Visite o conteúdo principal - www.cooperativismodecredito.com.br.

Cooperativismo de crédito estuda integração de redes de atendimento

April 1st, 2012 No comments

Cerca de 3.500 pontos de atendimento dos Sistemas Sicredi, Sicoob e Unicred poderão ser interligados, criando assim a 4ª maior rede de atendimento do país, atrás apenas do Banco do Brasil, Bradesco e Itaú.

Proposta será avaliada pelo Conselho Consultivo do Ramo Crédito (Ceco) ainda no mês de abril

Integrar redes e compartilhar estruturas de atendimento. Esse é um dos desafios internos traçados pelo Conselho Consultivo de Crédito da OCB (Ceco) em seu plano de ação e que está sendo construído com o suporte da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Reunidos na sede do Sistema OCB, em Brasília (DF), nesta quarta-feira (28/3), técnicos responsáveis pelas áreas de tecnologia da informação dos Sistemas Sicredi, Sicoob e Unicred discutiram os pontos preliminares de um estudo para a construção do modelo de compartilhamento. De acordo com o gerente do Ramo Crédito da OCB, Silvio Giusti, o estudo inicial prevê, inclusive, a possibilidade de integração com outros sistemas.

O gestor conta que o estudo sugere a realização da primeira etapa do projeto com as máquinas de auto-atendimento espalhadas por todo o país: “Existem várias possibilidades de compartilhamento de estruturas, que passam pelas operações de pagamentos, depósitos, convênios, etc. A equipe técnica decidiu, neste primeiro momento, apresentar um estudo de interligação dos caixas eletrônicos, como forma de propiciar ao cooperado a facilidade de acesso a saques e emissão de saldos”.

Giusti ressalta que o projeto trará benefícios tanto aos cooperados quanto aos sistemas, proporcionando, inclusive, a otimização no investimento de recursos. “Com a criação desta possível integração de redes, os sistemas cooperativos poderão pensar em investir em tecnologia de forma conjunta e não mais isoladamente, gerando a redução de despesas e a consequente economia e ganho de escala”, explica.

A iniciativa está gerando uma expectativa bastante positiva. Segundo Giusti, a integração de redes de atendimento é uma ação frequente no mercado nos dias de hoje e o cooperativismo está constantemente se estruturando para acompanhar essa tendência. “Depois da avaliação e aprovação, daremos continuidade à construção do modelo, analisando os requisitos técnicos, e acreditamos que ele é extremamente possível de ser realizado”, ponderou o gestor. O estudo será apresentado à coordenação do Ceco no próximo dia 11.

Fonte: OCB

BC aprova novas opções de negociação de títulos públicos, inclusive para cooperativas de crédito

April 1st, 2012 No comments

26/03/2012 – O Banco Central (BC) anunciou novas opções de negociação no mercado secundário de títulos públicos, com o objetivo de incentivar o mercado e dar mais confiança a investidores. Agora, qualquer uma das partes (compradores e vendedores) podem rescindir o contrato do título quando acharem conveniente.

Além disso, o BC instituiu a plataforma eletrônica de negociações de títulos do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), já que atualmente as operações de títulos públicos no mercado secundário são feitas por telefone. A plataforma está prevista para estrear no segundo semestre de 2012.

Um terceira medida permite que cooperativas de crédito negociem diretamente no mercado secundário, sem a necessidade de serem intermediadas por instituições financeiras. Antes, as cooperativas só poderiam negociar diretamente com o governo a compra dos títulos.

Fonte: Terra Economia

Cooperativismo de crédito mantém representatividade no Ministério da Fazenda

April 1st, 2012 No comments

gerente jurídico do Bancoob, Ricardo Belízio de Faria Senra, foi designado membro suplente do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) e tomará posse do cargo ainda no mês de março.

Mais conhecido como “Conselhinho”, o órgão colegiado de segundo grau integra a estrutura do Ministério da Fazenda e é responsável pelo julgamento, em última instância, dos processos administrativos punitivos decididos pelo Banco Central (BC).

Para o diretor-presidente do Bancoob, Marco Aurélio Almada, a decisão é motivo de orgulho para todo o Sistema. “O gerente Ricardo tem conhecimento acerca das matérias jurídicas afetas às decisões do Conselhinho e também conhece as especificidades do Sistema Cooperativista de Crédito, reunindo, assim, todas as características necessárias a uma boa representação do setor”.

O Conselhinho é composto por membros da sociedade civil indicados pelos órgãos de representação das instituições financeiras e por membros do Governo, nomeados para mandatos de dois anos.

Ricardo Belízio irá ocupar vaga destinada ao Conselho Consultivo do Ramo Crédito (Ceco) da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), representando, dessa forma, todo o cooperativismo de crédito nacional. Anteriormente, a vaga era designada a outro integrante do Sicoob: o diretor de desenvolvimento organizacional do Sicoob Confederação, Abelardo Duarte.

Sobre a indicação e a atuação no Conselhinho, Ricardo Belízio declarou: “Recebo a indicação com muita honra. Representar o cooperativismo de crédito em um órgão responsável por julgamentos de ilícitos administrativos não é tarefa fácil. Espero desempenhar tal função pública com a responsabilidade que o cargo exige, aplicando nas decisões os conhecimentos que adquiri na minha experiência profissional, e agradeço muito a confiança do sistema cooperativista de crédito brasileiro”.

Fonte: Bancoob

A sua Cooperativa contribui para o Desenvolvimento Sustentável? Inscreva-se!

March 27th, 2012 No comments

O prêmio “Concred Verde” é uma iniciativa da Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito, que prima pelo reconhecimento das atitudes promovidas pelas Cooperativas de Crédito e demais entidades ligadas ao setor, voltadas para as práticas e iniciativas capazes de tornar efetivo o princípio socioambiental, mediante adoção, implementação e gestão de atividades sociais e ambientais em benefício da comunidade para melhor qualidade de vida das pessoas e o desenvolvimento do ser humano.

Dentro dessa perspectiva, a Confebras criou, na 7ª edição do Congresso Brasileiro do Cooperativismo de Crédito, a inclusão do projeto “Plante sua Parte: Concred Neutro” para compensação de CO2 na atmosfera.

Categories: Confebrás Tags: ,

ProcapCred impulsionou o crescimento do cooperativismo de crédito

March 25th, 2012 No comments

O programa já soma R$ 1 bilhão nos sistemas cooperativos brasileiros

Atualmente, o cooperativismo de crédito no Brasil vive um novo momento no Sistema Financeiro Nacional. O setor passa por transformações e expressa o crescimento acentuado através das ações desenvolvidas em diferentes esferas. Esta fase legitima a função de impulsionar o desenvolvimento o que também é comprovado através do reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) ao declarar 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas. Neste contexto, um dos principais fatores que contribuiu para o crescimento do setor foi a criação do Programa de Capitalização das Cooperativas de Crédito – ProcapCred, instituído em 2006 através da Resolução nº 3.346, que tem como objetivo promover o fortalecimento da estrutura patrimonial das cooperativas de crédito, por meio da concessão de financiamentos diretamente aos cooperados.

No período compreendido entre 2006 e 2011, os sistemas cooperativos brasileiros que operam com o ProcapCred alcançaram valores expressivos e, atualmente, o Programa soma, cerca de, R$ 1 bilhão capitalizados. Deste montante, as Cresóis Central e Baser somam juntas, aproximadamente, R$123 milhões, através de 67.966 contratos. Estes dados revelam a importância do ProcapCred para o setor e justificam a reunião, realizada no dia 16 março, com os Ministérios da Fazenda (MF) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para debater a continuidade do programa.

Conforme o Diretor Presidente da Cresol Central, Egon Gabriel Junior, o encontro foi importante para o fortalecimento das cooperativas de crédito através do financiamento de cota capital aos associados. “Junto a continuidade, nós também propomos algumas mudanças que vão contribuir para melhorias nesse financiamento, como o aumento individual do associado, a redução da taxa de juros equivalente ao Pronaf Mais Alimentos, aumento no prazo de pagamento de cinco para dez anos e a elevação do endividamento das cooperativas de 100% para 150% do seu patrimônio”, explica.

Para o Diretor Operacional de Crédito, Cláudio Risson, a agenda foi produtiva. “O ProcapCred é uma injeção direta no capital das cooperativas, fortalece o patrimônio, dá mais solidez e capacidade para que elas tomem e emprestem recursos e, ainda, faz com que o cooperativismo de crédito amadureça de forma mais rápida. Por isso, encontros como este são positivos porque podemos expor propostas e debater melhorias que irão qualificar ainda mais o programa”, afirma. Risson destaca ainda a importância do papel desempenhado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) enquanto agente financeiro que operacionaliza o ProcapCred.

As propostas sugeridas durante o encontro serão encaminhadas para avaliação do Conselho Monetário Nacional (CMN) e a expectativa é de resultados positivos nas próximas reuniões.

Fonte: Cresol Central

Categories: Cresol Tags: ,

Sicredi PR/SP supera resultado histórico

March 25th, 2012 No comments

Sicredi PR/SP cresce 19% em associados e 29% em recursos administrados em 2011, nos estados do Paraná e São Paulo

No Ano Internacional das Cooperativas, a Central Sicredi PR/SP apresenta o melhor resultado da história do Sistema de Cooperativas de Crédito nos estados do Paraná e São Paulo. No balanço divulgado ontem, durante Assembleia Geral Ordinária, realizada em Curitiba, estão contabilizados os resultados das cooperativas filiadas nos dois estados, devido a conclusão do projeto de fusão das centrais do Paraná e São Paulo em 2011.

Segundo o presidente da Sicredi Participações e Central Sicredi PR/SP, Manfred Alfonso Dasenbrock, a fusão das Centrais Paraná e São Paulo foi um marco estratégico para o Sistema, pois representou a união de esforços para o crescimento das cooperativas nos dois estados. O presidente afirma, ainda, que o fator que mais influenciou nos resultados positivos de 2011, foi a consolidação do novo processo assemblear, que torna cada vez mais efetiva a participação do associado nas decisões sobre o futuro da sua cooperativa.

“Este é o diferencial da atuação do cooperativismo de crédito em relação às demais instituições financeiras, e que, além de elevar os resultados das cooperativas Sicredi no Paraná e São Paulo, a patamares históricos a cada novo ano, garantem a sustentabilidade do negócio”, declara Dasenbrock.

Atuação reconhecida pelo presidente da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), João Paulo Koslovski, que esteve presente na Assembleia. “As cooperativas de crédito do Sicredi atuam com um processo e gestão moderno e eficiente, uma referência no setor e que contribuem efetivamente para o sucesso do trabalho cooperativista no Paraná“, declara.

Resultados – A atuação das 39 cooperativas do Sicredi no Paraná e São Paulo obtiveram um crescimento de associados 19% maior que em 2010, totalizando 474 mil cooperados.

Já o valor de recursos administrados pelo Sicredi nos dois estados conquistou um resultado 29% superior a 2010, refletido na inclusão de aproximadamente R$ 1 bilhão em depósitos realizados nas unidades de atendimento, totalizando R$ 4,7 bilhões em 2011.

“Isso demonstra a credibilidade do cooperativismo de crédito praticado pelo Sicredi nos dois estados, valor intangível que é reforçado por um modelo de atuação sistêmica referência mundial no setor”, declara o presidente que também é um dos diretores do Conselho Mundial e Cooperativismo de Crédito (Woccu).

A operação, dentro do modelo cooperativista, resultou em um crescimento de 103% nas sobras (lucro) de R$ 119 milhões, sendo que deste total, mais de R$15 milhões foram devolvidos como juros ao capital social dos associados.

Segundo Dasenbrock, o Sicredi proporciona uma opção mais racional e econômica para a movimentação financeira, agregando renda aos associados e desenvolvendo as comunidades, uma vez que todo o recurso aplicado na cooperativa, permanece na região.

Outros destaques – A atuação do Sicredi nos dois estados resultou em um crescimento bem expressivo de alguns serviços e produtos financeiros, como o crescimento de 52% do Consórcio Sicredi, hoje listado entre as maiores administradoras de consórcios do País, oferecendo um portifólio amplo nos segmentos de bens móveis, imóveis e serviços.

Já a área de Seguros obteve um crescimento de 25% em relação a 2010, com a oferta de produtos com diferenciais como o seguro Mais em Vida, que premia todo o mês um associado.

O presidente do Sicredi destaca também o aumento de 37% nas operações de crédito total, registrando a movimentação de R$ 3,6 bilhões na economia das 324 cidades em que as cooperativas atuam, e 32% nas operações de crédito rural, injetando R$ 1,8 bilhão no agronegócio, com foco no Paraná. O Sicredi é considerado uma das instituições que mais libera operações nos Programas Agrícolas do Governo Federal, no montante liberado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Um dos produtos que vem mantendo uma performance positiva, desde o lançamento, e impulsiona o resultado do crédito rural, é a caderneta de poupança. O Poupedi Sicredi obteve um crescimento de 27% em 2011, totalizando R$ 663 milhões, em 2011.

Fonte: Sicredi

Sicredi RS/SC tem crescimento de 23,5% no Rio Grande do Sul e Santa Catarina em 2011

March 25th, 2012 No comments

O ano de 2011 foi de conquistas para o Sicredi no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os ativos totais administrados tiveram aumento de 23,5% e atingiram R$ 13,9 bilhões e o patrimônio líquido chegou a R$ 1,9 bilhão, um crescimento de 24%. “O Sicredi se consolida como instituição financeira de referência para a sociedade. Estamos trabalhando para atender cada vez melhor nosso associado, investindo em profissionalização dos nossos colaboradores e ampliação da nossa rede de atendimento”, diz Gerson Seefeld, vice-presidente da Central Sicredi Sul.

Hoje, o Sicredi reúne 590 pontos de atendimento nos dois Estados.

No Rio Grande do Sul tem uma cobertura de 88% dos municípios, sendo a instituição financeira com a maior rede de atendimento em solo gaúcho – 539 pontos. “Nosso objetivo é chegar a 100% das cidades gaúchas”, comenta Seefeld. Já, o número de associados chegou a 1,2 milhão, 127 mil a mais que em 2010. Para 2012, a expectativa é fechar o ano com 1,3 milhão de associados e inaugurar 26 pontos de atendimento.

Este ano também será relevante para o Sicredi e para o setor cooperativista. A Organização das Nações Unidas – ONU chancelou 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas. “É um momento de satisfação para todos nós que vivemos o cooperativismo e acreditamos em uma nova forma de organização econômica e social. As 51 cooperativas integrantes do Sicredi no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina promoverão diversos eventos no decorrer dos próximos 12 meses para comemorar esta conquista”, finaliza o vice-presidente.

Fonte: Sicredi

Pesquisa aponta que 81,8% dos associados do Sicoob ES estão satisfeitos com a instituição financeira

March 25th, 2012 No comments

O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) no Espírito Santo alcançou 81,8% de aprovação entre os seus associados. O número foi apontado em uma pesquisa encomendada pela instituição financeira para medir a satisfação dos clientes. O percentual mostra que o Sicoob conquistou o nível de excelência quanto aos produtos e serviços prestados.
Segundo o presidente da cooperativa, Bento Venturim, o resultado é motivo de comemoração. “Nossos associados são muito exigentes, o que nos faz buscar sempre prestar um serviço melhor. E os números indicam que o Sicoob tem uma imagem muito positiva perante os seus associados”, afirmou Venturim.

Fidelização

Ao todo, 6.177 associados foram entrevistados pelo Instituto Futura entre os dias 25 de outubro e 1º de dezembro de 2011.
O diretor-executivo do Sicoob ES, Francisco Reposse Junior, ressaltou que o estudo contribuiu para identificar pontos de melhoria capazes de maximizar a satisfação e fidelização dos cooperados.
“O objetivo do Sicoob é ser reconhecido como a principal instituição financeira propulsora do desenvolvimento econômico e social dos seus associados, e essa pesquisa mostra que estamos no caminho certo”, disse.

Pessoa física

Os associados analisaram 21 atributos e, desse total, em 13 quesitos o Sicoob conquistou mais de 80% de aprovação, ou seja, a excelência nos serviços.
Entre os itens avaliados estão: educação/cordialidade dos funcionários, instalações físicas, rapidez/eficiência no atendimento, capacidade em resolver os problemas dos associados, variedade de serviços oferecidos via internet, segurança na realização das transações bancárias via internet e outros.
Quando perguntados sobre o grau de satisfação em relação à agência do Sicoob onde têm conta, 95,2% dos entrevistados afirmaram estar “muito satisfeitos” e “satisfeitos”.
Os associados também se mostraram muito fiéis ao Sicoob. Para eles, o principal fator que os mantêm na cooperativa é a qualidade no atendimento (46,4%), seguido da localização das agências (20,5%), da facilidade em obter crédito (19,4%) e da rapidez no atendimento (19%).

Transparência

A quase totalidade dos entrevistados (96,7%) não pretende encerrar sua conta na instituição e 95,9% indicariam o Sicoob a algum parente ou amigo. Além disso, para 71,7% dos clientes a cooperativa é a melhor instituição financeira do Estado.
Os associados também reconhecem a transparência na prestação de contas e a distribuição dos lucros como uma vantagem do Sicoob diante dos outros bancos – 87,8% concordaram com essa afirmação quando questionados sobre o tema.

Pessoa jurídica

As empresas associadas destacaram a qualidade (36,6%) e a rapidez no atendimento (26,2%), além da confiança no Sicoob (24,3%) como os principais atributos da instituição financeira.
Ao todo, 97,5% dos entrevistados não pretendem encerrar sua conta e 92,3% indicariam o Sicoob a alguma outra empresa.
E, de maneira geral, 91,6% estão “muito satisfeitos” e “satisfeitos” em relação à agência do Sicoob onde têm conta.
Quanto aos hábitos de consumo, 70,2% afirmaram utilizar os serviços disponíveis no internet banking, enquanto 66,9% usam os terminais de autoatendimento.
Os entrevistados analisaram 23 atributos das agências localizadas na Grande Vitória, em Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Aracruz, Linhares e São Mateus. Em 11 pontos o Sicoob conquistou mais de 80% de aprovação.

Fonte: Sicoob ES

Equilíbrio de forças no crédito, por Edivaldo Del Grande

March 25th, 2012 No comments

Ao contrário das instituições financeiras tradicionais, as cooperativas de crédito caminham juntas com seus cooperados. Historicamente, os lucros astronômicos dos bancos instalados no país contrastam com as dificuldades de crédito e o endividamento de boa parte da população brasileira. Os ventos sempre sopraram a favor das grandes instituições financeiras, que gozam de grande poder no mercado brasileiro. Mas novas perspectivas trazem a possibilidade de equilíbrio e maior competição no setor.

Assim, uma nova história começa a ser escrita com o crescimento das cooperativas de crédito. Em 2010, essas instituições aumentaram em 330% os depósitos em relação a 2002, passando de R$ 6,9 bilhões para R$ 30,1 bilhões. No mesmo período, o patrimônio líquido aumentou 400%, saltando de R$ 2,6 bilhões em 2002 para R$ 13,1 bilhões em 2010.

Os resultados positivos e a seriedade do cooperativismo de crédito não passaram despercebidos ao nosso governo. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, por exemplo, destacou recentemente a importância do papel das cooperativas de crédito. O economista lembrou que o sistema de cooperativismo passou bem pela crise de 2008 e 2009 e deu uma contribuição importante, principalmente nos municípios do interior do País, quando os bancos retraíram sua oferta de crédito. Em reconhecimento à eficiência de nosso sistema, Tombini afirmou a tendência de as tarifas e juros de empréstimos serem menores, principalmente nos municípios com forte presença do cooperativismo.

Ao contrário das instituições financeiras tradicionais, as cooperativas de crédito caminham juntas com seus cooperados. Os diferenciais das cooperativas começam com atendimento personalizado, direto com o gerente. Ele é responsável pela análise geral da vida financeira do cooperado, auxiliando sua recuperação, estabelecendo prioridades e trabalhando como um consultor financeiro. Por sua vez, os bancos oferecem dinheiro ao correntista, até o seu limite de pagamento. Apesar dos benefícios evidentes e da eficiência de sua atuação, o cooperativismo de crédito responde por apenas 2% do mercado.

Está aí uma missão para nosso setor. As portas se abrem e devemos passar por elas. O Estado de São Paulo, que comporta o maior centro financeiro do País e é responsável pela maior fatia do PIB brasileiro, se apresenta como um celeiro fértil para o crescimento das operações de crédito por cooperativas. As 290 cooperativas paulistas, por exemplo, já administram R$ 10 bilhões de ativos financeiros e desfrutam de R$ 3,5 bilhões de Patrimônio Líquido, além de R$ 5 bilhões em depósitos e uma rede de 659 Postos de Atendimento Cooperativo (PACs). O cooperativismo de crédito já faz história internacional, enfrentando de igual para igual grandes corporações, que atuam no mercado financeiro como verdadeiros apostadores de cassino.

No Ano Internacional das Cooperativas, os números das cooperativas de créditos mostram que essa nova maré chegou para trazer boas novas aos correntistas e a todos aqueles que precisam de crédito justo. No Brasil, um novo rumo está em curso, freando a ganância e oferecendo uma oportunidade verdadeira de crescimento com responsabilidade.

Por Edivaldo Del Grande é presidente do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de São Paulo (Sescoop/SP) e da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp)

Fonte: incorporativa.com.br

Sistema OCB é homenageado pelo Banco Central

March 25th, 2012 No comments

O Sistema OCB, representado pelo presidente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp), Edivaldo Del Grande, foi homenageado nesta terça-feira (23/3) durante evento de lançamento da segunda versão do Sistema de Informações de Crédito (SCR2), ocorrido no auditório do Banco Central do Brasil, em São Paulo. Na presença do presidente do BC, Alexandre Tombini, Del Grande recebeu a homenagem das mãos do diretor de fiscalização do Banco, Anthero de Moraes Meirelles.

Em documento entregue a Del Grande, o BC reconhece a valiosa contribuição do Sistema OCB no desenvolvimento da segunda versão do Sistema de Informações de Crédito.

Fonte: OCB

Ano 2012: ajude a contar a história do cooperativismo brasileiro

March 20th, 2012 No comments

Cada cooperativa tem em sua origem uma história peculiar, alternando durante os anos períodos de alegrias, mas também de dificuldades. Muitas destas passagens são de conhecimento de poucas pessoas e com raras exceções temos a oportunidade de compartilhar os detalhes com o mundo cooperativo. Aliado a isto, nem todas as cooperativas possuem um site próprio na web, o que limita ainda mais a divulgação de sua história.

O hotsite www.ano2012.coop.br tem contado diariamente histórias de cooperação em comemoração ao Ano Internacional das Coooperativas.

Para dar visibilidade à história de sua cooperativa, envie a mesma para o e-mail ano2012@ocb.coop.br.

Participe e ajude a escrever a história do cooperativismo do país.

Quem ganhará esta guerra de Titãs à Reservas X Sobras X Capital Social, por Ricardo Coelho

March 18th, 2012 6 comments

Ricardo Coelho é Consultor para Cooperativas de Crédito

Na mitologia grega, os Titãs estão entre a série de deuses que enfrentaram Zeus e os deuses do Olimpo na sua ascensão ao poder. Por vezes os deuses maiores são derrotados. Outras os rebeldes perdem, e são afastados totalmente do poder ou ainda incorporados no panteão – deuses de uma determinada região. O que tem a ver os deuses Titãs com: Reservas, Sobras e Capital Social?

Vamos analisar juntos a correlação de força entre estes três importantes atores de nosso modelo de negócio, pois como gestores da eficácia de nossa engenharia comercial devemos fazer resultados através de coerente alavancagem de negócios. Mas como fazer isto se há interesses tão díspares nas engrenagens de nosso funcionamento (gestores, sócios, clientes …). Vejamos apenas 3 deles

1º – Sustentabilidade da Singular: Como executivos temos de permitir que a máquina flua com sustentabilidade comercial e, para tanto, não podemos priorizar o interesse individual do sócio. De forma macro, devemos buscar gerir o máximo de recurso a um menor custo (reserva, capital social, depósito a vista, depósito a prazo…) e prestar serviços a um preço comercialmente interessante, nunca barato, passando a idéia que pelo custo pago, o atendimento e os ganhos estão acima do mercado.

2º – Sócios com elevadas posições de Capital Social: Eles podem estar desanimados com este seu investimento, como já explicitado no artigo: “Capital Social e sua não correlação com as Sobras”, onde explicitamos que não há correlação entre capital social e sobras recebidas. Assim sendo, muitos destes clientes já se sentem desconfortáveis com a incoerência deste seu investimento aportado na Singular, em especial se a singular não o remunerar ou se o fizer em percentuais abaixo da Selic.

3º – Usuários da Singular: Um boa parcela do “lucro” da Singular será distribuída como Sobras àqueles que usaram suas soluções, e portanto este tema só é relevante se para o cliente que lhe couber uma parcela “gorda” deste rateio. Em artigos apresentamos as várias distorções deste rateio, e após a LC 130-2.009 ainda não fomos capazes de transformar as Sobras distribuídas em algo “sexy”.

Os interesses antagônicos dos três Deuses Titãs: Reserva X Capital Social X Sobras.

Se a singular seguir a coerência comercial remunerando seu capital social, lançará esta despesa de captações em 31/12, dando uma punhalada no grande Deus: Sobras. Sim, pois, a remuneração do capital social é uma despesa financeira e reduz as Sobras brutas na AGO.

Atenção: Podemos até apresentar este custo na AGO como integrante das Sobras do ano anterior, mas será apenas uma jogada comercial, já que é devida a remuneração aos sócios investidores. Também é um equívoco somar este custo no “atingimento” de metas e PPR, pois ele é despesa e não compõe o resultado.

Mas o Deus Reserva também pretende dar uma punhalada no Deus Sobra Bruta quando da AGO, e fará de tudo para obter para si o máximo de recursos. Como gestores sabemos que a Reserva é uma rica fonte de oxigênio para nossa Singular, em especial para as novas e para aquelas que desejam alavancar sua carteira de crédito e fazer frente à agressividade de seu mercado. É nossa missão gerir esta complexa fonte de recursos, já que a instituição precisa de alicerces e ações de longo prazo e os sócios/clientes são imediatistas e têm dificuldades em abrir mão de ganhos para aportar em Reservas. Mas qual seria o percentual das Sobras Brutas a se direcionar para as Reservas? Depende do momento da Singular, mas é sensato elevar gradualmente a percentuais entre 30% e 50%. Mais que isso agredimos os diferencias comerciais já debilitados das Sobras, tornando-os insignificantes. Contudo, não se tem mostrado saudável a adoção constante de percentuais próximo aos 10% mínimo legal. De forma macro temos que pensar nas Reservas como:

  • Captações a custo zero, e que já será fonte de lucros no próximo período, pois mesmo que não tenhamos tomadores para ela, será remunerada pela sua concentração financeira.
  • Uma fonte que a Singular não deve satisfação individual a nenhum sócio
  • Uma alavanca de concessão de crédito e um ótimo balizador para alavancar longos créditos
  • Um pilar que dá segurança aos líderes e favorece os preceitos da boa Governança,  etc   

Mas o Deus Sobras Distribuídas fará de tudo para se esquivar das punhaladas dos Deus Reserva e Deus Remuneração de Capital Social. Irá alegar que sem valores expressivos não terá como se manter no panteão dos Deus deste time e que seus discípulos irão buscar outros deuses, pois o diferencial vendido e entregue como um grande chafariz de vinho passará a ser um minguado filete de vinagre, que pouco soma racionalmente.

Que tenhamos sabedoria para gerir esta guerra de vaidades destes nossos três Deuses Titãs

Ricardo Coelho  Consult                          www.ricardocoelhoconsult.com.br
Consultoria de Gestão e Capacitação Comercial para o Cooperativa de Crédito

Negociação: o que é essencial para obter resultados sustentáveis, por Enio Meinen

March 14th, 2012 3 comments

Enio Meinen

Quem de nós já não foi “escalado” para sentar à mesa de negociações? Refiro-me, aqui, às tratativas na seara profissional (condições comerciais de parcerias e negócios em geral, termos de cláusulas contratuais, assuntos internos da empresa ou relativos a interesses corporativos intra e intersistêmicos, matérias legislativas e regulamentares e outros temas de nossa rotina organizacional), embora as reflexões que adiante desenvolverei possam, em essência, ser úteis em outros campos (familiar, social etc).

Bem, sem recorrer aos bordões do “livro texto”, vou tentar descrever alguns bons (ou maus) exemplos que selecionei a partir de testemunho (ou eventualmente participação) de práticas negociais ao longo de minha atuação no cooperativismo de crédito.

O primeiro movimento, sem dúvida, passa por reunir todas as informações possíveis sobre o assunto em torno do qual gira o desafio da composição (dominância do tema). É preciso saber claramente a nossa situação diante do interlocutor, se ela é mais ou menos favorável. Conhecer, na medida do possível, o perfil de quem está (ou estará) do “lado de lá” é, igualmente, providência desejável.

Para iniciar a conversa temos de ter em conta o que não gostaríamos que o “outro” fizesse conosco. Com isso, aplicando a reciprocidade, já sabemos, em boa medida, o que não devemos fazer que possa desapontar ou desprestigiar o nosso interlocutor.

Vamos lá. Ninguém, por exemplo, suporta uma postura arrogante. Por isso, não tente demonstrar que você é o “sabe tudo”, que é o “dono da razão”, muito mais ainda quando tem tudo a perder em caso de ruptura. Esqueça a sua mania de “dar aula” para a o interlocutor sobre o negócio ou a vida dele (do tipo: eu acho que para a sua empresa o melhor é isso, ou a solução da sua vida passa por aquilo…). Controle a sua ansiedade e evite reafirmar coisas óbvias (isso irrita de verdade…). Da mesma forma, não queira fazer valer a sua condição social ou a sua posição hierárquica (cargo) – aliás, o uso da hierarquia é útil numa única situação: organizar ou disciplinar processos internos. Ganhar no grito ou na ameaça é igualmente condenável. Não seja inflexível ou intolerante.  Quando a serviço de uma organização, lembre-se de que as suas convicções pessoais não podem ser obstáculo para uma boa solução institucional. Portanto, vença a “birra”!  A vaidade, decididamente, frustra muitas negociações.

Se você domina bem as circunstâncias, é o que basta. Deixe o interlocutor falar à vontade. Ouça-o, ouça-o e ouça-o.  Aliás, suscite\evidencie os seus atributos (com honestidade), incentive-o a falar sobre aspectos que ele valorize (lembre-se que, em consideração a quem você for procurar, é preciso buscar informações prévias a seu respeito: qualificativos profissionais, clube do coração, preferências por leituras, lugares, vinhos, culinária etc). A confiança em você aumenta (ou diminui) conforme a deferência que você for expressar e o espaço que vier a conceder ao parceiro.  

Tendo merecido boa acolhida, fale, resumidamente, de sua situação pessoal, que nunca se deverá sobrepor (em importância) a do interlocutor. Sei que, por vezes, é difícil evitar a menção aos nossos grandes feitos, ao nosso protagonismo nisso e naquilo, ao quanto somos “venerados” pela nossa posição profissional e social… Em síntese, de forma amável e humilde, com pureza e um pouco de coração, tente buscar um “encaixe” no cenário descrito pelo interlocutor.

A essa altura, se havia uma grande distância antes da conversa, no mínimo ela terá encolhido significativamente. Assim, estará criado o ambiente para tratar do assunto propriamente dito. Tente, então, obter, primeiro, a impressão do interlocutor sobre o tema da pauta. Depois disso, chegando a sua vez, fale de como é socialmente\coletivamente (o bem que fará para muitas pessoas) importante você ter a sua posição considerada. Dê conta do amparo principiológico, do justo, da equidade da “concessão”. Seja firme, fluente, preciso e consistente (jamais mostre nervosismo ou indecisão – “perderá pontos” na certa).  Não minta, não invente, não blefe…, não se iluda! Enfim, com verdade e transparência – e um sentido de quase imparcialidade -, faça ver as suas boas e bem lastreadas intenções.

Não pressione por uma decisão na hora, embora, sendo o caso, fale de quanto seria desejável – lembrando impactos que possam sensibilizar – uma manifestação a curto prazo. A paciência e a serenidade são posturas milenarmente consagradas.

Pesa muito no resultado final a sua disponibilidade para fazer as tarefas por vezes mais árduas ou trabalhosas: pesquisas, simulações, produção de textos (para os acordos, inclusive quando envolver tratativas visando à construção de texto legal ou regulamentar, novos contatos etc). Seja, portanto, solícito e voluntarioso. Prontifique-se!

Procure manter-se fiel às combinações. Não deixe de cumprir os prazos que você venha a assumir. Preferencialmente, antecipe as suas entregas. Assim, não deixará margem para que o interlocutor justifique encaminhamentos adversos por mera “inadimplência” (sua) na forma.

Já sobre o mérito que for defender, jamais pretenda algo que desequilibre a relação.  Do tipo eu ganho e o outro perde. Ou, eu tenho de “levar vantagem em tudo” (a maldição da “Lei de Gérson”…).  Além de dar mau exemplo do ponto de vista da ética negocial, e ver a sua “vitória”  “dar água” a curto prazo – a condição “imposta”, a par de iníqua, invariavelmente é também inexequível -, em futuras negociações terá o “universo” (mercado) conspirando contra você.

Não perca de vista que as pessoas e as organizações se comunicam e que os interlocutores mudam de empresa, de posição. Logo, logo você estará diante de um novo desafio, talvez muito mais importante daquele no qual você (pensa que) “triunfou”, e pode reencontrar-se com o mesmo interlocutor ou alguém (da mesma ou outra empresa, do mesmo órgão…) que já conhece o seu “jeito”. Um futuro reencontro pode dar-se também com a mesma organização. A sua condição nessa nova conversa pode ser boa ou ruim, dependendo do seu comportamento nas tratativas anteriores… Por sinal, tem uma máxima que diz que você sempre tem de “juntar” quem estiver caído na sua volta, pois nunca saberá o “buraco” em que um dia poderá cair. E para sair dele, muito possivelmente você vai precisar de quem um dia acudiu (ou perdeu a oportunidade de acudir…!).

O certo não é “convencer” a outra parte (impor-lhe uma vitória, como indica a raiz do vocábulo), mas influenciá-la de maneira a alcançar-se o verdadeiro consenso. O resultado virtuoso na negociação é o que conduz ao “ganha-ganha”, à justa composição. Qualquer outra solução é insustentável na linha de tempo (portanto, precária e efêmera).

Tem mais: em nosso meio, considerando o universo institucional em que militamos, voltado para uma causa nobre e de alto apelo social – o cooperativismo -, que é orientada por princípios e valores éticos e morais, agir certo é um dever, uma questão de exemplo!

Por fim, tão importante quanto à (adequada) postura durante a negociação é a conduta após a conclusão desta. Com efeito, uma vez alcançado o consenso, honre o trato, honre a sua instituição, honre o seu próprio nome!

E lembre-se de que:

“Nem toda vitória é honesta, nem todo sucesso é decente”. (Mário Sérgio Cortella, filósofo e professor universitário)

Por Enio Meinen, advogado, pós-graduado em gestão estratégica de pessoas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e atualmente diretor Operacional do Banco Cooperativo do Brasil – Bancoob.

Categories: SICOOB Tags:

Centralização Financeira traz avanços na rentabilidade as Cooperativas Cresol

March 10th, 2012 No comments

Desde o início do ano de 2012, as Cooperativas Cresol iniciaram o processo de centralização financeira de sua liquidez, e em apenas dois meses já se pode observar resultados positivos da aplicação desse novo formato no Sistema Cresol Baser.

O Diretor Financeiro da Central Cresol Baser, Alzimiro Thomé, juntamente com o departamento financeiro da Central, durante o ano de 2011 visitaram as cooperativas do Sistema para explicar como ocorreria a transição, que hoje já apresenta vantagens a rentabilidade das cooperativas.

Antes da Centralização Financeira nosso saldo de liquidez que estava em banco tinha 03 destinos básicos: Saldo em Conta Convênio/Movimento/Tributada, Saldo Aplicado em Fundos de Investimento na Conta Convênio e Saldo na Aplicação Centralizada. Nesse formato, tínhamos as seguintes situações: o saldo em conta corrente não era remunerado, o saldo aplicado na conta convênio tinha rendimento geralmente 5 a 10% inferior à centralizada e ainda tínhamos outros custos”, comenta Alzimiro Thomé.

No novo formato com a Centralização Financeira automaticamente ao final do dia o Sistema aplica ou resgata da centralização conforme a necessidade da cooperativa.

“A rentabilidade no mês de fevereiro (um mês com menos dias úteis que os meses normais), da centralização financeira foi de 0, 73% a.m. Detalhe: líquido para a cooperativa sem custo de tributos. Caso tivéssemos no formato antigo, seguramente teríamos uma rentabilidade líquida abaixo de 0,6800% a.m”, destaca Alzimiro Thomé.

Fonte: Cresol Baser

Sistema Cresol Central inicia construção de planejamento estratégico

March 10th, 2012 No comments

Proposta é definir estratégias de atuação para os próximos três anos

Visando construir um planejamento estratégico que observe as necessidades, tendências e desafios impostos pelo atual cenário econômico às cooperativas de crédito, dirigentes das cooperativas singulares afiliadas a Cresol Central reuniram-se nos dias 6 e 7 de março, na Casa de Retiro Santa Cruz em Passo Fundo – RS. O encontro contou com painéis ministrados pelo Assessor do Departamento de Estudos Sócio-Econômicos Rurais (Deser), Amadeu Bonatto e pelo Diretor Pedagógico do Instituto Superior de Filosofia Berthier (IFIBE), Paulo César Carbonari.

Analisou-se o cenário internacional, destacando a crise econômica e ambiental, a atuação dos Governos, e o papel da agricultura familiar neste cenário. Foi realizado o resgate dos planejamentos realizados pela Cresol Central nos anos de 2004 e 2007 e ainda os dados da pesquisa feita no ano passado no Sistema Cresol, a qual contempla a visão dos associados, dirigentes e funcionários perante o Sistema.

Em sua apresentação, Bonatto destacou que as políticas públicas deram propulsão e conseguiram reter muitos na agricultura e, ainda, introduziu um conjunto de agricultores à dinâmica produtiva. No entanto, apontou que é preciso renovar o Pronaf, as políticas de seguro e de comercialização, a assistência técnica e a articulação destas políticas para não haver dificuldades na continuidade dos avanços conquistados. “É uma encruzilhada em como enfrentar a atual conjuntura que está em mudança e criar um projeto de desenvolvimento com novas ações e políticas renovadas, o que é determinante para a agricultura familiar. E a Cresol está envolvida não somente enquanto agente financeiro, mas também enquanto ator social e político neste processo. É preciso contribuir com um novo passo na dinâmica dos movimentos, nas articulações”, destaca.

De acordo com o Diretor Presidente da Cresol Central, Egon Gabriel Junior, diante do conjunto de eixos temáticos debatidos nos dois dias, os que surgiram com maior ênfase foram da governança e formato, pois se tratam de dois temas centrais dentro do Sistema. “Debater estes temas nos permitiu apontar várias elementos que devemos preservar e várias necessidades de avanços que devemos realizar. É preciso melhor atender as demandas e necessidades dos nossos associados e manter os diferenciais enquanto cooperativismo de crédito solidário”.

A participante Teresinha Aparecida Neto Engels, Diretora Presidente da Cresol Rio Fortuna, destaca que o planejamento foi importante para fortalecer e divulgar os trabalhos que a Central e as cooperativas realizam. “O encontro foi muito produtivo porque mostrou que a luta que a Central faz é para as cooperativas. Além disso, mostrou o que a gente fez e o que pode pode fazer para melhorar as ações”, finaliza.

Gabriel Junior destaca que desde a constituição da Cresol Central foram feitos dois planejamentos e estes encontros remetem a fazer, de tempos em tempos, reavaliações. “Precisamos fazer uma análise do atual cenário da Cresol, como o Sistema se coloca diante das mudanças impostas, a exemplo do êxodo rural. É preciso reafirmar nosso trabalho para continuarmos fazer o desenvolvimento local e regional sustentável”. O presidente salienta ainda que este foi um importante momento de participação e envolvimento dos dirigentes e funcionários, e que a dedicação das cooperativas será vital na construção das próximas etapas deste planejamento estratégico.

A metodologia utilizada na atividade contemplou apresentação de informações que destacam a evolução e os desafios da Cresol. Além disso, foram organizados grupos de discussões para apontar as principais possibilidades, necessidades e o que se deve preservar no Sistema com relação ao Formato, Formação, Crédito, Governança, Relações Institucionais e Tecnologia da Informação. A partir desta etapa, será elaborado um documento base que norteará as próximas etapas do planejamento estratégico.

Fonte: Cresol Central

Sicredi fecha Expodireto 2012 com mais de 1.400 pedidos de protocolo

March 10th, 2012 No comments

Primeiro ano com sede própria, o Sicredi atendeu associados de todo o Brasil na Expodireto Cotrijal 2012.

Nos cinco dias da feira, a instituição financeira protocolou mais de 1.400 pedidos de financiamento em um valor de R$ 80 milhões – a média por pedido foi de R$ 60 mil.

“Tivemos o resultado esperado para o momento que agricultura gaúcha está passando. Durante a feira, conversamos com nosso associado e prestamos consultoria para que ele decidisse o que era melhor para sua propriedade”, diz Orlando Müller, presidente da Central Sicredi Sul.

A linha mais procurada foi o Mais Alimentos e o equipamento, tratores de até R$ 75 mil.

Fonte: Central Sicredi Sul

Categories: SICREDI Tags:

Sicoob Paraná completa 10 anos

March 10th, 2012 No comments

Os 10 anos do Sicoob Paraná foram comemoradosno último sábado, dia 25 de Fevereiro de 2012, no Centro de Eventos Excellence em Maringá-PR. O evento reuniu mais de 1200 pessoas, entre elas autoridades cooperativistas de todo o País, dirigentes e colaboradores das 19 cooperativas que compõem o sistema no Paraná.

O momento das homenagens foi emocionante, todos que fizeram parte dessa década de existência puderam receber das mãos de Dirigentes do Sicoob PR, Jefferson Nogaroli, Luiz Ajita, João Bactista Manfroi e Marino Delgado uma escultura do artista plástico maringaense Zanzal Mattar, que simboliza o cooperativismo no Paraná.

O evento ainda contou com o lançamento do livro “Escrevendo o próprio destino”, escrito por Sérgio Gini e Dirceu Herrero, relatando “Como incertezas, desafios e sonhos transformaram,em apenas 10 anos, a história do cooperativismo de crédito empresarial no Brasil”. Palestras com Jussier Ramalho e Ricardo Amorim, no período do dia, e shows com o comediante Paulinho Mixaria, a dupla serteneja João Carreiro e Capataz e a Banda Blindagemencerraram a noite e o evento.

O Sicoob Paraná é o reflexo mais puro do que somos coletivamente. É o resultado da união associativista com o espírito cooperativo. Fruto de visionários que, com o coração cheio de esperanças e o ideal do bem comum, procuraram não apenas viver, mas saber porque viviam. Eis aqui o resultado em 10 anos. Pouco tempo, mas um tempo que passou muito rápido. Que deixou alguns pelo caminho, que reuniu outros e que se abriu para todos os que tiveram determinação, coragem e profissionalismo.

Hoje somos 19 cooperativas, 89.000 cooperados, 86 postos de atendimento cooperativo e uma movimentação em 2011 de R$ 1,1 bilhão em ativos. Hoje e sempre somos o Sicoob Central Paraná.

Fonte: Sicoob Paraná

Sicoob já tem mais de 21 mil acessos à conta corrente pelo Facebook

March 10th, 2012 No comments

O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), maior sistema de cooperativas de crédito do país, alcançou a marca de 21 mil acessos à conta corrente pelo Facebook. A ferramenta possibilita que o cooperado faça consultas financeiras, visualização de saldos, últimos lançamentos e lançamentos futuros da conta corrente. As informações das consultas não são publicadas no mural do usuário, mantendo o sigilo e garantindo a segurança dos associados .

O aplicativo, lançado e disponibilizado desde julho de 2011, segue as tendências de inovações tecnológicas, proporcionando aos cooperados uma forma pioneira de acesso às informações bancárias com economia e praticidade, uma vez que possibilita a visualização das operações na conta corrente de qualquer lugar do mundo, a qualquer hora do dia ou da noite, por meio do Facebook. O Sicoob foi a primeira instituição financeira no Brasil a disponibilizar um aplicativo que possibilita a realização de consulta financeira na rede social.

De acordo com o gerente de Canais de Atendimento do Sicoob, Luiz Cândido Severino Junior, a possibilidade de integração com informações disponibilizadas pelo Facebook é um diferencial entre as instituições financeiras do país. “A integração com as redes sociais é um dos grandes diferencias do Internet Banking do Sicoob e a perspectiva é que esse serviço ganhe novas funcionalidades em breve”, afirma o gerente.

Fonte: Sicoob

Categories: SICOOB Tags:

Governança Coorporativa em lua de mel com o Cooperativismo de Crédito, por Ricardo Coelho

March 6th, 2012 1 comment

Ricardo Coelho é Consultor para Cooperativas de Crédito

A parcela mais aguerrida comercialmente do Cooperativismo de Crédito – livre admissão e empresários – está em lua de mel com a Governança Coorporativa. E para que seja uma vida repleta de realizações e felicidade é necessário transparência e parceira na saúde e na doença. Portanto, esta formosa esposa deve explicitar suas verdades. Só assim aproveitaremos seus ricos ensinamentos apregoados aos quatro ventos, em especial junto as grandes empresas com ações negociadas em bolsa. Caso contrário, estaremos casando atraídos pela sua beleza plástica e modismo como acontece com um ingênuo adolescente diante do seu primeiro amor. Isso traria perdas irreparáveis de tempo, recursos e oportunidades para a Singular.

Tudo bem. Admitimos, então, que ela é uma dama de ouro e nosso relacionamento tem tudo para dar certo. Porém, antes de entrar de cabeça neste relacionamento e nos mudarmos para a casa da Sra. Governança, precisamos que ela nos conheça profundamente e não nos pasteurize como se fôssemos os outros relacionamentos que já teve. Só assim poderá se sintonizar a nossa realidade e gradualmente nos apoiar, em especial, no esforço de fazer-nos esquecer alguns paradigmas de gestão que edificamos anos a fio e que pouco irão nos ajudar na implementação do projeto de Governança.

Mas que a bela dama Governança não se engane! Ela deve primeiro aceitar que uma grande parcela do cooperativismo de crédito irá se casar (ou já se casou) com ela não por desejar, mas sim por ser esta uma determinação legal. Portanto, ela deverá ter calma e tato político e profissional para conduzir com maestria esta mudança de visão e atitude na mente de nossos líderes. Caso contrário, serão pífios os benefícios desta união, e com um divórcio previsível e custoso para a Singulares.

Já que muitos de nós vão ser obrigados a nos casar com a Governança, vamos ser práticos e lhe expor algumas de nossas verdades para que ela não venha alegar desconhecimento. Só assim nos ajudará como uma equipe – marido e mulher – que busca edificar algo grandioso durante anos a fio.

Vamos juntos analisar certas premissas internalizadas em alguns de nossos líderes e que precisam ser revistas com a ajuda da Sra. Governança, agora nossa esposa:

a) Uma parcela de nossos líderes ainda não domina completamente a complexidade da gestão de uma instituição financeira massificada frente à competitividade deste agressivo mercado.

  • Alguns líderes necessitam de intensa capacitação em gestão comercial para que possam dar fluidez ao processo de perpetuação da Singular. Só assim, com resultados aplaudidos pelo mercado é que haverá espaço para que estes executivos absorvam e apliquem os ensinamentos da Governança. Atenção: Em época de crise de sustentabilidade não há clima para aprimorar conceitos sem elevado estresse. Como costumamos dizer: Criança com fome ou estresse não aprende;

b) Muitos dos atuais executivos acreditam no projeto da Singular, mas mantêm uma intensa vida política e comercial na sociedade. Pela sua carência de tempo, apoiam o projeto emprestando sua notoriedade e nome à direção da Singular, bem como concentram nela a movimentação financeira de seu grupo socioeconômico. Neste cenário de falta de tempo e apenas superficial conhecimento do negócio, delegam ao(s) executivo(s) líder(es) a condução da Singular.

  • Como consequência direta, são deficitários nos pré-estudos dos temas pautados para as reuniões do conselho, não permitindo um debate saudável dos direcionamentos estratégicos da Singular. Assim, não dispõe de notoriedade no tema e no mercado para apoiar ou propor metas, posicionamentos mercadológicos e o planejamento estratégico, tendendo a concordar com o(s) executivo(s) líder(es). Portanto, ainda mais fracos serão na cobrança e acompanhamento dos resultados. Este cenário não se muda pela simples aprovação de um belo organograma na AGO direcionado para atender ao órgão regulador.

c) A Governança orienta que nossos conselheiros sejam conhecedores da lógica de nosso negócio para poder absorver os anseios dos sócios e retransmiti-los como missão macro para a diretoria executiva. Devemos gradualmente rever os critérios de seleção de conselheiros, buscando profissionais que, além da força socioeconômica, tenham desejo e tempo para aprender cada vez mais sobre nosso negócio, e assim realizarem sua missão com eficácia. Portanto, tenderão a dar parcial expediente e não mais estarão presentes somente em breves e esparsas reuniões. Em contrapartida teremos que elevar substancialmente as remunerações (cédulas de presença) para podermos mantê-los motivados a crescer com a instituição. Um custo direto da Governança.

d) Diante da Sra. Governança há uma tendência a definir no organograma dois cargos de presidentes: Conselho (Institucional) e da Diretoria Executiva (Operacional). Como passaremos de um modelo de décadas baseado em um único presidente para um novo modelo com dois presidentes e ainda não temos maturidade aguda para lidar com dois cargos de mesma nomenclatura, sugerimos que na Diretoria Executiva o cargo mais elevado seja o de Diretor Superintendente. Pois ficaria estranho em nosso meio termos um: Presidente da Diretoria Executiva, haja vista que presidente é um cargo acima de diretor.

  • Apesar de termos mudanças de cargos e mandos formais, devemos lembrar que cultura não se muda por decreto definido na última AGO e aprovado pelo BC algum tempo depois. Por um bom tempo ainda teremos a hierarquia real apontada em um de nossos recentes artigos: “A” manda em “B” que manda em “C”. Ou seja, será comum vermos um presidente do conselho, participando e conduzindo a diretoria executiva, contratando e demitindo funcionários, aprovando créditos, apesar de seu nome eventualmente não constar na ata.

e) Será um enorme aprendizado para o cooperativismo de crédito fazer com que seus atuais diretores executivos, e que passam a conselheiros, se limitem aos temas estratégicos delimitados pelo anseio de seus sócios na AGO. Pois, devem se abster totalmente dos temas operacionais que tanto se envolviam e lhes davam a percepção de utilidade prática e liderança.

f) Há outro aprendizado a ser imputado aos conselheiros. Ocorre que a diretoria executiva (Direx) deverá ser uma réplica das boas práticas de mercado para que possamos atrair e reter bons profissionais. Ou seja, deveremos propor uma boa remuneração fixa com atrativos benefícios, além de altos ganhos variáveis por metas atingidas. Ocorre que alguns conselheiros tradicionais tendem a considerá-los elevados e uma afronta ao preceito do cooperativismo. Algo a ser gerido.

g) A Governança é uma elevação substancial dos custos de uma Singular, sem certeza de melhoria nos resultados operacionais em curto prazo. Portanto poderá ser um agravante a ser implementado e administrado por Singulares pequenas ou debilitadas financeiramente.

h) Há algo delicado quando à Governança e que pode causar um certo desconforto, já que usualmente temos três executivos remunerados. Na nova configuração, apenas o presidente do conselho será remunerado e o resto do conselho só receberá cédula de presença. Assim, dos três atuais executivos, um teria sua situação resolvida, o outro poderia se utilizar da abertura legal de ser o único do conselho com cargo de diretor executivo, mas o terceiro ficaria sem remuneração.

i) Outro tema é que a contratação e a demissão de um diretor executivo é algo impactante para qualquer empresa, em especial para as Singulares que ainda não detêm expertise frente a um tema tão delicado. Assim, poderá haver equívocos de gestão com demissões recorrentes com perda gradual de governabilidade para a Singular, potencializando o resurgimento do mando operacional do antigo líder, mesmo sobre as vestes da Governança.

Não será fácil contratar diretores executivos no mercado sem estes chamarizes, além do que muitas grandes Singulares estão localizadas em cidades pequenas que podem não ser atrativas para os profissionais mais preparados do mercado.

Para pensarmos:

  • Quem demitirá o diretor executivo que também é conselheiro? Como ficará sua situação diante dos demais conselheiros, funcionários e sócios?
  • Qual a utilidade para a Governança e para o BC de conselheiros e diretores executivos sem patrimônio? Suscita um risco pífio pessoal e nenhuma perda de patrimônio diante dos demais conselheiros com patrimônio.

Reflexão final:

Muita calma nesta hora e extremo cuidado com o uso excessivo do jeitinho brasileiro diante das prerrogativas da Governança Corporativa, em especial quanto à simples mudança de nomenclatura e organograma para atender o prazo, o processual do BC e a plástica da Governança.

Saibamos aproveitar os ensinamentos desta coerente proposta nos apresentada pela Sra. Governança e passemos a implementá-la gradualmente em nosso modelo de negócio, sempre respeitando cada Singular em seu momento, tamanho, história, capacidade financeira e humana, e em especial sua ambição mercadológica.

Por fim, fiquemos espertos, pois sabemos que ainda não somos os melhores do mercado e se desviarmos muito esforços (pessoas, tempo, recursos…) para este projeto, poderá debilitar nossa eficácia mercadológica. E é o mercado que nos julgará, com ou sem Governança Corporativa.

Ricardo Coelho Consult www.ricardocoelhoconsult.com.br
Consultoria de Gestão e Capacitação Comercial para o Cooperativismo de Crédito

Cresol Baser: Seminário de Ampliação e Melhoria do Crédito

March 4th, 2012 No comments

A busca constante pela profissionalização do repasse do crédito ao agricultor familiar é uma realidade nas Cooperativas Cresol. E nesta semana os diretores, assessores, gestores e colaboradores das Cooperativas em todo o Sistema reuniram-se para uma etapa de discussão sobre as melhorias e ampliações na área da Carteira de Crédito.

As discussões foram orientadas pela Diretoria Executiva da Central Cresol Baser e pelos assessores do Sistema, mas o destaque foi à participação dos presentes que contribuíram de forma efetiva nas ideias, novas práticas e inovações na aplicação e repasse desse crédito.

O diretor executivo e responsável pela Carteira de Crédito da Central, Luiz Ademar Panzer destacou o objetivo e a importância do evento, “Ao longo dos anos o Sistema implementou vários avanços e inovações que vieram ao encontro das demandas e das necessidades dos agricultores, e neste momento em que se trabalha forte para iniciar a preparação de uma nova safra a partir do mês de julho de 2012, é prudente e oportuno que todas as cooperativas se reúnam para fazer um debate sobre o que é necessário melhorar nos procedimento operacionais e também o que é necessário criamos para garantir qualidade nas operações de crédito que a Cresol trabalha”.

“Nesse sentido a reunião das nossas cooperativas para essa discussão tem o objetivo de buscar uma melhoria nos procedimento operacionais e também uma ampliação da atuação da nossa carteira, visto que a nossa Cooperativa está presente em regiões onde a Agricultura Familiar tem predominância e o crédito vem com uma forte concorrência, fazendo com que a Cresol tenha a necessidade de se adequar as demandas do cooperado, buscando atender o agricultor cada vez melhor”, concluiu Panzer.

O crédito das Cooperativas Cresol é uma ferramenta de desenvolvimento e transformação na vida de muitos agricultores familiares e a cada dia é avaliado novas maneiras de melhorar esse repasse fazendo com que a missão do Sistema esteja presente em suas ações. 

Fonte: Cresol Baser

Categories: Cresol Tags:

Sicoob qualifica serviço de atendimento pela internet

March 4th, 2012 No comments

A partir do dia 2 de março os associados poderão consultar o extrato de sua conta corrente dos últimos 12 meses pela internet

O Sicoob está com mais uma vantagem aos associados. A partir do dia 2 de março os associados poderão consultar o extrato de sua conta corrente dos últimos 12 meses pela internet. A gerente administrativa do Sicoob-Oestecredi/SC, Eliana Berlt, diz que se trata de uma evolução do sistema, já que antes as consultas de extrato já eram possíveis para até seis meses. Para ter acesso ao serviço basta acessar www.sicoobnet.com.br e seguir os caminhos: Sicoobnet Pessoal > Conta Corrente > Consultas > Extrato de Conta Corrente.

O Sicoob, líder no segmento de cooperativismo de crédito, disponibiliza hoje pela internet os serviços Sicoobnet Pessoal com possibilidade de acesso a saldos, extratos, pagamentos, transferências, empréstimos, investimentos, cartões e previdência; e o Sicoobnet Empresarial para movimentação de contas empresariais. A gerente administrativa, Eliana Berlt, salienta que o serviço se tornou um importante canal de conveniência do associado e está em crescente expansão, com possibilidade de acesso as informações financeiras de qualquer lugar do mundo e a qualquer hora do dia.

Hoje, mais de 400 mil associados já utilizam os serviços do Sicoob na internet diariamente para realizar operações financeiras. Conforme a gerente administrativa, o Sicoob adota rigorosas medidas e incorpora as tecnologias mais avançadas para que o associado realize suas transações com segurança.

Além dos atendimentos na cooperativa e na internet, o Sicoob disponibiliza hoje atendimento nos caixas eletrônicos e através dos correspondentes Sicoob.

A seguir, algumas dicas do Sicoob-Oestecredi/SC para utilização segura de serviços internet banking.

- Nunca responda e-mails que solicitam seus dados bancários, por exemplo, número de conta, agência, senhas de acesso, etc.;
- Mantenha o hábito de verificar data e hora do seu último acesso ao Internet Banking;
- Compras virtuais: em qualquer transação pela Internet, leia com atenção as condições de venda e garantias de segurança e privacidade que a loja virtual fornece;
- Instale e mantenha sempre atualizado programas de proteção (antivírus, anti-spyware, anti-trojan e firewall) em seu computador;
- Evite acessar as conta através de computadores compartilhados;
- Não abra arquivos ou e-mails de pessoas ou empresas desconhecidas;
- Jamais revele suas senhas para outras pessoas, e quando for digitar a senha, verifique se não há alguém tentando visualizar sua digitação;
- Ao escolher sua senha, evite combinações óbvias como seu aniversário, sua idade seu nome, iniciais ou qualquer outro de mesma natureza.;
- Memorize sua senha, não a anote em papel nem a deixe armazenada no seu computador. Procure alterar sua senha periodicamente, a fim de dificultar a adivinhação por pessoas mal-intencionadas;
- Não utilize recursos de “gravar senha” no computador, pois outras pessoas podem utilizar-se desta funcionalidade para acessar sua conta.

Fonte: Sicoob Oestecredi

Sicredi PR/SP vai sortear sete carros e dez motos na Promoção Cooperação Premiada

March 4th, 2012 No comments

A campanha abrange cooperativas do Sistema no Paraná, São Paulo e distribuirá R$ 470 mil em prêmios

A Central Sicredi PR/SP lançou, no dia 27/02, a Promoção Cooperação Premiada, com a distribuição de sete automóveis e dez motocicletas zero quilometro, totalizando R$ 470 mil em prêmios.

A campanha seguirá até agosto e para participar, os associados das cooperativas afiliadas à Central no Paraná e São Paulo, devem utilizar os produtos e serviços que incluem o Poupedi Sicredi, produtos de investimento, cartões de débito e crédito, seguros, previdência, consórcios, entre outros.

Cada valor específico em operações financeiras realizadas por meio desses produtos gera um cupom para concorrer. A promoção é válida também para novos cooperados, que já recebem 10 cupons no momento da associação.

Segundo o superintendente de Desenvolvimento da Central Sicredi PR/SP, Maroan Tohmé, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu 2012 como o “Ano Internacional das Cooperativas”, destacando a contribuição destas instituições para o desenvolvimento socioeconômico e reconhecendo seu trabalho para aumento da renda, geração de emprego e integração social.

“Nada mais significativo do que uma campanha que premia o cooperado de acordo com o volume de movimentações que ele executa com a sua cooperativa, pois desta maneira ele contribui com o desenvolvimento da economia da região e ainda concorre a prêmios”, declara o superintendente.

Prêmios e sorteios – Os sorteios ocorrerão em duas datas definidas, o primeiro está marcado para o dia 27 de junho, com a distribuição de cinco motocicletas Honda Biz 125 à gasolina e dois carros, um Crossfox 1.6 Mi Flex e uma pickup Montana 1.8 Flex.

O segundo sorteio está marcada para o dia 27 de setembro, quando serão distribuídos cinco motocicletas Honda Biz 125 à gasolina e cinco carros, um Ford Fiesta Ford Trail 1.6 Flex, um Citroen C3 1.4 Flex,um Agile LTZ 1.4 Flex, um Fiat Strada Adventure 1.8 Flex e uma caminhonete Mitsubishi L-200Triton diesel.

Mais informações podem ser obtidas nas unidades de atendimento do Sicredi ou no hotsite www.cooperacaopremiadasicredi.com.br, onde o associado poderá conferir os prêmios disponíveis, bem como a divulgação dos resultados após os sorteios e o regulamento completo da Promoção.

Categories: SICREDI Tags: , ,

Sistema Sicoob distribui R$ 1 bilhão aos seus associados

March 4th, 2012 No comments

O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), maior sistema de cooperativas de crédito do país, distribuirá entre seus associados R$ 1 bilhão este ano. O montante, que é 66% superior ao valor lançado no ano passado, é resultado do movimento operacional e o giro de recursos nas cooperativas de crédito do Sicoob em todo país. Esse recurso, chamado de sobras no sistema cooperativista de crédito, equivale ao lucro dos bancos comerciais.

Para o diretor de desenvolvimento organizacional do Sicoob, Abelardo Duarte de Melo Sobrinho, os resultados apresentados pelo sistema em 2011, são satisfatórios, já que o aumento dos recursos que serão divididos entre os associados não provém do aumento de taxas e juros. “As sobras que serão distribuídas é resultado da movimentação da carteira de crédito do Sicoob e não representa reajuste de nenhum tipo de tarifa para o associado”.

Os números do Sicoob

A carteira de crédito do Sicoob atingiu a marca de R$ 16,5 bilhões em 2011, um crescimento de 25,41% em relação ao mesmo período de 2010. Em ativos totais, o crescimento em relação ao ano anterior foi de 18,23% com resultado de R$ 28 bilhões.
O crédito à pessoa física teve um acréscimo de 23% com a oferta de mais de R$ 3 bilhões em 2011. Para o produtor rural pessoa física, o Sicoob disponibilizou quase R$ 8 bilhões, o que equivale a um crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior. Para pessoa jurídica, o Sicoob ofereceu crédito de R$ 4 bilhões, o que representa crescimento de 47%. Para pessoa jurídica Rural foram disponibilizados mais de R$ 660 milhões.

“A avaliação do desenvolvimento do Sicoob é bastante positiva já que estamos crescendo em média 30% ao ano, aumento superior em relação aos números registrados pelo sistema bancário no país”, diz Abelardo. Para ele, a principal meta da entidade para os próximos anos é aumentar a participação de mercado. “O Sicoob planeja alcançar 5% em representatividade no Sistema Financeiro Nacional nos próximos 9 anos. No entanto, para alcançar essa meta é necessário a consolidação da cultura cooperativista nos estados que ainda não possuem a influência do setor”.

Números do setor cooperativista de crédito no Brasil

O crescimento registrado até setembro de 2011 no setor cooperativista de crédito no Brasil indica que o segmento teve um avanço de 16% no patrimônio das cooperativas de crédito de todo país em relação ao ano de 2010, o que equivale a R$ 15,3 bilhões. No mesmo período, os ativos totais registraram aumento de 24% com saldo de R$ 85,7 bilhões.

Sobre o Sicoob

O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) possui 2 milhões de associados em todo o país e está presente em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal. O Sicoob é composto por 552 cooperativas singulares, 15 cooperativas centrais e a Confederação Nacional de Cooperativas de Crédito do Sicoob (Sicoob Confederação). Compõe ainda o Sistema o Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), um banco comercial privado, sociedade anônima de capital fechado, cujo controle acionário pertence às entidades filiadas ao Sicoob, e que opera como provedor de produtos e serviços financeiros para as cooperativas. A rede Sicoob é a sexta maior entre as instituições financeiras que atuam no país, com aproximadamente 2 mil pontos de atendimento. As cooperativas inseridas no Sistema oferecem um amplo portfolio de produtos e serviços para seus associados e possibilita acesso a recursos financeiros especiais para empréstimo, investimento e capital de giro, com taxas e juros mais acessíveis.

Fonte: Sicoob

Categories: Notícias Tags:

Cooperativas afiliadas ao Sistema Cresol Central iniciam processos assembleares

March 4th, 2012 No comments

Para mostrar os resultados, aproximar o associado da cooperativa e planejar os próximos períodos, o Sistema Cresol Central realiza, nos primeiros quatro meses de cada ano, os processos assembleares. Em 2012, as primeiras Cooperativas Singulares a realizarem Assembleias Gerais Ordinárias (AGO) foram a Cresol Coronel Freitas, em Santa Catarina, e as Cresóis Jacutinga e Alto Credi, no Rio Grande do Sul. Os três encontros aconteceram no dia 24 de fevereiro e reuniram, cerca de, 800 participantes.

Durante as assembleias foram apresentados indicadores como os resultados do exercício anterior, a evolução do Sistema e também foi efetuado o planejamento para 2012. Conforme o Diretor da Cresol Jacutinga, Rene Tortelli, todo o trabalho da Cooperativa se concentra nos resultados que, durante os atos assembleares, são apresentados aos sócios. “Este é o principal momento de debate na cooperativa, onde os associados podem participar, conhecer os resultados, debater, opinar e contribuir para a continuidade do Sistema. Desta forma, é um dos principais eventos que a Cresol realiza com a presença massiva dos associados”, destaca.

Para o Diretor da Cresol Coronel Freitas, Lisando Sacardo, estes encontros levam ao associado a prestação de contas e demonstram transparência. “Este é o espaço de maior autonomia para definir encaminhamentos e para mostrar os resultados da cooperativa no dia a dia e ao longo dos exercícios”, explica. Os processos assembleares de 2012 serão encerrados no dia 27 de abril, com a Assembleia Geral Ordinária da Cresol Central.

Fonte: Cresol Central

Categories: Cresol Tags:

Banco Central trabalha para ampliar presença de cooperativas de crédito

March 4th, 2012 No comments
Alexandre Tombini é o Presidente do Banco Central do Brasil

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse que a instituição trabalha para tornar o cooperativismo de crédito mais robusto no futuro, sem abrir mão das “bases sólidas”.

“Uma regulação ajustada, que reflita a evolução do sistema cooperativa de crédito, com visão a equilibrar direitos e obrigações”, disse.

A afirmação foi feita no lançamento da agenda legislativa do cooperativismo na noite da última terça-feira. O evento reúne lideranças do setor, representantes do governo federal e de outras instituições e integrantes da Frente Parlamentar do Cooperativismo, composta por 255 parlamentares.

Há um chão a ser percorrido. O cooperativismo de crédito, mesmo com todos os avanços, ainda representa uma parcela pequena no sistema financeiro nacional e ainda não chegou ao nível potencial“, afirmou Tombini aos presentes.

Ele acrescentou que a participação do cooperativismo de crédito no sistema financeiro nacional poderia ser mais próxima de 10%, o que aumentaria a capilaridade do sistema, incentivaria a concorrência por tarifas mais baratas e diminuiria o nível do spread.

Tombini citou que a participação média nacional do cooperativismo de crédito está aquém do potencial. “No Rio Grande do Sul, a participação está numa faixa de um dígito mais próximo de 10, algo em torno de 8 ou 9 por cento. E isso que deveria ser a média nacional”, sustentou.

As cooperativas de crédito também contribuem para o processo de inclusão financeira, ressaltou Tombini. De acordo com o presidente do BC, dos 5.500 municípios atendidos pelo sistema financeiro nacional, 500 só contam com a presença de cooperativas de crédito.

Tombini afirmou também que as cooperativas passaram bem pela crise de 2008 e foram importantes para a “reciclagem da poupança local” num nível de endividamento muito menor.

Entre as ações de regulação “ajustada” recentemente impostas ao segmento, Tombini citou a adesão, por 97% das cooperativas, ao regime prudencial simplificado. Segundo ele, em dez anos, o número de participantes das cooperativas avançou de 1,5 milhão para 5,5 milhões.

Fonte: Valor Econômico

Banco Central ressalta importância do cooperativismo de crédito

March 4th, 2012 No comments

Alexandre Tombini é o Presidente do Banco Central do Brasil

Presidente da instituição falou sobre o tema durante o lançamento da Agenda Legislativa do Cooperativismo

“O Banco Central do Brasil (BC) sabe da importância do cooperativismo de crédito. O setor contribui de forma relevante para o processo de inclusão financeira no país, e o BC tem participado desse processo. Temos trabalhado, ainda mais intensamente nos últimos cinco anos, para o desenvolvimento das cooperativas de crédito, a partir de uma regulação sólida”. Assim, o presidente do BC, Alexandre Tombini, deu início ao seu pronunciamento durante o lançamento da Agenda Legislativa do Cooperativismo 2012, na noite desta terça-feira (28/02), na Fundação Casa do Cerrado, em Brasília (DF).

Dos 5,5 mil municípios atendidos por instituições financeiras, 500 contam exclusivamente com cooperativas de crédito. A tendência é que, nos lugares onde elas atuam, as tarifas e taxas cobradas nos empréstimos sejam menores”, disse, enfatizando que o segmento também fomenta o empreendedorismo, citando a união de microempreendedores para a formação de cooperativas.

Em seguida, o presidente do BC destacou o crescimento do setor na última década, falando também sobre sua peculiaridade, de promover o desenvolvimento local nas comunidades onde se faz presente. “Hoje, 5,5 milhões de pessoas participam do sistema cooperativo de crédito. Há dez anos, eram pouco mais de 1,5 milhão. Isso mostra uma consolidação em maior escala”, disse.

Tombini também creditou os resultados alcançados a um convênio de cooperação técnica firmado entre o banco e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) em abril de 2010, visando à profissionalização da gestão. “Por meio de resoluções e novas linhas, criamos um ambiente favorável, mas também cobramos um esforço do setor para a efetivação desse processo. O desenvolvimento do sistema de auditoria, por exemplo, foi um passo importante, mas é preciso continuar trabalhando para que ele seja ainda mais robusto”, comentou.

“Mesmo com todos os avanços, o cooperativismo de crédito ainda responde por uma parcela pequena do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Há um chão a ser percorrido. Aumentar esse percentual deve ser uma meta do segmento, ter a ambição de crescer ainda mais. Com certeza, o Brasil ganharia muito com isso no futuro”, complementou Tombini.

Fonte: OCB

Tarifas em cooperativas de crédito: razões antigas e novas para a sua cobrança, por Enio Meinen

February 28th, 2012 6 comments
Enio Meinen

Se, de um lado, para a maioria das cooperativas de crédito a cobrança de tarifas é assunto superado, de outro, para um grande grupo delas, a questão continua marcada por muitas indefinições.

Aquelas que cobram tarifas se veem motivadas pelo fato de a atitude ser uma boa oportunidade de geração de receitas a complementarem as rendas com a atividade bancária típica, que é a da intermediação financeira (captar e emprestar dinheiro). O parâmetro de eficiência que adotam, na linha do que se pratica no mercado financeiro tradicional, tem a ver com o montante dos custos com pessoal cobertos pelos ingressos daí decorrentes.

As cooperativas que não cobram tarifas, por sua vez, identificam nisso um diferencial competitivo na comparação com as demais instituições financeiras. Algumas delas, aliás, até mesmo elevam a objeção ao grau de preconceito, inadmitindo tal prática na seara cooperativa.

Na essência, contudo, nenhum dos dois argumentos (mais receita e diferencial competitivo), embora procedentes em si, é suficiente para esgotar a justificação.

Com efeito, há uma circunstância, ligada à própria natureza operacional da sociedade cooperativa, que se sobrepõe a qualquer outra motivação, seja ela a favor ou contra a tarifação. Vejamos.

.

Reflita …

Durante o ano, dada uma estrutura e dado um portfólio que a cooperativa coloca à disposição do quadro social, um grupo de cooperados deposita recursos (e deixa uma margem – de custeio – para a cooperativa, identificada pela diferença entre o que ela vai conseguir aplicando os recursos em escala e a remuneração que vier a pagar para o associado); outro grupo de associados toma empréstimos (e paga juros por isso); e um terceiro grupo toma serviços (pela movimentação das contas-correntes, pelas atividades envolvidas para a concessão de crédito – elaboração e renovação de cadastro, por exemplo -, entre outras atividades).

No final do exercício, apura-se o resultado pela diferença entre as receitas e as despesas incorridas em todo o período. Significa dizer que, se cada associado pagar pelos produtos e serviços de que se valeu na cooperativa, a sobra será invariavelmente maior. Do contrário, se houver um grupo que não pagar pelas soluções, a sobra fatalmente será menor.

.

E é aqui que entra o “x” da questão:

  • se um grupo de usuários (tomadores de serviços) não pagar pelo uso da estrutura durante o ano, a despesa alocada para essa oferta (de serviços) não terá uma correspondente receita, sendo assim diluída entre todos. Logo, associados que não lograram proveito (mesmo indireto) com certas atividades, vão suportar o ônus.

Resumindo, toda solução ofertada pela cooperativa tem um custo (uma “tarifa”), que, se não cobrado na origem, incidirá “passivamente” no fechamento das contas.

A escolha está em atribuí-lo (o custo), na devida proporção, a quem se beneficia do negócio ou socializá-lo entre todos (mesmo que apenas uma parcela se valha de dados serviços).

.

A socialização tem um problema, representado pela conta que vai para os que não têm nada a ver com isso. Por exemplo: quem toma empréstimo paga por ele (todos os custos da estrutura estão embutidos, além do spread). Da mesma forma, quem deposita recursos deixa uma margem (paga um preço) para a cooperativa, como gestora em escala. Para estes, ou mesmo para quem tem apenas capital e não faz operação alguma, significará, portanto, uma sobreoneração responder pelos dispêndios daqueles que tiveram proveito com determinados serviços.

Por outro lado, as receitas com tarifas – fixadas em valores módicos, compatíveis com a natureza não lucrativa das cooperativas – devem, a exemplo dos encargos pagos pelos empréstimos e os volumes de depósitos, compor a base de cálculo para apurar as sobras a serem devolvidas aos associados (de preferência, em qualquer caso, convertidas em novas quotas-partes de capital).  Com isso, faz-se justiça, tanto com os associados que não utilizaram, no todo ou em parte, os mesmos serviços (ao não responderem pela conta), como com aqueles que pagaram as tarifas (pois as terão de volta na razão do excesso sobre as despesas alocadas para o mesmo fim).

Demonstrada a razão maior a justificar a medida, nunca é demais lembrar que a cobrança de tarifas (que pode assumir o formato de “pacotes”, considerando o grau de fidelidade\rciprocidade do associado) – em padrões compatíveis com o nosso discurso de melhor instituição financeira do nosso associado – representa um reforço substantivo para o incremento da “última linha do balanço”, especialmente em cenário de redução dos spreads financeiros (diferença entre o custo de captação dos recursos e a remuneração dos correspondentes ativos). E com a vantagem (além da justiça para o quadro social) de, ao contrário das atividades clássicas, não implicar risco a requerer suporte de capital social (tão escasso no meio cooperativo).

O mercado bancário tem na relação tarifas x despesas com pessoal uma de suas medidas de eficiência. Inúmeras, por sinal, são também as cooperativas – e até mesmo sistemas inteiros – que já adotam parâmetro de proporcionalidade entre as duas rubricas. Um bom exemplo entre nós é o caso da cooperativa de Janaúba – Sicoob Credivag – situada no Norte de Minas Gerais, que adota esta correlação como meta, e consegue custear 100% da folha de pagamento com receitas oriundas de tarifas e prestação de serviços.

Há, também, cooperativas que utilizam a cobrança de tarifas como forma de direcionamento dos associados para os meios eletrônicos ao praticarem níveis de preços diferentes (maiores) nos guichês de caixas – canais mais dispendiosos – em comparação com os dos terminais de autoatendimento e internet. Essa medida motiva uma preferenciação pelos cartões, atm’s e internet. Outras, ainda, valem-se das tarifas como ferramenta educativa. No intuito de sancionar associados que deixam suas contas correntes devedoras mais recorrentemente, aplicam taxações mais representativas em eventos como adiantamento a depositantes e sustação e devolução de cheques.

Aliás, falando em (mais) ingressos x (menos) despesas, vale inserir aqui uma recomendação quanto à ampliação do portfólio de serviços das cooperativas para os cooperados, de modo a incorporar receitas – não necessariamente pagas diretamente pelos associados – com cartões, seguros, consórcios, convênios de arrecadação (locais, regionais e nacionais), cobrança, captação de recursos de previdência privada, intermediação de quotas de fundos de investimento, captação de poupança (para os bancos cooperativos), prospecção de operações de crédito consignado; originação de créditos para fundos de investimentos em direitos creditórios (FIDCs), entre outros. Além de melhorar o resultado (nos maiores conglomerados bancários do país, essa lista chega a representar 60% de todo o lucro), a cooperativa amplia o nível de fidelização e satisfação do associado.

Esse conjunto de providências, além de “calibrar” as sobras, ajudando a alimentar os fundos (de reserva, em especial), a incrementar as quotas partes (pela conversão das sobras) e a diminuir a dependência das “inconvenientes” ou mal recebidas chamadas para capitalização, segura o associado e melhora a imagem da cooperativa.

”Riobaldo, a colheita é comum, mas o capinar é sozinho”
(João Guimarães Rosa, poeta mineiro de Cordisburgo, em Grande Sertão: Veredas).

.

Por Enio Meinen, advogado e Diretor Operacional do Bancoob

Categories: SICOOB Tags: ,

Risco “i” – Uma nova classe de risco para o Cooperativismo de Crédito, por Ricardo Coelho

February 28th, 2012 2 comments
Ricardo Coelho é Consultor para Cooperativas de Crédito

Reconhecemos a relevância das etapas de concessão, recebimento e cobrança do crédito, mas consideramos mediano o atual modelo de validação de classificação de risco do crédito, pois seu processo só o atualiza uma única vez após o fechamento do mês. Além do que, só demonstra as alterações nos níveis de riscos no início do mês subseqüente. Portanto, não é boa prática comercial tomarmos decisões baseado em informações com mais de 30 dias de retardo. A manutenção deste formato corrompe a boa gestão da carteira de crédito e pode impactar sobremaneira nossos resultados, já que apenas nos “permite” agir quando o cliente agrava sua classificação de risco e eleva sua provisão.

Mas com criatividade, vontade e processos simples suavizaremos este descompasso através de acompanhamento pró-ativo de nossos devedores. Tudo para nos alinhar a antiga máxima do crédito massificado: O primeiro que cobra é o primeiro que recebe, e reforça suas garantias.

.

Falta-nos acompanhamento:

Com a rápida maturidade do crédito de varejo massificado percebemos muita atenção no processo de concessão do crédito. Depois, inexplicavelmente, elegemos o devedor como o único responsável pela dívida. Como se o problema de uma eventual inadimplência fosse só dele. Este seria o melhor dos mundos, mas não é assim que funciona. Lembremo-nos que nosso maior compromisso é com a manutenção do grau de confiança em nós depositado por aqueles que aportaram recursos na singular, e, portanto, é também nosso dever sermos eficazes em todas as etapas do crédito, inclusive no acompanhamento.

Visando suavizar o impacto da inadimplência em nossas gestões, devemos estar antenados aos sinais emitidos cotidianamente pelo devedor quanto a sua saúde financeira. Este acompanhamento nos permitirá mais coerência e pró-atividade na gestão deste sensível tema. Este artigo chama a atenção para os inúmeros sinais da vida financeira dos nossos clientes devedores que podem apontar um eventual risco no recebimento do crédito e subsidiar nossas novas concessões creditícias.

.

Risco “ i ”:

Apresentamos a você o Risco “ i ”, um inovador e relevante conceito de risco de crédito. Resolvemos criá-lo, pois em nossas consultorias e capacitações é usual vermos o não acompanhamento detalhado dos créditos concedidos. Este descuido potencializa perdas relevantes, mas não ganha notoriedade dos gestores por não afetar as provisões no curto prazo.

Escolhemos a nomenclatura: Risco “ i ” por dois motivos. O primeiro é porque facilita a memorização e sua correlação com os temas afins a provisão, é ser a próxima letra do alfabeto após os formais riscos: a, b, c, d, e, f, g, h . O segundo motivo é que o Risco “ i ” explicita a expressão sonora “ i i i i i i i i i i i ” que usualmente emitimos quando queremos sinalizar que algo está começando a degringolar.

Na prática o Risco “ i ” visa alertar a Singular de uma potencial deterioração do crédito através dos primeiros sinais emitidos pelo cliente. Estes sinais sabidamente demonstraram um fato anormal na vida financeira do cliente que merece ser analisado e acompanhado pelo seu gerente, para que possa entendê-lo, evitá-lo ou mitigá-lo.

.

Alguns dos usuais sinais que potencializam um Risco “i”

A lista abaixo não tem a pretensão de relacionar todos os possíveis sinais de Risco “ i ”, já que dependem diretamente das especificidades das praças, das singulares e dos fluxos financeiros dos clientes. Mas certamente irão permitir uma melhor compreensão do conceito macro do Risco “i”, que se resume em acompanhamento pró-ativo dos sinais financeiros dos devedores, sendo que muitos deles podem ser facilmente implementados pela sua área de TI. Abaixo alguns Riscos “i”:

  1. O primeiro Adiantamento a Depositantes (AD)
  2. Recorrentes Adiantamentos a Depositantes (AD)
  3. Adiantamento a Depositantes (AD) em conta corrente recente
  4. Cheque devolvido (alíneas: 11, 12, 21), em especial em conta recente
  5. Uso do limite de Ch. Especial (mesmo que parcial) para liquidar parcelas de dívidas, ou para honrar outros débitos de tarifas, débitos automáticos, outros convênios…
  6. Atraso em crédito com menos de 1/3 do prazo decorrido ou em menos de seis meses após concessão do crédito parcelado
  7. Inadimplente já na primeira parcela (possibilidade de golpe)
  8. Inadimplente de composição ou renegociação
  9. Não cobertura do limite de cheque especial nos últimos 30 dias
  10. Limite do cheque especial com uso maior que 60% nos últimos 31 dias
  11. Sem depósitos de suas receitas mensais, nem 50% de sua renda declarada
  12. Redução no número de movimentação a crédito em conta corrente
  13. Renovação de créditos rotativos (conta garantida), pagando apenas o mínimo legal
  14. Cartão de crédito com mais de 50% refinanciado (em especial os novos)
  15. Cartão de crédito com pagamento mínimo
  16. Exclusão do débito automático do cartão de crédito ou outros
  17. Freqüência diária na agência para solucionar problemas de sua má gestão
  18. Elevação do ticket médio/concentração dos títulos descontados (incluindo cheques)
  19. Redução e/ou Alongamento dos títulos descontados
  20. Pedido de aumento de limite de cheque especial s/ razão plausível, estando usando cheio
  21. Cancelamento de seguro (especialmente de vida)
  22. Solicitação de alongamento da dívida, antes de 50% do prazo
  23. Estoque excessivo de talão
  24. Pedido de crédito dando como garantia bens próprios, visando levantar recursos
  25. Cliente elevadamente devedor e que aceita facilmente “comprar” soluções menos nobres
  26. Cliente totalmente alheio a taxa e tarifas relativas ao novo crédito desejado
  27. Reclamação rotineira do atendimento de outra Instituição Financeira
  28. Empresa antiga com excesso de rotatividade de empregados
  29. Dificuldade recente em fornecer documentação (pessoal ou da empresa), etc.

.

Sugestão de possíveis ações após a sinalização para evitar Riscos “ i ” :

  1. Acompanhamento pontual
  2. Entrevista pró-ativa com atitude corretiva
  3. Refazer cadastros com menor periodicidade de clientes com crédito novos ou de vultos
  4. Validar ciclicamente nos bancos de restritivos os clientes de crédito novos ou de vulto
  5. Reconhecer grupos econômicos (de fato e direito)
  6. Implementar check-list para desconto de cheque
  7. Capacitar o Caixa para a função também de “perdigueiro de cheques”
  8. Desenvolver expertis para visitas comerciais de concessão e acompanhamento de crédito
  9. Validar se o avalista tiver a mesma fonte de renda
  10. Sempre ter em mente que o capital social e sobras podem vir a suavizar nosso risco

Reflexão final: O Risco “i” é um tema intrigante e que mina os resultados das Singulares, e neste breve artigo apresentamos sua relevância de forma lúdica, sem deixar de sermos assertivos. Ele se baseia no acompanhamento astuto do crédito através do cotidiano e da vivência dos gestores e de sua equipe junto a estes clientes. A carência de tecnologia em nosso modelo de negócio é fato, mas não podemos usá-la como muleta para não iniciarmos imediatamente nossas soluções criativas para minimizar a incidência de Risco “ i ” em nossa carteira.

O Risco “ i ” é um dos temas tratados em nosso curso de: Crédito e cobrança e de Visitas comerciais

.

Ricardo Coelho  Consult                          www.ricardocoelhoconsult.com.br
Consultoria de Gestão e Capacitação Comercial para o Cooperativa de Crédito

CoopArt: Competição Artística Cultural Global

February 24th, 2012 No comments

Você tem entre 16 e 35 anos e é apaixonado pelo cooperativismo? Tem algum talento artístico e gosta de se expressar através dele?

A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) lançou a Coop’Art, uma competição artística global com o objetivo de incentivar os jovens a expressarem com criatividade suas opiniões e experiências sobre o cooperativismo.

Pessoas com idade entre 16 e 35 anos, de qualquer país do mundo, podem se inscrever no concurso. Para participar, é preciso escolher uma das três categorias – música, fotografia ou vídeo – e utilizar a criatividade para transmitir os valores e princípios do cooperativismo da forma mais atrativa para os jovens. Serão 3 vencedores de cada categoria, que recebem os seguintes prêmios:

  • 1º lugar: US$ 3.000 e passagem aérea para participar do World Co-operative Forum em Manchester, Inglaterra, que acontece de 30 de outubro a 2 de novembro de 2012
  • 2º lugar: US$ 1.500
  • 3º lugar: Um tablet

Os jovens e o cooperativismo
De acordo com José Antonio Chávez Villanueva, representante da juventude do Conselho da ACI, os jovens de todo o mundo praticam diariamente os valores do movimento cooperativo. Se as cooperativas forem capazes de se comunicar com eles, será possível motivá-los, lançando as bases para a fundação de uma sociedade mais engajada e colaborativa.

O concurso Coop’Art é uma excelente ferramenta para iniciar esse processo de reconhecimento da filosofia cooperativista. O objetivo é mostrar aos jovens que ela é um exemplar modelo de empreendedorismo, além de uma ótima oportunidade de emprego em organizações que se preocupam com a gestão democrática, responsável e ética.

Confira detalhes do regulamento da competição aqui e inscreva-se preenchendo o formulário até maio de 2012.

Fonte: Sicredi – gentequecooperacresce.com.br

Reengenharia das Sobras com apoio do legislador, por Ricardo Coelho

February 23rd, 2012 2 comments
Ricardo Coelho é Consultor para Cooperativas de Crédito

Em nossas consultorias identificamos uma orientação “informal” e regional de legisladores sinalizando que as sobras devem ser distribuídas em função unicamente dos saldos médios dos 3 grandes grupos: investimento, depósito a vista e crédito. Ou seja, uma Singular que tivesse um saldo médio em 31/12 de R$ 5 milhões em Depósito a Prazo, R$ 4 milhões na Carteira de Crédito e R$ 1 milhão em Depósito a Vista, teria que distribuir suas sobras dividido-a de forma aritmética por R$ 10 milhões. Assim, 50% iriam para os investidores, 40% para os tomadores e 10% para os que fizeram Depósito a Vista. Vejam que a fatia que cabe ao crédito nas sobras fica engessada pelo saldo médio da dívida e não pelos juros pagos. Parece pouco, mas aqui mora um grande entrave comercial e societário que pune sobremaneira estas Singulares. No segundo momento, que é quando se define a forma de distribuição aos sócios de cada uma das 3 fatias das sobras, a Singular passa a ter novamente autonomia. Mas usualmente segue uma tradição de fazer o rateio do item por saldo médio para investimentos, depósito à vista e juros pagos para o crédito.

Vale ressaltar que esta “informal” normatização regional foi motivo de impugnação de inúmeras atas de assembléias que não seguiram estes “ditames”. Acreditamos que esta “normatização” se deve ao fato de também terem vivenciado algumas distorções antes da LC 130 de 2009, onde alguns arranjos criativos faziam o capital social ser “tratado” como um produto muito bonificado nos rateios das sobras, e o depósito a vista ser considerado uma opção de investimento pelos ganhos nas sobras etc. Diante deste cenário, alegam que esta decisão evitou distorções e manteve a igualdade na sociedade.

Entendemos que estes desvios foram casos pontuais e assim deveriam ser tratados e acompanhados, já que atualmente são raríssimos. Ou seja, foi um excesso de zelo sua pasteurização como uma “normativa” para 100% das singulares regionais. Além do que, esta “trava” na distribuição das sobras é um grave equívoco comercial por ferir primários preceitos de uma sociedade, como aquele que reza que um saudável relacionamento comercial deve sempre primar por um alto grau de certeza do cliente quanto às suas vantagens de se manter fiel a instituição. Não nos esqueçamos que esta medida “disciplinar” também é uma ingerência societária, já que a Singular tem autonomia legal para definir em assembléia a melhor forma de distribuir suas sobras. São eles que conhecem seus sócios e tem autoridade para propor a melhor estratégia para sobreviver neste agressivo mercado. Portanto a manutenção desta “normativa” regional dificulta ainda mais a condução de nosso modelo de negócio, sem qualquer ganho expressivo quanto à supervisão legal.

Diante deste cenário, o artigo trará reflexões para que os executivos das singulares impactadas por esta “normativa” possam argumentar, e por que não, serem convidados pelo órgão regulador regional para discutir sua suavização ou mesmo sua extinção. Além de nossas sugestões, veremos breves reflexões jurídicas feitas pelo Dr. Fábio Siqueira, sócio da AKS Advogados, especialista em cooperativismo de crédito e parceiro desta consultoria.

.

1º Contra-ponto: Esquece-se da riqueza do depósito a vista

Nesta “normativa” não há qualquer incentivo para que os clientes (sócios) concentrem seus movimentos cotidianos na sua conta corrente da Singular, já que o saldo global deste grupo será inexpressivo e com um retorno pífio nas sobras. E vale aqui uma ressalva comercial: O não uso efetivo da conta corrente pelos sócios é o pior indicador de eficácia de uma Singular, pois sinaliza que só a usam para aplicar a boas taxas ou tomar créditos com critérios generosos. Portanto, nenhum outro número expressa tão verdadeiramente a opção do cliente por uma instituição financeira como a forma que se utiliza de sua conta corrente.

Cabe aqui uma oportuna reflexão. O que é um saldo médio mensal expressivo em conta corrente para um cliente? Depende. Para um enfermeiro que ganha R$ 2.000,00, R$ 4.000,00 em saldo médio é expressivo, já para um médico que fatura no mês R$ 40.000,00, R$ 4.000,00 pode ser pouco. Ou seja, quanto é muito ou pouco não pode ser norteado pelo saldo médio de um cliente, e sim pelo seu perfil. O mesmo raciocínio se aplica ao saldo médio mensal em conta corrente de uma Singular. Se ela tem potencial para R$ 3.000.000,00 por mês, e só apresenta R$ 600.000,00, tem muito a buscar junto a sua base. Portanto, números brutos de saldo médio em conta corrente não querem dizer nada, se antes não forem observados os parâmetros da individualidade da base de clientes.

Diante da falta de relevância do depósito a vista nas sobras, propomos que festejemos 2.012 como o ano mundial do cooperativismo, mas também o elejamos como o ano em que iniciaremos uma grande cruzada para sermos mais eficaz na gestão da conta corrente como nosso grande serviço. E poderemos sim fazer um grande projeto, já que, a premiação do conta corrente nas sobras é um de nossos grandes diferenciais perante os concorrentes. Assim, passemos em 2.012 a premiar com sapiência e destaque o saldo médio em depósito a vista, já que a conta corrente é indubitavelmente a ponte para a perfeita harmonia entre nossos serviços e a percepção de utilidade pelos nossos clientes. Clientes sim, pois há um elevadíssimo grau de racionalidade em nossas decisões quando buscamos parceiros para nossa vida socioeconômica, e assim sendo, não desejamos ser sócio de uma instituição que não consegue minimamente concorrer com os inúmeros bancos de varejo massificado a nossa disposição. Ser apenas uma boa opção de crédito ou de investimento é pouco e fatal.

.

2º Contra-ponto: Bonificação excessiva para tomadores de valores e prazos elevados

Cooperativas com excesso de liquidez tendem a “desovar” seu funding (dinheiro para emprestar) em créditos de longuíssimo prazo e a taxas baixíssimas. Pelo “engessamento” da regulamentação regional acima exposta, estes poucos clientes com elevados créditos pagam juros baixos, mas que tornam-se juros consideráveis diante do vulto de seus créditos. E assim passam a ser muito participativos na distribuição do “bolo” a ser distribuído pelo critério de rateio “juros pagos”. E este elevado ganho de poucos é ainda potencializado, pois neste “bolo” de juros pagos há pouca relevância dos juros pagos pelos créditos de varejo (crédito parcelado e juros de cheque especial), já que esta singular tem dificuldades de trabalhar esta modalidade de crédito.

E algo insano acontece. Estes clientes com altos créditos (e taxas baixas) terão nas sobras benefícios tão elevados que chegam a ter seus créditos a um custo real abaixo do custo da captação da Singular, ou em alguns casos, sobras superiores aos juros pagos no ano. Lembremos ainda que há uma grande chance destes clientes terem baixíssima aderência a Singular já que grandes créditos são tomados por sócios muito bem informados e que cotam muito. Além do que têm garantias reais, há muita oferta de financiamentos e são tomados sem a urgência vista no crédito de consumo (até 24 meses). Portanto, este “sócio” terá forte participação nas sobras sem que sejam observadas coerentes prerrogativas de aderência a Singular, o que sinaliza uma insensatez comercial e societária.

Nesta mesma Singular, sócios que se utilizam das linhas de crédito de consumo, como cheque especial e créditos parcelados, terão baixos juros pagos frente aos clientes com altos volumes tomados. Portanto, participaram apenas de forma discreta do bolo a ser distribuído como juros pagos. Pela experiência de 3 décadas neste mercado, declaramos que são estes clientes de crédito de varejo que têm muito mais aderência a Singular, pois atrelam de forma cotidiana nossas soluções aos serviços da conta corrente. Assim, no quesito rateio pela carteira de crédito, a sugestão mais coerente societariamente e comercialmente é que ele seja feito pelos juros pagos de forma saudável. Contudo, precisamos que antes tenha sido definido livremente em AGO o percentual das sobras que será canalizada para este item, sem “engessamentos” regulatórios. Portanto, longe da “regulamentação” que determina que a parte do “bolo” das sobras será aquela relativa a representatividade do saldo médio devedor dos créditos, junto aos saldos médios de investimento e depósito a vista, fazendo dos três o balizador da distribuição das sobras em 3 grandes grupos.

.

3º Contra-ponto: Incoerência na distribuição das sobras por investimento

Se o Depósito a Prazo é a única opção de investimento de uma Singular, fica simples distribuir as sobras pelo investimento, mas o que ocorre quando captamos Fundo de Investimento e Poupança?

Sabemos que captamos poupança direcionando seu funding (dinheiro para emprestar) para alocação no crédito rural. Esta linha realmente é muito interessante para muitas Singulares, já que potencializa o surgimento de inúmeros outros negócios que darão fluidez e viabilidade a esta parceria. Portanto, não é complexo defender a participação nas sobras do saldo médio em poupança aglutinando este montante ao Depósito a Prazo, como sendo o saldo médio total o grupo Investimento.

Mas o que poderíamos orientar quanto ao rateio nas sobras oriundos dos saldos médios em Fundo de Investimento? Vamos por partes. Primeiro devemos ter em mente que nenhum valor captado em Fundo de Investimento se torna fonte de recursos para créditos, já que 100% dele é aplicado em uma empresa DTVM (Distribuidora de Títulos de Valores Imobiliários), podendo ser esta empresa do próprio sistema cooperativo ou não. A DTVM terá que comprar papeis para fazer frente à remuneração projetada para estes investidores. E estes papeis são usualmente DI (depósito interbancários) de bancos concorrentes, que ao nos venderem seus papeis alavancam sua carteira de crédito. Ou seja, retiramos recursos da região onde trabalhamos para fomentar o desenvolvimento de outra região escolhida pelo banco que acaba de receber nosso dinheiro pela venda de seus títulos a nós. Perguntamos: Por que considerar nas sobras o Fundo de Investimento como um produto de captação se em nada alavanca nossa carteira de crédito? Neles, nossa receita fica circunscrita a prestação de serviços por empresas do grupo (ou terceirizadas), e que se resume em um “tarifa” recebida da DTVM como serviços pela taxa de administração ou de performance.

Atenção: Salientamos que Fundos de Investimento não devem ser um produto de captação fomentado no cooperativismo de crédito, haja vista os fatores já acima apontados, que podem ser resumidos pela sua não mutualidade, a qual norteia o cooperativismo, onde sócios com excedentes os vendem para a sociedade para que esta possa suprir carências do restante do quadro social. A manutenção deste produto de captação (e seu incentivo) mina sorrateiramente o cooperativismo de crédito, pois “educa” desnecessariamente os sócios investidores a aprenderem a só quererem aplicar nesta imperfeita solução. Como conseqüência, a singular tem uma elevação gradual e temerosa no custo de seu funding (dinheiro para emprestar).

.

4º Contra-ponto: Inclusão do grupo de Serviços no rateio das sobras

Como já alertamos em vários artigos, não é atualmente concebível o ineficaz rateio das sobras sob a alegação de que falta de tecnologia ou por ser este modelo uma praxe, tradição ou costume que vem de anos. Propomos que se inclua o 4º grupo: Serviços, já que são verdadeiros sinalizadores de aderência do cliente as nossas mais dinâmicas e corriqueiras soluções, além do que estas “tarifas” somaram-se às Sobras e devem vir a bonificar neste rateio àqueles sócios que as pagaram. Sim, pois já não se sustenta comercialmente e societariamente distribuir para os 3 grupos tradicionais (investimento, crédito e depósito a vista) os ganhos advindos de: pacotes de serviços, doc´s, ted´s, cobrança de títulos bancários, prêmios de seguros, taxas de administração de consórcios etc.

Importante: Nesta linha de pensamento do que seja Serviços, incluiríamos os ganhos da Singular, originados dos valores pagos pelo cliente como taxas de administração (ou performance) em função de suas posições administradas nos Fundos de Investimento. Ou seja, sugerimos que os Fundos de Investimentos sejam excluídos do grupo de rateio de Investimento, passando-o para o de Serviço.

.

Reflexões Finais

Este artigo traz grandes temas que deveriam ser pontos de atenção dos órgãos reguladores, ou seja, tratar exceções como tal e analisar profundamente as especificidades das soluções ofertadas pelas Singulares e as praxes mercadológicas antes do julgamento do mérito.

Precisamos rapidamente recuperar a correta interpretação da regulamentação que norteia o rateio das sobras, estabelecidas na legislação societária das cooperativas [art. 4º, VII da Lei 5.764/71], que diz: “retorno das sobras líquidas do exercício, proporcionalmente às operações realizadas pelo associado”. Mas antes devemos eliminar a “expansão” ortográfica dada para a palavra “operações” desta regulamentação, que passou a ganhar ares atuais de apenas 3 grandes grupos: Investimentos, Crédito, Depósito a vista (e antigamente Capital Social) os quais seriam distribuídos conforme a conveniência, ora como saldo médio, ora como juros pagos. Mesmo porque, a evolução normativa resultante da criação do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, prevê expressamente no art. 8º da LC 130/09 que é obrigação da assembléia geral deliberar e estabelecer a fórmula de cálculo a ser aplicada na distribuição de sobras e no rateio de perdas. E para tanto, norteado nas operações de cada associado realizadas ou mantidas durante o exercício.

Mas onde está o grupo de Serviços? Somos eminentemente prestadores de serviços através da intermediação financeira. Tudo que fazemos gera despesa ou receita e impacta nas sobras, portanto, tudo que temos em nossas “prateleiras” deve ser considerado na distribuição dos resultados ou prejuízo. Esqueçamos de uma vez por todas nossas desculpas de anos do porque não elevarmos a eficácia da lógica por detrás das sobras, como: falta de tecnologia, “isto sempre foi assim” etc, pois realmente isto dificulta nossa gestão e crescimento. Claro que o ótimo é inimigo do bom, mas devemos perseguir o ótimo sempre. Como líderes, não podemos ficar inanimados esperando por mais 12 ou 24 meses para alinhar medianamente o rateio das sobras ao ideal comercial e societário. Quanto mais rápido e aprimorado for o rateio das sobras, maiores serão as chances de sucesso do cooperativismo de crédito, pois só nós temos este enorme diferencial e estamos longe de saber gerir e vender as Sobras em sua plenitude comercial.

As discussões dos temas deste artigo não se encerram aqui, mas de forma macro já há muitas reflexões a serem feitas por você leitor junto a seus pares e também pelos órgãos reguladores já que juntos lutamos por um cooperativismo de crédito socialmente e comercialmente, justo e forte.

Ricardo Coelho  Consult  - Consultoria de Gestão e Capacitação Comercial para o Coop. de Crédito                                                                   www.ricardocoelhoconsult.com.br

Presidente Dilma Rousseff visitou o stand do Sicredi na Festa da Uva em Caxias do Sul-RS

February 21st, 2012 No comments

Na tarde da última quinta-feira, dia 14, a Presidente da República, Dilma Rouseff, esteve presente na abertura oficial da Festa Nacional da Uva em Caxias do Sul/RS e visitou o estande do Sistema Sicredi.

Dilma foi acolhida no estande pelo presidente da Sicredi Pioneira RS, Márcio Port, e pela gerente regional de desenvolvimento em Caxias do Sul, Neusa Mazuchinni. A presidente da República esteve acompanhada de diversas autoridades, entre elas o governador Tarso Genro e o deputado federal Pepe Vargas, que viabilizou esse encontro.

 

“Tivemos a oportunidade de explicar para a presidente a importância que a Sicredi Pioneira RS tem no cenário nacional e mundial, sendo a mais antiga Cooperativa de Crédito da América Latina. Surpresa com esta informação ela enfatizou mais de duas vezes “é de Nova Petrópolis?”. Para os associados da cooperativa deve ser motivo de grande orgulho saber que a presidente da República sabe da importância que nossa cooperativa tem para o cenário nacional”, salienta Port.

Fonte: Sicredi Pioneira RS

Sicoob inicia o calendário de ações em comemoração ao Ano Internacional das Cooperativas

February 21st, 2012 No comments

O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), maior sistema de cooperativas de crédito do país, lançou na última quinta-feira (9) o calendário de comemorações ao Ano Internacional das Cooperativas. Durante todo o dia, a sede do Sicoob, em Brasília, exibiu em sua fachada 3 faixas com as cores do Sistema, no formato gigante, fazendo alusão e imitando a fitinha de pulso que foi distribuída entre os funcionários da entidade, que também utilizaram camisetas com o tema da campanha. O objetivo das ações propostas é despertar, de forma diferente, a atenção das pessoas em relação ao cooperativismo e mobilizar aqueles que já se identificam com os seus valores.

O ano de 2012 foi estabelecido pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), como o Ano Internacional das Cooperativas, durante a 66ª Assembleia Geral realizada no dia 31 de outubro de 2011, em sua sede em Nova York. O objetivo é destacar a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento socioeconômico e reconhecer seu trabalho para a redução da pobreza, geração de emprego e integração social. O tema do Ano Internacional das Cooperativas será “Empresas Cooperativas ajudam a construir um mundo melhor.”

Sobre o Sicoob

O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) possui 2 milhões de associados em todo o país e está presente em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal. O Sicoob é composto por 576 cooperativas singulares, 15 cooperativas centrais e a Confederação Nacional de Cooperativas de Crédito do Sicoob (Sicoob Confederação). Compõe ainda o Sistema o Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), um banco comercial privado, sociedade anônima de capital fechado, cujo controle acionário pertence às entidades filiadas ao Sicoob, e que opera como provedor de produtos e serviços financeiros para as cooperativas. A rede Sicoob é a sexta maior entre as instituições financeiras que atuam no país, com aproximadamente 2 mil pontos de atendimento. As cooperativas inseridas no Sistema oferecem um amplo portfolio de produtos e serviços para seus associados e possibilita acesso a recursos financeiros especiais para empréstimo, investimento e capital de giro, com taxas e juros mais acessíveis.

Santa Catarina: Viacredi cresce 37,62% no ano de 2011

February 21st, 2012 No comments

2011 foi um ano de crescimento e muitas conquistas para a VIACREDI. A Cooperativa de Crédito do Vale do Itajaí, com atuação em 19 municípios e sede na cidade de Blumenau/SC, registrou um crescimento de 37,62% em ativos, fechando o ano com R$ 1,1 bilhão. O quadro social cresceu 24,12%, encerrando o ano com mais de 187 mil cooperados.

Foram promovidas ações visando uma participação expressiva dos cooperados nos eventos educativos. O resultado foi o registro de mais de 101 mil participações. O PROGRID – Programa de Integração e Desenvolvimento de Cooperados foi o maior gerador desse envolvimento, com 71.217 participações.

O Cooperjovem ampliou a atuação para seis escolas nos municípios de Blumenau, Jaraguá, Indaial, Gaspar e Rodeio, envolvendo 196 professores e 2.546 alunos. Além disso, a conquista do 1º lugar nas premiações estadual e nacional da professora Raquiani dos Santos no Concurso Professor Cooperjovem 2011 e da aluna Raquel Paterno, 5º lugar no Concurso Estadual de Desenho do Sescoop, foram motivo de orgulho para a cooperativa.

Para maior comodidade e conforto de seus cooperados, a VIACREDI investiu na abertura de 5 Postos de Atendimento e na implementação de melhorias e reformas em outros 9.

A excelência no atendimento é um compromisso da Viacredi com seus cooperados. Por isso, a cooperativa encerrou o ano com 698 colaboradores, tendo investido expressivamente na capacitação destes.

Estes são alguns dos números e informações que vem sendo apresentados nas Pré-Assembleias da Viacredi, eventos iniciados em janeiro que se estendem até meados de abril, cujo objetivo é antecipar, para os cooperados de todos os Postos de Atendimento, os assuntos que serão deliberados na Assembleia Geral Ordinaria, marcada para o dia 19 de abril.

Confira mais alguns números que traduzem o crescimento da cooperativa em 2011.

  • Ativos: R$ 1,1 bilhão – crescimento de 37,62%
  • Operações de crédito: R$ 1,3 bilhão – crescimento de 42,17%
  • Captações: Os depósitos totais cresceram 41,65%
  • Crescimento da conta de capital social: mais de 31,30%
  • Sobra líquida do exercício: R$ 36,5 milhões
  • Número de PACs: 58 Postos de Atendimento.

Fonte: Viacredi

Categories: CECRED Tags: ,

Medianeira/PR: Mais de 400 pessoas participam de Seminário sobre Cooperativismo promovido pelo SICOOB

February 21st, 2012 No comments

Uma história envolvente e motivadora encantou os mais de 400 participantes do Seminário “Cooperativas: Desenvolvendo pessoas, Fortalecendo seus negócios e a comunidade”, realizado em Medianeira, na quarta-feira, dia 08 de fevereiro.

Empresários, moradores e estudantes lotaram o auditório do CPC Arandurá para assistir a palestra do mineiro João Carlos Leite. Ele contou a história da cidade São Roque de Minas e como o cooperativismo de crédito contribuiu para o desenvolvimento dessa cidade.

Com a falência da única agência financeira de São Roque, os moradores não viam mais futuro para o município, já que para ter acesso a serviços financeiros, era preciso deslocar-se até a cidade vizinha, Piuí, 60 quilômetros distante. Com IDH e PIB cada vez menores, nenhum banco quis abrir agência no município e o maior desejo dos moradores era sair da cidade.

A única solução encontrada foi a abertura de uma cooperativa de crédito. Com ousadia e coragem, um grupo de moradores investiu na ideia, mesmo sem garantias de sucesso. Pouco a pouco, todos os moradores foram se tornando associados e hoje a cooperativa é a principal propulsora do desenvolvimento econômico e social de São Roque. “Mais que proporcionar o desenvolvimento da cidade, nós recuperamos a autoestima dos moradores. Se antes todos queriam sair da cidade, agora recebemos gente de fora, pessoas que vêm investir em São Roque de Minas”, diz João Carlos, fundador e atual presidente do SICOOB Saroncredi. A história já virou livro, filme e foi tema de trabalhos acadêmicos e de reportagens especiais.

O seminário foi uma iniciativa do SICOOB Três Fronteiras, com parceria da Acime, UDC Medianeira e apoio da Faciap, Caciopar e Garantioeste. O evento marcou, oficialmente, os trabalhos para abertura do PAC Medianeira, que deve ser inaugurado em abril, com sede na rua Paraguai – Centro.

Estiveram presentes importantes autoridades, representando organizações que apoiam a abertura do SICOOB em Medianeira, entre eles o presidente do BANCOOB, Marco Aurélio Almada, presidente do SICOOB Central Paraná e Sebrae Paraná, Jefferson Nogaroli, presidente da Caciopar, Kaled Nakka, presidente da Acime, Ricardo Zadinello, vice-prefeito de Medianeira, Ricardo Endrigo e a presidente do SICOOB Três Fronteiras, Manuele Fritzen.

No final do evento aconteceu sorteio de brindes e apresentação da equipe de colaboradores do SICOOB em Medianeira. Conforme destacou o gerente Fábio Poletto, mesmo sem a inauguração da estrutura física, o SICOOB já conta com 25 cooperados medianeirenses, em apenas duas semanas de trabalhos. O SICOOB é o maior sistema de cooperativas de crédito do Brasil. Na microrregião Oeste do Estado, está presente nas cidades de São Miguel e Foz do Iguaçu.

Fotos: Crédito Assessoria SICOOB Três Fronteiras

Categories: SICOOB Tags: ,

Bancoob participa da Conferência dos Bancos Populares na Itália

February 21st, 2012 No comments

O Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), instituição integrante do maior sistema de cooperativas de crédito do Brasil, o Sicoob, participou nos dias 17 e 18 de Fevereiro da Conferência dos Bancos Populares da Itália, que está sendo realizada na cidade de Bologna. A entidade será representada pelo seu diretor-presidente, Marco Aurélio Almada, e pelo diretor de controle, Rubens Rodrigues.

Na ocasião, será realizada a Assembleia da Confederação Internacional dos Bancos Populares (CIBP). O Bancoob é a única instituição brasileira a participar oficialmente do grupo de membros efetivos da Confederação, cujo trabalho é reconhecido internacionalmente pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O evento, que terá como tema “Bancos Populares e competitividade local”, reunirá representantes nacionais e internacionais do sistema bancário e cooperativo, acadêmicos e especialistas do setor econômico, membros do parlamento Italiano e formadores de opinião da Europa. O Comitê Executivo da CIBP, composto por representantes do cooperativismo de 15 países, focará a atenção sobre o papel dos Bancos Cooperativos no desenvolvimento local, além do relacionamento das cooperativas de crédito com as pequenas e médias empresas.

Fonte: Bancoob

Confesol realiza Planejamento 2012 e eleição para nova diretoria

February 21st, 2012 No comments

ConfesolCom o objetivo de apresentar os avanços obtidos em 2011 e avaliar novas perspectivas para os próximos anos as Centrais de Crédito Rural com Interação Solidária filiadas a Confesol, reuniram-se nesta semana em Brasília para o Planejamento 2012 da Confederação.

Na oportunidade os Sistemas participaram de uma apresentação realizada pelo então presidente da Confesol, Adriano Michelon (Cresol Baser), sobre um conjunto de elementos relacionados à confederação a partir do seu histórico dando centralidade as ações executadas durante o ano de 2011 considerando os avanços obtidos e os desafios presentes para o próximo período.

As Centrais também tiveram a oportunidade de expor suas contribuições para a avaliação das perspectivas e avanços da Confesol. Vanderley Ziger, Presidente da Central Cresol Baser, abordou em sua fala pontos importantes para o crescimento do trabalho do crédito solidário como a missão em trabalhar para o público da agricultura familiar, a expansão da área de atuação e a formação.

O evento contou ainda com uma Análise do Cenário da Agricultura Familiar e Cooperativismo de Credito realizada por Gilson Bittencourt, Secretário Adjunto da Casa Civil, onde o foco do debate deu-se nos temas como a coordenação dos territórios da cidadania, reforma agrária, questões ambientais, Rio+20, entre outras. No debate percebeu-se a necessidade de construir um projeto político para a agricultura familiar brasileira, sendo que a Confesol e Unicafes estão desafiadas a contribuir neste processo.

Os Sistemas durante o planejamento e as apresentações tiveram oportunidade de responder questões centrais para o crescimento da Confederação preparando-se para desafios futuros e buscando cada vez mais representatividade e sustentabilidade institucional.

Nova Diretoria da Confesol

 

Nova Diretoria

O encontro marcou ainda a realização da eleição da nova diretoria onde Adriano Michelon da Central Cresol Baser passou a presidência da Confesol para José Paulo Crisostomo da Ascoob.

  • Conselho de Administração
    Presidente: José Paulo Crisostomo (Ascoob)
    Vice-Presidente: Ailton Croda (Crehnor)
    Secretário: Rudemar Casagrande (Cresol Central)
    Diretor Financeiro: Adriano Michelon (Cresol Baser)
    Diretor de Formação: Cláudio Risson (Cresol Central
  • Conselheiros
    Robson Sena (Ascoob)
    Gilson Rodrigues (Crehnor)
    Flavio Marcos Silva (Cresol Baser)
    Luiz Ademar Panzer (Cresol Baser)
    Egon Gabriel Junior (Cresol Central)
  • Coordenação do Colmeia
    Adriano Michelon (Cresol Baser)
    Cláudio Risson (Cresol Central
  • Conselho Fiscal
    Alzimiro Thomé (Cresol Baser)
    Rivaldo Ferron (Cresol Central)
    Fredson de Carvalho (Ascoob)
    Edson Vieira (Cresol Baser)
    Mafalda Wermuth (Cescoper)
    Afrânio Dalcin (Crehnor)

Confesol

A Confederação das Cooperativas Centrais de Crédito Rural com Interação Solidária está constituída enquanto ramo de crédito da UNICAFES. Está composta por quatro Centrais (Cresol Baser, Cresol Central, Crehnor, Ascoob) e conveniados os Sistemas Creditag, Ecosol e Cescooper.

Representamos 204 cooperativas, somando 469 pontos de atendimento, com 275 mil associados da agricultura familiar brasileira e empreendedores solidários, presentes em 18 estados.

Fonte: Confesol

Categories: CONFESOL Tags:

Sicoob Espírito Santo distribui R$ 53,7 milhões aos seus associados

February 21st, 2012 No comments

O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) no Espírito Santo está distribuindo R$ 53,7 milhões entre os seus associados. Desse total, R$ 24,36 milhões foram destinados à remuneração do capital dos sócios, em 31 de dezembro último, e equivalem a juros de 11,62% ao ano, percentual acumulado da Selic (taxa básica de juros da economia).

Outros R$ 29,3 milhões serão colocados à disposição dos associados nas assembleias de prestação de contas, que começam no dia 15 de março próximo. Esse valor representa um crescimento de 46% com relação ao resultado do exercício de 2010.

Os resultados de 2011 foram divulgados hoje (quarta-feira) pelo diretor-executivo do Sicoob ES, Francisco Reposse Junior, durante coletiva de imprensa.

Na ocasião, o diretor destacou uma das grandes apostas do Sicoob para 2012: o lançamento de uma linha de crédito habitacional, que será oferecida a partir do segundo semestre.

“De 2008 para 2011, a carteira de crédito imobiliário passou de 5% de participação para 11%. O Sicoob quer entrar nesse mercado, mas ainda estamos estruturando o produto. Nosso objetivo é oferecer um serviço com menos burocracia e mais agilidade”, afirmou.

Fonte: Vera Caser Comunicação em 17/02/2012

Agende-se: 9º Congresso Brasileiro do Cooperativismo de Crédito será em Agosto em Nova Petrópolis

February 21st, 2012 No comments

O Concred (Congresso Brasileiro do Cooperativismo de Crédito) é o mais importante evento do cooperativismo de crédito do Brasil, sendo realizado a cada dois anos, com a participação das maiores autoridades, líderes, estudiosos e especialistas do crédito cooperativo do pais e convidados internacionais em palestras, painéis e câmaras temáticas.

A 9ª edição do Concred acontecerá entre 21 a 23 de agosto deste ano, em Nova Petrópolis/RS.

O 8º Concred, realizado em Foz do Iguaçu PR, em agosto 2010, teve um público de 900 pessoas dentre elas 820 congressitas.

Fonte: Confebrás

BACEN divulga orientações para cooperativas de crédito relacionadas ao Processo Assemblear

February 15th, 2012 No comments

Com a proximidade do período de realização das assembleias, cooperativas devem ficar atentas às observações do órgão regulador

As cooperativas de crédito brasileiras têm até o fim de abril para realizar as Assembleias Gerais Ordinárias (AGOs). A determinação legal é uma forma de acompanhar a prestação de contas e ver a evolução do setor. Para auxiliar nesse processo, o Banco Central do Brasil (BC) enviou, no último dia 6, um ofício às instituições financeiras, que indica o Manual de Organização do Sistema Financeiro (Sisorf) como fonte de consulta sobre eleição e reforma estatutária no órgão.

“O reforço de orientação que o BC está fazendo para as AGOs é convergente com os interesses do cooperativismo de crédito, uma vez que pretende otimizar e racionalizar os processos, dando maior dinâmica e reduzindo esforços de retrabalhos”, reforça o gerente do Ramo Crédito da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Silvio Giusti.

“Para nós, é uma forma de contribuir com o setor, que possui representatividade expressiva no sistema financeiro nacional”, afirmou o chefe do Departamento de Organização do Sistema Financeiro do BC. Segundo Rocha, o descumprimento dos procedimentos necessários acarreta a interrupção da análise e a necessidade de envio de carta de exigências para regularização de pendências. “Queremos evitar que isso aconteça, para não ser necessário postergar a conclusão do processo”, ressaltou.

O documento trata, ainda, de outros itens importantes, como a necessidade de realizar a AGO no mínimo dez dias após a divulgação das demonstrações contábeis do exercício. E mais: os pontos aprovados pelos cooperados que independem de aprovação não precisam ser encaminhados ao BC. “Trata-se de um alerta bastante útil sobre pontos a serem observados, de forma a evitar que registros tenham de ser refeitos”, disse Giusti.

Saiba mais – A Assembleia Geral é o órgão supremo da sociedade cooperativa, que retrata as decisões de interesse do quadro social. O ofício, expedido pelo Departamento de Organização do Sistema Financeiro (Deorf) do Banco Central e dirigido às cooperativas centrais e independentes, pode ser conferido na íntegra aqui.

Fonte: OCB

Sistema Sicoob divulga dados consolidados de 2011

February 15th, 2012 No comments

Os dados consolidados das 552 cooperativas de crédito do Sicoob foram divulgados na última sexta-feira, 10 de fevereiro.

Com 2.138.454 milhões de associados, 1.949 pontos de atendimento e ativos totais de R$ 28,2 bilhões, o Sicoob se mantém como o maior sistema de cooperativas de crédito do país.

Os dados mostram ainda o crescimento de 18% no volume de ativos e de 25% nas operações de crédito. O Patrimônio Líquido do Sistema encerrou o exercício de 2011 com R$ 7.238 bilhões e sobras de R$ 875 milhões.

 

Fonte: Sicoob

Categories: Resultados Divulgados, SICOOB Tags:

Realizado primeiro sorteio do Sicoob Consórcios

February 15th, 2012 No comments

No dia 8 de fevereiro o Bancoob divulgou os nomes dos primeiros contemplados do Sicoob Consórcios da modalidade veículo. Dos contemplados, dois foram por sorteio e oito por lance.

Lançado em novembro de 2011, inicialmente o produto foi disponibilizado apenas para as cooperativas do Sicoob Central ES, empregados do Sicoob Confederação e Bancoob. Além da Central ES, as Centrais NE, DF, BA, MT, Cocecrer e Cecresp já aderiram ao produto. Em breve as Centrais AM e GO também estarão habilitadas para comercializar o Sicoob Consórcios.

Fonte: Sicoob

Categories: SICOOB Tags:

Cooperativismo de crédito alinha programa de profissionalização

February 15th, 2012 No comments

Comitê do Sescoop reunido em Brasília avança nas discussões sobre o programa Educredi

Investir na profissionalização de seus integrantes. Esse é o desafio do cooperativismo de crédito brasileiro para os próximos anos. Em mais uma etapa para o desenvolvimento do Programa Nacional de Educação do Crédito Cooperativo (Educredi), membros do Comitê Educacional do Ramo Crédito (Cerc) do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) estão reunidos em Brasília (DF) nesta quarta e quinta-feira (15 e 16/2) para dar continuidade ao desenvolvimento dos dois projetos que compõem o programa: Formacredi e Qualicredi.

O comitê, instituído em 2010, tem por atribuição desenvolver uma diretriz nacional de capacitação para o cooperativismo de crédito brasileiro. A demanda partiu do Conselho Consultivo do Ramo Crédito (Ceco), ligado à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). O Sescoop, visualizando a relevância do tema para o setor, traçou objetivos em seu planejamento estratégico contemplando a questão. Paralelamente a esta iniciativa, o Banco Central do Brasil (BC), órgão regulador das cooperativas de crédito, apontou em suas inspetorias gerais a necessidade de promoção de programas de capacitação e treinamento para o Sistema de Crédito Cooperativo, visando a sua eficiência e profissionalização.

Formacredi

Nesta primeira reunião do ano, o grupo tem por missão avaliar e discutir o conteúdo e metodologia propostos para o Formacredi, cujo público alvo são conselheiros (de administração e fiscal) das cooperativas de crédito. “O objetivo do Formacredi é aprimorar a gestão estratégica das cooperativas, oferecendo às turmas um currículo à altura das exigências do mercado atual”, explica a analista de Desenvolvimento e Gestão do Sescoop e integrante do Comitê, Márcia Oliveira.

Ainda este ano, estão previstas as turmas-piloto do projeto, com posterior repasse da metodologia e conteúdo às unidades estaduais do Sescoop. Em 2013, a instituição deverá disponibilizar o material para execução do Formacredi pelas unidades estaduais.

Qualicredi

Quanto ao Qualicredi, cujo objetivo é promover a qualificação profissional dos empregados dos diversos níveis funcionais das cooperativas de crédito, será realizado um processo de mapeamento de competências para elaboração de itinerários formativos e matrizes curriculares para esse público.

A gerente Andréa ressalta que o trabalho desenvolvido pelo Cerc servirá, também, de espelho para o sistema cooperativista brasileiro. A partir do próximo mês, o ramo Saúde estará dando início à estruturação do seu programa de profissionalização e as experiências do Educredi serão fundamentais para orientar as atividades. “Será a oportunidade ideal para obtermos um feedback dos rumos que estamos traçando. O sucesso desta ação será importante para o cooperativismo brasileiro como um todo”, destaca a gestora.

Fonte: OCB

Aberto prazo para envio de artigos para o II EBPC – Encontro Brasileiro de Pesquisadores do Cooperativismo

February 15th, 2012 No comments

Centros, grupos e programas de pesquisa e pesquisadores individuais terão a oportunidade de apresentar trabalhos no II Encontro Brasileiro de Pesquisadores do Cooperativismo.

O evento será promovido em Brasília (DF), nos dias 2 e 3 de julho, pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em parceria com o Observatório do Cooperativismo. A chamada para trabalhos (call for papers) está aberta e os artigos deverão ser enviados até 10 de abril para o e-mail do Observatório do Cooperativismo (FEA-RP/USP), iiebpc@gmail.com.

O encontro tem como objetivo fomentar o intercâmbio de pesquisadores e a produção técnica e científica sobre cooperativismo, em diversas áreas do conhecimento. Leia mais

Pesquisa britânica aponta crescimento do cooperativismo no mundo

February 10th, 2012 No comments

Número de pessoas ligadas a cooperativas chega a 1 bilhão, bem acima do número de acionistas de empresas com capital, que é 328 milhões

No mundo, existem mais membros de cooperativas que acionistas de sociedades de capital, segundo o relatório “Global Business Ownership 2012″, encomendado pela Organização das Cooperativas do Reino Unido (Coopeeratives UK). O número de pessoas ligadas a cooperativas chega a 1 bilhão, bem acima do número de acionistas de empresas com capital, que é 328 milhões, aponta o estudo.  “As cooperativas estão aproveitando o momento que a economia mundial oferece e conquistando um maior espaço econômico e social”, avalia o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas.

Para Freitas, o grande diferencial do cooperativismo é ser formado por organizações de pessoas. “Estamos falando de um movimento que valoriza e prioriza o capital humano e não o lucro. Logicamente que, ao ser constituída, a cooperativa atende às necessidades sociais, mas também econômicas de um grupo. Afinal, tem o objetivo de gerar trabalho e renda com inclusão social”, ressalta.  Além destas questões, Freitas argumenta que o cooperativismo é uma atividade socialmente responsável, que promove naturalmente o desenvolvimento sustentável, gerando crescimento para as comunidades onde está presente.

Entre os países do BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – existem quatro vezes mais sócios de cooperativas do que acionistas diretos. Cerca de 15% da população  são membros de cooperativas, enquanto apenas 3,8% são acionistas.

A pesquisa aponta que no Reino Unido, 14,9% da população é proprietário de  ações.Número inferior aos  21,1%  dos que são sócios de uma cooperativa. Na  Irlanda, por exemplo, 70% das pessoas são membros de cooperativas, seguido da Finlândia, 60% e  Áustria 59%. Ou seja, nos três países europeus, mas de 50% da população é ligada a cooperativas.

As três maiores populações cooperativista estão localizadas na Índia (242 milhões) China (160 milhões) e EUA (120 milhões). Um em cada cinco pessoas nas Américas são membros de uma cooperativa.

Clique aqui e acesse a íntegra do estudo em inglês.

Fonte: OCB

Trabalhadores da GM podem transformar a empresa em uma cooperativa semelhante a Mondragon

February 9th, 2012 No comments

Depois de cair na bancarrota em 2009, a empresa General Motors (GM) no EUA foi nacionalizada. Três anos depois, a GM é uma empresa pública, cujas vendas cresceram 13% em 2011, mais de nove milhões, e alcançou um volume de negócios de US$ 2.500 milhões. O sindicato dos trabalhadores da empresa agora querem que a GM, altamente bem sucedida, não seja vendida de volta para o setor privado, e sim torne-se uma cooperativa semelhante a Mondragón, um sistema de cooperativas de trabalho localizado no País Basco, no norte da Espanha.

Os resultados de nacionalização foram recentemente publicadas num artigo de EJ Dionne publicado no The Washington Post em que ele notou que a General Motors, que perdeu US$ 4.300 milhões no auge da crise, havia declarado este ano 2.500 milhões de lucros.

Na verdade, a General Motors já pagou o empréstimo que recebeu do governo federal quando declarou falência. E mais importante, que foi conseguido sem forçar demissões em massa. O sindicato quer que o grande sucesso que agora é a GM não seja vendida ao setor privado, tornando-se em vez de um tipo de cooperativa Mondragon. O Sindicato pediu a cooperativa Mondragon para aconselhá-los sobre como converter uma das maiores empresas do mundo em uma cooperativa.

A solidariedade expressa pelos trabalhadores da GM com a nova empresa e os seus colegas de trabalho, explica que aceitar cortes salariais e redução do horário de trabalho em vez de eliminar empregos. Estas são as bases da cooperação, o que exige uma cultura de solidariedade para o seu sucesso.

A administração Obama, no entanto, sob pressão de alguns de seus economistas neoliberais (dos quais existem muitos no Departamento de Economia do governo federal) está promovendo a venda da GM para empresas privadas, com o apoio e aplausos do Partido Republicano .

Aguardemos os próximos capítulos.

Fonte: ACI Américas

Categories: Notícias Tags: ,

Itaú, Bradesco e Santander juntos lucram R$ 29 bi em 2011

February 8th, 2012 No comments

SÃO PAULO – Os três maiores bancos privados brasileiros, Itaú, Bradesco e Santander, lucraram R$ 29,2 bilhões em 2011, aumento de 7,3% em relação a 2010, considerando a somatória dos resultados contábeis informados pelas companhias.

  1. O maior ganho líquido ficou com o Itaú, que anunciou hoje resultado de R$ 14,6 bilhões.
  2. Em segundo lugar veio o Bradesco, com lucro líquido de R$ 11 bilhões,
  3. O Santander informou resultado contábil ajustado aos padrões brasileiros de R$ 3,6 bilhões no ano de 2011.

A expansão dos resultados no ano passado foi puxada principalmente pelas operações de crédito, que cresceram em média 19% em 2011 nos três bancos. O Santander foi o que ficou com o maior crescimento, de 21%. As linhas que mais se destacaram foram o financiamento habitacional, na pessoa física, e a carteira de pequenas e médias empresas, na pessoa jurídica.

As receitas com serviços bancários somaram R$ 41,6 bilhões nos três bancos no ano passado, aumento de 11,5% na comparação com 2010. No geral, as taxas cobradas pela concessão de empréstimos, aberturas de novas contas correntes e operações de cartões de crédito garantiram o crescimento das receitas dos bancos. Só o Bradesco ganhou 2 novos milhões de correntistas em 2011.

No quarto trimestre, o resultado consolidado dos bancos somou R$ 7,3 bilhões, queda de 5,5% ante o mesmo período de 2010. A redução é reflexo principalmente da queda dos juros básicos da economia, a taxa Selic.

Enter os Bancos Públicos, a Caixa Econômica Federal:

  • A Caixa encerrou 2011 com lucro líquido de 5,2 bilhões de reais, um crescimento de 37,7 por cento sobre 2010.
  • A instituição fechou o ano passado com carteira de crédito de 250 bilhões de reais, expansão de 42 por cento sobre 2010.

Fonte: Estadão

Depósitos do setor cooperativista de crédito têm crescimento de 28% em 2011

February 8th, 2012 No comments

Os depósitos do setor cooperativista de crédito no Brasil alcançaram a marca de R$ 42 bilhões em volume de depósitos no final de 2011. O crescimento registrado pelo segmento é 28% maior em comparação com o mesmo período de 2010. O crescimento do cooperativismo também pode ser verificado no saldo da caderneta de poupança que registrou a marca de R$ 3,1 bilhões no final do ano passado.

No Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), maior sistema de cooperativas de crédito do país, o saldo da caderneta de poupança teve crescimento de 35% e alcançou a marca de R$ 1,1 bilhão no final de 2011, enquanto o mercado teve evolução de 11% em seu saldo no mesmo período. Para o gerente de captações do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), entidade financeira provedora da poupança para as cooperativas de crédito do Sistema, Ricardo de Amorim, o diferencial no investimento é o retorno dos recursos aplicados para as cooperativas de crédito e para as regiões onde o investimento foi realizado. “Diferente dos bancos comerciais, que investem os recursos da poupança nos grandes centros e em crédito imobiliário, os recursos captados nas cooperativas retornam em benefício para as comunidades, viabilizando o desenvolvimento local”, diz o especialista.

Para investir na poupança do setor cooperativista de crédito não é necessário se associar a uma cooperativa. A taxa de rendimento anual é de 6,17% ao ano acrescido da taxa referencial (TR), mesmo valor praticado pelos bancos comerciais, porém com a vantagem da isenção da incidência de impostos e tarifas sobre os rendimentos.

Fonte: Sicoob

Categories: SICOOB Tags: ,

Sicredi passa a recolher tributos estaduais no Paraná

February 8th, 2012 No comments

Cooperativa se junta a bancos aptos a receber os pagamentos dos contribuintes

Os tributos do Governo do Paraná poderão ser pagos nas unidades do Sistema de Cooperativas de Crédito Sicredi, a partir da segunda quinzena de fevereiro. Um convênio assinado nesta manhã (dia 02) pelo secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly e pelo presidente da Central Sicredi PR/SP e Sicredi Participações, Manfred Dasenbrock, oficializou a inclusão do Sicredi na lista de instituições aptas a receber o pagamento dos contribuintes.

Os tributos estaduais, como: IPVA, ICMS entre outros, poderão ser pagos nas mais de 330 Unidades de Atendimento do Sicredi no Estado e nos terminais de autoatendimento da marca.

Segundo o presidente da Central Sicredi, mais de 400 mil associados do Sistema no Paraná terão a vantagem de acessar extrato, consultas, impressão de 2º via, além de efetuar o pagamento com mais comodidade.

O Sicredi possui uma das maiores redes de atendimento de serviços financeiros no Paraná, o que também irá beneficiar os demais contribuintes, uma vez que poderão usufruir da capilaridade do Sistema de Cooperativas de Crédito para realizar o pagamento dos impostos. “O Sicredi é a única instituição financeira em 71 municípios do Paraná“, reforça o presidente.

Para o secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, é uma satisfação ter uma cooperativa de crédito na rede de arrecadação de impostos do Governo do Paraná, uma vez que o estado é referência nacional do setor cooperativista.

“Acredito no cooperativismo, assim como acredito na microempresa, como modelos de negócio para movimentar a economia do Paraná, fomentando o desenvolvimento das comunidades e gerando emprego e riquezas”, finaliza o secretário.

Fonte: Sicredi

Categories: SICREDI Tags: ,

Pâmella Oliveira recebe nova bicicleta do Sicoob

February 8th, 2012 No comments

A triatleta capixaba Pâmella Oliveira, patrocinada com exclusividade pelo Sicoob ES, ganhou uma surpresa da cooperativa: uma nova bicicleta que será utilizada na temporada de competições deste ano.

A expectativa da atleta é que as pedaladas na nova bike a ajudem a alcançar o seu grande objetivo, a vaga nas Olimpíadas de Londres.

Pâmella, que já está usando a bicicleta nos treinamentos em Portugal, agradeceu o apoio do Sicoob. A cooperativa a acompanha desde as categorias de base da natação.

Mais uma vez o Sicoob investe em mim e acredita nos meus sonhos. A nova bike para esta temporada serve como motivação para os novos desafios e me dá a tranquilidade de treinar com um equipamento de primeiríssima qualidade. Estou muito confiante de que ótimos resultados virão”, afirmou Pâmella, que atualmente lidera o ranking nacional de atletismo.

A próxima competição da atleta que contará pontos para as Olimpíadas será no dia 24 de março, em Mooloolaba, Austrália.

Fonte: Sicoob

Sicredi atinge a marca de 2 milhões de associados

February 8th, 2012 No comments

O Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi) fechou 2011 com 2 milhões de associados em dez estados brasileiros, representando um crescimento de 13% em relação ao ano anterior. No levantamento dos últimos cinco anos (2006 a 2011), foi identificado aumento de 100% do quadro de associados e incremento de 286,6% do volume de ativos, saltando dos R$ 6,7 bilhões para R$ 25,9 bilhões no período.

O presidente-executivo do Sicredi, Ademar Schardong, atribui o resultado à consolidação do cooperativismo. “As cooperativas de crédito têm se firmado no mercado financeiro como um sistema mais inclusivo, participativo e justo, atuando como instrumento de organização econômica da sociedade. A ONU reconheceu essa importância e declarou 2012 o Ano Internacional das Cooperativas”, afirmou Schardong.

Em 2011, produtos disponíveis aos associados também registraram incremento recorde. Os consórcios tiveram um volume de crédito 45% superior a 2010 e as cotas atingiram 31% a mais. Já no crédito rural, o Sicredi concedeu mais de R$ 6 bilhões em recursos para produtores. O saldo da caderneta de poupança do Sistema ainda mostrou um crescimento de 34,21%, fechando 2011 com R$ 1,9 bilhão em investimentos. A expectativa do Sicredi para este ano é registrar um novo crescimento de cerca de 30% no saldo dos investimentos em poupança.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sicredi em 31/01/2012