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Archive for the ‘Cartões de Crédito’ Category

Regras para cartões podem derrubar receitas em 10%

May 30th, 2011 No comments

As novas regras para o setor de cartões de crédito definidas pelo Banco Central e quem entram em vigor em 1 º de junho devem derrubar a receita dos bancos com o negócio em até 10% num primeiro momento, segundo estimativas de executivos das instituições financeiras.

Entre outras novidades, o BC reduziu o número de tarifas cobradas de 80 para 5 e criou o cartão básico, que terá um custo mais baixo para o cliente.

Para Marcelo Noronha, diretor-geral da Bradesco Cartões, de início as instituições que dependem muito de programas de pontuação ou milhagem, por exemplo, podem sofrer mais do que outras. Além da adaptação mercadológica, haverá necessidade de investimentos para adaptar os processos, lembra o executivo.

Para Cláudio Yamaguti, presidente da Abecs, associação que representa as empresas do setor, haverá, por outro lado, uma queda nos custos para as instituições, que pode compensar essa redução das receitas, já que o cartão mais simples não tem qualquer serviço extra. “Há uma compensação”, diz.

Ele crê que o cartão básico vai atrair um contingente maior de clientes, o que também aumentará a base e, por consequência, elevará o rendimento dos emissores de cartão. “O faturamento das empresas deve continuar a crescer. Esperamos que dobre em cinco anos, chegando a R$ 1,2 trilhão em 2015″, disse. No setor de cartões, o termo “faturamento” equivale ao valor transacionado com os plásticos.

Essa maior adesão aos plásticos deve se dar nas classes de renda mais baixa, avalia Denilson Molina, diretor do Banco do Brasil. “Haverá uma popularização ainda maior dos cartões e o aumento do volume compensará uma eventual redução das receitas”.

Na previsão de Molina o cartão básico deve responder por 20% do mercado em pouco tempo, em parte pelo valor da anuidade, cerca de 30% menor. Hoje os cartões mais simples detêm quase metade do mercado.

Para Sérgio Odilon dos Anjos, chefe do departamento de normas do Banco Central, a tendência é de queda dos preços das tarifas, pois a redução do número de taxas permitirá ao cliente uma melhor comparação dos valores. As tarifas de conta corrente chegaram a apresentar redução de até 50% desde que foram reguladas pela autoridade monetária.

As tarifas permitidas

As cobranças feitas pelos bancos nos cartões foram padronizadas e reduzidas a cinco:

  1. anuidade,
  2. emissão de segunda via,
  3. saque,
  4. pagamento de conta e
  5. avaliação emergencial de crédito.

A expectativa é que as reclamações tanto no BC quanto nas entidades de defesa do consumidor também caiam.

O cartão básico deve obrigatoriamente ser oferecido pelos bancos aos clientes. As instituições podem continuar vendendo cartões com todos os serviços tradicionais e cobrar as tarifas extras para esses benefícios. “O cartão básico deve permitir o uso para compra e financiamento (rotativo). Não estamos impedindo o banco de oferecer outros benefícios, mas, se o cliente quiser, terá o cartão mais barato”, afirmou Odilon.

Fonte: Valor Econômico

BC quer mais inclusão e eficiência no sistema financeiro, diz Tombini

May 26th, 2011 No comments

BRASÍLIA – As novas regras para os cartões de crédito, que entram em vigor no dia 1º de junho, foram aprovadas para garantir o crescimento sustentado do setor, afirmou o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. “Objetivo é que sistema financeiro nacional seja mais eficiente e inclusivo. A entrada em vigor das novas regras não significa o fim de um processo, pelo contrário, o Banco Central continuará acompanhando o setor e tomará novas medidas se avaliar necessário”, concluiu.

Durante a abertura de seminário sobre as novas normas na sede da autoridade monetária, ele destacou a redução do número de tarifas cobradas pelas operadoras, das atuais cerca de 80 para apenas cinco taxas.

“Foi identificado um número grande de tarifas e diversas formas de cobrança, que dificultavam o entendimento dos clientes e, portanto, gerava uma relação hostil com as operadoras. Era crescente o número de reclamações dos usuários junto aos órgãos de defesa dos consumidores e, para o Banco Central, esse ambiente gerava um risco operacional e reputacional, que exigiu uma ação prudencial”, disse Tombini.

Pagamento mínimo de 20% da fatura

O presidente do BC também citou a exigência do pagamento mínimo mensal de 15% do valor total da fatura, a partir de junho, passando para 20% a partir do dia 1º de dezembro. “Esse pagamento mínimo é fundamental para ajudar a evitar o ‘sobreendividamento’ dos usuários“, acrescentou.

Segundo Tombini, as novas regras são reflexo do crescimento no uso dos cartões de crédito nos últimos anos, dada a inclusão de uma nova base de usuários, principalmente vindos das classes mais baixas. “O Brasil vem presenciando uma melhoria das condições de vida da sociedade. O tripé de política econômica e um sistema financeiro bem regulado solidificaram a base para que o País voltasse a ter um crescimento sustentável“, afirmou.

Além disso, acrescentou, as políticas de transferência de renda e de inclusão financeira ampliaram o acesso a produtos e serviços financeiros para a população com menos recursos, fazendo com que o sistema financeiro nacional tenha atualmente 160 milhões de clientes. “Mais brasileiros têm cartão e o utilizam nas suas transações cotidianas, e a expectativa é que essa tendência de penetração nas classes mais baixas continuem nos próximos anos, assim como deve ocorrer com o número de operações nas classes mais altas”, disse Tombini.

Durante o seminário, o BC também lança uma cartilha sobre as novas regras do setor, dentro do programa de educação financeira promovido pela autoridade monetária. Leia a nova cartilha aqui.

Assimetria de informações

O diretor de regulação do sistema financeiro do Banco Central, Luiz Awazu Pereira, disse que a estabilidade do sistema passa por uma constante melhora na qualidade da informação. Segundo ele, o BC tem exigido mais transparência das instituições e buscado reduzir a assimetria de informações no mercado, de forma que o sistema seja mais seguro tanto para fornecedores como para tomadores de crédito.

O chefe do departamento de normas do BC, Sergio Odilon dos Anjos, que também participou do evento, afirmou que a nova regulação vai ajudar os consumidores a poder comparar as tarifas praticadas e terem menores custos nessas operações. Ele destacou que é importante que os órgãos de defesa do consumidor trabalhem no sentido de não só dar publicidade às regras, mas também de facilitar a comparação das tarifas bancárias e de cartões cobradas pelas instituições.

Fonte: Estadão

Bradesco e BB verticalizam holding para lançar bandeira Elo

March 15th, 2011 No comments

SÃO PAULO – O Bradesco anunciou nesta terça-feira que firmou com o Banco do Brasil novo memorando de entendimentos buscando verticalizar a holding criada para lançamento da bandeira de cartões de débito e crédito Elo.

Por meio do novo acordo, a Companhia Brasileira de Soluções e Serviços (CBSS), administradora dos cartões Visa Vale, será incorporada à Elo Participações, holding criada em abril de 2010, conforme documento enviado ao mercado.

O memorando prevê ainda a venda, para a CBSS, da totalidade da participação que o Bradesco possui na IBI Promotora de Vendas, por 419 milhões de reais, e na Fidelity Processadora e Serviços, por 557,9 milhões de reais, “sendo, desse montante, 328,9 milhões de reais a titulo de pagamento por performance”, segundo o comunicado.

A conclusão da operação, de acordo com o documento, está sujeita ao cumprimento de exigências regulatórias.

O Bradesco informou também que está finalizando, junto ao Banco do Brasil, os procedimentos para integrar a Caixa Econômica Federal no lançamento dos cartões Elo, previsto para o atual trimestre.

No início de janeiro, o Bradesco e o Banco do Brasil adquiriram, respectivamente, 5,01 e 4,99 por cento do capital acionário da CBSS por 85,5 milhões de reais cada um.

Com a aquisição da fatia, detida anteriormente pela Visa International, o Bradesco passou a ter o controle majoritário da empresa, elevando sua participação para 50,01 por cento, enquanto o Banco do Brasil ficou com o restante.

Fonte: Estadão

Lucro da Cielo cresce 19% em 2010 e soma R$ 1,8 bilhão

February 13th, 2011 No comments

SÃO PAULO – A Cielo, empresa que credencia estabelecimentos comerciais para bandeiras de cartões, anunciou lucro líquido de R$ 1,830 bilhão para o ano de 2010, expansão de 19,1% ante o ano anterior. O resultado foi apresentado no padrão contábil internacional IFRS.

O novo ambiente competitivo pressionou as margens, os preços e a nossa participação de mercado“, destaca a empresa no demonstrativo de resultados, referindo-se à abertura do mercado de credenciamento. “Este novo cenário continuará representando um grande desafio e demandando ajustes em 2011.”

A Cielo registrou maior volume de operações em seus terminais. A empresa capturou R$ 74,1 bilhões em transações com cartões de crédito e débito no quarto trimestre, representando um aumento de 20,4% sobre o registrado no mesmo período de 2009 e de 10,1% ante o terceiro trimestre de 2010. Desse total, R$ 44,9 bilhões (61%) foram transações com cartões de crédito. Ao todo, foram 1,108 bilhão de transações processadas pelos terminais da empresa.

A razão do crescimento no faturamento da empresa foi a expansão do mercado de cartões de crédito, que teve alta de 20% nos volumes em 2010, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Outro fator foi a abertura do mercado de credenciamento. Desde julho, o contrato de exclusividade da Cielo com a Visa acabou e a empresa começou a prestar serviços para outras bandeiras, aumentando o total de transações em seus terminais (chamados de POS). A Cielo começou a capturar transações para a MasterCard, American Express, Sorocred e Ticket.

Fonte: Estadão

Concorrência derruba as taxas de cartões para lojistas em até 40%

January 19th, 2011 No comments

Ritmo de queda das taxas após novas regras para o setor vem surpreendendo analistas, que esperavam um movimento de redução mais gradual; previsão é que efeitos já se reflitam nos resultados da Cielo e da Redecard, as duas maiores do setor

Com o aumento da concorrência no setor de cartões, os lojistas estão conseguindo renegociar com as empresas e as taxas cobradas por transação realizada pelos consumidores com este meio de pagamento estão caindo. A queda está surpreendendo analistas, que já preveem redução das receitas e dos lucros da Cielo e da Redecard, as duas maiores credenciadoras de estabelecimentos comerciais.

A Agência Estado apurou que algumas grandes redes conseguiram redução de até 40% nas taxas, como é o caso da Pague Menos, uma das maiores redes de drogarias do Brasil. Para a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), as taxas devem continuar recuando, conforme a competição aumente e novas empresas passem a operar no mercado.

O presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Júnior, destaca que, desde a abertura do mercado de credenciamento, em julho de 2010, alguns lojistas estão conseguindo isenção na locação das máquinas e redução de até 35% na taxa por transação. Segundo ele, essa taxa média, que variava de 3% a 5% antes do fim da exclusividade da Cielo e Redecard, está, atualmente, entre 2,5% e 4,5%. Essa variação ocorre de acordo com a característica dos estabelecimentos comerciais. A expectativa de Pellizzaro Júnior é de que a taxa média recue para o intervalo de 1,5% a 2,5%.

As renegociações das taxas se intensificaram no quarto trimestre de 2010, puxadas pelas grandes redes varejistas. Os resultados efetivos só devem ser conhecidos a partir de fevereiro, quando a Redecard e a Cielo divulgam seus resultados financeiros. Em uma reunião com analistas de mercado em dezembro, o presidente da Cielo, Rômulo de Mello Dias, já antecipou que os resultados da empresa viriam piores no quatro trimestre por conta das renegociações dos contratos com grandes varejistas. Procuradas, Cielo e Redecard não se pronunciaram sobre o assunto, por estarem em período de silêncio.

Os analistas do Goldman Sachs Carlos Macedo, Jason Mollin e Wesley Okada esperavam que as taxas cobradas dos lojistas fossem caindo lentamente. Mas a redução veio acima do esperado, por conta da renegociação com grandes varejistas.

A redução das taxas é “uma briga histórica” dos supermercados com as credenciadoras, afirma o vice-presidente e diretor de comunicação da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Orlando Morando.

Segundo ele, os porcentuais cobrados chegaram a equivaler a 4,5% dos valores transacionados, sobretudo nos pequenos comércios. “Isso era maior que o resultado líquido das nossas operações, que fica na faixa dos 3%”, diz Morando, acrescentando que as taxas, atualmente, situam-se na média dos 3%, considerando a média entre os associados da Apas. No entanto, entre os pequenos comércios podem variar ainda entre 3,5% a 4%

Fonte: Estadão

Endividado tenta se equilibrar entre especial e rotativo

January 12th, 2011 No comments

Brasileiro usa saldo do salário na conta corrente para entrar no limite do cheque especial e depois pula para o cartão de crédito

BRASÍLIA – Começo do mês é tempo de receber salário. A alegria, porém, dura pouco: contas chegam, o dinheiro sai e, em muitos casos, a conta fica no vermelho muito rapidamente. Dados do Banco Central mostram que, mesmo com o pagamento do salário, o início do mês é o período em que os brasileiros mais usam o limite da conta corrente e o crédito rotativo do cartão de crédito.

A entrada no cheque especial se concentra entre os dias 1.º e 10, quando a média é 26,1% maior que no restante do mês. No cartão de crédito , o uso do rotativo é 59,8% maior entre os dias 5 e 15.

Levantamento do Jornal Estadão que comparou a tomada de crédito em todos os dias úteis de 2009 revela que essas linhas de crédito estão sendo maciçamente usadas logo após o depósito do salário.

A situação é considerada preocupante por economistas porque indica que muitos consumidores contam com o limite da conta e o pagamento mínimo do cartão para fechar o mês e assim, pendurados no crédito, esperar até o próximo salário.

Bola de neve. “O comportamento é preocupante porque revela um estilo de vida em que as pessoas precisam se endividar para sempre. São consumidores que têm confiança de que receberão o salário no próximo mês e, por isso, tomam esses empréstimos sistematicamente logo após receber o salário“, diz o professor de finanças do Insper, Ricardo José de Almeida.

Na teoria, consumidores concentram o vencimento das contas em datas próximas ao salário para que haja “casamento” entre receitas e despesas. Mas, na prática, é bem diferente. Juntas, as despesas correntes somam valor maior que a renda e, por isso, é preciso recorrer sempre ao cheque especial mesmo com o salário recém depositado.

Logo depois, o problema cresce porque chega o extrato do cartão com todas as compras do mês anterior. E, como a conta já está no vermelho, o jeito é pagar o mínimo e usar o rotativo. Ou seja, as datas podem até coincidir, mas isso não resolve a situação porque são os valores que estão sempre descasados.

“Muitos clientes encararam com normalidade usar o cheque especial e pagar o mínimo do cartão todo mês. Isso não é adequado porque se houver qualquer imprevisto ou ele for demitido vira uma bola de neve”, diz o superintendente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo.

Fonte: Estadão

CMN deve regulamentar cartões este mês, diz ministro

November 16th, 2010 No comments

BRASÍLIA – O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, disse nesta terça-feira, 9, estar confiante na aprovação, já em novembro, da padronização das tarifas de cartões de crédito pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O trabalho foi elaborado pelo Banco Central (BC), um dos membros do CMN, e apresentado ao colegiado em setembro, mas ainda não foi para a pauta de votação.

“Em novembro, o CMN deve regulamentar tarifas, como exemplo das tarifas bancárias”, disse o ministro. No passado, o CMN também fez uma padronização para as tarifas bancárias. Ele fez a avaliação após o recebimento, pelo diretor presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Paulo Rogério Caffarelli, de uma série de compromissos assumidos pela indústria de respeitar os direitos do consumidor. “É um passo importante que estamos dando hoje no Brasil”, disse o ministro.

O ministro ressaltou que o cartão de crédito tem substituído a utilização do cheque pré-datado pelo consumidor. “A nova classe C já usa diariamente (os cartões). Por isso, cada vez mais é fundamental a proteção ao consumidor e a transparência das informações”, disse.

Fonte: Estadão

Redecard e Cielo fazem aposta nos celulares

October 3rd, 2010 No comments

O fim da exclusividade no setor de cartões, que eliminou a necessidade de manutenção de duas máquinas de pagamento pelos varejistas, transferiu a disputa entre as gigantes do setor para a tecnologia. As credenciadoras correm para ocupar o potencial de expansão dos pagamentos via celular no País: a Cielo compra e faz parcerias com empresas do segmento, enquanto a Redecard busca integrar o telefone às máquinas do comércio.

A Cielo montou uma parceria com o Banco do Brasil e a operadora Oi para reforçar o Oi Paggo, braço de pagamentos da operadora móvel que atende cerca de 75 mil estabelecimentos em todo o País, sendo especialmente forte na Região Nordeste. É o segundo negócio da credenciadora em dois meses: em agosto, a empresa havia desembolsado R$ 50 milhões para assumir o controle de outra companhia similar, a fluminense M4U. Desde o início do ano, circulam notícias de que a Oi buscava um parceiro para ajudar na operação do serviço de pagamentos.

De acordo com Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, a parceria estratégica faz sentido tanto para a Oi quanto para a Cielo. Ele afirma que, para o pagamento por celular crescer no País, as credenciadoras, que têm este mercado como negócio principal, precisam estar envolvidas na operação. “Assim, fica mais fácil de o serviço se tornar mais universal, de o pagamento de compras ser um serviço usado por clientes de várias operadoras”, diz o especialista.

Interesse. Conforme pesquisa da Teleco e da empresa Acision, o uso do celular para pagamentos no Brasil ainda é baixo: durante o primeiro semestre de 2010, somente 3% dos usuários de telefonia móvel no Brasil disseram ter usado o aparelho para comprar um produto ou pagar uma conta. Um levantamento feito no fim de 2009 mostra que, apesar das ressalvas relativas à segurança, 71% dos entrevistados afirmaram que usariam o celular para substituir cartões de crédito ou de débito, enquanto 66% disseram que o telefone poderia ser uma opção válida para consultar saldo ou movimentar a conta no banco.

Apesar de o Brasil já ter mais de um telefone celular por habitante, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o uso da tecnologia para pagamentos está bem aquém de mercados desenvolvidos, como o Japão, onde 50% dos clientes de telefonia móvel usam o aparelho para este fim, e também de nações mais pobres, como o Quênia, onde o celular se tornou uma alternativa para a população sem acesso a bancos.

“Ponte”. Para vencer a desconfiança do consumidor com relação à migração do cartão para o celular, a Redecard desenvolveu um serviço que usará as máquinas do comércio como “ponte”. Estará disponível em testes, a partir do mês que vem, um sistema em que o cliente vai cadastrar o celular no banco emissor do cartão. Depois disso, poderá ir às lojas e digitar o número de telefone na máquina, seguido da senha do cartão. Para confirmar a compra, receberá um código por SMS, que também deverá ser informado à máquina.

A partir de outubro, o projeto estará disponível para clientes Itaucard-Vivo, em 600 mil estabelecimentos do País. A meta é estender o serviço para as 1,3 milhão de máquinas da empresa no início de 2011 – clientes de todas as bandeiras, bancos e operadoras poderão usar a novidade.

“Cada consumidor poderá fazer o cadastro de até nove cartões, incluindo o ticket alimentação”, explica Milton Iuki, diretor executivo de produto e marketing da Redecard.

Fonte: Estadão

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Mercado de cartões vive ‘nova era’ de competição

June 25th, 2010 No comments

A partir do dia 1º, lojistas vão precisar de só uma máquina para cartões Visa e Mastercard

BRASÍLIA – O mercado de cartões, que cresce 20% ao ano no Brasil e contabiliza 592 milhões de unidades emitidas, passará por uma mudança histórica na semana que vem: a partir de 1.º de julho, as credenciadoras Cielo e Redecard vão aceitar, nas mesmas máquinas, cartões Visa e Mastercard, que representam 85% das operações com cartões no País. Para manter os clientes, que ao longo do tempo poderão optar por manter uma só máquina, Cielo e Redecard dizem apostar na introdução de novas tecnologias – como pagamento por celular – e em vantagens econômicas, como a redução do valor retirado do faturamento do varejista a cada operação.

Hoje, segundo as empresa, a taxa vai de 2,5% a 3% na modalidade crédito. Além de perderem a exclusividade, Cielo e Redecard enfrentarão um desafio adicional: a entrada de novas empresas no mercado, como a parceria entre Santander e GetNet.

Fontes de mercado dizem que o novo desenho de concorrência permitirá também o surgimento de credenciadoras regionais, nos moldes da Hipercard, pertencente ao Itaú. Para o lojista, a mudança será positiva: ele vai economizar porque poderá ter um só terminal – até o momento, se quisesse aceitar os cartões de crédito e débito da Mastercard e da Visa, teria de pagar duas máquinas.

A Redecard, por exemplo, cobra aluguel mensal de R$ 60 a R$ 120 por terminal. “A mudança reduzirá custos. Vai ser uma guerra no bom sentido”, afirma o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun, entidade que reúne varejistas de shopping centers.

O Banco Central (BC) afirmou quinta-feira que trabalha para reduzir o número de tarifas dos clientes de cartões de crédito, setor “campeão” em reclamações do consumidor, segundo o Ministério da Justiça. Uma das propostas é a redução do número de tarifas, que a associação do setor admite limitar a 20 ou 30, embora o governo ache que a quantidade deve ser menor, para reduzir a confusão do consumidor. A alteração terá de passar pelo crivo do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Fonte: Estadão

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SICREDI e Visa lançam cartões com o tema Copa do Mundo FIFA 2010

May 26th, 2010 No comments

O SICREDI lança para seus associados o Cartão SICREDI Visa Copa do Mundo FIFA 2010, em parceria com a Visa – patrocinadora oficial da competição. As três versões de layout estão disponíveis nas modalidades Gold e Classic, para crédito, e Electron, para débito.

O Cartão SICREDI Visa Copa do Mundo FIFA 2010 pode ser adquirido para novos cartões ou para a troca dos atuais, tanto para titulares ou adicionais.

Fonte: SICREDI

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Sistema da Redecard aceitará cartões Visa a partir de julho/10

March 17th, 2010 No comments

Com a inclusão da Visa ao seu portfólio, a Redecard passará a aceitar cartões de 17 bandeiras

A Redecard anunciou nesta quarta-feira que sua rede de terminais passará a aceitar os cartões com a bandeira Visa a partir de 1º de julho. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia informa que está preparando seus sistemas para capturar a nova bandeira, paralelamente ao processo de licenciamento da rede credenciada.

“Já foram realizados testes de laboratório e a certificação do processo de captura e de liquidação financeira está em fase avançada”, afirma a Redecard.

Do ponto de vista de hardware e software, a empresa diz estar “praticamente pronta” para implantar a infraestrutura de comunicação com a Visa.

Fonte: Estadão