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Posts Tagged ‘2012 Ano Internacional das Cooperativas’

Pesquisa britânica aponta crescimento do cooperativismo no mundo

February 10th, 2012 No comments

Número de pessoas ligadas a cooperativas chega a 1 bilhão, bem acima do número de acionistas de empresas com capital, que é 328 milhões

No mundo, existem mais membros de cooperativas que acionistas de sociedades de capital, segundo o relatório “Global Business Ownership 2012″, encomendado pela Organização das Cooperativas do Reino Unido (Coopeeratives UK). O número de pessoas ligadas a cooperativas chega a 1 bilhão, bem acima do número de acionistas de empresas com capital, que é 328 milhões, aponta o estudo.  “As cooperativas estão aproveitando o momento que a economia mundial oferece e conquistando um maior espaço econômico e social”, avalia o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas.

Para Freitas, o grande diferencial do cooperativismo é ser formado por organizações de pessoas. “Estamos falando de um movimento que valoriza e prioriza o capital humano e não o lucro. Logicamente que, ao ser constituída, a cooperativa atende às necessidades sociais, mas também econômicas de um grupo. Afinal, tem o objetivo de gerar trabalho e renda com inclusão social”, ressalta.  Além destas questões, Freitas argumenta que o cooperativismo é uma atividade socialmente responsável, que promove naturalmente o desenvolvimento sustentável, gerando crescimento para as comunidades onde está presente.

Entre os países do BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – existem quatro vezes mais sócios de cooperativas do que acionistas diretos. Cerca de 15% da população  são membros de cooperativas, enquanto apenas 3,8% são acionistas.

A pesquisa aponta que no Reino Unido, 14,9% da população é proprietário de  ações.Número inferior aos  21,1%  dos que são sócios de uma cooperativa. Na  Irlanda, por exemplo, 70% das pessoas são membros de cooperativas, seguido da Finlândia, 60% e  Áustria 59%. Ou seja, nos três países europeus, mas de 50% da população é ligada a cooperativas.

As três maiores populações cooperativista estão localizadas na Índia (242 milhões) China (160 milhões) e EUA (120 milhões). Um em cada cinco pessoas nas Américas são membros de uma cooperativa.

Clique aqui e acesse a íntegra do estudo em inglês.

Fonte: OCB

Ano 2012: ajude a contar a história do cooperativismo

February 1st, 2012 No comments

Cada cooperativa tem em sua origem uma história peculiar, alternando durante os anos períodos de alegrias, mas também de dificuldades. Muitas destas passagens são de conhecimento de poucas pessoas e com raras exceções temos a oportunidade de compartilhar os detalhes com o mundo cooperativo. Aliado a isto, nem todas as cooperativas possuem um site próprio na web, o que limita ainda mais a divulgação de sua história.

O hotsite www.ano2012.coop.br tem contado diariamente histórias de cooperação em comemoração ao Ano Internacional das Coooperativas.

Para dar visibilidade à história de sua cooperativa, envie a mesma para o e-mail ano2012@ocb.coop.br.

Participe e ajude a escrever a história do cooperativismo do país.

Governo do Estado do RS declara 2012 como Ano Estadual do Cooperativismo

January 25th, 2012 No comments

Ano Internacional das Cooperativas - 2012O ex-ministro José Graziano da Silva, diretor-geral da FAO – Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, disse, nesta terça-feira pela manhã (24/1), que “a FAO precisa do cooperativismo muito mais do que o cooperativismo da FAO“. A manifestação ocorreu durante a cerimônia de lançamento do Ano Internacional do Cooperativismo no Rio Grande do Sul. O evento no Palácio Piratini contou com a presença do governador Tarso Genro e diversas autoridades que, posteriormente, participaram de uma reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), cuja pauta principal foi a estiagem.

Graziano citou que as cooperativas representam 30% da produção da agricultura familiar no mundo. Pela importância que representa no cenário mundial, as melhores práticas do cooperativismo, entre elas a desenvolvida no Rio Grande do Sul, precisam chegar aos países com sérios problemas de alimentação. Ele citou uma conversa que teve com o governador Tarso Genro e com o secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Ivar Pavan, na qual trataram da experiência gaúcha e da possibilidade de levar a assistência técnica e consultores do Rio Grande do Sul para outros países, através da FAO, a fim de expor o conhecimento e as experiências bem sucedidas.

Assim como o governador Tarso Genro, que afirmou que o Programa Gaúcho do Cooperativismo é uma conquista para todo o estado e cuja elaboração envolveu diversos setores e movimentos sociais, “sem que nenhum deles tenha perdido sua identidade”, Graziano também elogiou o Programa, lançado no ano passado e coordenado pela SDR. Disse que é um modelo a ser difundido, porque o cooperativismo ajuda a organizar a produção e os mercados. “Agora, os espaços de consumo e de produção têm um outro passo a seguir, isto é, o envolvimento com o cooperativismo. E no Brasil, o Rio Grande do Sul está na cabeça deste processo”, lembrou o diretor-geral da FAO.

O secretário Ivar Pavan afirmou que “para o RS é uma boa notícia ter 2012 como o Ano Internacional dedicado às cooperativas“. Lembrou que o estado possui 2.750 cooperativas com CNPJ ativo, reunindo dois milhões de associados em 13 ramos de atividade. Os números do cooperativismo gaúcho movimentam 10% do PIB (Produto Interno Bruto) e as cooperativas agrícolas somam 59% do PIB agropecuário.

“As cooperativas exercem um papel importantíssimo no desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul e, muitas vezes, fazem o papel do próprio poder público. Pensando nisso, o Governo do Estado decidiu fazer das cooperativas uma grande força política e econômica para o desenvolvimento, ao unir todos os setores em torno de uma única proposta, o Programa do Cooperativismo Gaúcho”, afirmou Pavan. O secretário desejou vida longa às cooperativas e que elas sejam a grande estratégia de desenvolvimento do estado, do Brasil e do mundo.

Em nome das cooperativas, a manifestação foi do presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro), Rui Polidoro Pinto. Ele afirmou estar bastante satisfeito com o lançamento do Ano Internacional do Cooperativismo no Rio Grande do Sul e que o Programa Gaúcho do Cooperativismo vem para contribuir com o desenvolvimento do setor no estado.

Fonte: www.cdes.rs.gov.br

Ano do cooperativismo, por Roberto Rodrigues

January 17th, 2012 No comments

A cooperativa oferece ao seu cooperado serviços que lhe permitam evoluir economicamente. O cooperativismo brasileiro vem crescendo bastante, impulsionado pelo firme timão da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), órgão de cúpula do movimento. Muita gente acha que esse poderoso instrumento de organização econômica da sociedade seja exclusivamente agrícola, o que é um engano. Os números são notáveis e mostram como o movimento se expandiu na área urbana. Há dez anos, o Brasil tinha 5.903 cooperativas, das quais 1.411 eram rurais, com 831.654 associados. Cerca de 2.067 eram urbanas, com 2.493.197 associados. No último levantamento da OCB, de dezembro de 2010, as cooperativas urbanas já eram 2.953, com 3.816.026 associados, e as agrícolas eram 1.548, com 943.054 associados.

As cooperativas urbanas atuam nas áreas de consumo, educação, habitação, infraestrutura, produção, saúde, transporte, turismo e especial (para pessoas com deficiência). E, além das rurais e urbanas, existem as cooperativas de crédito, em número de 1.330, com mais de 5,6 milhões de associados, a grande maioria urbanos, embora a área rural ainda tenha maior poder econômico. Também as cooperativas de trabalho, 1.024 no total, são majoritariamente urbanas, com seus 217 mil associados, mas algumas funcionam no campo também. O número das que são apenas agropecuárias cresceu 35% nestes dez anos, e as exclusivamente urbanas, 42%. Mas o número de associados destas aumentou 53%, enquanto o das agropecuárias, só 13%.

É claro que a urbanização crescente do Brasil tem muito a ver com isso, mas não é o único fator responsável.

Uma cooperativa precisa de três condições básicas para se desenvolver de maneira positiva:

  1. em primeiro lugar, precisa ser necessária. Não adianta querer criar uma cooperativa de qualquer tipo se ela não for sentida, pelos futuros cooperados, como uma necessidade, capaz de responder às pressões econômicas a que estão submetidos. Cooperativismo é um movimento de base, tem que crescer de baixo para cima, não pode ser imposto.
  2. Em segundo lugar, precisa ser viável economicamente: cooperativa é uma empresa, com a diferença de que o lucro não é o fim em si; ela é o instrumento da doutrina cooperativista que objetiva “corrigir o social através do econômico”. Portanto, a cooperativa oferece ao seu cooperado -de qualquer ramo- serviços que lhe permitam evoluir economicamente e, por conseguinte, acessar novos níveis sociais. Mas, mesmo assim, é uma empresa -com seu viés social, é claro-, tem que ser eficiente e lucrativa. Por isso tudo, criar uma cooperativa sem nenhum capital é vê-la nascer morta.
  3. E, por fim, é preciso que haja espírito associativo, com liderança capaz de conduzir o processo.

Ora, a rápida urbanização do país trouxe para as cidades demandas estruturais, tendo em vista melhorar a renda dos cidadãos. Estes se organizaram então em cooperativas de trabalho, de consumo, de saúde, de educação, de habitação, de crédito etc., e o movimento ganhou uma dimensão tão espetacular quanto a que aconteceu em outros países do mundo pelas mesmas razões. Tudo isso foi potencializado pelo vigoroso processo de globalização da economia que produziu exclusão social e concentração da riqueza, dois inimigos mortais da democracia e da paz. Os excluídos se agruparam em cooperativas e com isso também mitigaram a concentração, transformando-se em bastiões aliados dos governos democráticos pela sustentação da paz. Aqui e no mundo todo. É bom lembrar que existem cooperativas em todos os países, e o número total de seus associados é próximo a 1 bilhão de pessoas. Se cada qual tiver três agregados, são 4 bilhões de terráqueos ligados direta ou indiretamente ao cooperativismo, constituindo o mais gigantesco contingente humano em defesa da democracia e da paz universal. Não é por outra razão que a ONU declarou 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas. E pela mesma razão esse extraordinário movimento bem que merece o Prêmio Nobel da Paz.

* Artigo escrito por Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, professor do Departamento de Economia Rural da Unesp – Jaboticabal e ex- ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Obs: Os dados do cooperativismo de crédito foram ajustados por este Portal para refletir os dados corretos visto haver uma divirgência nas informações.

Fonte: Publicado no jornal Folha de São Paulo, em 14 de janeiro de 2012.

2012: Ano Internacional das Cooperativas – Cooperativismo, novamente a saída?

January 15th, 2012 No comments

Tomemos por base o cenário da Inglaterra em 1844; a Revolução Industrial em progresso segue desestruturando a organização social de então, lastreada nas atividades rurais e nas dos artesãos. O tear mecânico impactou dramaticamente a tecelagem artesanal, marginalizando os trabalhadores dessa categoria. Do mesmo modo a maquina a vapor, o trem e a eletricidade arrastaram para a disfunção milhões de profissionais. Os reflexos econômicos, sociais e políticos disso a história conta sob a forma de centenas de insurreições, revoluções e guerras, o que fez do século XX o mais violento da história da humanidade, sem contar a violência cotidiana que grassa em todos os recantos do planeta, produtos desta mesma revolução industrial.

Várias propostas ganharam forma prática no sentido de tentar recompor a organização social. A princípio projetaram-se como ingênuas, românticas, reformistas. Os socialistas utópicos, precursores do cooperativismo atual, constituíram-se nas iniciativas maiores dessa natureza de acomodação social pacífica. Os poderosos da época não entenderam o espírito conciliador dos reformistas e impingiram-lhes derrotas amargas. É bem verdade que a inexperiência também contribuiu decisivamente para o fracasso da maioria dessas iniciativas.

A oportunidade perdida logo transformou-se, para muitos em ressentimentos em revoltas traduzidas em motins, revoluções e finalmente em guerras, debaixo das mais diversas bandeiras: stalinismo, comunismo, nazismo, fascismo, integralismo, liberalismo etc. Entre revoluções e contra-revoluções chegamos até os dias de hoje com uma forma de organização fortemente dominante: o CAPITALISMO, seja ele privado ou estatal, de esquerda ou de direita, leigo ou de fundamentação religiosa. O importante é que a revolução industrial gerou um processo contínuo de acumulação de capital, sob a necessidade de construções de fábricas para a produção de mercadorias em larga escala.

De pouca relevância tornou-se saber quem, ao final, está por trás, no controle, desse capital; o fato é que a partir de então, a sociedade passou a se organizar dando excessivamente ênfase a um valor único: o econômico. O alvo permanente dos povos, em desenfreadas competições, passou a ser acumular, cada vez mais, capital. E nesse transcurso a SOLIDARIEDADE, o valor social mais nobre, foi o mais duramente atingido. E nesse ínterim, o Cooperativismo seguiu seu rumo, em trajetória marginal, recolhendo os fracos e abatidos, pinçando-lhes as feridas, mitigando os efeitos do processo de acumulação de capital, inerente à organização social industrial-capitalista.

A ciência e a tecnologia não são neutras, deixam m arcas profundas na história. Contribuem fundamentalmente para o progresso e o conforto da humanidade, sem dúvida: antes, porém, desalojam interesses, desarticulam organizações e métodos, trazendo, por via de consequência, turbulências e desconforto. A humanidade não aprendeu, ainda, a administrar o progresso, de modo que ele ocorra sem dores.

Ainda bem não se acomodaram os conflitos gerados pela revolução industrial, novo surto de revolução tecnológica se instala a partir de meados da década de 70, do século passado. A eletrônica digital – incluam-se aí os computadores e os equipamentos de automação – a biotecnologia, a engenharia genética, os novos materiais, os sistemas de transporte e de comunicações etc. armam, a partir de então, nova revolução em bases reestruturastes em intensidade muitas vezes mais potente do que fora a revolução industrial ao seu tempo. Com um agravante: a revolução industrial atingiu uma população basicamente rural, em ambiente favorável à subsistência, enquanto que a revolução digital IMPACTA uma enorme população, que tem pouquíssimas alternativas viáveis para a subsistência.

Novamente o associativismo, seja sob a forma cooperativa ou outra aqui lhe vier a suceder, surge como uma esperança. Como que num campo de batalha, onde o pelotão de saúde vai recolhendo os abatidos, tentando salvar-lhes as vidas, as cooperativas constituem-se novamente numa saída. Das lideranças cooperativistas esperam-se novas respostas ao desafio presente, um amparo para os deserdados, só que dessa vez: urbanos! Daí a grande responsabilidade de quantos se ocupam com o desenvolvimento das cooperativas (…) educacional, de saúde, de trabalho.

Mito ou não, as pessoas estão convencidas de que a salvação virá do conhecimento. A nova sociedade organiza-se em torno do conhecimento, já que a expressão econômica mostrou-se insuficiente para sua reestruturação. Parece defino: sem o conhecimento não haverá lugar nem oportunidades.

E o cooperativismo? Será o mesmo? Obviamente que não. A forma de organização cooperativa, tal como a praticamos em nosso dias, como é sabido, procede da percepção de necessidades que remontam a meados do século passado. Assim, é natural que as mudanças observadas reflitam sobre a forma de organização cooperativa, transformando-a, renovando-a, fazendo a progredir. Você está preparado para aceitar esta realidade? Ou está inflexível, tentando para o tempo?

Os simpatizantes e os atuantes no movimento cooperativista deverão estar atentos para impedir que conceitos e atitudes superados pela história impeçam o progresso do pensamento cooperativo, que em sua essência constitui na atitude solidária para a solução de problemas comuns a um grupo social.

(…) A atitude cooperante e solidária é o que importa. E já que falamos que estamos no limiar de uma nova sociedade, estruturada sob o domínio do conhecimento, como vocês imaginam uma experiência de compartilhamento dos conhecimentos adquiridos? Como organizar um empreendimento cuja “mercadoria” seja o conhecimento? As empresas de software poderiam ser organizadas sob forma cooperativa? Os cientistas poderiam, também, organizar seu trabalho em bases cooperativistas?  E as empresas, poderiam realizar pesquisas e desenvolver produtos em conjunto, colaborando entre si?

Ninguém, nem o maior gênio de todos os tempos, consegue reter um milionésimo de todo o conhecimento de que dispõe hoje a humanidade. Mesmo de cada uma das especialidades é impossível saber-se tudo. O conhecimento pessoal é como o fragmento do mapa da mina: se juntarmos todas as partes teremos mais do que o mapa completo, chegaremos ao tesouro.

Meditem sobre essas coisas. A humanidade está precisando urgentemente de descobridores talentosos como vocês. Será que a sua equipe trará importantes contribuições para a humanidade, como os humildes e probos tecelões de Rochdale?

Geonival Oliveira, autor do Programa Cooperjovem. Oscar César Brandão, Economista e Mestre em Ciência da Informação.

Cooperativa é um capital de democracia

January 10th, 2012 No comments

As Nações Unidas proclamaram 2012 o ano internacional da cooperativa. É uma maneira de valorizar um modelo econômico alternativo que busca combinar produtividade e responsabilidade social.

Em tempos de crise, a cooperativa pode viver uma segunda juventude.

Nascida em meados do século 19 na Grã-Bretanha, em meio às tensões inevitáveis da revolução industrial, hoje as cooperativas têm um bilhão de membros em todo o mundo, para as quais trabalham mais 100 milhões de pessoas.

Nos últimos anos, o faturamento das cooperativas superou um trilhão de euros em diversos setores como indústria, comércio, agricultura, bancos e seguros. As atividades vão desde o cacau no hemisfério sul até o time do FC Barcelona. Há outros exemplos curiosos como o caçadores de serpentes na índia e os produtores de queijo parmesão na Itália.

Na Suíça existem 9.600 cooperativas. Só para citar um exemplo, metade da população é sócia da Coop e Migros, duas redes de supermercados que detêm 50% do comércio de detalhes. Tem ainda o Banco Raiffeisen, com 1,7 milhão de sócios, a seguradora Mobiliar e o grupo agrícola Fenaco, entre muitos outros.

2012 é o ano da cooperativa

O cooperativismo, portanto, é um fenômeno imponente, mas do que se trata exatamente? Com a palavra Emmanuel Kamdem, especialista em cooperativa na Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra: Quando as pessoas se unem para criar riqueza sob uma base democrática e que essa riqueza é distribuída de maneira equitativa, então estamos em presença de uma cooperativa.”

As cooperativas não são um simples fenômeno econômico, mas um modelo empreendedor específico fundado em valores como a democracia, a igualdade, a solidariedade e a mutualidade. “É um modelo que reúne lógica de mercado e inclusão social, tendo a solidariedade como centro de interesse. Claro, a criação de uma ferramenta econômica tem de ter a garantia de crescimento social e econômico da empresa, mas o fundamento não é a maximizar lucros.”

Se a dispersão de capital e a subdivisão do poder constituem o principal freio ao desenvolvimento desse empreendimento sustentável, o potencial ainda está longe de ser explorado, comenta Emmanuel Kamdem.

“O objetivo da ONU para 2012 é de promover a criação e o desenvolvimento desse modelo que, nos últimos anos, vem atraindo cada vez mais o interesse de economistas e empreendedores.”

A campanha destaca ainda o grande número de cooperativas e os princípios fundadores. “A cooperativa muito grande tende a esquecer o papel de formação e educação que também tem e os sócios não são sempre cientes de seus direitos e deveres. É uma lacuna que deve ser corrigida.”

Pequenos produtores crescem

Se as cooperativas economicamente mais rentáveis estão concentradas nos países industrializados como França, Estados Unidos, Alemanha, Holanda e Itália, nos últimos 50 anos esse modelo se desenvolveu sobretudo nos países do hemisfério sul.

“A associação de pequenos produtores é um instrumento fundamental de democratização e permite às populações mais pobres de participar na criação do futuro”, explica Hans-Peter Egler, da divisão Cooperação e Desenvolvimento da Secretaria Federal de Economia (SECO). “Além disso, uma pessoa simples não está habituada discutir durante meses. Então a cooperativa desempenha um papel importante ao dar voz aos pequenos produtores, permitindo que eles se protejam contra a concorrência multinacional.”

Para Hans-Peter Egler, o exemplo mais emblemático é o do comércio equitativo em que 75% da produção vem da própria cooperativa, com faturamento de 316 milhões de francos na Suíça em 2010. “Produtos como café, cacau e algodão são cultivados exclusivamente em pequenas cooperativas agrícolas, onde os membros têm a possibilidade de uma longa formação, de administrar seus próprios interesses e transmitir o conhecimento a outros membros da comunidade. E, ironia da sorte, esses produtos são revendidos na Suíça pelas duas maiores cooperativas que são as redes de supermercados Coop e Migros. E o círculo se fecha.”

Um capitalismo social

Segundo a Aliança Cooperativa Internacional (ICA), associação que reúne 258 organizações de 96 países, as 300 maiores cooperativas do mundo dão 20% a mais de empregos do que as multinacionais.

“As cooperativas superaram melhor a crise financeira de 2008-2009 do que os bancos”, sublinha ainda o especialista da OIT Emmanuel Kamdem. “Isso é possível porque os membros são ao mesmo tempo fregueses e proprietários e exercem, assim, um controle maior. Sem contar que têm ainda direito de voto, independente da cota de capital detida, e a margem de manobra é, assim, diferente.”

Quanto à nova crise dos países da zona do euro, Emmanuel Kamdem fala de “inevitável” retorno a um modelo corporativista, mais democrático, centrado na economia real e capaz de se adaptar às necessidades dos países industrializados como aos países em desenvolvimento.

Fonte: Correio do Brasil

Primeiro vestibular da Escoop tem como tema o Ano Internacional das Cooperativas

January 10th, 2012 No comments

Faculdade ofereceu 60 vagas para tecnólogos em Gestão de Cooperativas

A Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo (Escoop) realizou, no último domingo (8/1), seu primeiro vestibular e ofereceu 60 vagas para tecnólogos em Gestão de Cooperativas. A prova teve como tema de redação o Ano Internacional das Cooperativas, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para 2012. O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, avalia que a proposta da escola é inovadora e muito bem-vinda para o setor, pois formará especialistas na área de administração em cooperativismo. “A Escoop é um avanço na construção de uma gestão mais profissionalizada, a partir do investimento no processo de governança das organizações cooperativas”, avalia.

Idealizado pelo Sescoop do Rio Grande do Sul,  o curso superior terá  duração média de dois anos e meio a três. É autorizado pelo Ministério da Educação (Portaria 290, de 22/07/2011, publicada no Diário Oficial da União de 25/07/2011) e tem carga horária total de 1.620 horas ou 108 créditos acadêmicos. As disciplinas serão ofertadas de segunda a sexta-feira, no período da noite, podendo haver opções de horários alternativos, com aulas nos turnos matutino e vespertino, nas sextas-feiras e aos sábados. Os alunos deverão se matricular em pelo menos quatro disciplinas por semestre, o equivalente a 16 créditos.

A lista dos aprovados será divulgada no dia 13 de janeiro, sexta-feira, a partir das 10h, no site do Sescoop/RS, twitter (@OcergsSescoopRS) e facebook (www.facebook.com/Ocergs.SescoopRS). 
      
Saiba mais – A sede da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo está localizada no bairro São Geraldo, na cidade de Porto Alegre. São quase 3 mil metros quadrados de construção.

Fonte: OCB

Ano Internacional das Cooperativas: Hotsite apresenta cooperativas para o mundo

January 10th, 2012 No comments
Ano Internacional das Cooperativas - site oficial para o BrasilEspaço virtual divulga história de 366 cooperativas

Sensibilizar o maior número de internautas sobre a importância do cooperativismo para o desenvolvimento econômico é um dos objetivos do hotsite criado para divulgar as ações do Ano Internacional das Cooperativas – 2012 (http://www.ano2012.coop.br/).

A data foi escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU), que colocou o setor na pauta mundial, nos próximos 12 meses. O espaço virtual divulga a história do cooperativismo, a importância do Ano de 2012 para o segmento e, entre outros assuntos, 366 histórias de instituições que têm como alicerces a união, integração e valorização do capital humano.

Dentro deste contexto é importante a participação das organizações estaduais do Sistema OCB, inclusive para a seleção dessas histórias marcantes. Os textos devem ser enviados à unidade nacional, com dados sobre o surgimento, principais números, diferenciais competitivos e conquistas das cooperativas, pelo e-mail comunicação@ocb.coop.br.

Para o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, o principal objetivo em 2012 é divulgar à população a importância das cooperativas. “Queremos mostrar que o alimento que chega às mesas e os serviços financeiros ou de transporte podem vir de uma cooperativa. Da mesma forma, o atendimento prestado por um profissional de saúde, entre tantos outros setores nos quais atuamos. Queremos sensibilizar a sociedade a fazer parte desse movimento”, diz.

Acesse o site www.ano2012.coop.br e acompanhe as notícias de quem trabalha para uma sociedade mais igualitária e justa. Hoje a C.Vale, de Palotina (PR), é destaque no site.  Com forte participação nos segmentos de soja, milho, trigo, mandioca, leite, suínos e aves, a cooperativa movimentou R$ 2,4 bilhões em 2010. Clique e saiba mais 

Fonte: OCB

A Sicredi Pioneira RS, primeira Cooperativa de Crédito da América Latina completará 110 anos de atividades em 2012

January 1st, 2012 No comments

A Sicredi Pioneira RS completará 110 anos no dia 28/12/2012

A Revolução Industrial que transformou a Europa no século XVIII, fez com que inúmeros imigrantes, inicialmente alemães e italianos, vissem no Brasil uma nova esperança de vida. A difícil situação vivida pelas famílias europeias, tanto nas grandes cidades como no meio rural, provocou o surgimento de cooperativas não só naquele continente como também na América do Sul. O mesmo cenário de fome e miséria vivido na Inglaterra pelos tecelões de Rochdale era também a preocupação de Hermann Schulze e de Friedrich Raiffeisen, na Alemanha. No período compreendido entre 1824 e 1899 78 mil alemães desembarcaram no Brasil, vindo a maior parte deles a se instalar no Rio Grande do Sul, região do país em que tudo estava por fazer, mas ao menos haviam terras para todos.

Neste cenário, em 1885, chega ao Brasil, aos 34 anos de idade, o Padre Jesuíta Theodor Amstad, suíço de nascença, mas ordenado padre na Inglaterra. Amstad recebeu como primeiro trabalho missionário doutrinar as famílias de imigrantes que estavam chegando ao Rio Grande do Sul. Como era jovem, Amstad era destinado, pelos padres mais idosos, para o atendimento às capelas do interior e, especialmente, à assistência a pessoas doentes, que precisavam ser visitadas em casa. Após diversos anos (1885 a 1905) percorrendo de mula o então município de São Sebastião do Caí, que na época tinha uma vasta extensão territorial, o Padre percebera que muitas eram as carências dos imigrantes que aqui chegaram, sendo a necessidade de segurança, de educação, de saúde e a adequada alimentação algumas delas. Foi então, que no ano de 1899 o Padre Amstad  lança sua plataforma cooperativista e associativista, fundando o Bauerverein (Associação de Agricultores), uma entidade interconfessional formada por católicos e evangélicos e que começou a discutir os rumos para o futuro e que em 1912 foi substituída pelo Volksverein (Sociedade União Popular), formada apenas pela Igreja Evangélica.

O Volksverein completará seu centenário em 2012

Foi neste período de nossa história que a igreja assumiu para si um papel de fundamental importância, organizando os agricultores em torno dos objetivos que eram necessários ser alcançados, sendo constituídas escolas, asilos, hospitais sindicatos e cooperativas, agropecuárias e de crédito. As cooperativas de crédito forneceriam o suporte financeiro para o desenvolvimento que estava sendo buscado, principalmente fornecendo o financiamento para que os agricultores pudessem comprar novas terras em novas regiões que estavam sendo colonizadas.

Foi assim, que no ano de 1902, em Linha Imperial, distrito do município de Nova Petrópolis/RS, surge a primeira cooperativa de crédito da América Latina, a Caixa de Economia e Empréstimos Amstad, atual Sicredi Pioneira RS, uma das maiores cooperativas de crédito do Brasil. Logo nos anos seguintes outras cooperativas de crédito são fundadas, a exemplo de Bom Princípio (1903), Lajeado (1906) e São José do Herval (1907), sendo atribuídas ao movimento iniciado pelo Padre Theodor Amstad e ao Volksverein a fundação de 36 cooperativas de crédito, sendo uma delas em Santa Catarina. Atualmente permanecem em funcionamento 7 das 36 cooperativas constituídas neste período.

As cooperativas criadas nesta época seguiam o modelo de Raiffeisen, que se adaptava ao perfil econômico e social das comunidades dos imigrantes alemães, caracterizadas pela presença nas pequenas comunidades, capital limitado e produção voltada para o mercado interno. Este movimento atingiu um bom nível de desenvolvimento, chegando inclusive a constituir em 1925 uma Central das Caixas Rurais, a primeira do tipo no Brasil, que posteriormente foi extinta por força governamental.

Segundo o Presidente da Sicredi Pioneira RS, Márcio Port, “o ano de 2012 será repleto de comemorações, principalmente junto aos associados das cooperativas da região em que atuamos. Além do aniversário da Sicredi Pioneira RS comemoraremos os 100 anos da fundação do Volksverein, entidade que também teve o Padre Amstad como fundador e que foi fundamental para a expansão do cooperativismo de crédito no Rio Grande do Sul. Também a Cooperativa Agropecuária Piá completará 45 anos de atividades. Em agosto/12 será realizado em Nova Petrópolis o Concred (Congresso Brasileiro das Cooperativas de Crédito): tudo isto em um ano especial, o ano em que a ONU declarou como Ano Internacional das Cooperativas“.

Saiba mais sobre o Padre Amstad e sobre a fundação da cooperativa no http://cooperativismodecredito.com.br/sicredi_pioneira/

Fonte: Casa Cooperativa de Nova Petrópolis

Inicia oficialmente o Ano Internacional das Cooperativas

January 1st, 2012 No comments

Após muita espera e expectativa estamos em 2012, o Ano Interacional das Cooperativas.

Desejamos à todos um ótimo 2012 e que possamos efetivamente aproveitar este presente que a ONU nos deu ao reconhecer o movimento cooperativo como um modelo mais justo e adequado para o mundo em que vivemos.

Um grande abraço.

Hotsite divulga Ano Internacional das Cooperativas

December 25th, 2011 No comments

Ano Internacional das Cooperativas - site oficial para o BrasilSerão 366 histórias de organizações que têm como alicerces a união, integração e valorização do capital humano

A partir do dia 1º de janeiro você poderá conferir diariamente a diversidade do cooperativismo brasileiro no hotsite do Ano Internacional das Cooperativas – 2012 (www.ano2012.coop.br). O espaço abrigará, nos próximos 12 meses, exemplos de cooperativas que estão construindo um mundo melhor. Serão 366 histórias de organizações que têm como alicerces a união, integração e valorização do capital humano.

Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o ano será uma oportunidade de sensibilizar a sociedade do importante papel que desempenha o setor nos cenários econômico e social. “A proposta é unir esforços para disseminar os benefícios da prática cooperativista a um número ainda maior de pessoas e, chamar atenção do Poder Público sobre a necessidade da criação de políticas e normas em prol do nosso segmento”.

Nesse processo, a participação das organizações estaduais do Sistema OCB é fundamental, inclusive para a seleção dessas histórias marcantes. Os textos devem ser enviados à unidade nacional, com dados sobre o surgimento, principais números, diferenciais competitivos e conquistas das cooperativas, pelo e-mail comunicação@ocb.coop.br.

O Ano 2012 é uma conquista da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), fruto de um trabalho intenso de articulação com a Organização das Nações Unidas (ONU). Além do próprio movimento, os governos federais também estão desenvolvendo ações para valorizar o trabalho de inclusão social e econômica do segmento.

Fonte: OCB

O ano de 2012 será marcado por diversas ações em prol do cooperativismo

December 14th, 2011 No comments

Ano Internacional das Cooperativas - 2012Dirigentes cooperativistas e parlamentares marcaram presença na cerimônia de lançamento realizada em Brasília

O lançamento oficial no Brasil de 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas, realizado nesta quarta-feira (14/12), na capital federal, contou com a presença de diversas autoridades. Entre elas, o coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues que, nas palavras do presidente do Sistema OCB/Sescoop, Márcio Lopes de Freitas, representou os mais de 9 milhões de cooperados do país. Rodrigues, que foi o mentor da ideia do ano internacional, quando membro da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), entusiasmou a todos os presentes anunciando seu próximo desejo: “pleitear o Prêmio Nobel da Paz para o cooperativismo”.

Segundo o cooperativista, a sugestão é absolutamente plausível. “Precisamos de uma articulação mundial que promova a democracia e a paz, e o cooperativismo possui claramente as competências necessárias para defender esta bandeira”, afirmou. Em seguida, sugeriu que o Brasil lidere essa movimentação, levando a solicitação à ACI.

Logo depois foi a vez do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, se pronunciar. Relator do projeto do novo Código Florestal na Câmara dos Deputados, Rebelo iniciou seu discurso comemorando as conquistas alcançadas ao longo de 2011 e afirmando que o Brasil tem plenas condições de vencer os desafios que se desenham para o próximo ano. E destacou: “não se constrói um país forte economicamente sem a participação de um grande movimento cooperativista. O cooperativismo organiza a economia, alinhando o interesse dos menores com a força dos maiores”. Segundo o deputado, o Brasil precisa investir na desburocratização para o cooperativismo.

Américo Utumi, membro do Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), afirmou que a declaração pela Organização das Nações Unidas (ONU) de 2012 como Ano Internacional das Cooperativas é uma vitória para o movimento. E Luiz Eduardo Feltrim, que representou o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou que a comemoração vai ao encontro da proposta anunciada recentemente pela instituição de firmar uma parceria internacional para promover inclusão financeira. “Cooperativas de crédito têm sido um diferencial em meio a crise e estão fazendo a diferença nas comunidades onde atuam. Estamos de braços dados com o cooperativismo para que tenhamos um sistema financeiro sólido”, finalizou.

Fonte: OCB

OCB lança Ano Internacional das Cooperativas

December 14th, 2011 No comments

Ano Internacional das Cooperativas - 2012Evento ocorreu nesta quarta-feira (14/12), na sede da instituição, em Brasília (DF)

O Ano 2012 é um reconhecimento de que as cooperativas realmente constroem um mundo melhor. Isso fica ainda mais claro em momentos de turbulências, como na crise vivenciada em 2008 e 2009. Naquele período, os países cooperativistas se destacaram por conseguir driblar as dificuldades e manter seus índices de crescimento. Esse é um dos diferenciais do setor, criar novas oportunidades e ser empreendedor”. Com essas palavras, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, ressaltou a importância do movimento cooperativista para o desenvolvimento socioeconômico mundial durante a solenidade de lançamento do Ano Internacional das Cooperativas no Brasil.

Freitas também destacou que a iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), de declarar 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas, abrirá novas portas para o segmento. “Teremos a oportunidade de sensibilizar o governo e a sociedade do papel que tem o cooperativismo na geração de trabalho e renda, e na consequente redução das desigualdades sociais. Nossa intenção é fomentar a criação de novas políticas públicas voltadas ao segmento, que incentivem a sua expansão e consolidação como alternativa socioeconômica sustentável”, disse.

O presidente do Sistema OCB lembrou ainda que o primeiro passo para o reconhecimento da ONU foi dado pelo coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues, enquanto presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), entre 1997 e 2001.

Em seguida, o superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Renato Nobile, chamou a atenção do público para os indicadores do cooperativismo no Brasil e no mundo. “Já conquistamos um espaço importante e hoje nossa participação na economia do país é realmente expressiva. Tanto é assim que respondemos por praticamente 6% do PIB. No campo, cerca de 50% de tudo que é produzido internamente passa de alguma forma por uma cooperativa. E mundialmente, mobilizamos 1 bilhão de pessoas”, comentou.

Representando o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, o secretário-executivo da pasta, José Carlos Vaz, enfatizou que a comemoração do Ano 2012 levará a população a resgatar e fortalecer o espírito da solidariedade. “Temos que solidificar as instituições e os movimentos que resgatam o melhor do homem. Para isso, reforço aqui o compromisso do ministério em promover ações e projetos que fortaleçam as cooperativas brasileiras, em especial, as agropecuárias”, comentou Vaz, se referindo ao setor como caminho para o desenvolvimento da agricultura nacional. E finalizou: “em 2012, estaremos sempre ao lado do movimento cooperativista”.

Já o presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), senador Waldemir Moka, destacou o cooperativismo como alternativa para a geração e distribuição justa de riquezas no mundo. Ele também enfatizou o comprometimento dos integrantes da Frencoop para o desenvolvimento do setor. “Trabalhamos com esse único objetivo e temos conquistado vitórias importantes. Recentemente, aprovamos no Senado Federal uma proposição que permite o acesso das cooperativas de crédito aos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Da mesma forma, buscamos a aprovação do novo Código Florestal ainda este ano. Mesmo sem conseguir isso, ratifico que estaremos ainda mais unidos no sentido de obter uma legislação ambiental realmente coerente com a realidade do nosso país”, disse.

O evento, que reuniu cerca de 200 pessoas, entre líderes do setor, representantes do governo federal, parlamentares e integrantes de entidade parceiras, foi realizado na sede da OCB, em Brasília (DF).

Fonte: OCB

Ano Internacional das Cooperativas: conheça o site lançado pela OCB

December 14th, 2011 No comments

Brasília – 14/12/2011 – A OCB (Organização das Cooperativas do Brasil) lançou no dia de hoje o site oficial em português falando do Ano Internacional das Cooperativas.

Clique sobre a imagem e confira.

Presidente do Sistema OCB ressalta importância do Ano 2012, o Ano Internacional das Cooperativas

December 13th, 2011 No comments
Ano Internacional das Cooperativas - 2012Lançamento oficial do Ano Internacional das Cooperativas ocorre nesta quarta-feira (14/12), em Brasília

Em 2012, o movimento cooperativista mundial vai comemorar o Ano Internacional das Cooperativas, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, o lançamento oficial ocorrerá nesta quarta-feira (14/12), na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), na capital federal. Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, esse será um marco na história do cooperativismo e uma oportunidade para divulgar seus benefícios à sociedade. Conheça o posicionamento do dirigente sobre o tema em entrevista concedida ao portal Brasil Cooperativo. 

Sistema OCB – A ONU declarou 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas. Isso impacta de que maneira na imagem do movimento cooperativista?

Márcio Lopes de Freitas – A declaração da ONU confirma a contribuição efetiva do movimento cooperativista mundial para a redução da pobreza, a partir da geração de trabalho e renda. É um reconhecimento internacional do importante papel que tem o setor para a promoção do desenvolvimento sustentável. O cooperativismo realmente desperta nas pessoas o espírito empreendedor e as inclui social e economicamente. Tanto é assim que hoje ele mobiliza cerca de 1 bilhão de cidadãos em todo o mundo. No Brasil, especificamente, esse número chega a 30 milhões. A iniciativa das Nações Unidas nos abre também novas oportunidades, especialmente porque os olhares estarão voltados para as nossas cooperativas. Será uma oportunidade ímpar de consolidar o cooperativismo como alternativa socioeconômica sustentável, como o caminho para o crescimento de várias nações.       

Sistema OCB – No ano em que as cooperativas estarão em evidência, qual será a principal mensagem a ser transmitida?

MLF - Em 2012, teremos a chance de apresentar para toda a sociedade, com o respaldo da ONU e o apoio dos governos federais, os benefícios do cooperativismo. Vamos aproveitar esse momento para mostrar de que forma já contribuímos e podemos somar ainda mais para o desenvolvimento global, por meio da prática dos valores e princípios cooperativistas, que têm como alicerces a união e a integração. A intenção é disseminar essa essência a um número ainda maior de pessoas, em todos os cantos do mundo, e mostrar que a força desse movimento está justamente na valorização do capital humano. 

Sistema OCB – Essa ação se refletirá no número de cooperativas e de cooperados? Qual é a expectativa?

MLF – Como teremos a oportunidade de disseminar os diferenciais do cooperativismo de forma mais enfática, acreditamos que mobilizaremos mais pessoas. A tendência, em função disso, é aumentar o número de cooperados. Isso não deve ocorrer de imediato, mas gradativamente. E, nesse processo, poderemos presenciar o surgimento de novas cooperativas ou a expansão daquelas já existentes. Essa é, inclusive, uma dinâmica que tem ocorrido. As organizações estão se juntando com o objetivo de ganhar escala no mercado.

Sistema OCB – Nesse contexto, quais ações serão realizadas?

MLF – Nosso objetivo é fazer com que a população reconheça no seu dia a dia a presença e a importância das cooperativas. Para isso, estamos desenvolvendo atividades nesse sentido. Queremos mostrar que o alimento que chega às suas casas e os serviços financeiros ou de transporte podem vir de uma organização cooperativa. Da mesma maneira, o atendimento prestado por um profissional de saúde, entre tantos outros setores nos quais atuamos. Enfim, a ideia é mostrar como trabalhamos, sensibilizando-as e convidando-as a fazer parte desse movimento. O ano será marcado por muitas comemorações, em todos os estados brasileiros, com a participação das organizações do sistema OCB e de suas cooperativas.   

Sistema OCB – E a médio e longo prazos, há um planejamento predefinido?

MLF – A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) já iniciou um trabalho de sensibilização dos representantes das Nações Unidas para que 2012 seja o primeiro ano de uma década dedicada a um fomento mais intenso à prática cooperativista. O Brasil, como membro da ACI, e nós, cooperativistas brasileiros, apoiamos essa ação e disseminaremos a ideia ao governo brasileiro, no momento oportuno.

Sistema OCB – Frente a outros países, como o cooperativismo brasileiro se posiciona?

MLF – O cooperativismo brasileiro é considerado jovem porque tem uma história recente, com pouco mais de 100 anos. Nos últimos 40 anos, o setor conquistou maior relevância, tanto econômica quanto socialmente. Mesmo assim, apresenta características muito fortes. Dos países da América Latina, por exemplo, é o que tem atuação mais diversificada, além de participar mais ativamente da economia nacional e da própria sociedade. Não significa ser melhor ou pior que o cooperativismo de outros lugares, mas um movimento com a cara de Brasil. Então, podemos dizer que as nossas cooperativas estão aproveitando os momentos que a economia nacional oferece, figurando, com certeza, entre as grandes experiências realizadas no mundo. Tanto é assim que o único presidente não europeu da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) foi um brasileiro, Roberto Rodrigues.

Sistema OCB – Como o senhor avalia o desempenho das cooperativas no Brasil, nos últimos anos?

MLF – O cooperativismo brasileiro tem conquistado um espaço cada vez maior na economia nacional, o que é consequência de um olhar voltado à profissionalização da gestão. Temos trabalhado fortemente para oferecer produtos e serviços com qualidade crescente, que se tornem referência no mercado interno e externo. E isso realmente tem ocorrido.

Hoje, nossas 6.652 cooperativas reúnem 9 milhões de cooperados e geram 298 mil empregos diretos. Juntas, elas têm uma movimentação econômico-financeira de R$ 97 bilhões. A perspectiva para este ano é de fechar em US$ 5,8 bilhões em vendas ao exterior.

Além disso, atuamos em 13 setores distintos, tanto no campo quanto nas cidades. Alguns, mais tradicionais, já se firmaram, como o agropecuário. Para se ter uma ideia, praticamente 50% de tudo que é produzido no país passa de alguma forma por uma cooperativa. Outros ramos também trabalham para ampliar e consolidar o seu espaço.

O crédito, por exemplo, tem contabilizado índices expressivos de desenvolvimento. Um levantamento do Banco Central sobre o primeiro semestre de 2011 indica que as cooperativas de crédito cresceram acima da média das outras instituições financeiras nesse período.

O cooperativismo de saúde, por sua vez, atende a um número ascendente de pessoas, assim como o de transporte. Essa é uma tendência para todas as atividades cooperativistas. Logicamente que, nesse contexto, temos de considerar o comportamento da economia brasileira, que, em certos momentos, pode proporcionar um cenário melhor para a expansão de alguns setores.    

Sistema OCB – As perspectivas para um futuro próximo estão propícias a um crescimento mais pujante?

MLF – Com certeza, há um espaço potencial para que o movimento cooperativista amplie o campo de atuação. O crescimento mais forte virá com o tempo, a partir de um amadurecimento natural, que será somado ao investimento no profissionalismo da gestão dos negócios e na evolução dos mecanismos de governança. Para isso, contamos com um ator social determinante: o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). Temos o desafio de sensibilizar a sociedade para a prática cooperativista de forma mais incisiva no Ano Internacional das Cooperativas. 

Sistema OCB – Quais vertentes precisam trabalhadas para fomentar o seu desenvolvimento?

MLF – O crescimento das cooperativas está extremamente ligado à evolução da sociedade, ou seja, as pessoas precisam desenvolver mais a cultura da organização social. Esse é um processo que vai refletir em melhores empresas e, logicamente, melhores cooperativas. Para acelerar essa trajetória, precisamos trabalhar com mais ênfase a educação cooperativa, visando disseminar os conceitos e os princípios do cooperativismo a mais pessoas.

Ao mesmo tempo, temos de investir na boa governança, visando à transparência e à segurança, além de seguir bons modelos de gestão profissional. Nesse contexto, é preciso ter sempre em mente que a cooperativa é, acima de tudo, um negócio e, portanto, deve ser gerida com profissionalismo e competência. Assim, com certeza, contribuiremos para esse processo evolutivo. Estamos apostando nisso por meio das ações desenvolvidas pelo Sescoop. Criado há pouco mais de dez anos, ele desenvolve ações de promoção social, no sentido de criar um ambiente mais propício para a expansão do cooperativismo. Estou certo de que este é  o caminho para potencializarmos o movimento cooperativista, tornando-o mais competitivo, ágil e moderno.

Sistema OCB – E a OCB, de que forma tem atuado?

MLF – A função do órgão que representa as cooperativas é aplainar os caminhos, ou seja, criar um ambiente favorável ao seu desenvolvimento. A interlocução com os poderes constituídos da República – Executivo, Legislativo e Judiciário -, sem dúvida, está entre as ações prioritárias. Atuamos estrategicamente com o intuito de esclarecer e, ao mesmo tempo, reforçar as particularidades do cooperativismo, visando normas que atendam a essas características e contribuam para o crescimento do setor. Não menos relevante é a definição de marcos legais regulatórios que influenciarão diretamente no processo evolutivo das cooperativas. Precisamos de normas sintonizadas à realidade. No tocante à lei cooperativista, por exemplo, podemos dizer que o Brasil tem um aparato legal consistente, mesmo que originário de 1971. Mas muita coisa mudou, evoluiu, e temos de acompanhar essas alterações. Além disso, questões tributárias e regulamentações específicas para os ramos nos quais atua o segmento também estão entre as prioridades.

Sistema OCB – O cooperativismo reafirma constantemente seus diferenciais e benefícios, inclusive nos momentos de crise. O Ano 2012 também será uma oportunidade para ratificar a força do movimento?

MLF – Realmente, o cooperativismo tem reafirmado seus diferenciais em momentos dessa natureza. Foi assim na crise financeira mundial, no final de 2008 e início de 2009. Os efeitos foram sentidos pelas cooperativas, porém de forma menos impactante. O setor se mobilizou para contornar as dificuldades e criar novas oportunidades. Com a saída das tradings do mercado, a atuação do ramo crédito foi determinante para a continuidade da produção de muitos agricultores. É certo que faremos o mesmo em 2012. Haverá espaço para o desenvolvimento de todos os ramos do cooperativismo.

Sistema OCB – Para finalizar, em sua opinião, qual é o principal legado do cooperativismo?

MLF – O grande diferencial do cooperativismo é ser formado por organizações de pessoas. Estamos falando de um movimento que valoriza e prioriza o capital humano e não o lucro. Logicamente que, ao ser constituída, a cooperativa atende às necessidades sociais, mas também econômicas de um grupo. Afinal, tem o objetivo de gerar trabalho e renda com inclusão social. Fora essas questões, ser cooperativista é trabalhar em conjunto, ciente de que unidos seremos mais fortes e conquistaremos mais. É interessante ressaltar ainda que trata-se de uma atividade socialmente responsável, que promove naturalmente o desenvolvimento sustentável, gerando crescimento para as comunidades onde está presente.

Fonte: OCB

ICAEXPO é sucesso na Assembleia Geral da ACI no México

December 13th, 2011 No comments

A Assembleia Geral em Cancun, México em Novembro foi um grande sucesso. Especialmente com as perspectivas da ICAEXPO em Manchester no próximo ano.

Desde o primeiro evento a Recepção dos Novos Membros até o Jantar de Gala houve um fluxo constante para informamos sobre como participar na EXPO em Manchester. A ICAEXPO é sem dúvida vista como o evento central na comemoração do Ano Internacional do Cooperativismo, em Outubro de 2012 e isso se reflete na demanda de espaço no evento.

O stand da ICAEXPO durante Assembleia Geral esteve quase sempre ocupado. Além daqueles já confirmados, novas reservas foram feitas para as cooperativas da Tanzânia, Quénia e Botswana, Reino Unido, França e Turquia, Canadá, Argentina e Chile, Indonésia, Singapura, Japão, Paquistão e Sri Lanka. Muitos países fizeram perguntas sobre o evento, e ainda com um ano de antecedência já temos 80% da feira tomada!

Segundo o Presidente da ICAEXPO Luiz Branco disse “Não há dúvida que este vai ser o maior e melhor EXPO.  O interesse nas Cooperativas  vem crescendo, o Ano Internacional das Cooperativas e o local da feira em Manchester, juntos são a combinação perfeita para a feira ser um sucesso – Estou muito animado com esta perspectiva!”

A origem brasileira

Também é importante salientar que a ICAEXPO teve sua origem no Brasil através da Fenacoop. “É gratificante saber que o Brasil faz parte desse sucesso e que promete em 2012 apresentar o que tem de melhor em produtos e serviços cooperativos em seu stand que estará presente na rua principal da feira” completa Luiz Branco.

A Presidente da ICA, Dame Pauline Green e o Director Geral, Charles Gould, estão igualmente otimistas sobre a ICAEXPO 2012,  e a participação deles na Recepção de Networking em Cancun,  foi essencial para o sucesso do Ano Internacional das Cooperativas (lançada pela a ONU), com ênfase no modelo de negócio das cooperativas. Eles estão particularmente animados com a possibilidade de cooperativas ricas patrocinar cooperativas pequenas (em desenvolvimento) para participar da ICAEXPO, dando-lhes uma oportunidade única de mostrar os seus produtos e acesso ao mercado global. Clique aqui para mais informações: www.icaexpo.coop

Não há melhor maneira de anunciar o ressurgimento das cooperativas do mundo inteiro, do que uma feira de comércio global destacando a enorme contribuição que as cooperativas têm para a economia mundial.  A divisão de público comprador profissional e geral é de mais de 10 mil visitantes.

Estamos ansiosos para vê-los lá também!

Fonte: ICAEXPO 

OCB promove lançamento do Ano Internacional das Cooperativas

December 11th, 2011 No comments

A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) promove, no dia 14 de dezembro, às 12h, em sua sede, em Brasília (DF), o lançamento do Ano Internacional das Cooperativas – 2012. A comemoração foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), pela Resolução 136/64 de 16 de dezembro de 2009 e terá como tema “Cooperativas constroem um mundo melhor”.

A ideia é aumentar o interesse público sobre as cooperativas, mostrando a sua contribuição para o desenvolvimento socioeconômico e o alcance das metas do milênio; promover o crescimento delas e incentivar governos a estabelecerem políticas, leis e regulamentações condizentes e propícias para a formação, o desenvolvimento e a estabilidade das cooperativas.

Márcio Lopes de Freitas, Presidente da OCB

Segundo o Presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, “o capitalismo e o socialismo estão cada vez mais incapazes de dar respostas a sociedade moderna. Por isto a falência das instituições. O mundo muda muito rápido. Temos a oportunidade de que reconheçam o cooperativismo com a ferramenta mais adequada para a sociedade. O mundo está vendo no cooperativismo a grande oportunidade de mudança, a grande tábua de salvação da humanidade e nós precisamos ter maturidade para aproveitar esta oportunidade. Nos EUA, o Bank Transfer Day (veja a matéria) gerou tantas dificuldades que o NCBA (equivalente a OCB brasileira) teve de interferir nas mídias sociais pedindo calma pois as Credit Unions não estavam dando conta do fluxo de pessoas que as procuravam.” Para finalizar o Presidente da OCB destaca: “acredito que nossas cooperativas podem construir um mundo melhor, mas precisamos entender que isto gera uma responsabilidade muito grande“.

Assembleia da ACI: OCB faz balanço da Assembleia Geral da ACI em Cancún, México

November 22nd, 2011 No comments

Programação ao longo da semana reuniu mais de dois mil representantes do setor

A recondução de Charles Gould ao cargo de Diretor-Geral e a eleição de dois novos membros para o Conselho Diretor Mundial foram algumas das decisões aprovadas na Assembleia Geral da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), realizada na última sexta-feira (18/11), na cidade de Cancún, México.

Os participantes acordaram, ainda, a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária em Manchester, Inglaterra, juntamente com o Fórum Mundial e a Ica-Expo 2012.

Os novos membros eleitos para o Conselho Diretor são o iraniano Albolhassan Khalili e o polonês Janusz Paszkowski.

A Assembleia Geral da ACI foi cenário também para os participantes endossarem o pedido para tornar Rochdale a capital mundial do cooperativismo, a exemplo de Nova Petrópolis no Brasil. Márcio Port, presidente da Sicredi Pioneira, foi quem defendeu a petição.

Ano Internacional das Cooperativas - 2012Cerca de 2 mil pessoas, distribuídas em delegações de mais de 70 países, participaram dos eventos programados pela ACI na semana de 14 a 18/11 na cidade mexicana. Entre eles esteve o lançamento oficial de 2012 como ano internacional das cooperativas, ocorrido no dia 14. Segundo a analista de Relações Institucionais da Organização das Cooperativas Brasileiras, Joana Nogueira, que acompanhou as atividades no México, a palavra de ordem expressa pelo palestrante Sam Graham-Felsen foi o uso massivo das mídias sociais. “Potencial de comunicação nós temos, pois somamos dois bilhões de associados no mundo. Se cada um de nós se comprometer em divulgar as ações para pelo menos duas pessoas, alcançamos metade da população mundial sem fazer esforço”, disse.

A analista resumiu as atividades da semana, relatando que o sentimento geral dos participantes foi o de fazer do ano de 2012 apenas o início de um trabalho para toda uma década. “Nós conhecemos o cooperativismo e queremos que o mundo conheça. A presidente da ACI, Pauline Green, afirmou por várias vezes que o ideal é tornarmos o ano internacional na década internacional das cooperativas, utilizando 2012 como a abertura mundial para os trabalhos de divulgação”.

Apoio político

O presidente mexicano, Felipe Calderón, também prestigiou o evento. Na oportunidade, ele reafirmou o apoio do país ao modelo cooperativo e à celebração do ano internacional em 2012. Atendendo à colocação do presidente da ACI-Américas, Ramón Imperial, Calderón afirmou que o próximo ano será declarado, também, como ano internacional das cooperativas no México.

Outros eventos

No dia 15/11 foi lançado o concurso Coop’Art, uma competição que encoraja os jovens a apresentarem trabalhos relacionados ao cooperativismo, na forma de foto, música ou vídeo. O campeão terá seu produto apresentado durante o Fórum do Cooperativismo Mundial, que será realizado em 2012, em Manchester, na Inglaterra. Em breve, o portal Brasil Cooperativo disponibilizará mais informações para os interessados em participar.

Prêmio .Coop

Os vencedores do prêmio “.Coop” também foram conhecidos em Cancún. A cooperativa paulista Atrium, representada pelo presidente da Organização das Cooperativas no estado de São Paulo (Ocesp), recebeu menção honrosa de pequena cooperativa. E na categoria “outros”, a Cecred de Santa Catarina recebeu o prêmio, concorrendo com outras organizações de cooperativas. O presidente da Cecred-SC, Moacir Krambeck, fez uma consideração com relação ao ano de 2012: “No calendário Maia, este seria o último ano, quando então o mundo chegaria ao fim. E eu realmente gostaria que fosse o fim do mundo da intolerância e da desorganização, para que surgisse um mundo novo, de ajuda mútua e cooperação.”

Fonte: OCB

Assembleia da ACI: Balanço Social Cooperativo

November 22nd, 2011 No comments

Cancún – México: Um dos assuntos abordados na Assembleia da ACI foi o “Balanço Social Cooperativo”, tema este muito bem apresentado pelo Sr. Juan Carlos San Bartolome e a Sra. Liliana Gonzalez. Os palestrantes já haviam publicado matéria sobre o assunto no informativo eletrônico de Maio/2011 da ACI Américas intitulado  “Balanço Social Cooperativo: uma ferramenta eficaz para as cooperativas do século XXI“.

Segundo os palestrantes, o Balanço Social Cooperativo (BSCoop) permite que as cooperativas façam a gestão de seus objetivos sociais com igual grau de profissionalismo que o fazem com suas metas econômicas.

O Balanço Social é uma ferramenta de gestão sócio-econômica que facilita às cooperativas medir-se e prestar contas aos associados e outros grupos de interesse, sobre a aplicação dos valores e princípios cooperativos.

É no Balanço Social que se demonstra o que se denomina de “diferença cooperativa”, o que nos distingue de qualquer outro tipo de entidade e nos identifica como cooperativas.

O Balanço Social é mais completo do que um Balanço Contábil. Existem uma infinidade de atividades de uma cooperativa que não estão ponderadas na contabilidade tradicional e que aparecem no Balanço Social Cooperativo, especialmente no conceito do “valor agregado cooperativo”.

O valor agregado cooperativo pode ser visto de 2 formas:

  1. o valor agregado visível, cujos números podem ser vistos na contabilidade tradicional, e 
  2. o valor agregado invisível, que não surge da contabilidade tradicional e sim de uma análise mais profunda, pormenorizada dos benefícios que recebem os associados através da economia sentida em seu bolso através de atividades com menor custo do que no mercado.

A comparação com um Iceberg

Na apresentação foi feita a reflexão de que o Balanço Social Cooperativo poderia ser a forma de melhorarmos a visibilidade do cooperativismo em nível mundial. Nos treinamentos realizados pela ACI Américas as cooperativas são comparadas com um iceberg, uma montanha de gelo, e tal como se observa nos icebergs no mar, a única parte que pode ser vista é a ponta desta montanha, mas que está sustentada por uma grande massa de gelo. No caso das cooperativas ocorre o mesmo, as vezes só se vê a ponta do iceberg, mas existem uma infinidade de ações, de pessoas, que estão fazendo uma gestão cooperativa em benefício do associado.

O Balanço Social Cooperativo nos permite visualizar como é feita a gestão das entidades cooperativas, como elas cumprem os princípios cooperativos, visualizar o invisível da gestão.

Para melhor apresentar o Balanço Social o ideal é abordarmos cada um dos 7 princípios cooperativos elencando o como fazemos para nos diferenciar perante as empresas tradicionais.

Por Márcio Port, de Cancún, México

Assembleia da ACI: Rochdale é reconhecida como a Capital Mundial do Cooperativismo

November 22nd, 2011 No comments
Momento em que a proposta foi entregue à ACI Américas durante a Assembléia Regional da ACI em Buenos Aires, em nov/2010.

Cancún – México: Um dos temas discutidos na Assembleia Geral da ACI (Aliança Cooperativa Internacional) foi uma proposta encaminhada pela Casa Cooperativa de Nova Petrópolis/RS e pela Casa Cooperativa de Sunchales (Argentina). A proposta visava o reconhecimento da cidade de Rochdale, na Inglaterra, como a Capital Mundial do Cooperativismo.

A proposta levava em conta o reconhecimento das cidades de Nova Petrópolis e de Sunchales como as Capitais Nacionais do Cooperativismo de seus países e sugeria que também em nível mundial reconhecêssemos a Capital Mundial.

A proposta foi apresentada na Assembleia pelo Sr. Ramón Imperial Zuñiga, Presidente da ACI Américas, e defendida pelo Sr. Márcio Port, Presidente da Sicredi Pioneira RS (membra da ACI) e também Presidente da Casa Cooperativa de Nova Petrópolis. Após a exposição do assunto o mesmo foi conduzido para votação, sendo que dos 500 votos válidos (voto delegado), 440 votos foram favoráveis.

Para o Presidente da Sicredi Pioneira RS “esta foi uma grande vitória para o movimento cooperativo mundial. Reconhecíamos Rochdale como a sede da primeira cooperativa do mundo, fundada em 1844, mas este reconhecimento não estava formalizado. Nada mais justo do que fazê-lo na véspera do Ano Internacional das Cooperaitvas”.

Clique no link abaixo para assistir o vídeo que registra o momento das discussões deste tema:

Por Márcio Port, de Cancún, México

Assembleia da ACI: Utilizando os meios de comunicação para conseguir uma mudança

November 22nd, 2011 No comments

Philippe Cousteau

Cancún – México: Um dos palestrantes presentes na Assembleia da ACI (Aliança Cooperativa Internacional) foi o Sr. Philippe Cousteau Jr., neto do legendário oceanógrafo Jacques-Yvés Cousteau.

Philippe enfatizou que “no mundo de hoje temos muitos meios de comunicação. Alguns países tem mais de 300 canais de comunicação. Temos de fazer matérias interessantes para chamar a atenção pois as pessoas hoje estão mais preocupadas com os outros do que consigo mesmas.”

O palestrante comentou acerca do movimento que está acontecendo nos EUA, onde as pessoas estão deixando os bancos e migrando para as cooperativas de crédito e disse: “eu estou com vocês”.

“A população cresceu de 6 para 7 bilhões em 12 anos. Este crescimento está baseado no consumo: de água, de petróleo, de comida, …, e isto me preocupa pois não existe matéria prima suficiente para sustentar este crescimento.” É preocupante também que 1,5 bilhão de pessoas consomem 60% do total dos recursos. “Precisamos mudar este mundo e as cooperativas devem liderar este movimento. Os valores trabalhados pelas cooperativas darão condições de sustentar este crescimento.”

Mulheres e Crianças para liderar a mudança

“A chave para esta mudança são as mulheres e as crianças. Os jovens estão cansados da forma de vida atual e buscam construir um mundo melhor.”

As mulheres quando empodeiradas investem seus recursos na educação, nos filhos, em sua comunidade. Elas fazem isto mais do que os homens. “Reconheçam o poder das mulheres e jovens para mudar o mundo“.

As cooperativas são baseadas no trabalho nas comunidades e é desta forma que podemos buscar o apoio dos jovens e mulheres, mostrando-lhes que agimos da mesma forma que eles.

“O mundo atual está fadado a acabar e as cooperativas tem a chave para fazer esta mudança: o investimento nas comunidades”

“Precisamos ver o mundo de uma forma diferente. O mundo quer ter esperança e vocês podem dar isto às pessoas.” O modelo atual do mundo não consegue mais dar esta esperança às pessoas.

As profecias maias prevêem o fim do mundo para 2012, mas o que deve acontecer é o início de um novo mundo, conduzido pelas cooperativas“, frase dita por um dos oradores do México ao falar do Ano Internacional das Cooperativas.

Márcio Port, de Cancún, México

Assembleia da ACI: O uso das mídias sociais no Ano Internacional das Cooperativas

November 22nd, 2011 No comments

Cancún – México: Segundo Charles Gould, Diretor Geral da ACI (Aliança Cooperativa Internacional), “as perguntas que sempre escuto são: como atrair novos associados, como mostrar para os jovens de hoje que as cooperativas não são mais as mesmas que as de seus avós?” Para falar deste tema palestrou o Sr. Sam Graham-Felsen, que foi o coordenador da campanha presidencial de Barack Obama.

O Sr. Sam Graham-Felsen iniciou sua fala questionando: “como podemos aproveitar o descontentamento dos jovens em relação ao mundo atual? Como podemos aprender com o movimento social que aconteceu no Egito?”. O protesto inicial no Egito foi muito pequeno, mas o Facebook e outras mídias sociais permitiram a organização das pessoas que tinham idéias em comum, dando-lhes a confiança e a força coletiva. Também na Europa, em Israel e em Wall Street ocorreram movimentos semelhantes. A internet tem dado poder para pessoas normais, pessoas que sozinhas não seriam escutadas.

Movimentos sociais liderados pelos jovens utilizando as mídias sociais

Segundo o Sr. Felsen, “o mesmo desafio que tivemos na campanha de Obama as cooperativas tem neste ano de 2012: como ganhar força?”. “O que fizemos foi demonstrar a origem de Obama, mostrando que ele não seguiu a linha normal dos políticos, sendo bem quisto por pessoas pobres e não pelos ricos. O que buscamos foi mostrar que uma pessoa normal poderia ser vitoriosa”. “As pessoas normais querem perceber que também podem fazer a diferença”.

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PILARES DA CAMPANHA DE BARACK OBAMA:

1) AUTENTICIDADE:

Contamos inúmeras histórias falando de Obama e do que ele fazia e dizia. Foram feitos mais de 2000 vídeos para o Youtube, sendo que o mais famoso foi um vídeo de 37 minutos falando da questão racial. Foram 7,5 milhões de pessoas que o assistiram. O Youtube é melhor que a TV pois nele as pessoas assistem voluntariamente. A divulgação ocorreu por email onde uma pessoa indicava o vídeo à outra. Os meios eletrônicos (Youtube, email, Blogs, mídias sociais, SMS) são mais efetivos que os meios tradicionais para a comunicação nos dias de hoje e permitem a interação entre as partes. “O Youtube é um canal de TV particular, você escolhe o que quer ver”.

2) CONTEÚDO PERSONALIZADO:

Preparamos diversos conteúdos na web com enfoques diferentes, por exemplo: para mulheres, para latinos, outros sobre religião, por região/estados, O conteúdo foi o que realmente uniu as pessoas em torno da campanha. Ele tem de ser interessante e inspirador.

3) VALORIZAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO DE TODOS:

Incentivamos a interação dos leitores e do público, com comentários e respostas. Permitimos que eles recebessem o conteúdo por email ou SMS.

4) ESCUTAR AS PESSOAS QUE O APOIAM:

Durante a campanha ganhamos muitos seguidores e apoiadores, mas no decorrer da mesma alguns se afastaram por não concordarem com um ou outro posicionamento. É importante escutar os descontentes e saber como podemos agrega-los novamente na campanha. O que não podemos fazer é apagar conteúdos na Internet quando percebermos que algum assunto controverso foi abordado, temos de assumir o que publicamos e nos desculpar ou reafirmar nossas posições.

6) PESSOAS NÃO ATM’s (Caixas Eletrônicos):

As pessoas não são robôs, querem ser ouvidas e valorizadas, não são fonte de receitas ou de doações. As arrecadações de verbas eram trocadas por encontros, jantares e palestras com Barack Obama. “No ano de 2012 vocês devem aproveitar todas as oportunidades, boas e ruins”. Devemos comunicar sempre, sempre reafirmando a mensagem principal, mesmo que seja em defesa de uma opinião de controversa.

7) TESTE TUDO:

Hoje existem na web diversas formas de se verificar se o seu conteúdo está atraindo o público ou não. Veja o que dá retorno e o que funciona e faça mais do que der certo.

SUA VOZ PODE MUDAR O MUNDO: Na campanha de Obama finalizávamos os pronunciamento com a frase “Sua voz pode mudar o mundo”. Devemos dar um enfoque próximo, familiar, mostrando que somos formados por pessoas normais que juntas são muito mais fortes.

Márcio Port, de Cancún, México

Assembleia da ACI: Como utilizar as mídias sociais para divulgar a marca cooperativa

November 22nd, 2011 No comments

Charles Gould, Diretor Geral da ACI

Cancún – México: Um dos palestrantes da Assembleia Geral da ACI (Aliança Cooperativa Internacional) foi o seu Diretor Geral, o Sr. Charles Gould, falando sobre a forma de divulgação do Ano Internacional do Cooperativismo durante o ano de 2012.

Segundo Charles Gould, “nem todos os Anos Internacionais tiveram sucesso na divulgação em nível mundial”, destacando a importância de todos assumirmos este compromisso de forma conjunta. Charles lembrou que temos 1 bilhão de associados de cooperativas no mundo e 100 milhões funcionários, sendo que devemos buscar a adesão de todos.

Na visão da ACI, o objetivo em 2012 não é apenas o de comemorar o reconhecimento da ONU (Organização das Nações Unidas) mas também divulgar e propagar nosso modelo cooperativo para que seja um modelo de sucesso mundial no final desta década. A Presidente da ACI, Dame Pauline Green, destacou em outros momentos que “a ONU nos deu um presente e devemos aproveitá-lo bem”.

Charles Gould, afirmou que “vivemos um momento único assim como foi durante a Revolução Industrial quando o modelo cooperativo surgiu”, devemos aproveitar o cenário financeiro mundial para destacar a importância e a forma de funcionamento do nosso modelo de negócios. Charles falou da visão para 2020, conforme matéria já divulgada anteriormente neste site.

Ano Internacional das Cooperativas - 2012Para obter visibilidade para o Ano Internacional das Cooperativas todos devemos utilizar os máximo o logotipo desenvolvido, seja em folders, produtos, websites, outdoors, na TV, jornais e também nos pontos de venda e de atendimento da cooperativa. Se todos utilizarmos esta marca estaremos potencializando o case de sucesso cooperativo.

Gould destacou a força do cooperativismo mundial através dos dados divulgados das “Global 300 Cooperative”, uma estatística que divulga os números das 300 maiores cooperativas do mundo. Os dados apresentados mostram que estas 300 cooperativas somadas têm o mesmo tamanho do Canadá, a 9ª maior economia do mundo.

Gould também afirmou que as cooperativas são empresas inovadoras pois nos reinventamos freqüentemente para atender bem à nossos associados, fato que não é comum na maioria das empresas. Além disto as cooperativas são grandes forças locais em suas comunidades, afinal somos um forte movimento social impulsionado pelos sócios. Para ele este é nosso diferencial competitivo e é isto que nos faz diferentes.

SITE OFICIAL:

Para propagar o Ano Internacional das Cooperativas foi criado o site oficial, o http://www.2012.coop/ e nele estão disponíveis para download todos os materiais necessários.

HISTÓRIAS:

No site haverá o link para o stories.coop onde as cooperativas poderão contar sua história. A cada dia de 2012 será publicada uma história diferente, sendo publicadas 366 histórias em 2012. Além disto, no final de 2012 será publicado um livro contando a história de 100 cooperativas.

NOTÍCIAS:

Na página www.2012.coop haverá também uma página de notícias acerca das cooperativas.

DOMÍNIO .COOP:

Em 2012 será maior divulgado o domínio .coop e a intenção da ACI é que todas as cooperativas deveriam utilizar este domínio para o website de suas cooperativas e não o .com.

FACEBOOK e TWITTER:

No Facebook e no Twitter haverão sempre notícias atualizadas “e queremos que vocês nos sigam”, disse Charles Gould. No Twitter utilizem as tags #coop e #coop2012 no final de suas mensagens.

EVENTOS MUNDIAIS:

Em nível mundial haverão diversos eventos organizados pelos ramos cooperativos, sendo que já estão confirmados eventos na Irlanda, Itália e Canadá. Também em 2012, em Manchester ocorrerá a Ica Expo 2012, uma importante feira de negócios.

Durante os vários dias de palestras e encontros enfatizou-se muito que as mídias sócias devem ser fortemente utilizadas para conseguirmos nosso objetivo de divulgar o Ano Internacional das Cooperativas. Somos empresas de pessoas e como tal devemos buscar o apoio de nossos sócios nesta divulgação.

Por Márcio Port, de Cancún, México

Assembleia da ACI: Seminário das Instituições Financeiras Cooperativas

November 22nd, 2011 No comments

Cancún – México: No primeiro dia em que realizou-se no Cancún a Assembleia Geral da ACI (Aliança Cooperativa Internacional) ocorreu um seminário organização pela Associação Internacional dos Bancos Cooperativos (ICBA) e pelo Comitê Regional de Cooperativas Financeiras e Bancos Cooperativos da Aliança Cooperativa (COFIA). Neste painel foram analisadas as diferenças e especificidades do setor bancário e financeiro cooperativo com o objetivo de mostrar sua importância no contexto mundial.

O painel foi conduzido pelos Sr. Tomas Carrizales (Presidente Cofia) e pelo francês Jean-Louis Bancel, Presidente da ICBA. A ICBA é um departamento da ACI que trata especificamente das cooperativas bancárias. Ela não possue uma equipe de trabalho permanente (funcionários), sendo muito importante o auxílio das cooperativas filiadas para dar andamento às demandas do setor. As Cooperativas Financeiras são muito importante para construir um mundo sustentável e para obter uma reforma do sistema financeiro.

Segunto o Sr. Jean-Louis, em um relatório recente do B20 (grupo semelhante ao G20, porém com foco financeiro) foram apresentados dados mostrando que no mundo existem 2 bilhões de pessoas que necessitam assistência financeira. Este número, comparado com o 1 bilhão de pessoas que atualmente já são associadas a cooperativas no mundo nos dá uma dimensão do crescimento no número global de associados, visto que as 2 bilhões de pessoas com necessidades financeiras poderiam tranquilamente serem associadas a uma cooperativa de crédito.

Atualmente as 100 maiores cooperativas financeiras do mundo tiveram US$ 194 bilhões de faturamento, valor este bastante considerável no universo do Sistema Financeiro Mundial. No seminário destacou-se que hoje estas cooperativas são grandes, mas que em algum momento no passado elas já foram pequenas, servindo isto como motivação para as cooperativas atuais que ainda não tem um grande ganho de escala.

Para 2012 a ICBA quer publicar uma lista dos países que não incentivam a existência de cooperativas financeiras. O Reino Unido é um exemplo pois lá as “cooperativas” tem de ser constituídas como S/A, não podendo ser cooperativas de fato. O objetivo é evidenciar onde existe necessidade de um trabalho mais focado, buscando-se o reconhecimento das cooperativas como instituições financeiras.

Destacou-se também que devemos sempre nos apresentar como cooperativa, pois isto demonstra e transmite segurança. Na França e nos EUA, durante a crise financeira, muitas pessoas sacaram dinheiro dos bancos e depositaram nas cooperativas. Atualmente está ocorrendo um forte movimento nos EUA com pessoas sacando dinheiro dos bancos e depositando-os nas Cooperativas de Crédito, em um movimento que tomou as ruas de Wall Street.

Um dos apresentadores, Jean-Claude Detipresi, Presidente de uma Cooperativas francesa lembrou que os bancos cooperativos são tão importantes, a ponto de em muitos países existirem regras específicas para eles. Lembrou também que desde 2003 buscam-se alterações na contabilidade reconhecendo as diferenças entre as cooperativas e os bancos tradicionais.

Jean-Claude falou da batalha que busca reverter a ICPC-14 que prevê a contabilização do capital social no Passivo Exigível e não mais no Patrimônio Líquido. A orientação dada é que as cooperativas busquem negociar com as entidades reguladoras nacionais para contornar a situação atual. Segundo Jean Claude esta é uma briga política e não técnica e já existem países conseguindo a reversão da situação. Segundo ele, deve haver o reconhecimento de que o que interessa em uma cooperativa não é a forma com que é tratado o capital social e sim o tipo de negócio que é realizado, baseado em democracia e justiça. Para ele, em uma economia ideal deve haver diversidade de modelos e concorrência. Não é saudável que hajam apenas grandes bancos. Na Europa, por exemplo, as cooperativas financeiras tem um papel muito importante no financiamento das PME’s (Pequenas e Médias Empresas).

A grande expectativa dos painelistas é de que no ano de 2012 possamos aproveitar a divulgação do Ano Internacional das Cooperativas para conquistar o reconhecimento regulatório mundial e em alguns países.

Por Márcio Port, de Cancún, México

Cooperativistas do mundo inteiro participam do lançamento do Ano Internacional das Cooperativas em Cancún, no México

November 17th, 2011 1 comment
Mais de 2.200 pesoas participaram do evento de lançamento do Ano Internacional das Cooperativas

16/11/2011 – Aconteceu nesta 4ª feira, com a presença de mais de 2.200 pessoas de 70 diferentes países, o lançamento do Ano Internacional das Cooperativas. Apesar do lançamento já ter sido feito pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 31/10/2011, agora o lançamento foi com cooperativistas do mundo inteiro.

O “Ano Internacional das Cooperativas”, é um reconhecimento da contribuição das cooperativas para desenvolvimento sócio-econômico, notadamente em matéria de redução da pobreza, criação de emprego e integração social. O tema deste ano será “empresas Cooperativas ajudam a construir um mundo melhor”.

No discurso de abertura o Sr. Ramón Imperial Zuñiga, Presidente da ACI Américas, ressaltou que nunca mais estaremos reunidos da mesma forma que ocorreu nesta 4ª feira. Segundo ele, dificilmente reuniremos novamente as mesmas 2.200 pessoas, ainda mais para comemorar o lançamento de tão importante feito como o Ano Internacional das Cooperativas.

Lideranças cooperativas mundiais

Ban Ki-moon, Secretário Geral das Nações Unidas enviou um vídeo com sua mensagem para os cooperativistas. Segundo ele as cooperativas suportaram muito bem a crise financeira recente e isto ocorre por estarem fortemente vinculadas às comunidades em que estão inseridas. Ban Ki-moon propôs a realização de um trabalho conjunto para que possamo criar um mundo melhor para todos.

O diretor geral da OIT (Organização Internacional do Trabalho) também enviou sua mensagem via vídeo enfatizando que 50% da agricultura do mundo provem de cooperativas e que apesar disto o mundo está rodeado de pobreza, injustiça e falta de eqüidade. Cada vez mais as pessoas ficam excluída, como se não existissem. A própria exclusão financeira destas pessoas agrava ainda mais a situação, mas com o trabalho coordenado das cooperativas de crédito podemos mudar esta situação. Segundo ele, por trás de todas as crises existem oportunidades e esta pode ser a oportunidade das cooperativas.

Já o Senador Jorge Moreno referenciou uma afirmação da Presidente da ACI, Dame Pauline Green, que costuma dizer que as cooperativas não são visíveis para as pessoas que definem os rumos do mundo, que definem as políticas públicas. 2012 é a oportunidade de mudar isto, este é um grande objetivo. A capacidade das cooperativas de gerar riqueza e de gerar renda deve ser reconhecida. Não podemos ficar em terceiro plano: temos de deixar de ser espectadores e nos transformar em protagonistas.

Dame Pauline Green, Presidente da Aliança Cooperativa Internacional

Finalizando os discursos, Dame Pauline Green, Presidente da Aliança Cooperativa Internacional, agradeceu a presença de todos dizendo que esta é a Assembleia da ACI que mais reuniu pessoas até hoje. Segundo ela, a ONU afirma que “as cooperativas atendem a metade da população mundial”, e isto demonstra que o ano de 2012 é nossa oportunidade de mostrar nosso modelo de negócios. Pauline enfatizou também que recentemente os joves estão tornando-se lideres da mudança, demonstrando sua frustração com o mundo atual. As redes sociais estão lhes auxiliando a promover mudanças mesmo com pessoas que lhes são desconhecidas. “Não temos a resposta para todos os problemas, mas temos um modelo cooperativo para oferecer”, afirmou Pauline Green.

Para ela, os atuais 1 bilhão de associados que são donos de cooperativas decidiram fazer diferente, assumindo o controle de suas vidas. Nosso maior objetivo é fazer com que as pessoas do mundo conheçam o tamanho do cooperativismo mundial. “Todos os cooperativistas do mundo devem gritar de pé para que todos nos escutem. Utilizem o logotipo em todo o material de divulgação, website e campanhas de suas cooperativas. Se fizermos isto no final de 2012 teremos presenciado um ano fabuloso. Queremos ao final de 2012 fazer com que as lideranças que tomam decisões mundiais nos conheçam”, finalizou a Presidente da ACI.

Descerramento de uma placa em alusão ao Ano Internacional das Cooperativas

Ao final da solenidade foi descerrada uma placa em alusão ao Ano Internacional das Cooperativas.

“Empresas cooperativa ajudam a construir um mundo melhor: esta mensagem nos dá um objetivo, um desafio, mas também uma visão”, disse um dos líderes cooperativistas durante seu pronunciamento. “Apesar das profecias maias preverem o final do mundo para 2012, ele não acabará e sim nascerá um novo mundo a partir do crescimento das cooperativas”, finalizou.

Veja também outras frases já ditas sobre o Ano Internacional das Cooperativas:

  • A Vice-Secretária-Geral da ONU Asha-Rose Migiro destacou que como o mundo testemunha o crescente descontentamento público, como resultado da crise financeira e económica, a comunidade internacional poderia aprender com o movimento cooperativo, que, segundo ela, equilibram viabilidade econômica e a responsabilidade social.
  • “Como organizações de auto-ajuda, as cooperativas são inerentemente centradas nas pessoas. Elas não só satisfazem as necessidades materiais, mas também a necessidade humana de participar de forma proativa para melhorar a própria vida.
  • “Em virtude de suas características organizacionais, as empresas cooperativas são de propriedade de seus usuários e da comunidade responsável. Elas continuam a agregar poder econômico que permite às comunidades competirem com sucesso na economia global “, disse Al-Nasser.
  •  ”Variando de pequena escala para as empresas multi-milhonárias em todo o mundo, as cooperativas operam em todos os setores da economia, contando com mais de 800 milhões de membros e fornecendo 100 milhões de empregos em todo o mundo – 20% mais do que as empresas multinacionais”.
  • A Presidente da ACI Dame Pauline Green disse: “A diversidade ea robustez do modelo de negócio cooperativo é baseada em princípios e valores. É por isso que as cooperativas foram resistentes durante a crise financeira mundial, empregando mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo e permitindo o desenvolvimento e bem-estar das sociedades nas economias mais competitivas.
  • Charles Gould, Diretor-Geral da ACI, acrescentou: “Alguns pensam em cooperativas como de pequeno porte, empresas locais e, em muitos casos isso é verdade. Mas em outros casos são grandes empresas que trabalham a nível nacional ou regional, enquanto outros são gigantes executando operações globais avaliados bilhões. No total, cerca de um bilhão de pessoas estão envolvidas em cooperativas, de alguma… forma, seja como membros / clientes ou como funcionários / participantes, ou ambos. “Isso é uma força significativa unidas atrás de uma filosofia de negócio único. Enquanto as corporações lutam entre si por participação de mercado, as cooperativas continuam a crescer de forma constante, elevando o bem-estar geral das pessoas ao redor do mundo num espírito de solidariedade, em vez de explorá-los para fins egoístas. Elas aderem a práticas de negócios, operam de forma eficiente e eficaz, e levam a competição a sério.”

Por Márcio Port

Assista ao vídeo em que a Presidente da ACI, Dame Pauline Green, fala do Ano Internacional das Cooperativas

November 11th, 2011 No comments

Assista o vídeo do discurso da Presidente da Aliança Cooperativa Internacional, durante a cerimônia de lançamento do Ano Internacional das Cooperativas durante a Assembléia Geral da ONU em 31/10/2011. 

O vídeo tem duração de 10 minutos.

 Fonte: ACI Américas

Assembléia Geral da ACI ocorrerá no México entre os dias 14 e 18 de Novembro

November 11th, 2011 1 comment

Será no México, nos dias 14 a 18 de Novembro/2011 o lançamento oficial do Ano Internacional das Cooperativas.

Acompanhe por este site as notícias relativas à este evento.

Conheça o site oficial do evento no link.

Segue abaixo o convite da Presidente da ACI mundial, Dame Pauline Green para este importante evento do mundo cooperativo.

Convite aos cooperativistas

Es con gran placer que los invito a participar en el lanzamiento del Año Internacional de las Cooperativas de la ACI, la Asamblea General de la ACI y a los encuentros a realizarse en este contexto, que se llevarán a cabo en Cancún, México del 14 al 18 de noviembre del 2011.

Desde que las Naciones Unidas declaró que el 2012 será el Año Internacional de las Cooperativas, nuestro movimiento mundial tiene una oportunidad “única en una generación” para dar un gran paso hacia adelante, y conducir el crecimiento de nuestro movimiento en todas partes del mundo.

Para ello necesitamos aumentar masivamente el conocimiento y visibilidad del tamaño y sostenibilidad de nuestro modelo empresarial, así como de su alcance a todas las comunidades através del mundo.

Tenemos que demostrar que los valores y principios que han inspirado nuestro movimiento durante casi 200 años son aún más relevantes hoy en día, y que colectivamente somos un movimiento de creatividad, innovación y talento que está brindando soluciones a los problemas del mundo actual.

Dame Pauline Green, Presidente da Aliança Cooperativa Internacional

Si juntos podemos aumentar nuestro perfil global usando el 2012 para crear mensajes globales comunes y una presencia global común, vamos a maximizar nuestra influencia sobre los principales tomadores de decisiones y, con su activo apoyo y ayuda, vamos a crecer más y nuevas empresas cooperativas surgirán alrededor del mundo en las próximas décadas.

No puedo pensar en ningún lugar mejor para que la ACI lance el Año Internacional de las Cooperativas, que en México. El movimiento cooperativo en México, como en todo el mundo, está reviviendo a medida que la gente ve que el movimiento ofrece una opción más segura, mejor y más sostenible que los modelos capitalistas tradicionales, ahora bajo escrutinio, como resultado de la crisis financiera.

Esperamos que se unan a nosotros en Cancún para este emocionante lanzamiento del Año Internacional de las Cooperativas y que se motive con las conferencias y talleres que se llevarán a cabo durante la semana.

Atentamente,

Dame Pauline Green – Presidente da Aliança Cooperativa Internacional

Acompanhe as ações do Ano Internacional das Cooperativas pelo Facebook

November 11th, 2011 No comments

Para iniciar as comemorações e a divulgação do ano de 2012, declarado pela ONU como o “Ano Internacional das Cooperativas” já podemos encontrar no Facebook uma página específica para este tema. Se você é adepto ao Facebook não deixe de CURTIR esta página e acompanhar as notícias e atualizações.

Importante: Nesta página você também poderá publicar conteúdos relacionados ao tema tornando o conteúdo ainda mais dinâmico e cooperativo.

Acesse pelo link http://www.facebook.com/2012AnoInternacionaldasCooperativas ou clique sobre a imagem abaixo.

Facebook divulgando o Ano Internacional das Cooperativas

Aliança Cooperativa Internacional busca o aumento da quantidade de membros associados

November 3rd, 2011 No comments
Veja todas as notícias já publicadas.

A ACI (Aliança Cooperativa Internacional) está buscando o aumento de cooperativas singulares, centrais e federações filiadas à ela. A ACI será a responsável pela estruturação e divulgação das ações que ocorrerão em 2012, o Ano Internacional das Cooperativas e com isto necessita de fontes de receitas para custear os investimentos que serão necessários. Para isto busca aumentar a quantidade de entidades à ela filiadas o que consequentemente a tornará ainda mais representativa do ambiente de cooperativas.

A chamada da campanha diz “quanto mais pessoas formos, mais forte se escutará nossa voz“. Informações sobre a associação podem ser encaminhadas para o email member@aciamericas.coop.

Formas de Associação:

Existem duas formas distintas de participar na ACI: membro associado e membro pleno, sendo que ambos dão direito a voz nas Assembléias, mas somente o membro pleno tem direito de voto.

Os custos das anuidades também variam, sendo:

  • Membro associado: valor fixo, independente do tamanho da cooperativa, equivalente a R$ 5.800,00 anuais (3.000 francos suíços);
  • Membro pleno: valor variável conforme a quantidade de associados da cooperativa, sendo:
    • para cooperativas com menos de 50.000 associados = R$ 7.700,00
    • para cooperativas entre 50.000 e 100.000 associados: R$ 8.660,00
    • para cooperativas entre 100.000 e 500.000 associados: R$ 11.550,00

Sempre que uma cooperativa associar-se como Membro Pleno é permitido que a entidade da qual ela participe  (central, federação, …) beneficie-se através da diminuição na quantidade de sócios que compõe a base de cálculo da entidade centralizadora.

Atualmente são filiadas à ACI mundial cerca de 250 entidades cooperativas de diferentes países. Contribua para o sucesso do Ano Internacional das Cooperativas. Encaminhe hoje mesmo sua associação à Aliança Cooperativa Internacional.

Veja o vídeo em alusão ao “Ano Internacional das Cooperativas”

October 31st, 2011 1 comment

O “Ano Internacional das Cooperativas” se destina a sensibilizar o público para as valiosas contribuições das empresas cooperativas para a redução da pobreza, geração de emprego e integração social.

O Ano também vai destacar os pontos fortes do modelo de negócio cooperativo como um meio alternativo de fazer negócios e promover o desenvolvimento socio-econômico.

O lançamento global do Ano Internacional das Cooperativas foi oficializado pela pela Assembleia Geral da ONU no dia 31/10/2012.

Veja o vídeo de aproximadamente 3 minutos sobre as cooperativas.

2012, o Ano Internacional das Cooperativas foi oficializado pela ONU

October 31st, 2011 No comments

A ONU lançou no dia 31/10/2011 o Ano Internacional das Cooperativas, com o Presidente da Assembleia Geral destacando o papel das cooperativas como catalisador de desenvolvimento socialmente inclusivo e por sua capacidade de fortalecer as comunidades por meio de empregos e geração de renda.

“As cooperativas contribuem para a segurança alimentar, desenvolvimento rural, e outros serviços sociais”, disse Nassir Abdulaziz Al-Nasser, abrindo reunião plenária da Assembleia de lançar 2012 como o Ano Internacional.

“Elas não são apenas fornecedoras de oportunidades de emprego produtivo para os grupos marginalizados, incluindo mulheres, jovens, pessoas com deficiência, idosos e populações indígenas, mas também dão uma contribuição valiosa através dos programas de assistência técnica de seus recursos humanos.”

A Assembléia já havia decidido que 2012 será visto como o Ano Internacional das Cooperativas, em reconhecimento da sua contribuição para desenvolvimento sócio-económico, nomeadamente em matéria de redução da pobreza, criação de emprego e integração social. O tema deste ano será “Empresas Cooperativas ajudam a construir um mundo melhor.”

A Vice-Secretária-Geral Asha-Rose Migiro destacou que como o mundo testemunha o crescente descontentamento público, como resultado da crise financeira e económica, a comunidade internacional poderia aprender com o movimento cooperativo, que, segundo ela, equilibram viabilidade econômica e a responsabilidade social.

“Como organizações de auto-ajuda, as cooperativas são inerentemente centrada nas pessoas. Elas não só satisfazem as necessidades materiais, mas também a necessidade humana de participar de forma proativa para melhorar a própria vida.

“Além disso, com processos democráticos de decisão e um foco no cultivo de habilidades e capacidades dos membros, as cooperativas oferecem um modelo para aproveitar as energias e paixões de todos”, disse Migiro.

Durante o ano de 2012, serão feitos esforços para expandir a consciência pública sobre o papel das cooperativas – especialmente em relação ao cumprimento do acordo internacional da redução da pobreza e ao desenvolvimento sócio-económico, alvos conhecidos como as Metas de Desenvolvimento do Milénio (ODM). Esforços também serão feitos para incentivar o crescimento das cooperativas de todo o mundo e fortalecê-las através de políticas e marcos legais que facilitem o seu crescimento.

“Em virtude de suas características organizacionais, as empresas cooperativas são de propriedade de seus usuários e da comunidade responsável. Elas continuam a agregar poder econômico que permite às comunidades competirem com sucesso na economia global “, disse Al-Nasser acrescentou.

Desenvolvimento sustentável

Em uma mesa redonda informal sobre o papel das cooperativas no desenvolvimento sustentável, Sha Zukang, o Subsecretário-Geral para Assuntos Econômicos e Sociais, destacou que as cooperativas tiveram um papel importante a desempenhar na transição para uma economia verde, dizendo que eles ofereceram um modelo de negócios com vantagens na criação socialmente inclusiva e ambientalmente saudáveis ??práticas econômicas.

“As cooperativas também foram notáveis por suas contribuições para o desenvolvimento rural e a produtividade agrícola em todo mundo desenvolvido e em desenvolvimento”, disse Sha, que também é secretário-geral da Conferência das Nações Unidas do ano que vem para o Desenvolvimento Sustentável (Rio +20).

Em toda a Europa, por exemplo, cooperativas detém 60% da transformação e comercialização de commodities agrícolas, e eles também detêm uma quota de 50% no fornecimento de insumos “, disse Sha acrescentou.

“Variando de pequena escala para as empresas multi milhonárias em todo o mundo, as cooperativas operam em todos os setores da economia, contando com mais de 800 milhões de membros e fornecendo 100 milhões de empregos em todo o mundo – 20% mais do que as empresas multinacionais”.

Fonte: Centro de Notícias da ONU (link)

Ano Internacional das Cooperativas será lançado oficialmente pela ONU neste dia 31 de Outubro de 2011

October 29th, 2011 No comments

Veja todas as notícias já publicadas.

O dia 31 de Outubro de 2011 será um dia especial para os cooperativistas do mundo inteiro. Com o lançamento oficial do Ano Internacional das Cooperativas os cooperativistas terão uma grande oportunidade para transmitir uma mensagem muito concisa e significativa: as empresas cooperativas ajudam a construir um mundo melhor. Com esta oportunidade as pessoas começarão a compreender o que o movimento cooperativo faz há muito tempo: ser um instrumento que melhora a qualidade de vida das pessoas nos mais diversos pontos do planeta.

A sede das Nações Unidas em Nova Iorque será o cenário onde se lançará nosso histórico ano. Pela manhã será realizada uma mesa redonda intitulada “As empresas cooperativas ajudam a construir um mundo melhor: contribuições das cooperativas para o desenvolvimento sustentável”, que constará com a participação de destacados painelistas da Argentina, Canadá, Holanda, Rússia, Reino Unido, Etiópia e China.

Panelistas:

  • Carlos Heller, Presidente Banco Credicoop
  • Li Chengyu, Presidente, All China Federation of Supply and Marketing Co-operatives (ACFSMC)
  • Maria Aranzazu Laskurain, Secretaria General de Corporación Mondragón
  • Piet Moerland, Presidente de la Junta Directiva de Rabobank Group
  • Dipti Vijaykumar Patel, Presidenta de la Junta Directiva del Comité de Mujeres Cooperativistas del Estado de Gujarat
  • Jack Wilkinson, Ex presidente de la Federación Internacional de Productores Agrícolas (IFAP)

À tarde, o Secretário Geral das Nações Unidas e o Presidente da Assembléia Geral realizarão o lançamento oficial do Ano durante a Sessão Plenária da Assembléia Geral.

No dia 1º de Novembro serão realizados três fóruns de liderança organizados pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) com o objetivo de comprometer os líderes das 300 maiores cooperativas do mundo (Global 300) em um diálogo sobre como criar condições que poderiam levar as cooperativas a transformarem-se em um modelo econômico de maior crescimento até o final desta década. Este tema será explorado em três áreas: negócios cooperativos, finanças cooperativas e contexto sócio-político.

A ACI comemora o lançamento oficial e incentiva todas as cooperativas a fazer deste ano um ano excepcional para o movimento e assim reposicionar a marca cooperativa para o benefício da comunidade internacional.

Fonte: ACI Américas

“2012 – Ano Internacional das Cooperativas” ganha página no Facebook

October 29th, 2011 No comments

Para iniciar as comemorações e a divulgação do ano de 2012, declarado pela ONU como o “Ano Internacional das Cooperativas” já podemos encontrar no Facebook uma página específica para este tema. Se você é adepto ao Facebook não deixe de CURTIR esta página e acompanhar as notícias e atualizações.

Importante: Nesta página você também poderá publicar conteúdos relacionados ao tema tornando o conteúdo ainda mais dinâmico e cooperativo.

Acesse pelo link http://www.facebook.com/2012AnoInternacionaldasCooperativas ou clique sobre a imagem abaixo.

 

Facebook divulgando o Ano Internacional das Cooperativas

Assembléia da ACI ocorrerá no México em Novembro

July 24th, 2011 No comments

Será no México, nos dias 14 a 18 de Novembro/2011 o lançamento oficial do Ano Internacional das Cooperativas.

Conheça o site oficial do evento no link.

Segue abaixo o convite da Presidente da ACI mundial, Dame Pauline Green para este importante evento do mundo cooperativo.

Convite aos cooperativistas

Es con gran placer que los invito a participar en el lanzamiento del Año Internacional de las Cooperativas de la ACI, la Asamblea General de la ACI y a los encuentros a realizarse en este contexto, que se llevarán a cabo en Cancún, México del 14 al 18 de noviembre del 2011.

Desde que las Naciones Unidas declaró que el 2012 será el Año Internacional de las Cooperativas, nuestro movimiento mundial tiene una oportunidad “única en una generación” para dar un gran paso hacia adelante, y conducir el crecimiento de nuestro movimiento en todas partes del mundo.

Para ello necesitamos aumentar masivamente el conocimiento y visibilidad del tamaño y sostenibilidad de nuestro modelo empresarial, así como de su alcance a todas las comunidades através del mundo.

Tenemos que demostrar que los valores y principios que han inspirado nuestro movimiento durante casi 200 años son aún más relevantes hoy en día, y que colectivamente somos un movimiento de creatividad, innovación y talento que está brindando soluciones a los problemas del mundo actual.

Dame Pauline Green, Presidente da Aliança Cooperativa Internacional

Si juntos podemos aumentar nuestro perfil global usando el 2012 para crear mensajes globales comunes y una presencia global común, vamos a maximizar nuestra influencia sobre los principales tomadores de decisiones y, con su activo apoyo y ayuda, vamos a crecer más y nuevas empresas cooperativas surgirán alrededor del mundo en las próximas décadas.

No puedo pensar en ningún lugar mejor para que la ACI lance el Año Internacional de las Cooperativas, que en México. El movimiento cooperativo en México, como en todo el mundo, está reviviendo a medida que la gente ve que el movimiento ofrece una opción más segura, mejor y más sostenible que los modelos capitalistas tradicionales, ahora bajo escrutinio, como resultado de la crisis financiera.

Esperamos que se unan a nosotros en Cancún para este emocionante lanzamiento del Año Internacional de las Cooperativas y que se motive con las conferencias y talleres que se llevarán a cabo durante la semana.

Atentamente,

Dame Pauline Green – Presidente da Aliança Cooperativa Internacional

Em 2020, as cooperativas podem ser modelo de negócio de maior crescimento

July 24th, 2011 No comments

ACI está trabalhando para transformar o Ano Internacional numa oportunidade de obter um grande legado do cooperativismo para os anos subsequentes

Charles Gould – Diretor Geral da ACI Global

Como parte dos preparativos para a celebração pelas Organizações das Nações Unidas (ONU) do Ano Internacional das Cooperativas, Charles Gould, diretor-geral da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) falou dos planos que estão sendo desenvolvidos para aproveitar as oportunidades que decorrerão do movimento, em 2012. “Esta oportunidade das Nações Unidas não poderia ter acontecido em melhor hora. Em nove anos, as cooperativas podem se tornar o modelo de negócios com o maior crescimento no mundo”, disse.

A ACI está trabalhando para transformar o Ano Internacional numa oportunidade de obter um grande legado do cooperativismo para os anos subsequentes. “O verdadeiro prêmio não é algo que acontecerá em 2012, mas posicionará o cooperativismo como uma marca. A nós importa relançar o cooperativismo e seguir com o processo de construção nos próximos anos“, disse Charles Gould em entrevista recente à Federação Internacional de Cooperativas e Mutualidades de Seguro (ICMIF, sigla em inglês).

“Uma questão que o Conselho de Administração da ACI começa a explorar é a possibilidade de que no fim desta década, ou seja, até 2020, as cooperativas sejam o modelo de negócio que mais crescerá”, comentou Goud. “Se trabalharmos duro, se trabalharmos juntos e se usarmos bem o Ano Internacional, isso pode acontecer”, reafirmou.

De acordo com o diretor-geral da ACI, os limites dos outros sistemas econômicos, combinados com a emergência de uma geração para a qual a união promovida pela tecnologia e cooperação é um hábito, fez deste período ideal para a mensagem do cooperativismo. “Falo com frequência do Ano Internacional, não porque seja uma solução para tudo o que está mal no mundo, mas porque é uma oportunidade que não podemos ignorar: o cooperativismo deve passar a mensagem no momento certo”, enfatiza.

Foram desenvolvidos materiais para promoção do Ano 2012: templates para incorporar às comunicações, cartazes para promover o ano e kits de mídia para tornar visível a história do cooperativismo, além do site (www.2012.coop), que armazenará todo esse material.

Slogan: As Cooperativas ajudam a construir um mundo melhor

Tema – a logomarca e o slogan oficiais para o ano já foram lançados. O slogan é “As cooperativas ajudam a construir um mundo melhor” e tem como objetivo destacar como os membros de cooperativas podem conjugar esforços e alcançar as metas.

“Este slogan reflete exatamente a motivação que se encontra por trás da declaração do Ano Internacional das Cooperativas”, disse Sha Zukang, secretário-geral adjunto do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA) da ONU. “Cooperativas são empresas baseadas na ação coletiva e no princípio da participação”, complementou.

Baseado no slogan do Ano Internacional das Cooperativas, a logomarca mostra sete pessoas trabalhando juntas para construir e sustentar um cubo.

  • O cubo representa todos os objetivos e aspirações em que são construídas as cooperativas.
  • Os sete números representam os sete princípios cooperativos: adesão livre e voluntária, controle democrático pelos membros; participação econômica dos membros, autonomia e independência, educação, formação e informação, a cooperação entre cooperativas e envolvimento com a comunidade.

A entrevista de Charles Gould é uma tradução para o português. A íntegra está disponível, em inglês, no site http://www.2012.coop.

“As Cooperativas Constroem um Mundo Melhor”: slogan da ONU para o ano de 2012

March 1st, 2011 No comments

As Nações Unidas aprovaram, oficialmente, o slogan para o Ano Internacional das Cooperativas (AIC), em 2012: As Cooperativas Constroem um Mundo Melhor.

Ao informar os membros no dia 3 de dezembro de 2010, o Diretor Geral da ACI, Charles Gould, disse que o slogan transmite uma imagem de modelo “baseado em valores”. Ele disse que a ACI estava “estusiasmada” com o slogan. “Ambos os aspectos de desenvolvimento econômico e social das cooperativas estavam contidos neste valores pessoais coincidem com os princípios cooperativos. A ACI espera que um maior nível de reconhecimento público irá promover o surgimento de novas cooperativas e fomentar um ambiente legislativo e regulatório favorável ao crescimento e desenvolvimento do cooper at ivismo.

“Uma oportunidade com este potencial não deverá surgir outra vez. Será nossa responsabilidade aproveitá-la e usá-la para relançar a marca cooperativa neste século”, disse Gould.

“Nós vamos celebrar um movimento global de escala sem precedentes. Aproximadamente um bilhão de associados e cooperativas listadas no Global 300 que somam um movimento de US$1.3 trilhões! Isto é igual à 10ª maior economia do mundo e mostra a credibilidade do modelo cooperativo. O modelo cooperativo apresenta soluções para os maiores desafios do mundo.”

WOCCU – Cooperativas de Crédito

De acordo com a Confederação Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU): “Na onda da recessão econômica global, o modelo cooperativo provou, outra vez, seu mérito,” disse o Presidente e CEO da WOCCU, Pete Crear. “A designação da ONU de 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas é uma honra e uma oportunidade – não somente para as cooperativas de crédito, mas para as cooperativas de todos os tipos,” disse o sr. Crear numa declaração à imprensa, conclamando as cooperativas do mundo todo a “ capitalizar esta oportunidade ” para aumentar a conscientização do valor das cooperativas.

LANÇAMENTO OFICIAL:

As Nações Unidas irão, oficialmente, lançar o Ano Internacional durante sessão plenária da Assembléia Geral da ONU na sede da ONU, em Nova York (EUA), planejada para o dia 31 de outubro de 2011. Ela será precedida de uma mesa redonda informal sobre os Estados Membros e as cooperativas e stakeholders. A ACI está, também, planejando uma série de reuniões e eventos com a mídia, por ocasião do lançamento oficial da ONU.

O lançamento do Ano no movimento cooperativo será feito na Assembléia Geral da ACI, em Cancún, México (14 a 18 de novembro de 2011). O enfoque da ACI será “alavancar” o fato de ser este Ano Internacional único: a atenção mundial que o reconhecimento da ONU pode trazer através de uma campanha de conscientização pública.

AÇÕES A SEREM REALIZADAS

2012 - Ano Internacional das CooperativasA prioridade da ACI será atingir o público em geral através de uma mensagem comum em várias formas:

  • nas comunicações e no marketing,
  • nas embalagens dos produtos,
  • nas vitrines dos pontos de venda,
  • boletins, revistas, relatórios anuais e
  • websites dos membros da ACI, durante o ano de 2012.

Para Charles Gould “uma oportunidade com este potencial não ocorrerá outra vez em nossa vida. É nossa responsabilidade aproveitá-la com sucesso e usá-la para relançar a marca cooperativa neste século.”

Fonte: Informativo da ACI

ONU estreia site do Ano Internacional das Cooperativas

February 3rd, 2011 No comments

A Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu que o ano de 2012 será o Ano Internacional das Cooperativas. A ONU e a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) realizarão ações conjuntas para incentivar governos e a sociedade civil a apoiar a iniciativa.

Para iniciar a divulgação do Ano Internacional das Cooperativas, a ONU lançou um website com informações e documentos sobre o cooperativismo.

A ACI está preparando uma campanha mundial para a conscientização da população para melhorar a visibilidade das cooperativas.

Para conhecer o site, clique no link – http://social.un.org/coopsyear/

Fonte: Sicoob Notícias

Ramón Imperial, Presidente da ACI Américas, fala sobre o cooperativismo no Brasil

December 19th, 2010 No comments

O mexicano Ramón Imperial Zúñiga, 53 anos foi eleito presidente da ACI Américas em 2008. Formado em engenharia industrial Ramón é atualmente Diretor Geral da Caja Popular Mexicana, a maior cooperativa de crédito da América Latina que conta atualmente com cerca de 1,8 milhão de associados.

Segundo Ramón Imperial, “o Brasil é uma referência a todos os demais países da América – é um dos cooperativismos mais representativos do continente. O movimento cooperativista no Brasil tem a vantagem de estar muito bem integrado e representado – tem a OCB (Organização das Coopertivas do Brasil) que permite uma integração nacional muito importante e que lhe dá coesão e representatividade.

Os diferentes ramos, agropecuário, consumo, crédito, entre outros, estão muito bem desenvolvidos e isso lhes dá toda essa fortaleza. Cito como exemplo os ramos crédito – com suas centrais e redes -, agropecuário, trabalho, consumo, esse desenvolvimento setorial é muito importante.

E, repito, há integração que possibilita que haja uma só direção no cooperativismo. Isso é fundamental, porque existem lugares onde, lamentavelmente, por estar desarticulado, o setor de repente propõe coisas distintas ao governo e legisladores, e o próprio segmento freia seu desenvolvimento. No Brasil há coesão setorial e uma frente comum para fazer gestões em diferentes estâncias de governo.”

 

Ano Internacional do Cooperativismo

 

Quando questionado sobre o ano de 2012, em que a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu que será o “Ano Internacional do Cooperativismo”, Ramón diz que “é algo muito importante, porque desde que o cooperativismo surgiu é a primeira vez que há um reconhecimento mundial a esse labor que desenvolvem as cooperativas, essa contribuição que  o setor dá em busca de uma melhor distribuição de riqueza e no combate à pobreza.

Temos a grande possibilidade em nível mundial de aproveitar esse momento. E já estamos nos preparando, em todos os países, China, Rússia, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Inglaterra, Argentina, México, Brasil, em todas as regiões estamos organizando atividades. E seguramente 2012 vai ser um ano muito importante para que possamos transmitir à sociedade em geral, e aos governos, esse importante trabalho que o cooperativismo está desenvolvendo.”

  

Diferencial Competitivo

 

Sobre o “Ser Cooperativa”, Ramón diz que “a parte essencial que distingue uma cooperativa de qualquer outra empresa é a relação que existe com seus cooperados, que são os proprietários da cooperativa e normalmente são os usuários dos serviços que ela oferece, independente do setor econômico que a atende.

E essa relação de fidelidade é o que nos diferencia, porque permite que o associado receba os benefícios de maneira muito direta, e ele pode participar da organização e administração da própria cooperativa.

Por exemplo, numa cooperativa de crédito, há muita diferença em comparação a um banco, no qual as pessoas são simplesmente clientes – nas cooperativas as pessoas são as donas, participam dos processos de assembléia, dirigem a cooperativa, estão por dentro de seu funcionamento, e isso faz com que se envolvam, que tenham um vínculo e uma relação muito estreita com o funcionamento diário de sua cooperativa. É algo que nos distingue em todos os países.

Existe uma relação muito estreita com o sócio, os princípios cooperativistas que nos regem vão orientados em como definir esta relação, os processos democráticos, participação em assembléias, como aportam capital, como distribuem dividendos, então tudo isso permite fortalecer a relação da instituição com seus próprios associados.”

Fonte: Paraná Cooperativo

Palestra de Pauline Green, Presidente da ACI Mundial, em Nova Petrópolis/RS – veja o conteúdo

December 8th, 2010 No comments

Dame Pauline Green visitou o monumento ao Padre Amstad

Por ocasião de sua participação no evento de irmanamento entre os municípios de Nova Petrópolis/RS e Sunchales/Argentina, a Presidente da ACI Global (Aliança Cooperativa Internacional), Dame Pauline Green apresentou para as 600 pessoas presentes sobre sua visão atual e futura do cooperativismo mundial. 

  

Dame Pauline Green começou sua carreira cooperativa quando os filhos ainda eram pequenos e ela buscava algo em que eles pudessem participar. “Conheci o cooperativismo e me envolvi na cooperação”. “Depois me envolvi como lobista nas questões da ONU. Fui uma membra cooperativa do parlamento.” Dame Pauline foi a primeira mulher presidente da ACI em 50 anos de história. 

Antes de ser escolhida a Presidente da ACI Global, Dame Pauline Green foi a Presidente da ACI Europa

  

Em sua palestra Pauline comentou que nos últimos 15 anos houve um renascimento do “movimento cooperativo de negócios”. Segundo ela “as cooperativa precisam ter lucros, mas nós não os entregamos à acionistas e sim aos associados (membros)“. Mencionou que por investirem nas comunidades as cooperativas se tornaram mais populares nos últimos anos. “As cooperativas são uma ponte entre as atividades locais e o mercado global“. 

Para Pauline Green, “o desafio de nossa geração é crescer e construir o cooperativismo do século 21“. Disse estarmos em um momento especial da história motivado pela crise financeira. ”Depois do colapso as cooperativas financeiras se fortaleceram e seu valor de mercado aumentou”. Afirmou que o número de depositantes nas cooperativas de crédito cresceu e as mesmas continuaram a emprestar, diferente do que ocorreu com os bancos. 

“Há alguns anos ficamos brigando com os concorrentes que disputavam o mercado de forma desigual. Agora o dinheiro está voltando às cooperativas pois quem prometia o impossivel teve problemas com a crise financeira.” 

“As cooperativas sempre são mais conservadoras. As cooperativas que mantiveram seus principios e valores se mantiveram bem dirante a crise.” 

 

2012: Ano Internacional das Cooperativas

 

Dame Pauline Green, Presidente da ACI Mundial

Dame Pauline Green, Presidente da ACI Mundial

Durante boa parte de sua palestra, Dame Pauline Green, falou sobre o ano de 2012, ano este que foi escolhido pela ONU como o “Ano Internacional das Cooperativas”. Para ela, “se nos unirmos temos uma grande oportunidade de dar um grande passo em nossas comunidades e no nosso planeta.

“Para 2012 a ACI está preparando um logotipo e de um slogan simples: “Empresas cooperativas construem um mundo melhor‘.

A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) é um órgão não governamental que une, representa e serve as cooperativas no mundo todo. É uma das mais antigas e maiores ONG’s do mundo, criada em 1895, contando atualmente com 221 membros originários de 85 países. As cooperativas contam com mais de 1 bilhão de associados no mundo.  De forma direta ou indireta, mais de 50% da população mundial é atendida por uma empresa cooperativa. Precisamos demonstrar isto nesta campanha.

“Vamos convidar a todos vocês para que façam eventos de divulgação”, referindo-se à 2012. “Precisamos pensar também no futuro de nosso movimento. Cada cooperativa deve deixar claro em seus produtos que são produzidos por uma cooperativa. 

Dame Pauline Green disse que: ”O tamanho e força do movimento cooperativo global é invisivel nos corredores do poder“, referindo-se ao fato de não atuarmos de forma coordenada para demonstrar o tamanho e a dimensão do cooperativismo em nível mundial.

Uma das formas de mudar isto é o ranking da Global 300 Cooperative (link), realizado pela ACI. As 300 maiores valem US$ 1,3 trilhões, equivalente ao tamanho das 10 maiores economias do mundo.

Dame Pauline disse que por vezes escuta as cooperativas dizerem que são um modelo alternativo, ”não acho que somos um modelo alternativo, somos melhores. Cuidamos das pessoas e não buscamos apenas o lucro“.

Com foco total em divulgação em 2012 a expectativa é que “no final de 2012 tenhamos algo que nos leve avante, teremos um legado a deixar. Viveremos um novo momento nos próximos 5 anos.”

Agora é hora de pensar grande. O problema é que ninguem conhece as estatisticas verdadeiras do cooperativismo”, referindo-se ao fato de não existirem dados consolidados e confiáveis do cooperativismo mundial.

Segundo Dame Pauline, “a percepção de nosso movimento está mudando. Obama está querendo transformar em cooperativas dois grandes bancos americanos que passaram por dificuldades”. 

Veja a apresentação utilizada por Dame Pauline Green clicando sobre a imagem abaixo.

 

Apresentação realizada por Dame Pauline Green

Apresentação realizada por Dame Pauline Green

Posicionar a marca cooperativa, este é o pedido de Charled Gould, Diretor Geral da ACI Mundial para o ano de 2012

December 7th, 2010 No comments
Charles Gould, Diretor Geral da ACI Global

Charles Gould, Diretor Geral de ACI, convidou o movimento cooperativo mundial a unir-se em uma única e simples mensagem no Ano Internacional das Cooperativas.

Em sua recente mensagem dirigida ao movimento cooperativo, Charles Gould afirmou que “as cooperativas tem uma história para contar e reais soluções para oferecer a um mundo que enfrenta sérios desafios econômicos”.  No que assinalou como um momento ”especialmente propício” para as cooperativas, convidou o movimento a unir-se em uma única e clara mensagem de maneira a ganhar posições na opinião pública.

Apesar de o lançamento oficial do Ano Internacional das Cooperativas pela ONU ser em novembro de 2011, o Conselho Diretivo da ACI, reunido em Berling no início de set/10 definiu que os esforços devem ser focados em aumentar o reconhecimento público em relação às cooperativas. Para conseguir este objetivo “visualizamos uma campanha com uma mensagem muito simples”, disse Charles Gould.

A mensagem definitiva ainda não foi definida, mas seu objetivo será o de gerar curiosidade, fazendo com que o público queira saber mais sobre as cooperativas. Apesar de esta mensagem inicial não ser capaz de explicar com profundidade os princípios e valores cooperativos, a campanha permitirá que as pessoas saibam como saber mais sobre o cooperativismo. “O tom da mensagem será desenhado para sugerir que o cooperativismo, que está solucionando os problemas que o mundo enfrenta atualmente, é um modelo de negócios baseado em valores”, indicou Gould.

O Diretor Geral da ACI Global enfatizou que a campanha será possível se todos os membros da ACI ao redor do mundo divulgarem esta única e simples mensagem. “Estamos pedindo que vocês incorporem a mensagem em seus canais de comunicação existentes, nas embalagens dos produtos, nos expositores dos pontos de venda, em folders e quaisquer outros tipos de comunicação“.

O Ano Internacional das Cooperativas, em 2012, dá ao movimento uma plataforma a partir da qual possamos compartilhar com a opinião pública a mensagem “2012 será o início e não o final do posicionamento da marca cooperativa na percepção do público”.

Fonte: ACI Américas