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Archive for the ‘Organização do Quadro Social’ Category

Sescoop investe na formação de conselheiros de cooperativas de crédito

May 16th, 2012 No comments

Grupo formado por 44 conselheiros fiscais e de administração integra a turma piloto do Formacred, curso de formação que compõe Programa Nacional de Educação do Crédito Cooperativo (Educred)

O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) inicia esta semana a execução do Programa Nacional de Educação do Crédito Cooperativo (Educred) com a realização do primeiro módulo do Curso de Formação de Conselheiros de Cooperativas de Crédito (Formacred). Concebido para atender a uma demanda do Conselho Especializado do Ramo Crédito da Organização das Cooperativas Brasileiras (Ceco/OCB), e do Banco Central do Brasil (BC), para que fossem desenvolvidos programas de capacitação e treinamento de dirigentes e empregados das cooperativas de crédito, o Formacred tem como objetivo oferecer formação de qualidade a conselheiros de Administração e Fiscal, contribuindo para o processo de desenvolvimento, profissionalização e aumento da competitividade desses empreendimentos frente ao sistema financeiro nacional. “Trata-se de uma oportunidade para ampliarmos nossas redes de relacionamento pessoal e profissional, e de criarmos condições para continuarmos contribuindo com o fortalecimento do cooperativismo brasileiro”, afirma o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.

A capacitação acontecerá entre nos dias 16 a 18 e 23 a 25 de maio, em Brasília (DF) e contará com a participação de 44 conselheiros – 22 fiscais e 22 de administração. O primeiro módulo, que trará uma abordagem comportamental, será dividido em dois blocos, cada um com carga horária de 24 horas. O primeiro acontece nesta semana e, o segundo, na próxima, e serão conduzidos pelo instrutor Inocêncio Oliveira. Segundo o gerente geral de Desenvolvimento de Cooperativas do Sescoop, Maurício Alves, “a participação dos alunos será imprescindível para validar esse programa de formação, que visa atender às demandas do ramo crédito e às expectativas apontadas pelo próprio Banco Central, de contínuo desenvolvimento e fortalecimento das cooperativas de crédito brasileiras”.

Conforme explica a gerente de Formação e Qualificação Profissional do Sescoop, Andréa Sayar, para a composição da turma piloto foram estabelecidos critérios com o objetivo de “garantir que esse laboratório propicie a reprodução da diversidade presente no ramo e, também, que as unidades estaduais fossem contempladas de forma igualitária”. De acordo com a gestora, os estados foram responsáveis pela indicação dos conselheiros, e o objetivo foi compor um grupo diversificado. “Solicitamos às unidades o cuidado de indicarem conselheiros pertencentes a cooperativas diferentes, para oportunizar que a formação alcance o maior número de entidades possível”, ressalta.

Os próximos módulos do Formacred já estão previstos e deverão ser realizados nos meses de junho, agosto, setembro e novembro de 2012. Ao final das 96 horas, os participantes serão certificados pelo Sescoop.

Fonte: OCB

Sicredi Alto Uruguai: referência em organização social

January 15th, 2012 No comments

Fundada em abril de 1981, em Rodeio Bonito (RS), por um grupo de vinte pequenos agricultores, a Sicredi Alto Uruguai é hoje uma cooperativa de livre admissão que conta com 44 mil associados e 25 unidades de atendimento nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A entidade tornou-se referência em termos de organização do quadro social após elevar de 26 para 213 os seus núcleos cooperativos, por meio dos quais os associados participam efetivamente do planejamento e das decisões da instituição.

Esse nível de organização foi conquistado a partir de conhecimentos assimilados nos programas Crescer e Pertencer, promovidos pela Fundação Sicredi de Educação e Cultura, com sede em Porto Alegre. Marcos Schwingel, gerente de Educação Cooperativa da Fundação, explica que a proposta desses programas é exatamente qualificar a participação dos associados na gestão e no desenvolvimento das cooperativas. “Ambos se completam. Dizemos que o Pertencer é a prática e o Crescer é a teoria. Tudo o que o participante estuda no Crescer, depois ele coloca em prática no Pertencer. O objetivo é garantir a competitividade das cooperativas de crédito no mercado financeiro, mas sem perder as características cooperativistas”, afirma o gerente. Segundo Schwingel, entre as intenções dos programas está a de incentivar os associados a utilizarem mais os produtos e serviços de sua cooperativa. “Se ele é dono de uma cooperativa, deve entender que quanto mais fizer uso dos produtos e serviços da entidade, maiores serão os resultados obtidos”, raciocina.

O presidente da Sicredi Alto Uruguai, Eugênio Poltronieri, confirma que o investimento em formação profissional é, de fato, um dos segredos do sucesso da cooperativa. “Investimos em capacitação pela própria necessidade de cumprir a filosofia cooperativista. Na nossa área de atuação, poucas instituições mantêm esse foco. A cooperativa possui, em sua missão, o papel de agregar renda e contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos associados e das comunidades em que está situada”, diz o cooperativista.

Marcos Schwingel acrescenta que, hoje, o sistema Sicredi está presente em onze estados brasileiros, e conta com quase dois milhões de associados. E que em todas as 120 cooperativas filiadas, a participação nos programas Crescer e Pertencer é uma exigência. “As nossas cooperativas colocaram nos seus estatutos, como condição de ingresso ou permanência no sistema, implantar esses dois programas”, comemora o gerente.

Fundação: 1981
Associados: 44 mil associados

Fonte: ano2012.coop.br

Educação Cooperativista: O Cooperativismo desconhecido

December 6th, 2011 2 comments

Por Mário José Konzen

Mário José Konzen é Vice-Presidente da Sicredi Pioneira RS

O segmento da economia onde estão inseridas as cooperativas é um dos que mais cresce no mundo e no Brasil. Este crescimento não é expresso por aumento de cooperativas e sim, por um aumento significativo de cooperados e uma gradativa compreensão de que essa forma de organização social proporciona efetivamente uma forma real de ganho de renda extra e também que se trata de um modelo de negócio sério. Podendo inclusive ser considerada uma das formas mais avançadas de organização da sociedade civil. Entretanto, esse crescimento pode estar, em alguns casos, sendo realizado de forma não sustentada,  o que pode gerar uma situação problemática para o sistema cooperativista brasileiro.

É verdade que as cooperativas estão investindo seriamente no preparo de seus dirigentes e colaboradores, o que é muitíssimo salutar para o sucesso econômico da instituição cooperativa. A falha, porém, ocorre no preparo dos associados.

As cooperativas ainda não se estruturaram adequadamente para prestar uma educação cooperativa que atenda as prerrogativas cooperativistas. Precisa-se encontrar a fórmula ideal para  operacionalizar este relacionamento, haja visto sua enorme importância no contexto da educação individualista/capitalista e neo-liberal e a contribuição e capacidade de modificação social que a educação cooperativa pode proporcionar no processo da educação/capacitação no nosso país. Todavia é essencial encontrarem-se atividades e intervenções de um processo de educação cooperativa e expelir as dificuldades e fatores impeditivos que de maneira geral ou concretamente impedem um dinâmico avanço nesta ordem.

Tem-se muito claro que de maneira geral, não há consciência do associado do seu verdadeiro papel na cooperativa e fica evidenciado que muitos não sabem identificar o que representa ser associado de uma cooperativa de crédito, por exemplo, muito menos especificar suas principais características. Há ainda a confusão do associado do que faz a cooperativa de crédito e os bancos comerciais. Está patente que o cooperativismo se faz insuficientemente presente na análise de diferenças entre as cooperativas de crédito e os bancos. Somente destacam as diferenças de tarifas, prestação de serviço, o bom atendimento e taxas de juros diferenciados. Em geral existe baixo grau de conhecimento de todas e das reais vantagens e desvantagens em ser associado de uma cooperativa de crédito. A Maioria, especialmente no início da associação, praticamente busca vantagens pessoais, sequer tem noção do fator da coletividade e cooperação. Ou quando o mesmo não é afetado com alguma particularidade, simplesmente acredita não existirem vantagens ou desvantagens na cooperativa.

As mesmas observações podem ser consideradas nas cooperativas agropecuárias, onde os associados muitas vezes não acreditam serem diferentes de “clientes”.

Cabe então aos que já puderam perceber e vivenciar o potencial presente na cooperação, quando pessoas se unem através de uma instituição jurídica, com todas as suas características, também ajudar a construir e contribuir para uma educação maior do cooperativismo. Aplicar a teoria de antepassados que diziam que “todos têm oportunidades para acender luzes”. Então, porque não fazê-lo em toda parte que andemos. Dizer e mostrar para as pessoas as oportunidades e benefícios quando se coopera. É claro que ninguém perderá quando o número aumenta, quando mais pessoas se juntam a nós. Mas com isso nós podemos acender uma luz para iluminar. Sem esquecer que “quem acende a luz é o primeiro a se beneficiar da claridade”.

Necessário se faz que os dirigentes de cooperativas brasileiras, além de vivenciar, valorizem e apliquem a educação cooperativa. Com uma adequada educação pode-se trazer ainda mais qualificação e participação e gerar um aumento de sentimento de pertencimento e de identidade com a sua cooperativa, alçando, com isso, uma maior fidelidade e confiança. O estudo e os processos educativos utilizados compreendem um resgate e uma construção de práticas solidárias pelos associados e sua gestão enquanto negócio coletivo. Então a educação cooperativista entra como ferramenta participativa na reestruturação de empreendimentos solidários como são as cooperativas, deixando fluir a relação entre cooperativa, associados, parceiros institucionais não governamentais e governamentais.

Por Mário José Konzen, Vice-Presidente da Sicredi Pioneira RS

Boas práticas que desafiam o cooperativismo de crédito brasileiro

September 10th, 2011 4 comments

O lugar que ocupamos é menos importante do que aquele para o qual nos dirigimos (Leon Tosltói)

Enio Meinen
Enio Meinen

Texto de Ênio Meinen*

Ninguém entre os atores do cooperativismo de crédito brasileiro tem dúvida de que o setor avançou consideravelmente nos anos mais recentes, aproveitando-se, como fator externo, das prerrogativas legais e regulamentares, e, internamente, do aperfeiçoamento da gestão.

Mas, considerando o propósito maior de figurarmos entre as instituições que “fazem diferença” ou “exercem real influência” no meio financeiro, há muito trabalho pela frente. O bom, no entanto, é que, além de conhecermos os nossos “gargalos” – que, no conjunto, ainda nos distanciam consideravelmente da base ideal de associados e do volume mínimo de negócios esperado -, sabemos que as soluções para um futuro melhor se situam exclusivamente em nossa “área de influência”. 

Neste artigo convido-os a refletirem sobre oito temas que se encontram no rol de nossos maiores desafios no macrocampo da gestão. Para facilitar o entendimento, ordenarei a abordagem de modo a evidenciar, em primeiro plano, o estado (ou o comportamento) ideal;  logo a seguir, as lacunas ainda existentes em relação a cada aspecto, e, por fim, apresentarei – sem a pretensão de esgotamento da lista de iniciativas – quatro possíveis medidas para aproximar (no sentido positivo) as duas perspectivas.

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1. Postura sistêmica

1.1 – O IDEAL: valer-se adequadamente dos benefícios do ganho de escala, da economia de escopo e da sinergia entre as diferentes entidades.

1.2 – O REAL: embora já possamos notar apreciável evolução nesse particular, com exemplos louváveis dentro de nosso movimento, ainda carecemos, no geral, de:

a) maior uniformização de políticas, produtos/serviços e processos, bem como de uma sintonia mais visível entre os líderes das diferentes entidades federadas (estamos, ainda, distantes da almejada “coalização sistêmica”);

b) uma efetiva redução do paralelismo e da sobreposição de estruturas e de ações em diversas áreas (singulares, centrais, confederações e bancos cooperativos);

c) um melhor aproveitamento das possibilidades de alocação corporativa de componentes organizacionais cujas atividades tenham repercussão sistêmica;

d) maior compromisso com soluções e projetos corporativos (negócios e retaguarda).

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2. Aglutinação entre cooperativas

2.1 – O IDEAL: aproveitar os benefícios do ganho de escala (limites operacionais, volumes x política de precificação, expansão da rede e do número de associados etc) e da racionalidade administrativa.

2.2 – O REAL: nos últimos três anos, tivemos cerca de 90 processos de união entre cooperativas dos diferentes sistemas, iniciativas juridicamente classificadas como incorporações. Mesmo reconhecendo que estamos mais atentos a essa oportunidade, podemos:

a) ser mais diligentes com o tema, iniciando (mediante coordenação das respectivas centrais) por um planejamento que, a partir do redesenho da área de atuação coberta pela central, preveja ações de curto, médio e longo prazos;

b) dar ênfase às cooperativas cujos quadros sociais tenham afinidade imediata, sejam complementares entre si (ex.: cooperativas com associados de perfil mais poupador unindo-se a cooperativas com cooperados mais demandadores de recursos) e\ou cujas áreas de atuação sejam coincidentes ou contínuas, induzindo o processo com vistas a um melhor aproveitamento das oportunidades de mercado;

c) ser mais arrojados na abordagem e na implementação de ações, de modo a impedir que cooperativas que estejam em situação confortável hoje se tornem inviáveis amanhã (as incorporações devem também ter caráter preventivo, não se prestando apenas como medidas reativas para salvar cooperativas com problemas).

  • Aqui vale uma ilustração, que bem denota a importância que se deve atribuir a essa iniciativa: há poucos dias estivemos visitando, em Giessen (cidade de 70.000 habitantes), na região central da Alemanha (Hessen), o banco cooperativo (volksbank) Mittelhessem, cujo dado mais representativo – e inédito – em sua história é o fato de ter passado por 200 (isso mesmo!) incorporações. Hoje é o terceiro maior banco cooperativo alemão – excluindo os dois bancos centrais -, e tem entre os seus beneficiários um em cada dois habitantes de sua área de atuação;

d) por iniciativa das respectivas confederações, inserir as cooperativas centrais na pauta de discussões, pois as aglutinações nesse âmbito, além de convenientes e próprias para “servir de exemplo”, já se  constituem necessárias em muitos casos.

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3. Estrutura patrimonial

3.1 – O IDEAL: manter, em todos os níveis da estrutura sistêmica, patrimônio adequado para os investimentos, as operações (limites) e o suporte aos riscos de crédito, mercado\liquidez, operacionais e outros (Basileia).

3.2 – O REAL: a situação chega a ser de relativo conforto em um número razoável de cooperativas singulares que adotam soluções criativas para angariar capital e ampliar reservas, ou que definem regras para capitalização contínua. Entretanto, na grande maioria das cooperativas, especialmente ao se considerar o volume de negócios que podem (ou devem) ainda alcançar, a estrutura de capital mostra-se acanhada. Também em grande parte das centrais, confederações e nos bancos cooperativos, tendo em vista a alavancagem mais aguda e o elevado nível de investimentos de sua responsabilidade, não há sobra de patrimônio. O quadro, no geral, indica que devemos:

a) adotar política corporativa de gestão de capital, aproveitando  a indução do ambiente normativo representado pela Resolução CMN 3.988, de 30-6-11, e também por conta de Basileia III, como medida preventiva, estruturada e permanente para fortalecer o patrimônio operacional em todos os níveis sistêmicos;

b) aproveitar os recursos externos oferecidos para financiar a subscrição e integralização de novas quotas-partes de capital nas cooperativas singulares (ex.: Procapcred e recursos próprios geridos pelos bancos cooperativos);

c) buscar parcerias com entidades/organismos externos para atrair capital novo para os bancos cooperativos, a ser empregado no desenvolvimento de projetos de interesse comum;

d) insistir nas ações mais elementares, traduzidas por campanhas de capitalização e por retenções mais expressivas de sobras (densificação dos fundos de reservas e de contingências), além de  ampliar o intercâmbio (entre as entidades de todos os níveis), inclusive intersistêmico, para observar boas práticas de atração de capital.

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4. Ampliação da base de associados

4.1 – O IDEAL: aproveitar satisfatoriamente o potencial associativo (redução do “gap” entre associados possíveis x associados efetivos), paralelamente à “recuperação” de associados inativos ou semiativos.  

4.2 – O REAL: é ainda vastíssimo o universo de associados a serem conquistados pelas cooperativas, sejam elas segmentadas, “semiabertas” ou de livre admissão, independente do território por elas ocupado. Em muitos casos, aliás, esse distanciamento nem é percebido, pois inexiste até mesmo a noção sobre o universo possível de novos entrantes. Além (e antes) disso, nota-se desatenção com o universo de associados inativos ou pouco participativos na vida da cooperativa. Para melhorar o posicionamento neste particular, as cooperativas (com o apoio de suas respectivas centrais), podem:

a) como primeira providência, paralelamente a uma abordagem dedicada ao contingente de associados já existente (sejam eles “parcialmente” ativos ou inativos, visando a expandir o relacionamento negocial),  promover um levantamento do mercado potencial de novos cooperados, ampliando a rede de atendimento sempre que necessário (sabe-se que há um número representativo de comunidades não assistidas, embora as localidades figurem das áreas de atuação estatutárias. Isso implica uma “reserva de mercado” improdutiva e nociva aos interesses sistêmicos);

b) definir estratégias de abordagem dos possíveis/potenciais entrantes, com atenção especial ao público mais jovem e à população (pessoas físicas e jurídicas) dos  médios e grandes centros urbanos, onde o grau de penetração é irrisório (aqui entra o diálogo com lideranças do grupo potencial; divulgação da cooperativa na mídia local/regional; participação mais ativa em eventos da comunidade ou dos grupos de interesse etc).

  • Ainda sobre os aglomerados urbanos, um dado interessante, que bem demonstra o nosso descompasso em relação ao mercado: enquanto os empréstimos dos bancos nessas áreas representam 75% do total da carteira, os das cooperativas atingem meros 25% (já nas comunidades interioranas, onde somos mais efetivos, a relação se inverte);

c) estabelecer metas (diárias, semanais, quinzenais, mensais…) de “recuperação” e de conquista de (novos) associados, por ponto de atendimento;

d) aglutinar-se (sob a coordenação das respectivas centrais), pois o aumento dos limites operacionais (patrimônio de referência mais substantivo), a ampliação da rede de atendimento, a diluição do custo administrativo etc, constituem estímulos importantes para a atração de associados.

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5. Oferta de produtos e serviços ecléticos e competitivos

5.1 – O IDEAL: dispor de (e explorar) amplo portfólio de soluções negociais no interesse do associado (com custo atraente, qualidade e comodidade de acesso), restringindo os apelos à infidelidade.

5.2 – O REAL: embora já seja razoável a quantidade de produtos e serviços à disposição das cooperativas (especialmente quanto às soluções bancárias clássicas), há considerável espaço para aperfeiçoamentos, tanto na adequada exploração do portfólio, quanto no seu incremento. Para tanto, podemos/devemos:

a) dar o exemplo, no âmbito dos conselheiros, dirigentes, executivos e colaboradores quanto ao uso efetivo dos produtos e serviços oferecidos pela própria cooperativa, descontinuando o relacionamento com outras instituições financeiras (o cartão de crédito é sempre um bom exemplo!);

b) intensificar a oferta aos associados e, conforme o caso, a terceiros, dos produtos e serviços já disponíveis;

c) dar ênfase a produtos e serviços como cartões, seguros, cobrança, arrecadações, consórcios, previdência privada, intermediação de quotas de fundos de investimento, captação de poupança rural e originação de crédito consignado;

d) promover diligências (cobrando e participando) para que as soluções corporativas/sistêmicas sejam mais efetivas, tanto na rapidez da entrega, quanto na adequabilidade e na competitividade (qualidade, custo e comodidade).

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6. Governança

6.1 – O IDEAL: dispor de uma gestão legitimada, participativa e profissional, combinando soluções que considerem a defesa dos interesses dos associados e respeitem os padrões técnicos de mercado.

6.2 – O REAL: aqui também é correto afirmar que, mais recentemente, especialmente por movimentos de indução do Banco Central do Brasil e como resultado da evolução conceitual e técnica dos dirigentes, boa parte das cooperativas vêm apresentando bons exemplos de governabilidade. Contudo, mesmo nessas entidades mais avançadas, e muito mais nas outras, há oportunidades para aprimoramentos, destacando-se:

a) a necessidade de revisitação da política e das práticas de representatividade do quadro social (todos os grupos homogêneos\afins devem sentir-se parte da cooperativa);

b) o empenho para o aperfeiçoamento estratégico e técnico dos dirigentes (a participação em eventos de capacitação, especialmente os promovidos pelas entidades de segundo e terceiro níveis do sistema associado), e  também para uma dedicação mais substantiva (tempo de expediente) aos interesses da cooperativa\do quadro social;

c) a criação de meios/canais apropriados para atrair o interesse e a participação dos associados (processos de nucleação; reuniões locais, pré-assembleias etc);

d) a busca por uma maior fidelidade aos modelos de governança definidos sistemicamente e apoiados pelo Banco Central.

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7. Gestão de pessoas

 7.1 – O IDEAL: instituir políticas de gestão de pessoas que permitam atrair e reter bons profissionais.

 7.2 – O REAL: talvez aqui residam as nossas maiores deficiências, considerando o conjunto do cooperativismo de crédito (reconhecidas, com louvor, as exceções pontuais). As razões possivelmente concentram-se na forma como alguns dirigentes ainda veem as cooperativas, não as reconhecendo como verdadeiras empresas, que atuam em um mercado complexo e altamente competitivo. Por isso, é recomendável que estejamos atentos às práticas virtuosas (e vitoriosas), que passam essencialmente:

a) pela aplicação das soluções sistêmicas, pois concebidas por profissionais preparados e conhecedores do segmento, amplamente debatidas com os representantes das cooperativas (via centrais);

b) pelo nivelamento das remunerações com o mercado (incluindo premiação por produtividade e benefícios), respeitando a proporcionalidade (tamanho) e a condição  econômico-financeira de cada entidade;

c) pela concessão de incentivos de longo prazo (ex.: previdência privada patrocinada), e pelo reconhecimento, nas movimentações, do mérito individual, como estímulos à fidelidade\à permanência nas nossas entidades\empresas;

d) pela contratação (e retenção) apenas de pessoas de “bem com a vida”!

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.8. Preparação da força de trabalho

8.1 – O IDEAL: preparar intensivamente os quadros técnicos no viés comercial, sem descuidar da perspectiva dos controles.

 8.2 – O REAL: o nosso “faro” e a nossa “pegada” para os negócios estão muito aquém do desejado. Somos, no geral, mal preparados e pouco arrojados nesse particular (não gostamos de nos colocar do “balcão” para fora). De outro lado, é perceptível uma maior preocupação e um maior envolvimento com os controles (justificável diante de problemas já vividos pelo setor), o que não deixa de ser uma postura correta. Só que precisamos equilibrar forças, pois sem negócios a atuação na retaguarda perde em significado. Daí que devemos avançar – e aceleradamente -, iniciando, por exemplo:

a) pela definição de prioridades de capacitação (do > para o < impacto em negócios e riscos), após diagnóstico sobre o estágio atual (planejamento do processo de capacitação);

b) pela aplicação dos conteúdos e das metodologias de capacitação sistêmicos (muitas vezes nem mesmo conhecemos os nossos produtos e serviços, pois não nos dispomos a ler os manuais e regulamentos pertinentes);

c) pelo envolvimento efetivo/intensivo das equipes alocadas nas entidades de segundo nível e nas empresas corporativas na preparação da força de vendas (campo dos negócios);

d) pela associação da capacitação (visando ao domínio sobre os produtos e serviços – incluindo a sua repercussão no resultado, bem sobre as técnicas de vendas a serem empregadas em sua oferta aos associados e terceiros) a um plano arrojado de metas (por  produto e serviço disponíveis na cooperativa, subdividido por ponto de atendimento).

As ações e os comportamentos aqui recomendados certamente não esgotam as soluções a nos conduzirem para o mundo ideal. Contudo, se aplicados em sua essência, certamente farão diminuir a amplitude de nossas dificuldades atuais, contribuindo, assim, para que encurtemos o caminho que nos separa dos almejados dois dígitos de participação no mercado. E diante do DEVER, SABER e do PODER (as soluções são de nosso domínio e de nossa responsabilidade), precisamos, fundamentalmente, de ATITUDES, sem muita demora!

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* Ênio Meinen é advogado, diretor operacional do Bancoob e autor de várias obras sobre cooperativismo de crédito.

Balanço Social Cooperativo, uma ferramenta de gestão

August 18th, 2011 No comments

Em seu informativo eletrônico de Maio/2011 da ACI Américas consta uma interessante matéria sobre “Balanço Social Cooperativo: uma ferramenta eficaz para as cooperativas do século XXI“.

Segundo a publicação, o Balanço Social Cooperativo (BSCoop) permite que as cooperativas façam a gestão de seus objetivos sociais com igual grau de profissionalismo que o fazem com suas metas econômicas.

O Balanço Social é uma ferramenta de gestão sócio-econômica que facilita às cooperativas medir-se e prestar contas aos associados e outros grupos de interesse, sobre a aplicação dos valores e princípios cooperativos.

É no Balanço Social que se demonstra o que se denomina de “diferença cooperativa”, o que nos distingue de qualquer outro tipo de entidade e nos identifica como cooperativas.

O Balanço Social é mais completo do que um Balanço Contábil. Existem uma infinidade de atividades de uma cooperativa que não estão ponderadas na contabilidade tradicional e que aparecem no Balanço Social Cooperativo, especialmente no conceito do “valor agregado cooperativo”.

O valor agregado cooperativo pode ser visto de 2 formas: a) o valor agregado visível, cujos números podem ser vistos na contabilidade tradicional, e b) o valor agregado invisível, que não surge da contabilidade tradicional e sim de uma análise mais profunda, pormenorizada dos benefícios que recebem os associados através da economia sentida em seu bolso através de atividades com menor custo do que no mercado.

A comparação com um Iceberg

A matéria traz a reflexão de que o Balanço Social Cooperativo poderia ser a forma de melhorarmos a visibilidade do cooperativismo em nível mundial. Nos treinamentos realizados pela ACI Américas as cooperativas são comparadas com um iceberg, uma montanha de gelo, e tal como se observa nos icebergs no mar, a única parte que pode ser vista é a ponta desta montanha, mas que está sustentada por uma grande massa de gelo. No caso das cooperativas ocorre o mesmo, as vezes só se vê a ponta do iceberg, mas existem uma infinidade de ações, de pessoas, que estão fazendo uma gestão cooperativa em benefício do associado.

O Balanço Social Cooperativo nos permite visualizar como é feita a gestão das entidades cooperativas, como elas cumprem os princípios cooperativos, visualizar o invisível da gestão.

Fonte: ACI Américas – Integração Cooperativa – Número 3 – Maio/2011

Encontro de Jovens Líderes Cooperativistas Gaúchos

August 2nd, 2011 No comments

O Sistema OCERGS/Sescoop RS irá realizar no dia 08/08/2011 um encontro com jovens líderes cooperativistas. O encontro tem o objetivo de desenvolver a consciência dos jovens cooperativistas, motivando e preparando para que se tornem associados e dirigentes de cooperativas, transformando desafios em oportunidades.

Local: Centro de Formação Profissional Cooperativista (Av. Berlim, 409 – Bairro São Geraldo, Porto Alegre)
Horário: das 9h30 às 18h50

Programação

  • 9h30 – Abertura oficial
  • 9h45 – Apresentação da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo – Escoop, com o coordenador técnico Derli Schmidt
  • 10h – Palestra “Atualidades do Cooperativismo”, com o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius
  • 10h30 – Apresentação da Cooperativa Coopeeb, com o presidente Valdir Feller
  • 10h50 – Apresentação da Cooperativa Coeducars, com o presidente Ricardo Lermen
  • 11h10 – Apresentação da Cooperativa Cooebompa, com o professor Everaldo Marini e o presidente Nicolas Bratz
  • 11h40 – Apresentação da Cooperativa Certaja – Sementes do Cooperativismo, com a pedagoga Simone França
  • 12h – Almoço
  • 12h45 – Momento lúdico
  • 13h30 – Apresentação da peça teatral vencedora do concurso promovido pela Cooperativa Certaja no projeto Sementes do Cooperativismo
  • 14h10 – Elaboração do documento do Encontro de Jovens Líderes Cooperativistas Gaúchos, com sugestões para 2012.
  • 14h30 – Entrega de certificados e avaliação do evento
  • 15h – Passeio por Porto Alegre
  • 18h – Retorno aos Municípios de origem (Nova Petrópolis, Taquari e São José do Hortêncio

Mais informações:
Ubiracy Barbosa Ávila, assessora de formação cooperativista do Sescoop/RS
(51) 3323 – 0051 ou ubiracy-avila@sescooprs.coop.br

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Cooperativismo tem sua primeira faculdade credenciada pelo MEC

July 26th, 2011 No comments

O Diário Oficial da União trouxe publicada no dia 20/7 a autorização de funcionamento da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo (Escoop), situada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul

O cooperativismo brasileiro dá um novo passo na construção de uma gestão mais profissionalizada, a partir do investimento no processo de governança das organizações cooperativas” afirmou o presidente do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo, Márcio Lopes de Freitas, por ocasião da publicação da portaria que finalizou o processo de credenciamento da primeira faculdade cooperativista do Sistema S brasileiro – a Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo (Escoop).

Idealizada pela unidade gaúcha do Sescoop (Sescoop/RS), a Escoop pretende formar gestores de cooperativas. Segundo Freitas, a iniciativa vem fortalecer as ações de capacitação já realizadas pela instituição, inclusive no próprio estado. “O credenciamento da Escoop, agora com parecer favorável do MEC, mostra que estamos no caminho certo. E mais, vem compor uma estratégia de fomento à formação de lideranças cooperativistas, fator determinante para o desenvolvimento e a consolidação do cooperativismo brasileiro”, afirmou o presidente.

O presidente do Sescoop/RS, Vergilio Perius, comemora o credenciamento da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo, que representa, segundo ele, a aprovação pelo Ministério da Educação do maior e melhor projeto da instituição. “Preparar recursos humanos para gestão cooperativa é um desafio do cooperativismo brasileiro. Os investimentos que serão feitos nessa área com certeza serão triplicados no desenvolvimento maior das cooperativas”, ressaltou.

A sede da Escoop é o Centro de Formação Profissional Cooperativista do Sescoop/RS, localizado em Porto Alegre. Trata-se de uma estrutura com salas de aula, biblioteca, auditório, sala de informática, estacionamento e espaço de conveniência. O local está disponível às cooperativas para capacitações e cursos de pós-graduação realizados pelo Sescoop/RS em parceria com universidades desde 2009, quando foi inaugurado. A portaria que oficialmente credencia o funcionamento da instituição é a nº 994, de 19/7/2011, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (20/7).

Com informações: Ocergs-Sescoop/RS

Fundação da Casa Cooperativa marca a história de Nova Petrópolis

July 17th, 2011 No comments

Mais de 300 pessoas prestigiaram o evento, que contou com a participação especial de Ramon Imperial Zuñiga, maior liderança cooperativa das Américas

O dia 15 de julho foi histórico para Nova Petrópolis. Enaltecendo ainda mais o título de capital nacional do cooperativismo, reconhecido em nível nacional desde janeiro de 2010, o município fundou, oficialmente, a primeira Casa Cooperativa do país. Diversas lideranças cooperativas se fizeram presentes na assembleia de fundação, ocorrida no plenarinho da Acinp, e na posse da diretoria, ocorrida no auditório do Centro de Eventos. A noite finalizou com a palestra magna “Cooperativismo nas Américas”, ministrada pelo presidente da Aliança Cooperativa Internacional das Américas, maior órgão cooperativo do continente, Ramon Imperial Zuñiga.

Gilberto Kny, Raul Colombetti e Márcio Port

A entidade, que já vinha realizando diversas ações desde março do ano passado, tem à frente da sua presidência Márcio Port, presidente da Sicredi Pioneira RS; e da sua vice-presidência Gilberto Kny, presidente da cooperativa Piá. Uma delegação de argentinos da cidade-irmã de Nova Petrópolis, Sunchales, também acompanhou o evento. A capital argentina do cooperativismo foi uma das principais incentivadoras deste momento através de Raul Colombetti, Presidente da Casa Cooperativa de Sunchales/ARG.

À tarde, durante a assembleia de fundação, o coordenador do conselho executivo da Casa Cooperativa, Daniel Hillebrand, propôs que se iniciassem as atividades com um ato simbólico cooperativo: que cada um desse ao menos um abraço em alguém. Após, relembrou como as reuniões da Casa iniciaram, com o intuito de ostentar o título de capital nacional do cooperativismo. Hillebrand também citou a cidade-irmã de Nova Petrópolis, Sunchales, e o saudoso presidente Édio Spier, que possibilitaram que tudo isso acontecesse.

Após, o presidente Márcio Port leu a todos os presentes o estatuto da Casa Cooperativa. Os principais objetivos da associação são:

  1. divulgar o título de Capital Nacional do Cooperativismo
  2. promover a educação e a cultura do cooperativismo
  3. incentivar a criação e desenvolvimento de cooperativas e associações, através da articulação de redes de cooperação
  4. estimular o desenvolvimento de lideranças.

Os associados podem ser pessoas físicas ou jurídicas, brasileiras ou estrangeiras; que tenham o princípio de valorizar o cooperativismo e o associativismo. A assembleia geral da Casa será anual e a diretoria, juntamente com seus conselhos fiscal e executivo, terá um mandato de três anos. Os recursos serão captados via doações, promoções, subvenções e auxílios público e privado.

Nikolas Bratz e Mateus Boone, da Cooebompa

Os presentes prestigiaram, também, a apresentação da cooperativa escolar da escola Bom Pastor (Cooebompa), um dos maiores legados apoiados pela Casa Cooperativa. A apresentação foi ministrada pelo presidente, Nikolas Bratz, e pelo vice-presidente, Mateus Boone. Os jovens falaram sobre a história da cooperativa escolar, que surgiu com o estímulo do diretor Adriano Fiorini e do professor Everaldo Marini, após voltarem de uma viagem técnica a Sunchales, em agosto do ano passado. Depois, os alunos passaram a estudar o projeto de constituição da cooperativa e, em novembro do ano passado, ela foi constituída oficialmente. Os associados diretores da cooperativa escolar realizaram um curso de 40 horas sobre cooperativismo e formaram-se na quinta-feira, 14. A formatura contou com a presença do presidente da Ocergs, Vergílio Périus, e do presidente da ACI Américas, Ramon Imperial. “Tudo que aprendemos na cooperativa escolar são ensinamentos aplicados não somente na escola, mas também na nossa vida. Passamos a levar a sério os sete princípios do cooperativismo e tenho certeza que todos somos muito mais solidários e pensamos no bem coletivo e não no individual. O cooperativismo mudou nossas vidas”, salienta o presidente Nikolas

Posse da diretoria

Evento de Posse da Diretoria da Casa Cooperativa

À noite, o evento iniciou com a posse da diretoria, conselho fiscal e conselho executivo da Casa Cooperativa. Compuseram a mesa oficial do evento o presidente da ACI Américas, Ramon Imperial Zuñiga; presidente da Casa Cooperativa de Nova Petrópolis, Márcio Port; vice-presidente da Casa Cooperativa de Nova Petrópolis, Gilberto Kny; presidente da Casa Cooperativa de Sunchales, Raul Colombetti; prefeito em exercício de Nova Petrópolis, Ricardo Lawrenz; prefeito de Sunchales, Oscar Trinchieri; deputado federal Pepe Vargas e diretor do departamento de cooperativismo do governo do estado, Gervásio Plucinski, representando o governador Tarso Genro.

Após a posse da diretoria e dos conselhos, a Casa Cooperativa homenageou um membro benemérito, o qual será sempre escolhido anualmente. Este ano, Raul Colombetti foi escolhido, por ser um dos principais incentivadores deste momento e também da irmandade com Nova Petrópolis, promovendo o cooperativismo com paixão pela ideia.

A vice-presidente da Câmara de Vereadores de Sunchales, Laura Balbuino, leu uma homenagem do poder legislativo da cidade argentina à Casa Cooperativa. Após, o prefeito de Sunchales, Oscar Trinchieri, mostrou-se entusiasmado com este grande momento para o cooperativismo do país, protagonizado por Nova Petrópolis. “Sempre me sinto em casa quando estou aqui. Tenho certeza que Sunchales e Nova Petrópolis vão continuar se desenvolvendo ainda mais no cooperativismo, sempre uma podendo contar com a outra”, salienta.

Continuando as homenagens, o criador da lei municipal que tornou Nova Petrópolis capital do cooperativismo, Jorge Luiz Lüdke, recebeu uma lembrança. “Ofereço essa homenagem a Édio Spier, que foi o precursor desse momento tão especial para Nova Petrópolis”, diz Lüdke. Após, o deputado federal Pepe Vargas também recebeu uma lembrança, por ter auxiliado o município a conquistar este título em nível federal. “Agradeço e parabenizo a todos os homens e mulheres novapetropolitanos que fazem do cooperativismo uma realidade que representa oportunidades econômicas e sociais para milhares de pessoas, tornando as sociedades mais democráticas”, diz Vargas.

O prefeito em exercício de Nova Petrópolis, Ricardo Lawrenz, mostrou-se emocionado com este evento que aconteceu na cidade. “Espero que ainda mais cooperativas possam surgir em Nova Petrópolis e que todos possam perceber o quanto este sistema é ascendente, que contribui para o desenvolvimento da comunidade”, diz.

Mexicano Ramón Imperial Zuñiga, Presidente da Aliança Cooperativa Internacional para as Américas

Um dos momentos mais esperados da noite foi também um dos mais emocionantes. Ramon Imperial Zuñiga mostrou aos presentes o desenvolvimento do cooperativismo no continente americano. Zuñiga ressaltou que o cooperativismo tem um grande desafio, que é o de mobilizar cada vez mais pessoas, para que todos possam saber os princípios desta filosofia e serem cidadãos mais solidários. Além disso, as entidades precisam ter equilíbrio, gerando uma boa competitividade com as demais empresas e, ao mesmo tempo, garantindo um desenvolvimento cooperativo com sucesso, pensando sempre no coletivo. “Numa cooperativa o mais importante são os seres humanos, acima de quaisquer outros detalhes. Porém é importante manter o equilíbrio entre o desenvolvimento empresarial e os próprios associados”, diz.

Conforme Zuñiga, a cooperativa tem o diferencial por ser uma empresa social que gera benefícios para todos os participantes. Um dos aspectos mais importantes do cooperativismo, para o presidente da ACI Américas, é a educação. “É muito importante aplicar de maneira permanente programas de educação e formação cooperativa. Os princípios cooperativistas só conquistam as pessoas com a educação. Por isso fico muito feliz com projetos como os das cooperativas escolares, que são constantes em Sunchales e que estão mexendo com o coração dos alunos de Nova Petrópolis. Isso é cultivar a semente do cooperativismo na mente das pessoas”, diz. Zuñiga finalizou sua apresentação falando sobre a Aliança Cooperativa Internacional, explanando suas principais ações e objetivos, relembrando a todos que 2012 será o ano do cooperativismo, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Temos que aproveitar esse momento para fomentar ainda mais o cooperativismo, organizando ações para isso”, diz.

Ao final, Ramon Imperial Zuñiga, aplaudido de pé, recebeu uma lembrança do coordenador do conselho fiscal, Adriano Fiorini. Márcio Port, Raul Colombetti, Gilberto Kny e Gervásio Plucinski descerraram uma placa que comemorou a vinda de Zuñiga ao Brasil. Em breve esta placa será afixada junto ao monumento ao cooperativismo de Nova Petrópolis.

As entidades fundadoras da Casa Cooperativa são: Associação Amstad, Acinp, Ahica, Construcia, Combosul, Piá, Sicredi Pioneira RS, Escola Bom Pastor, Facenp e Prefeitura de Nova Petrópolis.

Diretoria da Casa Cooperativa de Nova Petrópolis:

Diretoria e Conselhos da Casa Cooperativa de Nova Petrópolis
  • Presidente: Márcio Port – Sicredi Pioneira RS
  • Vice-Presidente: Gilberto Kny – Piá
  • Secretário: Daniel Jardim – Construcia
  • 2º Secretário: Luiz Irineu Schenkel – Prefeitura
  • Tesoureiro: Elói Wissmann – Associação Amstad
  • 2º Tesoureiro: Célia Weber – Ahica

Conselho Fiscal

  • coordenador: Adriano Antônio Fiorini – Bom Pastor
  • titular: Mário José Konzen – Sicredi Pioneira RS
  • titular: Bodo H. Z. Zimmermann – Acinp
  • suplente: João Luiz Mallmann – Associação Amstad
  • suplente: Edison E. Rother – Cobomsul
  • suplente: José Daniel Tavares – Facenp

Conselho Executivo

  • Adriane Collet – Construcia
  • Anneliese Seibt Altreider – Acinp
  • Clóvis Tomé Weber – Associação Amstad
  • Carlos Daniel Baioto – Facenp
  • Daniel José Hillebrand - Sicredi Pioneira RS
  • Fabiane Sehnem – Piá
  • Magdalena Hillebrand – Prefeitura
  • Nilva Nair Feix – Associação Amstad
  • Rejane Luisa Wolmeister – Ahica
  • Everaldo Marini – Bom Pastor

Sobre Ramon Imperial Zuñiga:

O mexicano Ramon Imperial Zuñiga, 53 anos, foi eleito presidente da ACI Americas em 2008 e reeleito em 2010. É também o Diretor Geral da Caja Popular Mexicana, a maior cooperativa de crédito da America Latina, que conta atualmente com cerca de 2 milhões de associados.

Fonte: Casa Cooperativa de Nova Petrópolis

Sicoob Paraná dá início a Gincana Sustentável 2011

May 8th, 2011 No comments

Uma gincana que integra colaboradores em projetos voluntários, buscando o benefício da comunidade. Assim configura-se a Gincana Sustentável, promovida pelo Instituto Sicoob Paraná e que integra as cooperativas singulares do Estado.

A segunda edição da gincana teve início no mês de abril e segue, durante todo ano de 2011. Funcionários, diretores e cooperados do Sicoob estarão mobilizados em campanhas beneficentes, como a arrecadação de donativos, cursos de capacitação, ações de acessibilidade, de conscientização e preservação do meio ambiente, auxílio a projetos sociais locais, entre outros. A programação proposta pelo Instituto contempla 10 projetos e um cronograma com duração de sete meses para elaboração das ações e execução das mesmas.

A presidente do Instituto Sicoob, também presidente do Sicoob Credioeste (que contempla postos de atendimento em Foz do Iguaçu e São Miguel do Iguaçu), Manuele Fritzen, destaca que o propósito da gincana dá ênfase ao sétimo princípio do cooperativismo, o interesse pela comunidade.

Além de promover ações para o desenvolvimento local, a gincana é uma forma de integração entre os colaboradores das 19 singulares Sicoob do Estado, que estarão reunidos no mês de novembro, para o VI Encontro de Colaboradores, evento que marca o fim da gincana. Nesta data, as singulares que realizaram os 10 projetos propostos, dentro do prazo e determinações do edital, receberão o selo “Cooperativa Amiga da Comunidade”.

Fonte: Sicoob Central PR

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Programa A União Faz a Vida estreia página no Facebook

April 28th, 2011 No comments

O espaço servirá para a troca de informações e referenciais pedagógicos entre os assessores e educadores participantes do Programa.

O dia 28 de abril, em que se comemora o Dia da Educação, foi escolhido para o lançamento da página do Programa A União Faz a Vida no Facebook. Trata-se da principal iniciativa de Responsabilidade Social do Sicredi, desenvolvido pelas cooperativas com o apoio técnico da Fundação Sicredi. Promove a educação cooperativa de crianças e adolescentes e está presente em 1,2 mil escolas no País, atendendo a mais de 179 mil alunos em 144 municípios.

A página do Programa (www.facebook.com/auniaofazavida) no Facebook foi concebida, principalmente, como um canal de comunicação entre os 14,5 mil educadores, assessores pedagógicos e as instituições de ensino envolvidas. Será possível a troca de informações de realizações do Programa, metodologias aplicadas e o compartilhamento de referenciais pedagógicos e material de apoio por meio da postagem de links, vídeos, textos e outros recursos.

A iniciativa também tem como objetivo dar maior visibilidade ao Programa, que completou 15 anos em 2010 e visa construir e vivenciar atitudes e valores de cooperação e cidadania, por meio de práticas de educação cooperativa, contribuindo para a educação integral de crianças e adolescentes, em âmbito nacional. A cooperação está presente em todas as etapas. A implantação nas escolas só é possível com a união da cooperativa, da comunidade escolar e de parceiros para a realização de ações e projetos voltados à educação.

A formação continuada dos educadores é realizada por meio de encontros orientados pelas assessorias pedagógicas, e intensificadas, no universo educacional do município, com as práticas de cooperação e cidadania. A continuidade do Programa A União Faz a Vida se dá pela realização de projetos coletivos desenvolvidos pela rede de cooperação.

Fonte: Sicredi

AGO: Representação por delegados para qualificar a participação dos associados

April 5th, 2011 No comments

A Revista Sicoob do mês de Março/2011 aborda o tema “Representação Legal”, abordando o voto delegado. Segue abaixo a matéria na íntegra.

Com o crescimento do segmento de crédito cooperativo brasileiro, a abordagem do tema “representação por delegados” apresenta-se bastante oportuna.

A Lei 5.764/71 faculta às cooperativas singulares, com número de associados superior a 3.000, estabelecer que os sócios sejam representados nas assembleias por delegados, sendo também permitido o seu estabelecimento em cooperativas com quadro social inferior a 3.000 associados, desde que haja cooperados residindo a mais de 50 quilômetros da sede.

Dada a vinculação inarredável entre o tema deste artigo e as boas práticas de governança corporativa, é importante relembrarmos a sempre valiosa cartilha “Governança Cooperativa – Diretrizes e mecanismos para fortalecimento da governança em cooperativas de crédito”, de autoria de técnicos do Banco Central do Brasil (Bacen).

O Capítulo 9 “Diretrizes para boas práticas de governança em cooperativas de crédito”, de autoria de Luiz Edson Feltrim, Gilson Marcos Balliana e Elvira Cruvinel Ferreira Ventura, prevê que é desejável a utilização do regime de representação por delegados em cooperativas com grande número de associados ou onde haja baixa representatividade ou pouca participação efetiva dos associados nas Assembleias Gerais. (Seção 1 – Representatividade e participação – Assembleia Geral)

Os delegados são eleitos por grupos formados por igual número de associados, preservando, assim, o princípio básico do sistema cooperativo traduzido na expressão “um associado, um voto”. Os delegados devem necessariamente ser associados da respectiva cooperativa, no gozo de seus direitos sociais, não podendo, contudo, exercer cargo eletivo na sociedade. O estatuto determinará o número de delegados, a época e a forma de sua escolha e o tempo de duração da delegação.

Não obstante tratar-se de uma faculdade, a sua instituição representa, acima de tudo, uma medida cuja razoabilidade é indiscutível, “seja em função do aspecto geográfico ou do tamanho do quadro social, seja como forma de se obter uma maior representatividade do quadro social nas assembleias.”

Quanto ao aspecto geográfico, sabe-se que a distância entre a sede da cooperativa e a residência do associado pode representar um elemento dificultador à sua participação na assembleia.

Relativamente ao quadro social das cooperativas, tem sido notório o seu crescimento, para o que contribuem fortemente a transformação em cooperativa de livre admissão de associados, bem como os próprios processos de fusão e incorporação. Por sua vez, a ampliação do quadro social pode levar ao aumento do número de associados presentes nas assembleias gerais. Se, por um lado, é muito importante a participação do associado na vida da sua cooperativa, por outro, um volume muito grande de presentes nas assembleias pode dificultar a sua organização e a sua própria condução.

Analisando, agora, sob um terceiro ângulo, ainda ocorrem assembleias cuja participação dos associados é bem pequena. Nessa hipótese, a instituição dos delegados pode ser a via para se obter uma maior representatividade do quadro social (ainda que indiretamente, mais associados estarão participando das assembleias). A análise dos pontos acima conduz-nos a uma reflexão madura sobre a importância da representação por delegados nas assembleias das cooperativas singulares como medida de sustentação empresarial fundamentada na racionalização da gestão.

Matéria de Maria Rachel Ribeiro de Oliveira Barbosa
Consultora Jurídica do Sicoob Central Crediminas

O Cooperativismo como fator de inclusão social

November 30th, 2010 1 comment
José Odelso Schneider

As Cooperativas são importantes instâncias de inclusão social nas comunidades e regiões em que atuam. Apesar disto, não é possível utilizar-se do cooperativismo como meio de inclusão social sem que seja conhecida sua filosofia e seu funcionamento.

As cooperativas não possuem um condão mágico para solucionar os problemas sociais, mas sem dúvida são norteadas por princípios e valores que possibilitam o seu funcionamento, movimento este baseado em solidariedade. Por isto o cooperativismo tem um apreço tão grande por um dos seus princípios mais importantes, conhecido mundialmente como “regra de ouro” que é a educação, pois é este princípio que nos proporciona conhecer os demais, bem como os valores cooperativos. Quanto mais ele estiver presente nos processos cooperativos, tanto mais se poderá contribuir para promover a inclusão social.

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Por que as cooperativas são importantes indutoras de inclusão social? Podemos apresentar algumas razões para tanto:

1) As cooperativas são organizações de pessoas livres e conscientes, que se organizam e mobilizam para a realização grupal, coletiva de um objetivo ou finalidade, que de forma individual não chegariam a realizar. Enquanto isto, as empresas capitalistas, expressões lidimas do individualismo, necessitam de capital para constituir-se como empresas;

2) Quando estruturadas em organizações pequenas e médias há um alto nível de confiança recíproca, que pode fortalecer processos de sinergia em prol de ações comuns. A confiança e a transparência recíproca são fundamentais para consolidar os processos participativos e decisórios, em prol de empreendimentos solidários e autogestionados;

3) O poder político e econômico é socializado, onde todos os associados são desafiados a participar, a escolher corretamente seus dirigentes, a decidir coletivamente em prol do bem comum do grupo. Sendo a cooperativa simultaneamente uma “associação de pessoas” e uma “empresa”, os associados são convidados a captarem cada vez mais e melhor quais as necessidades e as dinâmicas internas próprias e específicas de cada uma das duas dimensões. Isto requer uma consciência da complexidade das interações ao nível de associação, como também, ao nível de empresa. Ser um associado ativo, consciente e responsável nas suas decisões e escolhas, requer dele uma percepção das vantagens das ações coletivas, e, por outro lado, uma razoável cultura admiistrativa, para gerir, administrar e decidir corretamente em prol da entidade na sua dimensão de “empresa”.

4) Enquanto no sistema capitalista se manifesta a apropriação privada ou individual dos resultados, e se socializa os prejuízos, nas organizações cooperativas há uma equânime descentralização e distribuição dos resultados. No cooperativismo se divide a riqueza que foi gerada, de forma proporcional e equânime à contribuição efetiva de cada associado na produção do resultado coletivo.

5) Através de uma clara vontade política manifestada coletivamente e grupalmente, as cooperativas conseguem viabilizar formas ágeis de boas parcerias com os poderes públicos municipais e federal na consecução de seus objetivos comuns. As cooperativas podem passar a ser muito bons interlocutores entre as bases populares e os poderes públicos.

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Segundo Roberto Rodrigues, ex-Presidente da ACI Global, “as cooperativas são “a” opção e não apenas “uma opção”, porque geram valor agregado a vida das pessoas…” Pois quando se aposta em prol de uma cooperativa “tem-se a certeza de que

  1. se vence a exclusão,
  2. se gera emprego,
  3. se distribui equitativamente a riqueza e se potencializa a produtividade,
  4. se decide democrativamente,
  5. não se atenta contra o meio ambiente,
  6. se propaga o bem estar no meio comunitário,
  7. há vinculação com os setores econômicos,
  8. há a geração de produtos e serviços,
  9. há segurança e transparência
  10. de que em primeiro lugar e o mais importante são as pessoas.

 

Texto extraído do Jornal Cooperativista do Sicoob Amazônia (Edição 71) e de autoria de José Odelso Schneider

A importância da Educação Cooperativista

November 28th, 2010 No comments
José Odelso Schneider

Em uma sociedade altamente individualista, competitiva e eficientista como a nossa, própria do atual contexto de globalização, importa que uma educação cooperativista defina claramente seus objetivos e conteúdos em relação ao tipo de homem e de sociedade que se pretende formar.

Parece válido poder afirmar-se que a educação cooperativista, antes de preocupar-se com a oportunização de estímulos que valorizem os procedimentos organizacionais e produtivistas, bem como as técnicas indispensáveis para uma boa atividade cooperativa, se concentre primordialmente na formação de pessoas solidárias, democráticas, capazes de auto-ajudar-se na base da entre-ajuda, capazes enfim de situar o interesse do grupo pelo menos no mesmo nível de importância do interesse individual e familiar.

Ora, tal tipo de educação e orientação situa-se totalmente na contramão da mentalidade hoje dominante, que fomenta o individualismo, a concorrência desenfreada, o passar a frente e, se for necessário, por cima dos demais, para obter êxito na vida profissional e familiar. A educação para a cooperação e a solidariedade andam assim na contra-corrente dominante e por isso, mais difíceis de serem difundidas junto as organizações cooperativistas e aos empreendimentos solidários.

A educação cooperativista deve propor-se, de ao nível de sociedade, ser um instrumento eficaz na construção de um tipo de convivência social onde a tão alardeada mas pouco realizada democratização de oportunidades, seja acompanhada pela democratização dos resultados atingidos pela sociedade.

Para fazer parte de uma cooperativa, diferente de uma empresa capitalista, é necessário que além de ser capaz na função, saiba exatamente a filosofia do movimento. É impossível falar em cooperativismo e em inclusão social sem ter conhecimento sobre o assunto.

 

Texto extraído do Jornal Cooperativista do Sicoob Amazônia (Edição 71) e de autoria de José Odelso Schneider

Sicredi e Ocepar promovem integração entre programas sociais – A União Faz a Vida e Cooperjovem

November 11th, 2010 No comments

Na última semana, aconteceu o Encontro Estadual dos Programas Cooperjovem e A União Faz a Vida, no auditório do Cietep, em Curitiba. Mais de 350 pessoas participaram do evento, que selou uma parceria entre os dois programas de educação cooperativa desenvolvidos no Estado.

A ideia é proporcionar uma sinergia entre os profissionais que atuam nos dois programas. O Cooperjovem, executado pelo Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR, e A União Faz a Vida, do Sistema de Cooperativa de Crédito Sicredi. Ambos são voltados ao desenvolvimento e promoção do cooperativismo, da educação e da cidadania.

Segundo o presidente da Sicredi Participações e da Central Sicredi PR, Manfred Alfonso Dasenbrock, a parceria entre os dois programas já estava sendo articulada desde maio, com a assinatura de um protocolo de intenções. “Este movimento tem dois significados muito importantes, é o exercício da intercooperação – exemplo maior dos princípios cooperativistas – e é voltado para à educação, reforçando valores de solidariedade e cidadania”, disse.

O presidente reforçou ainda que o Sicredi, com a consultoria do Senai-PR, vai neutralizar todo o carbono emitido no evento e na produção da primeira edição da Revista “Vida Cooperativa” – um balanço anual do programa realizado pelo Sicredi no Paraná – calculando a quantidade de gases causadores no efeito estufa e plantando árvores que vão absorver o gás carbônico.

“Estamos chamando de projeto ecoeficiente, principalmente quando levamos em conta que 50% dos projetos do programa de educação cooperativa do Sicredi atuam voltados ao meio ambiente”, declarou.

Para o presidente do Sistema Ocepar/Sescoop-PR, João Paulo Koslovski houve uma grande sensibilidade por parte do Sicredi em caminhar junto nessa promoção da educação, programas que são importantes para a perenidade do cooperativismo.

“O Cooperjovem e A União Faz a Vida são dois programas que valorizam a cooperação e a solidariedade, já que onde existe uma cooperativa são registrados melhores condições de vida e desenvolvimento”, afirmou Koslovski.

Ainda, segundo o presidente da Ocepar, os Programas contam com a importante contribuição dos professores, que são o elo de ligação entre cooperativismo e as escolas, contribuindo para propagar entre os estudantes valores intrínsecos ao cooperativismo.

Fundação Sicredi - O presidente da Fundação Sicredi, Ademar Schardong, veio até Curitiba para prestigiar a união de esforços em torno dos programas de educação e também para anunciar que a Fundação Sicredi agora é uma Oscip – Organização Social Civil de Interesse Público. “As Oscip’s vieram para preencher uma lacuna com o objetivo de atuar onde o Estado não conseguia chegar, pois permitem que projetos sejam desenvolvidos por meio de um termo de parceria com o Estado”.

Palestrantes – O evento contou com a participação de diferentes palestrantes, como Eliseu Felipe Hoffmann, que falou na noite de abertura (quinta 04) sobre motivação e integração. Na sexta-feira (05) foi a vez do educador Eduardo Shinyashiki apresentar o tema “A arte do conviver do aprender”, reforçando que os educadores devem possuir as mesmas características competitivas dos demais profissionais do mercado, como liderança, inovação, criatividade, entre outras.

A palestra que finalizou o evento foi do consultor de negócios Luiz Carlos de Queirós Cabrera, que abordou a questão do “Líder educador”. Cabrera elogiou a iniciativa dizendo que, programas como estes ajudam na conscientização e habilitação da atividade em sala de aula, pois auxilia no desenvolvimento do aluno como cidadão. “Deixar uma criança educada é um dos melhores legados que podemos entregar à sociedade”. O consultor, e também professor, apresentou o cenário da educação no país e finalizou deixando uma mensagem aos educadores. “Como professor afirmo que a nossa classe necessita de um enorme reforço na autoestima”.

A programação do evento contemplou ainda dinâmicas de grupo e a apresentação de trabalhos desenvolvidos com apoio dos dois programas.

Cooperjovem - O Programa Cooperjovem é uma proposta educacional construída a partir dos princípios, valores e prática da cooperação. O Sescoop/PR o adotou no sentido de contribuir com a escola na preparação das crianças para a formação cooperativista. Por meio dele, são exaltados valores essenciais como cooperação, voluntariado, autonomia, responsabilidade, democracia, igualdade, honestidade e ajuda mútua.

O Cooperjovem é destinado a estudantes do ensino fundamental e é executado em parceria com cooperativas e escolas. No Paraná, o programa abrange atualmente 9.700 alunos, 552 professores, de 131 escolas, em 42 municípios e participação de 12 cooperativas.

A União Faz a Vida - O Programa A União Faz a Vida foi criado pelo Sicredi com o objetivo de construir e vivenciar atitudes e valores de cooperação e cidadania por meio de práticas de educação cooperativa, contribuindo para a educação integral de crianças e adolescente, em âmbito nacional. Hoje, é desenvolvido nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul. No Paraná são 20 municípios participantes, abrangendo 143 escolas, 21 alunos e 1,8 mil educadores.

Em 2010, dois projetos do programa de educação cooperativa do Sicredi, A União Faz a Vida, foram vencedores do II Prêmio Faciap de Responsabilidade Social e Desenvolvimento Sustentável. O projeto “Leitura pela Cidade”, desenvolvido pela Cooperativa Sicredi São Cristóvão, no município de Mariópolis, venceu a categoria Média Empresa e o “PCA – Projeto de Cooperação Ambiental” conduzido pela Cooperativa Sicredi Agro Paraná, na cidade de Jaboti, venceu a categoria Meio Ambiente. Além destes, o projeto Espaço das Orquídeas, da Sicredi Fronteira, venceu o Prêmio Mundo Melhor edição 2010, realizado em Capanema.

Fonte: Sicredi

Projeto do programa A União Faz a Vida realizado em Jaboti/PR recebe prêmio da Faciap

November 4th, 2010 No comments

Cooperativa Sicredi Agro Paraná PR recebe o reconhecimento pela realização do PCA – Projeto de Cooperação Ambiental no município

Nesta semana, a Sicredi Agro Paraná PR foi vencedora do II Prêmio Faciap de Responsabilidade Social e Desenvolvimento Sustentável, na categoria Meio Ambiente em médias empresas, com o “Projeto de Cooperação Ambiental (PCA)” desenvolvido na cidade de Jaboti, instituído por meio do programa de educação corporativa do Sicredi, A União Faz a Vida. A cerimônia de Premiação ocorreu durante a realização da XX Convenção Faciap – Inovação na Pequena Empresa, em Foz do Iguaçu/PR.

Este é o segundo ano que a Faciap – Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná – promove o Prêmio, com o objetivo de reconhecer os melhores projetos do setor desenvolvidos em todo o Paraná.

Consciência Ambiental – O PCA tem como objetivo desenvolver a consciência ambiental na comunidade de Jaboti, por meio da cooperação, visando gerar mais qualidade de vida. O projeto é realizado nas escolas municipais, por meio de ações voltadas à solução das questões ambientais consideradas alarmantes do município, como: coleta seletiva, confecção de sacolas biodegradáveis, cartilha sobre utilização responsável de agrotóxico – prática comum nesta região – e distribuição de mudas de árvores para a comunidade.

Segundo o presidente da Sicredi Agro Paraná, Paulo José Buso Júnior, a premiação demonstra o grau de profissionalismo e dedicação aplicado pelos colaboradores e assessores responsáveis pela implantação do projeto no município. “Agradeço também a equipe de assessoria pedagógica da FEATI – (Faculdade de Educação, Administração e Tecnologia de Ibaiti), que também demonstrou empenho e consistência nas ações, quando toda a comunidade do norte pioneiro do Estado sai ganhando”, finaliza.

O Programa A União Faz a Vida – de Educação Cooperativa – do Sicredi está presente em 20 municípios do Paraná, envolvendo 143 escolas, 1,7 mil educadores e 21 mil crianças e adolescentes.

Fonte: Sicredi PR

Minicidade Cooperativista em Concórdia/SC dá exemplo de cidadania e cooperação

August 8th, 2010 No comments

O mais completo site sobre o Cooperativismo de CréditoEm Concórdia (SC), centenas de crianças estudam a disciplina “Fundamentos e Princípios do Cooperativismo” e vivenciam a teoria numa cidade fictícia. Além de inserir o tema em sua grade curricular, o colégio CEM (Cooperativa Educacional Magna) idealizou a construção de um espaço que imitasse o ambiente urbano para que seus alunos pudesem colocar em prática os princípios e valores aprendidos em sala de aula.

A instituição educacional – uma cooperativa de trabalho formada por professores – buscou apoio de cooperativas e entidades locais e construiu, há três anos, a Minicidade Cooperativista, que tem o objetivo de acentuar práticas de cooperação no dia-a-dia dos alunos. “Queremos que eles percebam que o cooperativismo não é assistencialismo. Ao contrário, é uma forma de gerir um negócio que rende dinheiro e qualidade de vida com justiça social”, ressalta a presidente da Cooperativa, Elizeth Alves Pelegrine.

A Minicidade Cooperativista funciona baseada em quatro eixos de trabalho: político, comercial, cultural e financeiro. A Cooperativa de Produção e Consumo de Concórdia (Copérdia) simboliza o polo comercial. Três casinhas representam o eixo cultural: a Livroteca, a Casa de Cultura e o Centro de Eventos. O político é representado pela Prefeitura e Câmara de Vereadores.

O polo financeiro é representado pela cooperativa de crédito do Alto Uruguai (Sicoob Crediauc). Lá os alunos aprendem na prática as rotinas de uma instituição financeira. “O interessante de fazer parte de uma cooperativa de crédito é qe cada um que abre uma conta é sócio, e não apenas cliente”, destaca a presidente do Sicoob Crediauc da Minicidade, Thainá de Macedo Zanella.

O presidente da Cooperativa de Crédito de verdade, João Rech Neto, enfatiza a importância do projeto, pois acredita que as crianças que frequentam a Minicidade se tornarão associados ou administradores da cooperativa no futuro.

A Minicidade Cooperativa está localizada próxima ao centro de Concórdia, numa área de 600m2., possui uma avenida central com seis casas construídas com tamanho de 15m2. cada. O espaço imita uma cidade de verdade. O projeto atende os alunos da 1ª a 4ª séria da Cooperativa Educacional Magna e das escolas municipais que visita am Minicidade para atividades de cidadania.

Fonte: Revista Sicoob

Parceria entre os programas Cooperjovem e A União Faz a Vida é firmada no Paraná

May 25th, 2010 No comments

O presidente da Central SICREDI PR, Manfred Alfonso Dasenbrock, e o presidente do Sistema Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná) , João Paulo Koslovski, assinaram ontem (dia 18), na sede da Ocepar, em Curitiba, um Protocolo de Intenções para a aproximação dos programas de educação cooperativista A União Faz a Vida – do SICREDI – e Cooperjovem – do Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo).

Segundo o presidente da Central SICREDI PR, a cooperação entre os projetos irá aproveitar as experiências pedagógicas e o foco de atuação de ambos os programas, voltados para a disseminação de atitudes e valores de cooperação e cidadania. “A ideia é somar esforços, fazendo com que os recursos financeiros e humanos sejam otimizados”, completou Dasenbrock.

Também acompanharam a assinatura, o presidente da Fundação SICREDI, Ademar Schardong, o superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, o gerente de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, e as coordenadoras dos programas Vanessa Christófoli de Castro (Cooperjovem) e Rejane Farias de Andrade (A União Faz a Vida).

DESAFIO - Na avaliação do presidente da Ocepar e do Sescoop/PR, João Paulo Koslovski, a parceria firmada com o SICREDI PR é importante porque vai contribuir para disseminar ainda mais os valores, os princípios e a filosofia do cooperativismo. “Com a parceria de cooperativas e campanhas de marketing, estamos realizando diferentes projetos para informar a população sobre o cooperativismo. Ações que estão posicionando as cooperativas como referência na economia do Paraná”, afirmou.

Para Dasenbrock, a meta é até o fim deste ano ampliar a atuação do programa A União Faz a Vida para 30 municípios e futuramente passar para 50, 70 e assim sucessivamente. “Temos muito o que fazer, e queremos fazer isso junto com o Sescoop/PR”, frisou.

OBJETIVOS – O presidente da Fundação SICREDI, Ademar Schardong, lembrou que o associado de amanhã é a criança e o adolescente de hoje, e as ações disseminam valores e princípios importantes a médio e longo prazo. “Essa é a base para o sucesso do cooperativismo”, frisou.

PROGRAMAS – O programa de educação cooperativa A União Faz a Vida do SICREDI surgiu em 1995 com o objetivo de formar cidadãos capazes de empreender e construir coletivamente, disseminando por meio de projetos diferenciados, atitudes e valores de cooperação e cidadania. Hoje é desenvolvido em mais de 140 municípios dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso e envolve mais de 14 mil educadores, 188 mil crianças e adolescentes em mais de 1,2 mil escolas. O programa conta com o apoio pedagógico de 20 instituições de ensino superior.

As cooperativas do SICREDI no Paraná aderiram ao programa em 2006. Atualmente, a ação é desenvolvida em 20 Municípios paranaenses, abrangendo 136 escolas, 1.717 educadores, e mais e 20 mil crianças e adolescentes.

Implantando em 2002 pelo Sescoop Nacional, o Cooperjovem é um programa de educação permanente que visa inserir o ensino do cooperativismo no ambiente escolar, por meio de práticas pedagógicas embasadas nos princípios, dos valores e da prática da cooperação. Atualmente, no Paraná o Programa é realizado em parceria com 12 cooperativas, abrange 10 mil alunos, 564 professores e 41 municípios.

Educação incluirá cooperativismo no currículo escolar

April 15th, 2010 No comments

O Plano Nacional de Educação, em discussão na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos deputados, deve incluir o cooperativismo como disciplina nas escolas brasileiras.

A sugestão partiu do deputado Paulo Rubem Santiago, 1º vice-presidente da Comissão, apresentada no dia 14/4/10, durante café da manhã entre dirigentes do cooperativismo e integrantes da Frencoop, no restaurante do Anexo IV da Câmara.

O deputado sugeriu aos presidentes da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, e da Frencoop, Odacir Zonta, uma reunião entre maio e junho com a direção da Comissão para tratar do assunto.

Ele disse que a Comissão de Educação e Cultura debate o novo Plano Nacional de Educação, a ser anunciado nos próximos meses, e propôs que o cooperativismo passe a constar como uma das disciplinas escolas a ser ensinado nas escolas brasileiras.

O secretario executivo da OCB, Renato Nobile, vai articular a interação do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) com a Comissão de Educação e Cultura, para que a proposta apresentada pelo deputado Rubem Santiago possa se materializar.

A missão do Sescoop é promover o cooperativismo, a capacitação, a formação profissional, a autogestão e desenvolvimento social nas cooperativas.

Fonte: OCB

Tema para o Prêmio de Redação Cooperjovem será sugerido pelo público do programa

April 8th, 2010 No comments

O Prêmio Nacional de Redação do Programa Cooperjovem entra na quarta edição com uma novidade: desta vez o tema dos trabalhos será definido com base nas sugestões do público envolvido no programa, recebidas até o dia 20 de abril.

Com isso, o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) espera aumentar ainda mais o envolvimento de professores, coordenadores e cooperativas parceiras do Programa. 

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SICREDI Nordeste RS conclui Processo Assemblear e entra para a história do cooperativismo de crédito gaúcho

March 30th, 2010 1 comment

O novo sistema de tomada de decisões através do Processo Assemblear por Voto Delegado, que começou a ser implantado no Rio Grande do Sul, a partir da SICREDI Nordeste RS, foi orgulhosamente aprovado nas avaliações de satisfação distribuídas em todas as reuniões. Após a realização de assembleias nos 62 núcleos instalados em 11, dos 13 municípios onde possui unidades de atendimento, a cooperativa realizou no último dia 23 de março sua Assembleia Geral Ordinária, onde os líderes de vice-líderes representantes de cada núcleo homologaram as decisões já tomadas anteriormente em seus municípios.

No total 181 pessoas prestigiaram o evento, que se caracterizou em exemplo e motivo de orgulho para todo o Sistema SICREDI, na ocasião representado por uma comitiva da Central SICREDI Sul, SUREG Porto Alegre e SICREDI Mil. Nas palavras do vice-presidente da Central SICREDI Sul, Gerson Seefeld, a SICREDI Nordeste RS trilhou o caminho que a partir de agora será seguido pelas demais cooperativas até o ano de 2012. “A força de uma cooperativa está na participação efetiva de seus associados enquanto usuários e donos deste empreendimento, e o voto delegado caracteriza uma importante etapa deste processo.

Fonte: SICREDI Nordeste RS

Unisc – Pós em Cooperativismo de Crédito com inscrições até 31 de Março

March 29th, 2010 No comments

Encerrram-se nesta quarta-feira, dia 31, as inscrições para o curso de Especialização em Cooperativismo de Crédito, oferecido pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Os interessados em fazer a pós-graduação podem ainda concorrer a bolsas de 70% do valor do curso, por meio do Programa do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Uni-Sescoop/RS). A especialização destina-se a profissionais graduados em Administração, Ciências Contábeis, Economia, Engenharias e profissionais com interesse na área de cooperação.

O curso tem início previsto para o dia 14 de maio, com carga horária de 370 horas/aula, devendo encerrar em três meses.

Entre os focos estão aprofundar os conhecimentos nas áreas de marketing, controladoria, direito, gestão, controles internos, análises de crédito e captação de recursos. O objetivo também é capacitar os profissionais para enfrentar e propor métodos de melhorias, visando ao desempenho, eficiência e produtividade nas unidades de negócios.

Para concorrer ao crédito, o aluno deve efetuar a inscrição e apresentar a documentação exigida até o dia 30 deste mês. As inscrições podem ser feitas pelo site www.unisc.br/pg  ou na Secretaria de Pós-Graduação e Extensão da Unisc, sala 110, bloco 1 do campus de Santa Cruz do Sul.

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Programa Crescer: coletivizações reúnem associados da Sicredi Celeiro do MT

March 22nd, 2010 1 comment

A SICREDI Celeiro do Mato Grosso vem realizando em todos os municípios de atuação encontros de coletivização. O objetivo é reunir associados que participam do percurso 1 do Programa Crescer e permitir que sejam socializados e discutidos aprendizados decorrentes do estudo. A primeira coletivização foi realizada no município de Claudia há alguns dias, na Casa da Amizade. Nesta semana estão sendo promovidos encontros em Nova Ubiratã e Santa Carmem e, na próxima, em União do Sul. Segundo o assessor de Programas Sociais, Valter dos Reis, a estratégia da formação toma o cotidiano e o funcionamento do sistema como lugares educativos, formativos e informativos. “Ela possibilita que cada participante acompanhe e avalie seu próprio aprendizado”, disse ele.

“Nas rotas de aprendizagem, que são percursos que articulam os saberes de cada participante da formação, os objetos de conhecimento e as práticas dos agentes em direção às metas de aprendizagem foram realizadas no ambiente de cada associado participante, ou seja, na sua casa, escritório, empresa, local de trabalho entre outros”, explica o assessor.

O objetivo do SICREDI com o Programa Crescer é qualificar a participação dos associados na gestão e desenvolvimento da cooperativa e que estes tenham condições de caracterizar cooperativismo e sociedades cooperativas; diferenciar cooperativa de crédito e banco; conhecer as principais características do SICREDI e, além disso, os diferenciais competitivos das Cooperativas de Crédito que integram o Sistema.

A participação dos associados em Claudia foi considerada positiva, pelo assessor de Programas Sociais. “O encontro foi dinâmico e teve a participação de todos os presentes, através de dúvidas, perguntas e manifestações quanto as Rotas Associar-se e Planejar”, observou Valter dos Reis. Além dos associados, participam dos encontros conselheiros, gerentes e colaboradores.

Saiba mais sobre o assunto no site http://www.sicredipertencer.com.br/.

Fonte: SICREDI