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A adoção do Crédito Pré-Aprovado em Cooperativas de Crédito

November 9th, 2010 No comments
Ricardo Coelho é consultor para Cooperativas de Crédito

O Consultor para Cooperativas de Crédito, Ricardo Coelho, em um de seus textos propõe uma reflexão para as Cooperativas de Crédito que adotam ou adotarão o crédito pré-aprovado para seus associados.

Segundo Ricardo, “não há dúvidas que o crédito pré-aprovado é bem vindo ao Cooperativismo de Crédito, mas devemos ter extremos cuidado em sua implementação e manutenção. Um destes cuidados é o de não adotar preceitos previsíveis, como a cópia pura das soluções dos bancos, pois nosso modelo de negócios tem ainda algumas características muito peculiares.”

Entre as preocupações elencadas no texto disponível no link, estão:

  1. Estruturação do Funding: manifestando sua preocupação com a abertura de limites pré-aprovados que consomem os limites de liquidez da cooperativa, visto que a demanda de crédito crescerá rapidamente e que a captação dos recursos não acompanha na mesma velocidade. A solução apontada por Coelho é que “uma boa gestão buscaria funding para fazer frente a esta demanda de crédito através do Capital Social ou da Reserva Legal.”
  2. Contato Pessoal: o “contato com os atendentes sempre potencializou enorme proximidade, a qual até hoje nos permitiu: reconhecer e rever seus anseios, potencializar novas vendas, atualizar seu cadastro, informá-lo das novidades, reforçar os preceitos do nosso modelo de negócio, etc…”
  3. Perda de aderência do associado: “lembremos que o atendimento humano é ainda um de nossos grandes diferenciais e portanto não podemos colocá-lo em cheque ao reforçarmos os mesmos aspectos reconhecidamente negativos de um banco de varejo”.
  4. O uso da cooperativa como financeira: correndo-se o risco de o associado buscar a cooperativa apenas para fazer suas operações de crédito, contratando suas demais operações financeiras (seguros, consórcios, pagamentos, cartões, e outros).
  5. Integralização de Capital Social: a integralização de capital social que ocasionalmente ocorre quando da contratação de uma operação de crédito poderá não mais ocorrer, limitando as fontes de funding da cooperativa.
  6. Perda da carteira de Seguro Prestamista: caso a operação do pré-aprovado não seja acompanhada deste tipo de seguro.

Ao final de sua reflexão, o consultor Ricardo Coelho propõe uma solução: “Será que não poderíamos divulgar esta novidade de forma bem escalonada, para que toda a base fosse atingida em até um ano (por exemplo). Isto permitiria que os gerentes de contas pudessem “cacarejar” esta novidade, alocando-as paulatinamente como se fosse uma deferência da Singular àquele cliente“.

Adicionalmente, “será que este valor e prazo não tendem a serem bem conservadores, sinalizando para o associado algo pouco coerente quando este compara com seu banco de varejo massificado ou sua real expectativa ou necessidade?”. E as taxas de juros, serão por relacionamento ou a taxa será padronizada precificada conforme a linha de crédito?

Segundo Ricardo Coelho, “a taxa de juros tem de ser competitiva, mas nunca barata“, ainda mais ao considerar-se que no crédito pré-aprovado não existe a figura do avalista.

Para finalizar a reflexão, a abertura de um limite pré-aprovado permite que possamos “ter brevemente uma parte desta carteira apenas fazendo a renovação, se aproximando muito do risco do uso cheio do cheque especial ou do pagamento mínimo do cartão de crédito. Como está nossa política para o acompanhamento destes créditos quanto à sua recuperação e provisão?

Ricardo Coelho – Consultor do Cooperativismo de Crédito
Visite www.ricardocoelhoconsult.com.br

”Não dizer como juro vai a 2% é perigoso”, diz consutor do Itaú

November 7th, 2010 No comments

Economista aponta que, para alcançar essa meta, Dilma Rousseff teria de reduzir os gastos públicos pela metade e questiona se haveria disposição para fazer isso

Cético quanto à meta de 2% para os juros reais brasileiros até 2014, defendida pela presidente eleita, Dilma Rousseff, como plano estratégico de seu governo, o economista Edmar Bacha afirma que a redução dos juros exigirá medidas adicionais do governo, como uma meta de inflação de longo prazo. “Eu acho muito perigoso dizer que vai colocar o juro a 2% e não dizer como”, diz o economista, consultor sênior do Itaú BBA.

Um dos formuladores do Plano Cruzado, no governo Sarney, e, posteriormente, do Plano Real, Bacha defende, em entrevista ao Estado, que o governo defina uma meta de inflação de longo prazo. O economista também demonstra preocupação com a posição do governo de “achar que todos os problemas do Brasil podem ser resolvidos com o crescimento”.

A seguir, os principais trechos da entrevista.

O sr. propõe redução da dívida líquida do governo de 40% para 20% do PIB. Faria diferença entre os juros reais brasileiros e a média mundial?

Eu coloquei esse valor para ilustrar que tipo de impacto isso teria sobre o diferencial de juros entre o Brasil e a média mundial. Meu ponto sempre é esse (sobre o patamar elevado de juros reais).

Os juros se mantêm elevados por pressão da demanda?

Há uma percepção parcialmente incorreta de que os juros são mais elevados do que na média internacional porque no Brasil, quando temos uma grande pressão de demanda, demanda forte, os juros vão para cima; e quando a demanda está fraca, os juros ficam mais baixos. Mas somente isso não é suficiente para explicar essa discrepância.

Em seu estudo, o sr. calcula que, no longo prazo no Brasil, o aumento de 1 ponto porcentual na dívida como proporção no PIB resulta em um aumento de 0,19 ponto porcentual na diferença de juros brasileiros e a média internacional.

O impacto da dívida sobre os juros no Brasil seria quatro vezes maior do que é nos Estados Unidos. Mas os Estados Unidos não têm passado de hiperinflação nem de calote da dívida. A nossa história de confiabilidade monetária ainda é muito curta. O ponto que eu faço é justamente esse. Dado o nosso passado – e o passado condena -, nós não podemos ter uma dívida pública tão elevada. Então, se fala, “todos estão elevando a dívida pública”, mas eu respondo, “estão elevando ocasionalmente”. A última vez que se elevou a dívida pública nos Estados Unidos foi na Segunda Guerra Mundial. Agora, por causa da crise, se aumentou muito.

E o gasto do governo com o pagamento de juros sobre a dívida, que no ano passado foi de 5,4% do PIB?

Eu acho que essa é uma questão um pouco complicada. É fato que os juros sobre a dívida são pesados para o Orçamento. Isso leva ao risco de uma atitude populista por parte do governo (de dizer que não vai pagar). Nós adotamos isso no passado. Nosso amigo do Mercosul, a Argentina, adotou isso recentemente, dar um calote na dívida. Um dos problemas do Partido dos Trabalhadores até 2001 eram declarações sobre isso.

De calote?

Não, não se usava o termo calote. Mas era algo do tipo, realizar uma “análise da dívida“, uma “radiografia da dívida”. Então, como existe um peso muito forte da dívida no Orçamento, existe uma pressão política latente para que o governo faça alguma coisa a respeito. Isso produz um componente de risco para quem está investindo dinheiro no Brasil, investindo dinheiro em títulos públicos. Corre o risco de levar um calote.

Nossa meta inflacionária tem um horizonte de dois anos. O que seria uma meta de inflação no longo prazo no Brasil?

Seria um valor bem razoável, de 3%. Você precisa de um pouquinho de inflação para ajustar preços relativos. Creio que 3% é uma taxa de inflação que corresponde à média mundial dos últimos dez anos.

E o horizonte de longo prazo? Dez anos?

Depende de quanto tempo o governo levaria para chegar aos 20% de dívida no PIB. Aí dependeria de quanto o governo acha que pode fazer. Uma de suas propostas para aprimorar o mercado seria liberar as aplicações financeiras no exterior.

Como isso poderia tornar o mercado mais saudável?

Temos de voltar um pouco no passado. O Brasil foi um dos poucos países no mundo que não dolarizou sua economia. Os países do Leste Europeu, por exemplo, dolarizaram, ou melhor, “eurorizaram”. Quando você tem uma moeda não confiável, naturalmente as pessoas procuram outras opções, outras moedas. A Argentina dolarizou, o Equador, o Panamá. Todos esses países que tiveram uma história convulsionada, como o Brasil, têm o dólar como uma importante característica em suas economias. Na década de 80, (o Brasil teve) a pior moeda do mundo até o Plano Real, apenas perdendo para o Congo e, apesar disso, não dolarizou, os brasileiros continuaram a usar aquelas porcarias daquelas moedas. Por quê? Porque inventamos uma coisa chamada conta remunerada, em que o dinheiro crescia como batatas no campo. Você tinha um cruzeiro de noite, e na hora que amanhecia tinha um cruzeiro e dez centavos em sua conta. Quando estabilizamos (a economia), acabamos com a conta remunerada, mas elevamos os juros para patamares muito altos. Então, a contrapartida da não dolarização foi o juro alto. Eu não estou propondo que se dolarize (a economia); acho a dolarização uma coisa ruim. O que estou propondo é que se dê aos brasileiros a liberdade de escolher a moeda em que eles querem investir. Hoje em dia é muito difícil investir lá fora. O receio (de se liberalizar as aplicações no exterior) sempre foi que, se fizesse isso, todo mundo ia correr para investir lá fora.

Mas esse receio era de outros tempos…

Isso mesmo, eram outros tempos. As pessoas não vão correr lá para fora. Acho que o tempo é favorável para se adotar uma medida que eliminaria um entrave de natureza psicológica para as pessoas que querem diversificar suas aplicações financeiras. “Be my guest” era o que eu, se fosse governo, diria (aos interessados em aplicações no exterior).

E sobre o câmbio, o que o governo brasileiro teria de fazer agora nesse campo, nesse cenário após o anúncio do pacote do Federal Reserve (de comprar mais US$ 600 bilhões em títulos do Tesouro americano)?

Eu acho que não muda grande coisa, não entendo tanta comoção. As pessoas estão enfatizando muito o aspecto da “guerra cambial”, da “guerra das moedas”, sem mencionar as oportunidades que essa situação internacional cria para um país como o Brasil.

Voltando ao cenário da economia doméstica, o sr. defende uma unificação dos regimes de indexação de preços?

Por exemplo: tirar o aluguel do IGP-M e colocar para ser reajustado pelo IPCA (índice de inflação oficial do governo).

E o IPCA seria o único índice para reajustes?

Exato. Seria o único índice. Esta seria apenas a primeira etapa. Aí, eu conseguiria definir uma meta de 3%. Paulatinamente, eu sairia do IPCA como indexador, e convergiria para a meta anual de 3% (para a inflação no longo prazo). Então, quando chegasse lá na frente, apesar dos preços administrados continuarem a ser contratuais, essa regra (para os preços administrados) seria consistente com o objetivo de longo prazo de política monetária – o que não ocorre atualmente.

Ter uma meta inflacionária de longo prazo daria maior confiança aos investidores em relação ao cenário macroeconômico brasileiro?

Com certeza. Mas não seria assim uma meta para inglês ver. Vamos definir 3% e depois acreditar. Não sem antes ter um pacote inteiro (de medidas). Outro ponto que acho importantíssimo nesse tema é a incorporação do crédito direcionado nos objetivos de política monetária.

O que não está sendo feito agora…

Não. Atualmente, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Caixa fazem empréstimos de recursos a taxas próprias, que não têm nada a ver com a Selic. É um sistema que está à parte da Selic, que não caminha junto. Isso aumentaria enormemente a potência da política monetária porque um terço do crédito do Brasil vem dos créditos direcionados.

A presidente eleita, Dilma Rousseff, disse que a meta de 2% para juros reais até 2014 é usada como referência. O sr. acredita que medidas como severos cortes nos gastos públicos poderiam diminuir para 2% os juros reais até 2014?

Um porcentual de 2%… Bom, no meu estudo, eu trabalho com um porcentual em torno de 6% (taxa média anual definida por Bacha para o período de 2000 e 2009). E coloco que, para diminuir para 3%, em um horizonte de longo prazo, seria preciso cortar os gastos públicos pela metade. Ela estaria disposta a fazer isso?

Para reduzir pela metade os gastos, seria necessário, talvez, maior ênfase nas reformas estruturais?

É. O governo tem uma postura, creio, de achar que todos os problemas do Brasil podem ser resolvidos com o crescimento. Nós já vimos essa história, na época da ditadura. Houve problemas, e havia a negação dos problemas. E a ideia de que o Brasil era uma ilha de estabilidade em mundo de confusão. Eu acho muito perigoso, porém, dizer que vai colocar o juro a 2% e não dizer como. Como isso vai ser?

É uma meta excessivamente agressiva, na sua opinião?

Sim. É uma meta agressiva.

Fonte: Estadão

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Dilma deve tirar Meirelles do BC para reduzir juros

November 7th, 2010 No comments

BRASÍLIA – Embora avalie que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, foi importante para sustentar a política de combate à inflação do governo Lula e certeiro nas medidas de contenção dos efeitos da crise econômica mundial de 2008 e 2009 no Brasil, a presidente eleita, Dilma Rousseff, tende a não aproveitá-lo no posto.

É certo que Dilma vai centralizar em torno de si todas as ações econômicas do início do governo, disse ao jornal O Estado de S. Paulo um de seus mais importantes colaboradores. Pretende, com isso, alcançar dois objetivos: forçar a redução nas taxas de juros logo na primeira reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) e mostrar que, ao contrário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela terá o controle de todos os setores do governo, a começar pela economia. Tanto é assim que o primeiro bloco de auxiliares a ser anunciado será o da equipe econômica.

Com a centralização e a pressão explícita para que os juros baixem – o que Lula nunca exerceu em relação ao Banco Central -, Meirelles ficará numa posição desconfortável, pois sua política de combate à inflação tem sido sempre a de, por absoluta prevenção, manter os juros altos.

Uma solução para Meirelles – e ele já se mostrou simpático à ideia – seria nomeá-lo embaixador do Brasil em Washington. É um nome com muito trânsito nos meios financeiros e governamentais, atributos essenciais para a interlocução de um governo Dilma que ainda não tomou posse mas já faz coro e, ao lado de Lula, acusa os Estados Unidos de, junto com a China, promoverem uma “guerra cambial” no mundo.

O PMDB, ao qual Meirelles é filiado, ainda tem esperanças de emplacá-lo no Ministério da Fazenda ou no dos Transportes. Mas Dilma tem sido aconselhada a manter Guido Mantega, decisão que contaria com a simpatia de Lula. E o Ministério dos Transportes é um feudo do PR, embora o PMDB esteja, numa espécie de escambo político, tentando trocá-lo pela Agricultura.

Conforme um integrante do governo muito próximo de Dilma, ela quer lotar o setor econômico na Esplanada dos Ministérios com “defensores de ações desenvolvimentistas” – como ela. A presidente eleita acredita que, assim como ocorreu na gestão Lula, principalmente depois da crise econômica mundial, o governo tem entre os seus papéis fundamentais fazer a indução para o desenvolvimento e o crescimento econômico.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Cooperativas de Crédito diversificam carteiras de crédito

November 2nd, 2010 No comments

A matéria é da Sicoob Credicom de Minas Gerais, a 12ª maior Cooperativa de Crédito do Brasil.

Para manter e fidelizar os clientes conquistados durante a crise econômica mundial, as cooperativas de crédito decidiram expandir as carteiras de financiamentos e os serviços oferecidos. A previsão para o fim deste exercício é de que haja incremento de cerca de 20% no setor em comparação com o ano passado, período em que as instituições apresentaram crescimento significativo em função das oportunidades geradas ao segmento pela crise global.

Nos últimos dois anos, em função da desestabilidade financeira, os principais bancos deixaram de conceder financiamentos às micro e pequenas empresas para socorrer as grandes companhias. No entanto, apesar de o país já ter se recuperado da crise, as cooperativas não registraram retração ou estagnação nos negócios, que apresentaram alta de aproximadamente 30% no primeiro semestre na comparação com o mesmo período de 2009.

Sicoob CredicomNo acumulado de janeiro a setembro, a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Médicos e Demais Profissionais da Área da Saúde de Belo Horizonte e Cidades-polo de Minas Gerais (Credicom) apresentou expansão de 30% no volume da carteira de crédito, que atualmente é de R$ 170 milhões.

Já os ativos correntes da instituição registraram crescimento de 20% na mesma base de comparação, atingindo R$ 550 milhões no nono mês do ano. Conforme o diretor comercial, José Augusto Ferreira, a base de cooperados, que já chega a 33 mil associados, tem apresentado aumento de 10% ao ano e a estimativa é de que o forte ritmo de expansão permaneça em 2011. A previsão total de crescimento para o ano, segundo Ferreira, é de 35% sobre 2009.

“Aproveitamos o período de crise econômica, em que o volume de negócios do setor cresceu consideravelmente, para expandir os serviços disponibilizados aos clientes, como forma de incentivá-los a continuar investindo na instituição e recorrendo a ela para obter empréstimos”, explicou Ferreira.

Ele destacou que, além de as taxas de juros praticadas em quaisquer modalidades serem menores que as utilizadas pelos bancos, o atendimento personalizado tem contribuído para o aumento no fluxo de negócios.

“Passamos a compreender quais as maiores necessidades dos cooperados. Observando as brechas existentes no mercado, adaptamos nossos serviços, investindo na diversificação dos produtos”, afirmou o diretor comercial. “Tanto para aplicações quanto para empréstimos, os juros da cooperativa são 50% menores que no sistema financeiro brasileiro. Além disso, temos opções para investimentos, como poupança, aplicações em renda fixa e fundo de ações”, exemplificou.

Com relação à concessão de crédito, Ferreira ressaltou que, ao contrário do que era praticado há três anos, as condições para financiamentos estão mais flexíveis. “Agora o associado não precisa fazer um empréstimo para investir apenas em um consultório novo, por exemplo. Possuímos programas de crédito para imóveis residenciais, automóveis, viagens, cursos, crédito consignado em folha, adiantamento do 13º salário e pagamento de imposto de renda e outros tributos, tudo isso com taxas de juros muito inferiores”, pontuou.

Ele informou também que, para suprir completamente a demanda dos clientes, a instituição passou a realizar todas as operações comuns aos grandes bancos. “Temos linhas de seguro de vida, previdência, imóveis e automóveis. Também fornecemos cartões de crédito e débito com programas de milhagens para passagens aéreas. Possuímos, ainda, cheque especial, que oferece até 14 dias sem juros que, aliás, é fixado em 6% ao mês contra 10% cobrado pelos bancos”, comparou. “E, para incentivar os negócios, fazemos promoções. O cliente que utiliza o serviço de débito automático, por exemplo, concorre a barras de ouro”, argumentou Ferreira.

Fonte: Diário do Comércio – Belo Horizonte

Copom mantém Taxa Selic em 10,75%aa

October 20th, 2010 No comments

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (20) manter a taxa Selic em 10,75% ao ano, pelo segundo encontro seguido. A decisão foi unânime. Nas reuniões de abril, junho e julho o juro básico da economia brasileira havia sido elevado num total de 2 pontos, configurando um curto ciclo de alta após a taxa ter ficado estável em 8,75% desde julho de 2009. Na última reunião, em 1º de setembro, o colegiado do BC já havia decidido pela manutenção da taxa.

A decisão de hoje (a sétima reunião do Copom deste ano) ficou dentro do esperado da maior parte dos analistas financeiros. De acordo com sondagem da Agência Estado, todas as 63 instituições financeiras ouvidas na semana passada previam a estabilidade do juro. Não se via unanimidade entre os economistas desde o levantamento realizado pela AE para o encontro de dezembro de 2009, quando as apostas também eram de manutenção, na época em 8,75%.

Vale destacar ainda que a maioria das casas consultadas aposta que a Selic seguirá estável, chegando ao final de dezembro nos mesmos 10,75% de hoje. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 7 e 8 de dezembro. A ata da reunião de hoje será divulgada pelo BC na quinta-feira da próxima semana, dia 28 de outubro.

Fonte: Estadão

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Unicred Porto Alegre lança o crédito pré-aprovado

October 13th, 2010 No comments

Cooperados da Unicred Porto Alegre – uma das maiores cooperativas de crédito do Rio Grande do Sul – contam com um novo produto, o crédito pré-aprovado. A novidade visa à rapidez na concessão de crédito e ao aumento no volume de empréstimos. São três as modalidades: financiamento de veículos, empréstimo com garantia de aplicação e crédito pessoal.

A gerente de negócios, Maria Zélia Hohn, comenta que todas as linhas estão sujeitas a análise cadastral, e o produto é exclusivo para pessoas físicas. “Os limites por linha de crédito constam no extrato dos associados, mas também é possível verificar os valores no UnicredNet, internet banking da Cooperativa (em www.unicred-poa.com.br)”, orienta.

As taxas variam em cada modalidade, são pré e pós-fixadas. O pagamento da primeira parcela pode ser feito em até 90 dias e o prazo é de até 60 vezes para financiamento de veículos e empréstimo com garantia de aplicação, e de até 24 parcelas para crédito pessoal.

A Unicred Porto Alegre já tem 20 anos de fundação e mais de 7.600 associados. As agências da Cooperativa estão localizadas na Capital, Gravataí, Esteio, Canoas e Guaíba. Em dez/2009 a cooperativa administrava ativos de R$ 204 milhões, Patrimônio Líquido de R$ 33 milhões e possuia carteira de crédito de R$ 108 milhões.

Fonte: Unicred Porto Alegre

BC: brasileiro gasta 13,3% do salário com juros

October 4th, 2010 No comments

Estudo divulgado na última quinta-feira pelo Banco Central mostra que, nos financiamentos, os brasileiros gastam mais com o pagamento de juros do que com o produto efetivamente comprado. Publicado no Relatório Trimestral de Inflação, a pesquisa mostra que, atualmente, as famílias gastam 13,3% do salário para pagar os juros dos financiamentos existentes. Já o comprometimento da renda para pagar a dívida efetivamente, o chamado pagamento do principal, consome 10,5%. Ou seja, o brasileiro gasta, na média, mais com juros do que com o bem adquirido. Em julho de 2006, a parcela destinada aos juros era de 11,3% e a destinada ao pagamento do principal era de 10,1%.

Ao ser questionado sobre o fato de o juro ter maior peso que o principal, o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, não demonstrou preocupação. “As taxas de inadimplência no Brasil estão caindo. Então, as pessoas estão conseguindo pagar suas dívidas”, disse.

Dessa forma, o comprometimento médio da renda dos brasileiros com o pagamento de financiamentos – soma do principal e juros – passou de 21,4% em julho de 2006 para 23,8% em julho de 2010. “Nós podemos afirmar que há estabilidade no comprometimento da renda das famílias no pagamento das dívidas”, cita o diretor, ao comentar a oscilação de 21,4% em 2006 para os atuais 23,8%.

A despeito dessa relativa estabilidade do comprometimento da renda, o BC mostrou que o endividamento médio das famílias cresceu nos últimos anos. Em julho de 2006, o total de todas as dívidas era, na média, correspondente a 25% do rendimento dos tomadores de crédito acumulado em um ano. Agora, essa proporção saltou para 39,1%. Isso quer dizer que o brasileiro possui, na média, mais de um terço de seu rendimento de um ano em dívidas.

Fonte: Estadão

 

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Redecard e Cielo fazem aposta nos celulares

October 3rd, 2010 No comments

O fim da exclusividade no setor de cartões, que eliminou a necessidade de manutenção de duas máquinas de pagamento pelos varejistas, transferiu a disputa entre as gigantes do setor para a tecnologia. As credenciadoras correm para ocupar o potencial de expansão dos pagamentos via celular no País: a Cielo compra e faz parcerias com empresas do segmento, enquanto a Redecard busca integrar o telefone às máquinas do comércio.

A Cielo montou uma parceria com o Banco do Brasil e a operadora Oi para reforçar o Oi Paggo, braço de pagamentos da operadora móvel que atende cerca de 75 mil estabelecimentos em todo o País, sendo especialmente forte na Região Nordeste. É o segundo negócio da credenciadora em dois meses: em agosto, a empresa havia desembolsado R$ 50 milhões para assumir o controle de outra companhia similar, a fluminense M4U. Desde o início do ano, circulam notícias de que a Oi buscava um parceiro para ajudar na operação do serviço de pagamentos.

De acordo com Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, a parceria estratégica faz sentido tanto para a Oi quanto para a Cielo. Ele afirma que, para o pagamento por celular crescer no País, as credenciadoras, que têm este mercado como negócio principal, precisam estar envolvidas na operação. “Assim, fica mais fácil de o serviço se tornar mais universal, de o pagamento de compras ser um serviço usado por clientes de várias operadoras”, diz o especialista.

Interesse. Conforme pesquisa da Teleco e da empresa Acision, o uso do celular para pagamentos no Brasil ainda é baixo: durante o primeiro semestre de 2010, somente 3% dos usuários de telefonia móvel no Brasil disseram ter usado o aparelho para comprar um produto ou pagar uma conta. Um levantamento feito no fim de 2009 mostra que, apesar das ressalvas relativas à segurança, 71% dos entrevistados afirmaram que usariam o celular para substituir cartões de crédito ou de débito, enquanto 66% disseram que o telefone poderia ser uma opção válida para consultar saldo ou movimentar a conta no banco.

Apesar de o Brasil já ter mais de um telefone celular por habitante, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o uso da tecnologia para pagamentos está bem aquém de mercados desenvolvidos, como o Japão, onde 50% dos clientes de telefonia móvel usam o aparelho para este fim, e também de nações mais pobres, como o Quênia, onde o celular se tornou uma alternativa para a população sem acesso a bancos.

“Ponte”. Para vencer a desconfiança do consumidor com relação à migração do cartão para o celular, a Redecard desenvolveu um serviço que usará as máquinas do comércio como “ponte”. Estará disponível em testes, a partir do mês que vem, um sistema em que o cliente vai cadastrar o celular no banco emissor do cartão. Depois disso, poderá ir às lojas e digitar o número de telefone na máquina, seguido da senha do cartão. Para confirmar a compra, receberá um código por SMS, que também deverá ser informado à máquina.

A partir de outubro, o projeto estará disponível para clientes Itaucard-Vivo, em 600 mil estabelecimentos do País. A meta é estender o serviço para as 1,3 milhão de máquinas da empresa no início de 2011 – clientes de todas as bandeiras, bancos e operadoras poderão usar a novidade.

“Cada consumidor poderá fazer o cadastro de até nove cartões, incluindo o ticket alimentação”, explica Milton Iuki, diretor executivo de produto e marketing da Redecard.

Fonte: Estadão

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BC estuda divulgar ‘taxa prime’ de juros no País

October 3rd, 2010 No comments

BRASÍLIA – O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, adiantou hoje que o Banco Central trabalha atualmente para elaborar e divulgar um juro médio dos empréstimos concedidos aos clientes com baixo risco de calote, segmento que é normalmente chamado de “prime” nos EUA. “Trabalhamos para termos uma taxa só com esses clientes prime, aqueles que têm risco de crédito muito bom. A ideia é eliminar possíveis fontes de distorção”, afirmou Hamilton.

O diretor explicou que atualmente no País o BC divulga apenas uma taxa média entre todos os clientes, independentemente do risco de calote. Essa taxa geral, segundo ele, é comparada com outros países que costumam divulgar um juro específico para o segmento prime.

“De fato, as taxas de juros no Brasil são altas. Mas temos de tomar cuidado porque aqui nós tomamos como base uma taxa média para todos os clientes, que muitas vezes é comparada com outros países e suas taxas apenas para clientes com classificação muito boa”, disse, ao defender que seja feita uma comparação “justa”. Hamilton não deu detalhes sobre o andamento dos estudos nem a previsão de quando a “taxa prime” será divulgada.

Fonte: Estadão

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BNDES consolida parceria com cooperativas de crédito

August 26th, 2010 No comments

Painel do II Fórum Nacional de Cooperativas de Crédito de MPE mostra resultados de quatro cooperativas inovadoras de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Paraná

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já desponta como o grande parceiro das cooperativas de crédito. Cerca de 40% da carteira de microcrédito do BNDES é constituída de repasses para as cooperativas que operam com micro e pequenas empresas e empreendedores individuais.

O painel “Cooperativismo de Crédito e Microfinanças”, que fez parte da Programação do II Fórum Nacional de Cooperativas de Crédito de MPE – Disseminando Boas Práticas e Governança, mostrou a sinergia já consolidada entre o BNDES e esse segmento financeiro, tendo o Sebrae como articulador, na promoção do desenvolvimento local.

Coordenado pelo gerente de Acesso de Serviços Financeiros do Sebrae em Minas Gerais, Alessandro Barbosa Chaves, o painel, no formato de um talk show, mostrou as experiências de sucesso das cooperativas Sicoob Credinova, sediada em Morada Nova (RJ); Sicredi Empresarial, de Campo Grande (MS); Sicredi Noroeste de Três de Maio (RS) e da Cresol Cerro Azul (PR).

INOVAÇÃO

  • Carlos de Paula Coelho de Souza, da Sicoob Credinova, informou que a cooperativa tem 6.500 clientes espalhados por 15 municípios do centro-oeste mineiro. A grande inovação da cooperativa que nasceu rural e se adequou ao regime de livre admissão em 2007, foi a diversificação dos serviços prestados aos associados e a implementação da metodologia (orientação e monitoramento) do microcrédito nas operações de financiamento com toda a carteira de clientes. Antes disso, a inadimplência na área de microcrédito, em 2008, era de 0,4% enquanto nas demais operações estava em torno de 5,11%. Agora, considerando-se todas as operações a inadimplência geral caiu, em dois anos, para 1,8%.
  • Paulo Bender de Camargo, da Sicredi Noroeste informou que a a cooperativa atua de acordo com as necessidades do negócio do cliente. Por exemplo, dá atenção para jovens que queiram instalar lan-houses. Também pretende associar sete mil crianças e adolescentes, além de financiar reformas de casas e reparos de veículos. Trabalha em conjunto com as associações comerciais/empresarias e também com sindicatos de agricultores.
  • Patrícia Belter Grau informou que a Sicredi Empresarial fez uma parceria com a Associação de Ambulantes de Campo Grande, o que ampliou em 479 o número de seus associados. A cooperativa passou a atuar dentro do “camelódromo”, facilitando a vida dos lojistas.
  • Já Adriano Briatori, da Cresol Cerro Azul mostrou como o trabalho próximo aos seus associados, no caso produtores rurais, pode garantir-lhes a inserção em programas de compras de alimentos do governo, destinados tanto à merenda escolar ou à assistência social. Inserção que garante renda constante e melhor qualidade de vida às famílias desses produtores.

Fonte: revistapegn.globo.com

Cooperativas de Crédito reinvestem os recursos na própria comunidade

August 19th, 2010 2 comments

Frequentemente as Cooperativas de Crédito utilizam em seu dia-a-dia o discurso de que reinvestem os recursos nas próprias comunidades em que atuam. Por vezes este discurso pode parecer vazio, principalmente se acreditarmos que os bancos também praticam este reinvestimento na comunidade. Este tópico tem o objetivo de comparar a atuação das cooperativas com a dos bancos justamente neste item.

O papel das Cooperativas de Crédito é o de captar recursos de quem os têm disponível e emprestar para quem tem necessidade de crédito. Nas Cooperativas não existe o mecanismo utilizado pelos bancos de captar recursos em uma determinada região do país e emprestar em outra região ou estado. Este fato faz com que cada cooperativa tenha o máximo de interesse em emprestar o maior volume possível de recursos para seus associados, pois do contrário sua rentabilidade será menor.

O gráfico abaixo ilustra com perfeição a ênfase que os grandes bancos dão para a migração de recursos de um estado para outro, como é o caso dos 5 maiores bancos privados que do total de recursos captados em todo o país, direcionam 77,3% para a região Sudeste e 10,63% para a região Sul. Para que a distribuição dos empréstimos dos principais bancos privados representasse a realidade da economia brasileira, 77,3% de todas as riquezas do país deveriam estar também na região Sudeste.

O gráfico demonstra também que as Cooperativas de Crédito direcionam 37,11% de seus recursos para a região Sudeste e 43,61% para a região sul. Este número é compatível com a quantidade de Pontos de Atendimento das Cooperativas existentes em cada estado já que a região sudeste tem 39% de todos os pontos de atendimento do país e a região sul tem 44% dos pontos de atendimento.

Distribuição do Crédito no Brasil

Por Márcio Port

Bancos já descartam nova alta do juro este ano

August 17th, 2010 No comments

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir de 0,75 para 0,50 ponto porcentual o ritmo de alta do juro básico (Selic) tem levado bancos e consultorias a refazer as contas para a taxa no restante de 2010.

Santander, que tem a área econômica comandada pelo ex-diretor do Banco Central (BC) Alexandre Schwartsman, reduziu sua estimativa para a Selic em dezembro de 12,75% para 10,75% ao ano. Ou seja, o banco deu por encerrado o ciclo de elevações no ano.

Segunda-feira, o Departamento de Economia do Bradesco, comandado por Octavio de Barros, anunciou que também não espera mais altas do juro no curto prazo. O banco divulgou uma nota de três páginas elogiando o BC por ter reajustado a Selic em 0,50 ponto, em vez de 0,75 ponto, na reunião do Copom realizada nos dias 20 e 21 de julho.

O segundo maior banco privado do País foi uma das poucas instituições do mercado financeiro que apostavam em 0,50 ponto. O time comandado por Barros alterou sua projeção na véspera do início da reunião do Copom. Até então, os economistas acreditavam em uma alta de 0,75 ponto.

“A combinação da desaceleração global e doméstica com uma rápida queda da inflação no Brasil e no mundo nos últimos meses é poderosa o suficiente para justificar uma mudança no ritmo de elevação dos juros, sem que o BC tenha que, para isso, comunicar previamente”, afirmou o texto de ontem, citando justamente uma das maiores críticas à autoridade monetária, a falta de comunicação antes do encontro.

Rapidez. Apesar do movimento, a diminuição do ritmo de altas da Selic ainda causa discussões. Alguns analistas argumentam que o cenário econômico não mudou tanto como afirma o BC. É o caso do economista Affonso Celso Pastore, que presidiu o BC entre 1983 e 1985.

Em um relatório divulgado na semana passada, Pastore afirmou que não via razões para o Copom alterar tão rapidamente sua opinião.

“Em princípio, em qualquer trajetória de desaceleração, pode haver movimentos transitórios e movimentos permanentes”, argumentou. “O que estamos assistindo ao longo do segundo trimestre de 2010 é uma queda transitoriamente abaixo da tendência, que se segue a uma elevação transitoriamente acima da tendência ocorrida no primeiro trimestre do ano.”

A próxima reunião do Copom será realizada nos dias 31 de agosto e 1º de setembro.

Fonte: Estadão

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Sicredi irá liberar R$3 bilhões para o Plano Safra

July 31st, 2010 No comments

O Sicredi iniciou as liberações de operações de crédito de custeio do Plano Safra 2010/2011 para seus associados. No total, a estimativa é repassar mais de R$ 3 bilhões para custeio, investimento e comercialização nas linhas de crédito disponíveis nesta Safra. Somente em julho, mais de R$ 250 milhões serão liberados, sendo que R$ 65 milhões irão para operações de custeio do PRONAF Agricultura Familiar

Nesse sentido, o prognóstico é alcançar a marca de 85 mil operações de custeio nos três primeiros meses de vigência do Plano Safra. O Sicredi também disponibilizará aos seus associados uma série de melhorias no processo de contratação para agilizar a concessão de recursos aos produtores. Isso permitirá que, até o fim do Plano Safra 2010/2011, cerca de R$ 750 milhões sejam sido liberados para a Agricultura Familiar e outros R$ 500 mil aos médios produtores pertencentes ao PRONAMP.

Em 2009, o Sicredi ficou entre as cinco maiores instituições financeiras (Ranking FEBRABAN) em volume de operações de crédito rural. Atualmente, o Sicredi opera com mais de mil pontos de atendimento em 10 Estados brasileiros e possui 1,6 milhão de associados. Para mais informações sobre capital de giro ou outros serviços e produtos, procure uma unidade de atendimento Sicredi.

Fonte: Sicredi

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Copom eleva Selic em 0,50 ponto porcentual, para 10,75% ao ano

July 21st, 2010 No comments

SÃO PAULO – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira, 21, pela elevação da taxa básica de juros, a Selic, em 0,50 ponto porcentual. Com a alta, os juros básicos no País passam a 10,75% ao ano. É a terceira alta consecutiva da Selic desde o início do novo aperto monetário, no final de abril deste ano.

Na última reunião do Copom, no início de junho, o comitê decidiu pelo aumento da taxa básica em 0,75 ponto porcentual. Foi a segunda alta consecutiva da Selic, depois de um período de nove meses seguidos de juros estáveis. Nesta segunda-feira, o relatório Focus, do BC, reduziu sua expectativa para a inflação neste ano, de 5,45% para 5,42%, patamar ainda acima do centro da meta do governo.

a previsão para a Selic ao final de 2010 permaneceu em 12% ao ano e 11,75% ao ano para 2011. Sobre a reunião do Copom desta quarta-feira, o mercado financeiro, de acordo com a Focus, esperava uma alta de 0,75 ponto porcentual.

A decisão de hoje (a quinta reunião do Copom deste ano) surpreendeu a maior parte dos analistas financeiros. De acordo com sondagem da Agência Estado feita com 64 instituições financeiras, 56 esperavam a elevação da Selic para 11%; apenas oito instituições previam um ajuste de 0,5 ponto porcentual no juro, para 10,75% ao ano.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 31 de agosto e 1º de setembro. A ata da reunião de hoje será divulgada pelo BC na quinta-feira da próxima semana, dia 28.

Veja a íntegra do comunicado:

“Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 10,75% a.a., sem viés. Considerando o processo de redução de riscos para o cenário inflacionário que se configura desde a última reunião do Copom, e que se deve à evolução recente de fatores domésticos e externos, o Comitê entende que a decisão irá contribuir para intensificar esse processo”

Fonte: Estadao

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Juros do cheque especial e de empréstimos têm em julho 3ª alta seguida

July 21st, 2010 No comments

Segundo pesquisa divulgada hoje (20) pelo Procon, a taxa média dos empréstimos aumentou de 5,28% para 5,42% ao mês.

Os juros do cheque especial passaram de 8,90% para 9,06% ao mês. Dos nove bancos incluídos no estudo mensal do Procon, quatro elevaram os juros cobrados pelo uso do cheque especial de junho para julho (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Unibanco). Três aumentaram os juros dos empréstimos pessoais (Banco do Brasil, Bradesco e HSBC). De acordo com a entidade, a média das taxas aumentou em julho mais do que em meses anteriores. Isso ocorreu, em primeiro lugar, devido aos aumentos feitos pelas instituições financeiras, mas também pela exclusão do banco Nossa Caixa da pesquisa. Incorporada pelo Banco do Brasil no último dia 25, a Nossa Caixa oferecia a seus clientes os juros mais baixos entre os consultados pelo Procon. Agora, a pesquisa do Procon inclui as seguintes instituições: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Real, Safra, Santander e Unibanco.

Fonte: Brasil Econômico

BACEN cria cronograma de aumento de compulsório sobre Depósitos à Vista

July 6th, 2010 No comments

No dia 25/06/10, o BACEN anunciou que decidiu aumentar a alíquota do compulsório sobre os depósitos à vista, que atualmente é de 42%, de forma proporcional à redução dos percentuais da exigibilidade de aplicação do crédito rural (instituída pela Resolução 3704/09).

Nesse aspecto, as cooperativas de crédito não são afetadas pela elevação do compulsório, uma vez que elas não são passíveis de recolhimento. No entanto, como essa elevação está, em parte, vinculada à redução da exixibilidade de crédito rural, o percentual dos depósitos à vista que são utilizados como funding para o financiamento do custeio das próximas safras será menor, até atingir ao percentual ordinário de 25%.

Às Cooperativas de Crédito resta fomentar a captação de recursos através da Poupança Rural ampliando assim as fontes de recursos para o Crédito Rural.

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Serasa detecta aumento da inadimplência nas classes C e D e alta preocupa analistas

July 6th, 2010 No comments

SÃO PAULO e RIO – Em meio à euforia com a recuperação econômica e à fartura de crédito, acendeu a luz amarela entre especialistas. Após duas elevações seguidas da taxa básica de juros (Selic) e com a perspectiva de novas altas até o fim do ano, o que encarece os empréstimos, a taxa de inadimplência deve ter um repique em junho. A Serasa Experian vem detectando o avanço, puxado por consumidores das classes C e D, que receberam benefícios do governo para a compra de produtos da linha branca e veículos e, agora, não conseguiriam honrar seus compromissos.

- Podemos dizer que a curva de queda, que vinha ocorrendo desde outubro do ano passado, está no fim. A renda não deve crescer tanto no segundo semestre, gerando um descompasso que pode causar problemas para a inadimplência - afirmou o economista Luiz Rabi, gerente de indicadores de mercado da Serasa. – Normalmente, os consumidores mais pobres não estão acostumados a lidar com o crédito. Eles têm pouca habilidade para gerenciar dívida, praticamente não têm poupança e acabam inadimplentes.

Para a Serasa, o maior problema a curto prazo estaria na administração das dívidas no cartões de crédito, que subiram 14% em abril e 26% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Rabi diz que essa alta deve permanecer no segundo semestre. O valor médio dessas dívidas é hoje de R$ 392,49, contra R$ 373,12 um ano atrás. Crescimento mais forte foi registrado no valor médio dos cheques não compensados por falta de fundos, que pulou 42,7% desde maio de 2007 (de R$ 855,83 para R$ 1.221,03).

Desaceleração da economia contribuirá
A Tendências Consultoria também estima que a taxa de inadimplência de pessoas físicas chegue ao fim do ano em 7,2% e acelere ainda mais, para 7,6%, em 2011. Pelos dados do Banco Central (BC), o índice – que considera o percentual de empréstimos com atrasos acima de 90 dias frente ao total de crédito – foi de 6,8% em maio (último dado disponível), o mais baixo desde março de 2008 (6,85%). A taxa recua desde maio do ano passado, quando atingiu 8,5%.

Fonte: O Globo

Mercado eleva projeção para PIB e juros em 2010

July 5th, 2010 No comments

SÃO PAULO – O mercado financeiro elevou a previsão para a Selic (a taxa básica de juros) para o fim de 2010, segundo a pesquisa semanal Focus, divulgada nesta segunda-feira, 5, pelo Banco Central (BC). A taxa subiu de 12,00% ao ano para 12,13% ao ano. Já a projeção para a taxa no fim de 2011 permaneceu em 11,75% ao ano.

Prioridade do governo nos últimos dois anos, o aumento do chamado crédito direcionado, principalmente dos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), obriga o Banco Central (BC) a trabalhar com uma taxa básica de juros (Selic) mais alta. Como uma parte significativa dos empréstimos – 33% do volume total de crédito existente na economia – não é atingida pela Selic, o Comitê de Política Monetária (Copom) calibra os juros num patamar mais alto para compensar esse fato e, assim, combater a inflação.

Analistas anteciparam parte do cronograma esperado para o comportamento da taxa Selic nos próximos meses. Os números apresentados nesta segunda-feira na pesquisa Focus realizada pelo Banco Central mostram que o atual ciclo de aumento do juro pode acabar em outubro e não mais em dezembro. Mas, ao mesmo tempo, continua a expectativa de que uma nova alta pode acontecer no início de 2011.

De acordo com o levantamento, a Selic deve subir 0,75 ponto porcentual nos encontros de julho e setembro. Assim, atingiria 11% no dia 21 de julho e 11,75% em 1º de setembro. Em seguida, haveria uma nova alta menor, de 0,25 ponto, para 12% no encontro de 20 de outubro. Na semana passada, o mercado previa taxa estável em outubro e um aumento idêntico – de 0,25 ponto, para 12% – apenas no encontro de dezembro.

Fonte: Estadão e Valor

Nova regra eleva em R$ 15 bilhões o requerimento mínimo de capital para bancos

July 1st, 2010 No comments

BRASÍLIA – O chefe do Departamento de Normas do Banco Central, Sergio Odilon dos Anjos, explicou que a nova regra de Basileia editada nesta segunda-feira, 28, obrigará os bancos a reservar mais capital para fazer frente a uma crise financeira como a de 2008, que teve a mais elevada volatilidade desde o lançamento do Plano Real. Ele explicou que, se fosse implementada imediatamente, a nova norma, que afeta apenas os requerimentos para riscos de mercado – que envolve as variações de preços de juros, ações, câmbio e commodities – elevaria em cerca de R$ 15 bilhões o índice de Basileia mínimo exigido dos bancos – que, além do risco de mercado é composto por risco operacional e de crédito.

A circular altera o cálculo do capital mínimo exigido dos bancos para operações de crédito. O texto modiica os parâmetros para Patrimônio de Referência Exigido, que é uma medida ponderada para fazer frente aos riscos relativos à operação bancária. A mudança deve resultar em um aumento no requerimento de capital. A circular também compatibiliza o cronograma de implantação no Brasil ao calendário internacional, que foi publicado pelo Comitê de Basileia em 18 de junho. A circular do BC também revisa os modelos padronizados adotados no Brasil de requerimento de capital, conforme as mudanças definidas no mesmo Comitê que determinaram a criação de uma parcela adicional de capital para fazer frente ao risco de estresse.

Com a medida, o requerimento mínimo de capital total do sistema financeiro nacional passaria de R$ 264 bilhões para R$ 279 bilhões, considerando dados relativos ao mês de março. Isso não altera o porcentual mínimo de 11% previsto no índice de Basileia total. O que muda é apenas a fórmula de um dos parâmetros – o risco de mercado, que está no denominador da conta – para que se faça o cálculo do requerimento previsto.

Na prática, a regra aperfeiçoa as normas prudenciais do sistema financeiro, em linha com as determinações do G-20 (grupo dos 20 países mais ricos do mundo). Os bancos brasileiros atualmente operam com sobra no Índice de Basileia total (18,29% ou R$ 438 bilhões). Se entrasse em vigor hoje, na verdade, a regra apenas reduziria o índice praticado para 17%, porque aumenta um dos itens do denominador, a ponderação do risco de mercado no cálculo do requerimento de capital. Mas não exigiria nada mais dos bancos porque ainda estariam acima dos 11% mínimos. “A medida é uma resposta regulatória à crise internacional”, afirmou, explicando que a discussão transcorre há dois anos.

O técnico explicou que a nova regra exige que os bancos incluam em seus modelos – sejam os padronizados, sejam os modelos exclusivos – o chamado VAR estressado. Isto nada mais é do que uma fórmula para cálculo do risco que considera períodos de altíssima volatilidade nos mercados, como ocorreu no final de 2008. Dessa forma, o BC brasileiro e os seus parceiros internacionais determinam que os bancos trabalhem com maior precaução, reservando mais dinheiro para fazer frente a prejuízos com as oscilações de preços de ativos financeiros.

A nova regra entrará em vigor em janeiro de 2012, mas terá uma implementação gradual. Nos primeiros três meses, os bancos terão que cumprir metade do requerimento adicional. No trimestre seguinte, 75%. E, a partir de julho de 2012, a nova regra terá que ser totalmente respeitada. Segundo Odilon, o prazo alongado para implementação segue a orientação internacional.

Fonte: Estadão

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Capital de giro é modalidade de crédito que mais cresce

June 30th, 2010 No comments

Segundo o Banco Central (BC), os empréstimos nessa linha somaram em maio R$ 25,9 bilhões, alta de 56,2% em 12 meses

O financiamento para capital de giro foi a modalidade que mais cresceu nos últimos 12 meses entre as principais opções de crédito livre disponíveis para empresas brasileiras. Segundo o Banco Central (BC), os empréstimos nessa linha somaram em maio R$ 25,9 bilhões, alta de 56,2% em 12 meses. De janeiro a maio, a média mensal de concessões de capital de giro teve expansão de 29,9% em relação a 2009.

O capital de giro é instrumento em que bancos oferecem recursos para empresas comprarem insumos para produzir ou pagar obrigações enquanto o dinheiro da venda dos produtos não entrou no caixa. É uma das alternativas mais baratas de financiamento no crédito livre – em maio, o juro médio foi de 29,3% ao ano, perdendo apenas para aquisição de bens e vendor (modalidade que permite ao empresário financiar a venda de produtos aos compradores).

Além de mais barato, o capital de giro tem prazo mais longo, especialmente em comparação ao de operações como hot money e conta garantida, que oferecem recursos emergenciais a custos elevados. Em maio, o prazo médio do capital de giro foi de 480 dias, alta de 137 dias ante a posição de maio do ano passado.

A única modalidade de crédito livre com maior crescimento nas concessões para empresas em maio e na média dos cinco meses do ano foi o financiamento imobiliário. Essa alternativa trabalha com volumes muito inferiores – média mensal de R$ 175 milhões nos cinco meses de 2010 (alta de 136,5% sobre a média de igual período do 2009). Entre as modalidades mais procuradas, o segundo maior crescimento médio ocorreu no desconto de duplicatas, com alta de 9,3% na média até maio. A conta garantida, espécie de cheque especial das empresas e que conta com o maior volume de concessões, teve expansão de 4,6%.

Fonte: Estadão

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Plano Safra da Agricultura Familiar 2010-2011 reflete positivamente nas cooperativas de crédito

June 27th, 2010 No comments

A partir do dia 1° de julho, as cooperativas de crédito do Sicredi formalizam suas demandas junto aos associados para atender o Plano Safra para a Agricultura Familiar 2010/2011, lançado no dia 17 de junho, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pretende disponibilizar R$16 bilhões em recursos para financiamento da produção.

O presidente estabelece novos limites individuais de financiamento para linhas de crédito com o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf Agroindústria e Pronaf Jovem, passando de R$18 mil para R$20 mil e de R$7 mil para R$10 mil, respectivamente. Além da redução dos juros para custeio, que será de 5,5% para 4,5% ao ano, e para investimentos, de 5% para 4%. E produtores beneficiários de R$160 mil, tiveram sua renda bruta anual ampliada para R$ 220 mil.

Essas regras são gerais e as linhas de crédito e taxas de juros que o Governo vai dispor também são válidas para as cooperativas de crédito: “Ao todo já são registrados R$ 3,7 bilhões em demandas dos associados do Sicredi, o que significa 31% superior a safra anterior”, esclarece o consultor de negócios, Jefferson Limonge. Ele ainda conta que o Sicredi pretende, durante o período do ano safra, atender 100% da demanda de seus associados.

Fonte: SICREDI

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Mercado de cartões vive ‘nova era’ de competição

June 25th, 2010 No comments

A partir do dia 1º, lojistas vão precisar de só uma máquina para cartões Visa e Mastercard

BRASÍLIA – O mercado de cartões, que cresce 20% ao ano no Brasil e contabiliza 592 milhões de unidades emitidas, passará por uma mudança histórica na semana que vem: a partir de 1.º de julho, as credenciadoras Cielo e Redecard vão aceitar, nas mesmas máquinas, cartões Visa e Mastercard, que representam 85% das operações com cartões no País. Para manter os clientes, que ao longo do tempo poderão optar por manter uma só máquina, Cielo e Redecard dizem apostar na introdução de novas tecnologias – como pagamento por celular – e em vantagens econômicas, como a redução do valor retirado do faturamento do varejista a cada operação.

Hoje, segundo as empresa, a taxa vai de 2,5% a 3% na modalidade crédito. Além de perderem a exclusividade, Cielo e Redecard enfrentarão um desafio adicional: a entrada de novas empresas no mercado, como a parceria entre Santander e GetNet.

Fontes de mercado dizem que o novo desenho de concorrência permitirá também o surgimento de credenciadoras regionais, nos moldes da Hipercard, pertencente ao Itaú. Para o lojista, a mudança será positiva: ele vai economizar porque poderá ter um só terminal – até o momento, se quisesse aceitar os cartões de crédito e débito da Mastercard e da Visa, teria de pagar duas máquinas.

A Redecard, por exemplo, cobra aluguel mensal de R$ 60 a R$ 120 por terminal. “A mudança reduzirá custos. Vai ser uma guerra no bom sentido”, afirma o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun, entidade que reúne varejistas de shopping centers.

O Banco Central (BC) afirmou quinta-feira que trabalha para reduzir o número de tarifas dos clientes de cartões de crédito, setor “campeão” em reclamações do consumidor, segundo o Ministério da Justiça. Uma das propostas é a redução do número de tarifas, que a associação do setor admite limitar a 20 ou 30, embora o governo ache que a quantidade deve ser menor, para reduzir a confusão do consumidor. A alteração terá de passar pelo crivo do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Fonte: Estadão

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Governo lança Plano Safra da Agricultura Familiar 2010-2011

June 20th, 2010 No comments

Plano traz redução dos juros para custeio, de 5,5% para 4,5% ao ano, e para investimentos, de 5% para 4% ao ano, nas operações Pronaf

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta quinta-feira (17/6) o Plano Safra para a Agricultura Familiar 2010/2011, que irá disponibilizar R$ 16 bilhões em recursos para financiamento da produção, R$ 1 bilhão a mais do que no ano passado. A solenidade aconteceu durante a abertura oficial da 7ª Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária – Brasil Rural Contemporâneo, na Concha Acústica, em Brasília (DF). Participaram da cerimônia os ministros do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi.

Para os cooperativistas, é importante ficar atento às regras de acesso ao Pronaf. “O presidente anunciou novos limites de financiamento para linhas de crédito com o Pronaf Jovem, que tem o teto individual ampliado de R$ 7 mil para R$ 10 mil e do Pronaf Agroindústria, que passa de R$ 18 mil para R$ 20 mil”, destacou o representante da OCB.

Em seu discurso, Lula disse que no seu governo foi criado o maior número de reservas ambientais e que é preciso também discutir uma forma para que as famílias tenham renda com a proteção da floresta. “Os ministérios devem se juntar para discutir formas para que a reserva não seja apenas uma fonte de preservação, mas também de ganha pão”.

Fonte: OCB

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Demanda ‘robusta’ força juro alto, justifica Copom

June 20th, 2010 No comments

Ata da reunião do comitê do BC diz que a Selic subiu para tentar deter ‘a concretização de um cenário inflacionário‘ e indica que juros devem subir 0,75 ponto porcentual na próxima reunião

O Comitê de Política Monetária (Copom) deixou claro que está com o foco direcionado em conter o ímpeto da economia brasileira e evitar uma escalada dos preços. Em ata divulgada ontem, a diretoria do Banco Central enxergou nova “deterioração” na inflação.

A piora do quadro, na visão do BC, acontece porque a demanda doméstica está “robusta” e a economia ganha ainda mais velocidade com estímulos fiscais e aumento do crédito. Por isso, a instituição manteve a postura “incisiva” de subir os juros em 0,75 ponto porcentual na última reunião, para 10,25%.

O texto reforça a aposta de que novo aumento idêntico, de 0,75 ponto porcentual, deve acontecer na próxima reunião e deixou claro que, para o Copom, os riscos para a inflação continuam “elevados” mesmo após a retirada de alguns benefícios criados para amenizar os efeitos da crise internacional no fim de 2008.

TRECHOS

“A demanda doméstica se apresenta robusta, em grande parte devido aos efeitos de fatores de estímulo, como o crescimento da renda e expansão do crédito”

“A despeito da reversão de parcela dos estímulos introduzidos durante a crise, desde a última reunião permaneceram elevados os riscos de um cenário inflacionário”

?Fonte: G1

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Taxa Selic chega a 10,25%aa

June 10th, 2010 No comments

O COPOM (Comitê de Politica Monetaria do BACEN) anunciou o aumento da Taxa Selic em 0,75%aa, passando a mesma de 9,5%aa para 10,25%aa.

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SICREDI e Visa lançam cartões com o tema Copa do Mundo FIFA 2010

May 26th, 2010 No comments

O SICREDI lança para seus associados o Cartão SICREDI Visa Copa do Mundo FIFA 2010, em parceria com a Visa – patrocinadora oficial da competição. As três versões de layout estão disponíveis nas modalidades Gold e Classic, para crédito, e Electron, para débito.

O Cartão SICREDI Visa Copa do Mundo FIFA 2010 pode ser adquirido para novos cartões ou para a troca dos atuais, tanto para titulares ou adicionais.

Fonte: SICREDI

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Crédito imobiliário deve sair de 3% do PIB para 20% nos próximos anos

May 25th, 2010 No comments

O crédito ao consumo deve continuar a crescer, mas não num ritmo tão explosivo quanto desde o início desta década. No seu lugar, como principal estrela do mercado de crédito à pessoa física no Brasil, devem entrar os financiamentos imobiliários. Essa é, em resumo, a visão de economistas e executivos do setor ouvidos pelo Estado.

“O crédito à pessoa física relacionado ao consumo ainda não esgotou seu potencial de crescimento, mas já não é mais uma aberração como o crédito imobiliário, que está extremamente defasado e traz agora o grande potencial de expansão”, diz Octavio de Barros, diretor de Pesquisa Macroeconômica do Bradesco.

Segundo Nilson Pelegrino, diretor do Departamento de Empréstimos e Financiamentos do Bradesco, o crédito imobiliário do banco deve crescer acima de 30% em 2010. “Estamos com operações de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão por mês, entre financiamento aos mutuários finais e crédito a construtoras.”

Para a economista Luíza Rodrigues, do Santander, a tendência é que o crédito imobiliário, que hoje não passa de 3% do PIB, cresça para um nível acima de 20% ao longo dos próximos anos: “É um porcentual normal para um país emergente”. Nos Estados Unidos, é acima de 100% do PIB. Luíza acrescenta que o juro de 10% ao ano parece um “número mágico”, a partir do qual se nota um crescimento acelerado do crédito imobiliário.

Este crescimento deverá ocorrer em todas as classes sociais, com ênfase para as classes A, B e C.

Fonte: Estadão

Brasileiro já usa crediário como os americanos, 15% do PIB contra 17,2%

May 24th, 2010 No comments

Modalidades de pessoa física no Brasil, excluindo empréstimo imobiliário, atingem 15% do PIB, contra 17,2% nos Estados Unidos

Embalado pela queda dos juros e pelo aumento da renda, o crédito pessoal para o consumo disparou no Brasil desde 2002, passando de 5,1% do PIB para 15% do PIB em 2009, ou R$ 487,5 bilhões. Com essa alta, esse segmento dos empréstimos, que exclui o crédito imobiliário, já atinge nível próximo ao dos Estados Unidos, maior sociedade de consumo do planeta. Em 2009, o crédito para consumo pessoal nos EUA foi de 17,2% do PIB.

“O Brasil descobriu o crédito ao consumo nos últimos anos”, diz Sérgio Vale, economista da MB Associados, que fez aquela comparação baseado em dados do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve, BC americano.

Segundo ele, no caso dos dados americanos, o peso do cartão de crédito é maior, já que essa modalidade é a principal do crédito pessoal no país. No Brasil, o financiamento para automóveis, o crédito direto ao consumidor, o consignado, o cheque especial, o cartão de crédito e o crédito pessoal são linhas do crédito à pessoa física, voltado basicamente à extensão da capacidade de consumo das famílias.

De acordo com recente relatório da consultoria LCA, o crédito à pessoa física foi o segmento que mais cresceu no boom do crédito total no Brasil, que subiu de 24,6% do PIB em 2003 para o recorde de 45% em 2009. O trabalho mostra que o crédito à pessoa física com recursos livres (que é basicamente de consumo) teve crescimento real de 249% do fim de 2003 ao fim de 2009. Isso se compara com a expansão, no período, de 135% do crédito com recursos livres para empresas, e de 112% do crédito com recursos direcionados.

Os especialistas apontam, como razão para a forte expansão do crédito para consumo, a combinação entre queda de juros e alongamento de prazos, aumento de renda e a chamada “bancarização” – a ampliação do número de brasileiros com contas bancárias. De acordo com o trabalho da LCA, para um crescimento da população brasileira de 7% de 2004 a 2009, houve ampliação de mais de 200% no número de contas correntes e contas de poupança simplificadas.

MIGRAÇÃO: O aumento da renda, por sua vez, fica claro na migração de brasileiros entre as classe econômicas. Entre 2005 e 2009, as classes D e E caíram de 93 milhões para 67 milhões de pessoas, enquanto a classe C cresceu de 63 milhões para 93 milhões, e as classes A e B saíram de 26,5 milhões para 30,2 milhões.

O trabalho da LCA, aponta que o comprometimento da renda dos brasileiros com o serviço das dívidas cresceu de 5% em 2001 para cerca de 18% em 2009, mais do que o mesmo indicador nos Estados Unidos, de pouco mais de 15%.

Fonte: Estadão

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SICREDI atinge R$ 10 bilhões em carteira de crédito e câmbio

May 11th, 2010 No comments

O SICREDI está comemorando o fechamento do primeiro quadrimestre de 2010 com sua carteira de crédito e câmbio total acumulada em mais de R$ 10 bilhões, consolidando a quinta posição entre as maiores instituições de crédito rural do Brasil.

De 2007 a 2009, a evolução foi de 68% no acumulado do crédito, fechando o ano passado com R$ 9,3 bilhões. O crescimento se deve, entre outros fatores, às operações originárias de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), que posicionou o SICREDI como a instituição financeira com o maior número de operações realizadas junto ao BNDES no ano passado.

Até o fim de 2010, a meta é que a carteira de crédito e câmbio supere os R$ 12 bilhões.

Fonte: SICREDI

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Brasileiros devem R$ 664 bi a bancos, 22% da renda mensal

May 6th, 2010 No comments

Com o crédito em expansão (só para a pessoa física o crescimento foi de 4,4% no trimestre), as famílias já comprometem 22% do seu rendimento com o pagamento de prestações. De acordo o Banco Central, o volume de dinheiro à disposição dos consumidores atingiu R$ 664,07 bilhões em março. A despeito do vulto, a previsão do BC é de que a situação ainda está longe de ter atingido o limite. A expectativa é de que o volume de crédito aumente 20% no ano, atingindo, ao fim de 2010, o percentual de 49% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Nesse cenário, a dívida dos brasileiros deverá corresponder a quase 25% das riquezas produzidas no país em um ano.

O professor e economista José Márcio Camargo, da PUC/RJ, não vê nenhum problema no atual nível de endividamento das famílias brasileiras. “No passado, não tínhamos crédito”, lembrou. Segundo ele, o percentual de 22% é razoável e está dentro dos padrões internacionais. “O nível de emprego está aumentando, o salário real também e é isso que tem levado a uma demanda maior por crédito”, destacou. Segundo os dados do BC, o índice de inadimplência para as pessoas físicas, de 7%, é o menor dos últimos dois anos. Já o prazo médio de financiamento, de 526 dias, é o mais elevado da série histórica, que teve início em julho de 1994. Prazos mais longos acomodam melhor a dívida ao orçamento doméstico, mesmo que isso signifique o prolongamento dos débitos.

Na visão de Camargo, o volume de dívidas em atraso é um bom indicativo da saúde do crédito. “Se o nível de inadimplência é baixo é porque o sistema de avaliação de risco dos bancos está funcionando.” Analistas da Link Investimentos avaliam que, com a melhora das condições econômicas, a inadimplência deve permanecer em queda. Diante do cenário atual, eles acreditam que as operações de crédito devem avançar entre 20% e 22%, com a relação dívida/PIB chegando a 50% no fim do ano. Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, o perfil do consumidor está adequado. “O crédito vem crescendo de maneira sustentável e nas modalidades que cobram os juros mais baixos do mercado”, disse. Entres, listou Altamir, estão os financiamentos de veículos e da casa própria, além do crédito consignado.

Para calcular a relação renda/dívida das famílias, o banco usa o conceito de massa salarial ampliada, que não se restringe aos dados da renda. Entra no cálculo, além do rendimento assalariado, aposentadorias e pensões e benefícios sociais, como a Bolsa Família.

Distribuição dos débittos – (Em R$ bilhões):

  • Empréstimo pessoal – R$ 170,068
  • Crédito consignado – R$ 114,824
  • Financiamento de veículos – R$ 101,944
  • Casa própria – R$ 100,757
  • Leasing – R$ 61,166
  • Cartão de crédito – R$ 26,975
  • Cheque especial – R$ 17,595

Fonte: Correio Braziliense

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A Evolução da Taxa SELIC

May 3rd, 2010 No comments

No site do Estadão pode-se acompanhar a evolução da Taxa Selic e também visualizar a Taxa de Juros Real e a Taxa de Juros Nominal de cada país.

O link é http://economia.estadao.com.br/especiais/a-evolucao-da-taxa-selic,93264.htm

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BACEN aumenta taxa SELIC em 0,75% atingindo 9,5%aa

April 28th, 2010 No comments

Após um período de 19 meses em que a Taxa Selic passou por um período de baixa ou estabilidade, o COPOM (Comitê de Política Monetária) anunciou nesta quarta-feira, 28/04/10, o aumento da taxa em 0,75%, alcançando 9,50%aa.

A última subida da Taxa Selic havia ocorrido em setembro de 2008, poucos dias antes do anúncio de concordata do banco norte-americano Lehman Brothers, que deu início à fase mais aguda da crise financeira internacional – que espalhou a recessão pelo planeta. Desde então, os juros haviam ficado estáveis, ou recuado para tentar conter os efeitos da crise no crescimento do país.

Selic sobe para 9,50%

A expectativa do mercado financeiro é de que esse seja apenas o início de um ciclo de subida nos juros básicos do país. A previsão dos economistas é de que a taxa continue avançando nos próximos meses, e que atinja o patamar de 11,75% ao ano ao final de 2010.

O objetivo do BC ao subir os juros é conter pressões inflacionárias e buscar com que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), que serve de referência para o sistema de metas de inflação, não suba muito. Para este ano, e para 2010, a meta central é de 4,5%. Ao subir os juros, o BC atua para conter a demanda por produtos e serviços e, com isso, para tentar impedir o crescimento dos preços.

Ao fim do encontro desta quarta-feira, o BC divulgou a seguinte frase: “Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias ao cenário prospectivo da economia, para assegurar a convergência da inflação à trajetória de metas, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 9,50% a.a., sem viés“.

“Esse aumento de juros, e os outros que devem vir em seguida neste ano, pode gerar uma entrada maior de capitais e o câmbio pode se apreciar [dólar caindo] um pouco. Mas deve ter alguma volatilidade [para cima] nas eleições, por conta de declarações que podem gerar incertezas, o que deve contrabalançar um pouco esse movimento”, avaliou o economista da Tendências, Bernardo Wjumiski.

Impacto na dívida pública
Um reflexo da subida de juros é o seu impacto nas contas públicas. Atualmente, o volume de títulos públicos em mercado corrigidos pela taxa básica de juros está em R$ 500 bilhões. Se sobe a taxa básica de juros, o governo também tem de pagar uma remuneração maior aos detentores destes papéis.

Se mantido pelos próximos 12 meses, esse aumento de 0,75 ponto percentual nos juros, para 9,25% ao ano, vai gerar um gasto a mais de R$ 3,75 bilhões para o governo. E se for confirmada a expectativa do mercado financeiro de elevação de 3 pontos percentuais nos juros até o fim deste ano, para 11,75% ao ano, o impacto total do ciclo de aumento, nas contas públicas, será maior ainda: de R$ 15 bilhões em doze meses.

Fonte: G1

Fala de Meirelles eleva projeções de aumento da SELIC em 0,75%

April 27th, 2010 No comments

Na véspera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado modificou suas apostas, concentrando-as numa elevação mais forte da taxa básica de juros (Selic). Antes divididos entre uma alta de 0,50 ponto ou 0,75 ponto, ontem os operadores convergiram para a elevação maior, o que levaria a taxa para 9,50% ao ano.

Alguns até arriscavam que o aumento poderá chegar a 1 ponto porcentual, o que ajudaria a poupar o Banco Central (BC) de elevar a taxa no período eleitoral. A mudança na expectativa foi acompanhada pela elevação dos juros no mercado futuro.

A movimentação foi provocada por declarações do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Suas palavras agitaram os negócios desde cedo. “A mensagem que eu daria aos players (agentes) é de que não tentem ler nas entrelinhas o que o BC disse nas atas ou no Relatório de Inflação (e tentem encontrar) um sinal dado por um membro ou por outro. Não há sinais”, disse ele em entrevista à agência Dow Jones.

Meirelles explicou que os textos do BC, como o Relatório de Inflação e as atas do Copom, não dão “nenhum sinal sobre se há um número versus outro”. Em outra entrevista, à Reuters, ele passou mais um recado. “O BC vai adotar medidas fortes para garantir que a inflação atinja a meta no horizonte relevante.”

Para alguns analistas, Lula pode ter dado o “sinal verde” para Meirelles agir com força e segurar a inflação. O presidente tem dito nos bastidores que quer entregar o cargo com a inflação “nos trilhos” ao sucessor.

Diante das afirmações, começaram a ser ouvidas avaliações de alguns analistas de que uma alta do juro mais forte concentrada nas próximas reuniões também teria como efeito a derrubada das projeções de inflação, o que diminuiria a necessidade de aumentos expressivos da Selic perto das eleições. “O BC está avisando que o comportamento mudou e não está mais disposto a ficar atrás do mercado, atrasado“, diz um economista de banco em São Paulo.

Focus. Na pesquisa semanal feita pelo BC, o mercado aumentou a previsão para o nível da Selic no fim do ano de 11,50% para 11,75%, o que indica aposta em uma subida de 3 pontos até dezembro. A pesquisa também teve a 14.ª alta seguida das previsões para o IPCA, que passou de 5,32% para 5,41%. A meta é de 4,50%. 

Fonte: Estadão

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A força das cooperativas de crédito no Espírito Santo

April 18th, 2010 No comments

De 2005 a 2009, as cooperativas de crédito brasileiras elevaram em 150% o saldo de suas operações de crédito, alcançando nesse último ano a marca de R$ 31,2 bilhões (veja os dados). Esse movimento ocorreu simultâneo ao vigoroso aumento do volume de crédito disponível no País nos últimos anos, aproximando-se de 49% do PIB. A relevância de tal desempenho é grande, pois é o crédito a principal alavanca para suportar o crescimento econômico.

Das cerca de 1.400 cooperativas de crédito existentes no Brasil, 800 possuem volume de ativos inferior a R$ 100 milhões. Para estas, o Banco Central estuda alteração na norma a fim de simplificar as exigências, dando tratamento diferenciado no que se refere à exigência de capital próprio.

A medida vem em bom momento, já que o fortalecimento das cooperativas de crédito aumenta a eficiência das economias regionais e promove a aplicação de recursos privados em favor da própria comunidade onde estão inseridas.

Além disso, como não há idéia de lucro e os cooperados são, ao mesmo tempo, usuários e donos, as operações se realizam a preços mais “justos”, contribuindo para democratização do crédito e a desconcentração da renda.

No Espírito Santo, o Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) tem tido um excelente desempenho e é, hoje, uma referência nacional. O sistema SICOOB possui no Estado 79 agências distribuídas em todas as regiões capixabas. A oferta de crédito total em 2009 foi de R$ 744 milhões, 22% acima do volume registrado de 2008. O Sicoob-ES ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em ativos, possui quase 100 mil associados e está distribuindo cerca de R$ 24 milhões de sobras entre os cooperados.

O sistema atualmente é aberto a todas cooperativas de livre admissão, possibilitando acesso de usuários de todos os segmentos da economia. Mas seu diferencial importante é a forte presença na oferta de crédito rural. Uma a cada cinco operações de crédito rural no Espírito Santo é feita pelo Sicoob, o que o torna um agente importante do fomento à produção agrícola do Estado.

Dada a sua natureza, as cooperativas de crédito atuaram proativamente em períodos em que as instituições financeiras privadas puxaram o freio. Assim, o sistema atenuou o impacto da crise e impediu a evasão de recursos para fora do Estado.

Por tudo isso, o papel e o desempenho do Sicoob no Espírito Santo (tal como em todo o Brasil) são exemplos de modelo que está dando certo e que merece da sociedade capixaba mais atenção e valorização.

* Guilherme Lacerda é economista e atual presidente da Fundação dos Economiários Federais (Funcef).

Fonte: eshoje.com.br

BACEN proíbe uso de provisões em excesso

April 14th, 2010 No comments

Os bancos grandes precisam de capital por causa de mudanças já em andamento e que estão por vir. Nas discussões do que já se chama Basileia 3, das novas regras pós-crise, já se espera um aumento de até quatro vezes no capital necessário para cobrir o chamado risco de mercado (de descasamento de indexadores nos ativos e passivos dos bancos). Espera-se também que seja necessário mais capital para cobrir risco de crédito.

O próprio Basileia poderia passar de 8% para 11% nos países ricos e subir aqui também, onde o BC já exige um mínimo de 11%. Além disso, acredita-se que os créditos fiscais, que representam bilhões para os bancos, deixem de poder ser usados como capital.

De imediato, já em vigor neste mês, o Banco Central acabou com a possibilidade de as instituições usarem as provisões em excesso para calotes no crédito como reforço de capital. Durante a crise, em 2008, o BC autorizou e foram feitos cerca de R$ 13 bilhões dessas provisões, que ficaram no caixa dos bancos grandes e foram usados como capital. Foi uma das formas de tentar amenizar os impactos da falta de liquidez e de crédito. Agora em abril esses R$ 13 bilhões deixam de ser capital, o que cortaria quase R$ 100 bilhões da capacidade de emprestar dos bancos. É esse aperto que os bancos tentam compensar com as recentes emissões.

Fonte: Valor Online

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Crédito a juros dispara no cartão

April 13th, 2010 No comments

O rotativo e as compras parceladas com juros no cartão de crédito disparam em fevereiro, com alta de 45,5% em comparação a igual mês de 2009, a R$ 15,1 bilhões pelos últimos dados do Banco Central (BC).

Além dos efeitos sazonais, decorrentes do acúmulo de obrigações típicas de primeiros trimestres, como IPVA, IPTU, material e matrículas escolares, o salto revela a participação crescente das classes C, D e E nesse mercado, público que vem tendo acesso aos plásticos com bandeira mesmo antes de ter conta corrente. São consumidores que têm sido alvo dos correspondentes bancários e também das redes de varejo para converter unidades “private label” em cartões com bandeira, mas que ainda não assimilaram o efeito perverso dos juros ao pagar o mínimo da fatura. A iniciativa dos bancos de oferecer a opção de parcelamento nos extratos mensais pode ainda estar contribuindo para inflar as concessões a juros.

Instituições como Itaú, Santander, Bradesco e Panamericano têm apresentado a alternativa – com alongamento do prazo, mas no mesmo custo do rotativo. Nos anos recentes, em nenhum fevereiro observou-se taxas de crescimento dessa ordem. Os R$ 15 bilhões equiparam-se aos desembolsos de dezembro, mês de pico nas vendas do varejo, em que muitos consumidores optam pelo parcelamento na hora da compra. Para o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Paulo Caffarelli, com a inclusão de novas faixas socioeconômicas aos portfólios é natural que haja um repique no rotativo. Em março, só as transações a crédito movimentaram R$ 23,8 bilhões, com crescimento de 23% sobre igual mês em 2009. A base chegava a 141 milhões de plásticos.

A ascendência das classes C, D e E está trazendo um público ainda não bancarizado para o mercado e há aí um processo de aprendizagem a se cumprir”, diz. Essa pode ser uma tendência, já que grandes bancos, como o próprio Banco do Brasil, instituição onde responde pela vice-presidência de Cartões e Novos Negócios, Caixa Econômica Federal e Bradesco têm empreendido esforços para chegar às camadas menos privilegiadas da população. Até 2020 serão mais de 100 milhões de brasileiros com acesso a produtos financeiros e há uma expectativa fantástica para o mercado de cartões.”

Na divisão do bolo, a classe C já representa 38% da base de cartões crédito no mercado, enquanto as classes D e E respondem por uma fatia de 20%. Entre os cartões de loja, essa proporção é de 26% na classe C e de 15% nas D e E. O maior ritmo de crescimento das operações a juros não prejudica a dinâmica de expansão do setor junto aos públicos emergentes, assegura Cafarelli, já que só um terço dos consumidores recorre a essa forma de financiamento.

A inadimplência, que no rotativo e no parcelado com juros chegou a 28,3% em julho, hoje está na casa dos 24%. Considerando-se os atrasos acima de 90 dias sobre o saldo total de crédito em cartões, de R$ 89,8 bilhões – valor que considera o parcelado sem juros e os créditos a faturar em curso normal -, a taxa recuou de 9,3% em fevereiro de 2009 para 7,4%. O prazo médio das operações diminuiu de 54 para 30 dias.

Para baixa renda, Itaú adota cartão

March 29th, 2010 No comments

Sem a presença do gene da classe C em seu DNA, o Itaú Unibanco busca formatar o melhor modelo de negócios para assegurar sua presença nesse mercado em que os seus principais concorrentes – Bradesco e Banco do Brasil – mostram-se agressivos. Depois da financeira Taií, foi a vez de o banco fechar também as lojas de rua da Fininvest, herdadas do Unibanco, que atendiam os não-correntistas.

O banco concluiu que, quando se trata de atender o público de menor renda, a abordagem ostensiva não é a mais adequada. Estar presente no ponto de consumo por meio de parcerias com varejistas mostrou-se mais eficiente. O cartão de crédito tornou-se o principal instrumento do Itaú para acessar esse segmento da população e o ponto de atendimento próprio perdeu importância.

“O cartão de crédito é um caminho (para atender a baixa renda). Como é uma operação muito flexível e de custo operacional relativamente mais baixo, tem um potencial muito grande para fazer transação e concessão de crédito”, disse Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, em recente entrevista ao Valor.

Diferentemente da conta corrente tradicional, que necessita de uma estrutura de rede de agências com custo fixo elevado, o cartão chega de forma mais fácil a essa população com renda mensal entre R$ 1 mil e R$ 2 mil. Além disso, permite um relacionamento mais próximo e um conhecimento do histórico de consumo do não-correntistas, que o crédito pessoal tradicional não fornece.

Iniciado em abril do ano passado, o processo de encerramento das lojas de rua foi concluído no fim do ano e levou ao fechamento de 470 pontos. As parcerias da Taií e da Fininvest com varejistas permanecem inalteradas.

Segundo Marcos Magalhães, diretor do Itaú Unibanco, houve uma grande mudança nos últimos dez anos nesse segmento e a presença física de lojas de rua não é mais adequada para atender ou prestar serviços nesse nicho. “Os produtos tradicionais, explorados pelas lojas de rua, como o crédito pessoal tradicional, com juro alto, não é mais viável tanto pela maturidade do mercado como pela demanda dos clientes“, diz.

As lojas de rua e as financeiras surgiram há cerca de 40 anos em um momento em que a bancarização da população estava bastante distante do que se vê hoje. Com a inclusão financeira, os melhores clientes passaram a ser atendidos pelos bancos e os clientes que procuravam as lojas de rua possuíam um nível de risco muito elevado, numa espécie de seleção adversa.

Magalhães não dá detalhes, mas sabe-se que algumas poucas lojas chegaram a ser transformadas em agências, num projeto piloto. Mas ficou evidente que o custo fixo era elevado demais – por conta, por exemplo, de itens de segurança, como cofre e porta giratória – para tornar a operação rentável.

O uso de cartões como instrumento para chegar à baixa renda não é novidade dentro do banco. A instituição já detém a maior fatia do mercado nos cartões no segmento e a experiência do Hipercard, que veio com o Unibanco, é uma das mais bem-sucedidas. Pelos dados do balanço, a carteira de crédito concedido por meio de parcerias chegou a R$ 7,9 bilhões no ano passado, com uma base de clientes de 17,3 milhões e faturamento de R$ 17,9 bilhões.

O que essa estratégia baseada em cartões e parcerias não resolve é o lado da captação, ou seja, do depósito e da poupança. Para isso, a agência é indispensável. Mas Setubal não se mostra preocupado pelo fato de outras instituições, como BB e Bradesco, terem optado por modelos diferentes. “Tipicamente, o cliente de baixa renda não faz poupança. Está mais interessado em ter um instrumento de transação, de crédito. A capacidade de poupar é muito baixa.”

Segundo ele, o primeiro produto não é mais a conta corrente, como antigamente, e sim o cartão de crédito. “Já estamos num nível de penetração muito baixa, (clientes com renda) de R$ 400 por mês”, diz Setubal. “Nenhum concorrente tem a base de cartões que a gente tem nesse nível de renda. Nossa estratégia foi muito mais no cartão do que na conta”, completa.

O Bradesco, no entanto, aposta justamente na presença física. Além do Banco Postal, nas agências dos Correios, a estratégia do banco foi abrir pelo interior do Brasil mais de 1,3 mil postos de atendimento avançado, espécie de agência de pequeno porte, formados por um gerente, um computador e um caixa eletrônico.

Mas o Itaú não descarta o assalariado que ganha até R$ 2 mil por mês. Por meio da conta salário, diz Magalhães, as necessidade de conta corrente são atendidas e complementadas pelas transações com o cartão de crédito. “A agência tem estratégia de conquista desse público, com a venda cruzada (‘cross-selling’) de outros produtos, como cartões e seguros”, diz.

Fonte: Valor Online

BC mantém previsão de expansão de 20% do crédito

March 23rd, 2010 No comments

BRASÍLIA – O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, informou hoje que a instituição trabalha com a previsão de que o total de crédito concedido no País pelo sistema financeiro deve ter expansão de 20% em 2010 na comparação com 2009. Com essa evolução, a participação do crédito deve atingir 49% do Produto Interno Bruto (PIB) no fim de dezembro deste ano. Segundo ele, os números não foram alterados e são os mesmos previstos na última revisão das estimativas oficiais do BC, em dezembro de 2009.

Um mês atrás, em fevereiro, no entanto, o próprio BC havia anunciado em entrevista à imprensa a redução da estimativa de expansão do crédito em 2010 de 20% para 19%. Já a previsão da participação dos empréstimos no total da economia era de 48% do PIB no fim de 2010.

Altamir informou na entrevista de hoje que o crédito para pessoa física deve liderar a expansão em 2010, com crescimento de 21%. As operações para empresas devem ter aumento de 14%. Entre os segmentos, os financiamentos com recursos livres devem avançar 18% no ano e os empréstimos com recursos direcionados terão expansão de 26%.

Fonte: Estadão

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Bancos “refinanciam” dívida para conquistar clientes dos concorrentes

March 23rd, 2010 No comments

Um dos maiores pesadelos dos bancos brasileiros em matéria de concorrência começa a tomar corpo no mercado de crédito nacional. Trata-se do “refinanciamento” de dívida, em que um banco, em tese, seduz o cliente de outra instituição, oferecendo condições supostamente melhores para migrar um empréstimo em curso.

O modelo, que ainda engatinha no Brasil, já funciona razoavelmente bem no segmento de veículos, em que financeiras emprestam dinheiro ao cliente para quitar a dívida no banco concorrente, com a transferência de alienação do carro de uma instituição para outra.

Também está disponível para financiamentos imobiliários, embora com carteiras ainda pouco representativas.

Diferentemente da ferocidade com que ocorre nos EUA, onde os bancos batem na porta do cliente para oferecer taxas e condições melhores de hipoteca, as instituições no Brasil dizem que são “passivas” nessa abordagem comercial.

Por esse motivo, a concorrência não é um elemento-chave na mudança de banco e não resulta em ganhos significativos para o consumidor.

No caso, essas instituições aceitam o cliente descontente com seu banco original ou aquele que passa por dificuldades financeiras e precisa levantar dinheiro mesmo com a casa ou veículo alienado.

O pioneiro na modalidade é o Banco Panamericano, que opera a linha AutoPan de refinanciamento de veículos ainda alienados. Por ele, o cliente consegue levantar dinheiro, dando o carro como garantia, mas estendendo o prazo de financiamento. Como o risco da operação é maior, as taxas podem ser mais altas do que o financiamento original.

No crédito imobiliário, a financeira BM Sua Casa do grupo Brazilian Mortgages foi a primeira no país a oferecer, em maio de 2007, o refinanciamento, inclusive para imóveis alienados em outra instituição. As taxas são de cerca de 1% ao mês, e os prazos chegam a até 30 anos, compatíveis com os financiamentos habitacionais com taxa de 12% mais TR.

Segundo Vitor Bidetti, diretor da BM Sua Casa, o cliente típico do refinanciamento de imóvel é aquele que tem um financiamento, precisa levantar um novo empréstimo, mas não tem receptividade do banco.

“Ele vem aqui e sai com dois cheques: um para ele e outro para quitar a dívida no banco. É o famoso troca com troco. Nosso cliente é aquela pessoa que procura ajustar seu endividamento. Mas também tem o cliente que não quer se descapitalizar, mas pretende custear um filho estudando no exterior ou fazer um “upgrade” e trocar o imóvel por outro maior”, disse.

O Santander também atua no refinanciamento, mas só com o produto de hipoteca, em que o cliente entrega o imóvel como garantia de um empréstimo de uso livre. O banco não aceita como garantia imóveis que não tenham sido quitados. As taxas vão de 1,55% a 1,6% ao mês.

O Citibank também entrou no segmento, mas como parceiro do BM Sua Casa na rede de agências e nas lojas Credicard.

Fonte: Folha OnLine

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Aumento no depósito compulsório eleva as taxas de CDBs

March 19th, 2010 No comments

Ao retirar dinheiro de circulação, a medida já aumentou o custo do crédito antes mesmo de uma elevação da taxa Selic

Em poucas semanas, tudo mudou no mercado de certificados de depósitos bancários (CDB). As taxas voltaram a subir em torno de dois pontos percentuais, seguindo a decisão do Banco Central de aumentar os depósitos compulsórios, que atingiu diretamente os grandes bancos. Ao retirar dinheiro de circulação, a medida já aumentou o custo do crédito antes mesmo de uma elevação da taxa Selic e pode ter contribuído para a decisão de retardar o início do aperto monetário. Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juros em 8,75%.

No fim do ano, os bancos reduziram fortemente a captação, pois estavam extremamente líquidos. A liquidez em excesso levou o BC a remover parte da flexibilização do compulsório adotada na crise e mudou o cenário. As grandes instituições financeiras terão de recolher R$ 71 bilhões aos cofres do Banco Central nas próximas semanas. A primeira parte desses depósitos terá de ser feita na segunda-feira, quando a exigibilidade adicional volta a ter alíquota de recolhimento de 8% sobre depósitos à vista e a prazo. Isso deve retirar R$ 37 bilhões do caixa dos grandes bancos. Em 9 de abril, mais R$ 34 bilhões serão recolhidos, quando a alíquota cheia do compulsório sobre depósitos a prazo, reduzida a 13,5%, voltar aos 15%.

“Nos últimos dias, os bancos grandes voltaram ao mercado para recompor a liquidez e as taxas voltaram a subir”, disse o diretor de uma instituição de médio porte. Ainda líquidos, os grandes bancos conseguem manter captação em nível adequado. A alta das taxas se restringe ao mercado de investidores institucionais. A remuneração subiu, em média, dois pontos percentuais, passando de 99% do CDI, no início do ano, para 101% do CDI nos últimos dias. Papéis mais longos, de dois anos, pagam até 105%. Eduardo Jurcevic, superintendente do Santander, acredita que “as taxas devem buscar um novo patamar e se estabilizar”.

Fonte: Valor Online

COPOM mantém taxa Selic em 8,75% ao ano

March 17th, 2010 No comments

SÃO PAULO – 17/03/2010 – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu hoje manter a taxa Selic em 8,75% ao ano, nível em que se encontra desde julho do ano passado. A decisão dos membros do Copom foi de cinco votos a favor da manutenção e três votos sugerindo uma elevação de 0,50 ponto porcentual. A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e no início do ano passado estava em 12,75% ao ano.

O mercado estava dividido sobre o resultado dessa reunião, o segundo encontro do Copom neste ano. Por outro lado, o mercado está convicto de que o comitê formado pelos diretores do BC vai começar em breve a subir os juros, mas ainda não tem certeza sobre em que nível a taxa vai ter de parar. Para 55 analistas ouvidos pela Agência Estado, 13 acreditam que a Selic terminará 2010 em 11,25% ao ano, 2,5 ponto porcentuais acima do nível atual. Outros dez analistas veem um aperto mais forte, de 3 pontos porcentuais, o que elevaria a taxa para 11,75%. As demais apostas estão bastante dispersas, variando entre uma taxa de 9,25% e 12,50% ao final do ano.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 27 e 28 de abril. A ata da reunião de hoje será divulgada pelo BC na quinta-feira da próxima semana, dia 25 de março.

Fonte: Estadão

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Sistema da Redecard aceitará cartões Visa a partir de julho/10

March 17th, 2010 No comments

Com a inclusão da Visa ao seu portfólio, a Redecard passará a aceitar cartões de 17 bandeiras

A Redecard anunciou nesta quarta-feira que sua rede de terminais passará a aceitar os cartões com a bandeira Visa a partir de 1º de julho. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia informa que está preparando seus sistemas para capturar a nova bandeira, paralelamente ao processo de licenciamento da rede credenciada.

“Já foram realizados testes de laboratório e a certificação do processo de captura e de liquidação financeira está em fase avançada”, afirma a Redecard.

Do ponto de vista de hardware e software, a empresa diz estar “praticamente pronta” para implantar a infraestrutura de comunicação com a Visa.

Fonte: Estadão

Crédito bancário já está mais caro apesar da Selic ter ficado estável

March 17th, 2010 No comments

Desde fevereiro, as instituições financeiras vêm elevando as taxas cobradas no crédito aos consumidores, revela reportagem de Felipe Frisch, publicada pelo GLOBO nesta segunda-feira. Levantamento da Fecomércio-RJ, por meio do seu sistema Qualicred, com base nos dados do Banco Central (BC), mostra que houve aumentos nas quatro principais linhas utilizadas por pessoas físicas: aquisição de bens (crédito direto ao consumidor, ou CDC), crédito pessoal, cheque especial e aquisição de veículos.

O dado que mais chama a atenção diz respeito ao crédito pessoal, as linhas de empréstimo tradicionais. A modalidade sofreu elevações nas principais instituições em fevereiro. No HSBC, saiu de 4,49% no fim de janeiro para 4,95% ao mês em 1 de março na taxa prefixada. Na Caixa, foi de 2,02% a 2,24%; no Santander Real, de 3,17% a 3,38% ao mês; no Banco do Brasil (BB), de 2,32% para 2,47%; e, no Bradesco, de 4,53% para 4,69%. No Itaú Unibanco, embora tenha evoluído de 4,03% para 4%, chegou a 4,22% em 22 de fevereiro.

As taxas para aquisição de veículos subiram em cinco dos seis bancos analisados no período.

No CDC, as taxas avançaram em quatro: Bradesco, Santander, Caixa e HSBC.

Já no cheque especial, acusado de ser o vilão dos endividados, foi onde as taxas tiveram as menores elevações – caso de Bradesco, BB e HSBC – e chegaram a cair no Itaú Unibanco, no Santander e na Caixa.

Fonte: O Globo

Meirelles pode participar de sua última reunião do Copom

March 15th, 2010 No comments

SÃO PAULO – Presidente do Banco Central que mais tempo ficou no cargo – sete anos -, Henrique Meirelles poderá participar nesta semana de sua última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e dar início a um novo ciclo de alta na taxa básica de juros (Selic). Não bastasse o ingrediente político inédito – a possibilidade de saída do seu presidente para uma disputa eleitoral -, o encontro do Copom ocorre em meio à pressão do Ministério da Fazenda para manter a Selic em 8,75%.

Na Fazenda, as apostas são de que o BC vai aguardar para obter mais elementos sobre o aquecimento da economia. “O BC não baixou os juros em dezembro de 2008 (auge da crise) para ter uma ideia mais clara do quadro. Agora pode esperar mais um pouco”, disse uma fonte.

Nas últimas semanas, diante da alta recente da inflação e dos indicadores que mostram atividade econômica forte, o mercado financeiro tem consolidado as apostas de que a alta da Selic está próxima. Os analistas estão divididos entre os que preveem subida já na reunião desta semana e os que trabalham com início do ciclo em abril. No mercado futuro de juros, os preços indicam maior chance de alta dos juros nesta semana.

A equipe da Fazenda enxergou no Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre um fator a mais para justificar a manutenção dos juros. Segundo uma fonte, a alta de 4,3% do PIB nos três meses finais de 2009 sobre igual período de 2008 (o pior momento da crise) mostra expansão “moderada” da atividade.

Os técnicos também mencionam que a alta dos depósitos compulsórios (dinheiro que os bancos obrigatoriamente têm de deixar parado no BC), a elevação do superávit primário (economia para o pagamento de juros), o fim das desonerações tributárias e a alta dos juros no mercado futuro colocaram um freio na economia.

Mas o BC demonstra cada vez mais preocupação com o ritmo de crescimento do País – e tem preparado há meses o terreno para subir os juros, a fim de evitar um superaquecimento da economia. Os dados do varejo em janeiro, divulgados no mesmo dia em que saiu o PIB de 2009, reforçaram a preocupação da autoridade monetária.

As vendas subiram 2,7% em relação a dezembro de 2009, no melhor resultado da série histórica. A alta surpreendeu os analistas e também o governo. Para o BC, o varejo é entendido como a “cereja do bolo” de uma série de dados que mostram aceleração da atividade e pediriam juro mais alto para conter o risco de alta dos preços.

Entre os argumentos para o aperto monetário estão a criação de empregos formais e a expansão do crédito às famílias, fatores que elevam a demanda. O uso de 84% da capacidade das fábricas – o maior nível desde o agravamento da crise – pode indicar dificuldades de a indústria atender a essa demanda maior.

Fonte: Estadão

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