberação em agosto, sendo que foi realizada com um mês de antecedência se comparada a safra anterior.

Conforme o Diretor Operacional de Crédito, Cláudio Risson, estas operações demonstram o crescimento do Sistema Cresol. “Nesta safra avançamos significativamente no volume de crédito repassado e também na quantidade de contratos liberados. Estes aumentos representam que o ano safra 2011/2012 vem sendo positivo, especialmente, no volume de crédito operado através do Pronaf e que estamos contribuindo, cada vez mais, com o desenvolvimento local e melhorando a qualidade de vida de nossos associados”, declara.
Com maior efetividade no planejamento, as cooperativas conseguiram organizar as contratações para que o crédito chegasse no momento oportuno ao associado. Segundo o Coordenador do Departamento de Crédito da Cresol Central, Maicon Tiago Mistura, o Sistema atenta para que o associado tenha crédito disponível no momento certo e no valor necessário. “Isto é possível através do trabalho em conjunto com as Cooperativas Singulares, dos treinamentos realizados antes do início das contratações e ajustes técnicos para as novas regras”, explica.

Entre as 55 Cooperativas que operam com Pronaf Custeio BNDES, a Cresol Irineópolis liberou neste período, através de 24 operações, uma média de R$ 5.368,28 a cada financiamento. De acordo com o Vice-Presidente da Cooperativa, Edvino Zielinski, nesta safra, são mais de R$ 125 mil em operações. “O Pronaf Custeio é um importante instrumento para os agricultores, já que oferece oportunidade para desenvolverem as propriedades e condições para melhorarem a renda”, avalia.

Já a Cresol Xavantina efetuou 98 operações com média de, aproximadamente R$ 20 mil cada. Conforme o associado, Gilberto Pavan, a necessidade de financiar surgiu para aumentar os rendimentos na propriedade. “Com o crédito, financiei a lavoura de milho e também investi na produção de leite. Com isso, consigo ter capital de giro e maior renda”. Ele reside na Comunidade de Pinhal Preto, interior de Xavantina, no oeste de Santa Catarina, e acessou o Pronaf Custeio Agropecuário no valor de R$ 20 mil.
Plano Safra 2011/2012

Conforme dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), através do Plano Safra 2011/2012, os agricultores familiares de todo o país tem acesso a um total de R$ 16 bilhões, que podem ser aplicados em linhas de custeio, investimento e comercialização do Pronaf. Do total disponibilizado, R$ 7,7 bilhões são para operações de investimento e R$ 8,3 bilhões para operações de custeio.

Fonte: Cresol Central

Copom reduz Selic de 12% para 11,5% ao ano

October 19th, 2011 No comments

BRASÍLIA – O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou 0,5 ponto percentual dos juros e fixou a taxa básica (Selic) em 11,5% ao ano, mesmo com pressões do Palácio do Planalto sobre o Banco Central (BC) por uma queda maior. A decisão foi por unanimidade e sem viés.

Segundo o comunicado do comitê, divulgado há pouco, o Copom entende que “ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básico é consistente com o cenário de convergência da inflação para 2012″.

Mesmo com a pressão política, a maioria dos analistas e dos aplicadores previam um corte desse tamanho. Os negócios fechados, nesta quarta, no mercado futuro de juros apostavam numa queda de 0,5 ponto percentual. Apenas algumas instituições ousaram prever um corte maior, de 0,75 ponto percentual ou até 1 ponto percentual.

O presidente do BC, Alexandre Tombini, já havia avisado no início do mês passado que os futuros cortes seriam “moderados” e compatíveis com a volta da inflação para o centro da meta de 4,5% no fim do ano que vem, já que abandonou esse objetivo para este ano. A palavra “moderado” foi entendida como um corte de 0,5 ponto percentual pelo mercado. Tombini também tinha classificado a situação atual como “muito delicada” porque combina o risco de países quebrarem isso vira risco financeiro num cenário de perspectivas de baixo crescimento.

- O Banco Central tem comunicado que, olhando para frente, nas atuais condições ajustes moderados da taxa de juros são consistentes com a convergência da inflação para o centro da meta em dezembro de 2012, conforme é o nosso objetivo explicitado – disse Tombini na época.

Atualmente, a inflação acumulada nos últimos 12 meses, medida pelo IPCA (índice usado oficialmente), é de 7,3%: acima do limite da meta para o ano que é de 6,5%. No entanto, na visão do BC, esse número chegou ao pico e deve começar a perder força daqui para a frente, uma vez que nos dados recolhidos diariamente, a inflação já estaria dentro do centro da meta de 2012 que também é de 4,5%.

Fonte: O Globo

Copom surpreende e reduz taxa Selic para 12%aa ao ano

August 31st, 2011 1 comment

Selic 12% - agosto 2011 (Foto: Editoria de Arte/G1)

BRASÍLIA E SÃO PAULO – O Comitê de Política Monetária (Copom) surpreendeu e decidiu hoje reduzir a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto porcentual para 12% ao ano. Com isso, o colegiado do Banco Central interrompe o processo de aperto monetário iniciado em janeiro deste ano.

Levantamento feito pela Agência Estado com 72 instituições do mercado financeiro mostrou que era unânime a aposta na estabilidade da taxa Selic em 12,50% nesta reunião do comitê do BC. De janeiro a julho, a taxa Selic foi elevada em 1,75 ponto porcentual.

O comitê tem mais dois encontros previstos para 2011. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 18 e 19 de outubro e a última reunião, para 29 e 30 de novembro. A ata da reunião de hoje será divulgada pelo BC na quinta-feira da próxima semana, dia 8 de setembro.

Fonte: Estadão e G1

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Em um cenário de incertezas as cooperativas de crédito deixam evidente seu diferencial no desenvolvimento local

August 14th, 2011 No comments

Após o rebaixamento da dívida dos EUA pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s, voltam à tona as incertezas que cercaram a economia na primeira etapa da crise financeira em meados de 2008. Na época a economia brasileira foi afetada duramente pela retração na concessão de crédito por parte dos grandes bancos brasileiros que na dúvida restringiram a concessão de novos créditos, mesmo para clientes tradicionais.

O crédito, como sabe-se, é o combustível da economia, sendo que quanto maior o volume de crédito disponível, maiores as condições de manter-se a economia em crescimento gerando portanto a manutenção dos empregos, a continuidade dos investimentos e consequentemente a geração de riqueza de um país. A ausência do crédito, por sua vez, faz com que a existência de um cenário econômico negativo em nível mundial tenha impactos diretos em todas as regiões do Brasil, não pela situação mundial, mas pela inexistência de crédito para continuar a financiar as atividades mais simples do dia-a-dia das empresas.

O que fazem os bancos diante da incerteza? 

A oferta de crédito em tempos de crise

A tabela ao lado demonstra o crescimento da carteira de crédito das maiores instituições financeiras do país, comparativamente às cooperativas de crédito durante o auge da crise financeira (jun/08 a dez/09).

Percebe-se que depois da Caixa Econômica Federal que despontou nas liberações de crédito, orquestrada pelo Governo justamente para não deixar a economia parar,  as cooperativas de crédito do Sistema Sciredi apareceram em 2º lugar, com um crescimento de 54%. Já o somatório das 1.370 cooperativas de crédito do Brasil cresceram 39% neste mesmo período.

A tabela demonstra ainda o papel que os principais bancos privados adotam em um cenário de crise: pé no freio, tendendo a agravar ainda mais o cenário que já não se mostra favorável. Isto pode ser observado pelo baixo crescimento dos bancos privados em um período de 18 meses, sendo que algumas instituições cresceram menos do que a Taxa Selic acumulada no período.

O que fizeram as cooperativas de crédito?

Símbolo do CooperativismoPara o Presidente da Sicredi Pioneira RS, Márcio Port, as cooperativas de crédito tem um papel fundamental nas comunidades em que atuam: “por estarmos próximos de nossos associados e por conhecermos bem a realidade regional em que estamos inseridos é possível que as cooperativas de crédito mantenham a expansão da carteira de crédito mesmo quando todo o mercado está retraído“. Segundo Port este é um dos diferenciais de uma instituição financeira cooperativa: o foco no atendimento das necessidades de seus associados. “Nos momentos de dificuldade são as cooperativas de crédito que ficam ao lado do associado”, complementa.

Sua cooperativa também apresentou índices de crescimento acima do mercado no período da crise? Se sim, não deixe de divulgar esta informação na mídia local. Devemos aproveitar as oportunidades de demonstrarmos o trabalho diferenciado que as cooperativas de crédito fazem junto à seus associados.

Fonte: Sicredi Pioneira RS

Aumenta a distância entre Selic e TJLP

July 24th, 2011 No comments

Ao elevar a 12,5% ao ano a Selic, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central estabeleceu uma nova taxa básica de juros. Mas o piso não vale para todos

Aproximadamente 20% do estoque do crédito concedido no país, quase R$ 370 bilhões, tem como origem o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que opera com Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), estacionada em 6% ao ano desde 2009. A TJLP equivale agora a menos da metade da Selic e o diferencial entre as duas taxas se aproxima daquele atingido durante a crise financeira de 2008.

A TJLP equivale agora a menos da metade da Selic e o diferencial entre as duas taxas se aproxima daquele atingido durante a crise financeira de 2008. Ainda que nas linhas regulares do BNDES não haja equalização de taxa, somente esse descasamento configura um subsídio elevado, que pesa sobre o déficit fiscal e sobrecarrega a própria Selic, que tem que ser mais alta para cumprir a tarefa de inibir a pressão exercida pelo consumo, já que seu efeito não alcança um parte expressiva dos financiamentos concedidos no país.

Ninguém se arrisca a estimar o quanto a Selic poderia estar inflada por esse efeito, já que ele se dispersa pela economia e não é possível ver com precisão onde a TJLP vai aliviar o aperto monetário promovido pelo Banco Central. Mesmo o cálculo do que os economistas classificam como subsídio tem de ser feito por aproximação. Se considerado que o BNDES desembolsou quase R$ 144 bilhões em 2010 e que estima repetir esse volume este ano, a diferença de 6,5 pontos percentuais entre uma taxa e outra representaria uma perda superior a R$ 7 bilhões. Isso tomando por base uma parcela, também aproximada, de 80% desses desembolsos corrigida pela TJLP.

“Em alguns momentos, se descontar a inflação da TJLP, ela fica negativa”, disse o presidente do Conselho Regional de Economia de São Paulo, Heron do Carmo, que também vê caráter de subsídio na taxa praticada pelo BNDES, se tomada a Selic como referência para todo o sistema.

Fonte: Valor Econômico

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Novo documento para o BACEN sobre operações de crédito para as Cooperativas

July 20th, 2011 No comments

As cooperativas de crédito e outras instituições financeiras do país terão que enviar um novo modelo de documento sobre operações de crédito ao Banco Central do Brasil (BC). Trata-se do documento N º 3040 que é o instrumento pelo qual as instituições comunicam ao órgão fiscalizador os dados referentes ao Sistema de Informações de Crédito (SCR). O gerente de Relacionamento e Desenvolvimento do Cooperativismo de Crédito da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Sílvio Giusti, alerta o setor quanto ao cumprimento do prazo exigido. “O BC vem divulgando essas alterações de forma constante e gradativa para o sistema financeiro”, diz.

Segundo informações do BC, como explicou o gestor da OCB, muitas cooperativas ainda não enviaram o documento, que se encontra em fase de teste no site do Banco Central. Na página, é possível verificar e simular o envio de um novo arquivo. “A informação que temos é que apenas 25% das cooperativas enviaram o documento Nº 3040 com formato válido”, disse Giusti.

O mesmo foi instituído com base na Resolução do Conselho Monetário Nacional nº 3.658/2008, e trata do envio de informações sobre operações de crédito ao BC. Ele substitui os documentos 3020 e 3030 conforme carta-circular nº 3.451, e tem como objetivo auxiliar na supervisão do risco de crédito a que estão expostas as instituições, além de propiciar o intercâmbio de informações sobre o montante de débitos e de responsabilidades de clientes em operações de crédito.

De acordo com o gerente projeto (SCR – fase 2), Rogério Rabelo Peixoto, do Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro e de Gestão da Informação do BC , o banco está pronto para a implantação do documento definitivo. “Aproveitamos as ligações recebidas sobre dúvidas para questionar a instituição sobre o estágio de desenvolvimento do novo documento Nº 3040, uma vez que o mesmo entra em período de produção definitiva este mês, com entrega até 12 de agosto de 2011”.

Acesse aqui todas as informações e documentos divulgados pelo Banco Central. Página do documento 3040: http://www.bcb.gov.br/?DOC3040

Fonte: OCB

Copom eleva juro básico em 0,25 ponto a 12,50

July 20th, 2011 No comments

BRASÍLIA – O Copom elevou a taxa básica de juros em mais 0,25 ponto nesta quarta-feira, para 12,50 por cento ao ano, na quinta alta consecutiva da Selic, confirmando as expectativas do mercado.

Este é o quinto aumento consecutivo da taxa de juros, que vem subindo desde o início deste ano com o objetivo de conter pressões inflacionárias. Para evitar uma alta maior dos preços, o BC atua para conter a procura por produtos e serviços. Em 2011, os juros brasileiros avançaram 1,75 ponto percentual, visto que estavam em 10,75% ao ano no final do ano passado.

Ao fim do encontro, o BC divulgou a seguinte frase: “Avaliando o cenário prospectivo e o balanço de riscos para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, neste momento, elevar a taxa Selic para 12,50% a.a., sem viés“. Com isso, retirou do comunicado a avaliação de que os juros subiriam por um “período suficientemente prolongado” de tempo, o que pode ser uma indicação de que o processo de aumento dos juros estaria próximo do fim.

Selic 12,50% - julho 2011 (Foto: Editoria de Arte/G1)

Fonte: G1 e Estadão

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Mercado espera que taxa Selic suba para 12,50%

July 17th, 2011 No comments

SÃO PAULO – A taxa básica de juros, a Selic, deverá ser aumentada em 0,25 ponto porcentual, para 12,5% ao ano, pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, na quarta-feira, dia 20. É o que indica o levantamento feito pelo serviço AE Projeções, da Agência Estado, com 74 instituições do mercado financeiro, das quais apenas uma, a Fundação dos Economiários Federais (Funcef), trabalha com estabilidade.

O levantamento confirma o resultado de uma consulta prévia com 35 casas na segunda-feira, que apontava de forma unânime para um ajuste de 0,25 ponto porcentual. Entretanto, entre o que os analistas acreditam que o Copom fará e o que eles acham que deveria fazer, existe grande diferença.

Muitos deles afirmam que, se tivessem direito a voto no Copom, considerando o alto nível da inflação dos serviços no acumulado de 12 meses (8,75%), elevariam o ritmo de aumento dos juros ou manteriam o gradualismo, com 0,25 ponto porcentual a cada reunião num período mais prolongado, desde que acompanhado de mais medidas macroprudenciais, incluindo novos aumentos do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de crédito e compulsório.

O que tem mantido as expectativas do mercado ancoradas em um aumento de apenas 0,25 ponto é mesmo a preferência sinalizada pelo BC por um aumento gradual da taxa de juros, ainda que por um “período suficientemente prolongado”, como se pode ler em alguns documentos da própria autoridade monetária, para levar a inflação a convergir para o centro da meta, de 4,5%. Algumas declarações do presidente do BC, Alexandre Tombini, vão na mesma direção. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Estadão

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Presidente da República sanciona lei que beneficia cooperativas de crédito

June 21st, 2011 No comments

Presidente da República sanciona lei que beneficia cooperativas de créditoA presidente Dilma Rousseff sancionou nesta sexta-feira (17/6) a Lei 12.424/11, que permite às cooperativas de crédito operar no financiamento de habitações e obras previstas no Programa Minha Casa, Minha Vida. Com isso, essas instituições financeiras vão oferecer crédito para a população adquirir imóveis de acordo com as regras do programa. A iniciativa, que prevê a construção e reforma de dois milhões de moradias até 2014, poderá beneficiar mais de 5 milhões de associados de cooperativas de crédito, segundo levantamento feito pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União. Segundo assessora parlamentar da OCB, Tânia Zanella, a votação da matéria contou com o apoio dos deputados da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). Os parlamentares incluíram uma emenda que beneficiou o setor.

O gerente de Relacionamento e Desenvolvimento do Cooperativismo de Crédito, Silvio Giusti, acredita que essa conquista potencializará a condição das cooperativas de crédito de atuar de forma mais significativa no mercado imobiliário. “Essa possibilidade atinge principalmente aqueles locais em que as cooperativas de crédito são as únicas instituições financeiras presentes, o que chega a quase 800 municípios”. Outro ponto que Giusti destaca é o princípio da intercooperação que pode ocorrer entre as cooperativas de crédito e as habitacionais.

Minha Casa, Minha Vida – Na quinta-feira (16/6), durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, a presidente da República, Dilma Rousseff anúnciou o Programa Minha Casa, Minha Vida II. Do investimento total de R$125,7 bilhões, R$72,6 bilhões serão destinados para subsídios e os demais R$53,1 bilhões terão como finalidade o financiamento (empréstimo). Priorizando a população de baixa renda, a meta de atendimento para famílias que ganham até R$1.600,00 por mês nas áreas urbanas e até R$15 mil anuais na área rural subiu de 40% para 60%. Dessa forma, 1,2 milhões de moradias serão destinadas a esse grupo.

Clique aqui e acesse a a Lei 12.424/11 na íntegra

Fonte: OCB / Foto: Wilson Dias/ABr

Em ata, BC sinaliza alta de juros por tempo prolongado

June 16th, 2011 No comments

BRASÍLIA – O Banco Central (BC) voltou a sinalizar, na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a necessidade de que o ajuste de alta da taxa de juros seja feito por um período “suficientemente prolongado”, a fim de garantir a convergência da inflação para o centro da meta de 4,5% em 2012. O BC afirmou, no entanto, que vê sinais mais favoráveis para a inflação.

Essa é a novidade em relação a ata da reunião do Copom de abril, quando o BC avaliava que o cenário prospectivo para a inflação não tinha evoluído favoravelmente. Agora, a autoridade monetária está mais otimista. “Embora incertezas crescentes que cercam o cenário global e, em escala bem menor, o cenário doméstico, não permitam identificar com clareza o grau de perenidade de pressões inflacionárias recentes, o Comitê avalia que o cenário prospectivo para a inflação mostra sinais mais favoráveis”, destaca o documento, divulgado na manhã de hoje.

Para o Copom, a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado continua sendo a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012. Essa avaliação leva em consideração o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica, bem como a complexidade que envolve o ambiente internacional.

Em sua última reunião, o Copom elevou de 12,00% para 12,25% ao ano a Selic (a taxa básica de juros da economia). Desde janeiro deste ano, quando começou o ciclo de alta dos juros, a Selic já subiu 1,50 ponto porcentual.

Riscos

Na ata, o BC afirma que identifica riscos à concretização de um cenário em que a inflação convirja “tempestivamente” para o valor central da meta, de 4,5%. Para o Copom, prevalece um nível de incerteza “acima do usual”.

No exterior, segundo o documento, as evidências apontam moderação no processo de recuperação em que se encontram as economias do G-3 (EUA, Europa e Japão). Na avaliação do BC, o ambiente externo tem influência ambígua sobre o comportamento da inflação doméstica.

No âmbito interno, o BC avalia que ações macroprudencias e, principalmente, ações convencionais de política monetária recentemente implementadas ainda terão seus efeitos incorporados à dinâmica dos preços.

Fonte: Estadão

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BC mantém estratégia de ajuste por período prolongado

June 12th, 2011 No comments

O Comitê de Política Monetária (Copom) seguiu exatamente o roteiro previsto pelo mercado financeiro e decidiu hoje elevar a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto porcentual, para 12,25% ao ano. Com o movimento, o colegiado do Banco Central dá sequência ao processo de aperto monetário que tem por objetivo reverter a tendência dos indicadores de preços em 12 meses e colocar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de volta na meta de 4,5% em 2012.

Ao anunciar a decisão, o BC manteve o teor do comunicado da decisão de abril. “Considerando o balanço de riscos para a inflação, o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica, bem como a complexidade que envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado continua sendo a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012″, disse o colegiado do BC no comunicado de anúncio da decisão desta noite.

A elevação da taxa de juros busca conter o ímpeto da demanda de bens e serviços na economia brasileira, que tem sido apontado como um dos fatores por trás da escalada dos preços no País. Com juros mais altos, não só o crédito fica mais caro (especialmente em um ambiente no qual medidas adotadas pelo governo restringem o alongamento de prazos) para os consumidores, mas também se cria um incentivo para as pessoas guardarem dinheiro ao invés de aproveitarem seus ganhos de renda para gastar mais.

Coerência

O ex-diretor do BC e economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, explicou que, diante da sinalização dada em abril, o Copom não tinha alternativa a não ser subir o juro em 0,25 ponto porcentual. Segundo ele, as condições da economia, com desaceleração do crescimento e redução nos índices de preços, até permitiriam manter a Selic, mas diante da mensagem passada pelo BC e das expectativas para 2012 ainda acima do centro da meta, a alta do juro básico é uma questão de coerência.

Segundo Freitas, o aperto monetário de 0,25 ponto porcentual agora tem maior potência do que vinha ocorrendo. Isso porque a taxa de juros real, que desconta a inflação, a partir de agora deve ser maior, já que o País entrou em uma fase de “surpresas deflacionárias”, depois de um início de ano em que a inflação ficou acima do que todo mundo esperava.

“O juro real maior pode levar o BC a repensar novos aumentos da Selic”, disse o economista, para quem uma sinalização mais clara deverá ser dada na ata do Copom na semana que vem ou no relatório de inflação no final deste mês. “Se expectativas de inflação continuarem caindo, não há motivo para o juro subir mais”, completou.

Para o economista-chefe do banco cooperativo Sicredi, Alexandre Barbosa, a situação da economia brasileira exige juros maiores, pois a inflação não decorre só de choques de oferta (como a alta de preços de alimentos), mas também de um excesso de demanda por bens e serviços. Ele espera pelo menos mais uma alta de 0,25 ponto porcentual em julho na Selic. E avalia que a economia precisa crescer menos de 4% por algum tempo para que a inflação seja colocada de volta na meta.

Barbosa recordou que a inflação é difícil de ser reduzida no Brasil. Em 2009, por exemplo, ano de recessão, o índice oficial de preços ficou em 4,3%, ante 5,9% em 2008. Ou seja, em um ano muito ruim para a economia, a inflação foi colocada no centro da meta. O economista explica que não é necessário produzir uma recessão para trazer o IPCA de volta à meta, mas é preciso crescer em ritmo menos intenso do que no início do ano, quando a taxa anualizada de expansão do País ficou acima de 5%.

Fonte: Agência Estado

Copom eleva taxa Selic para 12,25% ao ano

June 8th, 2011 No comments

Em decisão unânime, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, colegiado formado pelos diretores e pelo presidente da autoridade monetária, se reuniu nesta quarta-feira (8) e decidiu subir a taxa básica de juros da economia brasileira em 0,25 ponto percentual, para 12,25% ao ano. Com isso,os juros permanecem no patamar mais alto desde janeiro de 2009.

Selic a 12,25% (Foto: Editoria de Arte/G1)

Este é o quarto aumento consecutivo da taxa de juros, que vem subindo desde o início deste ano com o objetivo de conter pressões inflacionárias. Para evitar uma alta maior dos preços, o BC atua para conter a procura por produtos e serviços. Em 2011, os juros brasileiros avançaram 1,5 ponto percentual, visto que estavam em 10,75% ao ano no final do ano passado.

Explicação

Ao fim do encontro, o BC divulgou a seguinte frase: “Dando seguimento ao processo de ajuste gradual das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 12,25% a.a., sem viés. Considerando o balanço de riscos para a inflação, o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica, bem como a complexidade que envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado continua sendo a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012″.

Fonte: G1

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Sicredi Crédito Fácil permite contratações pelo internet banking e caixas eletrônicos

June 8th, 2011 No comments

Iniciativa atende demanda de operações de crédito realizadas fora do horário comercial, que chegam a 43% do total

O Sicredi disponibiliza aos seus associados o Sicredi Crédito Fácil. O produto traz benefícios como agilidade e acessibilidade ao crédito. A contratação é simplificada, pode ser realizada 24 horas por dia, sete dias por semana pelo internet banking e também nos caixas eletrônicos presentes nas unidades de atendimento. É preciso apenas simular, escolher a melhor opção de parcelamento e contratar por meio da assinatura eletrônica.

Esta nova forma de oferecer crédito atende uma demanda dos associados que acessam os serviços financeiros por meio de canais eletrônicos e fora do horário de abertura das unidades de atendimento do Sicredi. A expectativa é de que mais de 600 mil associados sejam beneficiados com o novo produto em todas as cooperativas do Sistema, totalizando mais de R$ 1,2 bilhão em novos limites pré-aprovados.

Fonte: Sicredi

Regras para cartões podem derrubar receitas em 10%

May 30th, 2011 No comments

As novas regras para o setor de cartões de crédito definidas pelo Banco Central e quem entram em vigor em 1 º de junho devem derrubar a receita dos bancos com o negócio em até 10% num primeiro momento, segundo estimativas de executivos das instituições financeiras.

Entre outras novidades, o BC reduziu o número de tarifas cobradas de 80 para 5 e criou o cartão básico, que terá um custo mais baixo para o cliente.

Para Marcelo Noronha, diretor-geral da Bradesco Cartões, de início as instituições que dependem muito de programas de pontuação ou milhagem, por exemplo, podem sofrer mais do que outras. Além da adaptação mercadológica, haverá necessidade de investimentos para adaptar os processos, lembra o executivo.

Para Cláudio Yamaguti, presidente da Abecs, associação que representa as empresas do setor, haverá, por outro lado, uma queda nos custos para as instituições, que pode compensar essa redução das receitas, já que o cartão mais simples não tem qualquer serviço extra. “Há uma compensação”, diz.

Ele crê que o cartão básico vai atrair um contingente maior de clientes, o que também aumentará a base e, por consequência, elevará o rendimento dos emissores de cartão. “O faturamento das empresas deve continuar a crescer. Esperamos que dobre em cinco anos, chegando a R$ 1,2 trilhão em 2015″, disse. No setor de cartões, o termo “faturamento” equivale ao valor transacionado com os plásticos.

Essa maior adesão aos plásticos deve se dar nas classes de renda mais baixa, avalia Denilson Molina, diretor do Banco do Brasil. “Haverá uma popularização ainda maior dos cartões e o aumento do volume compensará uma eventual redução das receitas”.

Na previsão de Molina o cartão básico deve responder por 20% do mercado em pouco tempo, em parte pelo valor da anuidade, cerca de 30% menor. Hoje os cartões mais simples detêm quase metade do mercado.

Para Sérgio Odilon dos Anjos, chefe do departamento de normas do Banco Central, a tendência é de queda dos preços das tarifas, pois a redução do número de taxas permitirá ao cliente uma melhor comparação dos valores. As tarifas de conta corrente chegaram a apresentar redução de até 50% desde que foram reguladas pela autoridade monetária.

As tarifas permitidas

As cobranças feitas pelos bancos nos cartões foram padronizadas e reduzidas a cinco:

  1. anuidade,
  2. emissão de segunda via,
  3. saque,
  4. pagamento de conta e
  5. avaliação emergencial de crédito.

A expectativa é que as reclamações tanto no BC quanto nas entidades de defesa do consumidor também caiam.

O cartão básico deve obrigatoriamente ser oferecido pelos bancos aos clientes. As instituições podem continuar vendendo cartões com todos os serviços tradicionais e cobrar as tarifas extras para esses benefícios. “O cartão básico deve permitir o uso para compra e financiamento (rotativo). Não estamos impedindo o banco de oferecer outros benefícios, mas, se o cliente quiser, terá o cartão mais barato”, afirmou Odilon.

Fonte: Valor Econômico

BC quer mais inclusão e eficiência no sistema financeiro, diz Tombini

May 26th, 2011 No comments

BRASÍLIA – As novas regras para os cartões de crédito, que entram em vigor no dia 1º de junho, foram aprovadas para garantir o crescimento sustentado do setor, afirmou o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. “Objetivo é que sistema financeiro nacional seja mais eficiente e inclusivo. A entrada em vigor das novas regras não significa o fim de um processo, pelo contrário, o Banco Central continuará acompanhando o setor e tomará novas medidas se avaliar necessário”, concluiu.

Durante a abertura de seminário sobre as novas normas na sede da autoridade monetária, ele destacou a redução do número de tarifas cobradas pelas operadoras, das atuais cerca de 80 para apenas cinco taxas.

“Foi identificado um número grande de tarifas e diversas formas de cobrança, que dificultavam o entendimento dos clientes e, portanto, gerava uma relação hostil com as operadoras. Era crescente o número de reclamações dos usuários junto aos órgãos de defesa dos consumidores e, para o Banco Central, esse ambiente gerava um risco operacional e reputacional, que exigiu uma ação prudencial”, disse Tombini.

Pagamento mínimo de 20% da fatura

O presidente do BC também citou a exigência do pagamento mínimo mensal de 15% do valor total da fatura, a partir de junho, passando para 20% a partir do dia 1º de dezembro. “Esse pagamento mínimo é fundamental para ajudar a evitar o ‘sobreendividamento’ dos usuários“, acrescentou.

Segundo Tombini, as novas regras são reflexo do crescimento no uso dos cartões de crédito nos últimos anos, dada a inclusão de uma nova base de usuários, principalmente vindos das classes mais baixas. “O Brasil vem presenciando uma melhoria das condições de vida da sociedade. O tripé de política econômica e um sistema financeiro bem regulado solidificaram a base para que o País voltasse a ter um crescimento sustentável“, afirmou.

Além disso, acrescentou, as políticas de transferência de renda e de inclusão financeira ampliaram o acesso a produtos e serviços financeiros para a população com menos recursos, fazendo com que o sistema financeiro nacional tenha atualmente 160 milhões de clientes. “Mais brasileiros têm cartão e o utilizam nas suas transações cotidianas, e a expectativa é que essa tendência de penetração nas classes mais baixas continuem nos próximos anos, assim como deve ocorrer com o número de operações nas classes mais altas”, disse Tombini.

Durante o seminário, o BC também lança uma cartilha sobre as novas regras do setor, dentro do programa de educação financeira promovido pela autoridade monetária. Leia a nova cartilha aqui.

Assimetria de informações

O diretor de regulação do sistema financeiro do Banco Central, Luiz Awazu Pereira, disse que a estabilidade do sistema passa por uma constante melhora na qualidade da informação. Segundo ele, o BC tem exigido mais transparência das instituições e buscado reduzir a assimetria de informações no mercado, de forma que o sistema seja mais seguro tanto para fornecedores como para tomadores de crédito.

O chefe do departamento de normas do BC, Sergio Odilon dos Anjos, que também participou do evento, afirmou que a nova regulação vai ajudar os consumidores a poder comparar as tarifas praticadas e terem menores custos nessas operações. Ele destacou que é importante que os órgãos de defesa do consumidor trabalhem no sentido de não só dar publicidade às regras, mas também de facilitar a comparação das tarifas bancárias e de cartões cobradas pelas instituições.

Fonte: Estadão

Nova regra para renegociar dívida do cheque especial já está em vigor

May 24th, 2011 No comments

A pessoa física ou jurídica que estiver inadimplente no cheque especial e quiser negociar o débito já pode se beneficiar das novas regras anunciadas hoje pela Receita Federal.

A assessoria de imprensa do órgão esclareceu que aqueles que tiverem dívida acima de 365 dias e negociarem o pagamento do débito com o banco só pagarão IOF sobre o valor da dívida no primeiro ano. Os bancos também deixarão de debitar mensalmente o IOF da conta dos clientes inadimplentes. O cálculo é feito diariamente, mas o valor do imposto devido é debitado da conta no início de cada mês.

Os bancos irão repassar à Receita no início de junho o IOF recolhido até a data de hoje. A partir daí, o imposto só será cobrado do cliente inadimplente quando houver o pagamento do débito e sempre limitado ao prazo de 365 dias.

O IOF incidente sobre o cheque especial de pessoa jurídica é de 0,0041% ao dia ou 1,5% ao ano. No caso de pessoa física, é de 0,0082% ao dia, o equivalente a 3% ao ano.

Fonte: Estadão

Dilma anuncia redução de juros para agricultura familiar

May 18th, 2011 No comments

BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff anunciou hoje a redução dos juros para crédito na agricultura familiar. Os índices, que variavam de 1% a 4%, caíram para entre 0,5% e 2%. O anúncio foi feito durante reunião da presidente com cerca de 30 representantes do campo, entre eles o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores (Contag), Alberto Broch, que integram o movimento Grito da Terra, que está em Brasília.

Segundo relato de Broch, Dilma anunciou que vai manter os R$ 16 bilhões para o plano safra 2011/2012, já que o setor, apesar de ter recebido o mesmo volume de recursos em 2010, só conseguiu usar R$ 11 bilhões. Anunciou também a criação de uma Superintendência de Habitação Rural para a população do campo. Segundo Broch, apesar de eles terem pedido R$ 1 bilhão para a habitação, este ano, o governo se comprometeu com a liberação de R$ 900 milhões, que devem beneficiar 50 mil famílias. Alguns estudos, segundo a Contag, apontam que a carência no campo é de cinco a seis milhões de residências.

Ainda durante o encontro, a presidente entregou para os trabalhadores rurais um caderno com as respostas às 185 demandas do setor. Dilma informou que os ministros do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, e da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, participarão nesta tarde do encontro com o movimento Grito da Terra, na Esplanada dos Ministérios.

Ela explicou que apesar de ter participado de cerimônias anteriores do Grito da Terra, ao lado do então presidente Lula, este ano não seria possível porque ainda está se recuperando de uma pneumonia. Segundo relato dos participantes, Dilma disse que ainda não está curada e que ainda não está se sentindo bem, exatamente o contrário do que declarou ontem à imprensa. Também por causa da doença, a presidente disse que não ia cumprimentar um a um dos participantes do encontro. Ela prometeu, no entanto, estar presente à Marcha das Margaridas, em agosto, em Brasília.

Fonte: Estadão

Ricardo Coelho disponibiliza planilha para comparar o IOF nas operações de crédito

May 15th, 2011 No comments

O Consultor para Cooperativas de Crédito, Ricardo Coelho, disponibilizou recentemente uma planilha de excel que permite simular as diferenças no valor das parcelas de empréstimos entre um Banco e uma Cooperativa de Crédito.

Veja a planilha no link http://www.cooperativismodecredito.com.br/IOF.xls

Ricardo Coelho
Consultoria e Treinamento Comercial para Cooperativas de Crédito
www.ricardocoelhoconsult.com.br

Fatia das cooperativas no crédito rural alcança 13%

May 8th, 2011 No comments

Donas de R$ 69 bilhões em ativos totais, as cooperativas de crédito avançam rapidamente nos financiamentos ao campo brasileiro. A carteira rural das 1.370 sociedades do ramo deve superar R$ 9 bilhões em custeio, investimento e comercialização em 2011. No ano passado, a conta fechou em R$ 7,67 bilhões.

  • Comparados à carteira de R$ 42 bilhões do líder Banco do Brasil, que detém 60% da volume de crédito rural no país, os empréstimos das cooperativas ao campo ainda “engatinham”. Mas a fome das sociedades em abrir caminho em meio a instituições financeiras mais consolidadas e o auxílio do Banco Central em questões regulatórias apontam para um avanço substancial.

O segmento encerrou 2010 com R$ 30 bilhões em depósitos totais e R$ 30,1 bilhões em operações. Mas projeta crescer até 30% em ativos, para R$ 87,6 bilhões, em 2011. Isso elevaria a carteira de crédito a R$ 40 bilhões.

  • As cooperativas têm “comido pelas beiradas” o farto mingau servido no campo. O excelente desempenho das lavouras e da pecuária acelerou a ocupação de espaços pelas sociedades de crédito. Nos últimos oito anos (2002-2010), a fatia das cooperativas nos recursos liberados para custeio rural passou de 9% para 13%. Somou R$ 5,85 bilhões no ano passado. E com forte “capilaridade”.

A participação sobre o número de contratos saltou de 9% para 19%. Esse crescimento ocorreu, sobretudo, sobre bancos públicos federais, cuja fatia recuou de 59% para 49% no volume e de 71% para 64% no número de contratos. Os bancos privados também cresceram no volume do custeio (30% para 37%), mas encolheram nos contratos (18% para 14%).

“A mão do Banco Central como regulador ajudou muito, mas tem um compromisso do cooperativismo de fazer a lição de casa. A ocupação de espaço se deu por competência”, diz o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas.

A OCB aponta a baixa capitalização como um “gargalo” para a expansão do segmento de crédito no país. Há barreiras para alavancar mais empréstimos por causa das limitações desse tipo de sociedade. “É um sistema. Tem a cooperativa, mas tem as centrais e os bancos cooperativos.

Como o associado tem limitações para aportar capital, o sistema enfrenta essa dificuldade para crescer“, afirma Freitas. O patrimônio líquido das cooperativas de crédito somou R$ 13,1 bilhões em 2010, ainda pouco diante do ativo e dos depósitos totais.

Como solução, o governo criou uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para capitalizar as cooperativas. Mas foi pouco, porque a subscrição de capital acaba descontada do limite individual de crédito do cooperado. “Não se pode fazer algo ilimitado”, lamenta Freitas. Uma alternativa foi adotada pela central Sicredi, que associou-se ao holandês Rabobank. A outra central, o Sicoob, ainda insiste na capitalização via cooperados.

Desde 2003, o BC desembaraçou as operações das cooperativas de crédito. Entre os principais avanços, houve a exclusão das sociedades da base de cálculo do PIS-Cofins. “Isso nos rendeu uma economia anual de R$ 270 milhões”, calcula o gerente de Cooperativismo de Crédito da OCB, Sílvio Giusti. A permissão de acesso aos recursos do Sescoop, estimados em R$ 12 milhões, ajudou a capacitar a gestão e profissionalizar as cooperativas.

O BC ‘desengessou’ a operação das cooperativas, que passaram a ser de livre admissão“, diz Giusti. Ou seja, qualquer pessoa pode abrir uma conta nessa sociedade mesmo sem pertencer aos quadros de uma cooperativa. O BC também autorizou as sociedades a atuar em cidades com população acima de 2 milhões de habitantes.

Fonte: Valor Econômico

Comissão aprova acesso aos recursos do FAT às cooperativas de crédito

April 28th, 2011 No comments

A comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou no dia 27/04/11 o substitutivo da Senadora Marisa Serrano (MS) ao PLS nº 40/2011, de autoria da Senadora Ana Amélia Lemos (RS), que “Altera a Lei nº 8.019, de 11 de abril de 1990, e a Lei nº 8.352, de 28 de dezembro de 1991, para autorizar o acesso dos bancos cooperativos aos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para fins de concessão de crédito rural”.

Tal proposição alinhando-se ao ideal constitucional de estimulo ao cooperativismo permitirá a ampliação do volume de crédito para o setor rural por meio de bancos cooperativos, cooperativas de crédito, bancos oficiais estaduais e de desenvolvimento, e flexibilizará os dispositivos legais, principalmente pela diminuição do spread bancário.

A matéria seguirá agora para análise terminativa da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Fonte: OCB

Cooperativas de Crédito são responsáveis por 13% do crédito de custeio liberado no Brasil

April 26th, 2011 No comments

Com base em dados do sistema cooperativista e do Banco Central, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) acaba de divulgar resultados de levantamento sobre a participação das cooperativas de crédito na liberação de crédito rural.

Segundo o estudo, em 2010, de R$ 81 bilhões (volume total de recursos liberados no crédito rural),

  • as cooperativas de crédito participaram com 13% do volume total emprestado em custeio, ultrapassando a cifra R$ 5,8 bilhões;
  • com 7% do crédito para investimento (mais de R$ 1,3 bilhão) e com
  • 4% do crédito para comercialização, ou cerca de R$ 511 milhões.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Taxa Selic passa a 12%aa, com aumento de 0,25%

April 23rd, 2011 No comments

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central chancelou a expectativa do mercado de juros futuros de diminuição no ritmo de aperto monetário e elevou a taxa básica do País (Selic) em 0,25 ponto porcentual. Com isso, a Selic atingiu 12% ao ano, nível mais elevado desde o período de 22 de janeiro a 11 de março de 2009, quando o juro básico vigente foi de 12,75% ao ano.

  • A decisão não foi unânime. Cinco integrantes do comitê votaram por alta de 0,25 ponto porcentual, enquanto dois, por elevação de 0,50 ponto porcentual.

“Considerando o balanço de riscos para a inflação, o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica, bem como a complexidade que ora envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que, neste momento, a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012″, disse o comunicado do BC, que foi interpretado como indicação de que pelo menos mais uma elevação da Selic será feita. A próxima reunião do Comitê será nos dias 7 e 8 de junho.

Veja a íntegra do comunicado:

“Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu elevar a taxa Selic para 12,00% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e dois votos pelo aumento da taxa Selic em 0,50 p.p. Considerando o balanço de riscos para a inflação, o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica, bem como a complexidade que ora envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que, neste momento, a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012.”

 

Fonte: Estadão e G1

Governo dobra IOF para crédito a pessoa física para 3%

April 7th, 2011 No comments

O governo eleva a partir de sexta-feira o IOF para empréstimos tomados por pessoas físicas de 1,5% para 3%, anunciou nesta quinta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega. A medida, segundo ele, tem o objetivo de conter a inflação.

O novo IOF vale para todas as modalidades de crédito, incluindo o rotativo do cartão de crédito. “Estamos moderando o aumento de crédito ao consumidor que, neste início de ano, está crescendo em torno de 20%. É uma velocidade um pouco elevada.”

Segundo o ministro, o governo quer “evitar um aumento exagerado da demanda de modo que isso venha a influenciar a inflação”. “O governo não vai permitir que a inflação fuja do controle”, afirmou.

IOF MAIS ALTO

Empréstimos no Exterior: A elevação do IOF para pessoa física ocorre depois de uma série de altas do imposto para as empresas. Ontem, o governo estendeu a cobrança de IOF de 6% para empréstimos de até dois anos tomados no exterior por bancos e empresas.

Na semana passada, o governo já havia instituído a cobrança de 6% de IOF para empréstimos de até 360 dias. Com a medida de ontem, será cobrado IOF em empréstimos de até 720 dias. “Isso ajuda a evitar uma valorização excessiva do real’, afirmou Mantega ontem.

As medidas voltadas para as empresas tinham por objetivo conter a desvalorização do dólar, que encerrou o dia negociado por R$ 1,584 –sua menor taxa de fechamento desde a sessão de 6 de agosto de 2008.

Já a alta do IOF para pessoa física visa encarecer o crédito para esfriar o consumo e assim evitar um repique inflacionário.

Fonte: Folha

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Sicoob SC libera R$ 27,3 milhões em recursos do Pronaf Mais Alimentos

March 22nd, 2011 1 comment

Sicoob SC libera R$ 27,3 milhões em recursos do Pronaf Mais AlimentosO Sicoob SC liberou R$ 27,3 milhões em 2010 em recursos do Pronaf Mais Alimentos, um programa do governo federal para financiar investimentos em infraestrutura da propriedade rural, promovendo o aumento da produção e da produtividade da agricultura familiar. O limite de crédito é de R$ 130 mil, que podem ser pagos em até 10 anos, com até três anos de carência e juro de 2% ao ano. Através do Sicoob SC, o Pronaf Mais Alimentos, no ano passado, chegou a 456 famílias catarinenses.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Mais Alimentos é uma ação estruturante que permite ao agricultor familiar investir em modernização e aquisição de máquinas e de novos equipamentos, correção e recuperação de solos, resfriadores de leite, melhoria genética, irrigação, implantação de pomares e estufas e armazenagem.

Esta linha de financiamento contempla também projetos associados à apicultura, aquicultura, avicultura, bovinocultura de corte, bovinocultura de leite, caprinocultura, fruticultura, olericultura, ovinocultura, pesca e suinocultura e a produção de açafrão, arroz, centeio, feijão, mandioca, milho, sorgo, trigo, cana-de-açúcar e palmácea para produção de palmito.

O Sicoob SC também liberou em 2010 outros R$ 19,3 milhões de recursos provenientes d e programas do BNDES, tais como Finame Padrão, Finame Procaminhoneiro, Moderagro, Moderingra, Produsa, Pronaf Investimento, Pronaf Eco, Pronaf Investimento/Mulher, Propflora e Procapcred. Esses programas beneficiaram 1.003 associados do Sicoob SC.

Fonte: Sicoob Central SC – Assessoria de Imprensa

Bradesco e BB verticalizam holding para lançar bandeira Elo

March 15th, 2011 No comments

SÃO PAULO – O Bradesco anunciou nesta terça-feira que firmou com o Banco do Brasil novo memorando de entendimentos buscando verticalizar a holding criada para lançamento da bandeira de cartões de débito e crédito Elo.

Por meio do novo acordo, a Companhia Brasileira de Soluções e Serviços (CBSS), administradora dos cartões Visa Vale, será incorporada à Elo Participações, holding criada em abril de 2010, conforme documento enviado ao mercado.

O memorando prevê ainda a venda, para a CBSS, da totalidade da participação que o Bradesco possui na IBI Promotora de Vendas, por 419 milhões de reais, e na Fidelity Processadora e Serviços, por 557,9 milhões de reais, “sendo, desse montante, 328,9 milhões de reais a titulo de pagamento por performance”, segundo o comunicado.

A conclusão da operação, de acordo com o documento, está sujeita ao cumprimento de exigências regulatórias.

O Bradesco informou também que está finalizando, junto ao Banco do Brasil, os procedimentos para integrar a Caixa Econômica Federal no lançamento dos cartões Elo, previsto para o atual trimestre.

No início de janeiro, o Bradesco e o Banco do Brasil adquiriram, respectivamente, 5,01 e 4,99 por cento do capital acionário da CBSS por 85,5 milhões de reais cada um.

Com a aquisição da fatia, detida anteriormente pela Visa International, o Bradesco passou a ter o controle majoritário da empresa, elevando sua participação para 50,01 por cento, enquanto o Banco do Brasil ficou com o restante.

Fonte: Estadão

Copom aumenta a Taxa Selic para 11,75%aa: aumento de 0,5%aa nesta reunião

March 2nd, 2011 No comments

Pela 2ª reunião seguida, Copom sobe juro e fixa Selic em 11,75% ao ano. É a taxa de juros mais alta desde janeiro de 2009, segundo o BC.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, formado pelos diretores e pelo presidente da autoridade monetária, se reuniu nesta quarta-feira (2) e decidiu subir a taxa básica de juros da economia brasileira de 11,25% para 11,75% ao ano.

A decisão, que confirmou a expectativa dos analistas do mercado financeiro, representa a segunda alta consecutiva: em janeiro, quando houve a primeira reunião sob o comando de Alexandre Tombini e do governo Dilma Rousseff, a taxa já havia sido elevada também em 0,50 ponto percentual.

A expectativa do mercado financeiro é de novos aumentos nos juros ainda em 2011. A previsão é de que a taxa termine 2011 em 12,50% ao ano.

Ao fim do encontro, o BC divulgou a seguinte frase: “Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 11,75% ao ano, sem viés”.

Gráfico mostra a evolução da taxa básica de juros da economia brasileira. (Foto: Editoria de arte G1)

Juros reais

Com a subida da taxa básica da economia para 11,75% ao ano, o Brasil disparou mais ainda na liderança isolada no ranking mundial de juros reais – que são calculados após o abatimento da inflação prevista para os próximos doze meses. Juros altos tendem a atrair capital para a economia brasileira e a pressionar para baixo o dólar.

De acordo com estudo do economista Jason Vieira, da corretora Cruzeiro do Sul, em parceria com Thiago Davino, analista de mercado da Weisul Agrícola, a taxa real de juros do Brasil avançou para 5,9% ao ano, quase o triplo do segundo colocado (Austrália, com 2% ao ano).

Fonte: G1

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Sistema Cresol e Banco do Brasil tratam do Projeto Piloto de Repasse de Pronaf Custeio

February 20th, 2011 No comments

As Centrais de Cooperativas de Crédito Cresol Central SC/RS e Cresol Baser estiveram reunidas no dia 15 de fevereiro, em Chapecó (SC), com representantes do Banco do Brasil para tratar ajustes operacionais e formalizar o início das contratações de recursos para Pronaf Custeio na modalidade repasse.

Estiveram presentes pela Cresol Central SC/RS colaboradores e o Diretor Operacional e de Crédito, Claudio Risson; e pela Cresol Baser o diretor da carteira de crédito, Luiz Ademar Panzer.

Já pelo Banco do Brasil participaram André Nunes da Silva e Ivanir Balbinot pela Diretoria de Agronegócios; a Gerente Regional de Varejo, Marilene de Fatima Bortolini Parise; e os gerentes da agência de Chapecó, Vilson João de Oliveira e Washington Arruda. Somente no ano agrícola 2010/2011, a Cresol Central SC/RS disponibilizou aos associados cerca de R$ 88 milhões em 18 mil operações de Pronaf Custeio na modalidade prestadora de serviços com o Banco do Brasil.

Desde 1996 a Cresol operacionaliza recursos do BB na modalidade prestação de serviços. “Com esta nova modalidade vamos ganhar na agilidade e na autonomia dos processos, fazendo com que o crédito chegue mais rápido aos associados”, descreve Claudio Risson.

O diretor ressalta que esta era uma reivindicação antiga da Cresol e que há dois anos as instituições discutem a operacionalização deste modelo.

Risson ressalta que nesta nova modalidade será possível reduzir em até 50% o tempo entre a contratação e liberação do crédito. Inicialmente a Cresol Central SC/RS deve operar um projeto piloto de R$ 10 milhões e a Cresol Baser um de R$ 15 milhões, iniciando pelo Custeio de Inverno.

Fonte: Cresol

Cooperativas de crédito devem ter acesso direto ao FAT

February 20th, 2011 No comments

Senadora Ana Amélia Lemos

É o que prevê o primeiro projeto de lei (PLS 40/2011) apresentado pela senadora gaúcha Ana Amélia Lemos (PP-RS). O texto é inspirado em projeto (PLS 320/2003) da então senadora Serys Slhessarenko, arquivado no final da última legislatura. A iniciativa busca ampliar o volume de recursos disponíveis para oferta de crédito rural e reduzir o custo do financiamento oferecido a produtores cooperativados.

PRESENÇA - O cooperativismo de crédito rural está presente em cerca de 2.200 municípios brasileiros e, no caso de localidades remotas, representa a única opção de financiamento para os agricultores, conforme explica Ana Amélia, na justificação da matéria. “As cooperativas apresentam o melhor índice de distribuição de recursos (volume/nº de contratos), enaltecendo sua capacidade de pulverização de recursos por meio de sua rede de atendimento, promovendo acesso ao crédito rural para agricultores e comunidades menos assistidas“, argumenta a senadora.

Recursos do FAT

ORIGEM:

Os recursos do FAT são provenientes de arrecadações sobre a folha de pagamento dos trabalhadores e se destinam a manter o seguro-desemprego, abonos salariais, programas habitacionais e de desenvolvimento econômico. Pelas normas em vigor, os recursos do fundo só podem ser operados pelos bancos oficiais federais, considerados aptos a assegurar as garantias necessárias pelo uso do dinheiro dos trabalhadores.

ARGUMENTO: 

Na justificação do projeto, Ana Amélia argumenta que também os bancos cooperativos e as cooperativas de crédito rural reuniriam condições para acessar diretamente as verbas do FAT. “São instituições autorizadas e fiscalizadas pelo Banco Central, constituindo-se, pelo modelo de gestão adotado, em exemplos de eficiência e de solidez no setor, não se contabilizando quaisquer pendências relativamente a obrigações assumidas”, frisa a senadora.

TRÂMITE: 

O PLS 40/2011 foi apresentado na terça-feira (15/02) e enviado para análise das comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Assuntos Econômicos (CAE), sendo que nesta última será votado em decisão terminativa.

Fonte: Mídia News

Juros do cheque especial e do empréstimo estão mais altos

February 15th, 2011 No comments

Tanto o cheque especial quanto o empréstimo pessoal tiveram altas de janeiro para fevereiro “depois de um período de estabilidade”, lembra Helena. O juro do limite da conta subiu 0,16%, enquanto o empréstimo pessoal teve alta de 0,05 ponto porcentual.

  • A taxa média de juros no cheque especial passou de 9,13% para 9,29% ao mês.
  • A do crédito pessoal saltou de 5,34% para 5,39% mensais.

As altas repassadas ao consumidor têm a ver com o aumento da taxa básica de juros (Selic) feita na primeira reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). “E outras ações do governo que começaram no ano passado relacionadas à contenção do crédito”, explica Helena.

E a perspectiva não é das melhores. Segundo o próprio BC, a taxa Selic deve alcançar 12,5% ao ano até dezembro. Hoje a taxa está em 11,25% ao ano. “Isso mostra que as taxas médias do cheque especial e do empréstimo pessoal também vão subir”, analisa a técnica do Procon-SP.

O Procon-SP faz o levantamento de taxas de juros bancárias mensalmente e analisa os sete maiores bancos do País (Banco de Brasil, Bradesco, Caixa, HSBC, Itaú Unibanco, Santander e Safra).

O aumento nos juros do cheque especial ocorreu em cinco dos sete bancos pesquisados:

  • Bradesco (de 8,45% para 8,79% ao mês),
  • Santander (de 9,66% para 9,96%),
  • HSBC (de 9,55% para 9,80%),
  • Banco do Brasil (de 8,05% para 8,15%) e
  • Itaú (de 8,75% para 8,85%).

No empréstimo pessoal, apenas o Itaú (de 6,02% para 6,30% ao mês) e o Bradesco (de 6,00% para 6,04% ao mês) elevaram o juro.

Fonte: Estadão

Lucro da Cielo cresce 19% em 2010 e soma R$ 1,8 bilhão

February 13th, 2011 No comments

SÃO PAULO – A Cielo, empresa que credencia estabelecimentos comerciais para bandeiras de cartões, anunciou lucro líquido de R$ 1,830 bilhão para o ano de 2010, expansão de 19,1% ante o ano anterior. O resultado foi apresentado no padrão contábil internacional IFRS.

O novo ambiente competitivo pressionou as margens, os preços e a nossa participação de mercado“, destaca a empresa no demonstrativo de resultados, referindo-se à abertura do mercado de credenciamento. “Este novo cenário continuará representando um grande desafio e demandando ajustes em 2011.”

A Cielo registrou maior volume de operações em seus terminais. A empresa capturou R$ 74,1 bilhões em transações com cartões de crédito e débito no quarto trimestre, representando um aumento de 20,4% sobre o registrado no mesmo período de 2009 e de 10,1% ante o terceiro trimestre de 2010. Desse total, R$ 44,9 bilhões (61%) foram transações com cartões de crédito. Ao todo, foram 1,108 bilhão de transações processadas pelos terminais da empresa.

A razão do crescimento no faturamento da empresa foi a expansão do mercado de cartões de crédito, que teve alta de 20% nos volumes em 2010, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Outro fator foi a abertura do mercado de credenciamento. Desde julho, o contrato de exclusividade da Cielo com a Visa acabou e a empresa começou a prestar serviços para outras bandeiras, aumentando o total de transações em seus terminais (chamados de POS). A Cielo começou a capturar transações para a MasterCard, American Express, Sorocred e Ticket.

Fonte: Estadão

Mercado já prevê Selic de 12,5% até o fim do ano

February 1st, 2011 No comments

O mercado financeiro aumentou seu pessimismo e mais uma vez elevou suas previsões para a inflação oficial tanto para 2011 quanto para 2012 e agora espera um pouco mais de aumento nos juros por parte do Banco Central. De acordo com a pesquisa semanal Focus, feita pelo BC com analistas do mercado financeiro, a estimativa para o IPCA neste ano subiu pela oitava vez seguida, atingindo na média 5,64%. Na semana passada, a projeção era de 5,53%.

Para 2012, a estimativa passou de 4,54% para 4,70%, a segunda alta consecutiva e afastando ainda mais a expectativa do centro da meta de inflação (4.5%).

Com a inflação esperada mais alta, os analistas também ampliaram a previsão de alta na taxa básica de juros (Selic), esperando que ela encerre o ano em 12,50% ao ano. Até a semana passada, o mercado previa Selic de 12,25% anuais. A nova estimativa pressupõe que o ajuste total nos juros básicos, já incluindo a alta de 0,5 ponto porcentual em janeiro, será de 1,75 ponto porcentual na Selic em 2011.

O mercado trabalha com um aumento de 0,50 ponto porcentual na Selic em março, mais 0,50 ponto em abril e mais 0,25 ponto em junho, permanecendo neste nível até o fim do ano. Já para o fim de 2012, o mercado segue trabalhando com a taxa básica de juros em 11%, com o início do processo de afrouxamento monetário a partir de janeiro do próximo ano.

Fonte: Estadão

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Crédito já sente efeitos de medidas do Banco Central

January 28th, 2011 No comments

BRASÍLIA – O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, afirmou hoje que os números do crédito em dezembro já são reflexo das medidas macroprudenciais adotadas pela autoridade monetária. Segundo ele, a expectativa é de que esse impacto continue a ser sentido no crédito. Os números parciais de janeiro confirmam essa previsão.

Em dezembro, tivemos certo arrefecimento na taxa de crescimento do crédito. Sem dúvida, isso tem impacto das medidas macroprudenciais”, disse Altamir. “Espero uma acomodação maior nas concessões de crédito”, acrescentou, destacando que o impacto deve ser mais forte nos financiamentos ao consumo, especialmente nas concessões para compra de veículos e no crédito pessoal.

Altamir informou que em janeiro, até o dia 12, a média diária das concessões de crédito livre caiu 8%. A média das pessoas físicas teve recuo de 3,5% e a das pessoas jurídicas, baixa de 11,3%. Altamir ponderou que, no caso das empresas, o número reflete basicamente um efeito sazonal do segmento.

O economista informou que a taxa de juros média do crédito em janeiro, também até o dia 12, subiu 3 pontos porcentuais em relação a dezembro, atingindo 38% ao ano. O movimento mais significativo ocorreu no crédito para pessoa física, cuja taxa de juros teve alta de 4,5 pontos porcentuais, para 45,1% ao ano. Para as empresas, a alta de janeiro, segundo a parcial, é de 1,5 ponto porcentual, atingindo 29,4% ao ano.

O movimento para cima das taxas de juros reflete, essencialmente, a alta dos spreads bancários. Em janeiro, o spread médio subiu 2,8 pontos porcentuais, para 26,4 pontos porcentuais ao ano. O spread para empresas subiu 1,4 ponto porcentual, para 18,4 pontos porcentuais ao ano, enquanto o spread para pessoas físicas avançou para 32,9 pontos porcentuais, com alta de 4,4 pontos porcentuais. O spread representa a diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetivamente cobrada dos clientes.

Altamir reconheceu que o custo de captação dos bancos subiu, mas de uma maneira relativamente pequena. Os dados parciais divulgados se referem ao crédito livre. Segundo o economista, o volume total desse crédito cresceu 0,3%, com as operações de pessoas físicas subindo 1%, enquanto no caso das empresas houve queda de 0,3%.

Prazos

O chefe do Departamento Econômico do BC destacou também que as medidas macroprudenciais já impactam o prazo médio das concessões de crédito. Ele explicou que, no passado, o aumento dos juros era, normalmente, compensado pelo alongamento do prazo para que o crédito coubesse no orçamento das famílias. Mas agora, como as medidas elevam o custo dos bancos em caso de aumento de prazo, a tendência é de redução desse indicador.

Fonte: Estadão

Banco Central divulga nova taxa Selic, de 11,25%aa, com aumento de 0,5%

January 19th, 2011 1 comment

Alexandre Tombini é o Presidente do Banco Central do Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, colegiado formado pela diretoria e presidente da autoridade monetária, subiu a taxa básica de juros de 10,75% para 11,25% ao ano na primeira reunião do governo Dilma Rousseff, que aconteceu nesta terça e quarta-feiras (18 e 19).

A taxa de juros estava em 10,75% ao ano desde julho de 2010. Ao subir os juros para 11,25% ao ano, o Copom fixou a taxa básica da economia brasileira no mesmo patamar vigente em março de 2009, o maior em cerca de dois anos.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 1 e 2 de março. A estimativa do mercado financeiro é de que os juros subam para 11,75% ao ano neste encontro e que avancem para 12,25% ao ano em abril – patamar no qual deverão fechar 2011.

Ao fim do encontro do Copom, o BC divulgou a seguinte frase: “O Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 11,25% ao ano, sem viés, dando início a um processo de ajuste da taxa básica de juros, cujos efeitos, somados aos de ações macroprudenciais, contribuirão para que a inflação convirja para a trajetória de metas”.

JUROS REAIS
Com a subida da taxa básica da economia para 11,25% ao ano, o Brasil disparou na liderança isolada no ranking mundial de juros reais – que são calculados após o abatimento da inflação prevista para os próximos doze meses. Juros altos tendem a atrair capital para a economia brasileira e a pressionar para baixo o dólar.

Evolução da Taxa Selic de 2006 a 2011

Fonte: G1

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Concorrência derruba as taxas de cartões para lojistas em até 40%

January 19th, 2011 No comments

Ritmo de queda das taxas após novas regras para o setor vem surpreendendo analistas, que esperavam um movimento de redução mais gradual; previsão é que efeitos já se reflitam nos resultados da Cielo e da Redecard, as duas maiores do setor

Com o aumento da concorrência no setor de cartões, os lojistas estão conseguindo renegociar com as empresas e as taxas cobradas por transação realizada pelos consumidores com este meio de pagamento estão caindo. A queda está surpreendendo analistas, que já preveem redução das receitas e dos lucros da Cielo e da Redecard, as duas maiores credenciadoras de estabelecimentos comerciais.

A Agência Estado apurou que algumas grandes redes conseguiram redução de até 40% nas taxas, como é o caso da Pague Menos, uma das maiores redes de drogarias do Brasil. Para a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), as taxas devem continuar recuando, conforme a competição aumente e novas empresas passem a operar no mercado.

O presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Júnior, destaca que, desde a abertura do mercado de credenciamento, em julho de 2010, alguns lojistas estão conseguindo isenção na locação das máquinas e redução de até 35% na taxa por transação. Segundo ele, essa taxa média, que variava de 3% a 5% antes do fim da exclusividade da Cielo e Redecard, está, atualmente, entre 2,5% e 4,5%. Essa variação ocorre de acordo com a característica dos estabelecimentos comerciais. A expectativa de Pellizzaro Júnior é de que a taxa média recue para o intervalo de 1,5% a 2,5%.

As renegociações das taxas se intensificaram no quarto trimestre de 2010, puxadas pelas grandes redes varejistas. Os resultados efetivos só devem ser conhecidos a partir de fevereiro, quando a Redecard e a Cielo divulgam seus resultados financeiros. Em uma reunião com analistas de mercado em dezembro, o presidente da Cielo, Rômulo de Mello Dias, já antecipou que os resultados da empresa viriam piores no quatro trimestre por conta das renegociações dos contratos com grandes varejistas. Procuradas, Cielo e Redecard não se pronunciaram sobre o assunto, por estarem em período de silêncio.

Os analistas do Goldman Sachs Carlos Macedo, Jason Mollin e Wesley Okada esperavam que as taxas cobradas dos lojistas fossem caindo lentamente. Mas a redução veio acima do esperado, por conta da renegociação com grandes varejistas.

A redução das taxas é “uma briga histórica” dos supermercados com as credenciadoras, afirma o vice-presidente e diretor de comunicação da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Orlando Morando.

Segundo ele, os porcentuais cobrados chegaram a equivaler a 4,5% dos valores transacionados, sobretudo nos pequenos comércios. “Isso era maior que o resultado líquido das nossas operações, que fica na faixa dos 3%”, diz Morando, acrescentando que as taxas, atualmente, situam-se na média dos 3%, considerando a média entre os associados da Apas. No entanto, entre os pequenos comércios podem variar ainda entre 3,5% a 4%

Fonte: Estadão

BACEN põe fim ao monopólio do crédito consignado

January 17th, 2011 No comments

Bancos estão proibidos de criar qualquer tipo de contrato que restrinja o acesso de clientes a operações de crédito ofertadas por concorrentes

O Banco Central proibiu ontem que instituições financeiras criem qualquer tipo de contrato que restrinja ou impeça o acesso de clientes a operações de crédito ofertadas por concorrentes. A medida vale para todos os tipos de crédito, mas o caso mais evidente é o do crédito consignado – aquele que conta com taxas mais baixas para o consumidor porque tem garantia quase total de que será honrado.

Além de estimular a eficiência do setor, o BC espera a redução do spread – a diferença entre a taxa captada pelos bancos e a cobrada aos clientes.

A exclusividade no consignado é mais fácil de ser detectada. Muitos convênios assinados para repassar a folha de pagamento de servidores entre bancos e prefeituras, por exemplo, eram condicionados a esse monopólio. “A exclusividade pode acarretar desvantagens ao cliente, pois ele não tem a possibilidade de escolher a taxa mais barata”, explicou o procurador do BC, Isaac Ferreira.

A vedação põe fim a uma novela que atinge há anos milhares de clientes, principalmente de servidores públicos. Antes da decisão, o BC e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) viviam um impasse sobre suas atribuições no âmbito da concorrência do setor financeiro. Essa indefinição deixava em suspenso a avaliação de denúncias contra alguns bancos.

É o caso da acusação feita em junho do ano passado pela Federação dos Servidores Públicos Municipais e de 11 Estados, a Fesempre. A entidade revelou que o Banco do Brasil detinha o monopólio na concessão de consignado aos órgãos em que é responsável pela folha de pagamento.

Punições. Até agora, o episódio da Fesempre não foi avaliado porque Cade e BC não se entendiam sobre a quem competia a função. Depois de parar na Justiça, o BC assumiu a responsabilidade. A decisão, no entanto, vale apenas a partir de agora e os contratos existentes não serão considerados ilegais. Quem descumprir as novas normas, porém, pode ser punido, desde advertência e multa até o cancelamento da inscrição do banco no BC.

O advogado que representa a Fesempre, Vicente Bagnoli, afirmou que continuará com seu processo no Cade, mas o procurador do BC deixou claro que caberá à autoridade monetária o acompanhamento de casos desse tipo. “O BC tem hoje a segurança jurídica de que é a entidade competente para regular e dispor sobre condições de concorrência entre os bancos”, disse Ferreira.

Em agosto de 2010, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou um caso sobre a competência do BC e do Cade. A interpretação da sentença do STJ, porém, foi diferente para as instituições. O BC utilizou o processo para começar a atuar de fato na área. O Cade vê com restrições o ganho de causa concedido ao BC. O acórdão ainda não foi publicado e poderá ser decisivo.

?Fonte: Estadão

Mercado prevê longo ciclo de juro alto com perspectiva de 12,5% em dezembro de 2011

January 17th, 2011 No comments

SÃO PAULO – O novo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, enfrenta logo no início do mandato o duro desafio de trazer a inflação oficial do País de volta para a meta de 4,5% ao ano. Em 2010, o IPCA subiu 5,91%. O primeiro passo nessa direção deverá ser dado nesta semana, quando ele comandará sua primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

No encontro, que começa terça e termina quarta-feira, Tombini e seis diretores do BC vão definir o novo nível da taxa básica de juros (Selic). Há um consenso no mercado de que a taxa será reajustada. A aposta é de elevação de 0,50 ponto porcentual, para 11,25% ao ano.

O próprio BC, em seu mais recente Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro, não poderia ter sido mais explícito. “No regime de metas para a inflação, desvios em relação à meta, na magnitude dos implícitos nessas projeções (do mercado e do próprio BC), sugerem necessidade de implementação, no curto prazo, de ajuste na taxa básica de juros“, diz parte do texto que abre o documento.

A provável alta fará o Brasil ficar ainda mais atrativo para os investidores internacionais, porque aumentará a já enorme diferença entre os juros aqui dentro e no exterior. A Selic é a mais alta taxa básica do mundo, tanto em termos reais (cálculo que desconta a inflação) quanto nominais. Nos países desenvolvidos, os juros estão próximos de zero.

Os analistas não têm certeza apenas sobre a elevação da Selic agora. Cravam que o BC vai continuar puxando o juro durante boa parte de 2011. A maioria avalia que a taxa irá até 12,25% ao ano e ficará nesse nível até dezembro.

Mas há apostas para todo os gostos. Os analistas do banco Credit Suisse, por exemplo, acreditam em um ciclo total mais longo e maior, que culminaria com a Selic em 13,50% no fim do ano. Na outra ponta, o Banco Fator vê espaço para uma queda da taxa já no segundo semestre, encerrando 2011 em 11,25% (apenas 0,50 ponto acima do nível atual).

Pressões

A inflação no Brasil está pressionada e deve continuar assim, na melhor das hipóteses, até o fim do primeiro trimestre. Há uma série de fatores que embasa essa avaliação: a alta das commodities e dos produtos in natura (verduras, legumes e frutas), a persistente inflação no segmento de serviços e o provável fim da valorização do real.

Para alguns analistas, a situação é tão preocupante que eles não descartam a hipótese de o IPCA de 2011 estourar o teto da meta (6,5%). “A inflação alta na partida do ano (os 5,91% acumulados em 2010) faz com que um eventual choque na economia a leve para cima da banda superior da meta”, diz o economista-chefe da JGP Gestão de Recursos, Fernando Rocha.

A má notícia para o País é que os riscos desses choques crescem a cada dia neste começo de 2011. As chuvas no Sudeste têm levado a fortes altas dos preços dos produtos in natura. Na semana passada, a medição semanal do IPC-Fipe mostrou que a alface subiu 25% em um mês.

No exterior, as commodities alimentícias (como soja e milho) mantêm-se pressionadas, a exemplo do que ocorreu em grande parte de 2010. O Índice CRB Food, que sintetiza em um único indicador a evolução dos preços agrícolas, avançou quase 15% nos últimos 45 dias.

Além disso, a economia brasileira ainda é muito indexada. Como em 2010 indicadores que corrigem vários preços avançaram fortemente (caso do IGP-M, que subiu 11,32% e serve de base para o reajuste do aluguel), é de esperar que tenham impacto sobre o IPCA de 2011.

Esses fatores conjunturais juntam-se a pelo menos outros dois estruturais. Como lembra o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, o câmbio deixará de ter no governo Dilma a contribuição positiva para a inflação que beneficiou Lula em seus dois mandatos. Vale lembrar que o dólar saiu da faixa de R$ 3,50 no início de 2003 para a casa de R$ 1,70 em dezembro de 2010. “Hoje, praticamente não há espaço para nova valorização expressiva do real”, comenta Gonçalves. Sexta-feira, a moeda fechou a R$ 1,686.

O outro fator estrutural é a inflação dos serviços. Esse é um segmento da economia que retrata o comportamento da demanda. Afinal, não é possível importar cabeleireiro, manicure, tintureiro, marceneiro etc. A competição entre esses profissionais é somente interna.

Fonte: Estadão

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Endividado tenta se equilibrar entre especial e rotativo

January 12th, 2011 No comments

Brasileiro usa saldo do salário na conta corrente para entrar no limite do cheque especial e depois pula para o cartão de crédito

BRASÍLIA – Começo do mês é tempo de receber salário. A alegria, porém, dura pouco: contas chegam, o dinheiro sai e, em muitos casos, a conta fica no vermelho muito rapidamente. Dados do Banco Central mostram que, mesmo com o pagamento do salário, o início do mês é o período em que os brasileiros mais usam o limite da conta corrente e o crédito rotativo do cartão de crédito.

A entrada no cheque especial se concentra entre os dias 1.º e 10, quando a média é 26,1% maior que no restante do mês. No cartão de crédito , o uso do rotativo é 59,8% maior entre os dias 5 e 15.

Levantamento do Jornal Estadão que comparou a tomada de crédito em todos os dias úteis de 2009 revela que essas linhas de crédito estão sendo maciçamente usadas logo após o depósito do salário.

A situação é considerada preocupante por economistas porque indica que muitos consumidores contam com o limite da conta e o pagamento mínimo do cartão para fechar o mês e assim, pendurados no crédito, esperar até o próximo salário.

Bola de neve. “O comportamento é preocupante porque revela um estilo de vida em que as pessoas precisam se endividar para sempre. São consumidores que têm confiança de que receberão o salário no próximo mês e, por isso, tomam esses empréstimos sistematicamente logo após receber o salário“, diz o professor de finanças do Insper, Ricardo José de Almeida.

Na teoria, consumidores concentram o vencimento das contas em datas próximas ao salário para que haja “casamento” entre receitas e despesas. Mas, na prática, é bem diferente. Juntas, as despesas correntes somam valor maior que a renda e, por isso, é preciso recorrer sempre ao cheque especial mesmo com o salário recém depositado.

Logo depois, o problema cresce porque chega o extrato do cartão com todas as compras do mês anterior. E, como a conta já está no vermelho, o jeito é pagar o mínimo e usar o rotativo. Ou seja, as datas podem até coincidir, mas isso não resolve a situação porque são os valores que estão sempre descasados.

“Muitos clientes encararam com normalidade usar o cheque especial e pagar o mínimo do cartão todo mês. Isso não é adequado porque se houver qualquer imprevisto ou ele for demitido vira uma bola de neve”, diz o superintendente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo.

Fonte: Estadão

Sicredi fica em 1º lugar no Ranking do BNDES em programas agrícolas

December 14th, 2010 No comments

Desembolso foi de R$ 322,4 milhões, principalmente para investimentos agropecuários

O Sicredi chegou em outubro deste ano como a instituição que mais liberou operações nos Programas Agrícolas do Governo Federal, acumulando desembolso de R$ 322,4 milhões em 2010. O valor é 47% maior do que a injeção de 2009 e engloba 6,3 mil operações, representando 14% de participação no montante liberado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Grande parte do volume concedido foi direcionado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), para aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas, investimentos em reformas e infraestrutura de propriedades rurais. Entre as modalidades de crédito rural que se destacam no Sicredi estão as operações da linha MODERAGRO para financiamentos dos setores avicultura, suinocultura e pecuária leiteira.

Além das operações de investimento o Sicredi possui ainda várias formas de financiamento voltadas para o setor agrícola como o custeio agrícola e o custeio pecuário. Em setetembro de 2010, o Sicredi ficou entre as cinco maiores instituições financeiras em volume de operações de crédito rural no ranking da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN).

Fonte: Sicredi

Ricardo Coelho: Cadastro Positivo – Promessa ou Dívida?

December 9th, 2010 No comments

Ricardo Coelho é consultor para Cooperativas de Crédito

Após anos de discussões, teremos dentro de alguns meses o Cadastro Positivo (CP).  Algo usual em paises como EUA, México, Tunísia e Argentina. Ele tem o apoio do governo que o vê como suporte na redução das taxas de juros no varejo, preferencialmente das pessoas físicas (PF), pois as informações das jurídicas já são razoavelmente tratadas quando consultadas por “bancos”. Em síntese o Cadastro Positivo é o inverso do cadastro negativo (Serasa, SPC …) onde usualmente consultamos restritivos cadastrais. No Cadastro Positivo, as instituições “credenciadas” como: bancos; financeiras, indústria e comércio passam a consultar um banco de dados com históricos de bons tomadores de crédito, inclusive sua adimplência na conta de água, luz, fone e seus dados de emprego e renda.

Em conceito, qualquer instituição “financeira” ao perceber que um determinado cidadão tem um bom histórico de pagamentos, poderá ofertar-lhe crédito, com taxas menores e prazos maiores. Isto, em tese, permitirá menor risco as instituições, com reflexo na redução na taxa média de juros e no crescimento saudável do volume do crédito aos clientes. Os defensores do Cadastro Positivo alegam que, no modelo atual – cadastro negativo – os bons acabam pagando pelos maus, contudo, para outros, não estar no negativo, significa ser positivo, pois honra seus compromissos.

Para os defensores do Cadastro Positivo, será a redescoberta da roda. Mas tenho sérias dúvidas se os clientes serão realmente beneficiados, ainda mais, na grandeza dos discursos daqueles entusiastas do Cadastro Positivo. Comento isto por estarmos no Brasil. E este já demonstrou por inúmeras vezes ao mundo que trata-se de um mercado “único”. Aqui, vivência, cautela e astúcia são requisitos básicos para o sucesso de qualquer ação comercial, ainda mais se for cópia “bruta” de preceitos homologados em paises desenvolvidos. A história recente está cheia de homéricas “cópias” de fracassos.

Assim, pela relevância do assunto a todas as instituições financeiras, inclusive as Cooperativas de Crédito, desenvolvo este texto visando subsidiar o leitor na criação de suas reflexões e julgamento. Dessa maneira procuro evitar algo perigoso, especialmente nesse tema novo, que é ser conduzido por visões empíricas, superficiais, acadêmicas ou entusiastas. Informo que o texto é baseado em minha leitura do cenário atual, portanto deixo-os livres para discordar de parte ou do todo.

Importante: Sintetizo as visões macros sobre o tema, apontando em simples tópicos quais são os pontos fortes e fracos do Cadastro Positivo, além de seus ganhadores e perdedores e as minhas conclusões.

Pontos fortes do Cadastro Positivo:

  1. Ampliação do acesso ao crédito, mesmo de cliente negativados
  2. “Criação” de uma agência de rating pessoal
  3. Melhores condições para os bons pagadores
  4. Mais informação à menor juros

Pontos fracos do Cadastro Positivo:

  1. Falta de Cultura financeira aos brasileiros
  2. No Brasil – Taxa não é diferencial
  3. Por que doravante acreditar nas instituições financeiras?
  4. Por que uma grande instituição iria fomentar o Cadastro Positivo?
  5. Qual será o ganho financeiro a um bom cliente bancarizado?
  6. Discriminação “potencializada”
  7. O estouro da “bolha” tupiniquim
  8. Des-Cadastramento autônomo – O grande calcanhar de Aquiles
  9. Outros calcanhares de Aquiles do CP
  10. Informalidade no CP
  11. A velocidade do crescimento & Utilidade & Crença no CP.

 

Ganhadores & Perdedores

 

Como está sendo conduzido o Cadastro Positivo, ganharão os “bancos”, pela redução dos riscos sem contrapartida na redução de taxas, em especial por estarmos lançando-o em meio a uma forte crise mundial e uma ríspida escassez de crédito interno. Neste ambiente, o Cadastro Positivo servirá perfeitamente para que os “bancos” emprestem de forma hiper-seletiva e criteriosa, pois crise na empresa é crise no emprego. Ganha também as entidades que virem a gerir seus Cadastros Positivos, em especial pelo agravamento desta “reserva de mercado”. Está no plural, pois certamente teremos mais de uma entidade (Bureau): Serasa; Equifax, Associação Comercial de São Paulo, … . Ou seja, tudo leva a crer que cada uma armazenará unicamente dados alimentados pelas operações de crédito de seus “bancos” associados, o que significa que seu nome poderá estar como ótimo pagador apenas no bureau do qual seu “banco” é associado. Consequentemente sem histórico positivos no(s) bureau(s) concorrente(s).

Perde a sociedade, em especial as classes C e D, (80% da população), pois não tendo “poupança”, dependem do crédito para realizar seus “sonhos”. Ou seja, permanecerá o tratamento desigual aos desfavorecidos socialmente. Perde o governo, ao não obter, novamente, eficácia na sua boa intenção de elevar a “sociabilização” do crédito com redução de taxas para uma grande massa da população.

 

Conclusão

 

Mas não há mágica a fazer. Precisamos, concomitante ao Cadastro Positivo, ajudar o Brasil a ter sucessivos anos de prosperidade econômica, uma redução nos gastos do governo e que pague gradualmente menos para rolar sua dívida, que desenvolva uma cultura de gestão financeira na sua população, que fomente a real “portabilidade” do crédito, entre outras melhorias.

Realmente o Cadastro Positivo tem preceitos interessantes, e com sua aprovação teremos a possibilidade de aprender a usá-lo como uma poderosa ferramenta. Mas, primeiramente, é mister que encontremos formas de sintonizá-la a nossa realidade, pois só assim, poderá vir a ser uma eficaz ferramenta na “sociabilização” do crédito massificado, permitindo uma melhoria do padrão de vida de uma enorme casta de menos favorecidos de nossa sociedade. Este foi o motivo pelo qual o “governo” comprou a idéia, vendida por aqueles que a reconhecem como solução “eficaz” mundo afora. Caso contrário será uma solução social inglória, potencializada por sua aprovação durante um momento de extrema turbulência financeira e de escassez de crédito.

Devemos atentar para que não se repita o cenário onde o governo, norteado de boas intenções, é “combalido” pela astúcia dos profissionais das instituições financeiras. Algo como o “insólito” esforço do governo para a redução de tarifas bancárias de 12/2007. Se a sociedade, aqui representada pelos seus legisladores e pelos reguladores, não for astuta, tendemos a novamente dar um tiro no pé da população, disparado pelos “bancos”, por uma arma doada pelo governo.

É importantíssimo frisar que, até pouco tempo, países desenvolvidos como os EUA, viviam um cenário de hiper-oferta de crédito, alta empregabilidade e ótimo fluxo de capitais. Contudo, mesmo tendo o Cadastro Positivo há décadas, permitiram um inferno astral créditício, seja pelo fatídico Subprime imobiliário, ou por inúmeras outras estripulias, como a de permitir que um único cidadão chegue a ter 13 cartões de crédito. Ou seja, ter um banco de dados com este quilate, e não ter métricas e políticas sociais para utilizá-lo, pouco ajuda na redução do risco do crédito, e no objetivo maior, que é facilitar o acesso ao crédito barato a um maior número de pessoas.  

Acreditando na breve aprovação do Cadastro Positivo, de forma prática, concluo que seria prudente monitorar os dois primeiros anos do Cadastro Positivo para ver se realmente este grande “boing” terá condições de aterrissar em nossa pista curta, com buracos, mal sinalizada, sem torre de comando e debaixo de muita chuva. Devemos torcer para que o piloto seja muito bom, pois só assim o nosso Cadastro Positivo agregará real valor à sociedade. Caso contrário será mais um modismo conceitualmente interessante, mas sem os reais benefícios sociais apregoados, além de consumir nossos recursos e nos tirar do foco de “incêndios” reais.

Leia o texto completo no link http://www.ricardocoelhoconsult.com.br/artigo27.php

Copom mantem Selic em 10,75%aa

December 9th, 2010 No comments

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira, 8, manter a taxa básica de juros (Selic) no atual patamar, de 10,75% ao ano, em sua última reunião do ano. A decisão veio em linha com a expectativa da maior parte do mercado, mesmo após o IBGE ter divulgado o resultado de novembro do IPCA, que subiu 0,83%, a maior alta mensal em cinco anos.

Em decisão unânime, o Copom afirmou que é preciso tempo para aferir os resultados das medidas prudenciais recentes, que restringiram a oferta de crédito na economia e elevaram o depósito compulsório dos bancos. Por isso, diz a nota, não seria “oportuno reavaliar a estratégia de política monetária nesta reunião”.

Trata-se também da última decisão com Henrique Meirelles à frente da autoridade monetária, uma vez que Alexandre Tombini, atual diretor de Normas do BC, já foi indicado pela presidente eleita Dilma Rousseff e aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para comandar o Banco Central a partir de 2011.

A próxima reunião do Copom está agendada para os dias 18 e 19 de janeiro. Leia abaixo a íntegra do comunicado:

“Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 10,75% a.a., sem viés. Diante de um cenário prospectivo menos favorável do que o observado na última reunião, mas tendo em vista que, devido às condições de crédito e liquidez, o Banco Central introduziu recentemente medidas macroprudenciais, prevaleceu o entendimento entre os membros do Comitê de que será necessário tempo adicional para melhor aferir os efeitos dessas iniciativas sobre as condições monetárias. Nesse sentido, o Comitê entendeu não ser oportuno reavaliar a estratégia de política monetária nesta reunião e irá acompanhar atentamente a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária.”

Fonte: Estadão

Senado aprova criação de cadastro do bom pagador

December 5th, 2010 No comments

O Senado aprovou ontem o projeto que cria o cadastro positivo, uma lista de bons pagadores que ficará à disposição das instituições financeiras para consulta. A ideia é que, de posse das informações, as instituições financeiras possam cobrar juros mais baixos de quem paga suas contas em dia e taxas mais altas daqueles que já atrasaram pagamentos no passado – e que, portanto, estariam mais propensos a voltar a fazer isso novamente.

O texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O projeto aprovado pelo Senado, porém, não determina como deve ocorrer a implementação do cadastro. O projeto diz apenas que os consumidores devem informar aos sistemas de proteção ao crédito, para a formação do cadastro positivo, as “características e o adimplemento das obrigações contraídas” em serviços de crédito ou financiamento.

O governo vai regulamentar o funcionamento do cadastro por meio de decreto ou medida provisória. “A regulamentação será feita por MP, no que for possível fazer por medida provisória, e por decreto, no que for possível fazer por decreto”, disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Ainda não está definida a data para a regulamentação do cadastro, uma vez que não há consenso sobre todos os pontos da matéria.

O Executivo defende a aprovação do cadastro positivo como uma iniciativa que possa ajudar na redução dos juros bancários. O governo espera que, com o cadastro, os bancos conheçam mais detalhes do histórico de clientes que estejam sempre em dia no pagamento de suas dívidas, diferentemente do que acontece hoje em dia com os cadastros negativos, que só possuem em seus bancos de dados os nomes daqueles que acabam inadimplentes em seus financiamentos. O raciocínio é que uma pessoa que sempre pagou seus compromissos em dia no passado tende a continuar fazendo isso no futuro.

O cadastro positivo é formado por informações sobre contratos de financiamento assinados nos últimos anos e que não tenham tido parcelas pagas em atraso. O Senado optou por aprovar a versão simplificada do cadastro positivo, deixando de lado outro projeto de iniciativa da Cãmara dos Deputados com uma regulamentação extensa do assunto. “O projeto da Câmara é melhor porque dá garantias individuais, que vão ficar esperando ainda decreto”, criticou o deputado Maurício Rands (PT-PE).

Fonte: Jornal do Comércio

BC muda regras para financiamento de carros

December 5th, 2010 No comments

BRASÍLIA – O diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Aldo Luiz Mendes, informou hoje que nas operações de financiamento de veículos com prazo superior a 60 meses, independentemente do valor da entrada dada pelo cliente, valerá a nova regra de requerimento de capital, anunciada hoje pela instituição, com o fator de ponderação de risco (FPR) de 150%. Pela essa regra, os bancos têm de reservar para cada R$ 100 de crédito R$ 16,50 de capital.

Aldo explicou que essa regra foi moldada a partir da avaliação de que há um aumento de risco de inadimplência nas operações de crédito com prazo mais longo. No caso especificamente de veículos, há um problema de descasamento ao longo do tempo, entre o valor da garantia (o próprio veículo) e o valor do saldo devedor, o que torna mais arriscado as operações de longo prazo.

Tanto Aldo como o chefe do Departamento de Normas do BC, Sérgio Odilon dos Anjos, enfatizaram que as iniciativas não impedem o mercado de continuar oferecendo crédito, mas estabelecem regras que buscam deixar mais seguro o sistema de financiamento. Aldo admitiu também que as medidas têm reflexos macroeconômicos.

Aldo informou que no caso da medida que reduz o porcentual de dedução nos depósitos compulsórios nas operações de compra de carteira, de 45% para 36%, o objetivo foi manter o mesmo valor monetário de dedução existente hoje, uma vez que, com a elevação do compulsório, anunciada hoje, se o porcentual de 45% fosse mantido, a possibilidade de dedução aumentaria.

Ele salientou que o governo decidiu prorrogar até 30 de junho do ano que vem a vigência dessa medida. “A medida tem se revelado boa para o sistema, tanto para grandes bancos como para os pequenos”, afirmou. Questionado por que motivo não se adota permanentemente essa medida, Aldo disse que é melhor fazer avaliações periódicas a ter de promover futuras alterações de uma medida de caráter permanente.

O que muda para o consumidor?

Os bancos deverão exigir uma entrada de pelo menos 20% nos financiamentos entre 24 e 36 meses para carros novos ou usados. Nos parcelamentos entre 36 e 48 meses, a entrada sobe para 30%. Entre 48 e 60 meses, para 40%.

Fonte: Estadão

Para conter crédito e inflação, BC eleva compulsório bancário

December 5th, 2010 No comments

O Banco Central anunciou na sexta-feira o aumento do compulsório bancário sobre depósitos à vista e a prazo e mudanças que, segundo comunicado da instituição, causarão a retirada de R$ 61 bilhões da economia.

O compulsório bancário é a quantia que os bancos são obrigados a depositar no BC. Sua elevação reduz a oferta de crédito para os clientes dos bancos, controlando, dessa forma, a pressão inflacionária.

A exigência de capital para as operações de crédito para pessoas físicas também aumentou, com a elevação de 100% para 150% do Fator de Ponderação de Risco (o que força os bancos a aumentarem em 5,5 pontos percentuais sua reserva para garantir cada crédito fornecido).

O CMN estabeleceu também um “cronograma de redução gradual do volume de depósitos que bancos podem emitir com a garantia especial concedida pelo Fundo Garantidor de Crédito”. A redução começará em janeiro de 2012, ao ritmo de 20% ao ano, e será concluída em 2016.

Segundo anúncio feito pelo BC e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o objetivo é “permitir a continuidade do desenvolvimento sustentável do mercado de crédito e dar prosseguimento à retirada gradual dos incentivos introduzidos para mitigar os efeitos da crise financeira de 2008“.

As medidas devem entrar em vigor a partir da próxima segunda-feira.

Fonte: Estadão

CMN deve regulamentar cartões este mês, diz ministro

November 16th, 2010 No comments

BRASÍLIA – O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, disse nesta terça-feira, 9, estar confiante na aprovação, já em novembro, da padronização das tarifas de cartões de crédito pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O trabalho foi elaborado pelo Banco Central (BC), um dos membros do CMN, e apresentado ao colegiado em setembro, mas ainda não foi para a pauta de votação.

“Em novembro, o CMN deve regulamentar tarifas, como exemplo das tarifas bancárias”, disse o ministro. No passado, o CMN também fez uma padronização para as tarifas bancárias. Ele fez a avaliação após o recebimento, pelo diretor presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Paulo Rogério Caffarelli, de uma série de compromissos assumidos pela indústria de respeitar os direitos do consumidor. “É um passo importante que estamos dando hoje no Brasil”, disse o ministro.

O ministro ressaltou que o cartão de crédito tem substituído a utilização do cheque pré-datado pelo consumidor. “A nova classe C já usa diariamente (os cartões). Por isso, cada vez mais é fundamental a proteção ao consumidor e a transparência das informações”, disse.

Fonte: Estadão

Meirelles: projeções não dão margem para reduzir juro

November 11th, 2010 No comments

BRASÍLIA – O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou hoje que a projeção de inflação encontrada no modelo do BC não dá margem para redução da taxa de juros básica. Meirelles evitou fazer comentários sobre os rumos da taxa Selic no médio prazo, limitando-se a explicar aos parlamentares da Comissão Mista de Orçamento que a Selic sobe ou desce para regular a demanda e mantê-la em ritmo condizente com a oferta.

Questionado se continuaria como presidente do BC caso convidado pela presidente eleita Dilma Rousseff, Meirelles tergiversou: “Não trabalho por hipóteses. Vou analisar caso concreto. Imagina se estivesse preocupado com esse tipo de coisa nessa situação que ocorreu com o Panamericano. Vamos considerar essa situação no seu devido momento”, afirmou.

Fonte: Estadão

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